Rev Cn2007 Final

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Published on June 29, 2009

Author: prmc

Source: slideshare.net

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Revista da disciplina ACH0011 Ciências da Natureza, que reúne textos escritos por alunos ingressantes da EACH/USP Leste em 2007.

Edição 2007 ESCOLA DE ARTES, CIÊNCIAS E HUMANIDADES ACH 0011 CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências da Natureza

Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas 2.5 Brasil Você pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra Sob as seguintes condições: Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais. Vedada a Criação de Obras Derivadas. Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.  Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra.  Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que Você obtenha permissão do autor. Qualquer direito de uso legítimo (ou "fair use") concedido por lei, ou qualquer outro direito protegido pela legislação local, não são em hipótese alguma afetados pelo disposto acima.

VOLUME ESPECIAL DA R EVISTA CIÊNCIAS DA NATUR EZA 2007 Mudanças climáticas EDITOR R ESPONSÁVEL: PAULO R OGÉR IO MIR AND A CORR EIA A publicação desta revista é uma atividade do Programa "O Ano Internacional do Planeta Terra na EACH-USP". Editores: Profs Drs Maria Elena Infante-Malachias (marilen@usp.br), Paulo Rogério Miranda Correia (prmc@usp.br), Rita Yuri Ynoue (ritaynoue@usp.br), Rosely Aparecida Liguori Imbernon (imbernon@usp.br) e Victor Velázquez Fernandes (vvf@usp.br) Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo Av Arlindo Bettio 1000 • 03828-000 • Ermelino Matarazzo • São Paulo - SP Comentário: Embora todo esforço seja feito para garantir que nenhum dado, opinião ou afirmativa errada ou enganosa apareça nessa revista, deixa-se claro que o conteúdo dos textos aqui publicados é de responsabilidade, única e exclusiva, dos respectivos autores envolvidos. ii

Índice Perspectivas para os próximos anos Apresentação 1 Thomaz F. Daddio e Gustavo Katz 25 Editorial 3 Os efeitos de uma realidade inconsciente: mudanças climáticas Bruna L. Segatto e Rafael V. Garcia 26 Impacto ambiental: o que a humanidade D E S T A Q U E S tem feito para mudar isso IPCC relata: coca-cola terá que procurar Márcio da S. Almeida e Daiane de Sousa 28 novo mascote Panorama mundial sobre mudanças Camila Vaccari e Mariane M. Gonçalves 4 climáticas com ênfase no Brasil Mudanças climáticas: ameaça alarmante Aina F. Dezem e João V. Neto 30 Maíra P. da Cruz e Patrícia F. Innocencio 5 As catástrofes como conseqüência do Parar custa pouco, não parar custará seu ato nossas vidas Carolina S. de Oliveira e Maria A. O. de França 32 Isis P. Carrasco e Nicolly F. Lima 7 O quanto poderíamos perder por causa Mudanças climáticas e conseqüências das mudanças climáticas? ambientais Lourdes R. Leal e Felipe S. Rocha 33 Débora L. da S. Camargo e Paula Z. Yunes 8 A Terra em perigo! Karina Fernandes e Mônica da S. Perez 35 A ação do homem na destruição da Terra S E Ç Ã O I Denise de A. Carpinteiro e Bruno A. B. de Oliveira 36 Mudanças climáticas e conseqüências Cicatrizes ambientais Maiary O. Rosa e Lorena S. de Santos 37 Conscientização é a chave para o nosso Previsões catastróficas planeta Rodolpho P. de Andrade e Ricardo E. Yoshida 38 Nayara R. Cintra e Catarina F. dos Santos 10 O que o futuro nos reserva Alterações climáticas: conseqüências Carolina A. de Barros e Laís G. do C. Rocha 39 ambientais Efeito estufa: origem da vida ou início do Larissa C. Fernandes e Renata B. de Sordi 11 caos? Conseqüências ambientais: natureza Flávia P. Silva e Liandra Weizmann 40 versus economia Responsabilidade Ana Clara da C. S. Almeida e Raira C. de Souza 12 Beatriz L. Reis e Thais P. Espildora 41 Mudanças climáticas em um mundo A Terra no limite vulnerável Daiana M. Ribeiro e Tatiana P. da Silva 43 Mariana A. Perez 14 Febre em Gaia Ação e reação: homem e natureza Rafael C. da Silva e Vinícius A. Stoco 44 Natália M. Schöwe e Ranyélle A. Rodrigues 15 Os impactos do aquecimento global na Aquecimento global: conseqüências são vida humana drásticas Guilherme O. Fragnito e Luiz A. A. de Freitas 45 Alexandre L. S. Antonini e Bruno C. Carossi 16 Descaracterização da Terra Conseqüências ambientais – uma difícil Fabíola M. Navarra e Luciana Siqueiros 47 Suor e calafrios escolha: egocentrismo ou respeito ao Amanda M. Ferreira e Luiz F. C. Souza 48 próximo? Caroline T. Yoshikawa e Nataly C. R. Uzelin 18 O homem mudou o mundo? Larissa Chaves e Tatiana Y. Mino 20 S E Ç Ã O II Aquecimento global: o planeta em perigo Histórico das mudanças climáticas Aline J. Martinho e Rodrigo C. Passos 21 A autonomia geológica perante a ação Influências do Homem nas mudanças humana climáticas Edna E. da C. Silveira e Patrícia da S. V. de Henrique A. Cuboiama e Jefferson L. Cescon 22 Santana 50 O ambiente sufocado Mudanças climáticas: antes naturais, Andrei G. Pavão e Márcio A. da Rocha 24 agora, agravadas pelo homem! Fernanda P. A. Soares e Laís A. Morimoto 51 iii

