Trabalho RomanizaçãO Sofia Figueiredo

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Published on December 12, 2009

Author: alexavidal

Source: slideshare.net

A ROMANIZAÇÃO NA PENÍNSULA IBÉRICA

INTRODUÇÃO Este trabalho foi pedido no âmbito da disciplina de História. Espero deste trabalho, saber mais sobre como a Romanização da Península Ibérica se deu.

Este trabalho foi pedido no âmbito da disciplina de História.

Espero deste trabalho, saber mais sobre como a Romanização da

Península Ibérica se deu.

A INTEGRAÇÃO DE UMA REGIÃO PERIFÉRICA NO UNIVERSO IMPERIAL

A INTEGRAÇÃO DE UMA

REGIÃO PERIFÉRICA NO

UNIVERSO IMPERIAL

A CONQUISTA No século III a.C., em 218, ocorreu o primeiro desembarque romano na Península sob o comando de Cneio Cornélio Cipião. No século II a.C., em 197, esboçou-se a primeira administração provincial; em 194, deram-se os primeiros confrontos entre Romanos e Lusitanos; em 155, o domínio romano estendeu-se do vale do Ebro ao Alentejo Português, e ficou conhecido por “Guerra Lusitana” (155-138 a.C.); em 139, Viriato morreu, e depois começaram as Campanhas militares de Décimo Júnio Bruto (138-133 a.C.). No século I a.C., em 80, Sertório chefiou os Lusitanos contra Roma (80-72 a.C.); em 68, foi a vinda de Júlio César à Península; em 61, deu-se a expedição de César contra os Calaicos; em 29, começou a guerra contra os Calaicos, Astures e Cântabros (29-19 a.C.); em 27, Augusto chegou à Península e em 19, foi o fim da guerra na Hispânia.

No século III a.C., em 218, ocorreu o primeiro desembarque romano na

Península sob o comando de Cneio Cornélio Cipião.

No século II a.C., em 197, esboçou-se a primeira administração provincial; em

194, deram-se os primeiros confrontos entre Romanos e Lusitanos; em 155, o

domínio romano estendeu-se do vale do Ebro ao Alentejo Português, e ficou

conhecido por “Guerra Lusitana” (155-138 a.C.); em 139, Viriato morreu, e

depois começaram as Campanhas militares de Décimo Júnio Bruto (138-133

a.C.).

No século I a.C., em 80, Sertório chefiou os Lusitanos contra Roma (80-72

a.C.); em 68, foi a vinda de Júlio César à Península; em 61, deu-se a

expedição de César contra os Calaicos; em 29, começou a guerra contra os

Calaicos, Astures e Cântabros (29-19 a.C.); em 27, Augusto chegou à

Península e em 19, foi o fim da guerra na Hispânia.

O mundo romano atingiu um perfeito grau de semelhança cultural. Passadas as violências da conquista, enquanto o tempo curava as feridas e a vida regressava à rotina do quotidiano, os povos submetidos deixavam-se cativar pela superioridade civilizacional dos romanos e adoptavam, de bom grado, os seu modo de viver e os seus valores. O mesmo urbanismo, as mesmas instituições, a mesma estrutura social uniam as províncias mais longínquas. Em todas se falava o latim, se honravam os deuses romanos e se aplicavam as normas do Direito. A esta integração plena das províncias no espaço civilizacional romano chamamos, romanização . A romanização foi um processo lento mas seguro que, pouco a pouco, transformou em cidadãos romanos os povos conquistados. Embora algumas áreas tenham sido mais plenamente romanizadas do que outras, todo o Império sofreu a sua influência. A Hispânia era considerada a província mais romanizada do Oriente.

O mundo romano atingiu um perfeito grau de semelhança cultural. Passadas

as violências da conquista, enquanto o tempo curava as feridas e a vida

regressava à rotina do quotidiano, os povos submetidos deixavam-se cativar

pela superioridade civilizacional dos romanos e adoptavam, de bom grado, os

seu modo de viver e os seus valores.

