SalvaçãO E Vida Eterna Modulo 1

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Published on January 27, 2008

Author: fogotv

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Igreja Batista Ágape - EBD

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 TEMA: A origem do pecado AULA 1 OBJETIVO(S) Analisar, biblicamente, a origem do pecado, a começar por alguns anjos até chegar em Adão, o primeiro homem. INTRODUÇÃO Fomos criados para a glória de Deus “E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1.26). O homem, obra prima de Deus, pelo fato de ser a imagem e semelhança do Criador é diferente de todos os demais seres criados. Fomos criados para a Glória de Deus. Ele mesmo nos “programou” para sermos semelhantes a Ele e em condições necessárias para vivermos eternamente na Sua maravilhosa presença. No entanto, não é isso que vemos, pois a Bíblia afirma que “todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só […]” (Romanos 3. 12). DESENVOLVIMENTO 1. A rebeldia de Satanás e de alguns anjos “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comerás de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3.1). Em Gênesis capítulos 1 e 2 encontramos relatos de como Deus criou os céus, a terra, o homem e os demais seres vivos; entretanto, no capítulo 3 entra em cena um outro personagem, Satanás, que se encarna numa serpente. Não encontramos, na Bíblia, como Deus criou os seres angelicais, porém, existem vários versículos que relatam sobre esses seres. Podemos observar em Gênesis, capítulo 3, que Satanás (um ser angelical que caiu da presença de Deus) existia antes de Deus ter criado o homem. A Bíblia afirma sobre a existência de Arcanjos (Judas 9), Querubins (Gênesis 3. 24; Êxodo 25. 18; 2 Samuel 22. 11; Ezequiel 28. 14; Hebreus 9. 5) e Serafins (Isaias 6. 2), todos esses são anjos criados para a glória de Deus e para Lhe servirem. A Bíblia relata que muitos anjos se rebelaram contra o Criador, deixando as posições que Deus lhes tinha dado. Podemos observar isso em Judas 6 “[…] e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; […]”. Mas, com certeza, de todos os anjos caídos, o mais terrível deles é Satanás. Em Ezequiel capítulo 28 versículos de 12 a 19, podemos ter um vislumbre de como era esse anjo antes de ter caído. Portanto, segundo a Bíblia esse querubim era perfeito, sábio e formoso. Porém, sua sabedoria não foi suficiente para livrá-lo da rebeldia. 2. A desobediência do homem “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do Jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2. 16 -17). A origem do pecado 1 AULA 1

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 O Homem recebeu de Deus uma ordem, podia comer de toda árvore do jardim, inclusive da árvore da vida, a qual lhe garantia o direito de vida eterna, porém da árvore do conhecimento do bem e do mal não deveria comer. A serpente, que é o diabo e Satanás (Apocalipse 20.2), com sua astúcia influenciou a mulher des- pertando nela o interesse pela árvore do conhecimento do bem e do mal. A mulher não resistindo aquela tentação tomou do fruto daquela árvore e comeu. Em seguida ela ofereceu a Adão e este também comeu. Dessa forma o homem desobedeceu a ordem divina comprometendo, a partir daí, a natureza de todos os demais seres humanos. Mas qual é o maior problema do homem? É exatamente a cumplicidade com Satanás, pois Deus tinha dito não. O fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal tornou o homem super desenvolvido, e ele passou a conhecer o bem e o mal. A sua mente foi tocada, fazendo-o desejar. O homem não estava preparado para tal desenvolvimento e toda a programação perfeita de Deus se desprogramou, e veio a sentença: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2. 17). Deus, além de criar o homem em perfeição, concedeu a este o domínio sobre toda a terra. O homem foi criado para a glória de Deus; porém a desobediência e cumplicidade com Satanás transformaram a benção em maldição. A partir daí a perfeição tornou-se imperfeição, a pureza em impureza, o domínio em escravidão, a dependência de Deus em independência. Cada um se desviando pelo seu próprio caminho, não buscando mais a Deus, não reconhecendo Sua grandeza e glória. “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semel- hança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Romanos 1. 22-23). Surge assim a natureza humana, (que é conhecida como “natureza adâmica”, o “velho homem”, a “carne”, o “eu”), esta é cúmplice do maior inimigo de Deus, Satanás. Hoje, a Terra geme como conseqüência da desobediência. 3. A queda do homem “De toda árvore do Jardim podes comer livremente [...]” (Gênesis 2:16). O Homem tinha todo suprimento necessário para viver, porém, caiu. A árvore da vida também estava exposta e guardava todo segredo de uma vida em submissão a Deus. Deus, através do fruto da árvore da vida, dava ao homem o direito de viver eternamente (Gênesis 3:22). Satanás não mentiu ao dizer: “Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, (da árvore do conhecimento do bem e do mal) vossos olhos se abrirão e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal” (Gênesis 3. 5). Após a desobediência, Deus na Sua imensa sabedoria, imediatamente lançou o homem para fora do jardim do Éden. Essa providência divina foi maravilhosa, pois se não fosse essa expulsão, o homem poderia também tomar do fruto da árvore da vida, e viver eternamente, porém em pecado e com isso todo o plano de Deus estaria comprometido. Satanás jamais pensou que Deus, através do sacrifício redentor de Jesus, recolocasse o homem novamente no Paraíso para tomar do fruto da árvore da vida e assim ter direito à vida eterna. Aleluia! As conseqüências da queda foram e continuam sendo terríveis, pois trouxe maldição sobre a Terra e a triste separação entre Deus e o homem. Observe o que Deus disse a Adão depois da queda: “Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra […]” (Gênesis 3. 17-19). Portanto, o homem estava condenado a viver sem a presença santa do Criador, não tinha mais a bênção de ter todo o suprimento necessário para uma vida plena, de total felicidade e paz. Caso houvesse obediência e submissão por parte do homem, o pecado jamais o teria dominado e o plano de Deus, de manter-se em eterna comunhão com o homem, teria se realizado. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL A origem do pecado 2 AULA 1

