Revista cidades do brasil

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Published on March 7, 2014

Author: regivaldopereira50

Source: slideshare.net

Revista Cidades do Brasil Anunciantes | Expediente | Representantes | Assinatura | Fale Conosco   Página Inicial Fala Prefeito Palavra do Ministro Gestão de Cidades Bastidores Cidadania Economia Dia a Dia Brasília Iniciativa Cultura Tecnologia Saneamento Turismo Documento Construindo Geral Contra Ponto Meio Ambiente Registro Ponto a Ponto Lançamentos Educação Entrevista Crônicas e Curiosidades Ponto Final Suplemento Saneamento Setor se movimenta, coloca em andamento inúmeros projetos e obras, mas não consegue alterar perfil do Censo 2000 Maio/2005   Edição 61   Tubulação utilizada no projeto de despoluição do rio Tietê, em São Paulo, que tem mais de 28 quilômetros de extensão O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no dia 13 deste mês, resultado de pesquisa que investiga o meio ambiente nos 5.561 municípios brasileiros. Segundo o estudo, a presença de esgoto a céu aberto é a alteração ambiental que mais afeta a população. Em razão disso, existem no país 1.159 municípios com taxas de mortalidade infantil superior a 40 óbitos por mil nascidos vivos, conforme o Censo 2000. O trabalho, desenvolvido pelo IBGE, fotografa a realidade brasileira na área de http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil saneamento e serve de ponto de partida para o especial da revista Cidades do Brasil deste mês. Após essa aproximação realista dos fatos, segue apanhado de informações sobre algumas das ações que estão sendo tomadas no sentido da reversão dos problemas apontados, seja em novos projetos, obras, produtos ou medidas desencadeadas pelos gestores municipais. Brasil tem 10,4 milhões de domicílios sem esgotamento sanitário A pesquisa do IBGE também constata que é baixo o número de prefeituras que relacionam problemas ambientais às condições de vida. Esta relação é mais freqüente onde há altas taxas de mortalidade infantil. O Brasil tem 10,4 milhões de domicílios que ainda não têm esgotamento sanitário adequado. Enquanto a taxa de mortalidade infantil de menores de cinco anos residindo em domicílios adequados chega a 26,1 por mil, a taxa dos que vivem em domicílio sem água e esgoto sobe para 44,8 por mil e, especificamente no Nordeste, para 66,8 por mil. O serviço de esgotamento sanitário é o que tem menos presença nos municípios e nos domicílios brasileiros. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, de 2000, dos 5.507 municípios então existentes no Brasil, apenas 52,2% dispunham de algum tipo de serviço de esgotamento sanitário, independentemente da extensão da rede coletora. Segundo o IBGE, a situação do país ante o saneamento básico não mudou muito entre a data em que a pesquisa foi a campo e o momento atual. Guanabara limpa em 2011 O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que já completou 10 anos, teve as obras paralisadas em 2001 por falta de recursos e retomadas em 2003, pela governadora Rosa Garotinho, com recursos e obras efetivas, graças à contrapartida financeira do governo do Estado do Rio de Janeiro e dos órgãos investidores. O programa é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Japan Bank for International Cooperation (JBIC). Obras na Baía da Guanabara beneficiarão 7,6 milhões de pessoas http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil Com término previsto para 2011, as obras beneficiarão uma população estimada em 7,6 milhões de pessoas. Trata-se do maior conjunto de obras de saneamento básico dos últimos 30 anos no território fluminense. O PDBG trabalha com o objetivo de recuperar as águas da Baía da Guanabara, que ocupa uma área habitada de 4 mil km², com um espelho d’água de 15 a 20 m de profundidade, dentro de um perímetro de 131 km de extensão. Nesta primeira fase, estão sendo executados quase 22 km de coletores tronco, em jacking pipe (cachimbo) no Sistema Alegria, 17,2 km no Sistema Pavuna e 7,2 km no Sistema Sarapuí. Recursos para a 2ª fase do PDBG virão do BID, Japan Bank e do estado Os tubos mais utilizados têm diâmetros de 2.000, 1.500 e 900 mm. Segundo Aldoir Melchíades de Souza, superintendente do PDBG, a execução por esse sistema é mais rápida e segura. Viabiliza também obras que seriam impossíveis de realizar pelo método tradicional. “Como exemplo, pode ser citada a travessia sob a avenida Brasil, que, por possuir 16 faixas de rolamento e ligar as zonas norte e oeste, mais a baixada fluminense, constitui-se numa das principais vias de acesso ao centro do Rio. Ali, o trabalho foi realizado sem interromper