Simpósio café agricultura familiar salvador 2014 adeodato menezes

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Published on March 29, 2014

Author: cafeicultura

Source: slideshare.net

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Simpósio Café Agricultura Familiar - Salvador 2014 Adeodato Menezes

1 Simpósio Nacional do Café Salvador, 23 a 26 de março 2014

“O CAFÉ, segundo R.Steiner, teve uma função cultural de desenvolver o “pensar aguçado no ser humano desenvolvendo a intelectualidade da humanidade”. Agriultura Orgânica Alternativa Sustentável Agricultura Familiar 2

Contextualizar a Agricultura no Mundo Invisibilidade do Campo e do Campesinato - Camponeses zapatistas de Chiapas: “foi necessário cobrir nossos rostos para que nos vissem”. 3 Paulo Freire Criticidade Politicidade

Fórum Social Mundial “Um outro mundo é possível” “Uma nova Agricultura é necessária” Seminário Internacional de Agroecologia Ressignificar a Agricultura Novas Bases filosóficas cientificas ideológicas ...dar visibilidade para sociedade em geral. 4

5 “organismo agrícola”. Agricultura Orgânica Movimentos de resistência e contestação ao modelo dominante (escolas de agricultura): Agricultura Biodinâmica – R. Steiner 1920 “O objetivo da Agricultura é o florescimento da consciência humana” Agricultura Natural – Fukuoka 1935 “Agricultura, não é apenas a arte de cultivar as plantas, mas a arte de cultivar e aperfeiçoar seres humanos”

6 Agricultura Biológica – C. Aubert. 1950 “Nenhuma atividade humana, nem mesmo a medicina, tem tanta importância para a saúde da humanidade quanto à Agricultura” Permacultura – Austrália. “Sistemas agroflorestais”

7 Revolução Verde 1960 agroquímicos mecanização intensa genética“Modernização da Agricultura” “alimentos para paz” Brasil – golpe de 64 (apoio EUA) Ditadura militar (21 anos) Forte e intenso apoio governamental: - ensino; - pesquisa; - extensão (ATER); - crédito subsidiado.

8 “Difusionismo” transferência massiva de tecnologia. Agricultura de Subsistência... “Modernização conservadora e dolorosa” José Graziano “Primavera silenciosa” Rachel Carson Agricultura Alternativa – 1970-80. - Movimentos ambientalista; - Movimentos de contracultura

9 Sustentabilidade Social Ambiental Cultural Econômico Um conceito em disputa. Entrave _ mentalidade hegemônica dominante. “Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento que estávamos quando os criamos” A. Einsten

10 Agricultura familiar - Campesinato Índices Sociais - 85% estabelecimentos (4,5 milhões) A base social e cultural da agricultura sustentável. - 24% área cultivada (antes 29%) - 15% crédito PRONAF (R$ 2,1 bi - hoje 23 bi) - ??% ATER - 70% cesta básica – soberania alimentar - 36% PIB agropecuário - 77% ocupações de trabalho renda educação saúde - 75% dos miseráveis do mundo estão no campo!?

11 Agricultura familiar - Campesinato Índices Sociais - 85% estabelecimentos (4,5 milhões) A base social e cultural da agricultura sustentável. - 24% área cultivada (antes 29%) - 15% crédito PRONAF (R$ 2,1 bi - hoje 23 bi) - ??% ATER - 70% cesta básica – soberania alimentar - 36% PIB agropecuário - 77% ocupações de trabalho renda educação saúde - 75% dos miseráveis do mundo estão no campo!?

12 Evidências da insustentabilidade do modelo dominante: Crises sociais ambientais culturais biodiversidade Agricultura ouVítima? Vilã? 1- Êxodo rural – favelização urbana 2- Degradações ambientais – mudanças climáticas 3- Erosões genéticas agrobiodiversidade Patenteamentos - OGM

13 4- Agroquímicos – agrodependências - 4º consumidor de fertilizante Brasil 70% importados - 1º consumidor de agrotóxicos 5,2 Kg per capita – agrotóxicos com isenção fiscal. 5- Poluições: - solo - água - trabalhador(a) – alimentos = doenças 6- Crise da água - 76% agricultura

14 7- Gritantes e desumanas desigualdades sociais, econômicas e fundiárias. 8- Fome e miséria: - 1960 – revolução verde 4% da população mundial - 2012 – 17% da população mundial (1,2 bilhões) 75% estão no campo. - Cúpula Mundial para Alimentação ONU - ROMA 1996 O mundo tinha 800 milhões de miseráveis. A meta era reduzir a metade em 2015

15 9- Monoculturas com vazios biológicos e mecanizações Intensivas = desemprego. 10- Pensamento único massificado.  Grande desafio civilizacional: Superação da pobreza extrema associada com degradações ambientais.

16 Novos valores – nova ética:  Justiça social;  respeito cultural;  responsabilidade ambiental;  economia solidária. Agroecologia Síntese dos processos de resistência - Um movimento social cultural ativo - Uma nova ciência (holística – sistêmica) - Um novo paradigma Novas Bases filosóficas cientificas ideológicas

17 Duas correntes: 1. Eco-tecnocrática – matriz tecnológica. 2. Eco-socialista – uma visão global revolucionária. - Agricultura com a função de produção, reprodução e equilíbrio social Ressignificação e refundação da agricultura: - Reinaugurando caminhos civilizacionais de co-evolução social, cultural e ambiental. - Com propósitos claros de emancipação e empoderamento do campesinato.

