Romance urbano

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Published on February 18, 2014

Author: juliopz2011

Source: slideshare.net

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Trabalho de Língua Portuguesa- Produzido por Julio Pansiere Zavarise em 2012.

ROMANCE LITERATURA URBANO BRASILEIRA DO SÉCULO XIX

CONTEXTO HISTÓRICO  PROJETO LITERÁRIO DO ROMANCE URBANO-SÉCULO XIX.

O BRASIL NO SÉCULO XIX O Brasil do início do século XIX foi palco de várias transformações que contribuíram de forma decisiva para a formação de uma verdadeira identidade nacional e ,consequentemente, uma literatura com características mais brasileiras. Neste século ocorreram profundas mudanças na estrutura política, econômica e cultural do país. O comércio com o mundo, e abertura dos portos às nações amigas , significava a fácil entrada de novas tendências culturais, principalmente europeias. Neste período foram criadas novas escolas, bibliotecas e museus, e houve incentivo à tipografia, que implicou a impressão de livros, até então feitos em Portugal, e a edição de jornais. O eixo político-econômico-cultural do Brasil sai então de Minas Gerais para ganhar as portas da realeza no Rio de Janeiro, onde nasce um público consistente de leitores principalmente formado de mulheres e jovens estudantes, provenientes da classe burguesa em ascensão.

Marcos Históricos 1888-Abolição da Escravidão Africana 1834-Transferência da Capital do Brasil para o Rio de Janeiro ROMANCE URBANO 1827-Chegada da Imprensa Régia 1822-Indepêndencia do Brasil 1808-Chegada da Família Real ao Brasil

Na metade do século XIX – o Rio de Janeiro era uma capital limitada e pouco cosmopolita. Após o surgimento de novos centros urbanos , impulsionados economicamente pela produção e exportação de café , quando a vinda da corte portuguesa, em 1808 , marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português. Nas primeiras décadas, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Escola Real de Ciências , Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período, marcando o início da BELLE ÈPOQUE , onde floresceu um cenário cultural movimentado. Vista da Cidade do Rio de Janeiro , no Século XIX.

CONTEXTO CULTURAL  A SOCIEDADE BRASILEIRA DO SÉCULO XIX

ROMANTISMO O Romantismo foi um movimento artístico ocorrido na Europa por volta de 1800, que representa as mudanças no plano individual, destacando a personalidade, sensibilidade, emoção e os valores interiores. Nasce na Alemanha, na Inglaterra e na Itália, mas é na França que ganha força e de lá se espalha pela Europa e pelas Américas. Caracteriza-se por defender a liberdade de criação e privilegiar a emoção. As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado.

O ROMANTISMO NO BRASIL O Romantismo no Brasil teve como marco fundador a publicação do livro de poemas "Suspiros poéticos e saudades", de Domingos José Gonçalves de Magalhães, em 1836, e durou 45 anos. São apontadas três gerações de escritores românticos: - Primeira geração: nacionalista, indianista e religiosa. Os poetas que se destacam são: Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães. - Segunda geração: é um período marcado pelo mal do século, apresenta egocentrismo irritado, pessimismo, satanismo e atração pela morte. Os poetas que se destacam são: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire. - Terceira geração: esse período desenvolve uma poesia com caráter político e social, é formada pelo grupo condoreiro. O maior representante dessa fase é Castro Alves.

Fases do Romantismo Brasileiro Primeira Geração (Indianista) 1808-1846 Segunda Geração (Ultrarromântica) 1846-1855 Terceira Geração (Condoreira) 1855-1888

A VIDA NAS CIDADES Os anos após a chegada da Família Real Portuguesa no Brasil foi de intensa mudança. A vida social se aperfeiçoou e se elevou o nível padrão de vida, tudo isso pelo fato da grande influência dos hábitos de conforto, cultura e diversão trazida pelos portugueses. As cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram, nas quais os únicos edifícios de destaque eram a igreja e a câmara municipal. Este processo de industrialização proporcionou, através dos anos, que províncias como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais se tornassem polos de atração para os grandes fazendeiros, cuja a vinda para a cidade significava que seus filhos poderiam frequentar escolas e faculdades, tomar contato com os jornais e revistas em circulação. Nesse período foram fundados 14 bancos, três caixas econômicas, 20 companhias de navegação a vapor, 23 companhias de seguro, oito estradas de ferro. Criaram-se, ainda, empresas de mineração, transporte urbano, gás, etc.

