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WANS e Roteadores Cisco CCNA 3.1

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Information about WANS e Roteadores Cisco CCNA 3.1
wan

Published on March 4, 2014

Author: softpalm

Source: slideshare.net

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Capítulo 01:WANs e Roteadores Cisco CCNA 3.1 1

Cisco CCNA 3.1 2

Visão geral Capítulo 01 Uma rede de longa distância (WAN) é uma rede de comunicações de dados que abrange uma grande área geográfica. As WANs têm várias características importantes que as diferem das redes locais. A primeira lição deste módulo oferecerá uma visão geral das tecnologias e protocolos utilizados em WANs. Explicará também as diferenças e semelhanças entre WANs e redes locais. É importante ter uma compreensão dos componentes da camada física de um roteador. Essa compreensão cria uma base para outros conhecimentos e habilidades necessários para configurar roteadores e gerenciar redes roteadas. Este módulo oferece um exame mais detalhado dos componentes físicos internos e externos de um roteador. Ele também descreve técnicas para conectar fisicamente as diversas interfaces dos roteadores. Ao concluírem este módulo, os alunos deverão ser capazes de: • • • • • • • Identificar as organizações responsáveis pelos padrões utilizados em WANs; Explicar a diferença entre uma WAN e uma rede local e o tipo de endereço que cada uma delas utiliza; Descrever a função de um roteador em uma WAN; Identificar os componentes internos do roteador e descrever suas funções; Descrever as características físicas do roteador; Identificar portas comuns de um roteador; Conectar adequadamente portas Ethernet, WAN serial e de console. Cisco CCNA 3.1 3

1.1 WANs 1.1.1 Introdução às WANs Uma rede de longa distância (WAN) é uma rede de comunicações de dados que abrange uma grande área geográfica, como um estado, região ou país. As WANs geralmente utilizam meios de transmissão fornecidos por prestadoras de serviços de telecomunicações, como por exemplo, as companhias telefônicas. Exemplo de Rede de Dados Estas são as principais características das WANs: • • • Conectam dispositivos que estão separados por grandes áreas geográficas. Usam os serviços de prestadoras, como Regional Bell Operating Companies (RBOCs), Sprint, MCI, VPM Internet Services, Inc. Alguns exemplos no Brasil são: Embratel, Telemar, Intelig, Telefônica, Brasil Telecom, entre outras. Usam conexões seriais de vários tipos para acessar a largura de banda através de grandes áreas geográficas. Uma WAN difere de uma rede local de diversas maneiras. Por exemplo, diferentemente de uma rede local, que conecta estações de trabalho, periféricos, terminais e outros dispositivos em um único prédio ou outra área geográfica pequena, uma WAN estabelece conexões de dados através de uma ampla área geográfica. As empresas usam WANs para conectar diversas localidades, de maneira que seja possível trocar informações entre escritórios distantes. Uma WAN opera na camada física e na camada de enlace do modelo de referência OSI. Ela interconecta redes locais que, geralmente, estão separadas por grandes áreas geográficas. As WANs propiciam o intercâmbio de pacotes de dados e quadros entre roteadores e switches e as redes locais suportadas por eles. Cisco CCNA 3.1 4

Os seguintes dispositivos são usados nas WANs: • • • Roteadores, que oferecem diversos serviços, tais como portas para interconexão de redes e portas de interface WAN. Modems, que incluem serviços de interface de voz, unidades de serviço de canal/digital (CSU/DSUs) que fazem interface com serviços T1/E1, e adaptadores de terminal / terminação de rede tipo 1 (TA/NT1s), que fazem interface com serviços ISDN (Integrated Services Digital Network – Rede Digital de Serviços Integrados). Servidores de comunicação, que concentram as comunicações através de linha de escada (dial-in e dial-out). Dispositivos de WAN Dispositivos de WAN Cisco CCNA 3.1 5

Os protocolos de enlace da WAN descrevem como os quadros são transportados entre os sistemas de um único enlace de dados. Encapsulamento do Enlace de Dados Eles incluem protocolos criados para operar sobre serviços comutados dedicados ponto a ponto, multiponto e mutiacesso, tais como Frame Relay. Os padrões da WAN são definidos e gerenciados por diversas autoridades reconhecidas, como as seguintes agências: • • International Telecommunication Union-Telecommunication Standardization Sector – União Internacional de Telecomunicações-Setor de Padronização das Telecomunicações (ITU-T), antigo Consultative Committee for International Telegraph and Telephone – Comitê Consultivo para Telégrafo e Telefone Internacional (CCITT). International Organization for Standardization – Organização Internacional de Padronização (ISO). Internet Engineering Task Force – Força-Tarefa de Engenharia da Internet (IETF). • Electronic Industries Association – Associação das Indústrias Eletrônicas (EIA). • Dispositivos de WAN Cisco CCNA 3.1 6

1.1.2 Introdução aos roteadores de uma WAN Um roteador é um tipo especial de computador. Ele tem os mesmos componentes básicos de um PC desktop padrão. Tem uma CPU, memória, um barramento do sistema e diversas interfaces de entrada/saída. Entretanto, os roteadores são projetados para realizar algumas funções muito específicas, que geralmente não são realizadas pelos computadores desktop. Por exemplo, os roteadores conectam e permitem a comunicação entre duas redes e determinam o melhor caminho para que os dados viajem através dessas redes conectadas. Assim como os computadores precisam de sistemas operacionais para executar aplicativos de software, os roteadores precisam do IOS (Internetwork Operating System – Sistema Operacional de Interconexão de Redes) para executar as funções definidas nos arquivos de configuração. Esses arquivos de configuração contêm as instruções e os parâmetros que controlam o fluxo de tráfego que entra e sai dos roteadores. Especificamente, usando protocolos de roteamento, os roteadores tomam decisões com relação ao melhor caminho para os pacotes. O arquivo de configuração especifica todas as informações para uma configuração e uma utilização corretas dos protocolos roteados e de roteamento, selecionados ou ativados, no roteador. Este curso mostrará como definir os arquivos de configuração a partir dos comandos do IOS, a fim de fazer com que o roteador realize diversas funções essenciais de rede. O arquivo de configuração do roteador pode parecer complexo à primeira vista, mas parecerá muito menos complicado até o final do curso. Os principais componentes internos do roteador são a memória de acesso aleatório (RAM), a memória de acesso aleatório não-volátil (NVRAM), a memória flash, a memória somente de leitura (ROM) e as interfaces. Componentes Internos Cisco CCNA 3.1 7

A RAM, também chamada de RAM dinâmica (DRAM), tem as seguintes características e funções: • • • • • • • Armazena tabelas de roteamento; Mantém a cache do ARP; Mantém a cache de fast-switching (comutação rápida); Armazena pacotes em buffers (RAM compartilhada); Mantém filas para armazenamento temporário de pacotes (queues); Fornece memória temporária para o arquivo de configuração do roteador enquanto ele estiver ligado; Perde seu conteúdo quando o roteador é desligado ou reiniciado. A NVRAM tem as seguintes características e funções: • • Armazena o arquivo de configuração que será utilizado na inicialização (startup configuration); Retém seu conteúdo quando o roteador é desligado ou reiniciado. A memória flash tem as seguintes características e funções: • • • • • Mantém a imagem do sistema operacional (IOS); Permite que o software seja atualizado sem remover nem substituir chips do processador; Retém seu conteúdo quando o roteador é desligado ou reiniciado; Pode armazenar várias versões do software do IOS; É um tipo de ROM programável, apagável eletronicamente (EEPROM). A memória somente de leitura (ROM) tem as seguintes características e funções: • • • Mantém instruções que definem o autoteste realizado na inicialização do roteador (Power-on self test - POST); Armazena o programa de bootstrap e softwares básicos do sistema operacional; Requer a substituição de chips plugáveis na placa-mãe para as atualizações de software. As interfaces têm as seguintes características e funções: • • Conectam o roteador à rede para entrada e saída de pacotes; Podem ficar na placa-mãe ou em um módulo separado. Cisco CCNA 3.1 8