Uma história com um final nada Eficiência energética: combate ao agradável aquecimento global Anna C. Coutinho 53 Danielle C. Cavalari e Lucas M. S. Lima 81 Respostas da Natureza Soluções para o calor Felipe de L. Soares e Sabrina T. e Castro 54 Victor K. Lancuba e Thiago Barbosa 83 Evolução através do clima Aquecimento global: entramos numa fria Patrícia C. Godo e David O. de Assis 56 Gabriela B. de M. Castellano e Artur N. Soares 84 Controvérsia sobre o aquecimento global Soluções para uma barbárie humana Bruno F. Scalon e Paulo R. F. de Sena Jr 57 Jean F. da S. Santos e Stephanie P. Baudon 86 Aquecimento global e alternativas Gergor A. de Oliveira e Maria L. de S. Auricchio 88 S E Ç Ã O II I Planeta Terra: será que existe solução? Mudanças climáticas e o Felipe P. Bueno e Jennifer M. de Assis 89 O planeta Terra ainda pode ser salvo? desenvolvimento científico-tecnológico Aline A. Godoy e Maria R. R. de S. Camboim 91 Aquecimento global: o mundo em alerta! A interferência humana e o meio Mariana M. Martins e Amanda R. La Porta 59 ambiente Energia renovável e Protocolo de Kyoto: Gabriela Cristianini e Mariana A. Siqueira 93 qual a melhor opção? Como reverter a ação humana sobre o Marina Parisi e Natália M. Florêncio 60 efeito estufa? Catástrofes ambientais causadas pelo Fernando M. Shingaki e Jacqueline H. H. Tanaka 94 abuso do homem Ainda há tempo? Amanda Iwasaki e Dayane A. dos Santos 62 Joyce S. Marcon e Lorayne C. do Vale 95 É cedo ou tarde demais? Soluções para a crise climática Davi M. de S. P. Fontes e Fernando R. Prata 63 S E Ç Ã O V I A solução é brasileira! Gabriel F. M. do Rosário e Daniel S. de Matos 64 Mudanças climáticas e impactos Energias alternativas: uma solução para econômicos o aquecimento global Economia adaptada: as mudanças Fábio L. E. Pagoti e Paulo V. E. Lisboa 65 climáticas influenciando a realidade Rafaella S. de Oliveira e Tássia M. Chiarelli 97 Mercado de carbono: impactos e disputa S E Ç Ã O I V Adil Guedes Jr e Gabriela dos S. Fumo 98 Mudanças climáticas e impactos Mudanças climáticas e ações políticas econômicos no mundo globalizado Vinícius de S. Almeida e Débora A. Riba 100 A integração de países para o controle Graves prejuízos sócio-ambientais do aquecimento global Fabrício B. Gomes e Jéssika F. da Rosa 101 Glauce C. F. Soares e Mariana S. Raya 67 Mudanças climáticas: um tema bilateral A globalização em prol do meio ambiente Daniel Nicolini e André R. L. Balestin 102 Evany B. de Almeida e Karem T. Masuda 68 O modelo de créditos de carbono Flávio D. L. Dias e Tiago M. Machado 103 Controvérsias do século XXI S E Ç Ã O V Guilherme Melo e Michel P. Melo 104 Mudanças climáticas e possíveis soluções Mudanças climáticas e o perigoso S E Ç Ã O V II aquecimento global Mudanças climáticas e reflexos na Álvaro de J. Macedo Jr e Éderson J. Lopes 70 sociedade Métodos alternativos e criativos para o Adiando o passo para o fim do mundo aquecimento global Beatriz M. F. Dutra e Zheng Xuee 106 Ana C. C. Leite e Andrea M. Alba 71 Efeito colateral Soluções para mudanças climáticas: Gisele dos S. Souza e Thaís P. Cursino 107 continuidade da vida ou neutralização da As conseqüências das mudanças culpa? climáticas na saúde Graziela R. Silva e Moniky A. Souza 73 Maria dos R. da S. Alves e Natália M. M. Galeazzi 108 Aquecimento global: uma solução é Salvando o planeta: pequenas atitudes, pouco, duas é pouco, três... Também! grandes resultados Waldyr L. de Freitas Jr 74 Flávia O. Aramaki e Marília T. A. Morais 110 Tentativas para desacelerar o Vítima de suas próprias criações aquecimento global Camila de S. Ribeiro e Vitor B. H. Santos 111 Patrícia T. Takahashi e Paula M. Sekiguchi 76 O século do caos Mudanças climáticas e possíveis Caio R. V. Forcinitti e Marina L. Pedo 112 soluções O futuro... depende de nós Nayara de A. Vieira e Eduardo M. Ribeiro 78 Andrea E. C. Pontes e Karen E. L. Borges 114 Da degradação à mobilização mundial A situação é de emergência global Maicon B. Oliveira e Thays P. Dias 80 Gabriel P. Pinheiro e Túlio G. Leamari 115 iv

Terra x aquecimento global: um jogo onde o homem está em xeque Bruno F. Fermino e Luís F. Takahashi 116 Qual é a melhor herança? Lucas G. Amâncio e Misael da S. Santos 118 Impacto nas mudanças climáticas Ana M.S. Antônio e Vânia M. Lima 119 v

C N 2007 CN 2007 Apresentação ACH 0011 Ciências da Natureza A disciplina Ciências da Natureza (CN) é oferecida a todos os mil e vinte alunos que ingressam na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Juntamente com outras cinco disciplinas gerais e a Resolução de Problemas, CN compõe o núcleo duro do Ciclo Básico, pelo qual os alunos passam nos dois primeiros semestres acadêmicos. Esse desenho pedagógico impõe um grande desafio para os docentes envolvidos com as disciplinas gerais: atingir um público heterogêneo a partir de temáticas relevantes, que alicerçam a formação ampla dos alunos e extrapolam os conhecimentos e técnicas específicas dos cursos. O desafio aumenta quando consideramos que a composição das classes de sessenta alunos é planejada para misturar doze alunos de cinco cursos diferentes. Como contemplar interesses tão diversos? Como, no caso da disciplina CN, dar conta de apresentar as ciências naturais para os alunos ingressantes, explorando suas relações com a sociedade? As respostas fogem das soluções triviais, que expõem friamente o conhecimento acumulado pela ciência desde meados do século XVII. Não basta apresentar teorias, nem enumerar todas as figuras de destaque que contribuíram para essa construção humana. Em outras palavras, o trajeto de Galileu a Einstein não é garantia de sucesso. É preciso agregar um olhar humanístico, contextualizando a ciência no seu tempo histórico, mostrando que ela está imersa numa sociedade onde atuam fatores políticos, econômicos, religiosos e éticos. Desta forma, o exercício docente passa pela busca por soluções didáticas inovadoras, a fim de responder aos novos desafios apresentados no contexto das disciplinas gerais. Ciências da Natureza: uma revista para os alunos ingressantes U ma das atividades propostas em 2007 foi a elaboração de uma revista, para consolidar a produção intelectual dos alunos ingressantes. Para isso, a temática ambiental foi escolhida por ser abrangente, e por permitir uma abordagem científico-humanista. Além disso, a urgência em discutir os problemas ambientais impacta toda a sociedade, devendo despertar o interesse de qualquer cidadão do século XXI. Desta forma, a revista Ciências da Natureza é proposta com a missão de registrar o pensamento dos alunos ingressantes que cursam a disciplina CN. No seu volume desse ano, a temática selecionada foi “Mudanças climáticas”. O corpo editorial do volume 2007 da revista Ciências da Natureza é composto pelos cinco docentes que ministraram a disciplina CN. Cada docente foi responsável por organizar o trabalho de suas turmas, compilando os textos produzidos pelos alunos. Os textos produzidos pelos alunos foram organizados em seções, de acordo com o enfoque da discussão proposta pelos autores. Sete seções diferentes foram sugeridas para que a diversidade de interesses dos alunos pudesse ser contemplada da melhor maneira possível. 1