Fotografia da cidade do Rio de Janeiro , datada em 1879.

SOCIEDADE BRASILEIRA Durante a Segunda metade do século XIX, a sociedade brasileira passou por mudanças fundamentais nos campos políticos, sociais e consequentemente na forma de ver e entender a nova realidade que estavam vivendo. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, a corte encontrou uma sociedade abandonada, onde tudo era extremamente sujo e sofriam com a falta de água, de higiene e de cultura. O Rio de Janeiro oferecia poucas distrações: as famílias ricas iam a espetáculos e frequentavam bailes familiares, já os homens, reuniões de jogo. As atividades eram feitas em dia claro com a luz solar, já que vida noturna praticamente não existia devido à falta de iluminação. Nas procissões e nas festas religiosas, toda população da cidade participava, pois se tornaram pontos de encontro entre parentes e conhecidos que lá se reuniam para contar os fatos do dia.

As reuniões domésticas eram uma forma de passar o tempo, e nelas aconteciam as "leituras". Escolhiam-se um livro e um dos participantes lia histórias em voz alta para distrair os demais. As pessoas se encontravam também nos saraus, Um sarau (do latim seranus) é um evento cultural realizado geralmente em casa particular , onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. Um sarau pode envolver dança, poesia, leitura de livros, música acústica e teatro , nas quais diversos tipos de músicas eram tocadas e cantadas como, o Samba. Nessas reuniões, as pessoas também jogavam cartas, dominó, damas e, principalmente os homens, discutiam política. Pintura que representa a “leitura doméstica” , muito presente na sociedade da época.

Homens e Mulheres vestidos para o Teatro ; ao lado uma mulher vestida elegantemente , onde nota-se a influência europeia no figurino da época .

O Rio de Janeiro, por exemplo, era uma cidade heterogênea, com mansões e palacetes ao lado de bairros miseráveis. Uma aristocracia culta e exigente povoava os salões e os espetáculos de ópera, enquanto o desemprego empurrava milhares de pessoas para uma vida incerta de pequenos trabalhos avulsos, quando não para o baixo meretrício e a malandragem. Nos palacetes de Laranjeiras falava-se francês nas noites de gala, enquanto não longe dali, nos cortiços, a fome e a miséria faziam estragos na população. Os costumes recatados e os valores morais da sociedade , que copiava os modelos comportamentais europeus , passaram a ser exaltados e ao mesmo tempo criticados nos romances folhetinescos, publicados periodicamente nos jornais, que mais tarde seriam os chamados Romances Urbanos.

CONTEXTO DE CIRCULAÇÃO  OS FOLHETINS

O FOLHETIM O folhetim (do francês feuilleton, folha de livro) é uma narrativa literária, seriada dentro dos gêneros prosa de ficção e romance. Possui duas características essenciais : quanto ao formato, é publicada de forma parcial e sequenciada em periódicos (jornais e revistas); quanto ao conteúdo, apresenta narrativa ágil, profusão de eventos e ganchos intencionalmente voltados para prender a atenção do leitor. Eram publicados diariamente em jornais da capital do Império (Rio de Janeiro) e jornais do interior, em espaços destinados a entretenimento. Nas narrativas apresentava modelos de comportamento europeus assimilados pelo público leitor.

Os folhetins da atualidade: novelas.

O ROMANCE URBANO  Principais Características;  Principais Autores e Obras .

O ROMANCE URBANO O Romance Urbano tem como principal característica retratar e criticar os costumes da sociedade carioca em 1830 do século XIX. Nele a vida social das grandes cidades era retratada, e o motivo das tramas eram, principalmente, as comuns intrigas amorosas, as traições, os ambientes urbanos. Teve como primeira obra “O filho do Pescador”, de 1843, Teixeira e Souza, no entanto, seu valor é apenas histórico, a obra de maior valor dessa tendência romântica foi A moreninha de Joaquim Manuel de Macedo, publicada em 1844. Nessas obras, há a predominância dos personagens da alta sociedade, com a presença marcante da figura feminina. O Romance Urbano engloba histórias complicadas, conversões mirabolantes, renúncias sublimes, amores violentos, etc. , para sobrepô-los à pobreza humana e intelectual da sociedade brasileira da época.

FORMAÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL O projeto literário do Romantismo ganhou novo impulso nas primeiras décadas do século XIX, quando são criadas algumas premissas básicas para a construção da nação propiciadas pelo deslocamento do Estado português para a colônia e, posteriormente, a quebra do estatuto colonial. Em suas obras, os escritores românticos, ainda que inconscientemente, traçam um retrato do homem brasileiro de todos os tempos e de todos os lugares; e a partir das influências do contexto sóciohistórico é que o indivíduo formula as tendências estéticas, que figurando como construções puramente humanas podem ser reformuladas e retomadas através dos tempos. Essa caracterização da literatura como sistema levaria, por sua vez, à fixação de uma tradição, como processo acumulativo, de seguimento de autores e obras, possibilitando “a formação da continuidade literária na qual o brasileiro que passa a ser representado de forma realista , o que passou a reafirmar sua identidade cultural .

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS Nos Romances Urbanos os autores se dedicam a traçar um painel da vida na Corte, ou seja, a cidade do Rio de Janeiro, sede da monarquia brasileira. Os enredos basicamente tratam de aventuras amorosas e procuram traçar os perfis das mulheres que os protagonizam. Nesse sentido, a Literatura Brasileira avança numa característica que se tornará importante ao gênero romance: a observação psicológica das personagens. Ao mesmo tempo, faz crítica de costumes sociais de sua época, levantando os aspectos negativos e os valores burgueses. As intrigas de amor, desigualdades econômicas chantagens , a presença do herói e da heroína e o final feliz com a vitória do amor (que tudo apaga), marcam essas obras, que se tornaram clássicos da literatura brasileira e eternizam os autores romancistas .

-Divulgação de valores morais (honra, amor, casamento) -Realização da mulher = casamento; ela deve se submeter a um homem (pai, marido, irmão) -Preservação dos valores patriarcais (virgindade, submissão, maternidade) _Aurélia! Que significa isso? – Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que seja; e resigne-se cada um ao que é, eu uma mulher traída; o senhor, um homem vendido. – Vendido! Exclamou seixas ferido dentro d’alma. – Vendido sim: não tem outro nome. -Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de reis; foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda minha riqueza por este momento. [ALENCAR, José de. Senhora]

-Representação dos costumes da Elite brasileira [namoro, corte, vestes, festas] -Linguagem simples Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhados abaixo. Em um sarau todo o mundo tem que fazer. O diplomata ajusta, com o copo de champanhe na mão, os mais intricados negócios; todos murmuram e não há quem deixe de ser murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e das cantigas do seu tempo, e o moço goza todos os regalos da sua época; as moças são no sarau como as estrelas do Céu; estão no seu elemento: aqui uma, cantando suave cavatina [...]; daí a pouco vão outras, pelos braços de seus pares, se deslizando pela sala e marchando em seu passeio, [...] ao mesmo tempo que conversam sempre sobre objetos inocentes que movem olhaduras e risadinhas apreciáveis. [MACEDO, Joaquim Manuel de. A moreninha]

-Apresenta-se o dia a dia do leitor burguês dos grandes centros (Rio de Janeiro e Recife) Era no tempo do rei. Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo "O canto dos meirinhos". E bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um elemento de vida(o extremo oposto eram os desembargadores). Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais que se chamava o processo. [ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias]]

Félix Émille Taunay Rua Direita, Rio de Janeiro , 1823 Aquarela sobre papel

>Biografia de Joaquim Manuel de Macedo

VIDA E OBRA Joaquim Manuel de Macedo, nasceu no Rio de Janeiro em 1820. Em 1844 formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e no mesmo ano estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, "A Moreninha", que lhe deu fama e fortuna imediata. Além de médico, Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, e sócio fundador, secretário e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845. Em 1849 fundou, juntamente com Gonçalves Dias e Manuel de Araújo Porto Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema-romance A nebulosa — considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo. Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866).Joaquim Manuel de Macedo abandonou a Medicina e criou uma forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel. Joaquim também atuou decisivamente na política, tendo militado no Partido Liberal, servindo-o com lealdade e firmeza de princípios, como o provam seus discursos parlamentares, conforme relatos da época.Nos últimos anos de vida padeceu de problemas mentais, morrendo pouco antes de completar 62 anos.