1.1.3 Redes locais e WANs com roteadores Embora um roteador possa ser usado para segmentar redes locais, seu principal uso é como dispositivo WAN. Os roteadores têm tanto interfaces de rede local como de WAN. Segmentação Utilizando Roteadores Roteadores Conectados por Tecnologias de WAN Cisco CCNA 3.1 9

Na verdade, as tecnologias WAN geralmente são usadas para conectar roteadores, ou seja, os roteadores se comunicam entre si por meio de conexões WAN. Determinação do Caminho Os roteadores são os dispositivos que compõem o backbone das grandes intranets e da Internet. Eles operam na camada 3 do modelo OSI, tomando decisões com base nos endereços de rede. As duas principais funções de um roteador são a seleção do melhor caminho e a comutação de pacotes para a interface correta. Os roteadores fazem isso criando tabelas de roteamento e trocando informações de rede com outros roteadores. Um administrador pode manter tabelas de roteamento através da configuração de rotas estáticas, mas geralmente as tabelas de roteamento são mantidas dinamicamente por meio do uso de um protocolo de roteamento, que troca informações sobre a topologia (caminhos) da rede com outros roteadores. Se, por exemplo, o computador (x) precisar se comunicar com o computador (y) de um lado do mundo e com o computador (z) em outro local distante, é necessário um recurso que defina como será o roteamento do fluxo de informações, assim como caminhos redundantes para haja uma maior confiabilidade. Comunicação Em Qualquer Lugar, A Qualquer Hora Cisco CCNA 3.1 10

Muitas decisões de projeto de rede e das tecnologias a utilizar podem ser tomadas para que possa ser atingida a meta de conseguir que os computadores x, y e z se comuniquem. Uma interconexão de redes (internetwork) corretamente configurada oferece as seguintes funcionalidades: • • • • • Endereçamento fim-a-fim consistente; Endereços que representam topologias de rede; Seleção do melhor caminho; Roteamento dinâmico ou estático; Comutação. Cisco CCNA 3.1 11

1.1.4 Função do roteador em uma WAN Considera-se que uma WAN opera na camada física e na camada de enlace. Isso não significa que as outras cinco camadas do modelo OSI não sejam encontradas em uma WAN. Significa simplesmente que as características que diferenciam uma WAN de uma rede local normalmente são encontradas na camada física e na camada de enlace. Em outras palavras, os padrões e os protocolos usados nas camadas 1 e 2 das WANs são diferentes dos utilizados nas mesmas camadas das redes locais. A camada física da WAN descreve a interface entre o equipamento terminal de dados (DTE) e o equipamento de terminação do circuito de dados (DCE). Geralmente, o DCE é o provedor do serviço e o DTE é o dispositivo conectado. Nesse modelo, os serviços oferecidos para o DTE são disponibilizados através de um modem ou CSU/DSU. Camada Física da WAN A principal função de um roteador é o roteamento. Este ocorre na camada de rede, a camada 3, mas se uma WAN opera nas camadas 1 e 2, então o roteador é um dispositivo de rede local ou de WAN? A resposta é que ele é os dois, como geralmente ocorre na área de redes. Um roteador pode ser exclusivamente um dispositivo de rede local, pode ser exclusivamente um dispositivo WAN ou pode estar na fronteira entre uma rede local e uma WAN e ser um dispositivo de rede local e de WAN ao mesmo tempo. Uma das funções de um roteador em uma WAN é rotear pacotes na camada 3, mas essa também é uma função de um roteador em uma rede local. Portanto, roteamento não está estritamente relacionado à função WAN do roteador. Quando um roteador usa os padrões e os protocolos das camadas física e de enlace que estão associados as WANs, ele opera como um dispositivo WAN. As principais funções na WAN de um roteador, portanto, não são de roteamento, mas de oferecer conexões entre os vários padrões físicos e de enlace de dados da WAN. Por exemplo, um roteador pode ter uma interface ISDN, que usa encapsulamento PPP, e uma interface serial na terminação de uma linha T1, que usa encapsulamento Frame Relay. Cisco CCNA 3.1 12

O roteador deve ser capaz de mover um fluxo de bits de um tipo de serviço, como ISDN, para outro, como T1, e mudar o encapsulamento do enlace de dados de PPP para Frame Relay. Muitos dos detalhes dos protocolos das camadas 1 e 2 da WAN serão abordados mais adiante no curso, mas alguns dos principais protocolos e padrões WAN estão listados aqui para referência. Protocolos e padrões da camada física da WAN: • • • • • • • • • • • EIA/TIA-232 EIA/TIA-449 V.24 V.35 X.21 G.703 EIA-530 ISDN T1, T3, E1 e E3 xDSL SONET (OC-3, OC-12, OC-48, OC-192) Protocolos e padrões da camada de enlace da WAN: • • • • • • • • • • High-level data link control (HDLC) Frame Relay Point-to-Point Protocol (PPP) Synchronous Data Link Control (SDLC) Serial Line Internet Protocol (SLIP) X.25 ATM LAPB LAPD LAPF Protocolo da Camada de Enlace de Dados da WAN Cisco CCNA 3.1 13

1.1.5 Abordagem da Academia para Laboratórios Práticos No laboratório da Academia, todas as redes estarão conectadas com cabos seriais ou Ethernet e os alunos poderão ver e tocar todos os equipamentos. Conexões WAN Diferentemente da configuração do laboratório da Academia, os cabos seriais no mundo real não estão conectados back-to-back. Em uma situação do mundo real, um roteador pode estar em Nova York, nos Estados Unidos, enquanto outro está em Sydney, na Austrália. Um administrador em Sydney teria que se conectar ao roteador de Nova York através da nuvem da WAN para solucionar problemas no roteador de Nova Iorque. No laboratório da Academia, os dispositivos que formam a nuvem da WAN são simulados pela conexão entre cabos DTE-DCE back-to-back. Configuração do Laboratório da Academia A conexão da interface s0/0 de um roteador para a interface s0/1 de outro roteador simula um circuito completo na nuvem. Conjunto do Laboratório Cisco CCNA 3.1 14

1.2 Roteadores 1.2.1 Componentes internos do roteador Embora a arquitetura exata dos roteadores varie de um modelo para outro, esta seção introduzirá os principais componentes internos. As figuras abaixo e mostram os componentes internos de alguns modelos de roteadores da Cisco. Componentes Interno do Roteador 1 Componentes Interno do Roteador 2 Cisco CCNA 3.1 15