O mesmo urbanismo, as mesmas instituições, a mesma estrutura social uniam

as províncias mais longínquas. Em todas se falava o latim, se honravam os

deuses romanos e se aplicavam as normas do Direito.

A esta integração plena das províncias no espaço civilizacional romano

chamamos, romanização .

A romanização foi um processo lento mas seguro que, pouco a pouco,

transformou em cidadãos romanos os povos conquistados. Embora algumas

áreas tenham sido mais plenamente romanizadas do que outras, todo o

Império sofreu a sua influência.

A Hispânia era considerada a província mais romanizada do Oriente.

A conquista A Ibéria era, na Antiguidade, famosa pelas suas riquezas metalíferas. Por isso, desde cedo que os gregos e cartagineses aqui estabeleceram o seu domínio, fundando colónias e entrepostos comerciais. Foram também estas riquezas, bem como a ânsia de dominar “todo o mundo conhecido”, que trouxeram os Romanos à Península.

A Ibéria era, na Antiguidade, famosa pelas suas riquezas metalíferas. Por isso, desde cedo que os gregos e cartagineses aqui estabeleceram o seu domínio, fundando colónias e entrepostos comerciais. Foram também estas riquezas, bem como a ânsia de dominar “todo o mundo conhecido”, que trouxeram os Romanos à Península.

Os Romanos chegaram pela primeira vez à Península em 218 a.C. e começaram por se fixar nas regiões do Sudoeste. Aí não encontraram grandes dificuldades. Os habitantes, acostumados ao contacto com povos diversos, opuseram pouca resistência e o domínio romano estabeleceu-se com relativa rapidez. O mesmo não se passou na zona central e norte da Hispânia. Tribos aguerridas, como a dos Lusitanos lutaram tenazmente contra o domínio estrangeiro. Durante dois séculos, Roma concentrou na Península grande número de efectivos militares e confiou aos mais prestigiados generais o comando das operações contra os resistentes. Foi o caso de Décimo Júnio Bruto, o primeiro a conduzir os seus exércitos para além do rio Lima, de Júlio César, que aqui chegou em 61 a.C., e, por fim, do próprio Octávio, que concluiu pessoalmente a pacificação do território. Nesta última campanha, que se iniciou em 29, a.C. se prolongou por 10 anos, foi vencida a resistência dos povos do Norte, Calaicos, Àstures e Cântabros, que atacavam repetidamente as regiões já pacificadas. A vinda de Octávio, em 26 a.C., interessa particularmente à História do território português, já que dela resultou, a criação de Bracara Augusta, a actual Braga, que veio tornar-se uma das cidades mais importantes do Portugal romano. A conquista da Península foi, difícil e atribulada, que se prolongou por dois séculos. Mas antes de estar terminada, os Romanos tinham já iniciado, nos territórios sob o seu domínio, o processo de romanização.

Os Romanos chegaram pela primeira vez à Península em 218 a.C. e

começaram por se fixar nas regiões do Sudoeste. Aí não encontraram grandes

dificuldades. Os habitantes, acostumados ao contacto com povos diversos,

opuseram pouca resistência e o domínio romano estabeleceu-se com relativa

rapidez.

O mesmo não se passou na zona central e norte da Hispânia. Tribos aguerridas, como a

dos Lusitanos lutaram tenazmente contra o domínio estrangeiro. Durante dois séculos,

Roma concentrou na Península grande número de efectivos militares e confiou aos mais

prestigiados generais o comando das operações contra os resistentes. Foi o caso de

Décimo Júnio Bruto, o primeiro a conduzir os seus exércitos para além do rio Lima, de

Júlio César, que aqui chegou em 61 a.C., e, por fim, do próprio Octávio, que concluiu

pessoalmente a pacificação do território.