C N 2007 Seção 1. Mudanças climáticas e conseqüências ambientais Seção 2. Histórico das mudanças climáticas Seção 3. Mudanças climáticas e o desenvolvimento científico-tecnológico Seção 4. Mudanças climáticas e ações políticas no mundo globalizado Seção 5. Mudanças climáticas e possíveis soluções Seção 6. Mudanças climáticas e impactos econômicos Seção 7. Mudanças climáticas e reflexos na sociedade Avaliação por pares vivenciada durante a disciplina O s procedimentos utilizados na avaliação de trabalhos científicos foi incorporada na avaliação da disciplina: todos os textos produzidos pelos alunos foram submetidos à avaliação por pares no sistema duplo cego, recebendo dois pareceres independentes. Nesse processo, os alunos “autores” passaram a desempenhar o papel de “pareceristas”, elaborando um parecer circunstanciado sobre o texto produzido por outros alunos. Além de convidá-los a participar mais diretamente do processo avaliativo, os alunos envolvidos puderam vivenciar uma experiência comum àqueles que produzem conhecimento científico. Isso expõe de maneira muito intensa um dos mecanismos de funcionamento da ciência. O Ano Internacional do Planeta Terra O Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006, com o apoio de 191 países, para ser comemorado no triênio 2007 a 2009. O AIPT tem por objetivos gerais demonstrar o grande potencial das Ciências da Terra na construção de uma sociedade mais segura, sadia e sustentada, e encorajar essa mesma sociedade a aplicar esse potencial mais eficientemente em seu próprio benefício. As ações do AIPT, conforme o programa originalmente divulgado pela UNESCO, concentram-se em dois focos principais, Ciência e Divulgação, e as atividades relacionadas devem, além de atingir os principais objetivos propostos, levar a sociedade à reflexão sobre várias questões envolvendo riscos e recursos naturais, saúde em relação com o ambiente, além de vários outros aspectos que relacionam as Ciências da Terra e a Sociedade. Na EACH, o programa “AIPT na EACH” desenvolve e apóia várias atividades em 2008, inclusive a publicação desta revista. 2

C N 2007 Editorial As mudanças climáticas e a importância da disciplina CN O impacto da ação humana sobre os recursos naturais do planeta atingiu uma condição limite. Uma missão que está reservada aos cidadãos do século XXI é encontrar uma nova maneira de se relacionar com a natureza. O desenvolvimento sustentável é o conceito que sinaliza a preocupação com as futuras gerações e, por esse motivo, o desenvolvimento econômico deve considerar os possíveis desdobramentos ambientais. O documentário “Uma verdade inconveniente” foi lançado no Brasil durante a disciplina CN. Ele mostra o esforço de Al Gore, ex-presidente dos EUA, para mostrar a real dimensão das mudanças climáticas causadas pelo acúmulo de gás carbônico na atmosfera. As informações divulgadas por Al Gore colocaram em evidência esse grave problema ambiental e, juntamente com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), ele foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz desse ano. É dever de todos refletir sobre os impactos da ciência e da tecnologia sobre a sociedade e o ambiente. A revista Ciências da Natureza é o resultado dessa reflexão: os alunos das turmas 33, 34, 43 e 44 produziram os 82 textos que compõem esse fascículo. O material consolidado nessa publicação deve ser analisado a partir do ponto de vista didático, apresentando como características principais a valorização da produção intelectual dos alunos ingressantes, bem como a possibilidade de introduzir a análise por pares como estratégia de avaliação durante uma disciplina. Julgamentos sobre a qualidade dos textos e da precisão das informações apresentadas tornam-se menos importantes: cabe lembrar que os autores são recém-chegados ao ambiente acadêmico que, ao longo de 4 anos, dará conta de formá-los com conhecimentos específicos. Certamente, os textos produzidos por esses alunos “autores” no final da sua trajetória na graduação serão de qualidade superior aos aqui apresentados. De qualquer forma, vale a consolidação dos trabalhos dos alunos e fica o convite para a utilização do presente material como subsídio para as disciplinas que o acharem pertinente. Há, nesse documento, um registro d as concepções atuais dos alunos ingressantes de 2007 sobre o tema “Mudanças climáticas”. Boa leitura, Paulo R. M. Correia 3

C N 2007 Destaques Os melhores textos IPCC relata: Coca-Cola terá que procurar novo mascote Camila Vaccari a e Mariane Marcheti Gonçalves b a Aluna do curso de Gestão Ambiental. E- camila-vaccari@usp.br b Aluna do curso de Gestão Ambiental. E- mari.marcheti@usp.br Palavras-Chave: mudanças climáticas, impactos ambientais, aquecimento global. Q uem nunca simpatizou com o urso polar apresentado nas propagandas da Coca-Cola? A Organização Metereológica Mundial divulgou em fevereiro, o total desaparecimento do gelo no Ártico já a partir dos meses de verão em 2040. Já era previsto há 25 anos sobre essa drástica diminuição, o que não se imaginava é que seria tão dramática. Devido ao aumento da temperatura global a cobertura gelada do Ártico perdeu uma área equivalente a dois estados de Alagoas, em 2006. Como previsto, se houver a continuidade do degelo novas rotas marinhas nos mares do Norte surgirão, porém ameaçaria a existência dos ursos polares, sendo eles seres que dependem do gelo para viver. Nesses últimos tempos tem se alertado sobre os problemas ambientais causados pelas mudanças climáticas que são decorrentes do excesso de gases de efeito estufa emitidos na atmosfera. Este excesso impede que a radiação solar, que já atingiu a superfície da Terra e se transformou em calor, seja refletida novamente para o espaço havendo um aprisionamento deste calor na própria atmosfera elevando assim a sua temperatura. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), as mudanças climáticas podem ser decorrentes de um processo interno natural ou por forças externas, ou por persistentes interferências antropogênicas na composição da atmosfera ou uso da terra. Tais interferências como, o aumento progressivo do uso de combustíveis fósseis, mudanças no uso do solo e outras atividades, geram a emissão de gases de efeito estufa, contribuindo para o aumento de impactos ambientais. Muitos cientistas haviam alarmado aos órgãos governamentais que essas mudanças não eram fenômenos naturais e sim conseqüências de uma sociedade de consumo perdulário, que exauri os recursos naturais, representando assim um risco real ao colapso do meio ambiente. Segundo dados do Greenpeace, um aquecimento fora do normal nas águas do Atlântico Norte turbinou furacões em 2005 e causou a pior seca em décadas na Amazônia deixando comunidades sem água e sem comida. Houve um aumento de 300% nas queimadas no mês de setembro e as chuvas só retornaram em outubro. Meses depois, a Amazônia foi exposta ao outro extremo, chuvas muito intensas no começo de 2006 provocaram uma forte 4