Os componentes comuns são abordados nos parágrafos abaixo. CPU: A unidade central de processamento (CPU) executa instruções do sistema operacional. Dentre estas funções estão a inicialização do sistema, o roteamento e o controle da interface de rede. A CPU é um microprocessador. Roteadores de maior porte podem ter várias CPUs. RAM: A memória de acesso aleatório (RAM) é usada para manter informações da tabela de roteamento, para cache de comutação rápida (fast-switching), para manter a configuração em uso e para filas de pacotes. Na maioria dos roteadores, a RAM oferece espaço temporário de armazenamento em tempo de execução para os processos do Cisco IOS e seus subsistemas. Geralmente, a RAM é dividida logicamente em memória principal do roteador e memória compartilhada de entrada/saída (E/S). A memória compartilhada de E/S é compartilhada entre as interfaces para armazenamento temporário de pacotes. O conteúdo da RAM é perdido quando a energia é desligada. Geralmente, a RAM é uma memória de acesso aleatório dinâmico (DRAM) e pode ser aumentada adicionando-se módulos DIMM (Dual In-Line Memory Modules – Módulos de Memória Dual em Linha). Flash: A memória flash é usada para armazenar uma imagem completa do software Cisco IOS. Normalmente, o roteador carrega o IOS da flash. Essas imagens podem ser atualizadas carregando-se uma nova imagem na memória flash. O IOS pode estar na forma compactada ou não compactada. Na maioria dos roteadores, uma cópia executável do IOS é transferida para a RAM durante o processo de inicialização. Em outros roteadores, o IOS pode ser executado diretamente da memória flash. Adicionar ou substituir módulos SIMM (Single In-Line Memory Modules – Módulos de Memória Simples em Linha) ou cartões PCMCIA pode aumentar a quantidade de memória flash. NVRAM: A memória de acesso aleatório não-volátil (NVRAM) é usada para armazenar a configuração a ser utilizada na inicialização (startup configuration). Em alguns dispositivos, a NVRAM é implementada usando memórias somente de leitura programáveis e eletronicamente apagáveis (EEPROMs) separadas. Em outros dispositivos, ela é implementada no mesmo dispositivo flash a partir do qual o código de inicialização (boot code) é carregado. Nos dois casos, esses dispositivos retêm seus conteúdos quando a energia é desligada. Barramentos: A maioria dos roteadores contém um barramento do sistema e um barramento da CPU. O barramento do sistema é usado para comunicação entre a CPU e as interfaces e/ou slots de expansão. Esse barramento transfere os pacotes para as interfaces e a partir delas. O barramento da CPU é usado pela CPU para ter acesso aos componentes de armazenamento do roteador. Esse barramento transfere instruções e dados para endereços de memória especificados ou a partir deles. Cisco CCNA 3.1 16

ROM: A memória somente de leitura (ROM) é usada para armazenar permanentemente o código de diagnóstico de problemas na inicialização (ROM Monitor). As principais tarefas da ROM são os testes do hardware durante a inicialização do roteador e a carga do software Cisco IOS da flash para a RAM. Alguns roteadores também têm uma versão reduzida do IOS, que pode ser usada como uma fonte alternativa de inicialização. As ROMs não podem ser apagadas. Elas só podem ser atualizadas substituindo os chips da ROM instalados nos soquetes. Interfaces: As interfaces são as conexões do roteador com o ambiente externo. Os três tipos de interfaces são: rede local (LAN), rede de longa distância (WAN) e Console/AUX. Geralmente, as interfaces de rede local são de uma das variedades de Ethernet ou Token Ring. Essas interfaces têm chips controladores, que fornecem a lógica para conectar o sistema ao meio físico. As interfaces de rede local podem ser de configuração fixa ou modular. As interfaces WAN incluem as seriais, as ISDN e as que têm uma CSU (Channel Service Unit) integrada. Assim como as interfaces de rede local, as interfaces WAN também têm chips controladores especiais para as interfaces. As interfaces WAN podem ser de configuração fixa ou modular. As portas de Console/AUX são portas seriais usadas principalmente para a configuração inicial do roteador. Essas portas não são portas de rede. Elas são usadas para sessões de terminal a partir das portas de comunicação do computador ou através de um modem. Fonte de alimentação: A fonte de alimentação fornece a energia necessária para operar os componentes internos. Os roteadores de maior porte podem usar fontes de alimentação múltiplas ou modulares. Em alguns dos roteadores de monor porte, a fonte de alimentação pode ser externa. Cisco CCNA 3.1 17

1.2.2 Características físicas do roteador Não é essencial saber a localização exata dos componentes físicos dentro do roteador para entender a maneira de utilizá-lo. Entretanto, em algumas situações, como para a instalação de mais memória, isso pode ser muito útil. Os componentes exatos utilizados e a sua localização variam de um modelo de roteador para outro. A figura abaixo identifica os componentes internos de um roteador 2600. Componentes Internos de um Roteador 2600 A figura abaixo mostra alguns dos conectores externos de um roteador 2600. Conexão Externa em um Roteador 2600 Cisco CCNA 3.1 18

1.2.3 Conexões Externas do Roteador Conexões Externas Os três tipos básicos de conexões possíveis em um roteador são as interfaces de rede local, as interfaces WAN e as portas de gerenciamento. As interfaces de rede local permitem que o roteador seja conectado ao meio físico de uma rede local. É comum neste caso, o uso de algum tipo de Ethernet. Entretanto, podem ser utilizadas outras tecnologias de rede local, como Token Ring ou FDDI. WANs provêem conexões através de um provedor de serviços a uma localidade distante ou à Internet. Estas conexões podem utilizar interfaces seriais ou qualquer outro tipo de interface WAN. Com alguns tipos de interfaces WAN, é necessário um dispositivo externo, tal como uma CSU, para conectar o roteador ao equipamento local do provedor de serviços. Com outros tipos de conexões WAN, o roteador pode ser conectado diretamente ao provedor de serviços. A função das portas de gerenciamento é diferente daquela exercida pelas outras conexões. As conexões de LAN e de WAN provêem a conectividade a redes de conexão, por onde os pacotes de dados são encaminhados. A porta de gerenciamento fornece uma conexão baseada em texto que pode ser utilizada para configurar e solucionar problemas do roteador. As interfaces de gerenciamento comumente utilizadas são as portas de console e a auxiliar. Essas portas são seriais assíncronas EIA-232 e podem ser conectadas a uma porta de comunicação (COM) de um computador. O computador precisa executar um programa de emulação de terminal que provê uma sessão com o roteador utilizando linha de comando baseada em texto. Através dessa sessão, o administrador da rede pode gerenciar o dispositivo. Cisco CCNA 3.1 19

1.2.4 Conexões das Portas de gerenciamento A porta de console e a porta auxiliar (AUX) são portas de gerenciamento. Essas portas seriais assíncronas não foram concebidas como portas de rede. Uma dessas duas portas é necessária para realizar a configuração inicial do roteador. A porta de console é recomendada para essa configuração inicial. Nem todos os roteadores têm uma porta auxiliar. Quando o roteador entra em funcionamento pela primeira vez, nenhum parâmetro da rede está configurado. Conexão da Console a um Computador ou Terminal Portanto, o roteador não pode comunicar-se com nenhuma rede. Para prepará-lo para a inicialização e configuração iniciais, conecte um terminal ASCII RS-232, ou um computador que emule um terminal ASCII, à porta de console do sistema. Assim, é possível inserir os comandos de configuração do roteador. Uma vez inserida essa configuração inicial no roteador através da porta de console ou da porta auxiliar, o roteador poderá ser conectado à rede para fins de solução de problemas ou monitoramento. Cisco CCNA 3.1 20

O roteador também pode ser configurado remotamente, através da porta de configuração usando Telnet em uma rede IP, ou discando para um modem conectado à porta de console ou à porta auxiliar do roteador. Conexão do Modem à Console ou Porta Auxiliar Para a solução de problemas, também é preferível usar a porta de console em vez da porta auxiliar. Isso porque ela mostra, por default, as mensagens de inicialização, depuração e de erros do roteador. A porta de console também pode ser usada quando os serviços de rede não tiverem sido iniciados ou tiverem alguma falha. Assim, a porta de console pode ser usada para procedimentos de recuperação de desastres e recuperação de senhas. Cisco CCNA 3.1 21

1.2.5 Conectando as Interfaces de Console A porta de console é uma porta de gerenciamento usada para fornecer acesso fora de banda (out-of-band) ao roteador. Ela é usada para a configuração inicial do roteador, para monitoramento e para procedimentos de recuperação de desastres. Conectores do Roteador 2600 da Cisco Um cabo de console ou rollover e um adaptador RJ-45/DB-9 são usados para conectar a porta de console a um PC. Conexão de Console A Cisco fornece o adaptador necessário para conectar-se à porta de console. O PC ou terminal precisa suportar a emulação de terminal VT100. Geralmente são utilizados softwares de emulação de terminal, tais como o HyperTerminal. Cisco CCNA 3.1 22