o trânsito de veículos”, explica. Além disso, a especificação por parte da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) ocorreu pelo fato de tratar-se de método não destrutivo, que viabiliza a execução de redes coletoras a grandes profundidades, sem a interferência de outras redes (água, luz, telefone, gás etc.). Os recursos de US$ 402 milhões previstos para a segunda fase do PDBG virão com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, do Japan Bank e a contrapartida do governo estadual. Estão previstas obras de implantação de redes de abastecimento de água, esgotos e macro-drenagem nos municípios localizados no entorno da baía. Na primeira etapa, os recursos investidos chegaram a US$ 1,1 bilhão. Redução de enchentes em áreas urbanas A Enplan Engenharia, de Curitiba, está apresentando o projeto de Reguladores de Vazão (RV), que tem por objetivo atenuar os efeitos da macrodrenagem, ou seja, das enchentes causadas pelos rios e canais urbanos. http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil Durante a estação das chuvas, as enchentes são uma constante em várias cidades brasileiras Entre as soluções apontadas no estudo, estão a criação de parques lineares de fundos de vales, com reservatórios de retenção, a exemplo dos que foram implantados em Curitiba desde a década de 70. Nessa época o índice de áreas verdes era de menos de 10 m²/habitante e hoje chega a 50 m²/habitante. A solução proposta a partir de 1966 foi viabilizada graças à existência de plano diretor, gerenciado pelo Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). Porém, outras cidades não tiveram a mesma sorte e os problemas foram se agravando. Maioria dos municípios não tem Plano Diretor de Drenagem O engenheiro Epaminondas Zétola, da Enplan, destaca que “na realidade, o que falta à maioria dos municípios brasileiros é um Plano Diretor de Drenagem, que permita desenvolvimento urbano compatível com o sistema natural de drenagem”. A proposta dos engenheiros Nicolau I. Klüppel e Epaminondas Zétola, de reguladores de vazão implantados junto a microdrenagem, é uma alternativa que permite, além da redução do pico de cheia, devido às chuvas intensas (convectivas), a recarga do lençol freático com água pluvial de melhor qualidade, devolvendo parte das condições naturais da bacia contribuinte. http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil Água melhora atividade econômica Sônia Germano, coordenadora geral do projeto Cooperar, desenvolvido pelo governo da Paraíba, declarou que os investimentos em caprinocultura e agricultura começam após ser solucionada a falta de água. “Quando as comunidades resolvem seus problemas de infra-estrutura, a reivindicação seguinte passa a ser o projeto produtivo. Quando resolve os problemas de água, quando resolve o problema de eletrificação, em seguida as solicitações são para projetos de apicultura ou caprinocultura e também de apoio ao artesanato, que varia de acordo com a especificidade de cada município”, disse a coordenadora. As cisternas ajudam a transformar a vida em muitas comunidades O projeto Cooperar e a Secretaria do Trabalho e Ação Social estão promovendo a construção de cisternas em todo o interior paraibano. Após a solução dos problemas básicos, a população da zona rural procura meios de trabalhar, melhorando o comércio, aumentando a criação de pequenas indústrias e gerando boa produção de carne, leite, mel, couro e outros artefatos de importância econômica para o estado. “Essas cisternas têm dado resultados e transformam a vida de muitas comunidades rurais”, afirma Sônia. Acessório de vital importância Os tubos de concreto com junta elástica, cuja tecnologia de fabricação foi trazida para o Brasil há cerca de 45 anos, vêm sendo cada vez mais requisitados nas obras de saneamento, especificamente as de esgotamento sanitário, com diâmetros entre 300 mm a 2.500 mm. A economia e garantia de estanqueidade são grandes em função da junta de borracha, que aumenta a velocidade de execução das obras, elimina o rejuntamento e a possibilidade de contaminação do meio ambiente com efluentes agressivos dos esgotos. Agora, essa tecnologia está sendo aplicada nas obras de drenagem pluvial, onde os tubos de concreto destinados à condução de águas pluviais também podem vir com esse acessório (junta elástica). http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil As estações de tratamento de esgoto são imprescindíveis para a realização do processo de saneamento nas cidades Segundo Alírio Brasil Gimenez, diretor da Fermix, os tubos de concreto com junta elástica, principalmente os destinados à condução de esgoto