enchente que invadiu a casa de milhares de ribeirinhos. Se o avanço da fronteira agrícola e da indústria madeireira for mantido nos níveis atuais, a cobertura florestal vai diminuir dos atuais 5,3 milhões de quilômetros quadrados (85% da área original) para 3,2 milhões de quilômetros quadrados (53% da cobertura vegetal) em 2050. Com o aumento das temperaturas na região o clima ficará mais seco, provocando a savanização da floresta. De acordo com o Quarto Relatório de Avaliação do Grupo de Trabalho II do IPCC, divulgado no dia 6 de abril de 2007, na Ásia projeta-se que o derretimento das geleiras no Himalaia aumente as inundações. A isso se seguirá a redução dos fluxos dos rios à medida que as geleiras diminuam. No sul da Europa, uma região já vulnerável à variabilidade climática, projeta-se que a mudança do clima piore as condições reduzindo a disponibilidade de água, o potencial de geração hidrelétrica, turismo no verão e a produtividade agrícola. Os alertas citados nos chamam a atenção para uma natureza eternamente insatisfeita com o descaso humano. O assunto é complexo e os desafios são enormes, mas vale a pena a mobilização para a mudança de hábitos e postura de todos, desde cidadãos até os órgãos intergovernamentais frente os problemas apresentados, com o objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida para essa e as futuras gerações. Para Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação de Programas Temáticos do WWF Brasil: “Vai sair muito mais caro reparar as conseqüências de tempestades, cheias e secas e os impactos econômicos das mudanças na agricultura que implementar medidas agora para estabilizar as mudanças climáticas”. Numa tentativa de sensibilização o Greenpeace iniciou a exibição de um anúncio de televisão que mostra como uma ursa e seus filhotes se afogam no mar, quando o gelo em que se apoiavam quebra e se desfaz. Será que a solução é procurar um novo mascote ou lutar pela perpetuação da espécie? Mudanças climáticas: ameaça alarmante Maíra Pereira da Cruz a e Patrícia Furlan Innocencio b a Aluna do curso de Gerontologia E- maira_pcruz@hotmail.com b Aluna do curso de Gerontologia E- patty_furlan@homail.com Palavras-Chave: aquecimento global, mudanças climáticas, conseqüências na saúde. O crescente aumento populacional e o avanço da tecnologia trouxeram ao homem benefícios que mais tarde seriam vistos como verdadeiros venenos ao mundo e quase indispensáveis aos nossos novos modos de vida; isto porque passado algum tempo do uso dessa tecnologia estamos sofrendo e ainda 5

sofreremos muito devido às conseqüências ambientais causadas por diversos motivos decorrentes do grande aumento populacional. Por exemplo, a enorme quantidade de lixo jogada muitas vezes no meio ambiente por nós, o enorme consumo de combustíveis e outros poluentes emitidos na atmosfera pela indústria, tudo isso está fazendo o planeta em que vivemos se transformar, sendo influenciado por esses diversos fatores de poluição ambiental. Um dos assuntos mais discutidos pela sua gravidade é o “aquecimento global”. Dentre as diversas conseqüências estão: derretimento de geleiras, aumento crescente da temperatura no planeta, queimadas, tempestades tropicais, entre outros fatores que afetam diretamente os seres vivos que se encontram no planeta Terra. Dia 06 de abril de 2007 foi advertido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que entre as conseqüências do aquecimento global estaria um aumento da má-nutrição e das doenças infecciosas e respiratórias que afetarão principalmente crianças. Além disso, a OMS prevê um aumento das mortes, doenças e feridos por conseqüência de fenômenos meteorológicos extremos, como inundações, tempestades e ondas de calor. A organização cita como “primeiro exemplo alarmante” a morte de 35 mil pessoas na Europa em decorrência da onda de calor de 2003.Também foram previstos doenças diarréicas e outras relacionadas à alimentação,além de cardiorespitatórias, decorrentes das crescentes concentrações do ozônio na atmosfera. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), além dos prejuízos causados ao homem, um terço das espécies animais estaria ameaçado de extinção caso a temperatura média global subir 1,5 graus Celsius acima dos níveis de 1990. Os problemas de saúde que o Brasil poderá enfrentar em conseqüência do aquecimento global não foram discutidos na segunda parte do relatório do IPCC, que diz não ser fruto de negligência, mas sim da falta de dados para serem analisados e falta de estudos brasileiros sobre esse tema. É importante que países do primeiro mundo tenham consciência do problema e diminuam sua grande emissão de gases poluentes e, além disso, se alerte diante das necessidades de países como o Brasil, que estão mais sujeitos e menos preparados para as conseqüências das mudanças climáticas. 6

Parar custa pouco, não parar custará nossas vidas Isis Pereira Carrasco e Nicolly Ferreira Lima a Aluna do curso de Lazer e Turismo E- Isis_chi01@hotmail.com b Aluna do curso de Lazer e Turismo E- Nicolly@usp.br Palavras-Chave: política, crise climática, Protocolo de Kyoto mundo tem a tecnologia e o dinheiro necessário para frear as O mudanças climáticas, mas precisa do compromisso político entre os governos para evitar catástrofe. Esta é uma das principais mensagens do próximo relatório do Painel Intergovernamental de mudanças climáticas (IPCC). Dentre os tipos de mudanças climáticas existem as naturais e as causadas pelo ser humano. Essas podem acarretar grandes impactos em todo o ecossistema terrestre e precisam ser amenizadas com urgência. Para isso é necessário a contribuição de toda a sociedade e governos mundiais, já que este problema é de todos. Porém o principal fator que impede a implantação de medidas para mudanças é a política, a mesma que controla investimentos, quantidade de poluentes emitidos pelas indústrias e decisões como participar ou não de acordos por melhorias. Dados comprovam que para implementar uma estratégia que reduziria as causas das alterações climáticas custaria menos de 2% do PIB mundial nas próximas duas décadas, ou seja, US$ 892 bilhões. Mas infelizmente os chefes de estado não estão dispostos a ceder parte de seu Produto Interno Bruto, e os países mais pobres não teriam condições de fazer isso. Mesmo levando-se em conta que as mudanças climáticas são um dos maiores problemas mundiais e que causarão sérios danos em todos os países. Diminuir a emissão de gases poluentes é essencial para a diminuição dos efeitos das alterações climáticas. A utilização de recursos renováveis como o etanol, também é necessária e esta depende das políticas internas que visem iniciativas e medidas com o objetivo de diminuir a emissão de gases poluentes e desenvolver novas tecnologias de recursos renováveis. O primeiro tratado global sobre meio ambiente foi o Protocolo de Kyoto. Este é um acordo internacional que estabelece metas de redução de gases poluentes para os países industrializados. Até 2012 esses países terão que diminuir sua emissão de dióxido de carbono em pelo menos 5%. O protocolo está em vigor desde 2005 e foi ratificado por 161 países. Mas infelizmente um dos principais emissores de gases poluentes, Estados Unidos da América, não aderiu ao acordo, além disso, outros países como Canadá e Austrália também não aderiram, o que compromete significativamente sua 7