Propriedades de Sessão do HyperTerminal Para conectar o PC a um roteador: 1. No software de emulação de terminal do PC, configure: • A porta COM correta; • 9600 baud; • 8 bits de dados; • Sem paridade; • 1 bit de parada; • Sem fluxo de controle. 2. Conecte o conector RJ-45 do cabo rollover à porta de console do roteador. 3. Conecte a outra ponta do cabo rollover ao adaptador RJ-45 / DB-9. 4. Conecte o adaptador DB-9 fêmea a um PC. Cisco CCNA 3.1 23

1.2.6 Conectando a Interfaces LAN Na maioria dos ambientes de rede local, o roteador é conectado à rede local usando uma interface Ethernet ou Fast Ethernet. O roteador é um host que se comunica com a rede local através de um hub ou de um switch. Para fazer essa conexão, é usado um cabo direto. Uma interface de roteador 10/100BaseTX requer um cabo de par trançado não blindado (UTP) de categoria 5 ou melhor, independentemente do tipo de roteador. Conectando a Interfaces LAN Em alguns casos, a interface Ethernet do roteador é conectada diretamente ao computador ou a outro roteador. Para esse tipo de conexão, é necessário um cabo cruzado (crossover). Em qualquer conexão ao roteador, a interface correta deve ser utilizada. Se for usada uma interface errada, o roteador ou os outros dispositivos de rede podem ser danificados. Muitos tipos diferentes de conexões usam o mesmo tipo de conector. Por exemplo, interfaces Ethernet, ISDN BRI, Console, AUX com CSU/DSU integrados e Token Ring usam o mesmo conector de oito pinos: RJ-45, RJ-48 ou RJ-49. Para ajudar a diferenciar as conexões do roteador e identificar a utilização dos conectores, a Cisco usa um esquema de código de cores. A figura abaixo mostra alguns deles para um roteador 2600. Conexões utilizando conectores de 8 Pinos em Roteadores Cisco da Série 2600 Cisco CCNA 3.1 24

1.2.7 Conectando a Interfaces LAN As conexões WAN podem assumir inúmeras formas. Uma WAN estabelece conexões de dados através de uma ampla área geográfica, usando muitos tipos diferentes de tecnologia. Esses serviços WAN geralmente são alugados de provedores de serviços. Dentre esses tipos de conexão WAN estão: linhas alugadas, comutadas por circuitos e comutadas por pacotes. Tipos e WANs Para cada tipo de serviço WAN, o equipamento instalado no cliente (CPE – Customer Premises equipment), geralmente um roteador, é o DTE (Data Terminal Equipment Equipamento Terminal de Dados). Eles são conectados ao provedor de serviços usando um dispositivo DCE (Data Circuit-Terminating Equipment - Equipamento de terminação do circuito de dados), geralmente um modem ou uma unidade de serviço de canal/dados (CSU/DSU). Esse dispositivo é usado para converter os dados do DTE em uma forma aceitável para o provedor de serviços de WAN. Talvez as interfaces de roteador mais utilizadas para os serviços WAN sejam as interfaces seriais. Para selecionar o cabo serial adequado, basta saber as respostas para estas quatro perguntas: Cisco CCNA 3.1 25

• Qual é o tipo de conexão ao dispositivo Cisco? Os roteadores Cisco podem usar diferentes conectores para as interfaces seriais. Portas Seriais do Roteador A interface à esquerda é uma interface Smart Serial. A interface à direita é uma conexão DB-60. Isso torna a escolha do cabo serial que conecta o sistema de rede aos dispositivos seriais uma parte essencial da configuração de uma WAN. • • A rede está sendo conectada a um dispositivo DTE ou DCE? DTE e DCE são dois tipos de interfaces seriais que os dispositivos utilizam para se comunicar. A principal diferença entre os dois é que o dispositivo DCE fornece o sinal de clock que sincroniza a comunicação entre os dispositivos. A documentação do dispositivo deve especificar se é um DTE ou DCE. Qual é o padrão de sinais exigido pelo dispositivo? Conectores Seriais de um Roteador para WAN Cisco CCNA 3.1 26

• • Para cada dispositivo, pode-se usar um padrão serial diferente. Cada padrão define os sinais no cabo e especifica o conector na ponta do cabo. A documentação do dispositivo deve sempre ser consultada quanto ao padrão de sinais. O cabo requer um conector macho ou fêmea? Conexões Seriais DCE Se o conector tiver pinos externos visíveis, ele é macho. Se tiver encaixes para pinos externos, é fêmea. Cisco CCNA 3.1 27

Resumo Capítulo 01 Devem ter sido compreendidos os importantes conceitos a seguir: • • • • • • • • Conceitos de WAN e de rede local; Função de um roteador em WANs e LANs; Protocolos WAN; Configuração do encapsulamento; Identificação e descrição dos componentes internos de um roteador; Características físicas de um roteador; Portas mais comuns em um roteador; Como conectar as portas de console, de LAN e de WAN do roteador. Cisco CCNA 3.1 28

Capítulo 02: Introdução aos Roteadores Cisco CCNA 3.1 29

Visão Geral Capítulo 02 A tecnologia Cisco foi concebida em torno do Cisco IOS (Internetwork Operating System – Sistema Operacional de Interconexão de redes), que é o software que controla as funções de roteamento e de comutação nos dispositivos de interconexão de redes. Uma compreensão sólida do IOS é essencial para um administrador de redes. Este módulo apresentará uma introdução aos fundamentos do IOS e oferecerá práticas que permitirão examinar os seus recursos. Todas as tarefas de configuração da rede, das mais básicas às mais complexas, exigem uma base sólida a respeito dos fundamentos da configuração do roteador. Este módulo fornecerá as ferramentas e as técnicas para a configuração básica do roteador, as quais serão usadas ao longo do curso. Ao concluir este módulo, os alunos deverão ser capazes de: • • • • • • • • • Descrever a finalidade do IOS; Descrever a operação básica do IOS; Identificar vários recursos do IOS; Identificar os métodos para estabelecer uma sessão com o roteador utilizando a interface de linha de comando (CLI); Alternar entre o modo EXEC de usuário e o modo EXEC privilegiado; Estabelecer uma sessão HyperTerminal com um roteador; Efetuar login em um roteador; Usar o recurso de ajuda na interface de linha de comando; Solucionar problemas de erros no uso dos comandos. Cisco CCNA 3.1 30

2.1 Operando o Software Cisco IOS 2.1.1 A finalidade do software Cisco IOS Assim como um computador, um roteador ou switch não pode funcionar sem um sistema operacional. A Cisco chama seu sistema operacional de Internetwork Operating System (Sistema Operacional de Interconexão de Redes) ou IOS. Essa é a tecnologia de software embutida em todos os roteadores da Cisco, sendo também o sistema operacional dos switches da linha Catalyst. Sem um sistema operacional, o hardware não tem qualquer funcionalidade. O Cisco IOS oferece os seguintes serviços de rede: • • • Funções básicas de roteamento e comutação; Acesso confiável e seguro aos recursos da rede; Escalabilidade. Sistema Operacional de Roteador e de Switch: Cisco IOS Cisco CCNA 3.1 31

