TCC - PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO COM ERP SAP PP

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Published on January 5, 2017

Author: domenechbr1

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1. 1 UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA - UNOESC PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO EDSON DOMENECH PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO COM ERP SAP PP JOAÇABA-SC 2016

2. 2 EDSON DOMENECH PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO COM ERP SAP PP Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de especialização em Engenharia de Produção, área das Ciências Exatas e da Terra da Universidade do Oeste de Santa Catarina Unoesc Campus de Joaçaba, como requisito parcial à obtenção do grau de especialista em Engenharia de Produção. Orientador: MAURO JORDAN JOAÇABA-SC 2016

3. 3 RESUMO Apesar de existir uma grande quantidade de sistemas para gestão de produção no mercado, boa parte das empresas não utilizam ferramentas integradas para controlar seus processos produtivos ou usam ferramentas limitadas que não atendem todos os requisitos necessários para uma boa gestão produtiva. Este trabalho tem como objetivo simular o processo produtivo de uma indústria produtora de bicicletas, demostrando passo a passo o uso da ferramenta SAP PP para a gestão de todas as etapas produtivas, desde o cadastro de dados mestres ao planejamento produtivo e finalizando pela estocagem dos materiais acabados. Usando como guia os documentos fornecidos pela SAP em sua biblioteca virtual e em partícula o documento SAP Best Practices que descreve as melhores práticas executadas pelas maiores empresas do mundo. Para a realização desse trabalho foi simulado uma demanda de produção de uma indústria produto de bicicletas e por essa demanda foi iniciado os cadastramentos das principais informações referentes à estrutura dos produtos, dos centros de trabalho, da lista técnica, do roteiro de produção, da versão de produção e na sequência feito todo o planejamento de produção, execução do MRP, nivelamento de capacidade produtiva, conversão das ordens planejadas em ordens produtoras para finalizar com o apontamento da produção e a entrada dos produtos semiacabado e acabado nos seus devidos estoques para atender a demanda inicial. O mapeamento levantado nos mostrou que o SAP PP é um sistema complexo, completo e amigável, que demostra com exatidão os principais passos executados nos processos produtivos das organizações e podem ser usado nos mais diversos segmentos industriais. Palavras-chave: Produção, Planejamento Produtivo, SAP, SAP PP, SAP Best Practices.

4. 4 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Esquema 01 – Principal diferença entre o MRP e MRP II......................................15 Esquema 02 – Evolução do sistema ERP..............................................................15 Esquema 03 – Principais módulos do SAP............................................................16 Esquema 04 – As três camadas do SAP................................................................18 Esquema 05 – SAP Best Practices.........................................................................19 Fotografia 01 – Fonte para o SAP Best Practices..................................................21 Esquema 06 – SAP PP Estrutura organizacional...................................................23 Esquema 07 – Estrutura da Bicicleta Sport............................................................26 Esquema 08 – Fluxo do processo..........................................................................27 Esquema 09 – Roteiro de produção do semiacabado............................................29 Esquema 10 – Roteiro de produção do produto acabado......................................30 Esquema 11 – Cinco dados mestres do SAP PP...................................................31 Fotografia 02 – Acesso à transação de cadastro de materiais MM01....................33 Esquema 12 – Lista técnica single, semiacabado..................................................37 Esquema 13 – Lista técnica multiple, produto acabado.........................................38 Fotografia 03 – Acesso à transação de cadastro da lista técnica CS01.................39 Fotografia 04 – Lista técnica completa (transação CS11)......................................40 Fotografia 05 – Sequência de turnos......................................................................41 Fotografia 06 – Início e fim dos turnos e período de validade................................41 Fotografia 07 – Horários de intervalos....................................................................42 Fotografia 08 – Acesso à transação de cadastro de plano de capacidade CR11..42 Fotografia 09 – Cadastro do plano de capacidade, aplicação de turnos................44 Esquema 14 – Utilização dos dados do centro de trabalho....................................46 Fotografia 10 – Acesso à transação de cadastro de centro de trabalho CR01......47 Fotografia 11 – Detalhes da chave ZPP1...............................................................49 Fotografia 12 – Detalhes da chave ZPP2...............................................................50 Esquema 15 – Capacidade versus planejamento..................................................51 Esquema 16 – Operações paralelas (com linha vermelha)....................................52 Esquema 17 – Operações sequenciais..................................................................52

5. 5 Esquema 18 – Operações alternativas (com linha vermelha)................................52 Esquema 19 – Estrutura de um roteiro de produção..............................................53 Esquema 20 – Material, roteiro, lista técnica e distribuição dos componentes nas operações...............................................................................................................53 Fotografia 13– Acesso à transação de cadastro do roteiro de produção CA01.....54 Esquema 21 – Sequência das operações no produto semiacabado......................58 Esquema 22 – Sequência das operações no produto acabado.............................58 Esquema 23 – Estrutura da versão de produção...................................................61 Fotografia 14 – Acesso à transação de cadastro de versões de produção C223..62 Fotografia 15 – Verificação de consistência de versões de produção....................63 Esquema 24 – Gestão de demanda no SAP..........................................................66 Fotografia 16 – Acesso à transação de cadastro de demanda MD61....................67 Fotografia 17 – Cadastro das necessidades independentes previstas MD61........68 Fotografia 18 – Lista de necessidades e estoque..................................................69 Fotografia 19 – Acesso à transação do MRP MD61...............................................71 Fotografia 20 – Resultado da execução do MRP...................................................73 Fotografia 21 – Acesso à transação de resultado do MRP MD05..........................74 Fotografia 22 – Estrutura gerada pelo MRP...........................................................74 Fotografia 23 – Ordens planejadas para o material acabado.................................75 Fotografia 24 – Ordens planejadas para o material semiacabado.........................75 Fotografia 25 – Requisição de compra de um componente (igual para as demais)...................................................................................................................76 Esquema 25 – Planejamento alinhado a capacidade.............................................77 Fotografia 26 – Exibição das ordens planejadas, transação MD16........................79 Fotografia 27 – Sobrecargas nos centros de trabalho, transação CM05...............80 Fotografia 28 – Acesso à transação de nivelamento de capacidade CM21...........81 Esquema 26 – Aplicando a estratégia regressiva na CM21...................................81 Esquema 27 – Executando o nivelamento/planejamento na CM21.......................82 Fotografia 29 – Nivelamento aplicado em todas as ordens....................................82 Fotografia 30 – Exibição das ordens planejadas, transação MD16........................83