Nesta última campanha, que se iniciou em 29, a.C. se prolongou por 10 anos, foi

vencida a resistência dos povos do Norte, Calaicos, Àstures e Cântabros, que atacavam

repetidamente as regiões já pacificadas. A vinda de Octávio, em 26 a.C., interessa

particularmente à História do território português, já que dela resultou, a criação de

Bracara Augusta, a actual Braga, que veio tornar-se uma das cidades mais importantes

do Portugal romano.

A conquista da Península foi, difícil e atribulada, que se prolongou por dois séculos. Mas

antes de estar terminada, os Romanos tinham já iniciado, nos territórios sob o seu

domínio, o processo de romanização.

Os veículos da Romanização 1ª divisão provincial

2ª divisão provincial

3ª divisão provincial

A romanização estendeu-se, embora de forma desigual, a toda a Hispânia. No Sul, a cultura romana penetrou tão rápida e profundamente que, segundo o relato de Estrabão, no tempo de Augusto, os Turdetanos (povos da Bética) tinham esquecido o seu próprio idioma. Em contrapartida, nas zonas central e norte da Península (em Portugal, a norte do Tejo) as populações permaneceram mais ligadas à cultura nativa, pelo que o processo de romanização foi mais lento e superficial. Apesar destes particularismos regionais, os Romanos deixaram, na sua permanência de sete séculos em terras ibéricas, uma obra notável e duradoura, que nos marcou profundamente.

A romanização estendeu-se, embora de forma desigual, a toda a Hispânia.

No Sul, a cultura romana penetrou tão rápida e profundamente que, segundo o relato de

Estrabão, no tempo de Augusto, os Turdetanos (povos da Bética) tinham esquecido o

seu próprio idioma.

Em contrapartida, nas zonas central e norte da Península (em Portugal, a norte do Tejo)

as populações permaneceram mais ligadas à cultura nativa, pelo que o processo de

romanização foi mais lento e superficial.

Apesar destes particularismos regionais, os Romanos deixaram, na sua permanência de

sete séculos em terras ibéricas, uma obra notável e duradoura, que nos marcou

profundamente.

-> Cidades Os romanos fizeram da cidade o centro da sua vida política, económica, cultural e religiosa. Tinham consciência de que nela residia o cerne da sua cultura e do seu modo de viver, pois a romanização tinha arrastado consigo o desenvolvimento da vida urbana. A Península Ibérica era uma região de pequenos povoados. Por isso, os romanos sentiram a necessidade não só de remodelar profundamente alguns núcleos indígenas como de proceder à fundação de cidades completamente novas. Como estas cidades desempenhavam importantes funções administrativas, tornaram se se uma grande atracção dos habitantes locais que, lentamente, a elas afluíram, deixando ao abandono muitas das antigas povoações. Tal como os habitantes, as cidades também não tinham todas o mesmo estatuto. Algumas eram colónias, isto é, cidades criadas de novo e povoadas por verdadeiros romanos, que escolhiam viver nas novas regiões. Em muitas colónias estabeleciam-se antigos soldados, cuja longa carreira de armas era recompensada com a concessão de boas terras. Assim nasceu, por exemplo, Emerita Augusta (Mérida), capital da Lusitânia.

Os romanos fizeram da cidade o centro da sua vida política, económica, cultural e

religiosa. Tinham consciência de que nela residia o cerne da sua cultura e do seu modo

de viver, pois a romanização tinha arrastado consigo o desenvolvimento da vida urbana.

A Península Ibérica era uma região de pequenos povoados. Por isso, os romanos

sentiram a necessidade não só de remodelar profundamente alguns núcleos indígenas

como de proceder à fundação de cidades completamente novas.

Como estas cidades desempenhavam importantes funções administrativas, tornaram

se se uma grande atracção dos habitantes locais que, lentamente, a elas afluíram,

deixando ao abandono muitas das antigas povoações.

Tal como os habitantes, as cidades também não tinham todas o mesmo estatuto.