2.1.2 Interface do Usuário do Roteador O software Cisco IOS usa uma interface de linha de comando (CLI) como seu ambiente de console tradicional. O IOS é uma tecnologia central que se estende por quase toda a linha de produtos da Cisco. Seus detalhes de operação podem variar nos diferentes dispositivos de internetworking. Esse ambiente pode ser acessado através de diversos métodos. Uma maneira de acessar a CLI é através de uma sessão de console. Uma console usa uma conexão serial de baixa velocidade diretamente de um computador ou terminal para a porta de console do roteador. Outra maneira de acessar uma sessão da CLI é usando uma conexão discada (dial-up) através de um modem ou de um cabo null-modem conectado à porta AUX do roteador. Nenhum desses métodos requer que o roteador tenha qualquer serviço de rede configurado. Outro método para acessar uma sessão CLI é conectar-se via Telnet ao roteador. Para estabelecer uma sessão Telnet com o roteador, pelo menos uma interface do roteador deve estar configurada com um endereço IP e as sessões de terminais virtuais precisam estar configuradas para solicitar o login do usuário e devem ter uma senha associada. A Interface do Usuário de Roteador Cisco CCNA 3.1 32

2.1.3 Modos da interface do usuário do roteador A interface de linha de comando (CLI) da Cisco usa uma estrutura hierárquica. Essa estrutura exige a entrada em diferentes modos para realizar determinadas tarefas. Por exemplo, para configurar a interface de um roteador, o usuário deve entrar no modo Setup de interface. A partir desse modo, todas as configurações inseridas aplicam-se somente a essa interface específica. Cada modo Setup é indicado por um prompt distinto e permite apenas os comandos que sejam adequados a esse modo. O IOS fornece um serviço de interpretação de comandos conhecido como executivo de comandos (EXEC). Depois que cada comando é inserido, o EXEC valida e executa o comando. Como recurso de segurança, o software Cisco IOS separa as sessões EXEC em dois níveis de acesso. Esses níveis são o modo EXEC de usuário e o modo EXEC privilegiado. O modo EXEC privilegiado também é conhecido como modo de ativação. Os recursos do modo EXEC de usuário e do modo EXEC privilegiado são os seguintes: • O modo EXEC de usuário permite somente uma quantidade limitada de comandos básicos de monitoramento. Ele geralmente é chamado de modo "somente de visualização". O modo EXEC de usuário não permite nenhum comando que possa alterar a configuração do roteador. O modo EXEC de usuário pode ser identificado pelo prompt ">". Os modos de Usuário do Roteador • O modo EXEC privilegiado permite acesso a todos os comandos do roteador. Esse modo pode ser configurado para que seja exigida uma senha do usuário antes de acessá-lo. Para maior proteção, ele também pode ser configurado para exigir uma identificação do usuário (user ID). Isso permite que somente os usuários autorizados acessem o roteador. Os comandos de configuração e gerenciamento exigem que o administrador da rede esteja no modo EXEC privilegiado. O modo Setup global e outros modos de configuração mais específicos só podem ser alcançados a partir do modo EXEC privilegiado. O modo EXEC privilegiado pode ser identificado pelo prompt "#". Cisco CCNA 3.1 33

Para acessar o nível EXEC privilegiado a partir do nível EXEC de usuário, digite o comando enable no prompt ">". Alternando Entre EXEC Usuário e EXEC Privilegiado Se uma senha estiver configurada, o roteador pedirá essa senha. Por razões de segurança, um dispositivo de rede da Cisco não mostra a senha digitada. Quando a senha correta for digitada, o prompt do roteador mudará para "#", indicando que o usuário passou para o modo EXEC privilegiado. Inserir um ponto de interrogação (?) no modo EXEC privilegiado revela muitas outras opções de comandos, além das disponíveis no modo EXEC de usuário. Cisco CCNA 3.1 34

2.1.4 Características do software Cisco IOS A Cisco fornece imagens de IOS para atender uma grande variedade de produtos de rede de diferentes plataformas. Para otimizar o software Cisco IOS exigido por essas várias plataformas, a Cisco está trabalhando no desenvolvimento de várias imagens diferentes do software Cisco IOS. Cada imagem representa um conjunto diferente de recursos para atender às várias plataformas existentes de dispositivos, os recursos disponíveis de memória nos equipamentos e às necessidades dos clientes. Embora existam muitas imagens de IOS para diferentes modelos de dispositivos e conjuntos de recursos da Cisco, a estrutura básica dos comandos de configuração é a mesma. As habilidades de configuração e solução de problemas adquiridas em qualquer um dos dispositivos aplicam-se a uma ampla gama de produtos. A convenção de nomes para as diferentes versões do Cisco IOS contém três partes: • • • A plataforma na qual a imagem é executada; Os recursos especiais suportados pela imagem; Onde a imagem é executada e se ela foi zipada ou compactada. Convenções de Nomenclatura IOS Cisco CCNA 3.1 35

Recursos específicos do IOS podem ser selecionados com auxílio do Cisco Software Advisor, uma ferramenta interativa que fornece as informações mais atuais e permite selecionar opções que atendam as necessidades da rede. Uma das principais considerações ao selecionar uma nova imagem de IOS é a compatibilidade com a memória flash e RAM disponíveis no roteador. Em geral, quanto mais nova a versão e quanto mais recursos ela oferecer, mais memória será necessária. Use o comando show version no dispositivo Cisco para verificar a imagem atual e a memória flash disponível. O site de suporte da Cisco tem ferramentas disponíveis para ajudar a determinar a quantidade de flash e RAM necessárias para cada imagem. Antes de instalar uma nova imagem do software Cisco IOS no roteador, verifique se este atende às exigências de memória para essa imagem. Para ver a quantidade de RAM, use o comando show version: Cisco CCNA 3.1 36

Identificando a Disponibilidade de memória RAM no Sistema ...<saída omitida>... cisco 1721 (68380) processor (revision C) with 3584K/512K bytes of memory. Essa linha mostra quanto há de memória principal e compartilhada instalada no roteador. Algumas plataformas usam uma parcela da DRAM como memória compartilhada. A necessidade de memória leva isso em consideração, portanto as duas quantidades devem ser somadas para encontrar a quantidade de DRAM instalada no roteador. Para encontrar a quantidade de memória flash, use o comando show flash. GAD#show flash ...<saída omitida>... 15998976 bytes total (10889728 bytes free) Cisco CCNA 3.1 37

2.1.5 Modo de operar do software Cisco IOS Os dispositivos que utilizam o IOS Cisco têm três ambientes ou modos operacionais distintos: • • • ROM Monitor; Boot ROM; Cisco IOS. Normalmente, o processo de inicialização do roteador carrega um destes ambientes operacionais na RAM e o executa. O valor definido no configuration register (registrador de configuração) pode ser usado pelo administrador do sistema para controlar o modo como o roteador será inicializado. No modo ROM Monitor é realizado o processo inicial de inicialização (bootstrap) e oferecido ao usuário um conjunto de comandos para operação de baixo nível e para diagnóstico do equipamento. É usado para corrigir falhas do sistema e recuperar senhas perdidas. O modo ROM monitor não pode ser acessado através de nenhuma das interfaces de rede. Só pode ser acessado por meio de uma conexão física direta através da porta de console. Quando o roteador está operando no modo boot ROM, somente um subconjunto limitado dos recursos do Cisco IOS está disponível. No modo Boot ROM são permitidas operações de gravação na memória flash que são usadas principalmente para substituir a imagem do Cisco IOS que está armazenada na flash. No modo Boot ROM, a imagem do Cisco IOS pode ser modificada usando o comando copy tftp flash, que copia uma imagem do IOS armazenada em um servidor TFTP para a memória flash do roteador. A operação normal de um roteador requer o uso da imagem completa do Cisco IOS, conforme armazenada na flash. Em alguns dispositivos, o IOS é executado diretamente a partir da flash. Entretanto, a maioria dos roteadores Cisco requer que uma cópia do IOS seja carregada na RAM e executada também a partir da RAM. Algumas imagens do IOS são armazenadas na flash em formato compactado e precisam ser expandidas ao serem copiadas para a RAM. Cisco CCNA 3.1 38