eficácia. O EUA (Estados Unidos da América) que está em primeiro lugar nos índices de poluição global, sendo responsável por cerca de 25% das descargas de substâncias tóxicas. Porém todas essas medidas não estão sendo suficientes e o Protocolo de Kyoto é apenas o primeiro passo para a diminuição da emissão de poluentes, pois cientistas consideram que a redução dos gases teria que ser de 50% até 2050. Todos, principalmente os governantes, precisam se conscientizar que este é um problema muito sério e global, que irá afetar drasticamente todos os países. Só assim, por meio de políticas de conscientização ou mesmo punindo as grandes fabricas que ultrapassarem uma quantidade de poluentes pré- determinada. É preciso parar de pensar apenas no lucro imediato e começar a pensar nas conseqüências que isso causará no futuro. Mudanças climáticas e conseqüências ambientais Débora Louise da Silveira Camargo a e Paula Zimbers Yunesb a Aluna do curso de Marketing. E- debora_louise@hotmail.com b Aluna do curso de Marketing. E- paulayuhuu@hotmail.com Palavras-Chave: mudanças climáticas, conseqüências ambientais, evolução tecnológica. esde os primórdios o homem usufrui da natureza , sempre D utilizando seus recursos para sua própria sobrevivência , mais essa exploração não é inócua. Depois da revolução industrial, ocorrida em meados do século XVIII, a emissão de gases efeito estufa (os GEE, dióxido de carbono, gás metano, e oxido nitroso) associado ao vapor d’água intensificou o efeito estufa. O fenômeno do efeito estufa é responsável por regular a temperatura da Terra. Sem ele seria inviável o desenvolvimento de organismos complexos em nosso planeta. O problema é que, ao lançar muitos GEE na atmosfera, a biosfera se torna cada vez mais quente, podendo levar a extinção da vida terrestre. O ser humano e seu afã de sempre querer mais e mais, tem a comum atitude de se colocar acima de qualquer possível dano ao ambiente. Ao ignorar as necessidades de seu habitat, o homem põe em risco a própria existência. Atualmente as ameaças estão vindo á tona, como uma manifestação do planeta em relação á humanidade. O pesquisador britânico James E. Lovelock sustenta a hipótese de que a terra seja um ser vivo, o qual ele denominou Gaya. Segundo ele, por ser um organismo, apresenta patologias que devem ser cuidadosamente tratadas, e enfatiza que é o homem o agente causador da 8

maioria de suas doenças. Como exemplo, cabe salientar as seguintes: aumento da temperatura da terra; derretimento das geleiras e calotas polares; elevação do nível dos oceanos; perda da biodiversidade; aumento da incidência de doenças transmitidas por mosquitos e outros vetores; intensificação de fenômenos extremos (secas, enchentes, furacões...); desertificação; aumento de fluxos migratórios. Hoje já podemos notar algumas dessas conseqüências. No ártico a temperatura elevou-se em 5ºC apenas no ultimo século. Mais recentemente, as geleiras perderam cerca de 3% de seu volume a cada década. E há previsões que daqui á 80 anos não mais haja gelo no verão ártico, o que resultara na extinção dos ursos polares, conforme disseram cientistas Enéas Salati, Ângela A. dos Santos, Carlos Nobre. Outro possível desastre ecológico é o desaparecimento de parte da maior reserva biológica virgem do mundo, a floresta amazônica. Além de as queimadas da floresta aumentar a liberação dos GEE na atmosfera, ainda perde-se área de absorção de carbono que é feita pela fotossíntese, e o terreno queimado fica pobre em nutrientes essenciais, tornando-se um solo infértil, dando margem assim a desertificação da Amazônia. No mês de abril, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, afirmou que é preciso uma ação conjunta entre todos os países do mundo para amenizar os danos causados pelas mudanças climáticas. “Se reduzirmos 100% de nossas emissões de gás carbônico e os países ricos não reduzirem 80% dos deles, seremos afetados igualmente e a Amazônia virara savana do mesmo jeito” disse ela numa palestra na fundação Osvaldo Cruz. Portanto, depois de tantos anos explorando a natureza de forma incalculável, nos deparamos com uma situação critica, diante da qual o mínimo a fazer é frear a emissão dos GEE, tão intensificados após a revolução industrial. Muitas medidas vêm sendo estudadas por cientistas, como o aumento da participação do uso de energias renováveis, através de programas de incentivo como o Proálcool do governo brasileiro; a descarbonalização da matriz energética mundial; a adesão mundial as medidas propostas pelo protocolo de Kyoto. O protocolo de Kyoto é o mais ambicioso dos projetos governamentais que tratam do meio ambiente. Nele há um programa de metas que propõe aos países desenvolvidos uma redução de 5,2% na emissão de GEE em relação à emissão em 1990. Medidas que parecem simples, mas são de difícil adesão por parte desses países desenvolvidos, uma vez que demandam de burocracia e fortes impactos socioeconômicos. Com tudo isso, percebemos que será muito mais caro e trabalhoso reparar as conseqüências das mudanças climáticas do que implementar medidas que a estabilizem, conforme disse Carlos Alberto M. Sacaramizza. Agora que os danos já foram causados é preciso que haja uma cooperação entre política, economia e sociedade de uma maneira global, só assim conquistaremos resultados concretos e satisfatórios. 9

C N 2007 Seção I Mudanças climáticas e conseqüências ambientais Conscientização é a chave para o nosso planeta Nayara Ruiz Cintra a e Catarina Fonseca dos Santos b a Aluna do curso de Obstetrícia. E- nayararcintra@usp.br b Aluna do curso de Ciências da Atividade Física. E- catarinaf@usp.br Palavras-Chave: efeito estufa, aquecimento global, meio ambiente. esde a Revolução Industrial podemos perceber que nosso planeta vem D passando por grandes mudanças climáticas. Essas mudanças deixaram de ser apenas conseqüências naturais e agora são cada vez mais resultado da interferência do homem. A constante utilização de combustíveis fósseis faz com que o efeito estufa seja potencializado. O efeito estufa nada mais é do que a forma que a Terra encontrou de se manter aquecida e propícia à vida. Com a proteção de uma barreira de gases, como o dióxido de carbono, metano e ozônio. Porém somada com os gases poluentes (metano e clorofluorcarbonetos) essa concentração provoca um aquecimento exagerado, o aquecimento global. A evolução científico-tecnológica mudou o perfil da sociedade. Tivemos um grande crescimento econômico, demográfico, urbano e também avanços na agricultura. Exigiu-se assim um consumo elevado das energias não-renováveis, mas não houve junto com essas transformações a conscientização sobre possíveis conseqüências no futuro. Com o efeito estufa impedindo a irradiação da energia, da Terra para o espaço, ocasionam-se também, drásticas mudanças climáticas que mostram suas conseqüências no meio ambiente, como as chuvas torrenciais, alteração nas estações do ano, aquecimento dos oceanos e o comprometimento do ecossistema marinho, epidemias de doenças tropicais e até mesmo desaparecimento de países insulares. Para reduzir este impacto negativo ao meio ambiente, iniciativas devem ser tomadas a fim de mudar o comportamento do homem para com a natureza, deixando claro que a situação com o ambiente, de maneira consciente, é imprescindível para a existência da humanidade. 10

