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TRIZ e DNA do Produto: Uma Metodologia Prática e Estruturada Para Inovar

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Information about TRIZ e DNA do Produto: Uma Metodologia Prática e Estruturada Para Inovar
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Published on March 15, 2014

Author: Oivlys

Source: slideshare.net

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Este estudo aborda uma análise de várias ferramentas e conceitos utilizados na Inovação Sistemática e Criatividade, que compõem um elenco de métodos recentemente desenvolvidos por especialistas em TRIZ e suas modalidades modernas de aplicação.
Dentre as inúmeras ferramentas utilizadas por praticantes de Inovação e Criatividade, selecionamos para este trabalho a chamada Variação do DNA do Produto.
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TRIZ e DNA do Produto: Uma Metodologia Prática e Estruturada Para Inovar Eng. Prof. Sylvio Silveira Santos triz4you.wordpress.com, sylvioss@gmail.com +55)31-84346099 RESUMO: Este estudo aborda uma análise de várias ferramentas e conceitos utilizados na Inovação Sistemática e Criatividade, que compõem um elenco de métodos recentemente desenvolvidos por especialistas em TRIZ e suas modalidades modernas de aplicação. Dentre as inúmeras ferramentas utilizadas por praticantes de Inovação e Criatividade, selecionamos para este trabalho a chamada Variação do DNA do Produto. À semelhança do DNA de práticas correntes em pesquisas genéticas, serão apresentados métodos que permitem acompanhar a evolução do produto segundo parâmetros técnicos selecionados e observados dentro das previsões de evolução técnica apontadas pela TRIZ (“теория решения изобретательских задач” ou “Teoriya Resheniya Izobretatelskikh Zadatch”, Teoria de Solução de Problemas Criativos), e também visando à criação de variantes novas em produtos já existentes, segundo o conceito de Variação Direta, DIVA® e dos Potenciais de Inovação. Esta metodologia poderá ser aplicada também em inúmeros casos em que se necessite consultar patentes existentes em bancos de dados na Internet, utilizando uma sistemática padronizada através de novos e eficientes métodos de análise. Palavras-chave: Inovação Sistemática, TRIZ, DNA do produto, DIVA, Variação Direta, Potencial de Inovação. METODOLOGIA Adotaremos aqui uma forma moderna da TRIZ, que difere em certos aspectos da metodologia destinada à Inovação Sistemática e Criatividade originalmente criada por Genrich Altshuller, cuja evolução até nossos dias vem contemplando a introdução de ferramentas novas de pesquisa, impossíveis de serem incorporadas quando de sua concepção na década de 1960. Estudando mais de meio milhão de patentes, o engenheiro russo Genrich Altshuller e seus colaboradores perceberam que a inovação está muitas vezes relacionada em como resolver contradições no desenvolvimento de novos produtos. A MATRIZ DE CONTRADIÇÕES, por ele criada, tornou-se uma das ferramentas mais conhecidas e usadas na TRIZ em seu período clássico. Sendo ainda poderoso aliado na aplicação da TRIZ para o desenvolvimento de novos produtos, modernamente ela tem sido vista como um recurso complementar a várias outras metodologias. O método que será analisado aqui, devido à sua simplicidade e caráter didático, foi concebido por Simon Dewulf, atualmente Diretor Gerente da empresa AULIVE (1) e denominado DIVA (2) , DIrected VAriation e também outras metodologias complementares, operando sobre as bases

do POTENCIAL DE INOVAÇÃO do produto. Estes métodos compõem o conjunto de FERRAMENTAS DE EVOLUÇÃO TÉCNICA empregadas em TRIZ e de novas funções que um objeto já existente poderá conter, em seu ESPECTRO de PROPRIEDADES segundo o método DIVA, DIrected VAriation®, praticado por duas empresas líderes do setor, CREAX e AULIVE, e no software Patent Inspiration, desta última empresa e que roda inteiramente no navegador. 1. MÉTODO DE INOVAÇÃO SISTEMÁTICA SEGUNDO O DNA DO PRODUTO. As ideias expostas aqui se destinam a mostrar uma forma simplificada para inovar, buscando soluções já encontradas por especialistas na criação de novos produtos ou soluções, adaptando suas ideias ou seguindo caminhos que delas se aproximem, explorando os pontos em que os produtos consultados permitam a introdução de soluções novas, com base na experiência global. Os métodos descritos, por si só já possuem grande valor didático, sem que seja necessário recorrer a software algum em uma fase introdutória visto que, mediante a utilização de uma taxonomia adequada, é possível vislumbrar muitas experiências em Criatividade e Inovação segundo princípios modernos da TRIZ. Cumpre salientar que os sistemas e produtos que iremos analisar neste trabalho através de seu Espectro de Propriedades seguem também os princípios das Tendências e Linhas de Evolução dos Sistemas Técnicos (4) , a saber:  Idealidade crescente o Melhoria dos benefícios existentes o Acréscimo constante de novos benefícios o Redução dos danos e/ou prejuízos o Redução de custos  Estágios de evolução ascendente (Curvas em S) o Acompanhamento da curva em S atual o Salto para a curva ascendente superior  Segmentação crescente e uso de campos o Segmentação de objetos e sistemas o Segmentação de superfícies o Segmentação do espaço o Ações que favorecem a segmentação e divisão em geral  Evolução não uniforme de partes e componentes o Evolução de sub-sistemas o Evolução de sistemas o Evolução de super-sistemas  Adequação e inadequação o Evolução geométrica (linha) o Evolução geométrica (plano) o Evolução geométrica (volume) o Coordenação de ações o Encurtamento dos trajetos de fluxo de energia  Redução da intervenção humana

o Ao nível de sub-sistema o Ao nível de sistema o Ao nível de super-sistema  Ciclo Simplicidade  Complexidade  Simplicidade o Mono para bi-polar (similar) o Mono para bi-polar (dissimilar) o Transição para super-sistema o Retirada ou eliminação de excessos  Dinamização crescente e controlabilidade (automação crescente e interfaces cada vez mais simples). o Aumento do número de estados o Flexibilidade crescente o Controlabilidade crescente Estes princípios podem funcionar como poderosa ferramenta auxiliar destinada a estimular a inovação e criatividade. Sua utilização garante maximizar os resultados de sessões de brainstorming e outros métodos voltados para geração de novas ideias nas empresas - os exemplos selecionados neste trabalho apresentam uma abordagem específica para atingir os objetivos de criar e/ou inovar, indo muito além das práticas comuns utilizadas em “brainstorming”. Sendo eles, porém, apenas sugestivos e destinados a fixar ideias, novos produtos ou variantes poderão ocupar seu lugar, para utilização em sinergia com outros métodos criativos, como, por exemplo, as 10 Regras de Inovação de Robert Brands (5) e a metodologia utilizada por Tom Kelley, em “The Ten Faces of Innovation” (6) , sendo poderosos auxiliares para a introdução de uma metodologia original em qualquer estudo sobre Inovação e Criatividade. Também os praticantes da Inovação Aberta, segundo os princípios de inovação que tem no Prof. Henry Chesbrough (18) seu maior entusiasta, poderão beneficiar-se das ideias aqui expostas. Além das “Tendências e Linhas de Evolução dos Sistemas Físicos”, que podem colaborar para que soluções técnicas voltadas para Criatividade e Inovação fiquem à disposição de qualquer pessoa, colocam-se ainda em consideração as seguintes perguntas, ao se considerarem produtos que podem ser criados a partir das metodologias abordadas: 1. Que VALORES nós desejamos? 2. De que RECURSOS dispomos? 3. O que poderemos consultar para INSPIRAÇÃO? 4. Se fizermos alterações no produto, o que GANHAREMOS? Vejamos os significados de cada termo destacado em maiúsculas nas perguntas acima. FERRAMENTAS ORIUNDAS DO MÉTODO TRIZ E DA INOVAÇÃO SISTEMÁTICA Derivada da TRIZ e fazendo parte da Inovação Sistemática, a primeira ferramenta que se refere a VALORES aborda o conceito fundamental de IDEALIDADE, que está associado à tendência evolutiva para a qual caminham todos os sistemas técnicos. Trata-se de um conceito bastante antigo, mas que na TRIZ assumiu o status de lei:

1ª. FERRAMENTA: TENDÊNCIA PARA A IDEALIDADE Este princípio foi originalmente sugerido pelo idealizador da TRIZ, Genrich Altshuller, e está associado a uma pseudo-equação, em que a IDEALIDADE é concebida como uma relação entre parâmetros variáveis da evolução de um produto industrial ou artesanal, que leva em conta seus BENEFÍCIOS, numa relação inversa com CUSTOS e com PROBLEMAS: IDEALIDADE = (BENEFÍCIOS) / [(CUSTOS)+(PROBLEMAS)] Em uma visita ao supermercado deparamo-nos, há poucas semanas, com a nova máquina de multi-bebidas expressas comercializada pela empresa Três Corações. A máquina, cujo nome é TRÊS, ao contrário das concorrentes, oferece a capacidade de processar grande diversidade de bebidas: seis tipos de café expresso, quatro cappuccinos, chá e chocolate. Design e projeto são Italianos. Figura 2: Máquina TRÊS para bebidas expressas da empresa Três Corações, cuja especialidade mais conhecida é vender café. Inovações surgem a cada instante em nosso quotidiano, e já não surpreendem mais. Esta máquina está próxima do conceito de IDEALIDADE em TRIZ e especialmente do conceito de VALOR. (Veja-se estes conceitos detalhadamente em GAAD, Karen, TRIZ for Engineers, Pg. 260 (4) ). A IDEALIDADE, algumas vezes é substituída pelo que se pode entender como VALOR, também em uma relação de caráter simbólico: VALOR = D – (P + I + C) Em que: D – Desempenho P – Problemas I – Interface C – Custo Consideremos, por exemplo, o estudo de um objeto qualquer, como um COPO, cujas variáveis da EQUAÇÃO de VALOR iremos detalhar: D - DESEMPENHO P – PROBLEMAS (*) I - INTERFACE C - CUSTO Isolamento Inquebrável Boa pega Mais barato Contém líquido Leve Auto-limpeza Mais durável Fácil acesso Reciclagem fácil Ajuste fácil aos espaços para guardar Baixo custo de reciclagem Move o líquido Base estável Visualização do nível de líquido contido Baixo custo e facilidade para limpeza Transparente Sem estanho na superfície Ajustável em embalagem Baixo custo de transporte

Purifica o conteúdo Seguro para lava- louças automática Borda ergonómica não machuca os lábios Mantem inalterado o conteúdo Líquido não evapora Indicação tátil da temperatura do líquido De fácil limpeza Líquido contido não fica contaminado Não quebra com facilidade Tabela 1 – Elementos da EQUAÇÃO DE VALOR para um copo. OBS (*): Por PROBLEMAS entendemos aqui as propriedades que deverão ser consideradas para serem incorporadas no projeto de um copo de qualidade. 2ª. FERRAMENTA – NOVE JANELAS As considerações que se seguem foram adaptadas da metodologia usada pela empresa Belga CREAX, disponível na Internet. A Tabela das NOVE JANELAS, um dos conceitos importantes de TRIZ, nos induz a pensar no tempo e na escala do produto, englobando uma concepção sobre seu Passado, Presente e Futuro, no eixo dos X, e nos componentes de Sub-sistema, Sistema e Super-sistema no eixo dos Y. Figura 3: Raciocinando no Espaço e no Tempo (7) Trata-se de uma tabela de nove células, contendo uma decomposição do produto que estiver sendo estudado na célula central e suas projeções em diversas fases de sua evolução no tempo e no espaço. Se examinarmos a representação, veremos que a célula do centro contém o produto ou processo que está sendo trabalhado. O eixo horizontal se refere à evolução no tempo, partindo daquilo que o produto era antes, do que é no presente, e do que será no futuro. O eixo vertical corresponde ao espaço, que evolui de SUB-SISTEMA para SISTEMA e para o SUPER-SISTEMA. Antes de usar a representação, cria-se uma tabela com 9 células (3 x 3). A célula do centro deverá conter o produto ou processo que está sendo trabalhado. Para usar a representação, deveremos imaginar um cenário a partir do qual iremos preencher as outras células. Por exemplo, um instante no tempo pode ser um determinado momento na fase de produção ou de uso de um produto ou processo. Karen Gadd, em seu livro TRIZ for

Engineers(4) apresenta, no Capítulo 4, vários exemplos sobre o uso destas NOVE JANELAS (Pgs. 69 a 93). Nós poderemos alterar os parâmetros da célula do meio tanto quanto quisermos, a fim de obter novos resultados ou descobrir mais recursos. As janelas, que representam a evolução do produto no espaço e no tempo, têm como objetivo ampliar nosso campo de visão e nossa imaginação para o pleno exercício da INOVAÇÂO e CRIATIVIDADE. 3ª. FERRAMENTA: DNA DO PRODUTO Este exemplo original da CREAX propõe, para se entender o significado do termo DNA do Produto, que se considere para análise um COPO CONTENDO ÁGUA. Podemos descrevê-lo como sendo ÔCO, TRANSPARENTE, FRÁGIL, CÔNICO, etc. Todos os ADJETIVOS que usamos para descrever alguma coisa são atualmente PROPRIEDADES. Estes são os elementos a partir dos quais o DNA de um produto é construído. Para elaborá-lo correspondentemente a um produto ou processo, deve-se fazer uma lista com todas as propriedades do produto/processo em questão. Associados a cada propriedade existem sempre um ou mais VERBOS que descrevem as FUNÇÕES desta propriedade. Estas funções são também parte do DNA do produto, conforme a tabela abaixo: PROPRIEDADES DE UM COPO PROPRIEDADES (ADJETIVOS) FUNÇÕES (VERBOS) Oco Para conter o líquido Cônico Para encaixar Frágil Para quebrar Rígido Para manter a forma Arredondado Para segurar Áspero (Superfície) Para firmar na mão Transparente Para indicar Achatado (Fundo) Para permanecer em pé Tabela 2: Algumas PROPRIEDADES e FUNÇÕES associadas ao DNA de um Produto: no exemplo, DNA associado a um copo (8). Todos os ADJETIVOS que usamos para descrever alguma coisa são atualmente propriedades. Estes são os elementos a partir dos quais o DNA de um produto é construído. Para elaborá-lo correspondentemente a um produto ou processo, deve-se fazer uma lista com todas as propriedades do produto/processo em questão. Associados a cada propriedade existem sempre um ou mais VERBOS que descrevem a(s) FUNÇÃO (FUNÇÕES) desta(s) PROPRIEDADE(S) do produto, sendo estas funções também parte de seu DNA. Em seguida à determinação do DNA do Produto, podemos aplicá-lo às próximas duas ferramentas:

A primeira ferramenta foi projetada para COMPARAR o DNA do Produto que estamos analisando com DNAs semelhantes de outros produtos e processos. Esta ferramenta é denominada “ANALOGIA por DNA” ou, em termos usuais, ANALOGIA por VARIAÇÕES de PROPRIEDADES. A segunda ferramenta examina as possíveis variações das propriedades do DNA, ao que denominamos “VARIAÇÃO por DNA”. A Figura 4 abaixo ilustra este caso: Figura 4: O DNA do Produto reparte-se em duas vertentes: (a) por ANALOGIA e (b) por VARIAÇÃO (Fonte: CREAX) O DNA por ANALOGIA O DNA por analogia foi uma criação de dois ex-colegas da CREAX: Simon Dewulf, (atualmente fundador e presidente da empresa AULIVE) e Darrell Mann, (Systematic Innovation) que, investigando o potencial de inovação de milhares de produtos e de serviços, seguiram os passos do criador da TRIZ, Genrich Alshuller, que sempre afirmou que, para inventar, é melhor consultar o que já existe registrado em patentes e no mercado e daí derivar algo novo ou renovado. Como dizia ele, ”Para aprender a jogar xadrez, é mais eficiente aprender estudando os lances dos grandes mestres!” De fato, somente o site USPTO, The United States Patent and Trademark Office, segundo Dewulf, apresenta: “More than half of the 69 million patents are more than 20 years old and thereby freely available knowledge. A large part of the other half are inventions patented outside your industry that can act as out-of-domain solutions and are also free to use” (Consulte-se seu artigo “Crowd-Source the World; Open Innovation through Patent Inspiration”). O DNA por Analogia é construído contendo quatro itens: o PRODUTO, suas PROPRIEDADES, as FUNÇÕES e OUTROS DOMÍNIOS. Na aplicação deste método, sempre deveremos começar pelo PRODUTO ou PROCESSO. A representação destas variáveis segue uma dinâmica radial, partindo do centro de um disco onde o objeto a ser examinado é posicionado. Em seguida, avançando segundo este sentido radial para áreas mais externas, devemos colocar ali o máximo de PROPRIEDADES deste DNA COMPARAÇÃO A DNA SIMILAR VARIAÇÃO DE PROPRIEDADES ANALOGIA por DNA VARIAÇÃO por DNA