Para ver a imagem e versão do IOS que está sendo executado, use o comando show version, que também indica como o configuration register está definido. O comando show flash é usado para verificar se o sistema tem memória suficiente para carregar uma nova imagem do Cisco IOS. Cisco CCNA 3.1 39

2.2 Inicializando um Roteador 2.2.1 Inicializando Roteadores Cisco pela primeira vez Um roteador é inicializado com a carga do bootstrap, do sistema operacional e de um arquivo de configuração. Se não conseguir encontrar um arquivo de configuração, ele entra no modo Setup. Após a conclusão do modo Setup, uma cópia de backup do arquivo de configuração pode ser salva na memória RAM não volátil. O objetivo das rotinas de inicialização do software Cisco IOS é iniciar a operação do roteador. Para isso, as rotinas de inicialização devem realizar as seguintes tarefas: • • • Certificar-se de que o hardware do roteador foi testado e está funcional. Encontrar e carregar o software Cisco IOS. Encontrar e aplicar o arquivo de configuração armazenado (startup configuration) ou entrar no modo Setup. Quando um roteador Cisco é ligado, é realizado um autoteste (POST - Power-on Self Test). Durante esse autoteste, o roteador executa uma série de testes a partir da ROM em todos os módulos de hardware. Esses testes verificam a operação básica da CPU, da memória e das portas das interfaces de rede. Após verificar as funções de hardware, o roteador passa à inicialização do software. Após o POST, ocorrem os seguintes eventos ocorrem durante a inicialização do roteador: Etapas na Inicialização do Roteador Etapa 1 O bootstrap é executado a partir da ROM. Um bootstrap é um conjunto simples de instruções que testam o hardware e inicializam o IOS para que seja iniciada a operação do roteador. Etapa 2 O IOS pode ser encontrado em diversos lugares. Testam o hardware e inicializam o IOS para que seja iniciada a operação do roteador. Se o campo de boot indicar uma carga a partir da flash ou da rede, os comandos boot system existentes no arquivo de configuração indicam o nome exato e a localização da imagem a ser utilizada. Etapa 3 A imagem do sistema operacional é carregada. Quando o IOS é carregado e está operacional, uma listagem dos componentes de hardware e software disponíveis é exibida na tela do terminal de console. Cisco CCNA 3.1 40

Etapa 4 O arquivo de configuração salvo na NVRAM é carregado na memória principal e executado linha a linha. Os comandos de configuração iniciam os processos de roteamento, fornecem endereços para as interfaces e definem outras características operacionais do roteador. Etapa 5 Se não existir nenhum arquivo de configuração válido na NVRAM, o sistema operacional busca um servidor TFTP disponível. Se nenhum servidor TFTP for encontrado, o diálogo de configuração (modo setup) é iniciado. A configuração não é o modo para entrada de recursos complexos de protocolo no roteador. A finalidade do modo Setup é permitir que o administrador instale uma configuração mínima para um roteador que não seja capaz de localizar uma configuração a partir de outra fonte. No modo Setup, as respostas padrão aparecem entre colchetes [ ] depois das perguntas. Pressione a tecla Enter para usar esses padrões. Durante o processo de configuração, pode-se pressionar Ctrl-C a qualquer momento para encerrar o processo. Quando a configuração é encerrada por meio de Ctrl-C, todas as interfaces do roteador são desabilitadas (administrative shutdown). Quando o processo de configuração é concluído no modo Setup, são exibidas as seguintes opções: [0] Go to the IOS command prompt without saving this config. (Ir para o prompt de comando do IOS sem salvar esta configuração.) [1] Return back to the setup without saving this config. (Voltar à configuração sem salvar esta configuração.) [2] Save this configuration to nvram and exit. (Salvar esta configuração na NVRAM e sair.) Enter your selection [2]: (Digite a sua opção [2]:) Cisco CCNA 3.1 41

2.2.2 LEDs Indicadores utilizados no roteador Os roteadores Cisco utilizam LEDs para fornecer informações sobre seu estado operacional. Dependendo do modelo do roteador Cisco, os LEDs podem variar. Um LED de interface indica a atividade da interface correspondente. Se um LED estiver desligado quando a interface estiver ativa e conectada corretamente, isso pode indicar um problema. Se uma interface estiver excessivamente ocupada, seu LED estará sempre aceso. O LED verde de OK à direita da porta AUX estará sempre aceso depois que o sistema for inicializado corretamente. Cisco CCNA 3.1 42

2.2.3 Examinando a inicialização (boot) do roteador Os exemplos das figuras abaixo mostram informações e mensagens exibidas durante inicialização. Essas informações variam, dependendo das interfaces instaladas no roteador e da versão do Cisco IOS. As telas exibidas nesse gráfico são apenas para referência e podem não refletir exatamente o que é exibido na tela de console. Cisco CCNA 3.1 43

Na figura abaixo, a declaração "NVRAM invalid, possibly due to write erase" ("NVRAM inválida, possivelmente devido a ter sido apagada pelo comando write erase"), indica ao usuário que esse roteador ainda não foi configurado ou que a NVRAM foi apagada. Um roteador deve ser configurado, o arquivo de configuração deve ser salvo na NVRAM e, em seguida, deve ser configurado para usar o arquivo de configuração armazenado na NVRAM. O valor padrão de fábrica do configuration register é 0x2102, que indica que o roteador deve tentar carregar uma imagem do Cisco IOS a partir da memória flash. Na figura abaixo, o usuário pode determinar as versões do bootstrap e do IOS que estão sendo usadas pelo roteador, assim como o modelo do roteador, o processador e a quantidade de memória do roteador. Outras informações listadas nesse gráfico são: • • • • Cisco CCNA 3.1 A quantidade de interfaces; Os tipos de interfaces; A quantidade de NVRAM; A quantidade de memória flash. 44

Na figura abaixo, o usuário tem a opção de entrar no modo Setup. Lembre-se de que a finalidade principal do modo Setup é permitir que o administrador instale uma configuração mínima em um roteador que não seja capaz de localizar uma configuração a partir de outra fonte. Cisco CCNA 3.1 45

2.2.4 Estabelecendo uma sessão HyperTerminal Todos os roteadores Cisco contêm uma porta de console serial assíncrona (RJ-45) TIA/EIA-232. Para conectar um terminal à porta de console, são necessários cabos e adaptadores. Um terminal de console pode ser um terminal ASCII ou um PC que esteja executando um software de emulação de terminal, como o HyperTerminal. Para conectar um PC que esteja executando um software de emulação de terminal à porta de console, use o cabo rollover RJ-45 / RJ-45 com o adaptador fêmea RJ-45 / DB-9. Os parâmetros padrão para a porta de console são 9600 baud, 8 bits de dados, sem paridade, 1 bit de parada, sem controle de fluxo. A porta de console não suporta controle de fluxo de hardware. Siga as etapas a seguir para conectar um terminal à porta de console no roteador: Etapa 1 Conecte o terminal usando o cabo rollover RJ-45 / RJ-45 e um adaptador RJ-45 / DB-9 ou RJ-45 / DB-25. Adaptador RJ-45 para DB-9 Etapa 2 Configure o terminal ou o software de emulação de terminal do PC para 9600 baud, 8 bits de dados, sem paridade, 1 bit de parada, sem controle de fluxo. A figura mostra uma lista de sistemas operacionais e os softwares de emulação de terminal que podem ser usados. Software de Emulação de Terminal Cisco CCNA 3.1 46