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 Atualmente podemos ver, sentir e ouvir claramente, através dos diversos meios de comunicação, que Satanás e seus anjos estão em plena operação. Portanto, cabe a nós, Igreja do Senhor Jesus, buscar uma vida plena de comunhão com o Espírito Santo de Deus, visando banir completamente qualquer tipo de pecado e cumplicidade com Satanás. MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Leia Romanos 3.12 que diz: “todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só […]”. Agora medite nas seguintes afirmações: a) Todos os seres humanos, com exceção de Jesus, são pecadores. b) É impossível ao homem salvar-se a si próprio, pois o pecado o escraviza. c) Deus resolveu o problema do pecado ao enviar Jesus Cristo, para se fazer pecado e ser condenado em nosso lugar. d) A salvação só é possível mediante o sacrifício perfeito realizado por Jesus Cristo na cruz do calvário. Deus espera a minha decisão por Jesus Cristo. A origem do pecado 3 AULA 1

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 TEMA: Jesus: o sacrifício perfeito AULA 2 OBJETIVO(S) Reconhecer que o único meio que Deus usa para salvar o homem é mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo. INTRODUÇÃO A misericórdia de Deus é algo que a mente humana não consegue compreender. A Bíblia relata de forma muito clara que Deus enviou o Seu próprio Filho para ser oferecido como sacrifício, visando aplacar a Sua ira contra o homem. Entretanto, essa verdade só se torna real na vida do ser humano a partir do momento em que ele ouve a mensagem da cruz e com a boca confessa Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de sua vida. DESENVOLVIMENTO 1. Deus nos concede novamente o direito à árvore da vida Pelo sacrifício de Jesus na cruz, pelo seu sangue, pela sua ressurreição, Deus concede novamente ao homem o direito de vida eterna. Ansiosamente esperamos aquele dia, quando estaremos face a face com o Criador da vida, pois pelo Seu sangue vencemos, e Ele mesmo nos conduzirá até a árvore da vida, que está no Paraíso de Deus. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no Paraíso de Deus” (Apocalipse 2. 7). A Salvação, portanto, é pela graça; isto é, pela influência poderosa do Espírito Santo de Deus, que gera fé no coração do homem, para que ele creia no sacrifício de Jesus Cristo, filho de Deus, como expiação (perdão) pelos seus pecados. Em Adão herdamos o pecado e conseqüentemente, separação de Deus. Em Cristo herdamos o perdão e conseqüentemente a reconciliação e comunhão com Deus. Assim podemos dizer que em Cristo, fomos colocados novamente no Paraíso. Isso é graça! Isso é salvação! “Portanto, assim como por um só homem, (Adão) entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Romanos 5:12). Como vimos, toda programação perfeita de Deus no homem se desfez com o pecado. A natureza adâmica é pecaminosa, conhece o bem e o mal como Deus, porém pratica o mal, peca. O pecado é uma peculiaridade de todo aquele que é descendente de Adão. Nenhum ser humano nessa condição poderá herdar a vida eterna, pelo contrário, para esses só resta a morte e a condenação. “Pois o que faço não entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico” (Romanos 7.15 e 19). Há uma lei (a lei do pecado) que induz o homem a pecar, é natural que isso ocorra. Deus avisou: “não comerás!” Se não fosse a desobediência, o homem não passaria por esse conflito que todos nós já experimentamos. É terrível, não queremos, mas praticamos. Davi confessou: “Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51. 5). Logo, pecamos porque nascemos debaixo da servidão do pecado, por isso, todo aquele que possui a natureza adâmica comete, mais cedo ou mais tarde, pecados. Se o homem é pecador por natureza, concluímos que não existe nada que ele possa fazer, por si só, para herdar a vida eterna. Jesus: o sacrifício perfeito 4 AULA 2

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 Vale, entretanto, ressaltar o seguinte: mesmo que um ser humano cometesse somente um ato pecaminoso durante toda a sua vida, isso seria suficiente para incriminá-lo e por isso estaria condenado. 2. A salvação é dom de Deus Concluímos que não há qualquer possibilidade de salvação fora dos planos divinos. Por mais que o homem se esforçasse para não cometer pecados, seria insuficiente, pois a sua natureza é pecaminosa. Da mesma forma que um limoeiro produz naturalmente, limão, o homem, sem o poder de Deus operando na sua vida, também produz naturalmente o fruto do pecado que habita nos seus membros. Deus sabendo da nossa condição e querendo, por amor, resgatar aquele que havia se perdido, providenciou tão grande salvação. Aleluia! Merecíamos essa salvação? Não. Porém, Deus nos amou de tal maneira que nos salvou, retirando-nos dessa situação terrível e condenável, transportando-nos para o Seu Reino Celestial. A condição de todos os seres humanos é a mesma. É lógico que existem pessoas melhores do que outras. Umas cometem menos pecados que outras, no entanto, para Deus todos estão no mesmo nível, isto é: nenhum dos seres humanos, por melhor, mais espiritual ou mais santo que fosse mereceria a salvação. Ele mesmo, de forma deliberada, liberou o Seu perdão a todos os seres humanos, sejam eles bons ou maus. Todos podem ser salvos, independentes de raça, cor ou classe social. A salvação é para todos. Até mesmo o pior de todos os assassinos, pode ser tocado pelo Espírito Santo, e passar pela experiência do novo nascimento, sendo salvo pela obra redentora de Jesus Cristo. É importante que fique claro: a salvação é uma obra realizada pela Trindade [Deus Pai, Deus Filho (Jesus Cristo) e Deus Espírito Santo], porém é o Espírito Santo quem nos convence e nos revela as ver- dades do Evangelho apresentando Jesus de Nazaré como o único caminho, o sacrifício perfeito que satisfaz plenamente a justiça divina. Quando o Espírito opera revelando a Sua graça e o poder salvífico de Deus, o homem crê em Jesus e Deus imediatamente o salva. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Leia novamente o versículo: “Pois o que faço não entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico” (Romanos 7.15 e 19). Sabemos que esse versículo foi escrito pelo Apóstolo Paulo há praticamente 2000 anos atrás. E hoje, esse versículo ainda continua sendo realidade nas nossas vidas? Seria possível um crente praticar apenas o bem e abolir completamente o mal da sua vida? MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Oh! Espírito Santo de Deus, leva-me a praticar a Tua palavra de forma ampla. Revela-me os pecados que me são ocultos e lava-me com o sangue do Precioso Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Jesus: o sacrifício perfeito 5 AULA 2