6. 6 Fotografia 31 – Cargas nos centros de trabalho do material semiacabado, transação CM01......................................................................................................84 Fotografia 32 – Cargas nos centros de trabalho do material acabado, transação CM01......................................................................................................................85 Fotografia 33 – Exibição das ordens planejadas, transação MD16........................86 Esquema 28 – Ajustes nas datas das requisições de compra, transação MD16...86 Fotografia 34 – Exibição das ordens planejadas, transação MD16........................87 Esquema 29 – Fluxo da execução do MRP............................................................88 Fotografia 35 – Acesso à transação necessidades de estoque MD04...................90 Fotografia 36 – Lista de necessidades, requisição de compra...............................91 Esquema 30 – Passos para converter a requisição de compra em pedido de compra....................................................................................................................91 Fotografia 37 – Pedido de compra ME21N.............................................................92 Fotografia 38 – Estoque dos componentes, transação MB52................................92 Fotografia 39 – Lista de necessidades, ordem planejada......................................94 Esquema 31 – Passos para converter a ordem planejada em ordem de produção.................................................................................................................95 Fotografia 40 – Ordem de produção.......................................................................95 Fotografia 41 – Validação de quantidade e data de início/fim................................96 Fotografia 42 – Validação da atribuição do lote e do depósito de entrada.............96 Fotografia 43 – Validação da versão de produção, roteiro de produção e lista técnica.....................................................................................................................97 Esquema 32 – Síntese de sequências da ordem de produção..............................98 Esquema 33 – Síntese de operações da sequência base da ordem de produção.................................................................................................................98 Esquema 34 – Representação gráfica das operações da ordem de produção......98 Fotografia 44 – Síntese dos componentes.............................................................99 Fotografia 45 – Disponibilidade de capacidade....................................................100 Fotografia 46 – Disponibilidade de componentes.................................................100 Fotografia 47 – Determinação de custos..............................................................100 Fotografia 48 – Programar ordem de produção....................................................101

7. 7 Fotografia 49 – Liberar ordem de produção.........................................................101 Fotografia 50 – Número da ordem de produção atribuída ao salvar....................101 Fotografia 51 – Lista de necessidades, de OrdPla para OrdPro..........................102 Esquema 35 – Operação que deve ter confirmação de produção.......................104 Fotografia 52 – Acesso à transação de confirmação de produção CO15............104 Fotografia 53 – Confirmação de produção CO15.................................................105 Fotografia 54 – Movimento de mercadorias, matéria prima.................................105 Fotografia 55 – Consumo das matérias primas....................................................106 Fotografia 56 – Status da ordem de produção.....................................................107 Fotografia 57 – Dados sobre: Fornecido, Confirmações e Encerramento técnico...................................................................................................................107 Esquema 35 – Movimentação de mercadoria no SAP.........................................109 Fotografia 58 – Saída de mercadoria, tipo de movimento 261, transação MB51.....................................................................................................................110 Fotografia 59 – Relatório de confirmações de produção, transação COOIS........110 Fotografia 60 – Acesso à transação MIGO...........................................................111 Fotografia 61 – Informações de cabeçalho da MIGO...........................................111 Fotografia 62 – Cabeçalho, item, tipo de movimento, ordem de produção, lote..112 Fotografia 63 – Confirmação do movimento de mercadoria de entrada...............112 Fotografia 64 – Entrada de mercadoria, tipo de movimento 101, transação MB51.....................................................................................................................113 Fotografia 65 – Estoque do material 8000370 atribuído ao lote 0000000646......113

8. 8 LISTA DE TABELAS Tabela 01 – Cadastro dos mestres de materiais....................................................34 Tabela 02 – Cadastro das listas técnicas...............................................................40 Tabela 03 – Cadastro do plano de capacidade......................................................43 Tabela 04 – Cadastro dos centros de trabalho.......................................................48 Tabela 05 – Cadastro dos roteiros de produção, material semiacabado...............55 Tabela 06 – Cadastro dos roteiros de produção, material acabado.......................56 Tabela 07 – Detalhamento das operações.............................................................59 Tabela 08 – Versão de produção dos materiais.....................................................62 Tabela 09 – Cadastro das demandas.....................................................................67 Tabela 10 – Informações para executar o MRP.....................................................72 Tabela 11 – Ordens planejadas e Requisições de compras geradas pelo MRP...89

9. 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 11 1.1 JUSTIFICATIVA .............................................................................................. 12 1.2 OBJETIVOS .................................................................................................... 12 1.2.1 Objetivo Geral .............................................................................................. 12 1.2.2 Objetivos específicos.................................................................................... 12 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA......................................................................... 14 2.1 CONCEITO E EVOLUÇÃO DO ERP................................................................ 14 2.2 O SAP.............................................................................................................. 16 2.3 SAP BEST PRACTICES (MELHORES PRÁTICAS) ........................................ 19 2.4 O MÓDULO SAP PP........................................................................................ 21 2.4.1 Estrutura organizacional do SAP PP............................................................ 23 3 METODOLOGIA UTILIZADA ............................................................................ 25 3.1 DADOS PARA SIMULAÇÃO ........................................................................... 25 4 CENÁRIO INDUSTRIAL SIMULADO ................................................................ 28 4.1 SIMULANDO O CENÁRIO DA RUN NO SAP PP............................................. 31 4.1.1 Dados mestres ............................................................................................. 31 4.1.2 Mestre de material........................................................................................ 32 4.1.3 Lista técnica ................................................................................................. 36 4.1.4 Definição de turnos e capacidades .............................................................. 41 4.1.5 Centro de trabalho........................................................................................ 44 4.1.6 Roteiro de produção..................................................................................... 51 4.1.7 Versão de produção ..................................................................................... 60 4.1.8 Gestão de demanda..................................................................................... 64 4.1.9 Planejamento de necessidade de materiais – MRP..................................... 69 4.1.10 Planejamento e nivelamento de produção ................................................. 76 4.1.11 Ordens planejadas ..................................................................................... 87 4.1.11.1 Requisição de compras........................................................................... 89 4.1.11.2 Ordem de produção................................................................................. 93

10. 10 4.1.11.3 Confirmação e encerramento da produção ........................................... 102 4.1.12 Movimentação de mercadoria .................................................................. 108 5 ANALISE DE RESULTADOS ALCANÇADOS................................................ 115 6 CONCLUSÃO .................................................................................................. 118 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................ 119

11. 11 1 INTRODUÇÃO Com a soma da globalização e o crescimento das tecnologias as indústrias têm passado por grandes mudanças para manterem-se competitivas no mercado. A entrada de produtos internacionais de qualidade e preços mais acessíveis fez com que as indústrias brasileiras passassem por grandes mudanças em seus processos produtivos. Tais mudanças exigiram mais controle em toda cadeia produtiva com a finalidade de mais eficiência e menos custos adicionais no produto acabado e assim manterem-se no mercado. Os consumidores estão mais exigentes, estão buscando mais qualidade e mais diversidade, somando ainda a preços baixos e menor tempo de entrega. Corrêa e Gianesi (1993) afirmam que num ambiente em que a competição é crescente, o cumprimento de prazos ganha importância e, ao mesmo tempo, os altos custos da manutenção de estoques (custos financeiros e outros, como os custos decorrentes da capacidade de os estoques mascararem ineficiências do processo) sugerem uma busca pela redução de seus níveis pelas empresas. Vollmann et al. (2006, 28) dissertam que “para ser uma competidora no mercado atual, as empresas precisam de sistemas de PCP que tenham a habilidade de determinar, transmitir, revisar e coordenar necessidades através de um sistema global da cadeia de suprimentos”. Indo ao encontro a esta realidade, o SAP (Systeme, Anwendungen, Produkte in der Datenverarbeitung) ERP (Enterprise Resource Planning) é um software de gestão empresarial composto por módulos que corresponde aos processos reais das áreas funcionais das empresas. O SAP está agrupado em três grandes áreas principais, financeira, logística e recursos humanos onde trabalham totalmente integradas. Fazendo parte da área de logística o módulo PP (Planejamento da Produção), no qual é o objeto de estudo, engloba diferentes tarefas e metodologias utilizadas nos processos e controles da produção. Auxiliando no planejamento e controle da produção alinhando a capacidade de fabricação com a demanda do mercado por produtos, atuando diretamente nos registros e fluxos do processo da fabricação.