2.2.5 Efetuando o login no roteador Para configurar os roteadores Cisco, a interface do usuário do roteador deve ser acessada com um terminal ou através de acesso remoto. Ao acessar um roteador, o usuário deve efetuar o login no roteador antes de inserir qualquer outro comando. Por razões de segurança, o roteador tem dois níveis de acesso aos comandos: • • Modo EXEC de usuário: As tarefas típicas incluem as de verificação do status do roteador. Neste modo, não são permitidas alterações na configuração do roteador; Modo EXEC privilegiado: As tarefas típicas incluem as de alteração da configuração do roteador. Após o login em um roteador, é exibido o prompt do modo EXEC de usuário. Os comandos disponíveis neste nível do usuário são um subconjunto dos comandos disponíveis no nível EXEC privilegiado. Em linhas gerais, esses comandos permitem que o usuário exiba informações sem alterar as definições da configuração do roteador. Para acessar todo o conjunto de comandos, deve-se entrar no modo EXEC privilegiado. No prompt ">", digite enable. No prompt password:, digite a senha que foi definida com o comando enable secret. Dois comandos podem ser usados para definir uma senha de acesso ao modo EXEC privilegiado: enable password e enable secret. Se os dois comandos forem usados, enable secret tem precedência. Uma vez concluídas as etapas de login, o prompt muda para "#", indicando que se entrou no modo EXEC privilegiado. O modo Setup global só pode ser acessado a partir do modo EXEC privilegiado. Cisco CCNA 3.1 47

Os modos específicos listados a seguir também podem ser acessados a partir do modo Setup global: • • • • • Interface Subinterface Line Router Route map Para voltar ao modo EXEC de usuário a partir do modo EXEC privilegiado, pode-se usar o comando disable ou exit. Para voltar ao modo EXEC privilegiado a partir do modo Setup global, digite exit ou Ctrl-Z. Ctrl-Z também pode ser usado para voltar diretamente ao modo EXEC privilegiado a partir de qualquer submodo da configuração global. Cisco CCNA 3.1 48

2.2.6 Ajuda do teclado na CLI do roteador Ao digitar um ponto de interrogação (?) no prompt do modo EXEC de usuário ou no prompt do modo EXEC privilegiado é exibida uma lista útil dos comandos disponíveis. Observe o "--More--" na parte inferior do exemplo exibido. A tela mostra várias linhas de uma única vez. O prompt "--More--" na parte inferior da tela indica que há várias telas disponíveis como saída. Sempre que aparecer um prompt "--More--", a próxima tela disponível pode ser visualizada pressionando-se a barra de espaço. Para exibir apenas a linha seguinte, pressione a tecla Enter. Pressione qualquer outra tecla para voltar ao prompt. Comandos do Modo Usuário Para acessar o modo EXEC privilegiado, digite enable ou a abreviação ena. Isso pode fazer com que o roteador solicite uma senha ao usuário, caso ela tenha sido definida. Se um "?" (ponto de interrogação) for digitado no prompt do modo EXEC privilegiado, a tela exibe uma lista com um número mairo de comandos do que os que estão disponíveis no prompt do modo EXEC privilegiado. Comandos do Modo Privilegiado Cisco CCNA 3.1 49

A saída na tela varia de acordo com a versão do software Cisco IOS e com a configuração do roteador. Se um usuário quiser ajustar o clock do roteador mas, não souber o comando necessário, pode usar a função de ajuda para verificar o comando correto. Clock setCOMANDO O exercício a seguir ilustra um dos muitos usos da função de ajuda. A tarefa é ajustar o clock do roteador. Supondo que o comando não seja conhecido, siga as seguintes etapas: Etapa 1 Use ? Para encontrar o comando de ajuste do clock. A saída da ajuda mostra que é necessário usar o comando clock. Etapa 2 Verifique a sintaxe para alteração do horário. Cisco CCNA 3.1 50

Etapa 3 Insira o horário atual, usando horas, minutos e segundos, conforme mostrado na figura . O sistema indica que é necessário fornecer informações adicionais para concluir o comando. Etapa 4 Pressione Ctrl-P (ou a seta para cima) para repetir a entrada de comando anterior automaticamente. Em seguida, adicione um espaço e um ponto de interrogação (?) para revelar os outros argumentos. Agora a entrada do comando pode ser concluída. Etapa 5 O símbolo de acento circunflexo (^) e a mensagem de ajuda apresentada indicam um erro. A posição do símbolo de acento circunflexo mostra onde está localizado o possível problema. Para inserir a sintaxe correta, digite novamente o comando até o ponto onde está localizado o símbolo de acento circunflexo e digite um ponto de interrogação (?). Etapa 6 Insira o ano, usando a sintaxe correta, e pressione Enter para executar o comando. Cisco CCNA 3.1 51

2.2.7 Comandos avançados de edição A interface do usuário inclui um modo de edição avançado, que oferece um conjunto de funções de teclas de edição, que permitem que o usuário edite uma linha de comando durante a digitação. As seqüências de teclas indicadas na figura abaixo podem ser usadas para mover o cursor na linha de comando e fazer correções ou alterações. Funções de Edição de IOS Embora o modo de edição avançada esteja ativado automaticamente na versão atual do software, ele pode ser desativado se interferir na interação com os scripts gravados. Para desativar o modo de edição avançada, digite terminal no editing no prompt do modo EXEC privilegiado. O conjunto de comandos de edição oferece um recurso de rolagem horizontal para comandos que se estendem além de uma única linha da tela. Quando o cursor atinge a margem direita, a linha de comando desloca-se dez espaços para a esquerda. Os dez primeiros caracteres da linha não podem ser vistos, mas o usuário pode fazer a rolagem para trás e verificar a sintaxe no início do comando. Para fazer a rolagem para trás, pressione Ctrl-B ou a seta para a esquerda repetidamente até atingir o início da entrada do comando. Ctrl-A leva o usuário diretamente de volta ao início da linha. No exemplo mostrado na figura abaixo, a entrada do comando estende-se além de uma única linha. Quando o cursor atinge o final da linha pela primeira vez, a linha é deslocada dez espaços para a esquerda e exibida novamente. O cifrão ($) indica que a linha foi rolada para a esquerda. Cada vez que o cursor alcança o final da linha, ela é deslocada novamente dez espaços para a esquerda. A saída na tela varia de acordo com o nível do software Cisco IOS e com a configuração do roteador. Ctrl-Z é um comando usado para sair do modo Setup, levando o usuário de volta ao prompt do modo EXEC privilegiado. Cisco CCNA 3.1 52

2.2.8 Histórico de comandos do roteador A interface do usuário oferece um histórico ou registro dos comandos que foram inseridos. Esse recurso é particularmente útil para relembrar comandos longos ou complexos. Com o recurso de histórico de comandos, é possível realizar as seguintes tarefas: • • • Definir o tamanho do buffer do histórico de comandos; Relembrar comandos; Desativar o recurso de histórico de comandos. O histórico de comandos é ativado por padrão e o sistema registra dez linhas de comandos em seu buffer de histórico. Para alterar a quantidade de linhas de comandos registradas pelo sistema durante uma sessão do terminal, use o comando terminal history size ou history size. A quantidade máxima de comandos é 256. Usando o histórico de comandos do IOS Para relembrar os comandos do buffer do histórico a partir do mais recente, pressione Ctrl-P ou a tecla de seta para cima. Pressione-as repetidamente para relembrar os comandos mais antigos sucessivamente. Após relembrar os comandos com as teclas Ctrl-P ou seta para cima, pressione Ctrl-N ou a tecla para baixo repetidamente para voltar aos comandos mais recentes no buffer histórico. Para encurtar a digitação de um comando, é possível usar a quantidade mínima de caracteres exclusiva desse comando. Pressione a tecla Tab e a interface completará a entrada. Quando as letras digitadas identificarem o comando de maneira exclusiva, a tecla Tab simplesmente confirmará visualmente que o roteador entendeu o comando específico desejado. Na maioria dos computadores, também estão disponíveis funções adicionais de seleção e cópia de textos. Uma parte de um comando anterior pode então ser copiada e colada ou inserida como entrada do comando atual. Cisco CCNA 3.1 53