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 TEMA: O novo nascimento AULA 3 OBJETIVO(S) Analisar biblicamente, a necessidade do novo nascimento como nascimento do alto, ou seja: o nascimento espiritual. INTRODUÇÃO Chegamos a este mundo através do nascimento natural, nascimento físico, resultado de um relacio- namento sexual. O nascimento físico concretiza nossa descendência em Adão, logo herdamos de geração em geração a natureza pecaminosa dos nossos pais. Através do novo nascimento, Deus imprime no homem a Sua própria natureza. Logo, ao nascer de novo herdamos a natureza divina, que nos garante o Reino de Deus. Vale ressaltar que o novo nascimento é ação de Deus na vida do homem e não o contrário. DESENVOLVIMENTO 1. A necessidade do novo nascimento Analisando a conversa de Jesus com Nicodemos (mestre entre os Judeus), chegamos à conclusão de que para herdar o Reino de Deus, é necessário nascer de novo. Como? O Novo Nascimento em que Jesus estava falando é o nascimento do alto, não um novo nascimento físico, como o primeiro nascimento, que todos já passamos, mas nascer do Espírito. “Quem nasce da carne é carne. Quem nasce do Espírito é espírito” (João 3. 6). “Deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher e ambos serão uma só carne” (Gênesis 2. 24). Temos, portanto, na união conjugal, uma só carne, e como produto dessa união uma outra carne, o filho. Como todos os seres humanos são descendentes de Adão, pelo nascimento físico, todos possuem em si a raiz do pecado, a natureza adâmica, a natureza carnal, o velho homem. Como pode ser isso? Se fizermos um retrocesso gradativo na genealogia de uma pessoa, podemos voltar, de geração a geração, até chegar ao ancestral comum de todos os seres humanos: Adão. Portanto, podemos concluir que todos os seres humanos descendem de um único casal: o primeiro casal, Adão e Eva. Creio que o homem foi criado espiritualmente e biologicamente perfeito. Os 100 milhões de genes presentes nas células dos seres humanos, ao meu ver, armazenavam a perfeição divina para que a mesma fosse transmitida de geração a geração. Logo todos os seres humanos seriam também espiritualmente e biologicamente perfeitos. A tendência natural pelo pecado, adquirida por Adão quando ele desobedeceu, passou de geração para geração, por isso, concluímos que todos possuem essa tendência natural para o pecado. É uma herança genética que todos os seres humanos herdam naturalmente. Podemos ainda dizer que quando Adão pecou, nós pecamos, e para sairmos dessa condição de- plorável, é preciso nascer de novo. A Bíblia afirma que Jesus é o segundo homem (1Coríntios 15. 47), e continua com a programação perfeita de Deus, sem mácula, perfeito em todo o Seu ser. Infelizmente, o primeiro homem, Adão, não passou no teste, e hoje toda humanidade sente a con- seqüência da desobediência. Felizmente, o segundo homem, Cristo, passou em todos os testes e ainda despojou todos os nossos acusadores e como conseqüência da Sua obediência muitos serão salvos. Aleluia! Se Jesus nascesse da carne, (da união conjugal), seria carne e não serviria como oferta (sacrifício) O novo nascimento 6 AULA 3

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 pelos nossos pecados, mas por providência divina, isso não aconteceu, pois nasceu do Espírito e por isso é Espírito. Satanás não esperava que Deus, através de Jesus, desfizesse a natureza pecaminosa do ser humano recriando um novo homem, com uma natureza totalmente submissa a Deus. O plano perfeito de Deus implica na morte do velho homem e no novo nascimento, pois assim pas- samos a ser descendentes de Jesus (natureza divina), esta sim, apta para herdar o Reino de Deus, com todas as peculiaridades que Deus sempre almejou para Seus filhos. Agora, participantes da Natureza Divina, temos novamente direito à árvore da vida, e por fim, a vida eterna. Satanás, o maior adversário de Deus, irá lutar com todas as suas forças para que o homem não creia nessa verdade contida na Palavra de Deus. Ele, com certeza, usará até mesmo outras religiões com suas heresias para que o homem não aceite o plano de salvação através do sacrifício perfeito de Jesus. 2. Jesus cancelou toda nossa dívida “E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna” (João 3. 14-15). Jesus estava falando da sua crucificação e exaltação, pois Ele sabia que ao ser crucificado, estaria atraindo muitos para a cruz e que através desse ato de obediência seria exaltado pelo Pai, desfazendo de uma vez por todas as obras do diabo, “[…] tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colocensses 2. 14-15). Segundo o comentário contido na Bíblia de Estudo de Genebra, “publicamente os expôs” é a imagem de um general romano vencedor desfilando com seus inimigos vencidos e humilhados seguindo o seu carro. Aleluia, pois Satanás não tem mais como nos condenar. Jesus sabia que Deus usaria a Sua morte para despojar os principados e potestades lideradas por Satanás e também para aniquilar a velha natureza, o velho homem. Jesus, o segundo homem, passa agora a ser também o último Adão (1 Coríntios 15. 45), pois caberia a Ele a destruição do pecado, fazendo-se pecado em nosso lugar. “Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus, enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado” (Romanos 8. 3). Jesus, como último Adão, levou sobre Si o pecado daqueles que hão de herdar a salvação e conse- qüentemente a vida eterna. Jesus tornou-se maldição em nosso lugar para que fossemos abençoados. “Portanto, assim como por uma só ofensa veio o Juízo sobre todos os homens para a condenação, assim também por um só ato de Justiça veio a Graça sobre todos os homens para justificação e vida” (Ro- manos 5. 18). Assim como em Adão, todos pecamos, em Cristo, nos tornamos justos. Deus, através da sua maravilhosa graça, nos uniu em Cristo e conseqüentemente na Sua morte e ressurreição. A justiça de Cristo tornou-se a nossa justiça. Deus, portanto, não teve misericórdia do velho homem, sua sentença foi à cruz, pois a carne é demasiadamente má para ser tratada ou cuidada de outra forma. Não adianta educarmos a carne, pois ela é má por natureza. Só lhe resta a crucificação, e isso já ocorreu, através da obediência de Cristo. A morte de Jesus é um fato. O novo nascimento começa com a morte. Se Jesus morreu, eu (velho homem) morri. “Porque, se temos sido unidos a Ele na semelhança de sua morte, certamente também o seremos na semelhança de sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com Ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado” (Romanos 6. 5-6). Se Jesus ressuscitou, nós também, para novidade de vida. Pela cruz Deus liquidou de uma vez por todas, com o velho homem, o próprio pecador foi aniquilado. Paulo afirmou: “Não sou mais eu quem vive, Cristo é quem vive em mim” (Gálatas 2. 20), isto é , o velho homem O novo nascimento 7 AULA 3

