TIPOGRAFIA E PUBLICIDADE

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Published on February 26, 2014

Author: pacobr

Source: slideshare.net

Publicidade Gráfica Tipografia

Você sabe qual a importância da Tipografia no mundo em que vivemos?

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A tipografia do grego typos = forma e graphein = escrita, é a arte e o processo de criação na composição de um texto, física ou digitalmente.

Assim como no design gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação impressa. Por analogia, tipografia também passou a ser um modo de se referir à gráfica que usa uma prensa de tipos móveis.

No uso da tipografia o interesse visual é realizado através da escolha adequada de fontes tipográficas, composição (ou layout) de texto, a sensibilidade para o tom do texto e a relação entre texto e os elementos gráficos na página.

Por muito tempo o trabalho com a tipografia, era limitado aos tipógrafos (técnicos ou designers especializados), mas com o advento da computação gráfica a tipografia ficou disponível para designers gráficos e leigos.

Pense que até bem pouco tempo, uma pessoa leiga somente poderia “datilografar” um texto utilizando apenas um tipo de letra.

Hoje qualquer um pode escolher uma fonte (tipo de letra) e compor um texto simples em um processador de texto.

Mas essa democratização tem um preço, pois a falta de conhecimento e formação adequada criou uma proliferação de textos mal diagramados e fontes tipográficas que geram um carnaval de fontes. TRABALHO DE CIÊNCIAS O CORPO HUMANO

O conhecimento adequado do uso da tipografia é essencial aos designers que trabalham com diagramação, ou seja, na relação de texto e imagem.

Para o designer que se especializa nessa área, a tipografia costuma se revelar um dos aspectos mais complexos e sofisticados do design gráfico.

História da Tipografia

A história da letra e da escrita é também a história da comunicação. O Homo sapiens já havia descoberto que com a pressão dos pés no barro, eles deixavam um rastro marcado era o começo da expressão gráfica.

As pinturas rupestres, geralmente gravadas na pedra, tinham uma função mágica e expressiva e muitas vezes eram acompanhadas de signos (sinais) e sua finalidade não era decorativa, mas sim, mnemônica e comunicativas, feitas para perpetuar o pensamento.

Escritura hieroglífica: Representavam as idéias com figuras semelhantes aos animais, plantas, formas humanas, etc., desenhadas ou gravadas na madeira, pedra e outros materiais.

Escritura petroglífica: Ou desenhos pintados sobre pedras, representavam formas de cruz, rodas e signos geométricos e esquematizados.

Escritura hierática: As figuras isoladas dos hieroglifos combinadas e simplificadas criaram a escritura hierática dos sacerdotes.

Escritura demótica: Os sinais (signos) da escritura hierática foram se simplificando até que foram desenhados com um traçado completo, com uma linha contínua, criandose assim a escritura demótica ou popular.

Escritura fonética Nas escritas anteriores se desconhecia o componente fonético associado aos signos (sinais). Assim, a necessidade criou a passagem da escrita das idéias para os sons e vozes, surgindo a escrita fonética ou das palavras.

Escrita silábica: O fato de associar um som com um sinal gráfico provocou o fenô-meno da pronúncia e se observou que as palavras eram decompostas em sílabas.

O primeiro *pictograma do qual temos constância se remonta ao ano 3.500 a.C., uma peça encontrada na cidade de Kish (Babilônia). *(desenho representando um objeto ou uma idéia sem que a pronunciação de tal objeto ou idéia seja tida em conta)

Mais tarde, os sumérios desenvolveram ideogramas (símbolos que representam idéias), sistema que foi se desenvolvendo até dar lugar ao sistema cuneiforme sumério de escritura, baseado em sílabas que imitavam a linguagem falada. Ur, 2900-2600 a. C., descreve uma entrega de cevada e comida a um templo.

A evolução posterior deste sistema silábico deu lugar à escritura cuneiforme (2.800 a.C.), que utiliza o que podemos considerar como o primeiro alfabeto, cujas letras se imprimiam sobre argila usando uma alavanca.

Por volta de 1.500 a.C. se desenvolveu no Egito três alfabetos (hieroglífico, hierático e demótico). O hieroglífo (misto ideográfico e consonântico), baseado em 24 símbolos consoantes, era o mais antigo.