produto que possamos imaginar. Traça-se em seguida um novo anel e, ainda na direção radial, nele colocamos as FUNÇÕES, geralmente associadas a VERBOS, que irão descrever o que a propriedade faz. No caso de nosso exemplo, a propriedade “COPO ARREDONDADO” corresponde ao verbo SEGURAR. O quarto nível é o mais importante. Nele, ANALOGIAS entre produtos diferentes são assinaladas. Neste nível, são estabelecidas as correspondências entre FUNÇÕES, PRODUTOS e PROCESSOS com seus SIMILARES, mediante estas ANALOGIAS. O CAMPO do produto em que estivermos trabalhando é importante visto que nele operam as FUNÇÕES, e é por meio delas que poderemos procurar sempre por coisas completamente diferentes. Assim procedendo, descobriremos que existe uma grande quantidade de produtos e processos no mercado que já experimentaram o problema que estamos examinando. Figura 5: Associações relativas ao DNA de um produto, no caso de um copo (centro), com ênfase na ANALOGIA (8). Vejamos mais um exemplo sobre como alterar propriedades para funções novas ou aprimoradas. Algumas das funções possíveis são ilustradas na Figura 6. As ideias são direcionadas pelos exemplos, e revelam a estrutura da metodologia para geração de ideias. Observemos que cada mudança de propriedade traz consigo o ganho de funções novas ou aprimoradas (8) . Assim, para um COPO, teremos as associações mostradas nas Figuras 5 e 6, em que o DNA por Analogia foi aplicado a outros produtos completamente diferentes de um copo.

DIVERSOS TIPOS DE COPOS ASSOCIADOS A OUTROS PRODUTOS COM PROPRIEDADES SEMELHANTES (CREAX) Figura 6: A estrutura montada nesta figura é o ponto de partida para geração de ideias relativas a novas soluções para fabricar copos e produtos com propriedades semelhantes, gerando uma tabela em que elementos figurativos representando vários produtos estão dispostos por PROPRIEDADES e FUNÇÃO. Obs: A Figura 6 levou em conta mais algumas propriedades para COPOS. Consulte o site da empresa Imigrantes Bebidas para uma listagem abrangente de tipos de copos e seus usos. Existem múltiplos exemplos no último anel da Fig. 5 que podem nos inspirar para aperfeiçoar um copo de bebida destinado a uso diversificado. Por exemplo, considerando a propriedade ENCAIXAR (Fig. 5), poderemos imaginar copos encaixáveis uns sobre os outros, empilhados, ou então xícaras, como um conjunto de empilhar do tipo de bonecas russas encaixáveis umas dentro das outras (Matrioshka em TRIZ): Figura 7 – Bonecas artesanais Á esquerda: Conjunto de Bonecas encaixáveis do folklore Russo, conhecidas como Matrioshka (матрёшка). O primeiro conjunto de bonecas Russas que seguiam este interessante padrão de encaixar foi produzido pela primeira vez em 1890 pelo artesão Russo Vasily Zyyozdochkin, residente na cidade de Abramtsevo. Objetos encaixáveis segundo este método correspondem

Russas decoradas em madeira, feitas para encaixar, denominadas Matrioshka. ao Princípio de número 7 da TRIZ, MATRIOSHKA, da Tabela dos Princípios de Inovação de Altshuller. Devemos salientar que o princípio do encaixe de produtos idênticos, muitas vezes destinado ao transporte, embalagem ou mesmo exposição, é encontrado em diversos produtos, como cadeiras de jardim, móveis para piscinas, mesas, etc., devido às facilidades inerentes de transporte (TRIZ, Princípio de número 7 para Inovação, em “Nested Doll and Weight Compensation”, em Simplified TRIZ, de Kalevi Rantanen & Ellen Domb (17) , pg. 133). Figura 8: Variante de xícaras encaixáveis tipo Matrioshka. Em: http://www.popcamaleao.com.b r/set-xicaras-matrioska.html. Poderíamos criar muitos exemplos seguindo o método da Figura 6. Devemos nos lembrar, no entanto, de que se pessoas diferentes forem usar o método, poderão ocorrer resultados diferentes. Quanto mais exemplos, maiores serão as chances para se chegar a uma solução interessante. Esta é uma excelente ferramenta para se usar em um grupo de discussão ou “brainstorming” destinado à inovação. DNA POR VARIAÇÃO DE PROPRIEDADES, ou ESPECTRO (DIVA, DIrected VAriation) A quarta ferramenta é denominada DNA por Variação de Propriedades ou Espectro. Como o nome implica, estamos procurando por variações no DNA. É quase certo que a alteração de uma PROPRIEDADE poderá levar a novas funções ou funções melhoradas em produtos distintos, mas que possuam as mesmas características de alguma das três opções do ESPECTRO! No método DIVA, na base da ferramenta, situa-se um número fixo de três propriedades. Em TRIZ, estas propriedades, associadas às características das Tendências e Linhas de Evolução dos Sistemas Técnicos, são geralmente maiores do que três, como abaixo, relativamente à Tendência ao Aumento do Dinamismo, Flexibilidade e Controlabilidade: Figura 9: Sistema Imóvel, segundo a evolução de propriedades em TRIZ:  Ligado por uma Junta  Muitas Juntas  Totalmente Flexível  Gás/Líquido  Campos Fonte: GAAD, Karen, TRIZ for Engineers - Enabling Inventive Problems Solving, Ed. John Willey, 2011, Singapore, Pg. 246, Capítulo 9, Systems Development and Trends of Evolution.(6)

Não consideraremos neste trabalho todas estas tendências presentes na TRIZ, visto que estamos procurando fazer uma simplificação desta metodologia por meio do método desenvolvido por Simon Dewulf, que limita as propriedades de um objeto qualquer em três Variantes Espectrais, referentes à sua evolução ou não. Assim, nas considerações sobre ESPECTRO, apresentaremos apenas três variações, conforme mostrado na Figura 11 adiante. Como iremos ver, estas serão suficientes para a maioria dos casos que serão considerados em uma análise abrangendo algumas das fases evolutivas acima. Considerar o espectro em todas as tendências da Figura 9 tornaria nossa análise muito extensa, distanciando-nos dos objetivos iniciais, de expor um método eficiente para inovar, porém abreviado. Neste método, consideraremos apenas TRÊS VARIANTES do ESPECTRO possíveis para todos os produtos. Por exemplo, a FLEXIBILIDADE foi dividida em flexibilidade SÓLIDA, com MÚLTIPLAS JUNTAS e TOTALMENTE FLEXIVEL. No caso de um copo, a FLEXIBILIDADE corresponderá à propriedade SÓLIDA, embora existam copos de plástico papel, que não são sólidos e que podem ser amassados, correspondendo à propriedade TOTALMENTE FLEXIVEL. Os copos que iremos considerar serão de vidro ou de louça apenas. O interessante do método DIVA, DIrected VAriation, é que uma única característica do ESPECTRO de uma dada propriedade pode apontar para produtos diferentes, sem outra conexão senão as qualidades apontadas por seu espectro. Conforme Dewulf, “O ponto básico da Variação Direta é que a PROPRIEDADE de um produto corresponde a uma FUNÇÃO para o mesmo. A soma de todas estas propriedades se denomina o TALENTO do PRODUTO, isto é, aquilo que ele pode fazer ou aponta para aquilo a que foi destinado. Isto é definido pelos pontos precisos demarcados em seu espectro de propriedades. Na propriedade POROSIDADE, Item 4 da Figura 10, temos a propriedade VAZADO. Esta propriedade, VAZADO, referente e um determinado PRODUTO X, mostra que este produto tem o “TALENTO” de CONTER, ISOLAR, AUMENTAR, REDUZIR PESO, PASSAR SUBSTÂNCIA, FILTRAR, MANTER e ABSORVER. Se o “TALENTO” do produto que está sendo examinado não atender às funções que o cliente deseja, as propriedades precisarão ser alteradas. Considere PRENDER ou SEGURAR como requisitos exigidos pelo cliente: a propriedade SUAVE deverá variar ao longo do ESPECTRO levando à PROTUBERANTE  SEGURAR. Alternativamente a propriedade LINEAR poderá variar ao longo do espectro de FORMA, levando a 3D  SEGURAR.” (Cf. DEWULF, Simon, Ref. 20). O número de propriedades para um dado produto pode variar muito. Para o exemplo que se seguirá, a fim de se manter a clareza, elas foram inicialmente limitadas em oito propriedades, com três variantes em seu espectro. Mais adiante, ampliaremos o número de propriedades para vinte, totalizando sessenta características distintivas para todos os produtos que iremos examinar. O número de propriedades pode sempre ser ajustado segundo a nossa escolha. A ideia original do DNA do Produto pertence tanto à empresa de Consultoria em Inovação CREAX que, recentemente, foi vendida, como à AULIVE, fundada em 2013 por Simon Dewulf, autor do método e ferramentas de pesquisa associados, depois que deixou a CREAX. Seu traço distintivo maior é o uso da Web Semântica , de XML, XSLT e outros métodos empregados na busca de informações não estruturadas em bancos de dados de patentes na Internet. Trata-se do que podemos considerar ser uma variante moderna dos métodos