sanitário, são um produto de alta responsabilidade. “São exigidas condições de resistência, dureza e durabilidade da borracha e do tubo, enfim uma série de requisitos técnicos, para que o produto possa cumprir sua função”, explica ele. A junta de borracha pode ser incorporada durante a fabricação do tubo ou ser avulsa e colocada sob pressão no momento em que o tubo é acoplado na obra. Assim, além da estanqueidade e economia global da obra, outro benefício da junta elástica é o de propiciar ao tubo certas movimentações nas juntas devido às acomodações do terreno sem causar dano ao sistema. Junta elástica propicia ao tubo movimentações sem ocasionar danos De acordo com Frederico Flávio Roese, da Concretos do Sul, outro fabricante do produto, os tubos de concreto têm de ser produzidos com alta tecnologia e equipamento de última geração. “Entre as principais vantagens, está a longa durabilidade em contato com esgotos e materiais agressivos, de cerca de 50 anos”, explica ele. Por ter características de baixa absorção, o concreto usado na fabricação dos tubos garante sua durabilidade. Quanto ao valor dos tubos de concreto com junta elástica, comparando com os http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil tubos comuns de junta rígida, o custo inicial chega a ser 20% mais caro. “Mas levando em consideração a durabilidade e a facilidade de assentamento, a diferença se inverte, tornando-se 34% mais barato que os tubos convencionais”, conclui Roese. Investimentos crescem As perspectivas para o setor de saneamento aumentam, pois o Governo Federal tem como meta investir o máximo possível no segmento. Os principais compradores do produto são os órgãos ò públicos, tais como companhias de saneamento e órgãos municipais do setor. Nos dois anos do governo Lula, foram investidos recursos dez vezes superiores aos do governo anterior. São R$ 4,6 bilhões em saneamento, de acordo com os números do Ministério das Cidades. Para universalizar os serviços de água, esgoto e resíduos sólidos nas cidades em 20 anos, Marcos Helano Montenegro, diretor de Desenvolvimento e Cooperação Técnica da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, estima que seriam necessários recursos de R$ 185 bilhões. Governo Lula investiu até agora R$ 4,6 bilhões em saneamento O governo tem programado investimentos de R$ 4,5 bilhões anuais, metade das necessidades. Em 2005, Montenegro prevê que os recursos para saneamento do FGTS e BNDES alcancem R$ 2,3 bilhões. Para complementar, ele acredita que as operadoras e a iniciativa privada também aportem recursos próprios. Política nacional em andamento O governo traçou as linhas mestras da Política Nacional de Saneamento Ambiental (PNSA), que já foram transformadas em anteprojeto de lei. A idéia é estabelecer regras claras para o setor que há mais de 15 anos está sem regulamentação. O anteprojeto será enviado ao Congresso. Já foram realizados dez encontros regionais, nas principais capitais do país, e colhidas idéias e sugestões com o objetivo de melhorar o PNSA antes de seu envio ao Congresso Nacional. http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil Sanepar está investindo 1,75 bilhão nos sistemas de água e esgoto foto da estação de tratamento em Morretes, Paraná) Além da volta dos recursos, outra ação da secretaria, segundo Marcos Helano Montenegro, foi organizar as iniciativas governamentais, espalhadas por vários ministérios e órgãos a fim de evitar sobreposição de esforços, desarticulação de propostas, falta de eficiência, baixo grau de racionalização e de cooperação, para incrementar a cooperação técnica e gerencial que comprometem a qualidade das iniciativas. “Criamos o GTI de Saneamento Ambiental para estabelecer um novo padrão de relacionamento entre os órgãos federais que tratam da questão. Repactuamos competências e construímos programas comuns expressos no Plano Pulirianual 2004/2007”, complementa Marcos. Alumar tem novo lago O Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar), sediado em São Luís e formado pela Alcoa, Alcan, BHP Biliton e Abalco, terminou em abril a construção do quarto reservatório de resíduo de bauxita, gerado pela fábrica de alumina, a matéria prima do alumínio. O reservatório ocupa área de 50 hectares, consumiu recursos de R$ 45 milhões e terá seis anos de vida útil, entrando em operação em setembro deste ano. A construção faz parte dos planos de desenvolvimento e modernização da planta industrial, em São Luís, e representa a eficiência das operações e minimização dos impactos ambientais. Como ainda inexiste alternativa de reutilização dos resíduos de bauxita (bauxita mais soda