Algumas eram colónias, isto é, cidades criadas de novo e povoadas por verdadeiros

romanos, que escolhiam viver nas novas regiões. Em muitas colónias estabeleciam-se

antigos soldados, cuja longa carreira de armas era recompensada com a concessão de

boas terras. Assim nasceu, por exemplo, Emerita Augusta (Mérida), capital da Lusitânia.

Quer fossem de origem militar, que povoadas por emigrantes da Península Itálica em busca de uma vida melhor, as colónias tornaram-se um importante núcleo de desenvolvimento e de romanização, tendo contribuído fortemente para a aculturação dos povos locais. No nosso território, eram colónias Pax Julia (Beja) e Scalabis (Santarém). Como o seu povoamento resultava de um grupo de verdadeiros romanos, as colónias tinham direitos e privilégios iguais aos de Roma, isto é, eram cidades de Direito Romano e os seus cidadãos usufruíam da cidadania plena. Mais abaixo ficavam os municípios. Eram povoações ou cidades preexistentes que os Romanos distinguiam com privilégios e se tornavam, por isso, activos fcos de romanização. Aos municípios era, geralmente, concedido o Direito Latino, mas a título excepcional, podiam obter o Direito Romano, equiparando-se, neste caso, aos habitantes das colónias. De qualquer forma, o estatuto de munícipe era sempre um estatuto invejado, tanto mais que estas cidades gozavam também de grande autonomia administrativa, isto é, possuíam isntituições de governo próprias, muito semelhantes às de Roma: um conselho de notáveis, a Cúria, que correspondia ao Senado, e um corpo de magistrados que percorria, igualmente, uma “carreira de honras” em cujo topo se situavam os duúnviros, magistratura equivalente à dos consûles, em Roma.

Quer fossem de origem militar, que povoadas por emigrantes da Península Itálica em

busca de uma vida melhor, as colónias tornaram-se um importante núcleo de

desenvolvimento e de romanização, tendo contribuído fortemente para a aculturação dos

povos locais. No nosso território, eram colónias Pax Julia (Beja) e Scalabis (Santarém).

Como o seu povoamento resultava de um grupo de verdadeiros romanos, as colónias

tinham direitos e privilégios iguais aos de Roma, isto é, eram cidades de Direito Romano

e os seus cidadãos usufruíam da cidadania plena.

Mais abaixo ficavam os municípios. Eram povoações ou cidades preexistentes que os

Romanos distinguiam com privilégios e se tornavam, por isso, activos fcos de

romanização.

Aos municípios era, geralmente, concedido o Direito Latino, mas a título excepcional,

podiam obter o Direito Romano, equiparando-se, neste caso, aos habitantes das

colónias.

De qualquer forma, o estatuto de munícipe era sempre um estatuto invejado, tanto mais

que estas cidades gozavam também de grande autonomia administrativa, isto é,

possuíam isntituições de governo próprias, muito semelhantes às de Roma: um

conselho de notáveis, a Cúria, que correspondia ao Senado, e um corpo de magistrados

que percorria, igualmente, uma “carreira de honras” em cujo topo se situavam os

duúnviros, magistratura equivalente à dos consûles, em Roma.

Inicialmente, no nosso território, apenas Ebora (Évora), Myrtilis (Mértola), Salacia (Alcácer do Sal) e Olisipo (Lisboa) eram municípios. As restantes cidades (36), partilhavam uma condição inferior de cidades estipendiárias, assim chamadas por estarem obrigadas ao pagamento de um pesado imposto, denominado Stipendium . O elevado nível de romanização da Península proporcionou, na segunda metade do século I, a elevação das cidades estipendiárias da Lusitânia a municípios, o que, naturalmente, aproximou ainda mais conquistadores e conquistados, favorecendo o processo de romanização. Este processo completou-se, em 212, quando o imperador Caracala transformou em cidadãos todos os homens livres do Império. Anfiteatro de Mérida A natatio das termas públicas Casa dos repuxos, Conímbriga

Inicialmente, no nosso território, apenas Ebora (Évora), Myrtilis (Mértola), Salacia

(Alcácer do Sal) e Olisipo (Lisboa) eram municípios. As restantes cidades (36),

partilhavam uma condição inferior de cidades estipendiárias, assim chamadas por

estarem obrigadas ao pagamento de um pesado imposto, denominado Stipendium .