tradicionais empregados pela TRIZ. (Veja-se em https://dspace.lib.cranfield.ac.uk/bitstream/1826/3734/3/Interrelating_Products_through_Pr operties_via_Patent_Analysis-2009.pdf e também em http://www.w3c.br/Padroes/WebSemantica). Além da exploração das propriedades de um objeto descritas anteriormente, poderemos associar ao processo aqui desenvolvido um maior foco para criar coisas novas. Isto será feito usando-se uma malha, na qual iremos colocar os POTENCIAIS DE INOVAÇÃO de um produto, cuja totalidade constitui o “TALENTO DO PRODUTO”, isto é, o que ele pode fazer. Para este procedimento, no centro da malha colocaremos o PRODUTO X em questão. Poderemos fazer um diagrama de radar usando o Excel, em que a malha é dividida em partes iguais. Cada separação de uma fatia para a outra representa uma propriedade. A totalidade destas propriedades constitui o TALENTO DO PRODUTO, tudo que se refira à sua utilização. Onde quer que a linha hexagonal cruze um dos raios da representação existe um ponto, que indica o estado da propriedade em questão, em número de três. As áreas em branco indicam propriedades que estão associadas aos Potenciais de Inovação do objeto X, aqui exemplificado como um COPO. Figura 10: Imagem do DNA do Produto no Excel, Diagrama de Radar, mostrando Potenciais de Inovação para copos. Note-se que a integração com outros produtos é uma boa oportunidade para Inovação. Os pontos interiores do Diagrama de Radar relativos ao Espectro de Propriedades para este produto são: 1. Flexibilidade: 1 Sólido 2. Integração: 1 Monosistema 3. Superfície: 1 Suave 4. Porosidade: 2 Vazada 5. Automação: 1 Humana 6. Forma: 2 Simetria Axial 7. Transparência: 3 Total 8. Cor: 1 Nenhuma Cor Observemos a forma como estas oito propriedades de um copo comum são representadas na Figura 12. A primeira coisa a salientar é a natureza de sua representação estruturada, uma simplificação do número excessivo de propriedades da TRIZ. 0 0,5 1 1,5 2 Porosidade Superfície Flexibilidade CorForma Estado Sentidos

A evolução de cada propriedade é mostrada por meio de três, e apenas três, variações do Espectro. Se considerarmos a propriedade COR, por exemplo, teremos NENHUMA COR, USO BINÁRIO DE COR e uso do ESPECTRO COMPLETO DE CORES. AS OITO PROPRIEDADES DO ESPECTRO PARA UM COPO SEGUNDO A VARIAÇÃO POR DNA Figura 11: Acima, o mesmo procedimento relativo ao que foi feito no Excel, em uma figura circular mais detalhada, contendo as oito propriedades do Espectro e suas variações em três qualidades cada uma, isto é, da VARIAÇÃO por DNA (Ref.8). As áreas claras entre os círculos apresentam potenciais para inovação, por exemplo, podemos ter um copo em duas cores, Item 8 do Espectro, “Binary use of Color”, passando ao segundo nível do Espectro. (Fonte: CREAX) Para ilustrar visualmente este conceito, consideremos a propriedade POROSIDADE, Item 4 da Figura 11: Figura 12: Três maneiras de representar esquematicamente a propriedade do Espectro de POROSIDADE. Podemos então repetir, POR ANALOGIA, o mesmo procedimento para outros produtos que DNA do Produto Potencial de Inovação Um orifício Multiplos orificiosSólido

fazem uso da propriedade POROSIDADE. É o que nos mostram os produtos abaixo, que selecionamos de uma apresentação da Creax, publicado no Slideshare: 1. Bola de Boliche com orifício, para pegada mais firme. 2. Orifício para exposição em mostruário (pendurar). 3. Caneca com base vazada: Inserção de bis- coito ou envelo- pe de adoçante. 4. Chocolate Oco: Para dar a impressão de tamanho aumentado. 5. Tampa de panela com furos, para saída de vapor. 6. Escada telescópica, para armazenamento. Figura 13: A propriedade POROSIDADE sendo aplicada a vários produtos que dela fazem uso (Fonte: CREAX). Saliente-se o caso do chocolate, item 4 acima. Geralmente pensamos no sabor do bombom, mas nunca no artifício usado para aumentar seu tamanho aparente! O Potencial de Inovação é um conceito importante, que tem sido bastante estudado também por Darrell Mann. Para detalhes completos do método, pode-se consultar seu livro “Hands on Systematic Innovation (19) ”ou seu artigo, escrito com Daniel Cole, “Connecting Real IP Value to Business Strategy”. Nele, os autores mostram como construir passo-a-passo um diagrama do tipo radar semelhante ao representado na Figura 9. Abaixo mostramos uma figura do artigo artigo de autoria de Dewulf, no TRIZ Journal, “Directed Variation®, The Talent of the Product” , onde se pode perceber a forma de construção do diagrama relativo a propriedades da armação de aço (quadro) de uma bicicleta. A construção do diagrama no Excel, como já vimos, é bastante simples. O caso examinado aqui se refere a uma bicicleta para ser transportada e por este motivo um quadro poroso talvez venha agregar leveza à bicicleta, pelo que a propriedade POROSIDADE está exposta ao nível máximo, Nivel III do Espectro. As áreas em branco se constituem em oportunidades para inovação, denominadas de TALENTOS do PRODUTO. Figura 14: Diagrama de Radar, mostrando TALENTOS do PRODUTO para um quadro de bicicleta. (Adaptado de Dewulf, artigo citado). 0 1 2 3 Porosidade Superfície Flexibilidade Cor Forma Estado Sentidos Simetria

VARIANTES DE PRODUTOS EM TRIZ A TRIZ tem permitido que muitos produtos tidos como comodities evoluam para outros produtos que podem ser patenteados. São variantes, surgidas com a aplicação dos potenciais para inovação. No caso de máquinas de lavar, por exemplo, muitas patentes são registradas dizendo respeito à economia de água e de energia, de detergente, à forma do tambor ou recipiente da máquina, sua disposição, etc., geralmente visando desenvolver e fabricar produtos mais eficientes, econômicos, seguros e mais baratos do que aqueles oferecidos pelos competidores (Idealidade em TRIZ, Tendências de Evolução dos Sistemas Técnicos, Figura 2). O que poderia nos dizer esta metodologia em termos de lavagem de roupas e máquinas de lavar, onde o objetivo exclusivo é obter roupa limpa? Figura 15: A lavadora acústica da SANYO Tendo em vista esta questão, a CREAX informou recentemente, em uma de suas publicações, que a SANYO desenvolveu uma lavadora acústica automática diferente de todas as que já conhecemos, pois não usa sabão em pó. Poderemos imaginar roupa limpa obtida sem uso de sabão em pó? Será que, considerando o Potencial de Evolução para máquinas de lavar, o sabão em pó corre o risco de desaparecer? Neste caso, o sabão em pó será dispensado em função de uma nova tecnologia (veja-se a Tabela 3 abaixo, Processos Físicos Destinados à Limpeza), pois ao cliente interessa apenas que suas roupas estejam limpas. Assim, o sabão ideal será nenhum sabão em pó… (perspectiva do cliente). “O ideal… (seu produto) é a negação do mesmo (seu produto), mas de modo que a FUNÇÃO permaneça!” – CREAX. (Reportemo-nos à Figura 2: Conceito de Idealidade de um Sistema Técnico). Assim, o sabão ideal será nenhum sabão em pó… (perspectiva do cliente). O ideal… (seu produto) é a negação do mesmo (seu produto), desde que a FUNÇÃO permaneça! Veja-se o artigo de Anke Kruschwitz, Aline Augsburg and Rainer Stamminger, “How Effective are Alternative Ways of Laundry Washing?” sobre as alternativas mais viáveis em projetos de máquinas de lavar. A Figura 16 que se segue (Darrell Mann & Daniel Cole, “Connecting Real IP Value to Business Strategy”, artigo citado) mostra-nos a evolução deste processo, e o ponto das Tendências de Evolução em que a SANYO se posicionou ao desenvolver esta máquina de lavar (“Clean-clothes without detergent), na direção do Resultado Final Ideal (IFR):