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 foi substituído pela própria vida de Jesus, esse é o novo homem, nascido de novo, nascido do Espírito, pois teve origem no segundo homem (Jesus) que é Celestial. O plano perfeito de Deus, enviando Jesus para morrer na Cruz não estava nos planos do diabo, ele não esperava que Deus fosse resgatar o ser humano. Para Satanás, todos os seres humanos seriam condenados assim como ele está condenado juntamente como todos os anjos caídos. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL A palavra de Deus é eterna e sua validade e veracidade nunca será ultrapassada. Portanto, da mesma forma que Nicodemos foi desafiado a nascer de novo há muitos anos atrás, hoje Jesus nos faz o mesmo desafio. Um dia certamente, será tarde, mas ainda há tempo. MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA “Quem nasce da carne é carne. Quem nasce do Espírito é espírito” (João 3. 6). Com base no versículo acima concluímos que o espírito humano é vivificado após o novo nascimento, pois “quem nasce do Espírito (pela ação do Espírito Santo) é espírito; isto é: somente Deus, pelo Seu Espírito pode gerar uma nova vida e uma nova natureza no ser humano”. Ao converter-se a Jesus Cristo, o ser humano é imediatamente salvo e uma nova vida começa a brotar do seu interior. O novo nascimento 8 AULA 3

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 TEMA: Uma nova aliança e o poder do sangue de Jesus AULA 4 OBJETIVO(S) Fazer uma analogia entre a aliança de Deus com Israel no passado e Sua nova aliança com a Igreja no presente. INTRODUÇÃO No Velho Testamento o sumo sacerdote, uma vez por ano, oferecia sacrifício, por si e pelo povo, usando sangue de animais para a remissão dos seus pecados e para os do povo. O animal sacrificado não podia ter defeito algum. No Novo Testamento, João diz que “Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1. 29). DESENVOLVIMENTO 1. A aliança de Deus com Israel e com a Igreja “Chamou o Senhor a Moisés e, da tenda da congregação, lhe disse: Fala aos filhos de Israel e dize- lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao Senhor, trareis a vossa oferta de gado, de rebanho ou de gado miúdo. Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o Senhor. E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (Levítico 1. 1-4). Segundo a ordenança que Moisés recebeu de Deus, em cada sacrifício animal, o adorador deveria colocar a mão sobre a cabeça do animal, dizendo dessa forma a Deus que aquele animal estaria lhe repre- sentando. Assim, a morte daquele animal, em lugar do pecador, servia para expiar os seus pecados, isto é: servia para encobrir os pecados, protegendo o adorador da ira de Deus. No livro de Hebreus, Jesus é conhecido como Sumo Sacerdote, o qual ofereceu o próprio sangue, salpicando-o sobre todo aquele que nÊle crê. Dessa forma, para Deus, cada um de nós, salvos pela graça, colocou as mãos sobre a cabeça de Jesus, dizendo para Deus: Jesus, o sacrifício perfeito, me representa. Hoje Deus nos vê, salpicados pelo sangue do Seu Filho e por isso nos considera justificados. Deus não usa a nossa justiça, pois “todas as nossas justiças são como trapo de imundícia” (Isaías 64. 6), mas a justiça do Seu Filho para salvar-nos da Sua ira. Jesus foi a oferta suprema, o sacrifício perfeito que aplacou de uma vez por todas a ira de Deus contra o pecador. É o sangue de Jesus que nos justifica perante Deus. “Se dissermos que não temos pecado, só estamos nos enganando a nós mesmos, e recusando aceitar a verdade. Mas se confessarmos os nossos pecados a Ele, podemos confiar que Ele nos perdoa e nos purifica de todo erro. E é perfeitamente correto Deus fazer isto por nós porque Cristo morreu para levar os nossos pecados” (1 João 1. 8-9 - Bíblia VIVA). Estudando a carta de Paulo aos Romanos percebemos, principalmente no capítulo três, que a nossa justificação ocorre pela fé no sangue de Jesus. “[…], pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3. 23-26). O Sangue de Jesus satisfaz plenamente a justiça de Deus, frustrando os planos acusadores do inimigo. Satanás não tem mais como acusar o crente, pois para Deus nós já fomos lavados pelo sangue do Cordeiro e é por esse sangue que vencemos a Satanás. Uma nova aliança e o poder do sangue de Jesus 9 AULA 4

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 Satanás se beneficia quando o crente desconhece esses fatos contidos na Palavra. Observe a afirmação de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oséias 4. 6). O Sangue de Jesus é suficiente para aplacar completamente a justa ira de Deus sobre o pecador, pois sangue é vida (Levítico 17. 11), isso significa que alguém pagou o preço, alguém se condenou no lugar do pecador. Somente o sangue poderia selar uma aliança, um pacto: “Pelo que nem o primeiro pacto foi consa- grado sem sangue, [...]” (Hebreus 9. 18). Este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós “(Hebreus 9. 20). “E Moisés tomou a metade do sangue e pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar. Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedecemos. Então tomou Moisés aquele sangue e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito conosco no tocante a todas estas coisas” (Êxodo 24. 6-8). “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com o sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” ((Hebreus 9. 22). A única forma de reconciliação do povo de Israel com Deus, era (e continua sendo) o sangue. No Novo Testamento, Jesus ao celebrar a ceia com os discípulos disse: “Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11. 24). “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” ( 1 Coríntios 11. 25). A primeira aliança (entre Deus e o povo de Israel) foi selada com sangue, porém com sangue de animais. A segunda aliança (entre Deus e a Igreja) foi selada também com sangue, porém, esta com o sangue do Cordeiro imaculado, o sangue do próprio Filho de Deus. O escritor de Hebreus, para destacar a eficácia do sangue de Jesus, faz a seguinte argumentação: “Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9. 13-14). Uma particularidade da primeira aliança é o fato de que os sacrifícios eram repetidos todas as vezes que havia pecado, pois apesar do sangue de animais ser usado para a santificação e purificação dos peca- dos, ele nunca teve o poder de tirar os pecados (Hebreus 10. 11), somente o sacrifício realizado por Jesus na cruz, e sendo um único e suficiente sacrifício, é capaz de perdoar e tirar os pecados (Hebreus 10. 12). O verso 14 de Hebreus 9 mostra que através do sangue de Jesus, Deus purifica a nossa consciência das obras mortas, para que possamos serví-Lo. Muitas vezes, o crente não consegue servir a Deus, pois sua consciência o acusa, no entanto, jamais deveríamos pensar que “nossa culpa” é maior que o poder do sangue de Jesus. Todas as vezes que assim pensamos dizemos para Deus que o sangue de Jesus não tem valor. Seria uma ofensa ao Criador. “Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, [...]” (Romanos 5. 1). É comum confiarmos e olharmos para nós mesmos, quando somente o sangue nos conduz ao lugar santíssimo. Somos tentados a pensar que por muito orarmos, jejuarmos ou por lermos a Palavra temos por isso condições de servir a Deus. Tudo isso é importante e fundamental para o crescimento da nossa fé, e deve fazer parte da vida do crente, porém nada que possamos fazer pode substituir o poder purificador do sangue de Jesus. “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,[...]” ( Hebreus 10. 19-22). Eis aí o poder que há no sangue de Jesus. Pelo sangue, Deus concedeu-nos novamente, o direito à árvore da vida, e também o direito de entrar na cidade pelas portas (Apocalipse 22. 14). 2. Pelo Sangue de Jesus vencemos a Satanás! 10 Uma nova aliança e o poder do sangue de Jesus AULA 4