O elevado nível de romanização da Península proporcionou, na segunda metade do

século I, a elevação das cidades estipendiárias da Lusitânia a municípios, o que,

naturalmente, aproximou ainda mais conquistadores e conquistados, favorecendo o

processo de romanização.

Este processo completou-se, em 212, quando o imperador Caracala transformou em

cidadãos todos os homens livres do Império.

O exército e a emigração O exército foi um veículo importante de romanização. Os legionários contactavam de perto com os habitantes locais e alguns, estabeleceram-se definitivamente na Hispânia. Os legionários além de serem portadores de cultura romana, iniciaram um processo de miscigenação com as populações nativas, de tal forma que, em 171 a.C., foi fundada uma colónia (Carteia) para acolher as famílias indígenas dos soldados romanos. A participação dos hispânicos no exército, actuou no mesmo sentido. Na sua terra natal, desempenhavam um importante papel como divulgadores da cultura romana. E, para além dos elementos do exército, vieram para a Península muitos emigrantes italianos, e esta emigração aumentou bastante no tempo das guerras civis que ofuscaram o século I a.C., trazendo para a Hispânia elementos de alta classe, que tinham fugido das perseguições políticas, e que depois refaziam aqui as vidas. Este aumento do número de verdadeiros romanos, facilitou o processo de romanização.

O exército foi um veículo importante de romanização.

Os legionários contactavam de perto com os habitantes

locais e alguns, estabeleceram-se definitivamente na Hispânia.

Os legionários além de serem portadores de cultura romana,

iniciaram um processo de miscigenação com as populações

nativas, de tal forma que, em 171 a.C., foi fundada uma

colónia (Carteia) para acolher as famílias indígenas dos

soldados romanos.

A participação dos hispânicos no exército, actuou no mesmo

sentido. Na sua terra natal, desempenhavam um importante

papel como divulgadores da cultura romana.

E, para além dos elementos do exército, vieram para a Península muitos emigrantes

italianos, e esta emigração aumentou bastante no tempo das guerras civis que

ofuscaram o século I a.C., trazendo para a Hispânia elementos de alta classe, que

tinham fugido das perseguições políticas, e que depois refaziam aqui as vidas.

Este aumento do número de verdadeiros romanos, facilitou o processo de romanização.

A acção das autoridades provinciais As autoridades romanas (governadores de província, magistrados urbanos) estabeleceram um clima de paz, confiança e tolerância entre os nativos, o que favoreceu a atracção destes pela civilização romana. Paralelamente, fundaram escolas onde os filhos dos chefes indígenas eram educados à maneira de romana para se tornarem, mais tarde, as elites locais.

As autoridades romanas (governadores de província, magistrados urbanos)

estabeleceram um clima de paz, confiança e tolerância entre os nativos, o que favoreceu

a atracção destes pela civilização romana. Paralelamente, fundaram escolas onde os

filhos dos chefes indígenas eram educados à maneira de romana para se tornarem, mais

tarde, as elites locais.