12. 12 1.1 JUSTIFICATIVA SAP emergiu como líder dominante no mundo dos ERPs, sendo uma das ferramentas mais utilizadas para otimizar e redesenhar os processos de negócio das organizações. Um dos motivos no qual a transformou em uma gigante dos ERPs foi a inclusão das melhores metodologias levantada pelos mais renomados nomes da administração do mundo em seu ERP. A SAP com intuito de disseminar esses conhecimentos disponibilizou a biblioteca on-line chamada SAP Best Practices que fornecem uma base sólida para soluções SAP adquirida através de anos de experiência e melhores práticas em mais de 50 países, com mais de 10.000 clientes, o SAP Best Practices abordar as necessidades de negócios em todas as áreas das empresas e não menos para o processo produtivo, demostrando as melhores práticas executadas nas maiores empresas do mundo para planejar e controlar de forma otimizada a produção e assim atender as demandas do mercado com eficiência. 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 Objetivo Geral O objetivo do presente trabalho é, através de uma simulação produtiva, utilizando o SAP Best Practices, identificar no módulo SAP PP os melhores conceitos e recursos para o planejamento e controle da produção, identificando e mapeando os fluxos dos procedimentos executados na ferramenta durante o ciclo produção de um produto. 1.2.2 Objetivos específicos Com base na estrutura organizacional do SAP PP: 1. Dados mestres; 2. Mestre de materiais;

13. 13 3. Lista técnica; 4. Definição de turnos e capacidades; 5. Centro de trabalho; 6. Roteiro de produção; 7. Versão de produção; 8. Gestão de demanda; 9. Planejamento de necessidade de materiais - MRP 10.Planejamento e nivelamento de produção; 11.Ordens planejadas: 1. Requisição de compras; 2. Ordem de produção; 3. Confirmação e encerramento da produção; 12.Movimentação de mercadoria. Executar e documentar cada etapa, alinhado ao fluxo descrito no SAP Best Practices.

14. 14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 CONCEITO E EVOLUÇÃO DO ERP Kumar e Van Hillegersberg (2000) definem ERP como um pacote de sistema de informações configuráveis que integram todos os processos de todas as áreas funcionais de uma organização. Sendo projetado para envolver e criar padronizações de processos de negócios nas diversas áreas da organização que demandam essas padronizações. O processamento de dados de um sistema ERP requer uma base de dados única para toda empresa com padrões de dados e o uso comum de códigos em diferentes partes da organização, integrando todas as operações em conjunto, onde a simples execução de uma transação em um subsistema instantaneamente é atualizada em outros subsistemas permitindo que todos os departamentos tenham as suas informações, relevantes ao processo, em tempo real. O desenvolvimento de sistemas ERP foi resultado da evolução da reengenharia de processos combinados com o advento das tecnologias client/server (cliente/servidor) e entre 1970 a 1980, quando os computadores tornavam-se cada vez mais acessíveis à atenção foi focada no planejamento de necessidades de materiais (MRP) e no plano mestre de produção (MPS). O MRP é uma técnica sequencial no qual foi utilizado para converter o MPS dos produtos em um cronograma de produção e a exposição dos componentes necessários para cobrir um curto período de tempo de produção. O sistema MRP “basicamente traduzia o planejamento de produção de vendas na necessidade de materiais para produzi-los à medida que estes conjuntos, subconjuntos e componentes fossem necessários no chão de fábrica” (Slack et al, 1996, p. 139). Nos anos 80, o conceito de planejamento de materiais foi expandido e integrando a novas funcionalidades das empresas e assim evoluiu para o MRP II. O MRP II manteve sua base original, o MRP, mas novas atribuições foram adicionadas para planejar e monitorar todos os recursos de uma empresa, sendo elas: manufatura, marketing, finanças e engenharia.

15. 15 Esquema 01 – Principal diferença entre o MRP e MRP II. Fonte: Corrêa et al (1999, p. 67). No início dos anos 90 o conceito do MRP foi estendido às demais áreas da empresa chegando a todas as áreas como engenharia, finanças, recursos humanos, gerenciamento de projetos, controladoria, etc, dando origem ao conceito do ERP, um pacote de sistema de informações configurável e extensível que integram todos os processos de todas as áreas funcionais de uma organização gerando a capacidade de modelar todo o panorama de informações que possui e de integrá-las conforme a necessidade da organização. “Eles devem ser capazes de relacionar as informações para a produção de respostas integradas a consultas que digam respeito à gestão de todo negócio”. (JAMIL, 2001). Esquema 02 – Evolução do sistema ERP. Fonte: COLANGELO FILHO, 2001.

16. 16 2.2 O SAP Segundo Davis et al. (1999), SAP é um sistema ERP integrado, de gestão empresarial, fornecido pela SAP AG, empresa alemã do segmento de software corporativo, que atende a diversos clientes em todo o mundo, especialmente empresas com operações e processos complexos. SAP é um sistema de gestão empresarial que cobri todas as necessidades de processamento de dados de uma empresa, corporação, fábrica, podendo ser publica ou privada. Fundada em 1972, a SAP é reconhecida como líder mundial em soluções de negócios colaborativos para todos os setores econômicos. Com mais de 320.000 clientes em 190 países é considerada a maior empresa de software para gestão empresarial do mundo (SAP, 2016). A SAP tem uma história notável de inovações e crescimento, hoje líder de mercado no seguimento de ERP, emprega aproximadamente 75.000 pessoas. Com uma vasta experiência oferece soluções que reforçam e apoiam cada operação das empresas, reduzindo custos, melhorando desempenho e agilizando processos de transformação. O sistema pode atuar sobre toda empresa, sendo dividido em módulos, onde cada módulo representa um processo específico da empresa, um exemplo é o módulo PP que atua no controle e planejamento de produção. Esquema 03 – Principais módulos do SAP. Fonte: SAP.

17. 17 A representação clássica do SAP é a seguinte:  Em vermelha, representa aplicações financeiras;  Em verde, representa aplicações de logísticas;  Em amarelo, representa aplicações de recursos humanos;  Em azul, representa a base do sistema e desenvolvimentos. Nomenclatura dos principais módulos SAP:  FI (Financial Accounting) - Contabilidade Financeira;  CO (Controlling) - Gestão de Custos/Lucros;  AM (Asset Management) - Gestão de Ativos Fixos;  PS (Project Systems) - Sistema de Projetos;  WF (Workflow) - Fluxo de Informações;  IS (Industry Solutions) – Soluções setoriais;  SD (Sales and Distribution) - Vendas e Distribuição;  MM (Materials Management) - Gestão de Materiais;  PP (Production Planning) - Planejamento e Controle da Produção;  QM (Quality Management) - Gestão da Qualidade;  PM (Plant Maintenance) - Gestão de Projetos e Manutenção;  HR (Human Resources) Recursos Humanos. A SAP ainda disponibiliza inúmeros sub módulos de apoio, como exemplo podemos citar o módulo de WM (Warehouse Management) ferramenta usada como apoio a gestão de armazéns que integra diretamente aos módulos MM, PP e SD. O funcionamento do sistema SAP é dividido em três camadas, sendo elas:  Frontend (Presentation), responsável por exibir as telas aos usuários;  Application, onde são processadas as informações e após transferidas para o frontend;  Database, responsável por armazenar as informações, banco de dados.