Os egípcios, mais interessados no aspecto mágico que no aspecto funcional da escrita, nunca substituíram os hieróglifos pelos glifos fonéticos que tinham desenvolvido e aperfeiçoado – preferiram usar uma escrita, que combinava caracteres alfabéticos com hieróglifos.

Os fenícios adotaram o alfabeto egípcio 1.000 A.C., usando para escrever peles e ripas enceradas, pouco depois foi adotado também pelos hebreus e os arameus, sofrendo com o tempo uma evolução própria em cada uma destas culturas.

O alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios.

Dos gregos, o alfabeto grego (na variante ocidental) passou para os etruscos, cuja cultura foi o berço da cultura latina.

Os romanos em expansão territorial, adaptaram o alfabeto grego-etrusco à sua língua e à sua fonética.

As letras romanas inscritas em lápides, apresentavam um belo efeito tridimensional, obtido pela gravura na pedra, que tinha necessariamente alguma profundidade.

Inicialmente, as letras romanas escreviam-se (ou esculpiam-se) sem acabamentos terminais e com hastes de grossura regular; só gradualmente, com o aperfeiçoamento das ferramentas para trabalhar a pedra, é que se desenvolveram as terminações designadas por patas ou serifas.

Alfabeto de letras romanas de Irwin McFadden

Os romanos não só desenvolveram o «nosso» alfabeto com os valores fonéticos, mas também a forma das letras, a sua estética e as relações recíprocas, que hoje se chamam *tracking e kerning. *Espaço e ajustamento entre uma letra e outra.

As unciais apareceram no declínio do Império Romano, persistiram no reino de Bizâncio e durante toda a Idade Média.

A letra carolíngia deriva das primeiras minúsculas caligráficas francesas. A primeira destas escritas nasceu em Luxueil, traz o nome desta fundação monástica irlandesa e atingiu o seu pico por volta do ano de 700.

Em vários conventos medievais europeus, funcionaram a scriptoria, oficinas caligráficas encarregadas de copiar textos religiosos e por vezes, textos da Antiguidade.

O imperativo de economizar espaço na folha de pergaminho transformou as escritas nos centros universitários medievais em letras violentamente condensadas, com formas quebradas ou geométricas, hastes e descendentes reduzidas, proporcionando mais letras por linha e mais linhas por página. Letras góticas

A partir da revolução tecnológica operada por Gutemberg, a escrita passou a ficar de forma durável, fixada em letras de chumbo.

Em vez de manuscritos e de caligrafia, passamos a ter uma tipografia. A partir deste ponto, serão os mestres tipógrafos que orientam a evolução das letras. Com o advento da fundição de tipos, passamos a falar de letras fundidas, de fontes.

Depois da invenção da imprensa, a tipografia teve diversos mestres que deixaram um legado tipográfico. Entre eles: o alemão Erhard Ratdolf.

Aldus Manutis Tipógrafo italiano do Renascimento Definiu os padrões estéticos dos novos livros, não só impressos com tipos móveis, mas também radicalmente diferentes das obras manuscritas da Idade Média.

William Caslon Inglaterra 1692 - 1776

William Morris Inglaterra 1834 - 1896

Na Bauhaus, os protagonistas da universal tipografia criaram um sistema livre de embelezamentos, livre de qualquer ideologia da cultura.

Jan Tschichold Leipzig 1902 - Locarno 1974

Max Miedinger Suiza 1910 - 1980

Tipos egípcios: Tipo de letra criada no advento da Revolução Industrial, em meados do século XIX. .

Estilo Nouveau: Caracteriza-se pela exuberância decorativa, formas ondulantes, contornos sinuosos e composição assimétrica, um ritmo elegante, feito de linhas entrelaçadas.

Um bom desenho tipográfico pode reduzir consideravelmente a necessidade de fotos e ilustrações, porém, somando uma boa família de fontes o projeto gráfico pode ficar muito mais interessante.

Fonte – Sofia Script Fonte manuscrita e sem acentuação. Perfeita para estilos arrojados, pode ser moderna ou retrô dependendo somente de como vem acompanhada.

Pesquisa e Edição: Paulo Cintra

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