A língua, a religião e o Direito A língua, foi a herança mais duradoura que os romanos nos deixaram. O latim, inicialmente limitado aos actos e documentos oficiais, rapidamente se propagou, facilitando a comunicação entre conquistadores e conquistados. A partilha de uma língua comum tornou-se, um poderoso elemento de uniformização cultural. A religião e o Direito, também actuaram no mesmo sentido. A religião, porque alargou os deuses romanos oficiais às regiões mais longes, no que mais uma vez actuou positivamente a tolerância romana, que soube impor os seus cultos sem proibir os alheios. Às divindades destinavam os templos mais luxuosos. E é neste contexto que devemos integrar o culto do imperador. O direito desempenhou um papel primordial nas relações entre os Romanos e os povos dominados. O respeito pela lei era imposto a todos e todos o aceitavam, vendo nele a garantia da ordem, da segurança e da paz. As regras definidas pelo Direito espelhavam a forma de pensara dos Romanos, os seus valores e a sua ideia de justiça, que se iam espalhando pelo Império.

A língua, foi a herança mais duradoura que os romanos nos deixaram. O latim,

inicialmente limitado aos actos e documentos oficiais, rapidamente se propagou,

facilitando a comunicação entre conquistadores e conquistados. A partilha de uma língua

comum tornou-se, um poderoso elemento de uniformização cultural.

A religião e o Direito, também actuaram no mesmo sentido.

A religião, porque alargou os deuses romanos oficiais às regiões mais longes, no que

mais uma vez actuou positivamente a tolerância romana, que soube impor os seus

cultos sem proibir os alheios.

Às divindades destinavam os templos mais luxuosos. E é neste contexto que devemos

integrar o culto do imperador.

O direito desempenhou um papel primordial nas relações entre os Romanos e os povos

dominados. O respeito pela lei era imposto a todos e todos o aceitavam, vendo nele a

garantia da ordem, da segurança e da paz.

As regras definidas pelo Direito espelhavam a forma de pensara dos Romanos, os seus

valores e a sua ideia de justiça, que se iam espalhando pelo Império.

Templo romano de Évora, fim do séc. I d.C. Ara de granito

O desenvolvimento económico e a rede viária Os romanos desenvolveram as regiões ocupadas; enquanto nas Villae (grandes propriedades rústicas) se produzia, numa agricultura intensiva, os cereais, o vinho, o azeite e praticava-se a pecuária (bovinos e suínos). Nas cidades proliferavam as forjas, olarias, tecelagens e indústria conserveira. Desenvolveu-se também, a extracção mineira.

Os romanos desenvolveram as regiões ocupadas; enquanto nas Villae (grandes

propriedades rústicas) se produzia, numa agricultura intensiva, os cereais, o vinho, o

azeite e praticava-se a pecuária (bovinos e suínos).

Nas cidades proliferavam as forjas, olarias, tecelagens e indústria conserveira.

Desenvolveu-se também, a extracção mineira.

As estradas romanas, muitas das quais pavimentadas e pontuadas por marcos miliários (colunas cilíndricas que forneciam indicações ao viajante), complementadas pelas pontes romanas, foram essenciais para a administração do território e para o desenvolvimento do comércio, criando-se, pela primeira vez na História, um espaço livre de barreiras à escala europeia.

As estradas romanas, muitas das quais pavimentadas e pontuadas por marcos miliários

(colunas cilíndricas que forneciam indicações ao viajante), complementadas pelas

pontes romanas, foram essenciais para a administração do território e para o

desenvolvimento do comércio, criando-se, pela primeira vez na História, um espaço livre

de barreiras à escala europeia.

CONCLUSÃO Com este trabalho consegui obter mais conhecimento do que já tinha estudado: como se deu, quais as suas influências e os vestígios da sua passagem. Foi interessante fazer este trabalho.

Com este trabalho consegui obter mais conhecimento do que já tinha estudado: como se deu, quais as suas influências e os vestígios da sua passagem.

Foi interessante fazer este trabalho.

BIBLIOGRAFIA Manual 10º ano (1ª parte) – O tempo da História Wikipédia – Romanização Diciopédia 2005 Infopédia

Manual 10º ano (1ª parte) – O tempo da História

Wikipédia – Romanização

Diciopédia 2005

Infopédia

Trabalho realizado por: Sofia Figueiredo, nº12 10º CS+D

Sofia Figueiredo, nº12

10º CS+D

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