18 A Agroecologia, desde a suas concepções originais, traz em si um caráter libertário, que lhe confere um propósito emancipador para a autonomia, tanto do mito da verdade única do paradigma monocultural dominante, que determina a inevitável dependência dos insumos industriais dos agroquímicos, das monoculturas com mecanizações intensivas e das variedades genéticas dependentes. Assim como, da total dependência dos profissionais de ATER, tidos equivocadamente como os “únicos detentores do saber”. Para tanto, a Agroecologia propõe um novo profissionalismo e uma nova institucionalidade, em novas bases de valores, para uma nova ATER, baseada no respeito cultural e no “diálogo de saberes”

19 Princípios e Conceitos Orientadores: 1. Enfoque holístico e abordagem sistêmica. 2. Uma nova relação com a natureza. 3. Noção de Agroecosistema = organismo agrícola. 4. O solo como um organismo vivo e dinâmico. 5. Valorização da biodiversidade e da agrobiodiversidade. 6. Tecnologia de processos – biológicos e ecológicos. 7. Manejo fisiológico da Trofobiose – pragas e doenças. 8. Fatores da produção – gratuidade da natureza. 9. Processos tecnológicos para a autonomia. 10. Conceitos básicos da Agricultura tropical. Bases para as técnicas, processos e estratégias metodológicas para um plano de manejo sustentável

Os “princípios e conceitos” substituem as “receitas prontas” que viciam, e orientam as “técnicas e estratégias” que são locais, endógenas e que estimulam a criatividade e a autonomia. 20

21 1. Superar o enfoque monocultural `a pleno solo e buscar variedades adaptadas (típicas?). 2. Espaçamentos com ruas mais abertas (mais 3m.) em sistemas agroflorestais ou arborizações com condicionamentos climáticos adequados. 3. Na implantação, buscar solos vivificados, ricos em matéria orgânica, biostruturados, com covas generosas, preservando as arvores existentes. 4. Favorecer o quanto possivel, o bom desenvolvimento de um vigoroso e profundo sistema radicular. 5. Otimizar o quanto possivel, a produção local e o manejo da materia organica. Com mineralizações complementares com pós de rocha. 6. Criatividade no manejo da vegetação expontanea, com roçagens oportuna. 7. Viabilizar adubação verde diversificada e compostagem laminar. 8. Privilegiar o uso regular de um bom biofertilizante, aeróbico preferencialmente, enriquecido com microelementos (B,Zn, Cu, etc). Recomendações gerais para o café orgânico:

22 Recomendações gerais para o café orgânico: - Características desejáveis das árvores para os sistemas agroflorestais e arborizações. 1. Adaptadas ao local. 2. Crescimento rápido. 3. Raiz pivotante e profunda. 4. Copa alta e rala – “caducifólia”. 5. Leguminosas e fruteiras. 6. Boa madeira e sem espinhos. 7. Tronco único e sem bifurcações. obs. Conduzir com podas oportunas.

23  Promover condicionamentos climáticos favoráveis:  Reduz o impacto direto das chuvas, melhora a infiltração e conservação da umidade e protege o solo da erosão.  Reduz a ação indesejável dos ventos.  Reduz as temperaturas mais elevadas (máximas) e eleva as temperaturas mínimas.  Reduz a evaporação direta do sol, e conserva a umidade do solo e do ar.  Melhor resistência nos períodos da seca  Produz matéria orgânica adicional e recicla nutrientes líxiviados.  Reduz o tempo de decomposição da matéria orgânica, aumentando a proteção da superfície do solo.  Reduz as perdas do nitrogênio do solo. - Vantagens de sistema agroflorestal no cultivo de café:

24 - Vantagens de sistema agroflorestal no cultivo de café:  Aspecto vegetativo geral mais saudável.  Menor incidência de seca de ponteiros.  Redução da bianualidade da produção.  Cereja madura por mais tempo no pé.  Reduções importantes nos fatores de perturbações do metabolismo vegetal.  Café com bebida de melhor qualidade biológica e sensorial Obs. Recomenda-se espaçamentos mais largos para melhor arquitetura do cafeeiro.

25 Finalmente a AGROECOLOGIA pode ser entendida como a base filosófica, cientifica, cultural, ecológica e política para a ressignificação, refundação e reconstrução da Agricultura, restabelecendo um metabolismo ecológico, cultural e social para um processo de co-evolução onde seres humanos interagem com o Universo Natural e juntos evoluem, construindo Agroecosistemas sustentáveis em uma sociedade equilibrada e justa, reconstruindo-se como pessoa realmente humanizada e civilizadas em relacionamentos de forma justa e solidaria, reinaugurando caminhos civilizatórios. Por último entendemos a importante construção da CAMPOSENIA, como a identidade política e o pertencimento cultural do CAMPESINATO.

26 Experiências significativas de transição agroecológicas 1. Cuba 2. Rio Grande do Sul, governo Olívio Dultra; 3. Bahia, EBDA – Quintais Agroflorestais; ?? PADRSS – Contag.

27 “Uma mente que se abre a novas ideias não volta jamais ao estado anterior”. A. Einsten “Não basta ter sido bom quando se deixa o mundo, é preciso deixar o mundo melhor”. B. Brecht “Nossos agradecimentos e boas realizações na Transição Agroecológica”. Adeodato Menezes

28 ADEODATO MENEZES Agricultor e agrônomo TERRAMATER ABD-CD (Associação de Agricultura Biodinâmica da Chapada Diamantina) Certificação IBD ( Projeto BA 056)

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52 “O solo dá vida às plantas, as plantas dão vida ao solo”. Ana Primavesi

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