Um Olhar à Crise De 1929

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Published on February 17, 2009

Author: batistarato

Source: slideshare.net

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A crise de 1929

“Um Olhar à Crise de 1929” - O Nosso Tempo desaparecer num ápice!” Caro velhinho do O Começo do Fim (salvo seja) Restelo, lamento mas isso não tenho Antes de iniciar qualquer relato forma de explicar. O que é certo e sabido conclusivo, há que indicar o porquê de é que a produção lá continuava e não era toda a situação de crise. Como e porque escoada no mercado. razão se iniciou esta situação de crise? E agora a Bolsa. E perguntam-se Certo será que, dez anos depois, quem vocês, leitores, porque razão saltei tão passou por tal trauma pela certa não repentinamente de um assunto para o esqueceu as suas consequências. Mas ter- outro. Parecendo que não, estes assuntos se-á você, que lê este artigo pensando no estão interligados. A corrida à Bolsa foi que sofreu há já uma década atrás, algo completamente irreal. Fácil e rápido. lembrado de como tudo isto aconteceu? Se associa estas palavras apenas aos Superprodução. Faz-lhe lembrar portugueses, está a cometer um erro: os alguma coisa? Se não, não questionamos americanos também padecem de tal mal. o seu esquecimento. Quem não quereria Eram estas as palavras-chave na Bolsa de deitar para trás das costas tal conceito? Valores. E o que é que era fácil e rápido? No entanto, a minha explicação será O dinheiro, o papelinho inevitável e aconselho-o que move o mundo. a saltar esta descrição Toda esta situação pois se a sua O começo da crise de 1929 mascarava a crise de sensibilidade não lhe revelou-se um superprodução. Mas era permite encarar acontecimento um tanto também um engano realidades duras, há que fatal para os evitar ataques inesperado, numa sociedade investidores. Com a cardíacos. A crise de habituada a ser “o novo grande compra de superprodução surgiu centro do mundoquot;. acções, a aposta e numa era dourada dos investimento na Estados Unidos da empresa era enorme América. E, à primeira mas o escoamento da produção da vista, as razões que a causaram até nem mesma não correspondia com o primeiro pareciam ser más de todo. Bons anos indicador, o que não se adivinhava muito agrícolas. Que sociedade agrícola não bom. gostaria de ouvir esta expressão? E a corrida começava agora no Desenvolvimento de novas indústrias. sentido contrário. Em vez de se comprar, Melhor não poderia ser! No entanto, estas vende-se. Era este o raciocínio dos realidades tão cor-de-rosa transformar-se- grandes investidores na Bolsa que não iam em puros pesadelos… poupavam esforços na flexibilidade de se O problema que à partida livrarem de tudo o que tinham adquirido. ninguém nota e que se esconde, tapado Nem todos tiveram essa sorte, o entre mantos invisíveis, no meio destas que se revelou um verdadeiro azar na boas notícias é o aumento da produção. E QUINTA-FEIRA NEGRA, o dia que ninguém agora vem o “velho do Restelo” reclamar quer relembrar. Milhões de acções foram comigo e perguntar-me: “Então mas os colocadas à venda muito abaixo do seu Estados Unidos não estavam numa era dourada? Se assim fosse a produção devia § 2

“Um Olhar à Crise de 1929” - O Nosso Tempo real preço. E onde estavam os questão. Entrou-se então numa situação compradores nesta altura? Boa pergunta. de deflação. Este sector da sociedade, os desempregados, foi o grande sofredor da crise. Passaram a viver na miséria, em barracas, nas ruas, alimentando-se do lixo que apodrecia nos contentores, como Crise: dimensão socioeconómica despojo de uma classe que tentava a todo O Crash na Bolsa de Nova Iorque o custo segurar as pontas do seu pode ser considerado como o motor rendimento económico. principal da crise financeira. Comecemos a Os problemas sociais foram enumerar as consequências do Crash, de também inevitáveis. Com uma situação forma hierárquica. Os investidores da decadente tão rapidamente gerada, a Bolsa que não conseguiram vender as suas mentalidade da população começou a acções antes da Quinta-Feira Negra mudar sendo o ódio, o racismo e os caíram na miséria, mas para poder ser suicídios consequências incontroláveis. analisada a consequência “SOCIEDADE” passou a desta causa há que um conceito vago, sem a A crise de 1929, no voltar um pouco atrás certa certeza se a seu auge e no tempo. Alguns dos palavra se referiria a um compradores de acções povo unido, se a um desenrolar, foi um recorreram a povo que se influencia dos mais horríveis empréstimos e à mais pequena créditos bancários e acontecimentos advertência estando na miséria não que quer pela sua conseguiram saldar as Estamos hoje fora suas dívidas. dimensão da situação de crise que A falência de assomou o mundo. Bem económica quer bancos seria então a fora e esperemos que a consequência da miséria dos investidores situação não volte. Resta agora analisá-la da bolsa. É aqui que começa o grande ciclo por fora, após uma análise mais interna de crise. descrita por nós, “O Nosso Tempo”. Algumas empresas dependentes Comecemos então pelas medidas tomadas do crédito bancário viram-se em situação por alguns dos países assomados por esta de falência gerando um grande número de situação aterradora. desempregados. Esta situação veio piorar Os Estados Unidos da América, ainda mais a crise de superprodução. Sem como primeiros afectados, foram também qualquer fonte de rendimento os os primeiros a estabelecer medidas. desempregados não adquiriam os Basicamente, Franklin Roosevelt, “o herói produtos que cada vez mais se dos tempos turbulentos” como o acumulavam, tentando as empresas, decidimos intitular, estabeleceu um numa tentativa frustrada, baixar os preços programa de combate à crise dos produtos que continuavam altos essencialmente baseado num programa demais para as posses dos indivíduos em de obras públicas de forma a combater o § 2

“Um Olhar à Crise de 1929” - O Nosso Tempo desemprego, entre medidas como os benefícios sociais e no trabalho para os cidadãos e o estabelecimento de níveis de produção na indústria e na agricultura. A Europa optou por um caminho mais radical e rígido: o fascismo. Tenham vocês leitores em conta que grande parte deste texto será cortado com um lápis azul e não chegará aos vossos olhos, podendo julgar a integridade do nosso suplemento relacionado com a crise de 1929. Mas passemos agora a opiniões da nossa redacção. Ninguém quer esta crise de volta, ninguém a quer voltar a ver, sentir e viver a situação em que nos encontrámos e que consideramos aqui, nestas páginas, como passada. Será esta a nossa opinião, da redacção que através destas pequenas três páginas fez um apanhado daquilo que foi o antes, o durante e o depois da crise de 1929. O passado, aí pertence. Mas o nosso receio pelo futuro é ainda mais incerto que todos os apanhados daquilo que já passou que todos os jornais mundiais poderão fazer. Esperar-nos-á uma realidade ainda mais devastadora e aterradora que a crise de 1929? Só o tempo o dirá, só o tempo o determinará. Miguel Coelho, Inês Pereira, Rita Luís e Telma Carrilho § 2

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