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 Como vimos, Satanás, por soberba e rebeldia, caiu da presença do Criador. Por isso ele deseja destruir e levar consigo para o inferno o homem, obra prima do Criador. Mas quais as bases que Satanás usa para acusar o homem? A própria natureza humana, adquirida em Adão. É interessante notar que após a queda do homem, a corrupção do gênero humano aumentou gra- dativamente a ponto de Deus se entristecer intensamente, pois “viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração” ( Gênesis 6. 5). A partir desse momento, Deus arquitetou um plano: “ (…) Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, […] (Gênesis 6. 7). Imagino que Satanás vibrou ao ouvir essa afirmação. Porém Deus continuava amando, com amor ágape, o ser humano, por isso observou que “Noé era homem justo e íntegro” (Gênesis 6. 9). Deus usou Noé para salvar toda a sua família, pois todos aqueles que não entraram na arca que Noé construiu foram mortos pelas águas do dilúvio. Dessa forma Deus fez um pacto com Noé: “Estabeleço a minha aliança convosco: não será mais destruída toda carne por águas de dilúvio, nem mais haverá dilúvio para destruir a terra” (Gênesis 9. 11). E novamente a terra se encheu com os filhos dos homens, a natureza decaída continuou agindo e a corrupção voltou a aumentar. Porém Deus não desistiu do ser humano e dentre os descendentes de Noé Deus escolheu outro homem, Abrão e lhe faz promessas: “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gênesis 12. 1-2). Para concretizar a sua promessa Deus mudou o nome de Abrão (pai exaltado) para Abraão (pai de uma multidão de nações). Assim Abraão gerou Isaque, o qual gerou Jacó. Jacó luta com Deus, pedindo-lhe a benção e prevalece, por isso teve seu nome mudado para Israel. “Então ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegados a Salvação, e o poder e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante de Deus os acusava dia e noite. Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte” (Apocalípse 12. 10-11). Satanás é o grande acusador perante Deus. Jesus é o grande Advogado, aquele que ganha todas as causas. “[...] se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”(1 João 2. 1). Ele é o Advogado e também o Juiz. Satanás, portanto, só pode acusar aquele que não tem esse Advogado, pois Jesus nos comprou e nos remiu com o seu sangue e por isso somos bem aventurados. “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica; quem os con- denará? Cristo Jesus é quem morreu,[...]” (Romanos 8. 33-34). Observe que Satanás, dia e noite procurava acusar os crentes perante Deus, entretanto, para Deus as acusações de Satanás não têm mais sentido. Por quê? Porque em Cristo, toda dívida foi paga, não há mais nada a pagar, pois Jesus cancelou o escrito de dívida (Colocensses 2. 14). Todas as nossas condenações Ele as rasgou no seu próprio corpo. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Todas as ordenanças que nos eram prejudiciais, as quais serviam de base para Satanás nos acusar, foram encravadas na cruz. Portanto, para os salvos, só resta viver intensamente a nova vida em Jesus. MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Caso Satanás ou nossa própria mente venham nos acusar, podemos aplicar na prática o seguinte Uma nova aliança e o poder do sangue de Jesus 11 AULA 4