PRINCIPAIS OBRAS • • • • • • • • • • • A Moreninha (1844) O Moço Loiro (1845) Os Dois Amores (1848) Rosa (1849) Vicentina (1853) O Forasteiro (1855) Os Romances da Semana (1861) O Rio do Quarto (1869) A Luneta Mágica (1869) As Vítimas-Algozes (1869) As Mulheres de Mantilha (1870-1871)

>Biografia de José de Alencar

VIDA E OBRA O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste do Brasil, no ano de 1829. Antes de iniciar sua vida literária, atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Podemos considerar Alencar como o precursor do romantismo no Brasil dentro das quatro características: indianista, urbanista, regional e histórico. Este autor brasileiro utilizou como tema o índio e o sertão do Brasil e, ao contrário de outros romancistas de sua época, Alencar valorizava a língua falada no Brasil. Escritor de obras com estilos variados, este escritor cearense criou romances que abordam o cotidiano. Deste estilo literário, também conhecido como romance de costumes, destacam-se os livros: Diva, Lucíola e A Viuvinha. Foram também de sua autoria os romances regionalistas: O Sertanejo, O Tronco do Ipê, O Gaúcho e Til. Dos romances históricos fazem parte: As Minas de Prata e A Guerra dos Mascates. É dentro do estilo indianista do escritor José de Alencar que está sua obra mais importante: Iracema ; pois esta obra aborda os aspectos da formação nacional brasileira. Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.

PRINCIPAIS OBRAS • • • • • • • • • • • • • Cinco minutos, 1856 A viuvinha, 1857 O guarani, 1857 Lucíola, 1862 Diva, 1864 Iracema, 1865 A pata da gazela, 1870 Til, 1871 O tronco do ipê, 1871 Sonhos d'ouro, 1872 Alfarrábios, 1873 Senhora, 1875 Encarnação, 1877

DIVA-JOSÉ DE ALENCAR Diva é um romance urbano. Nele a heroína Emília, bela e rica filha mimada de um capitalista carioca fica dividida e confusa frente ao amor de Augusto. Augusto (que, médico, salvou sua vida quando ela era só uma pré-adolescente feia) e Emília ficam assim presos em jogos de amor, amizade e desprezo que são por vezes infantis e outras humilhantes. Augusto se declara, Emília diz não o amar. Por fim Augusto renega seu amor, Emília declara também amar, Augusto percebe ainda amar e eles vivem felizes para sempre, num romance que segue ao pé da letra o estilo folhetim: heróis perfeitos, um obstáculo para o amor (a dúvida de Emília) e um final feliz no último instante. A declaração final de amor de Emília deve ser a epígrafe do Manifesto Machista.)

LUCÍOLA-JOSÉ DE ALENCAR Lucíola é um livro cujo verdadeiro sentido do livro mostra a ousadia do autor em retratar a sociedade da época em relação a prostituição. O livro fala da bela moça que sentiu-se obrigada a cair na vida para sustentar quem dependia dela. Um dia, Lucíola em seu caminho encontra um homem, Paulo, que sonha, também, em casar com ela e serem felizes. Lucíola sofre muito com a sociedade que não aceita a vida dela. Mas ela quer se libertar de tudo isso, começa a desejar a purificação pelo seus atos. Ela se relaciona com Paulo, com quem sonhara ter uma família, deste amor surge um outro ser, seu filho. Lucíola troca toda sua vida e bens pelo refúgio com uma irmã. Grávida, ela espera pela morte e vida. Sua morte deu a vida a seu filho e a seu corpo, pois Lucíola acreditava que precisava destruir seu corpo para que a vida nela voltasse a existir

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