18. 18 Esquema 04 – As três camadas do SAP. Fonte: SAP. Os principais módulos do SAP são desenvolvidos em ABAP (Advanced Business Application Programming), linguagem de programação de direito exclusivo da SAP AG. Cada módulo é responsável por gerenciar um processo específico, desenvolvidos com base nas melhores práticas adquiridas no dia a dia em diversas empresas do mundo todo. O sistema SAP pode ser personalizado para atender as mais diversas necessidades das empresas, permitindo uma gestão eficiente e com resultados mensuráveis. Segundo Corrêa (2001), o sistema SAP proporciona vantagens como:  Melhoria na eficiência para obter resultados financeiros mais sólidos, a partir da centralização e integração de toda a empresa – vendas, estoque, compras, operações e finanças – em um único sistema, eliminando a redundância de entrada de dados, erros e custos;  Foco no crescimento do negócio, com a simplificação das operações para concentrar-se no resultado financeiro da empresa;

19. 19  Tomada de decisões mais rápidas e acertadas com a disponibilização das informações em uma única fonte de dados, o que permite buscas detalhadas de dados completos e atualizados, além de atendimento às necessidades dos clientes, com mais rapidez e maior capacitação na tomada de decisões;  Personalização de Sistemas com ferramentas de customização de soluções add-on fornecidas, que podem ser ajustadas e estendidas para atender às necessidades empresariais. O sistema SAP é uma ferramenta eficaz e de resultados sólidos para gerenciar empresas, através do sistema é possível monitorar e controlar todas as operações, em escala mundial, criando padrões nos processos que proporcionam a redução dos erros e percas em toda cadeia produtiva e administrativa. 2.3 SAP BEST PRACTICES (MELHORES PRÁTICAS) SAP Best Practices são pacotes de cenários empresariais dos mais derivados seguimentos pré-configurados e documentados no sistema SAP que aceleram todo o processo de implantação, estudo e aprendizado. No esquema 05 vemos a diferença entre usar o SAP Best Practices e não usar no processo de implementação do ERP SAP. Esquema 05 – SAP Best Practices. Fonte: SAP.

20. 20 SAP Best Practices foi desenvolvida através das experiências da SAP com seus clientes, levando em conta mais de 40 anos de implementações e feedback dos mais inúmeros seguimentos atendido com seu ERP. No pacote SAP Best Practices existe manuais com os procedimentos de configurações e de uso dos seus principais módulos que atendem em até 80% das necessidades do setor industrial. Como indicação da SAP o SAP Best Practices deve ser usado para:  Para reduzir custos. Os clientes que utilizam as SAP Best Practices conseguem reduzir seus recursos de consultoria e projeto de cliente em uma média de 50%;  Utilize as SAP Best Practices para poupar tempo. O tempo de projeto diminui, em média, 22%;  Utilize as SAP Best Practices para reduzir riscos. As pré- configurações e a documentação por etapas ajudam a evitar erros. SAP Best Practices oferece aos seus usuários:  Procedimentos de implementação detalhados, passo-a-passo, incluindo atividades automáticas;  Documentação completa que pode ser utilizada para o estudo autodidata ou avaliação, assim como para a equipe de projeto e treinamento do usuário;  Definições completas de pré-configuração que permitem que os principais processos integrados sejam executados com um esforço de implementação reduzido.

21. 21 Fotografia 01 – Fonte para o SAP Best Practices. Fonte: SAP. Como base para à metodologia desse projeto utilizarei a documentação do módulo SAP PP que descreve um processo empresarial típico de empresas com produção para estoque. 2.4 O MÓDULO SAP PP O módulo PP da SAP é um dos maiores módulo do seu ERP é essencialmente dividido em planejamento e execução. No âmbito de planejamento atua sobre o planejamento das necessidades, planejamento de capacidade e planejamento de materiais. Na execução atua sobre a programação de produção, sobre as ordens planejadas e ordens de produção, criação de roteiro, administra o fluxo de trabalha

22. 22 (como controle de impressão de documentos), confirmações de produção, os movimentos de mercadorias até o encerramento da ordem. Para ambas as atribuições, planejamento e execução, o SAP PP trabalha com dados mestres para gerar dados transacionais, como ordem de produção ou documentos contábeis. No SAP PP existem cenários ou sub módulos que variam de acordo com o tipo de indústria, podendo ser Produção Discreta, Produção Repetitiva, Indústria de Processo e Kanban. Na Produção Discreta descreve-se um cenário empresarial típico de empresas com produção controladas por lotes e os custos são calculados de acordo com as ordens de produção e lotes fabricados. Na Produção Repetitiva descreve-se um cenário empresarial no qual o produto não é mudado por um longo período de tempo. A produção pode ser feita para estoque ou sob encomenda, por exemplo indústria automotiva. Indústria de Processo é a ferramenta de integração do planejamento para a produção para processos orientada por lotes (SAP, 2016). Esse cenário ou sub módulo foi desenvolvido principalmente para setores químicos, farmacêuticos, alimentícios, de bebidas e eletrônicos que tem sua produção orientada por lotes e precisam de receitas mestres estruturadas e detalhadas com especificações das listas técnicas, dos roteiros de produção e dos recursos necessários. No Kanban o controle da produção e a necessidades de materiais se baseia na quantidade em estoque na produção. Os materiais são fornecidos de forma continua e em pequenas quantidades, são acionados quando o nível de produção superior necessita do material. O reabastecimento ocorre diretamente na linha de produção e os dados mestres são atualizados previamente para manter a homogeneidade do estoque físico com o estoque no sistema. A atualização é efetuada por processos simples, que se resume a leitura de códigos de barras, o processamento pesado é executado pelo SAP em background. “Com o KANBAN, o processo de produção se autocontrola, e o

23. 23 lançamento manual é reduzido ao máximo. O resultado disto é uma redução do tempo do ciclo de produção e do estoque” (SAP, 2016). Para os tipos de indústrias mencionadas acima o planejamento e a execução são comumente usadas e algumas etapas são executadas antes da execução da produção como a montagem da lista técnica, definição do roteiro de produção, gestão da demanda, execução do MRP e geração das ordens planejadas. Já na execução da produção iniciasse pela conversão da ordem planejada em ordem de produção, seguindo pela sua liberação e emissão dos documentos necessários à produção. Após essa etapa é feito a separação das mercadorias necessárias para ordem de produção e ao concluir a produção efetiva é feito a confirmação e a entrada dos materiais produzido no estoque e por fim a ordem é encerrada tecnicamente. 2.4.1 Estrutura organizacional do SAP PP A estrutura organizacional do SAP PP tem no topo o mandante, seguido por empresa, centros e depósitos. Esquema 06 – SAP PP Estrutura organizacional. Fonte: SAP.