Figura 16: Tendências de Evolução de uma máquina de lavar, levando em conta seus ingredientes, (Segundo MANN, Darrell, & Cole, D. artigo citado). A tabela abaixo relaciona diversos processos físicos, dentre os quais aqueles assinalados em negrito que foram usados no desenvolvimento da lavadora da SANYO: Processos Físicos Destinados à Limpeza Dessorção (*) Oscilação longitudinal por ultra-som Vibração acústica Fricção Cavitação Criólise (destruição pelo frio) Erosão por jato Foto-oxidação Eletro-erosão Efeito opto-hidráulico Dessorção térmica ou eletrônica de impacto para retirar impurezas (*) Explosão elétrica Evaporação a laser Termo-destruição Feixe de íons Dissolução Reação de oxi-redução Efeito eletro-reológico (http://pt.wikipedia.org/wiki/Reologia) Cavitação hidrodinâmica Escovação por vibrações Captura por laser Eletrólise Tabela 3: Alguns dos processos físicos destinados à limpeza em geral. (*) Notas ao final deste artigo. Concluindo, segundo a TRIZ, a evolução de todos os sistemas técnicos tende para uma solução em que O IDEAL É NÃO TER... desde que... A FUNÇÃO PERMANEÇA! O diagrama da Figura 16 é sugestivo quanto a outra inovação da SANYO nesta área, que foi o lançamento, em 2006, da primeira máquina de lavar que faz uso de Ozônio para eliminar bactérias e odores das roupas:

Figura 17: A lavadora AQUA da SANYO, que usa Ozônio para eliminar odores das roupas. “SANYO Announces the World-First Drum Type Washing Machine with ‘Air Wash’ Function, Disinfecting & Deodorizing using Ozone: SANYO Electric Co., Ltd. (SANYO), based on its new vision ‘Think GAIA’, and using ‘tackle global environmental problems’ as a keyword, is committed to businesses using water circulation and recycling technology applications. The ‘AQUA’, is a drum type washer/dryer that values the importance of water, by applying technology that has previously only been used in industrial products, to home use. With ‘AQUA’, which is the world’s first washer/dryer to utilize ozone, which enables ‘reduction of water’ and recycling of water”, SANYO has broken away from conventional thinking and is offering a completely new cleaning technology”. Assim, como o exemplo da máquina de lavar sem sabão em pó, outros produtos também evoluem para o manuseio simplificado ou o Resultado Final Ideal (IFR), como as máquinas fotográficas, que há muito abandonaram o filme físico em troca do processo de gravação digital, mais eficiente. Steeve Jobs, o extraordinário executivo da Apple recentemente falecido, há muito tempo já havia percebido que o ideal para um computador seria não ter teclado físico algum, (iPad), mas que a função de digitação deveria permanecer! O mesmo vem acontecendo com os “smartphones”, sucessores dos telefones com teclados físicos de alguns anos atrás. Por desconhecer este fato, a empresa canadense Research In Motion (RIM), que agora se chama BlackBerry, com seus celulares de mesmo nome que se valiam de teclado físico até há pouco tempo, quase foi à falência, e só recentemente adotou o teclado virtual em seus aparelhos. Seguindo a mesma tendência, o abridor de tampas ideal é a ausência dele, como nas tampas da garrafa de cerveja “Long Neck”, de 330 ml, em que a mão do consumidor faz o papel de abridor. Como poderemos atingir o maior número de funções, por meio de um sistema mínimo? A figura 18 abaixo, com base em uma apresentação original da CREAX, ilustra mais alguns casos de funções em que o melhor é não ter: Figura 18 - Muitas vezes, a ausência de um dos componentes de um produto é mais importante do que sua presença. O fator ECONOMIA ou o fator ERGONÔMICO muitas vezes pesam nesta escolha. EXEMPLOS ABORDANDO AS 20 PROPRIEDADES PADRONIZADAS DE VARIAÇÕES DO ESPECTRO. Nenhuma chave (Iris ou Impressão digital) Nenhum abridor Nenhum Elástico (Elástico Aderente) Nenhum cabo (Bluetooth)

Os trabalhos de Genrich Altshuller relatam de 8 a 12 padrões originais de evolução. As pesquisas realizadas pela AULIVE relacionaram de 19 a 20 novos padrões, os quais são descritos por meio de VARIAÇÕES DE ESPECTRO. Estes padrões, também denominados “TENDÊNCIAS de EVOLUÇÃO”, descrevem uma trajetória de propriedades que são alteradas ou que se transformam, vale dizer, padrões que são alterados ao se passar de um produto a outro qualquer, no qual estas mudanças podem ser identificadas (Darrell Mann, 2002). Os PADRÕES de EVOLUÇÃO, que se relacionam diretamente com o ESPECTRO DE PROPRIEDADES, descrevem um caminho viável para a adoção de propriedades novas ou sujeitas a mudanças. Foram fixados em 20, conforme mostrado abaixo (CREAX, (19) ). Na tabela abaixo são considerados os seguintes tipos de ESPECTRO: 1. Estado 2. Pulsação 3. Fragmentação 4. Superfície 5. Porosidade 6. Automação 7. Forma 8. Transparência 9. Cor 10. Coordenação 11. Flexibilidade 12. Sentidos 13. Integração 14. Opostos 15. Mercado 16. Informação 17. Simetria 18. Fibras 19. De Líquido a Spray 20. De Líquido a Espuma Vinte Propriedades Genéricas Para Resolver Problemas Na figura 19 a seguir estão mostrados, em sequência numérica, todos os espectros que serão considerados neste trabalho, assim como as PROPRIEDADES a eles associadas. São em geral correspondentes a características físicas ou construtivas de um determinado produto, em número de 20 propriedades. As partes em branco do diagrama, na direção radial, são oportunidades para INOVAÇÃO e denominadas TALENTO do PRODUTO. O diagrama apresenta, para cada PROPRIEDADE, apenas três características distintivas para cada caso do ESPECTRO de PROPRIEDADES, conforme o método de INOVAÇÃO SISTEMÁTICA por VARIAÇÃO DIRETA (DIVA) aqui apresentado. Fontes: http://diva.creax.com/QuickTour.aspx?ret=Default.aspx eCREAX, (Ref. 19). Sequencias destas alterações de ESPECTRO seriam, por exemplo (Dewulf 2002):  Propriedade de N o . 5 - (POROSIDADE): Propriedades: Oco, Poroso e Capilar (Capilaridade ativa).  Propriedade de N o . 8 - (TRANSPARÊNCIA) Opaco, Translúcido e Semitransparente (Transparência ativa).

Vinte Propriedades Genéricas Para Resolver Problemas: Figura 19: Generalização da Figura 11: O ESPECTRO contendo três variantes, correspondendo às 20 Propriedades Genéricas para Resolução de Problemas. Fonte: CREAX, Ref. 19) Segundo Henry Petrosky, em seu livro “The Evolution of Useful Things”, muitos produtos evoluem do modo como o fazem devido a uma insatisfação por parte do usuário com sua forma de funcionamento ou, nas palavras do autor, “form follows failure”. (Cit. MANN, Darrell, em http://www.triz-journal.com/archives/1999/09/b/). Nas imagens simbólicas empregadas para cada tipo de espectro acima e que iremos usar sistematicamente, poderá acontecer ou não uma evolução do produto correspondente. Para uma melhor compreensão dos 20 casos que serão considerados, veja-se “Evolutionary- Potential in Technical and Business Systems”, cuja metodologia original se deve a Simon Dewulf e Darrel Mann (http://www.triz-journal.com/archives/2002/06/f/06.pdf). 2. AS 20 PROPRIEDADES UNIVERSAIS DOS PRODUTOS No que se segue, serão vistos exemplos de produtos que usam as 20 PROPRIEDADES mostradas na Figura 19, associadas aos respectivos ESPECTROS. O site Patent Inspiration é uma via interessante para acesso a inúmeras inovações divulgadas na Internet e classificadas segundo o método estruturado que estaremos usando de agora em diante, praticado pela AULIVE nas inovações ali apresentadas. Com isto estaremos também nos familiarizando com os métodos empregados em INOVAÇÃO

