Somos todos telebobos

50 %
50 %
Information about Somos todos telebobos
Books

Published on March 13, 2014

Author: isaias2014

Source: slideshare.net

Description

Livro de poemas

isaias de faria somos todos telebobos (poemas) belo horizonte porospoesia 2013

© Isaias de Faria / porospoesia Foto da capa: Isaias de Faria Diagramação e revisão: Isaias de Faria Contatos: isaiasjazzfaria@gmail.com http://isaiasfaria.blogspot.com.br/ Faria, Isaias de F225s - Somos todos telebobos Belo Horizonte: porospoesia, 2013. 87p. 1.Poesia Brasileira. I.Título CDD. 869.1

“marginal é quem escreve à margem, deixando branca a página...” paulo leminski “o significado de um signo é sempre outro signo” charles peirce

SUMÁRIO algo nas coisas e nos afetos, 09 infância, 10 somos todos telebobos, 11 sem título, 12 cinco partes, 13 leitura, 15 tirinha, 16 antagonismo, 17 poema pubiano, 18 donna, difícil sobreviver aos teus, 20 moçoila distraída, 21 cinema paradiso boicote, 22 emudecidos e falantes, 23 ao mestre oswaldo frança júnior, 24 diálogo entre dois estudantes de Hegel, 25 ainda não foi descoberta, 26 no teu corpo, 27 um pouco mais velha, 28 após o almoço, 29 sarau, 30 sob o mesmo teto, 31 vestido fora, 32 lábios mais que amoras, 33 ocasião, 34 moça passeando com uma blusinha frente única, 35 a acrobata, 36 non omne id quod fulget, aurumest, 37 jazzsensibilidade, 38 o ritmo, 39

você pendurando roupas no varal toda, 40 não é a bíblia, 41 decepção, 42 desejo, 43 belle époque, 44 comida italiana sem vinho, 45 adalgisa toda prosa, 46 odisseia, 47 utile dulci, 48 feminina, 49 ela e eu num baile samba, 50 sanha, 51 sopa grega, 52 pra musa m, 53 pergunta, 54 biblioteca fantasma, 55 carta aos poros de uma mulher, 56 da mesma forma, 57 filme fome, 58 releitura p/ bárbara lia, 59 outubro, 60 clima, 61 descrição, 62 assim, 63 insistência, 64 imagem dentro de um imóvel abandonado, 65 isso é desilusão, niilismo ou nenhuma das duas?, 66 imersão, 67 um poema-sinopse para o filme “cão sem dono” de beto brant, 68 tentando discordar de Nietzsche, 69 cinema de animação, 70 ancião pintor, 71

fuga do mundo, 72 dilema, 73 conversa de namorados, 74 poema ao pirronismo, 75 o passeio, 76 6:30, 77 Assim, 78 o antidiletante, 79 lida, 80 livros e sapatos, 81 bia, 82 o homem, o apartamento, a ópera e a poesia, 83 trilha acima em belo horizonte, 84 desaparecido, 85 um pouco mais denso que o chumbo, 86 uma personagem da cl, 87

9 algo nas coisas e nos afetos as coisas são afetos? as coisas apontam os afetos? as coisas criam os afetos? as coisas deformam os afetos? tiram os afetos? as coisas não devolvem os afetos as coisas transformam os afetos às vezes, trans (ferem) os afetos (sabe-se lá pra onde) as coisas não estão nem aí pros afetos.

10 infância ficavam dizendo que o cabelo dele tinha cor de bosta cantarolavam musiquetas insultantes principalmente quando todos do bairro iam vender amendoins torrados, frutas e pássaros silvestres em caixinhas

11 somos todos telebobos quase dormindo pulo da ponta do sofá feito susto de atletista doces mazelas pulverizam 11 canais em minhas pupilas semiabertas e já não posso mais contar com meu cérebro

12 sem título o pequenino búfalo que espanca teu dorso, baby, não sabe de nada, só espanca não bebe, não fuma, fica preso somente na violência diária junto ao teu corpo-pavio-de-pólvora

13 cinco partes 1 fac-símiles de tuas unhas azul-shok que quase esqueci 2 saltando pelos poros: perfume 3 nos cabelos o cheiro do cigarro impregnado 4 tudo isso misturado

14 5 lá fora não tem paisagem?