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 TEMA: Maravilhosa graça AULA 5 OBJETIVO(S) Reconhecer que a salvação é pela graça, e essa é operada de Deus para nós; Identificar que através da morte de Cristo, Deus anulou totalmente a velha natureza. INTRODUÇÃO A Biblia relata que em Adão todos se tornaram pecadores, distante da presença de Deus, porém, por amor, Cristo deixou a Sua glória para ser o nosso substituto na cruz do calvário. A natureza adâmica foi transmitida a todos os seres humanos, por isso a salvação só é possível mediante a ação regeneradora do Espírito Santo, conduzindo o homem ao novo nascimento, para assim herdar a natureza divina presente em Cristo Jesus. 1. Maravilhosa graça Pelo sangue de Jesus Deus tratou dos nossos pecados, os quais têm origem na qualidade de natureza que os seres humanos possuem por serem descendentes de Adão. Já vimos que o sangue de Jesus é suficiente para Deus, purifica nossa consciência, dá-nos a vitória sobre Satanás, e nos conduz à presença do trono de Deus. Mas Deus também providenciou algo mais, pois através da cruz de Cristo, removeu o velho homem. Em Romanos, capítulo 6, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo nos mostra que a graça não nos deixa permanecer no pecado, antes, nos livra do poder do pecado. Para entendermos como a graça nos livra do poder do pecado, precisamos conhecer algumas definições, tais como: o que é pecado e o que é graça. a) Pecado. Podemos definí-lo como uma força interior que atua no ser humano de tal forma a con- duzí-lo em sentido contrário à vontade de Deus. De maneira mais simples, poderíamos dizer que essa força nos leva a cometer pecados. Essa força interior pode ser vista também como uma lei, a lei do pecado. Quem possui a lei do pecado em si? Todos os que são descendentes de Adão. b) Graça. Podemos definí-la como uma força interior, gerada pelo Espírito Santo, de tal forma a conduzir o crente, dando-lhe condições de levar uma vida cristã satisfatória, do ponto de vista de Deus. Essa força interior poderia ser vista também como uma lei, a lei do Espírito. Portanto, graça é a influência de Deus em nós, a qual não nos deixa permanecer no pecado. Essa influência nos livra do poder do pecado. Quem possuí a lei do Espírito? Todos os que nasceram de novo, ou seja, nasceram do alto, pois possuem o Espírito Santo em seu interior. A graça, assim como a fé, é dom de Deus. Portanto, podemos dizer que não há salvação sem que Deus opere no ser humano, através da Sua graça. 2. O poder da cruz de Cristo “Que diremos, pois? Permanceremos no pecado, para que a graça abunde? (Romanos 6. 1). Paulo foi taxativo na sua resposta: “De modo nenhum”. Por que não devemos permanecer no pecado? Porque já morremos para o pecado. Quando morremos? Quando Cristo morreu, ou seja, há quase 2.004 anos atrás. É importante ressaltar que quem morreu foi a natureza adâmica, ou seja o velho homem. Quando entendemos a graça de Deus, o pecado torna-se totalmente impotente, pois nosso único desejo é viver para servir a outro Senhor. “Fomos, pois sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitado dentre os mortos pela Glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6. 4). Considerando batismo como sepultamento, só podemos ser batizados a partir do momento que Maravilhosa graça 12 AULA 5

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 morremos em Cristo. Ninguém pode ser sepultado vivo. O batismo em si não salva, mas através dele, o crente dá testemunho da sua morte com Cristo. Aquele que se recusa a ser batizado, ainda não se incluiu na morte de Cristo. “Porque, se temos sido unidos a Ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição” (Romanos 6. 5). Se Cristo ressuscitou, eu ressuscitei, não mais com a velha natureza, mas possuo outra identidade, ou seja, sou agora participante da natureza divina (2 Pedro 1. 4). Somos novas criaturas (2 Coríntios 5. 17). Criados em Cristo Jesus para boas obras (Efésios 2. 10). “Sabendo isto: que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado” (Romanos 6. 6). Esse versículo deixa claro que o velho homem foi crucificado, ou seja, já passou pela sentença que merecia: a cruz. Não há mais necessidade de pedirmos a Deus para que nos crucifique, pois Ele já realizou, de uma vez por todas, a nossa crucificação. Ao reconhecer essa verdade, só nos resta louvar a Deus, pois, pela cruz aquilo que herdamos de Adão, o pecado, foi aniquilado. Deus realizou na cruz a morte do velho homem. O ato de crucificação da natureza pecaminosa, velha natureza, não foi e nem pode ser efetuado por nós, mas por Deus. Aleluia! A crucificação é um fato e precisamos, como crentes em Cristo, saber desse fato. Pela fé aceitamos a crucificação que Deus já realizou. Não podemos imaginar o quanto foi difícil para Deus, tomar a decisão de oferecer Jesus, como o Cordeiro imaculado, puro e santo, por nós, pecadores que jamais merecíamos a Sua misericórdia. Deus ofereceu o melhor por nós! Mateus relatou que no momento da Sua morte, Jesus exclamou: […] “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27. 46). Na verdade, naquele momento Jesus estava suportando toda ira do juízo de Deus sobre o pecado. Jesus foi desamparado totalmente naquela hora por minha causa e por sua causa, pois “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53. 5). A nossa inclusão na morte de Cristo é um fato, aceito-a pela fé. Não depende dos meus sentimentos, nem das minhas experiências, mas da verdade, e esta, está contida na Palavra de Deus. Foi Deus quem falou através de Paulo, que o velho homem foi crucificado com Cristo. Deus nos incluiu na morte e na ressurreição de Cristo. “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Romanos 6. 10). O saber da nossa inclusão na morte de Cristo, já faz parte de nós, agora, portanto podemos nos considerar mortos para o pecado e conseqüentemente, através da ressurreição, vivos para Deus. Agora podemos fazer a mesma declaração de Paulo: “Cristo vive em mim” (Gálatas 2. 20). “[...] nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumento de Justiça” (Romanos 6. 13). O versículo acima nos revela que nossos membros devem ser apresentados a Deus, pois passamos pelo novo nascimento e agora todo nosso ser deve ser usado como instrumento de justiça. Como velho homem nos apresentávamos servos da impureza e da iniqüidade, como novo homem, gerado pelo Espírito, em espírito apresentamos os nossos membros como servos da justiça para a santifi- cação. O que mudou? A identidade, ou seja, a natureza. O corpo é o mesmo, pois ainda não recebemos o corpo glorificado, esse só após a primeira morte e conseqüentemente após a ressurreição, na qual teremos corpos semelhantes ao de Cristo. “Qual o terreno, tais também os terrenos; e qual o celestial, tais também os celestiais” (1 Coríntios 15. 48). Nosso corpo é terreno, sujeito a todo tipo de doenças e enfermidades e por causa do pecado está condenado a morrer. No entanto, após essa morte, na ressurreição receberemos corpos incorruptíveis os quais serão aptos para viver eternamente. Aleluia! “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal Maravilhosa graça 13 AULA 5

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 se revista da imortalidade” (1 Coríntios 15. 53). REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL A maravilhosa, inexplicável e incompreensível Graça divina, redimem o ser humano independente- mente dos seus méritos pessoais e, nem em cooperação com os mesmos, porquanto a nossa salvação e a conseqüente reconciliação com Deus, acontecem exclusivamente pela Graça divina, por meio da fé que o próprio Deus derrama, generosamente, sobre os Seus amados, conforme aprendemos em Romanos 3:24,28 e Efésios 2:1 a 10. Rev. Enoc Teixeira Wenceslau Pastor Titular da Igreja Presbiteriana Unida da Penha - RJ MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Senhor sou grato por Tua imensa graça. Reconheço que pelo meu esforço ou mérito jamais seria Maravilhosa graça 14 AULA 5