24. 24 O mandante é o nível mais alto. É possível atribuir várias empresas ao mandante. Os dados de material aplicáveis a toda a empresa são gravados no nível do mandante (SAP, 2016). A empresa é a menor unidade organizacional para a qual é possível formar um conjunto completo e independente de contas para relatórios externos. Isso compreende o registro de todas as transações relevantes e a geração de todos os documentos de apoio para demonstrações contábeis, como balanços patrimoniais e cálculos de lucros e perdas (SAP, 2016). No centro armazena dados de acordo com os aspectos de produção, aquisição, manutenção e planejamento de materiais da empresa. É um local em que são produzidos materiais ou fornecidos serviços e mercadorias (SAP, 2016). O depósito permite a diferenciação de estoques de material em um centro. É possível atribuir vários depósitos a um centro (SAP, 2016). Todo o planejamento de produção do módulo SAP PP é feito à nível de centro. Existe um sub módulos específico da SAP para planejamento e otimização de produção que atua à nível de empresa, SAP APO (Advanced Planning Optimization) que não irei me aprofundar pois não é objeto de estudo para esse projeto, mas ele faz todo nivelamento de produção, analisando o mercado consumidor (produzir mais perto dos locais que mais consomem), estoque de matérias primas, capacidade, recursos disponíveis e logística de entrega.

25. 25 3 METODOLOGIA UTILIZADA O presente trabalho procura apresentar o uso da tecnologia do sistema integrado SAP como apoio para administração da produção, indo de encontro com a introdução, onde mencionamos que tais recursos trazem vantagens competitivas que garantem a sobrevivência da empresa em longo prazo. Sendo a ferramenta, SAP PP, específica para o controle da produção, é necessário que o pesquisador tenha domínio prévio do assunto, tanto no âmbito dos processos produtivos como na ferramenta em si. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa do presente trabalho é caracterizada como descritiva qualitativa, conforme Richardson (1999) a pesquisa qualitativa apresenta apenas teorias, mas pode ser classificada como descritiva, pois se descreve as características de determinado fenômeno; explicativa, procura-se identificar determinados fatores; e bibliográfica, utilizam-se textos para pesquisas. Relacionado à técnica da pesquisa, foi utilizada pesquisa bibliográfica, de cunho exploratório, desenvolvida através de consultas à biblioteca SAP Best Practices, livros, trabalhos, artigos, dissertações, monografias e teses publicados que tratam de temas como processos produtivos, gestão empresarial, SAP, ERP, MRP, sistema integrados e mais especificamente, processos produtivos com sistema integrado SAP PP. Para pesquisa bibliográfica e definição das teorias foram utilizados livros como Kumar, SLACK, CORRÊA, COLANGELO FILHO, Björn Weber, destacando- se Kumar “ERP experiences and evolution” e Björn Weber “First Steps in the SAP Production Processes (PP)” por demostrar maior relevância no tema e assim mais adequado para o desenvolvimento do presente trabalho. 3.1 DADOS PARA SIMULAÇÃO Como o objetivo deste trabalho é estudar através de uma simulação produtiva o módulo SAP PP com base no SAP Best Practices para identificar os

26. 26 melhores conceitos e recursos para planejamento e controle da produção, a mesma foi dividido em etapas de estudos e execuções seguindo o mesmo princípio dos objetivos específicos. Para tal objetivo simularemos a existência de uma empresa privada, nomeada como “Run” no qual produz e vende bicicletas. A produção e venda será de um modelo de lançamento “Bicicleta Sport”, com sua estrutura representada no esquema 07. Esquema 07 – Estrutura da Bicicleta Sport. Fonte: O Autor. Essa estrutura será utilizada para determinar quais componentes são necessários para produção e assim podermos alimentar os dados mestres, gerar a demanda, executar o planejamento de necessidades (MRP), fazer o nivelamento de capacidades, executar o planejamento de produção, e por fim o apontamento de produção dos materiais acabados para suprir a demanda de vendas, conforme o fluxo de processo (esquema 08) padrão na maioria das empresas que usa SAP PP como apoio para o planejamento estratégico produtivo.

27. 27 Esquema 08 – Fluxo do processo. Fonte: SAP.

28. 28 4 CENÁRIO INDUSTRIAL SIMULADO Para facilitar o entendimento e a replicação desse cenário no SAP PP executaremos todos os procedimentos com configurações standard, produção para estoque, manufatura discreta, seguindo este cenário industrial. A Run juntamente com sua equipe comercial está estimando para o Natal de 2017 uma venda de aproximadamente 10.000 unidades do seu modelo de lançamento Bicicleta Sport e para atingir tal objetivo a Run deve criar um plano de produção que possa prever as necessidades das matérias primas, dos produtos semiacabados e da gestão da sua capacidade produtiva. A Run se preocupa muito com a qualidade das suas bicicletas e em especial para demanda do Natal de 2017 a Run irá produzir lotes de 1.000 unidades no modelo de lançamento Bicicleta Sport e assim ter um controle mais efetivo sobre todas as etapas de produção com lotes menores que a demanda total. O setor de PD (Pesquisa e Desenvolvimento) da Run fez o levantamento técnico para a produção do modelo Bicicleta Sport, onde foram levantados os requisitos para lista técnica, roteiro de produção e a necessidade de capacidade produtiva para os dois produtos que contemplam a estrutura da Bicicleta Sport, produto acabado e semiacabado. A lista técnica da Bicicleta Sport, produto acabado, tem as seguintes necessidades para cada lote de 1.000 unidades produzido:  1.000 unidades de Guidão (matéria prima)  1.000 unidades de Conjunto de pedais/vela (matéria prima)  1.000 unidades de Quadro montado (prod. semiacabado) Já para o produto semiacabado, Quadro Montado, a lista técnica tem as seguintes necessidades para cada lote de 1.000 unidades produzido:  2.000 unidades de Conjunto de rodas/pneu (matéria prima)  1.000 unidades de Quadro (matéria prima)  1.000 litros de Tinta (matéria prima)

29. 29 Sabendo que o modelo é lançamento e estamos com os estoques de matérias primas zerados, nossa necessidade de compra de materiais será à seguinte:  Guidão: 10.000 unidades;  Conjunto de pedais/vela: 10.000 unidades;  Conjunto de rodas/pneu: 20.000 unidades;  Quadro: 10.000 unidades;  Tinta: 10.000 litros. Para produção da Bicicleta Sport foi necessário criar dois roteiros de produção, um para o produto acabado e outro para o semiacabado. O produto semiacabado segue esse roteiro: 1. Pintura; 2. Montagem de roda/pneu; 3. Montagem de quadro. O trabalho executado na Pintura (1) e na Montagem de roda/pneu (2) trabalha em paralelo e na sequência a Montagem de quadro (3), conforme esquema 09: Esquema 09 – Roteiro de produção do semiacabado. Fonte: O Autor. O produto acabado segue esse roteiro: 1. Montagem final; 2. Embalagens.