15 leitura meu espirro igual chuva não danifica o jornal de poesia apenas acrescenta mais saliva a ele pra sair tagarelando coisas inúteis por aí

16 tirinha graúna na rua que quase ninguém vê quase ninguém se identifica só a moça que tateia o mundo audaz

17 antagonismo há de se esperar sempre o pior de mim não me preocupo não me engajo estou me lixando pra quem não me acha bonzinho

18 poema pubiano ramagens entre tuas pernas me fascinam por inteiro, mujer! dos pés as cabeças ramagens entre tuas pernas me fascinam por inteiro, mujer! me dão fome me dão sede

19 ramagens entre tuas pernas me dão taquicardia, mujer!

20 donna, difícil sobreviver aos teus picos do himalaia sem panos

21 moçoila distraída um chuvaréu – ela entra dentro do ônibus correndo e nem repara que seu busto molhado... esquenta tudo.

22 cinema paradiso boicote patife puritano aquele padre do cinema paradiso ceifando beijos de todos os lados

23 emudecidos e falantes te encontro no acaso sem grunhido sequer até que possamos nos atracar, num alarido só

24 ao mestre oswaldo frança júnior parece linda e amarga, vida revirada, que estamos todos a mercê de teu vendaval fomente, então,uma ponta, uma pontinha ao menos de distração, esquecimento, ou algo do tipo: uma aquaplanagem pura e infinita

25 diálogo entre dois estudantes de hegel ela:a clarissa não me oferece nada de comer. ela come, bebe, na minha frente, e necas de: vai aí? ele: que isso! sério? ela:pois é. eu também pra revidar, comprei um belo caldo de cana, virei quase tudo de uma só vez, bem ao lado dela, e nem falei nada.

26 ainda não foi descoberta ninguém olhava pra ela mas a voz igualzinha a da billie holiday.

27 no teu corpo passar geleia de maracujá e degustar

28 um pouco mais velha a menina cresceu – mas nos joelhos as marcas da infância.

29 após o almoço prato de louça branco raso e grande sujo de tomate

30 sarau uma menininha com com meias listradas até os joelhos rouba a cena num sarau de poesia

31 sob o mesmo teto aniquilamentos dispersos. a vasilha com frutas na mesa nada diz. o silêncio, os corpos atirados no sofá, os dias que pasmam. uma dose de rum goelabaixo todas as noites, antes de ir dormir, não passa de uma rotina.

32 vestido fora bom-bom café batom maçã saliva conhaque chuva noite frio fora do corpo o vestido

33 lábios mais que amoras mais que auroras - simulacro, paraíso

34 ocasião feitas as contas, resta acalentar-me: à tua planície (pele) à tua cor (pigmento) mas é tudo só lembrança a voz que realçava o ambiente mudava o ar não me lembro da despedida.

35 moça passeando com uma blusinha frente única dorso reluzente aveludado à mostra com a ajuda dos cabelos presos em forma de coque

36 a acrobata cata-vento ou cadafalso? ela altiva em seu trapézio eles vislumbram cativos ante sua alegoria.

37 non omne id quod fulget, aurumest aludir a forma é sumidouro & signo aguda a simetria: luminescência & mistério linha longínqua que não se vê

38 jazzsensibilidade foge-se o tempo da mente quando anoitece e o winton marsalis habita o ar

39 o ritmo maquia-se toda pálpebras movimentam-se o ritmo é leve e sensual

40 você pendurando roupas no varal toda de azul na tarde rubro acaba com meu voto de castidade

41 não é a bíblia ele era um homem de um livro só. sim sim, de um livro só. muitos diziam: putz, um livro só! pois é. uma vida inteira, 89 anos e meio, e um livro só.