cáustica), a disposição em grandes lagos tem sido a única destinação final. http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil A iniciativa privada também está minimizando impactos ambientais Considerado material contaminante, o resíduo tem que ser acondicionado de forma estritamente segura para não entrar em contato com o solo e com as águas. Por isso a construção do lago exige altos investimentos. Salto nos índices de atendimento O plano de obras anunciado pelo presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Stênio Jacob, em junho de 2004, vai permitir que a empresa mantenha em 99% o índice de atendimento com água à população, e amplie os índices de atendimento com serviços de esgoto para 80% nas cidades com mais de 50 mil habitantes e 65% nas cidades de menor porte, de 5 a 50 mil habitantes, até 2010. Com isso, serão cerca de 754 mil famílias com acesso à rede coletora e ao tratamento de esgoto. Atualmente, a Sanepar coleta 45% do volume total de esgoto nas cidades onde opera. Segundo Stênio, nenhum estado possui indicadores de cobertura tão altos como o Paraná. Plano de obras da Sanepar proporcionará melhoria no atendimento “Quando a empresa alcançar as metas previstas pelo seu Plano de Obras, nosso estado dará um salto muito importante nos índices de atendimento, consolidando a posição da empresa como a companhia de saneamento melhor posicionada no ranking nacional de cobertura no setor”, afirmou Jacob. A Sanepar está investindo R$ 1 bilhão e 755 milhões em obras para ampliação dos sistemas de água e esgoto em todo o estado, criando 186 mil empregos diretos e indiretos. No total, são 328 empreendimentos para ampliação do serviço de abastecimento de água, e 232 de implantação e ampliação da coleta e tratamento do esgoto. Para este ano está programado o maior volume de investimentos, R$ 758,9 milhões. “Serão mais de 700 milhões de reais colocados em circulação na economia do Paraná, por meio da compra de materiais, aquisição de equipamentos, contratação de serviços e geração de empregos”, explica Stênio. http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil A meta para 2006 é investir R$ 424,9 milhões. Entre as linhas de financiamento, estão recursos do BID/Paraná Urbano, Caixa Econômica Federal, BNDES/Paranasan e JBIC/Paranasan. A Sanepar também tem recursos do Prodetur e do Ministério das Cidades. “Esta gestão ficará marcada na história do saneamento do estado, pois estamos investindo uma média anual de R$ 439 milhões”, destacou Stênio. Em 2003, a empresa investiu R$ 251,3 milhões, e em 2004, R$ 320,1 milhões em todo o estado. Utilização do PEAD: opção por tecnologia A Ipiranga Petroquímica está investindo em pesquisa e desenvolvimento para oferecer alternativas para o saneamento básico do país. As redes de distribuição de PEAD (Polietileno de Alta Densidade) tornam viável a meta de perda zero na distribuição de água, pois como os tubos são soldados, não há necessidade de utilizar conexões mecânicas, formando uma rede única, sem pontos de vazamento. Abertura de vala e montagem da rede fora da vala, com a utilização do sistema PEAD da Ipiranga Petroquímica A Ipiranga Petroquímica produz resinas destinadas a fabricação de tubos de pressão para distribuição de água e gás há vinte anos, com tecnologia adquirida da Hoechst. As resinas destinadas a esta aplicação são testadas e homologadas em laboratórios internacionais para garantir uma vida útil mínima de 50 anos. A resina da Ipiranga Petroquímica para redes de água é o GM5010T2 (na cor preta) e para redes de gás é o GM7040G (na cor amarela). PEAD permite obter índice zero http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil de perdas no abastecimento de água Em 2003, a Ipiranga desenvolveu uma nova resina destinada à fabricação de tubos corrugados para coleta de esgoto sanitário e drenagem, na cor ocre, o GM5250OC. O PEAD reduz as perdas físicas nas redes de distribuição de água e esgoto, possibilitando reduzir o desperdício de um bem tão importante como a água e melhorando a saúde pública da comunidade pela coleta eficiente do esgoto. As recentes discussões a respeito do valor da água levam a não aceitar mais perdas físicas na ordem de 50% conforme a média brasileira hoje. Dentro deste contexto, o sistema de tubulação em PEAD é um forte aliado das companhias de água, já que permite a obtenção de perda zero no sistema de abastecimento de água. O sistema oferece diversas vantagens frente aos materiais normalmente utilizados, o ferro, o PVC e o concreto. A instalação da rede é realizada de forma mais rápida, reduzindo o tempo de execução da obra em até 30%. A