SISTEMÁTICA, segundo o método DNA do Produto, através de alguns princípios introdutórios da Variação Direta DIVA, DIrected VAriation®, e das TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO. Consideremos o caso abaixo do ESPECTRO DE SUPERFÍCIE e respectivas PROPRIEDADES, cuja figura consta da página inicial da patente registrada por Dewulf, de No. US2008/0091671 A1, na qual estão estabelecidos os princípios inventivos da DIrected VAriation® e as TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO: Tendências de Evolução do ESPECTRO de SUPERFÍCIE e respectivas PROPRIEDADES: Superfície Suave  Saliências em 2D  Saliências em 3D Figura 20 – Propriedades do Espectro de Superfície segundo Dewulf, S. Neste trabalho o autor salienta que, dentre as formas que podem ser usadas para inovar, deve-se buscar entender as variações que ocorrem nos PRODUTOS, as quais são geralmente expressas por meio de ADJETIVOS; daí o termo adotado, DIrected VAriation, DIVA: “DIVA describes a way of conducting problem solving and innovation studies. DIVA aims at building an in-company competence in effective innovation. Innovation is defined as creating value; value is defining as creating more of the good (performance, ergonomic, design) and less of the bad (danger, pollution, cost). We want products that works better (to perfect), safer (to harmless), greener (to ecological), easier (to automatic), nicer (to experience) and cheap (to free). Applying the above to existing information methodologies and language has developing DIVA. The variation in products is expressed in adjectives.” (http://www.triz-journal.com/archives/2005/09/07-01.pdf) Em uma pesquisa realizada por este autor por meio de mecanismos de busca (spiders) de Web Semântica em um banco de dados de 16.000 patentes, havia menos de 2.000 substantivos; no entanto, pesquisando sobre adjetivos no mesmo banco de dados, foram encontrados menos de 8.000 adjetivos únicos. Estes adjetivos estão relacionados a verbos, pelo que se pode concluir que 16.000 patentes foram explicitadas por meio de menos que 700 verbos únicos. Daí, afirma Dewulf, “se pode concluir que, numa pesquisa deste tipo, a diferença entre um produto A e um produto B, sendo B melhor do que A, é que uma ou mais propriedades do produto B tem melhor funcionamento, isto é, a importância reside na diferença: variando propriedades (ADJETIVOS) resulta em funções novas e melhores (VERBOS). Assim é que as propriedades podem ser variadas ao longo de seu ESPECTRO DE PROPRIEDADES – um grupo de estágios ao longo de uma linha de propriedades”. O autor cita o exemplo de uma escova de dente, onde a expressão ESCOVA VASADA conduziu a uma variação ao longo do ESPECTRO POROSIDADE, que também pode incluir escova POROSA, ESPONJOSA OU CAPILAR. Assim, pode-se notar que a similaridade ESTÁ LIGADA A UMA TENDÊNCIA NA SEGMENTAÇÃO DO ESPAÇO DE BUSCA. Outros tipos de segmentação incluem FLEXIBILIDADE, GEOMETRIA,

SIMETRIA, SUPERFÍCIE, ESTADO, TEMPO, COR, TRANSPARÊNCIA, DENSIDADE, TAMANHO, INFORMAÇÃO, CONDUTIVIDADE, DEPENDABILIDADE. A cada uma destas características estão associadas numerosas variações denominadas PROPRIEDADES. Como segundo exemplo, Dewulf considera o ESPECTRO DE PROPRIEDADES relativas à SUPERFÍCIE, que pode incluir propriedades como PROTUBERANTE, CAVADA, SUAVE, CAVADA MILIMÉTRICAMENTE (NANO), em 3D, etc., sendo todas estas propriedades ADJETIVOS. Notemos que SUPERFÍCIE (SUBSTANTIVO) não é uma propriedade, mas SUAVE (ADJETIVO) é. Este é talvez o aspecto mais importante para a compreensão do restante de trabalho, que é suficientemente extenso no sentido de propiciar uma introdução ao método da VARIAÇÃO DIRETA, DIVA. As novas metodologias de análise de oportunidades para Inovação introduzidas por Dewulf, por meio da Web Semântica na ANÁLISE DE PATENTES segundo os princípios da INOVAÇÃO SISTEMÁTICA, ressaltam a importância deste método. Em suas palavras: “Uma VARIAÇÃO de PROPRIEDADES nos trará novas funções. Por exemplo, um produto com PROTUBERÂNCIAS (ESPECTRO de SUPERFÍCIE) nos leva à função SEGURAR OU RESFRIAR (verbos). Um produto líquido (ESPECTRO de ESTADO) nos levará a DISSOLVER ou MISTURAR. Deve-se observar que diferentes variações de propriedades podem levar a funções semelhantes. Outras funções incluem ABSORVER, JUNTAR, LIMPAR, CONECTAR, PRESERVAR, TRANSPORTAR e FLUTUAR. Note-se que a variação de PROPRIEDADE está ligada à FUNÇÃO, mas é apresentada de forma independente da FUNÇÃO”. Podemos observar esta classificação na Figura 21 abaixo, ilustrando as conexões de FUNÇÕES com o espectro de SUPERFÍCIE (SURFACE). Como podemos notar pela figura, numerosos produtos atendem às 13 FUNÇÕES listadas à direita, como liberação (releasing), ajuste de superfícies (matching surfaces), etc. Podemos perceber que a Inovação Sistemática dentro dos padrões da metodologia DIVA (DIrected VAriation) é o reflexo da metodologia exposta acima, introduzida por Dewulf em sua primeira empresa, a CREAX, e agora utilizada por ele na AULIVE, em: http://www.patentinspiration.com/, no qual mais de 69 milhões de patentes podem ser selecionadas, filtradas e pesquisadas. Embora seja possível, por meio do site patentinspiration.com, ter acesso a muitos bancos de dados de patentes e métodos de pesquisas gratuitamente, a busca de variantes dos produtos, o uso integral do método do DNA do produto, da Variação Direta, DIVA, do potencial de Inovação e outras facilidades, assim como as oportunidades de negócios, exigem assinatura mensal de uso do programa. ESPECTRO DE SUPERFÍCIE SEGUNDO DIVA®, DIrected VAriation:

Figura 21: Tela relativa a diversas funções segundo DIVA®: Tabela de Variações - ESPECTRO DE SUPERFÍCIES (Ref. DEWULF, Simon, Diva, “DIrected VAriation, Solving Conflicts in TRIZ, Part1”). 3. PADRÕES DE EVOLUÇÃO SEGUNDO AS 20 PROPRIEDADES CARACTERÍSTICAS DA VARIAÇÃO DIRETA, DIVA®. A seguir, com a finalidade de permitir a consolidação dos princípios descritos anteriormente na primeira parte deste trabalho, faremos uma análise de algumas de 20 características referentes aos padrões da DIVA®, a produtos em sua maioria encontrados no site http://www.moreinspiration.com, escolhidos dentre as 4619 inovações nele descritas em 10/03/2014. Os símbolos representativos das PROPRIEDADES DOS PRODUTOS, que no site PatentInspiration figuram sempre no rodapé à direita das imagens dos mesmos, poderão ser doravante compreendidos. 1 – ESPECTRO: ESTADO Propriedade: Nível III - Campo: melhorar a transmissão de carga ou de energia. I. Sólido  II. Líquido ou Gás  III. Campo Figura 22 – Variações de Estado: De Sólido para Líquido ou Gás e em seguida para Campo Exemplo I: Carregamento sem fio ou uso de tomada de Bateria de Veículo Híbrido A Toyota testa atualmente um sistema de carregamento de baterias do seu veículo Prius através de conexão sem fio (Leia mais no blog deste autor em hicel.wordpress.com).