30. 30 No produto acabado a execução da Montagem final (1) e da Embalagem (2) trabalha em sequência, conforme esquema 10: Esquema 10 – Roteiro de produção do produto acabado. Fonte: O Autor. O calendário de produção da Run é de segunda a sábado, com três turnos de oito horas e uma hora de intervalo cada turno. 1. Turno:  Início 07h 00min  Intervalo para almoço 12h às 13h  Fim 14h 59min 2. Turno:  Início 15h 00min  Intervalo para o jantar 19h às 20h  Fim 22h 59min 3. Turno:  Início 23h 00min  Intervalo para a ceia 03h às 04h  Fim 06h 59min Com base nos dois roteiros de produção (prod. acabado e semiacabado) e no calendário de produção, usando sua capacidade máxima (três turnos), a capacidade diária será a seguinte:  Produto semiacabado 300 unidades dia;  Produto acabado 300 unidades dia.

31. 31 Com esses dados a Run necessita de apoio nas tomadas de decisões, como, quando devemos iniciar a produção, quando devemos comprar as matérias primas, quanto devemos comprar, temos recursos, capacidade produtiva para atender a demanda, em resumo a Run necessita de apoio para gerenciar e controlar todas as etapas do processo produtivo da sua fábrica e assim poder assumir a demanda gerada pela área comercial de 10.000 unidades da Bicicleta Sport para o Natal de 2017 e esse apoio a Run encontrará no SAP PP. 4.1 SIMULANDO O CENÁRIO DA RUN NO SAP PP 4.1.1 Dados mestres Os dados mestres são considerados os principais objetos do módulo SAP PP, eles contem todos os detalhes e as características que são à base para o funcionamento do controle produtivo na ferramenta. A cinco dados mestres a serem mantido SAP PP. Esquema 11 – Cinco dados mestres do SAP PP. Fonte: SAP.

32. 32 4.1.2 Mestre de material O mestre de material é o elemento chave dos dados mestres no SAP, nele contem todos os dados relevantes a todos módulos do SAP, esses dados definem todo o funcionamento do negócio, sendo o repositório central de informações relevantes a todos os materiais que a empresa adquire, produz, armazena ou vende. Esses materiais podem ser divididos em “tipos de materiais” que podem ser:  ROH – Matéria prima;  HALB – Semiacabado;  FERT – Produto acabado;  HAWA – Produto comercializável ou de revenda;  VERP – Embalagem;  ERSA – Peças de reposição;  DIEN – Serviços;  HIBE – Material auxiliar de produção ou de consumo;  NLAG – Material não estocável. No mestre de materiais são cadastradas informações relevantes a compras, gestão de estoque, vendas e distribuição, finanças, custos, produção, MRP, manutenção e controle de qualidade. Os dados informados no mestre de material podem ser divididos em duas sessões:  Dados descritivos, nome, tamanho, dimensão, etc.;  Dados utilizados para executar funções de controles, como MRP, tamanho de lotes, grupo de estratégia de planejamento, etc. O cadastro de mestre de material no SAP começa com o fornecimento de três elementos chaves:  Número do material;  Setor industrial;

33. 33  Tipo de material. Nosso cenário conterá mestres de materiais com numeração atribuída automaticamente pelo SAP, o setor industrial será do tipo “Indústria” e os tipos que iremos cadastrar será ROH para matéria prima, HALB para semiacabado e FERT para o produto acabado. Iniciaremos nossos cadastros de materiais pelo tipo ROH, HALB e finalizando com o FERT mostrando os principais detalhes que serão utilizados no SAP PP. Para iniciar o cadastro devemos entrar na transação MM01 (fotografia 02) do SAP e cadastrar as informações relevantes ao tipo de produto, conforme a tabela 01. Fotografia 02 – Acesso à transação de cadastro de materiais MM01. Fonte: SAP.

34. 34 Tabela 01 – Cadastro dos mestres de materiais. Código Tipo de material Descrição Unidade medida Verificação de disponibilidade Adm. lote Tipo de MRP Chave prazos Tamanho do lote MRP 1000476 ROH Guidão UN 02-Nec. Individual Não PD-Baseado no planejamento 000 EX-Cálculo exato do tamanho de lote 1000478 Conjunto de pedais/vela 1000479 Conjunto de rodas/pneu 1000480 Quadro 1000481 Tinta L 8000370 HALB Quadro montado UN Sim 9007824 FERT Bicicleta Sport Código Tamanho máx. lote Tipo de suprimento Grupo de estratégia de planejamento Seleção alternativa Nec. individual ou coletiva Perfil de produção 1000476 Vazio F-Sup. externo Vazio Vazio Vazio ZOP1 1000478 1000479 1000480 1000481 8000370 1.000 E-Fab. própria 10-Produção anônima para estoque 3-Seleção obrigatória por versão de produção 1-Exclusiv.: necess. individuais 9007824 Fonte: O Autor.

35. 35 Existem alguns itens cadastrados que devemos destacar a sua funcionalidade no SAP, como:  Verificação de disponibilidade: Indica como o sistema verifica a disponibilidade e gera necessidades para MRP. Nossos materiais usam a necessidade individual, tanta para gerar requisições de compra como para ordens de produção.  Adm. lote: Indica se os materiais são administrado por lotes.  Tipo de MRP: Indica o tipo de MRP que será executado no material. No SAP existe inúmeros tipo de MRP, para o nosso cenário usaremos o tipo PD (baseado no planejamento), onde nesta modalidade de processamento o sistema utiliza os dados alimentados no planejamento de necessidades individual que veremos a diante.  Chave prazos: Determinar os tempos de folga para a programação de uma ordem, como o horizonte de abertura, a margem de segurança, margem de antecipação do início de produção e horizonte de liberação da ordem. Nosso cenário não usara esse recurso.  Tamanho do lote MRP: Regra para cálculo do tamanho dos lotes a produzida no quadro do MRP. Usaremos EX (cálculo exato do tamanho de lote).  Tamanho máx. lote: Tamanho máximo do lote para cálculo do MRP para gerar as ordens planejadas e ordens de produção, não pode exceder o valor ali definido.  Tipo de suprimento: Determinar como o material é suprido. Estamos utilizando dois tipos, para o ROH usamos o F (suprimento externo), onde gerara requisição de compras. Para o HALB e FERT usamos o E (fabricação própria).  Grupo de estratégia de planejamento: A estratégia de planejamento representa o procedimento para o planejamento de um material no MRP. Por exemplo, podemos citar a produção sob

36. 36 encomenda, produção por lotes, produção por ordem de venda, etc. Estamos utilizando a estratégia 10, produção para estoque.  Seleção alternativa: Determina a forma da seleção da lista técnica alternativa, caso não exista a principal, na explosão de necessidades do MRP. Estamos utilizando seleção de versão de produção, código 3.  Nec. individual ou coletiva: Determina se é permitido cálculo do MRP para necessidades individuais ou coletivas. Para os materiais ROH atribuímos o cálculo individual ou coletivo, mas para o HALB e FERT deve ser individual.  Perfil de produção: Perfil de controle da produção que é transferido na abertura da ordem de produção. 4.1.3 Lista técnica A lista técnica representa a estrutura de subconjuntos, montagens, itens e matérias primas que compõem um produto. A lista técnica é composta pela estruturada completa dos componentes que compõem um produto ou montagem. A lista técnica e também um elemento que gera a integração, já que suas informações compartilhadas por quase todos os departamentos da empresa. Logo a forma como é gerenciada, controlada pode influenciar diretamente o sucesso da empresa. (ROSENFELD, 2006, p. 335). Uma lista técnica estruturada contempla o número, a quantidade e a unidade de medida usada em cada componente, trazendo informações básicas e importantes para diversas áreas atuarem em seus planejamentos, por exemplo:  MRP;  Provisões de material para produção;  Cálculo de custos do produto;  Manutenção.