utilização de PEAD permite que as perdas nas redes sejam minimizadas, por serem soldadas, reduzindo a utilização de juntas. Além disto, os tubos com diâmetro de até 115mm podem ser fornecidos bobinados, diminuindo a necessidade de conexões e o tempo de instalação. Porto Alegre deixou de desperdiçar 34 bilhões de litros de água tratada Também possibilita que os tubos sejam emendados fora da vala, reduzindo sua largura e evitando a ocorrência de acidentes durante a instalação. Um caso de sucesso do uso do PEAD para distribuição de água é verificado no Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DMAE) de Porto Alegre. O órgão iniciou a utilização do PEAD em 1991 e atualmente possui cerca de 30% das redes instaladas com este material. As substituições reduzem as perdas na rede, pois as juntas podem ser soldadas. A experiência na capital gaúcha já diminuiu a perda de água de 50 para 32% no período de 1991 a 2002, possibilitando reduzir o volume de água produzida, mesmo com o aumento da população atendida. Isso significa que 34 bilhões de litros de água tratada, antes desperdiçados em vazamentos, agora são entregues à população. http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil Maior programa de saneamento Quem conhece o rio Tietê apenas pelo trecho que passa pela capital paulista dificilmente consegue imaginar o quanto ele é diferente em outros pontos. O rio nasce na cidade de Salesópolis, localizada na Serra do Mar, a 800 metros de altitude. Em vez de correr para o mar, como é mais comum, o Tietê se dirige para o interior. Nem mal se forma e já encontra a região mais industrializada e populosa do Brasil, a Grande São Paulo. Estação de tratamento de esgoto Barueri. O rio Tietê está localizado do lado equerdo da foto Após passar pela capital, o Tietê continua recebendo a poluição de rios e córregos que deságuam nele, como o Pinheiros e o Tamanduateí. Aos poucos, porém, a natureza vai digerindo a poluição e, em Porto Feliz, o rio volta a ser limpo. Depois de lá, ainda tem um longo caminho até chegar na fronteira entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde irá desaguar no rio Paraná. O trecho mais problemático é o da bacia do Alto Tietê, onde está a cidade de São Paulo e outros municípios da Região Metropolitana. Nesta área o rio e a maioria dos seus afluentes estão completamente poluídos. Para mudar essa situação, a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp), em 1992, colocou em operação o maior programa de saneamento básico do país: o Projeto Tietê. A empresa dividiu o plano em etapas. O primeiro passo seria estudar todas as obras que seriam necessárias para impedir que o esgoto continuasse a ser lançado na bacia do Tietê. Para convencer a população a deixar de jogar lixo nas ruas, foi elaborado plano de educação e consciência ambiental. http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

Revista Cidades do Brasil 35% da poluição na bacia do Tietê vem do lixo jogado nas ruas Em oito anos, o serviço de coleta de esgoto na Região Metropolitana aumentou de 70% para 80% e o tratamento de 24% para 62%. O destaque da primeira fase, que terminou em 1998, foi a inauguração de três estações de tratamento de esgoto – ETEs São Miguel, Parque Novo Mundo e ABC, alem do incremento da capacidade da ETE Barueri. Os investimentos já transformaram a principal bacia da Região Metropolitana de São Paulo. A Sabesp conseguiu evitar que fossem despejados 550 milhões de litros de esgoto por dia no rio Tietê e afluentes. Nos próximos anos a Sabesp priorizará a construção das tubulações que ligam os imóveis às Estações de Tratamento de Esgoto. O projeto estimula o uso total das estações concluídas na primeira fase. Até o final do ano o empreendimento permitirá que o índice de coleta de esgoto salte de 80% para 84% e o de tratamento, de 62% para 70%. Além disso, mais 300 milhões de litros de esgoto deixarão de ser despejados diariamente na bacia do Alto Tietê.   Página Inicial | Fala Prefeito | Palavra do Ministro | Gestão de Cidades | Bastidores | Cidadania | Economia Dia a Dia | Iniciativa | Cultura | Tecnologia | Turismo | Saneamento | Construindo | Documento Geral | Contra Ponto | Meio Ambiente | Registro | Ponto a Ponto | Lançamentos | Educação Entrevista | Crônicas e Curiosidades | Ponto Final | Suplemento Anunciantes | Expediente | Representantes | Assinatura | Fale Conosco Melhor visualizado na resolução de 800 x 600 pixels Desenvolvido por Axios Tecnologia e Serviços http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=13&newcod=915[07/03/2014 14:10:02]

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