42 decepção sou imagem sem graça entre serras desapontamento resquício de uma palavra bonita ardor abafado ex-abraço arretado sou pior, bem pior: pá de areia que golpeia o desejo em tua linda boca. mas não se deve comparar construções, não é mesmo?

43 desejo a língua diz quase tudo mas ainda quer percorrer o teu corpo

44 belle époque quero uma máquina do tempo sumir pra dentro de cafés e boulevards

45 comida italiana sem vinho raviólis & teu perfume. pilsen. senza vino questo notte. pilsen & tortelloni.

46 adalgisa toda prosa adora pular no rio: aporrinhar sapos e pererecas dentro da noite sexybashô

47 odisseia de punta del este ao teu jardim, nada de mais. a não ser um bom velhinho de cueca na orla da pampulha

48 utile dulci minha garota estudou latim aos 15 anos de idade e tem cílios doces feito balas de caramelo quando anda, balança levemente os braços e os quadris bagunça tudo dentro de mim

49 feminina que história é essa de enfrentar a si mesma sem um escudo protetor? tome cuidado frequentemente alguém reclama que foi gravemente ferido por suas garras desmedidas

50 ela e eu num baile samba estarei petrificado pra esperar sua rejeição enquanto o samba rola? a sua calda ondula e eu sigo quebrando a petrificação só pra te agarrar

51 sanha bifurcam cada um pro seu lado os amantes acalentados. de longe, ela mostra os seios. e ele esnoba.

52 sopa grega enquanto passo os olhos em anacreon, de pé, na janela pintada de verdescuro, pombos bicam as telhas de barro na casa vizinha: ruídos e filamento. ártemis e fileleno. dentro e fora.

53 pra musa m nem tão bem trovado lanço-me aos teus ensejos: tentativa de alçar-me em voos kamikazes tudo dentro do teu corpo é paraíso, é abismo

54 pergunta tudo depende do que você espera? tudo depende porque a gente depende? tudo pode esperar porque a gente pode esperar? tudo depende do que a gente pode esperar?

55 biblioteca fantasma se os espectros de marcel proust estivessem naquela biblioteca, seriam muitos. e falantes, imagino eu. nunca li proust. o pior é isso.

56 carta aos poros de uma mulher ir para o lado contrário não pode matar a arrepsia, nem te deixar além nenhuma palpitação e soluço é igual se você reparar bem se vamos nos manter aquém, capricha no cabelo que hoje tem

57 da mesma forma ele tem um jardim que estampa bem a frente da casa. dentro, o sol bate e faz as paredes ficarem com bastante vida por volta das 10 da manhã. mas é muito estranho, confuso e belo ao mesmo tempo, porque tudo foi deixado como ela gostava.

58 filme fome as patas de um tigre sobre teu almoço nenhum ruído de tua boca efeitos colaterais de tua catarse

59 releitura p/ bárbara lia tremendos mistérios estão ali naquelas páginas os átomos que falamos tanto parecem mais leves parecem mais pesados também após releitura de uma última chuva

60 outubro da sala de sua árvore a cigarra te olha com canto

61 clima os dois, bar no bairro, luz-penumbra, jazzinho madeleine peyroux e ela, linda, de cabelos cacheados dizendo: vou fazer 25 anos

62 descrição a menina segura a bola com mãos cuidadosas e olhar distante/ tem o tempo vertido na expressão e o vestidinho florido estampado/ a luz nos cabelos/ a mágica idade/ a pouca certeza que a salva

63 assim atravessa a rua e volta atravessa a rua e volta anda de um lado para o outro vai na casa dos pais na farmácia na padaria no barbeiro vai na igreja revira o cotidiano da vida sem resposta com seu vai e vem

64 insistência fez desfez fez fez desfez desfez fez fez desfez desfez... a cama depois que ela se foi

65 imagem dentro de um imóvel abandonado fotografo você ignorando o tempo o nexo dele e a vida inteira descontraidíssima, deixa-se as mobílias observam o olhar longitroante teu

66 isso é desilusão, niilismo ou nenhuma das duas? o amor sabotou a ponta de alegria que havia arruinou a sala de espera esculhambou passou de floricultor pra lenhador (com motosserra e tudo) o amor não é algo sutil (acho que coisas sutis são sutis para serem cruéis depois) o amor não é algo sutil mesmo assim consegue ser bem cruel

67 imersão no quintal de terra, temporãs as azaleias. não mais que os sorrisos dela. (no varal as roupas descansam) ninguém nota que são lavadas pela quinta-feira chuvosa. o dia parece imitar os olhos tristes de amanda.