37. 37 No SAP é possível ir além do planejamento de produção com as listas técnicas, podem ser criadas listas técnicas para:  Listas técnicas de materiais;  Listas de peças para equipamento;  Listas técnicas para locais de instalação;  Listas técnicas com referência a documentos;  Lista técnica com referência a ordem do cliente;  Lista técnica de projetos. Uma lista técnica pode ser tecnicamente dividida em três modelos, o modelo single (simples) é composto por um único nível de componentes, no nosso cenário teríamos o produto semiacabado (Quadro montado), conforme esquema 12. Esquema 12 – Lista técnica single, semiacabado. Fonte: O Autor. No modelo multiple (multinivel) a sua estrutura contempla mais de um nível de componente, geralmente o primeiro nível tem algumas matérias primas e no segundo nível existe um semiacabado que contem outra lista técnica. No nosso cenário teríamos o produto acabado (Bicicleta Sport) usando multiple, conforme esquema 13.

38. 38 Esquema 13 – Lista técnica multiple, produto acabado. Fonte: O Autor. O último modelo seria lista técnica variant (variante ou super lista técnica) a sua estrutura contempla itens com valores variáveis com determinada semelhança que será associada a uma ordem de venda específica, por exemplo: Nossa Bicicleta Sport tivesse variação de preço conforme a sua cor, nós teríamos uma lista técnica variant, com duas ou mais tabelas de preço associada à cor. A estrutura da lista técnica é dividida em cabeçalho, itens e subitens. No cabeçalho são informados dados relevantes ao objeto do produto, como a quantidade básica que representa a lista técnica. Nos itens são informadas todas as partes especificas do produto de cabeçalho, contendo o número do item, quantidade e unidade de medida. O subitem é atribuído a um item específico descrevendo pontos diferentes a serem instalados parcialmente. Nosso cenário utiliza a lista técnica para o planejamento das necessidades do produto semiacabado e do produto acabado. A primeira lista técnica do nosso cenário será do produto semiacabado, na sequência o produto acabado.

39. 39 Para iniciar o cadastro devemos entrar na transação CS01 (fotografia 03) do SAP e cadastrar as informações relevantes ao produto semiacabado e acabado, conforme a tabela 02. Fotografia 03 – Acesso à transação de cadastro da lista técnica CS01. Fonte: SAP.

40. 40 Tabela 02 – Cadastro das listas técnicas. Produto semiacabado Cabeçalho da lista técnica Material Utilização Quantidade básica 8000370-Quadro montado 1-Produção 1.000 Itens da lista técnica Itens Quantidade 1000479-Conjunto de rodas/pneu 2.000 1000480-Quadro 1.000 1000481-Tinta 1.000 Produto acabado Cabeçalho da lista técnica Material Utilização Quantidade básica 9007824-Bicicleta Sport 1-Produção 1.000 Itens da lista técnica Itens Quantidade 1000476-Guidão 1.000 1000478-Conjunto de pedais/vela 1.000 8000370-Quadro montado 1.000 Fonte: O Autor. Ambas as fichas técnicas usaram a quantidade básica de 1.000 unidades, para manter a homogeneidade da estrutura do produto acabado. Fotografia 04 – Lista técnica completa (transação CS11). Fonte: SAP.

41. 41 4.1.4 Definição de turnos e capacidades Em decorrência de alguns processos produtivos ou do aumento de algumas linhas de produção por força da demanda, empresas necessitam trabalhar de forma continua e assim implantam os chamados turnos de produção. Segundo Crislaine Vanilza Simões (2009), turno de produção é a operação feita alternativamente para desenvolvimento da soma de bens ou serviços. Sendo assim, trabalhar em turnos significa organizar as atividades, onde as equipes de trabalhadores estão na mesma empresa, no mesmo local de trabalho em horários alternados mantendo o funcionamento ininterrupto das atividades. No SAP (na transação OP4A de customização) é possível criar as sequências de turnos (fotografia 05) por dia da semana, definindo o início e o fim dos turnos (fotografia 06), os horários de intervalos (fotografia 07) e o período de validade (fotografia 06), criados para uma área específica da empresa ou referenciados ao plano de horário do RH (Recursos Humanos) da empresa. Fotografia 05 – Sequência de turnos. Fonte: SAP. Fotografia 06 – Início e fim dos turnos e período de validade. Fonte: SAP.

42. 42 Fotografia 07 – Horários de intervalos. Fonte: SAP. Com as sequências de turno definidas criaremos o plano de capacidade que será associada a cada centro de trabalho que determinará a capacidade útil de produção. Para criarmos o plano de capacidade devemos entrar na transação CR11 (fotografia 08) do SAP e cadastrar as informações relevantes ao plano de capacidade, conforme a tabela 03 e fotografia 09. Fotografia 08 – Acesso à transação de cadastro de plano de capacidade CR11. Fonte: SAP.

43. 43 Tabela 03 – Cadastro do plano de capacidade. Capacidade CAP_RUN-Capacidade de produção da Run Tipo de capacidade 001-Máquina Capacidade do pool Sim Agrupamento ZT (turno cadastrado na OP4A da customização) ID calendário fábr. BR-Brasil Versão ativa 1-Capacidade útil Unidade medida base H-Hora Início 00:00:00 Fim 00:00:00 Duração intervalo 00:00:00 Grau de utilização 100 Nº capacids.indiv. 1 Relevante para programação capacid. Sim Sobrecarga Vazio Pode ser ocupado por vár.operações Não Plan. a longo prazo Sim Fonte: O Autor.

44. 44 Fotografia 09 – Cadastro do plano de capacidade, aplicação de turnos. Fonte: SAP. Nosso plano de capacidade foi cadastrado com três turnos, 21 horas diárias de capacidade útil de produção e com três intervalos de 1 hora para almoço, jantar e ceia. 4.1.5 Centro de trabalho Centro de trabalho é a unidade organizacional onde as atividades de fabricação são realizadas. Centro de trabalho no SAP PP são os dados mestres

45. 45 que representam máquinas, linhas de produção, recursos humanos, mão de obra, etc., vinculadas a um centro de custos e a diversos tipos de atividades ou processos empresariais. Desta forma, o centro de trabalho liga as entradas na contabilidade de centro de custo e no custeio baseado em atividades executadas no chão da fábrica. Os centros de trabalho, juntamente com as listas técnicas e os roteiros de produção são considerados os principais dados mestres para o planejamento de produção no SAP PP. Os centros de trabalho são utilizados em operações como lista de tarefas para roteiros de produção, para roteiro de manutenção, etc., também utilizadas em ordens internas, de produção, de manutenção, etc.. Os dados mestres informados nos centros de trabalho são relevantes à capacidade, a programação, ao cálculo de custos e dados propostos.  Na aba de capacidade informamos dados relevantes ao emprego do tempo, como turnos, capacidade produtiva, tipo de capacidade (máquina, mão de obra, unidade de processo, etc.), fórmula para cálculo de capacidade, cálculo de tempo de preparação, cálculo de tempo de desmontagem entre outras.  Na aba de programação informamos os dados relevantes à programação da utilização dos tempos informados na aba capacidade. Aplicamos fórmulas para calcular o tempo de execução da duração dos processos, da duração dos tempos de desmontagens, da duração dos tempos de preparo entre outras.  Na aba de cálculo de custos é informado o centro de custos e as fórmulas relevantes a cálculo de custos das atividades executadas.  Os dados propostos são informações padrões cadastradas nos centros de trabalho que simplificam as atividades à frente, como no momento da criação do roteiro de produção, no momento dos apontamentos de produção entre outras atividades.