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 TEMA: Vitória sobre o pecado AULA 6 OBJETIVO(S) INTRODUÇÃO “Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Romanos 6.14). Observe no versículo acima que o pecado age como uma força, e esta exerce domínio sobre todo aquele que está debaixo da lei. Nesta aula destacaremos a importância da graça na libertação do pecado. DESENVOLVIMENTO 1. A lei e o pecado Como vimos na aula 1, em Adão, herdamos a tendência natural para pecar, ela está presente em todos os seres humanos, sejam bons ou maus; entretanto ela só se evidencia a partir do momento que existe uma lei, assim: “(…) eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Romanos 7. 7). Para facilitar o nosso entendimento, vamos ilustrar: Imagine uma rodovia sem sinalização alguma. Qual a velocidade que você imprimiria no seu automóvel ao andar por essa rodovia? Qualquer velocidade, pois não há sinalização. Vamos supor que você estivesse dirigindo o seu carro nessa rodovia, a uma velocidade de 135 Km/h. De repente, você é surpreendido por um policial rodoviário, o qual pede para você parar e quer te multar por excesso de velocidade. Como você procederia? Logicamente que você faria a seguinte argumen- tação: “Seu guarda, não há placas sinalizando a velocidade máxima, portanto não posso ser multado”. Veja, se houvessem placas sinalizando a velocidade máxima de 120 Km/h, você poderia ser multado. A placa sinalizando a velocidade máxima de 120 Km/h naquela rodovia seria a lei, logo, não havendo a sinalização (lei) você não pode ser multado. Da mesma forma, Deus estabeleceu suas leis como “sinalização”, visando nos conduzir por caminhos retos dentro dos limites estabelecidos por Ele mesmo. “ O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” ( 1 Coríntios 15. 56). Portanto, para ficarmos livres do pecado, só nos resta uma saída: estarmos debaixo da graça, pois sendo esta a própria influência de Deus em nós, jamais permaneceremos no pecado, pelo contrario teremos o prazer de agradar o Criador submetendo-nos às Suas leis. Concluímos, portanto, que o problema não está na lei, pois ela é santa, justa e provém de Deus; porém o homem natural (velho homem) não está sujeito à lei, nem o pode ser, logo o problema está na natureza adâmica ou natureza carnal, a qual tornou-se escrava do seu senhor - o pecado, e tem prazer em serví-lo. É a concupiscência da carne. O novo homen, entretanto, está sujeito à lei de Deus e sente prazer em cumprí-la no poder do Espírito Santo. Como vimos, a cruz de Cristo liquidou o velho homem de uma vez por todas, pois em Cristo todos morremos. Da mesma forma que o corpo do pecado foi desfeito para não servirmos mais ao pecado, assim também fomos mortos quanto à lei (Romanos 7. 4). Portanto, não estamos debaixo da lei e sim da graça. A lei, por ser divina não morre, pelo contrário, permanece viva nos nossos corações. Jesus não veio destruir a lei, mas cumprí-la (Mateus 5. 17). “Nem um “i” ou “til” passará da lei até que tudo se cumpra” ( Mateus 5. 18). Jesus deixa claro dois mandamentos: 1º) Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendi- mento; Vitória sobre o pecado 15 AULA 6

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 2º) Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22. 34-40). Destes dois mandamentos dependem toda lei e os profetas. É importante verificarmos que, na carne, o homem não pode e não consegue cumprir a lei de Deus. Logo, aquele que almeja a salvação, precisa ser liberto da lei do pecado. Como a lei é a força do pecado, que é o senhor da carne, para sermos libertos deste, precisamos antes, sermos libertos da lei. Como? Também pela morte. Paulo, no capítulo 7 de sua carta aos Romanos nos ensina que morremos também para a Lei. Ob- serve nos versículos seguintes: “Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer; desobrigada ficará da lei conjugal” (Romanos 7. 2). “Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus” (Romanos 7. 4). Por esses versículos concluímos que, em Cristo, morremos relativamente à lei, isto é: morremos para o antigo marido (a lei) para pertencermos a outro marido (Cristo). Assim o primeiro casamento com a lei, foi desfeito mediante a nossa morte com Cristo, estamos, portanto livres e casados com outro marido (Cristo) o qual nos concede plenas condições para que, através do seu Espírito, possamos cumprir a maior exigência da lei: o amor. “[...], porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5. 5). Pelo Espírito podemos amar a Deus e amar ao próximo e assim, cumprir toda lei. 2. A força do pecado “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás” (Romanos 7. 7). Observe como Paulo relata sobre nossa tendência natural para praticar o mal: “Acho então esta lei (lei do pecado) em mim, que mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo” (Romanos 7. 21). É natural pensarmos que não vale a pena lutar. Fica claro que nenhum ser humano consegue, por si só, vencer e se livrar da lei do pecado, pois ela lhe é própria. Lembre-se que a herdamos de Adão, faz parte da natureza má que o homem recebeu quando desobedeceu. “Miserável homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7. 24). É um grito desesperador, eu quero, eu tento me livrar, porém não consigo. É a experiência de todos nós até que exclamamos: “miserável homem!”. É como se estivéssemos nadando contra a correnteza. É algo muito forte, o homem, por si só, não consegue vencer. A experiência de Paulo foi: “quando olho para a lei de Deus, vejo-a espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Romanos 7.14). Conclusão: não conseguimos cumprir a lei, portanto só nos resta desistir dessa empreitada. Só seria possível nos livrarmos da lei do pecado, se uma outra lei, contrária a essa, e de maior intensidade, atuasse no nosso interior. Graças a Deus, pois até nisso Ele pensou e realizou por nós. Ele concedeu a todos aqueles que nasceram de novo uma lei superior à lei do pecado. Aleluia! 3. A lei do Espírito da vida Deus é maravilhoso, pois sabendo dessa luta interior que nós possuímos, enviou seu Espírito, gerando no nosso interior uma nova lei - a lei do Espírito, a qual nos livra da lei do pecado e conseqüentemente da morte. “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8. 2). 16 Vitória sobre o pecado AULA 6