2.2.9 Solucionando erros de linha de comando Os erros de linha de comando ocorrem principalmente devido a erros de digitação. Se a palavra-chave de um comando for digitada de maneira incorreta, a interface do usuário proporciona o isolamento do erro, na forma de um indicador de erro (^). O símbolo "^" aparece no ponto da linha de comando onde foi inserido um comando, palavra-chave ou argumento incorreto. O indicador de localização do erro e o sistema interativo de ajuda permitem que o usuário encontre e corrija facilmente os erros de sintaxe. Router#clock set 13:32:00 23 February 99 ^ % Entrada inválida detectada no marcador "^". O acento circunflexo (^) e a mensagem da ajuda indicam um erro onde aparece o 99. Para listar a sintaxe correta, digite o comando até o ponto em que ocorreu o erro, seguido de um ponto de interrogação (?): Router#clock set 13:32:00 23 February ? <1993-2035> Year Router#clock set 13:32:00 23 February Insira o ano usando a sintaxe correta e pressione Enter para executar o comando. Router#clock set 13:32:00 23 February 1999 Se uma linha de comando for inserida incorretamente e a tecla Enter for pressionada, a tecla de seta para cima pode ser pressionada para repetir o último comando. Use as teclas de seta para a direita ou esquerda para mover o cursor para o local onde o erro foi cometido. Em seguida, digite a correção que precisa ser feita. Se algo precisar ser excluído, use a tecla <backspace>. Indicador de Erros na Interface do Usuário Cisco CCNA 3.1 54

2.2.10 O comando show version O comando show version exibe informações sobre a versão do software Cisco IOS que está em execução no momento no roteador. Isso inclui os valores definidos do configuration register (registrador de configuração) e do boot field (campo de inicialização). A figura mostra as seguintes informações do comando show version: • • • • • • • • Versão e informações descritivas do IOS em uso; Versão da Bootstrap ROM; Versão da Boot ROM; Tempo decorrido desde a inicialização do roteador; Método utilizado na última reinicialização do roteador; Arquivo da imagem do sistema em uso e sua localização; Plataforma de hardware do roteador; Valor do configuration register. Use o comando show version para identificar a imagem do IOS em uso no roteador e de onde foi obtida. Cisco CCNA 3.1 55

Resumo Capítulo 02 Devem ter sido compreendidos os importantes conceitos a seguir: • • • • • • • • • • • • A finalidade do IOS; A operação básica do IOS; Identificação das várias funcionalidades do IOS; Identificação dos métodos para estabelecer uma sessão CLI com o roteador; As diferenças entre os modos EXEC de usuário e privilegiado; Estabelecimento de uma sessão HyperTerminal; Login no roteador; Utilização do recurso de ajuda na interface de linha de comando; Utilização dos comandos avançados de edição; Utilização do histórico de comandos; Solução de erros de linha de comando; Utilização do comando show version. Cisco CCNA 3.1 56

Capítulo 03: Configurando um Roteador Cisco CCNA 3.1 58

Cisco CCNA 3.1 59

Visão Geral Capítulo 03 Configurar um roteador para realizar tarefas complexas entre redes pode ser um grande desafio. Entretanto, os procedimentos iniciais para configurar um roteador não são nada difíceis. Se esses procedimentos e as etapas para alternar entre os vários modos do roteador forem seguidos, as configurações mais complexas ficarão muito menos assustadoras. Este módulo introduz os modos básicos de configuração do roteador e oferece oportunidades para praticar configurações simples. Uma configuração de roteador que seja clara, fácil de entender e com backups regulares deve ser um objetivo de todos os administradores de rede. O Cisco IOS oferece ao administrador diversas ferramentas para adicionar informações ao arquivo de configuração para fins de documentação. Assim como um programador competente fornece documentação para cada passo de programação, um administrador de rede deve fornecer o máximo possível de informação, para a eventualidade de outra pessoa precisar assumir a responsabilidade sobre a rede. Ao concluírem este módulo, os alunos deverão ser capazes de: • • • • • • • • • • • Dar nome a um roteador; Definir senhas; Examinar comandos show; Configurar uma interface serial; Configurar uma interface Ethernet; Executar alterações em um roteador; Salvar alterações em um roteador; Configurar a descrição de uma interface; Configurar um banner com a mensagem do dia; Configurar tabelas de hosts; Entender a importância dos backups e da documentação. Cisco CCNA 3.1 60

3.1 Configurando um roteador 3.1.1 Modos de comando da CLI Todas as alterações de configuração de um roteador Cisco através da interface da linha de comando (CLI) são feitas a partir do modo de configuração global. É possível entrar em outros modos mais específicos, dependendo da alteração de configuração que for necessária, mas todos esses modos específicos são subconjuntos do modo de configuração global. Visão Geral do Modo do Roteador Os comandos do modo de configuração global são usados em um roteador para aplicar instruções de configuração que afetem o sistema como um todo. O comando a seguir muda o roteador para o modo de configuração global e permite inserir comandos a partir do terminal: OBSERVAÇÃO: O prompt muda para indicar que agora o roteador está no modo de configuração global. Router#configure terminal Router(config)# Cisco CCNA 3.1 61

O modo de configuração global, muitas vezes apelidado config global, é o principal modo de configuração. Estes são apenas alguns dos modos em que se pode entrar a partir do modo de configuração global: • • • • • Modo de interface; Modo de linha; Modo de roteador; Modo de subinterface; Modo de controlador. Quando se entra nesses modos específicos, o prompt do roteador muda para indicar o modo de configuração atual. Quaisquer alterações de configuração que forem feitas aplicam-se somente às interfaces ou aos processos cobertos por esse modo específico. Digitar exit a partir de um desses modos de configuração específicos leva o roteador de volta ao modo de configuração global. Pressionar Ctrl-Z faz com que o roteador saia completamente dos modos de configuração e o leva de volta ao modo EXEC privilegiado. Cisco CCNA 3.1 62

3.1.2 Configurando o nome de um roteador Uma das primeiras tarefas de configuração é dar um nome exclusivo ao roteador. Essa tarefa é realizada no modo de configuração global usando os seguintes comandos: Router(config)#hostname Tokyo Tokyo(config)# Assim que a tecla Enter é pressionada, o prompt muda, passando do nome do host padrão (Router) para o nome do host recém-configurado, que, neste exemplo, é Tokyo. Cisco CCNA 3.1 63

3.1.3 Configurando senhas de roteador As senhas restringem o acesso aos roteadores. Sempre se deve configurar senhas para as linhas do terminal virtual e para a linha do console. As senhas também são usadas para controlar o acesso ao modo EXEC privilegiado, para que apenas usuários autorizados possam fazer alterações no arquivo de configuração. Os comandos a seguir são usados para definir uma senha opcional, mas recomendável, na linha do console: Router(config)#line console 0 Router(config-line)#password <senha> Router(config-line)#login Deve-se definir uma senha em uma ou mais linhas de terminal virtual (VTY), para que os usuários tenham acesso remoto ao roteador usando Telnet. Geralmente, os roteadores Cisco suportam cinco linhas VTY numeradas de 0 a 4, embora diferentes plataformas de hardware suportem quantidades diferentes de conexões VTY. Freqüentemente, usa-se a mesma senha para todas as linhas, mas às vezes uma linha é definida de maneira exclusiva para oferecer uma entrada de fall-back (respaldo) ao roteador se as outras quatro conexões estiverem ocupadas. São usados os seguintes comandos para definir a senha nas linhas VTY: Router(config)#line vty 0 4 Router(config-line)#password <senha> Router(config-line)#login A senha de ativação e o segredo de ativação são usados para restringir o acesso ao modo EXEC privilegiado. A senha de ativação só é usada se o segredo de ativação não tiver sido definido. É recomendável que o segredo de ativação esteja sempre ativado e seja sempre usado, já que ele é criptografado e a senha de ativação não é. Estes são os

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