Conforme informações distribuídas aos jornais, a Toyota deu início no mês de fevereiro próximo passado aos testes de verificação de seu sistema de carregamento sem fio, uma inovação desenvolvida recentemente em colaboração com a empresa WiTricity, um spin-off do MIT com a qual a montadora tem cooperado durante vários anos. O gestor de inovações da empresa, Satoshi Ogiso anunciou que a próxima geração do Prius plug-in híbrido poderá incluir esta opção de carregamento sem fio. O sistema de captura e tarifação de energia transmite eletricidade usando ressonância magnética resultante de alterações na intensidade do campo magnético entre uma bobina transmissora no chão e uma bobina de recepção do veículo. Ele opera em uma frequência de 85 kHz, com tensão de entrada de 200 VAC e potência de 2 kW. O tempo de carga é estimado em cerca de 90 minutos. III - Campo Figura 23 – Veículo híbrido Prius da Toyota, que passará a usar conexão sem fio (eletromagnética) para carregar bateria, dispensando a conexão da tomada à rede elétrica. Exemplo II: Tração elétrica por meio de indução eletromagnética A Alemanha vem testando ônibus elétricos wireless, com tração sem conexão a cabos de energia. A operadora de transporte regional alemã Rhein-Neckar-Verkehr GmbH (RNV) foi escolhida para levar a cabo um projeto-piloto para testar a viabilidade da tecnologia sem fio no carregamento indutivo de ônibus elétricos. Os testes são realizados em dois ônibus elétricos equipados com a tecnologia indutiva de transporte canadense PRIMOVE, originalmente desenvolvida pela empresa Bombardier. A nova tecnologia permite que os sistemas de acionamento e demais subsistemas, como iluminação, sejam carregados através de um sistema central de conexão sem fio para que estes protótipos transitem experimentalmente em Mannheim, na Alemanha. A tecnologia de carregamento indutivo usa a transmissão de energia sem conexão física ocorrendo entre componentes incorporados sob a superfície da estrada e receptores montados sob os veículos. Os defensores da tecnologia dizem que ela elimina a necessidade de conexões físicas que possam sofrer desgaste elevado, e permite que os veículos sejam equipados com baterias mais leves e menores, permitindo-lhes operar por períodos mais longos. Com o apoio do Instituto de tecnologia de Karlsruhe, o projeto conhecido como PRIMOVE Mannheim ajudará a determinar como este tipo de tecnologia que usa a indução magnética possibilita fazer uma avaliação das tarifas em uma rota ocupada, possibilitando assim a pesquisadores a coleta de dados reais para melhorar a infraestrutura, como baterias e outros sistemas.

A tecnologia empregada situa-se na faixa III - Campo. Abaixo vemos um destes protótipos: III - Campo Figura 24 – Ônibus circulando em Karlsruhe, na Alemanha, que usa indução magnética para tração, sem necessidade de conexão por cabos à rede elétrica. ESPECTRO: ESTADO Propriedades: I- Sólido  II - Líquido/Gás  III - Campo: melhorar a transmissão de carga ou de energia. Leia mais em: http://www.gizmag.com/rnv-primove-wireless-charging-electric- buses/26359/ Exemplo III: Coração Artificial da BiVACOR®. A BiVACOR®, empresa privada fundada em 2008 com sede no Prince Charles Hospital, em Brisbane, na Austrália, está desenvolvendo um coração artificial totalmente diferente de seus concorrentes. Com a finalidade de evitar que o contato com partes mecânicas possa destruir os glóbulos vermelhos do sangue e alterar os componentes presentes no plasma sanguíneo saudável, os projetistas deste coração estão usando um sistema de levitação magnética, MAGLEV, nos dois ventrículos artificiais, esquerdo e direito, para evitar que partes mecânicas entrem em contato com o sangue venoso e arterial. O projeto está sendo conduzido sob a supervisão do engenheiro Dr. Daniel Timms e o Professor Dr. John Fraser, do Prince Charles Hospital de Brisbane e do Dr. Kurita da Gunma University, Japão, com a colaboração do professor Masuzawa da Ibaraki University daquele país. Consulte-se a IEEE Transactions in Biomedical Engineering Journal para mais detalhes: Axial magnetic bearing development for the BiVACOR rotary BiVAD/TAH e o site of ICETLAB, in http://www.icetlab.com/. Abaixo mostramos uma visão explodida deste coração artificial, em fase de testes em animais.

III - Campo Figura 25: Coração artificial da empresa BiVACOR®, que usará MAGLEV (Levitação Magnética) para funcionar, situado no Nível III de Evolução, utilizando o Campo Eletromagnético. ESPECTRO: ESTADO Propriedades: Sólido  Para Líquido/Gás  Campo: melhorar a transmissão de carga e de energia, evitando contato direto com o plasma sanguíneo. 2 – ESPECTRO: PULSAÇÃO Propriedades: De Ações Contínuas a Oscilações, Ressonância e Alta Frequência. Espectro: De I - Ação Contínua  Para II Ação Pulsante  Para III - Ressonância ou Campo. I - Ação Contínua  II – Pulsação  III – Ressonância e frequências superiores Figura 26: De ações contínuas a ações pulsantes e a alta frequência. Exemplo: Prótese dental para surdez A empresa Sonitus Médical de San Mateo, Califórnia, USA, aposta em tecnologia de implante ósseo para permitir a pessoas com deficiência auditiva a voltar a escutar, mediante um implante dental. O sistema auditivo SoundBite que está sendo desenvolvido, consiste de uma unidade implantável que tem a ela integrados um microfone e um transmissor sem fios, além de um pequeno receptor que transfere aos dentes traseiros a tarefa de captar e transmitir sinais de áudio capturados para que ativem mecanicamente a cóclea. A ideia para esta tecnologia não é nova, e a Sonitus Medical parece confiante de que poderá obter aprovação regulamentar dos organismos de saúde e introduzir uma nova tecnologia no mercado. Propriedade: Grau III, Ressonância em Baixas Frequências Finalidade: Pulsação usando ressonância  Aumento da imersão sensorial

III - Ressonância Figura 27: O sistema de implante dentário que pode funcionar como prótese auditiva, da empresa Sonitus Médical, USA. Fonte: medgadget.com. 3 – ESPECTRO: FRAGMENTAÇÃO Propriedades: I - Monolítico Sólido  II - Sólido Segmentado  III - Granulação Sólida Figura 28: Evolução do DNA para produtos cada vez mais segmentados. Em TRIZ, a FRAGMENTAÇÃO ou SEGMENTAÇÃO corresponde ao Princípio de No. 1 da Tabela dos 40 Princípios de Inovação de Altshuller. Exemplo: Sofás Segmentados Estes sofás foram projetados de forma segmentada, o que proporciona muitas opções, rolando-o para fora para deitar ou enrolando para guardar ou limpar o chão. Alguns possuem basicamente um conjunto de almofadas interligadas sequencialmente, tendo um cilindro central para apoio de cabeça e ombros. Os gomos podem ser enrolados na proporção que se desejar, em configurações diversificadas. II – Sólido Segmentado Figura 29: Sofá da Gismodo.com e um sofá da Kibisi.com Sofás segmentados apresentam suas v antagens, como a grande flexibilidade, principalmente em apartamentos pequenos. Fontes: Gismodo.com e a empresa Suissa Kibisi.com. 4 – ESPECTRO: SUPERFÍCIE Propriedades: I - Superfície Suave  II - Protuberâncias 2D  III - Protuberâncias 3D Figura 30: Evolução de uma superfície de 2D para 3D: Protuberâncias

Exemplo: Tênis de Tração para uso em “qualquer terreno” Este tênis é, de acordo com a Reebok, o "primeiro tênis- para-qualquer-terreno". Foi projetado para permitir, com o próprio caminhar, eliminar a lama, neve, grama e areia que tenham aderido em seu solado (Leia mais). As travas, tamanho dezenove, funcionam como os pneus de veículos fora-de-estrada, que podem ser tracionados através da lama! As travas do centro são destinadas à tração ou impulsão no caminhar; as travas laterais funcionam como rodinhas, que permitem o deslocamento com facilidade em qualquer terreno. A aplicação aqui evoluiu para o nível 3, “3D Protrusions”, ou Protuberâncias 3D”, com a finalidade de aumentar a tração. III – Protuberâncias em 3D Figura 31: Acima, o tênis de tração da Reebok, símbolo de PROTUBERÂNCIAS em 3D. Evolução de Propriedade: SUPERFÍFIE MACIA  SALIÊNCIAS 2D  SALIÊNCIAS 3D Visite o site da GISMODO para mais informações: http://gizmodo.com/5978605/would-you- wear-these-crazy-shoes. Como complemento, devemos salientar que este mesmo princípio é utilizado para acomodação de dúzias de ovos. A caixa, além de apresentar saliências em 3D, é construída de aglomerado de papel com resistência elevada o suficiente para evitar que os ovos se quebrem. Existem também caixas de espuma de polipropileno, menos resistentes. Saliências 3D no fundo de caixas de pizzas também são úteis para conservação do calor, evitando que elas esfriem rapidamente. III – Protuberâncias em 3D Figura 32: Embalagem de papelão reforçado para ovos.