68 um poema-sinopse para o filme “cão sem dono” de beto brant duas perspectivas: a dele, aleatória, ou sem palmas ao desejo a dela, cheia de asas rumo sabe-se lá aonde se olham num apartamento entre poucos móveis e um vira-lata clássico a esperança e a dor universal perpassa-os ali

69 tentando discordar de nietzsche esperam feito tantos. os filhos saem um a um da janela. ele acompanha circunspecto o adeus da existência que pode lembrar. depois sai, em pedregosas ruas sem nível, agacha, pega um ramo, e tenta discordar de nietzsche mais uma vez que divina é a arte do esquecimento. lentamente a tarde acaba.

70 cinema de animação a fuga das vaginas naquela cidade causou um rebuliço chamaram a polícia o jornal... mesmo assim elas fugiram e formaram um partido (feminista) e um manifesto que terminava assim: vaginas de todo mundo, ―uni-vas‖!

71 ancião pintor o mesmo casaco/ diferentes invernos a fio/ diferentes tintas : nuas paisagens

72 fuga do mundo numa bicicleta amarela ela corre corre/ pedala/ cabelos voam/ atingem o céu ela foge do mundo

73 dilema porra, onde eu acho uma caneca do hitchcock? pensa ademar lendo o jornal. não vai fazer meu café ficar mais gostoso, muito menos estancar minhas feridas. bah, é melhor eu ir ao mercadinho comprar um cappuccino. se bem que isso é coisa de burguês. e a caneca não é?

74 conversa de namorados — que a nossa felicidade é por adição eu sei, o que eu quero saber mais é do lento movimento dos planetas, da verdadeira materialidade da água, da madeira, de onde vem realmente essa coisa que ouvimos o mahler tocar, do cheiro da tangerina como diz o Gullar. — tá, chega amor! vamos mudar de prosa, e não pra edgar allan poe, por favor.

75 poema ao pirronismo agora cintilam pos síveis nuanç as raquíticas n a form a ma s fe rozes ante o se r que falamos i n o c e n t e m e n t e o desvelo é i n a t i n g í v e l

76 o passeio descem a rua noturna/ molhada de chuva/ pontos iluminados pelas luzes dos postes... passeiam: salvos em instantes por não pensarem em nada

77 6:30 dramático e catatônico ele busca o lápis pra grifar o freud na varanda deixa de lado e observa o sol crescer tomando chá em xícara-bacia de manhã, as cores são sempre mais novas... as cinco lições de psicanálise são esquecidas na mesa

78 assim ruazinha pueril tranquilinha melhor assim que os arranha-céus buzinas 100 carros engarrafados formigueiro no centro cidadecaos... grande disparate

79 o antidiletante tenho um amigo imaginário que é radical e revoltado disse : se eu chegar na sua casa e alguém pegar o violão, eu encho ele de porrada

80 lida norberto escrevia poema enquanto quase todos os outros trabalhavam na cidade administrativa. de um ramal qualquer o telefone toca: — ei, o que está fazendo? — nada. — aprontando nada? — é, exatamente isso. — até logo então. só liguei pra saber o que estava fazendo. beijo. — beijo

81 livros e sapatos — livro bom, meu amor, é aquele gasto, surrado, triturado por olhos que entenderam muito, pouco, ou nada do que eles queriam dizer. — gosto de sapatos, mesmo os de salto baixo, meio ofuscados na vitrine. nada me impede de comprá- los, nem mesmo as vendedoras que tentam imitar o meu nariz empinado. — estávamos falando de livros. — ah é, detesto aquelas marcas de dedos sujos na lateral branca do livro fechado, detesto aquelas dedicatórias de autores que nunca mais irão se lembrar de seus leitores, detesto. detesto. — você tá amarga... — não estou tão amarga assim, mas eu detesto aquele monte de livros que você guarda.