Alterações Climáticas: Conseqüências Ambientais Larissa Corat Fernandes a e Renata Biscuola de Sordi b a Aluna do curso de Ciências da Atividade Física. E- larissacorat@usp.br b Aluna do curso de Tecnologia Têxtil e da Indumentária. E- redesordi@usp.br Palavras-Chave: mudanças climáticas, desequilíbrio ambiental, efeito estufa. tema Mudanças Climáticas tem sido muito discutido na mídia O atualmente, pois a população mundial nunca havia sofrido tanto devido às alterações climáticas. Diversos fatores fizeram com que a temperatura do planeta sofresse tamanha alteração. É na atmosfera do planeta que ocorrem as mudanças climáticas que são influenciadas pelo efeito estufa, sendo essencial para a vida na terra. Pois, é com o efeito estufa que uma parcela dos raios infravermelhos refletidos pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como conseqüência disso, a temperatura da Terra fica contida e não é solta no espaço permanecendo maior do que seria na ausência desses gases. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância, pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir. Houve um aumento na poluição do ar, causado pela explosão demográfica ocorrida nas ultimas décadas, houve também a degradação do meio ambiente, afetando assim a qualidade de vida da população, o equilíbrio ecológico e a diversidade biológica. Essa poluição do ar é causada pela queima de combustíveis para a produção de energia, e acarreta na liberação de dióxido de carbono na atmosfera, alterando a composição atmosférica de forma prejudicial. O excesso dessa emissão de gases poluentes gera diversas alterações climáticas globais e intensifica o efeito estufa. A intensificação do efeito estufa causa o aquecimento global que é um dos maiores responsáveis pelo desgelo das calotas polares, afeta a saúde humana, aumentando assim os casos de doenças e mortes devido a problemas respiratórios e as catástrofes causadas pelas mudanças climáticas. Talvez a população não se de conta das conseqüências desse fato, o desgelo faz com que ocorra um aumento no nível do oceano que, por sua vez, pode acarretar numa futura submersão de cidades litorâneas. A chuva ácida também é uma conseqüência da poluição atmosférica que possui grande relevância. Com a acidificação do ar pelo efeito estufa, ocorre uma modificação na composição da chuva, que se torna ácida, diminuindo a produtividade das florestas, da pesca e do cultivo em geral. 11

As mudanças climáticas sempre ocorreram, porém com o aumento do uso de tecnologias e combustíveis fósseis, essas mudanças têm se intensificado de maneira assustadora. Se as alterações climáticas continuarem se intensificando existirá um desequilíbrio ambiental que afetará seriamente a biodiversidade do planeta, é possível que a Terra se torne um planeta sem as condições necessárias para a vida. Esse tema tem importância fundamental na vida de todos.Por esse motivo deve ser a cada dia mais abordado seriamente não apenas pela mídia, mas sim por toda a população. Afinal é a vida do nosso planeta que está em risco. Conseqüências ambientais: natureza versus economia Ana Clara da Conceição Soares Almeida a e Raira Cordeiro de Souza b a Aluna do Curso Bacharelado em Tecnologia Têxtil e da Indumentária. E- anainvogue@usp.br b Aluna do Curso Bacharelado em Tecnologia Têxtil e da Indumentária. E- raira.souza@usp.br Palavras-Chave: variação climática, IPCC, conseqüências globais. O clima da Terra esteve variando entre o aquecimento e resfriamento no decorrer dos tempos. No entanto esta variação tem se acelerado e uma possível causa para tais mudanças climáticas ocorrerem é o aquecimento global seguido de inúmeras conseqüências ambientais. Segundo Richard B. Alley, professor de Geociências da Universidade do Estado da Pensilvânia dos Estados Unidos: “É possível que os cientistas nunca tivessem verificado para valer a capacidade de variação do clima terrestre senão fosse por algumas amostras de gelo, extraídas no começo da década de 1990 das calotas glaciais da Groenlândia . Esses cilindros colossais preservam um conjunto claro de registros climáticos que engloba 110 mil anos. A composição do gelo, por si só, revela a temperatura em que ele se formou.” O citado aquecimento global é resultado do excesso de lançamentos de gases estufas na atmosfera como dióxido de carbono (CO2) e gás metano (CH4) sendo o efeito estufa dentro de uma determinada faixa de vital importância, já que ele é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Todavia o agravamento do efeito estufa tem tornado a Terra cada vez mais quente. Este agravamento vem do passado devido às interferências antropogênicas, principalmente do século XVIII na chamada Revolução Industrial. Já que a 12

energia utilizada nas indústrias era adquirida através da queima do carvão e posteriormente do petróleo, liberando gases estufas para atmosfera. O primeiro cientista a indicar que gases na atmosfera poderiam contribuir para o aumento da temperatura superficial terrestre foi o físico matemático Jean Baptiste Fourier, em ensaio publicado em 1827. Depois no século XX representantes de quase todos os países do mundo preocupados com as conseqüências das mudanças climáticas organizaram encontros como, por exemplo, a ECO-92 no Rio de Janeiro na qual foram elaboradas três convenções (Biodiversidade, Desertificação e Mudanças Climáticas), uma declaração de princípios e a Agenda 21 (base para que cada país elabore seu plano de preservação do meio ambiente) e mais tarde um encontro em Kyoto, no Japão, formulando o Protocolo de Kyoto, que visa a redução de gases poluentes. As conseqüências ambientais causadas pelo aquecimento global anunciadas pelos relatórios divulgados pelo IPCC ( Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) - órgão ligado às Nações Unidas- prevêem o derretimento das calotas polares e da geleiras, conseqüentemente aumentando o nível dos oceanos, submergindo ilhas e amplas áreas litorâneas densamente povoadas; a desertificação nas áreas tropicais e subtropicais; proliferação de insetos nocivos à saúde humana e animal; destruição de habitats naturais provocando o desaparecimento de espécies vegetais e animais; multiplicam-se as secas, inundações, furacões, ondas de calor, tempestades tropicais e nevascas. Para o Brasil as previsões são que na região Amazônica, por exemplo, as pessoas podem ser afetadas por temperatura mais altas no verão em algumas regiões, por aumento na freqüência de secas severas como a de 2005 e pela transformação da floresta em uma vegetação muita mais aberta parecida com o cerrado, especialmente na região leste. No Nordeste brasileiro, as temperaturas vão subir ainda mais, passando de uma região semi-árida para árida e comprometendo a recarga dos lençóis freáticos. No Sudeste, a precipitação vai aumentar com o impacto direto na agricultura nas inundações e deslizamentos de terra. Cenários projetados há duas décadas pelos relatórios do IPCC alertam para os riscos do aquecimento global e sugerem que é decisiva a contribuição humana nas alterações do sistema climático do planeta. Mesmo diante das conseqüências ambientais já em ocorrência no planeta, países como: os Estados Unidos, a China e a Rússia que são os maiores poluidores resistem em aceitar metas definidas de redução nas emissões dos gases que provocam o efeito estufa, sob a alegação de que prejudicaria suas economias. Para solucionar o problema das emissões pode ser utilizado medidas simples,ou seja, não é preciso uma nova tecnologia, basta utilizar as energias alternativas (solar, eólica, biomassa, entre outras). 13