5 – ESPECTRO: POROSIDADE Propriedades: De Sólido a Vasado I – Sólido  II - Vazado 2D  III - Vários buracos ou orifícios Figura 33: Evolução da propriedade: de sólido para poroso Exemplo I: Paredes capazes de abafar o som Tijolos vasados sempre são mais leves. Mas em termos de abafamento do som, a maioria das placas de absorção que conhecemos é feita de materiais porosos. De Amp, uma empresa norueguesa fundada por engenheiros, adotou este princípio, mas de uma forma imperceptível à vista desarmada. Ela usa materiais resistentes tais como metais, plásticos, vidro e acrílico para abafar o som, mas com fissuras feitas com laser, combinadas com o design do espaçamento entre elas. As placas de metal assim fabricadas possuem menos de um milímetro de espessura e são destinadas a uso interno, em paredes ou tetos. Estas placas exigem que se tenha um espaço de alguns centímetros atrás delas para abafar o eco dos sons de baixo e médio alcance, que estão situados no campo de frequências da voz humana. III – Vários Orifícios Figura 34: Materiais resistentes trabalhados com laser se tornam apropriados para abafar ruídos e são excelentes para decoração de ambientes. Evolução de Propriedade: NÍVEL III  Produto com Vários Orifícios ou fissuras projetadas. Objetivo: Tornar o material capaz de absorver som.Fabricante: DEAMP, The New Generation on Sound Absorption, http://www.deamp.com/ Exemplo II: Machado patenteado por Karl S. Ronnholme (Patente de No. D362795 Departamento de Patentes dos USA, 1994) e hoje comercializado pela empresa Fiskars. Este machado foi projetado de modo que o centro de gravidade e toda a energia cinética, quando ele descreve o movimento no ar, são transferidos para a cabeça metálica de corte. Para isto, usando métodos recomendados pela TRIZ clássica, o fabricante construiu o braço do machado usando fibra de carbono leve e resistente, propícia à movimentação do mesmo para corte com o mínimo de esforço. Para se chegar a este resultado, a solução foi obtida por meio de métodos clássicos da TRIZ. O mesmo produto, no entanto, poderá ser classificado aqui segundo o Espectro de POROSIDADE, no Nível II, VAZADO. Este machado se constitui, também, em uma evolução do princípio básico utilizado, o Princípio da Idealidade, ou evolução para uma solução ideal.

 Nível II, Vazado 2D Figura 35: Acima, o machado Fiskar da Série X, de cabo oco em fibra de carbono, um dos muitos modelos comercializados pela empresa. Em http://www2.fiskars.com/Products/Yard- and-Garden/Axes-and-Striking. Veja-se, nesta mesma página, o filme completo sobre esta excelente e premiada ferramenta, embora tão simples. 6 – ESPECTRO: AUTOMAÇÃO Propriedades: Melhoria de Interface Homem-Máquina   Evolução de Propriedade: Manuseio Humano  Manuseio Semiautomático  Manuseio Totalmente Automático. Figura 36: Três possibilidades para AUTOMAÇÃO. Uma das propriedades mais conhecidas de todas é a automação. Novos modelos de carros da Toyota e da Ford podem estacionar sozinhos nas vagas em paralelo, após medirem o seu tamanho. Aqui o conceito é mais simplificado do que em TRIZ, onde esta propriedade é conhecida como Dinamização. As três possibilidades padronizadas por Dewulf, resumidas para o espectro AUTOMAÇÃO, são:  Manuseio inteiramente HUMANO  Manuseio SEMIAUTOMÁTICO  Manuseio TOTALMENTE AUTOMÁTICO Exemplo I – Barraca de Camping Vamos considerar, como primeiro exemplo, a evolução de uma barraca de camping, no que diz respeito a uma importante propriedade, qual seja, a facilidade de sua armação. Consideraremos a barraca da marca Quecha, uma inovação cujo slogan é “A facilidade de montagem em dois segundos”. É um modelo recente, da serie de barracas deste fabricante na chamada faixa “Pop-Up”. Para usá-la, ao se abrir a embalagem, deve-se jogá-la para cima. Ao cair ao chão, ela se abrirá

automaticamente com o impacto. As tendas tipo “Pop-Up” eram antes conhecidas pela dificuldade em serem dobradas para transporte, o que foi corrigido com este novo lançamento. Basta puxar a corda do lado da tenda e ela irá dobrar-se facilmente: são literalmente 2 segundos para abrir e 15 segundos para fechar. (www.patentinspiration.com/). Manuseio Automático Figura 37: A barraca de marca Quechua, modelo “Pop-Up”, totalmente automatizada para abrir e fechar. Fonte: http://tente.quechua.com/en/tent/r-8,a-72,2-seconds-easy-ii.html Exemplo II: Apontador de Cenouras A automação parcial (semiautomática) pode ser exemplificada aqui pela original invenção do “Apontador de Cenouras”, um exemplo típico de cópia da forma de outros objetos, de autoria do designer de Jerusalém Avichai Tadmor: II – Semi-automatizado Figura 38: “Apontador” de cenouras Karoto, cenoura em Grego antigo. Invenção por analogia, patenteada por Avichai Tadmor, de Jerusalém. O nível de evolução técnica corresponde ao estágio intermediário, utilidade doméstica parcialmente automatizada. Este “apontador de lápis” em tamanho grande serve para cortar tiras finas de cenouras para saladas. O produto foi desenvolvido para a empresa israelense Monkey Business. Também pode ser usado para cortar tiras de abobrinhas ou pepinos. Vem nas cores preto ou amarelo. Mais informações em http://www.dezeen.com/2012/09/03/karoto-by-avichai- tadmor-for-monkey-business/. Evolução de Propriedade: Figura Humana + Instrumento Semi-automático  Cópia da Forma de Outros Objetos http://www.dezeen.com/2012/09/03/karoto-by-avichai-tadmor-for-monkey-business/

7 – ESPECTRO: FORMA Propriedades: No equilíbrio das formas residem muitos princípios inventivos. I - Plano  II - Simetria Axial  III - 3D Integral Figura 39: Evolução de simetrias e dimensões segundo DIVA. Exemplo: Porta-bebidas em bicicletas Simetria em 3D: Uma embalagem prática para acompanhar ciclistas em “tracking”: Figura 39 à direita: Uso de simetria para carga em bicicletas, sem prejudicar o equilíbrio. II – Simetria Axial A embalagem, cujo suporte é feito por meio de velcro, não só é resistente, como é fabricada com material capaz de conservar a temperatura das bebidas constante por longos períodos. O produto pode transportar até seis garrafas de tamanho padrão. Evolução de Propriedade: Nível II – Produto com Eixo de Simetria Fabricante: http://www.firebox.com/product/5927/6-Bottle-Bike-Bag?via=whatsnew 8 – ESPECTRO: TRANSPARÊNCIA Evolução de Propriedade (Espectro): Enxergar através de objetos muitas vezes aumenta sua eficiência. I - Opaco  II - Parcialmente Transparente  III - Transparente Figura 40: Evolução da propriedade Transparência, comum a muitos objetos de uso diário. Exemplo: Máscara Transparente Ao inverso das máscaras dos grupos anarquistas Black Blocs, estas máscaras visam a transparência em seu sentido amplo. Sabemos que máscaras opacas, vendidas no varejo para uso de profissionais de carreira, pessoas de negócios ou qualquer cidadão, podem levar à perda da aparência normal e de determinados traços da personalidade, o que em geral dificulta o estabelecimento de uma relação de confiança com potenciais clientes, colaboradores, pacientes e mesmo com qualquer pessoa. A Prosperity Network Inc. procurou solucionar esses problemas, desenvolvendo uma máscara

capaz eliminar os inconvenientes acima, sem deixar de manter todas as vantagens da máscara normal. A solução foi simples: a empresa criou a Masclear, uma máscara transparente que retém o poder de bloqueio contra germes das máscaras tradicionais, ao permitir que se veja o rosto do portador. Em TRIZ, retirar excessos ou detalhes de um produto pode muitas vezes levar a soluções mais eficientes e mais baratas em termos de produção e comercialização. III – Transparente Figura 41: Enfermeira usando a Masclear. Evolução de Propriedade: Este é um exemplo de produto patenteado muito simples, em que ocorre a evolução natural direta do Nível I para o Nível III, Transparente. Ao ver um produto como este, costumamos fazer a pergunta: “Porque não pensei nisto antes?” Em Prosperity Network. 9 – ESPECTRO: COR Propriedades: Quanto mais cores, melhor! I - Nenhum uso de cor  II - Uso dual de cor  III - Totalidade do espectro de cores Figura 42: O uso do espectro de cores em sinalização é comum, mas alguma criatividade pode levar à criação de produtos originais de grande valor comercial. Exemplo I: Velas com chamas de diferentes cores Esta é uma inovação muito simples, mas que não deixa de ser uma alternativa decorativa interessante. Fugindo do costume, em que as chamas de todas as velas são alaranjadas e iguais, estas velas são realmente diferentes: As chamas podem sugerir romantismo se forem azuis, paixão se vermelhas, amarelo para pessoas tradicionais ou conservadoras, inspiradoras de jovialidade se forem verdes e misteriosas na cor púrpura. As bases de susten

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