82 bia bia bebia e balançava a cabeça, o pescoço, os quadris, o corpo todo em sintonia com a música frenética. passava das duas. bia bebia e balançava a cabeça, o pescoço, os quadris, o corpo todo em sintonia com a música frenética. será que a dança é algo pra fazer a gente não envelhecer?

83 o homem, o apartamento, a ópera e a poesia adalberto queria tirar tudo fora e não voltar com nada naquele apartamento semiescuro e lúgubre. ―é necessário deixar tudo fora‖ pensava, seriíssimo, com a testa contraída e as sobrancelhas levantadas. queria deixar uma sensação de vazio para colocar somente a vitrola no chão rodando una furtiva lagrima.

84 trilha acima em belo horizonte filmava a trilha que fazia. lá do alto avistava as curvas sem fim das serras. por horas, parado, filmava as curvas sem fim das serras. nada mais que isso.

85 desaparecido jogou a toalha molhada mas errou. acertou a cunhada absorta na novela das sete. atravessou a rua, sumiu pra sempre. quatro anos se passaram desde então. agora, na varanda, as irmãs em silêncio... e a imagem dos seus passos brincalhões, principalmente em dias ensolarados.

86 um pouco mais denso que o chumbo o tempo ia passando em ritmo-tartaruga no relógio da parede. todos ali, bem parecidos com estátuas de gelatina, porém, um pouco mais densos que o chumbo. sento, e aguardo em inércia. adoro enxugar gelo: é um exercício filosófico por excelência.

87 uma personagem da cl ia acordar bem cedo pra aproveitar o dia como havia aprendido num livro com uma pobre magra personagem da clarice lispector e se uma chuvarada marcar presença o tempo todo? até da solidão se aproveita

88

Add a comment

Related presentations

Related pages

Somos Todos Telebobos - gbiuae.com

Title: Somos Todos Telebobos Subject: Somos Todos Telebobos Keywords: Download or Read Online somos todos telebobos PDF Created Date: 10/29/2016 4:08:46 PM
Read more

Harvest Of Empire A History Of Latinos In America

... Somos todos telebobos, Caro prete, questa sera mi ascolti tu, Net of Jewels, On Competitions, Jackal's Dance, Sexcapades Willow and the Warlock ...
Read more

Somos todos telebobos - Education - docslide.com.br

Livro de poemas ... 1. isaias de faria somos todos telebobos (poemas) belo horizonte porospoesia 2013
Read more

Fuzzy Systems And Knowledge Discovery By Lipo Wang

... Somos todos telebobos, United States v Adams, Trotzdem - (m)ein pralles Leben in der DDR, Lv Mcclendon Kennels v Investment Corporation South Florida, ...
Read more

LETTERS TO PENTHOUSE XX - bettermy.jczckj.com

... Somos todos telebobos, Becoming a Great Missionary, Dealing with Difficult People, I Am Sold, Gonzalez-Rivera v Immigration & Naturalization Service ...
Read more

Somos Todos Um! - Documents - docslide.com.br

Somos Todos Um! Porque o Todo está em tudo. Tudo é Ele. Tudo é UM. ... Somos todos telebobos Livro de poemas Todos somos diferentes comprimido
Read more

Starcraft Boat Owners Manual - csweide.rehmnetz.com

Gospels Understanding the Oral Tradition, Somos todos telebobos, Ernest Hemingway's "The Old Man and the Sea", Transformations du monde du travail, ...
Read more

Ics 100 Flash Cards Answers - haoyuesk.xjcxlp.com

the Pigpen, Seeing Him, Life Happens, Somos todos telebobos, Gabinete 6 Libro I El puente de los suicidas, Through the Year with Thoreau, ...
Read more