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 Vale, entretanto, ressaltar que a lei do pecado e da morte nasce com o ser humano, ele não precisa fazer nada para obtê-la. Enquanto que a lei do Espírito da vida só nasce no nosso interior quando recebemos a Cristo como nosso único Senhor e Salvador, ou seja, quando nascemos de novo. É pelo Espírito que somos libertos, pela graça que Deus nos concede. Veja que tão grande problema causamos ao nosso Deus quando lhe desobedecemos. Se não fosse a desobediência, a qual já discutimos em “Salvação e vida eterna 1”, a lei do pecado e da morte não faria parte da natureza humana; Jesus não precisaria descer da Glória para morrer por nós, pois estaríamos para sempre na Sua presença. Somente o amor imensurável do nosso Deus, poderia levá-Lo a tomar a decisão de enviar o Seu único Filho para morrer na cruz, a fim de nos dar a vida eterna. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL VITÓRIA SOBRE O PECADO A Igreja firmada em Cristo tem a garantia da vitória sobre o pecado, não apenas o pecado original da semente humana, mas o pecado que tenazmente nos acedia no dia a dia, momento a momento. A obra da cruz rompeu com as amarras do pecado e nos leva a viver uma vida santa em Cristo. Asaph Borba fonte: adorar.net MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Senhor Jesus, agora entendo que através da Sua morte na cruz todos os meus pecados foram perdoados, e não somente isso, mas também fui liberto de todo pecado. Vitória sobre o pecado 17 AULA 6

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 TEMA: Salvação e boas obras AULA 7 OBJETIVO(S) a) Analisar biblicamente, a importância das boas obras na vida do crente; b) Conceituar boas obras e relaciona-las aos galardões. INTRODUÇÃO 1) As boas obras salvam? 2) Como posso relacionar a salvação com as boas obras? 3) Os evangélicos praticam boas obras? DESENVOLVIMENTO 1. As boas obras não salvam? Todos nós como evangélicos estamos cientes de que as boas obras não salvam. Porém, vamos ver através deste estudo que nós, os salvos, fomos criados novamente, em Cristo Jesus para as boas obras. As obras são como características daquele que nasceu de novo, assim como uma laranjeira produz laranja, o crente, naturalmente pratica boas obras. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie”.(Efésios 2. 8-9). Com base nesses versículos, conforme discutimos anteriormente, a salvação se dá pela graça; isto é, pela influência de Deus em nossos corações. É essa influência Divina, pelo Espírito, que nos capacita a levarmos uma vida cristã em conformidade com a vontade de Deus. A Bíblia afirma que a salvação “não provem de nós mesmos, pois tanto a graça como a fé é dom de Deus”. Verificamos também que a salvação “não vem das obras”, as quais muitas vezes podemos confundir com boas obras, no entanto podemos ver que as obras citadas no verso 9 de Efésios 2, referem-se às obras da lei. Ao analisarmos Romanos 3. 20 isso fica claro: “[...] porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado. Entendemos assim que não é pelo cumprimento da lei que o homem se justifica; pelo contrário, pois a lei é impotente para nos justificar perante Deus. Caso nossa justificação fosse possível pelo cumprimento da lei não haveria necessidade da morte expiatória de Cristo. Portanto, a salvação não vem das obras que eu pratico obedecendo a lei. É a lei que me revela a situação de pecador. Na verdade a lei é como um aio, aquele que me conduz a Cristo. Se tanto a graça como a fé provém de Deus, o que nós realizamos para sermos salvos? Nada! É importante entendermos isto, pois nós não conseguimos e nem podemos fazer nada, é Deus quem tudo realiza em nós, pois até mesmo a fé que parece ser nossa é Ele quem nos concede. Quero ressaltar que o livre-arbítrio que possuímos, foi concedido por Deus. Deus não nos criou para sermos marionetes nas suas mãos, pois se Ele quisesse fazer isso teria impedido o homem de tomar da árvore do conhecimento do bem e do mal, ou talvez não tivesse criado essa árvore. Lembre-se: Deus disse para o homem não tomar daquela árvore, mas não interferiu na vontade do homem; concluímos, portanto, que a não interferência de Deus aconteceu porque Ele deu ao homem o livre-arbítrio de obedecê-Lo ou não. Você pode estar pensando: se Deus nos deu o livre-arbítrio não deveria punir a desobediência. Realmente, também concordo, mas não podemos esquecer que a justiça de Deus é perfeita, pois Ele não nos pune, porque toda a punição foi lançada sobre Ele mesmo quando, para nos salvar, enviou Salvação e boas obras 18 AULA 7

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 1 seu único Filho para levar sobre si toda a maldição da desobediência de Adão. É aí que verificamos o quão maravilhoso é o evangelho, pois Deus tomou todas as providências, ao enviar Jesus, e é pela justiça do seu Filho que somos justificados. Logo, se Jesus foi punido por mim, eu não serei punido (desde que Jesus seja meu Senhor e Salvador). Mas não se esqueça, Deus nos deu o livre-arbítrio de crer ou não nessa mensagem. Se crermos seremos salvos, se não cremos seremos condenados, não por Deus, mas por nós mesmos, pois a opção é nossa. Veja, Deus seria terrivelmente injusto se não nos desse a oportunidade de crer em Jesus. Como Ele nos deu essa oportunidade de salvação, só poderemos ser condenados por nossa própria decisão. Deus sabe muito bem que não possuímos justiça que lhe satisfaça. Vejamos Romanos 3. 10,11 e 12. “Não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se ex- traviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só”. Com esses versículos cai por terra toda busca de salvação por esforço próprio do ser humano, pois não há quem busque a Deus. Por mais que o homem queira ser justo ele não consegue, visto que ele já teve o conhecimento do bem e do mal, quando tomou da árvore da vida. O homem, portanto, conhece o bem e o mal, só que, por si só, não consegue praticar o bem ( Ro- manos 7. 19). Se analisarmos a parábola do jovem rico (Mateus 19) vamos ver que a salvação só é possível através de Deus, pois os discípulos perguntaram: “Quem pode, então, ser salvo? (Mt 19. 23)”. “Jesus, fixando neles o olhar, respondeu: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível”.(Mt 19. 26). O que Jesus queria dizer com isso? Que é impossível, para cada ser humano, a obtenção da salvação pelas obras da lei, porém a Deus, pela Sua graça infinita, tudo é possível. Portanto, a salvação depende única e exclusivamente de Deus, através do sacrifício expiatório de Jesus. Não existe outra forma de se obter a salvação. Qualquer outro ensinamento pode ser considerado uma heresia. “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema” (Gálatas 1. 8). “Onde e

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