46. 46 Esquema 14 – Utilização dos dados do centro de trabalho. Fonte: SAP. Os centros de trabalho são utilizados como operações nas ordens de produção. Em nosso cenário a produção do semiacabado contempla três centros de trabalho ou três operações, pintura, montagem de roda/pneu e montagem de quadro, onde pintura e montagem de roda/pneu são executadas paralelamente e na sequência a montagem do quadro (esquema 09). Para o produto acabado é contemplado o centros de trabalho ou as operações montagem final e embalagens (esquema 10) executados em sequência. Para iniciar o cadastro devemos entrar na transação CR01 (fotografia 10) do SAP e cadastrar as informações relevantes aos centros de trabalho, conforme a tabela 04.

47. 47 Fotografia 10 – Acesso à transação de cadastro de centro de trabalho CR01. Fonte: SAP.

48. 48 Tabela 04 – Cadastro dos centros de trabalho. Cabeçalho Dados básicos Vals.propostos Capacidades Programação Nome do centro trab. Tipo de C.T. Chave valor standard Tempo de máquina Chave de controle Tempo de máqui. Tipo Capacidad e do pool Fórm. necs. processam. Tipo Capacidad e Duração procmto. PINTUR- Pintura 0001 SAP1 3 é obrigatóri o indicar ZPP1 H 001 CAP_RUN SAP006 001 CAP_RUN SAP002 MONT_RP- Montagem de roda/pneu MONT_QD- Montagem de quadro ZPP2 MONT_FN- Montagem final ZPP1 EMBALA- Embalar ZPP2 Fonte: O Autor.

49. 49 Existem alguns itens cadastrados que devemos destacar a sua funcionalidade no SAP, como:  Tipo de C.T.: Os centros de trabalho são objetos de negócio, de atividades que podem ser representados por tipo, esses tipos podem ser, por exemplo, máquinas (usado no nosso cenário), linhas de produção, centros de trabalho de montagem e funcionários.  Chave valor standard: São utilizados como parâmetro de entrada de valores referenciados em uma fórmula. Nosso cenário utiliza os valores nas fórmulas SAP006 (determinar necessidade de capacidade) e SAP002 (determinar duração do processamento).  Tempo de máquina: Parâmetro com a entrada de valor a ser utilizada nas fórmulas SAP006 (determinar necessidade de capacidade) e SAP002 (determinar duração do processamento).  Chave de controle: Determina como a operação referenciada ao centro de trabalho deve ser executada no roteiro de produção. Nossos centros de trabalho estão prevendo dois tipo de chave de controle ZPP1 (fotografia 11) e ZPP2 (fotografia 12) que devem ser cadastradas na transação OPJ8 da customização. Fotografia 11 – Detalhes da chave ZPP1. Fonte: SAP.

50. 50 Fotografia 12 – Detalhes da chave ZPP2. Fonte: SAP. A diferença entre as chaves é que as operações associadas a chave ZPP1 não precisam gerar confirmação de apontamento de produção, para as associadas à chave ZPP2 deve confirma a produção.  Capacidade: Associado o item descrito em “3.2.4 Definição de turnos e capacidades”.  Fórm. necs.processam.: Fórmula para a determinação da necessidade de capacidade para o processamento. Nosso cenário utiliza uma fórmula standard SAP006, sua estrutura: “Tempo de máquina * Quantidade operação / Quantidade básica” Tempo de máquina: Vem da chave valor standard que será definida no roteiro de produção. Quantidade operação: Será definida no roteiro de produção. Quantidade básica: Valor cadastrado na lista técnica do produto, no cabeçalho.  Duração procmto.: Fórmula para a determinação da duração de processamento de uma operação na programação. Nosso cenário utiliza uma fórmula standard SAP002, sua estrutura: “Tempo de máquina * Quantidade operação / Quantidade básica / Partições de operaç.”

51. 51 Tempo de máquina: Vem da chave valor standard que será definida no roteiro de produção. Quantidade operação: Será definida no roteiro de produção. Quantidade básica: Valor cadastrado na lista técnica do produto, no cabeçalho. Partições de operaç.: Valor que indica o número de capacidade, equipamentos de cada centro de trabalho. No nosso cenário foram cadastrado centros de trabalho como máquinas e o valor indicado para partições é de um, conforme descrito no item “3.2.4 Definição de turnos e capacidades”. Esquema 15 – Capacidade versus planejamento. Fonte: O Autor. 4.1.6 Roteiro de produção Roteiro é a lista de atividades, operações a serem realizadas durante o processo de produção de um determinado produto. Em um roteiro de produção é definido as sequências das atividades, operações podendo ser paralelas (esquema 16), sequenciais (esquema 17) ou ter operações alternativas (esquema 18). Cada atividade, operação é associada a um centro de trabalho gerando cálculos de custos, determinando a necessidade de capacidade e a duração de processamento das operações na programação.

52. 52 Esquema 16 – Operações paralelas (com linha vermelha). Fonte: SAP. Esquema 17 – Operações sequenciais. Fonte: SAP. Esquema 18 – Operações alternativas (com linha vermelha). Fonte: SAP. Um roteiro de produção (esquema 19) é dividido em cabeçalho e itens. No cabeçalho são informados dados relevantes a todo o roteiro, nos itens temos dados relevantes às operações, descrevendo as etapas individuais dos processos que serão executadas durante a produção. Também encontramos os meios auxiliares de produção, como gabaritos, acessórios, etc..

53. 53 Esquema 19 – Estrutura de um roteiro de produção. Fonte: SAP. Para criar um roteiro de produção de um material, primeiramente o material deve ter uma lista técnica e devemos ter cadastrados todos os centros de trabalho que serão associados às operações do roteiro. Após essa etapa o roteiro recebera todos os componentes necessários para a produção do material e assim poderemos distribui-los as operações, conforme sua demanda. Esquema 20 – Material, roteiro, lista técnica e distribuição dos componentes nas operações. Fonte: SAP.

54. 54 O roteiro de produção é um dos principais dados mestre de produção no SAP PP, todos os dados planejados, como, operações, necessidades de capacidade, materiais utilizado, meios auxiliares de produção, centros de trabalhos, as atuações do controle de qualidade serão utilizadas como modelos para a criação das ordens de produção. Em nosso cenário já temos os dados mestres referente à lista técnica e os centros de trab

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