Mudanças climáticas em um mundo vulnerável Mariana Almeida Perez Aluna do curso de Ciências da atividade física. E- almeidaperez@usp.br Palavras-Chave: planeta terra, conseqüências trágicas, efeito estufa. s mudanças climáticas, resultantes da ação do homem, são A em 2005. comentadas com grande freqüência na mídia, por conta de suas drásticas conseqüências, como por exemplo o Ciclone Catarina que atingiu o litoral gaúcho e catarinense em 2004 e a seca da Amazônia Antes de qualquer coisa, é preciso demonstrar as causas dessas mudanças climáticas como, por exemplo, definir o efeito estufa – fenômeno natural que mantém a Terra aquecida possibilitando a vida terrestre, porém o lançamento excessivo dos gases causadores do efeito estufa, dentre eles o dióxido de carbono e o metano, formam uma espessa camada na atmosfera, tornando assim o planeta cada vez mais quente e não permitindo a saída de radiação solar. Esses gases são lançados por diversas maneiras, das quais se destacam: a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. As conseqüências dessas mudanças climáticas são várias e algumas delas já podem ser observadas como, por exemplo: furacões, tempestades tropicais, ondas de calor e de frio, inundações, seca, deslizamento de terra, aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta. No Brasil, segundo dados do Greenpeace, 75% das emissões são provenientes do desmatamento de florestas, tornando assim o país o quarto maior emissor de gases estufa do planeta. A Amazônia é uma das regiões brasileiras que mais sofrem com essas mudanças, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um aumento na temperatura média global de 3º C pode representar um aumento de 8º C na região amazônica. Devido ao fato de os gases causadores do efeito estufa permanecerem na atmosfera por muitas décadas depois que são emitidos, não é possível acabar com as mudanças climáticas em curto prazo, por isso as medidas a serem tomadas agora são no sentido de diminuir os impactos dessas mudanças, como por exemplo, a diminuição do desmatamento, o incentivo do uso de energias renováveis, reciclagem de materiais e prioridade para o uso de transporte coletivo. 14

Ação e Reação: Homem e Natureza Natalia Mendes Schöwe.a e Ranyélle Alves Rodrigues.b a Aluna do curso de Gerontologia. E- na_schowe@hotmail.com b Aluna do curso de Gerontologia. E- ranyrodrigues@usp.br Palavras-Chave: efeito estufa, aquecimento global, impactos ambientais. esde sua formação, a Terra sempre passou por constantes variações D de temperatura, tanto aquecimento como glaciação, causadas naturalmente. Porém, com a Revolução Industrial e os avanços tecnológicos, a situação passou a ser diferente: com o acúmulo de gases poluentes na atmosfera, as mudanças na temperatura passaram a ocorrer mais rapidamente. Isso acontece devido à intensificação do efeito estufa. Tal fenômeno ocorre por causa da presença natural de alguns gases, como o CO2 (Dióxido de Carbono), CH4 (Metano) e vapor de água (H2O), na atmosfera que retêm parte do calor do Sol. Devido à larga utilização de combustíveis fósseis, queimadas, entre outros, a quantidade de calor aprisionado na atmosfera tem aumentado muito, intensificando o fenômeno. Essa intensificação é uma das principais causas das mudanças climáticas pela qual o planeta está passando, que é caracterizado pelo aquecimento global e suas conseqüências. Entre essas conseqüências estão os impactos ambientais que serão sentidos antes do final do século, se nenhuma providência for tomada. Um desses impactos é o aumento da temperatura dos oceanos e o derretimento das geleiras polares, que causarão a elevação do nível do mar e conseqüente invasão da água salina em áreas mais baixas. Com isso, a sociedade sentirá “mais de perto” as conseqüências da mudança climática, uma vez que o saneamento e a agricultura serão afetados. Além disso, o aquecimento global pode influenciar no regime das chuvas, que poderá ficar ainda mais irregular: as precipitações serão mais abundantes nas regiões temperadas e frias, enquanto que nas regiões tropicais e subtropicais, a incidência de chuvas poderá ser reduzida, fazendo com que haja grandes enchentes em algumas áreas e secas prolongadas em outras. Essa diferença o Brasil já pôde sentir. Em 2005, a Amazônia passou por uma seca jamais vista, sem falar no furacão Catarina que atingiu a costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul em 2004, um evento natural que em outras épocas jamais seria cogitado. Não podemos deixar de citar o estrago na biodiversidade do planeta que o aquecimento global pode causar. Muitos animais podem ser extintos, entre eles os anfíbios, que estão entre os vertebrados de melhor adaptação do planeta. Entretanto, a adaptação, hoje em dia, é mais difícil para esses animais: eles 15

estão perdendo o habitat, a água – que é o meio no qual eles se reproduzem – está poluída e eles estão mais expostos a luz ultravioleta, que provoca mutações e altera o sistema imunológico das espécies. Não só os anfíbios, mais qualquer outra espécie, são importantes porque fazem parte de uma cadeia alimentar que, se for alterada, desregulará o processo de equilíbrio ecológico. Esses foram poucos exemplos que mostram o perigo que uma mudança climática representa. Existem outros pontos que podem ter grandes conseqüências, e não apenas o meio ambiente. Portanto, é muito importante que as mudanças climáticas sejam um assunto amplamente divulgado e refletido, uma vez que a estabilização desse quadro é ainda possível e necessário para a manutenção e prevenção da vida na Terra. Esse quadro pode ser revertido através de ações políticas mundiais e com a participação de toda a sociedade através de mudanças de hábitos e práticas simples, como a economia de energia e água, preservação de áreas verdes, não poluição de rios e ruas. Aquecimento Global: Conseqüências são Drásticas Alexandre Luiz Senra Antonini. .a e Bruno Cantelli Carossi.b a Aluno do curso de Ciências da Atividade Física E- alexandreantonini@hotmail.com. b Aluno do curso de Ciências da Atividade Física E- brunocantelli@yahoo.com.br Palavras-Chave: conseqüências ambientais, aquecimento global, mudanças climáticas. onforme relatório produzido pelo Grupo de Estudos e Mudanças C Climáticas da ONU, afirma que o Aquecimento Global deve durar centenas de anos e que a mais de 90% de chance de que o aumento da temperatura do planeta tenha sido causado pelo homem, devido ao modelo de desenvolvimento baseado na queima progressiva de combustíveis fósseis, e na conseqüente emissão de gases que agravam o efeito estufa. O documento projeta que até o ano de 2100 a temperatura média do planeta deve aumentar até cinco graus, e que estas mudanças devem causar ondas de calor, inundações, secas e tempestades tropicais cada vez mais freqüentes e intensas, o relatório reforça a noção de que o Aquecimento Global é muito prejudicial ao planeta. 16

Evitar este super aquecimento, será provavelmente o desafio científico e técnico mais formidável que a humanidade já enfrentou. Sendo os principais males do Aquecimento Global os combustíveis fósseis, além da atividade agropecuária, que derruba florestas e emite o gás metano e óxido nitroso, contribuindo para a destruição do planeta como nós o conhecemos, e a criação de outro, em transformação para pior. Um dos efeitos desse aquecimento pode ser a extinção do urso polar até o fim do século, porque o seu habitat, a camada de gelo do Pólo Norte irá desaparecer nos verões, a Terra estará três graus mais quente em média, mas o aquecimento pode ser maior de cinco graus dependendo de como a humanidade tratará o problema. Esse degelo causará em todos os continentes um aumento do nível do mar que engolirá calçadões da orla, ameaçando casa e prédios a beira mar. Se o ar poluído já faz parte da rotina nas cidades chinesas, o inverno com temperaturas bem acima de zero graus, chama a atenção. O país que em 2009 deve se tornar o maior poluidor do planeta, depende do carvão para gerar 85% da energia que toca seu crescimento econômico e acelera o degelo do Himalaia que agravará ainda mais a falta de água na China. A falta de água pode atingir bilhões de pessoas, o mundo vai conhecer um novo tipo de refugiados, os refugiados do clima que não conseguem mais viver em suas terras de origem. Enquanto isso, na Austrália, águas mais quentes já matam os corais de sua grande barreira de recifes, fonte de um ecossistema inteiro e de uma renda preciosa em turismo para o país; É o começo de uma mudança massiva no clima do planeta e de todas as transformações que isso trás. Conter o aumento do calor, no entanto, dependerá de programas agressivos de eficiência energética instituídos pelos governos, além da mudança de comportamento de cidadãos do mundo todo. O Aquecimento Global não é apenas um problema ambiental com reflexos na economia e na qualidade de vida, é também um problema ético se sabemos quais são as causas da elevação da temperatura no planeta, e se isso diz respeito às escolhas que fazemos no cotidiano, insistir no erro significa desprezar a vida e ignorar a chance que ainda temos de corrigir o rumo. 17

Conseqüências Ambientais – Uma Difícil Escolha: Egocentrismo ou respeito ao próximo? Caroline Taeko Yoshikawa a e Nataly Cristina Reis Uzelin b a Aluna do curso de Lazer e Turismo. E- carolyoshikawa@usp.br b Aluna do curso de Obstetrícia. E- natalyuzelin@usp.br Palavras-Chave: mudanças climáticas, conseqüências ambientais, efeitos globais. m assunto muito discutido nos dias de hoje é o aquecimento global e U as mudanças climáticas por ele geradas. Diante de dados científicos levantados no decorrer dos últimos anos, é de se esperar não apenas uma sensibilização, mas também alguma iniciativa e movimentação por parte de todos, a fim de reverter essa situação que tanto assombra o futuro do planeta. Cientistas do mundo inteiro se unem com o propósito de intensificar os estudos e mobilizar ao máximo as possíveis soluções para esse problema. Frente a essas circunstâncias, a intenção desse artigo é mostrar os efeitos e danos causados no ambiente por parte da sociedade e, dessa forma, estimular a uma reflexão. O aquecimento global é um fenômeno reconhecido e incontestável, frente às inúmeras evidências que apontam a essa conclusão. Essas evidências podem ser identificadas pelas diversas alterações ambientais ocorridas no decorrer dos anos. É visível que o aquecimento global tem influenciado as alterações do regime de chuvas e secas, afetando plantações e florestas. Devido a tais modificações, tem-se como conseqüência a escassez de alimento, que por sua vez elevam os índices de mortalidade relacionada à fome. O índice de mortalidade é acentuado por ocasião de ondas de calor. Segundo dados levantados por Bueno (2005), o aquecimento global é responsável por 150 mil mortes em cada ano em todo o mundo. Só no ano de 2004, uma onda de calor que atingiu a Europa no verão, matou pelo menos 20 mil pessoas. Os paises tropicais e pobres são os mais vulneráveis a tal efeito. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que para o ano de 2030 as alterações climáticas poderão causar 300 mil mortes por ano. Atualmente, pesquisas realizadas na Nasa mostram que a temperatura média do planeta já subiu 0,18ºC desde o início do século. Por ocasião dessa elevação de temperatura foi possível notar um agravamento no derretimento das geleiras, ação presente não apenas no Pólo Norte e Sul, sendo também 18

verificada em vários continentes, nos Andes, nos Alpes e nos EUA. Este fato está intrinsecamente ligado ao aumento do nível das águas dos mares e oceanos, fato já observado e comprovado com a constatação de que as áreas litorâneas dos continentes estão sofrendo uma inundação gradativa. As pesquisas realizadas pela IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Chance) afirmam que ocorrerá um aumento de 10 a 20 cm no nível médio global dos oceanos no século XX. É possível ainda associar as mudanças climáticas nas alterações da biodiversidade, considerando-se que elas são as principais responsáveis pela extinção de espécies da fauna e da flora. De acordo com os modelos climáticos, no ano de 2080 não haverá mais gelo durante toda a estação de verão, o que provocará a extinção dos ursos polares. Ainda sendo prevista uma significativa diminuição da quantidade de peixes devido ao aumento da temperatura das águas afetando, dessa forma, o equilíbrio da cadeia alimentar. Hoje já se pode conferir o declínio de anfíbios por todo o mundo e o branqueamento dos recifes de corais, indicando a sua morte. Outro indício de mudanças climáticas pode ser exemplificado com os desastres naturais decorrentes do aumento da freqüência e/ou da intensidade dos eventos meteorológicos extremos (rigorosas tempestades, ondas de calor, secas prolongadas

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