Rega.culturas.horticolas.algarve

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Published on February 18, 2014

Author: armindorosa

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Compilação de elementos para estimar a e rega e os ciclos culturais de algumas culturas hortícolas na região do Algarve

Contributo para estimar as necessidades hídricas e ciclos culturais de diferentes culturas hortícolas na região do Algarve Actualmente, utilizando a metodologia adequada, é possível determinar, com elevado rigor, a quantidade de água a aplicar à maioria das culturas efectuadas na nossa região, nomeadamente hortícolas e fruteiras. Todavia em muitas situações nem sempre é possível, em tempo útil, obter a informação meteorológica e agronómica indispensável à elaboração desses cálculos. Outra condicionante reside no facto dos agricultores e técnicos nem sempre dominarem com precisão as matérias em apreço. Nestas condições a água a aplicar, com alguma frequência, tem como base a experiência ou sensibilidade de cada um, situação que em muitos casos resulta numa rega pouco rigorosa, onerando os resultados finais da exploração, e com resultados negativos para a cultura e o meio ambiente. No Centro de Experimentação Horto-Frutícola do Patacão (CEHFP), deste a década de 80, decorreram ensaios de culturas hortícolas, com base nos quais foi possível recolher numerosa informação que pode ser um valioso contributo para a condução da rega, bem para estimar os ciclos culturais, das culturas realizadas. Assim recorrendo a algumas simplificações, mas tendo por base os numerosos ensaios realizados, na ausência de outros elementos, o presente artigo tem como objectivo, possibilitar uma estimativa mais rigorosa e aproximada da quantidade de água a aplicar às culturas, da frequência das regas e da definição do ciclo cultural. Quantidade de água a aplicar à cultura A partir dos valores da evaporação obtidos numa tina de classe A é possível estimar a quantidade de água a aplicar às diferentes culturas. Primeiro, com os dados da evaporação é feita uma estimativa da evapotranspiração de referência (Eto), que se obtém com base na seguinte relação: Eto = Epan • Kp Eto - Representa a evapotranspiração de uma cultura de gramíneas verdes de altura uniforme, (8 a 15 cm) com crescimento activo cobrindo um solo bem abastecido de água. Em mm/dia ou mm/período. Epan - Evaporação na tina de classe A. Representa a perda de água por evaporação na superfície de uma tina, em mm/dia ou mm/período Kp - Coeficiente especifico relativo à tina de classe A. Representa a relação entre a evapotranspiração da cultura de referência (Eto) e a perda de água por evaporação na superfície de água livre de uma tina. Os valores deste coeficiente variam com a extensão e o estado da vegetação que cobre o solo em redor da tina, assim como com as condições de humidade e de vento. Pode variar entre 0.55 e 0.85. A partir do início do Projecto Luso-Alemão de Horticultura (1981/87) iniciaram-se registos dos valores da Evaporação numa tina classe A, instalada ao ar livre, no posto meteorológico do CEHFP - Faro. Aí verificámos que, nas nossas condições, os valores do coeficiente Kp variavam de 0.65 a 0.85, sendo os valores mais baixos registados na Primavera/Verão e os mais elevados no Outono/Inverno. A rega é depois estimada aplicando a fórmula: • Etc = Eto * Kc 1

Etc - Evapotranspiração da cultura. Este valor representa a quantidade de água a aplicar à cultura. Neste valor incluem-se a perda de água devida à transpiração da cultura, mais a evaporação do solo e da superfície húmida da vegetação. Kc - Coeficiente cultural. Representa a relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração da cultura de referência, Eto, quando ambas se encontram em espaços amplos, em condições de crescimento óptimas. Este valor é função da espécie cultivada e do seu estado de desenvolvimento, apresentando geralmente valores inferiores a 1. Os valores de Kc são determinados experimentalmente e vêm publicados em diversa documentação, com destaque para as publicações de Doorenbos & Pruitt (1976) e de Doorenbos & Kassam (1979). Todavia, a sua aplicação directa nem sempre é aconselhável, uma vez que foram estudados em condições por vezes muito diferentes daquelas em que vão ser utilizados. Por isso é recomendável, sempre que possível, que se façam estudos de maneira a adapta-los às condições locais. Quer na rega gota a gota quer na rega por microaspersão, a área de solo molhado é claramente menor do que pelos métodos clássicos (alagamento, aspersão etc.). Assim, na prática, a evapotranspiração é menor quando se utilizam técnicas de microirrigação. Nestas condições os valores de Etc não vão além de 70 a 90 % dos valores normalmente aceites. Esta diminuição de Etc é tanto maior quanto menor for a densidade dos distribuidores de água e humidificação do solo em superfície. Actualmente, principalmente nas culturas em estufa, utiliza-se também a cobertura do solo com plástico ("paillage") o que condiciona igualmente a evaporação à superfície e a humidade do solo. Tendo em conta estes factores, Veschambre & Vaysse (1980) indicam alguns coeficientes, que se introduzem na fórmula de cálculo, com a finalidade de corrigir a dotação de rega a aplicar às plantas tendo em conta esta poupança de água e que, com carácter orientativo, se referem no quadro. Valores do coeficiente de poupança de água (p) Tipo de cultura / sistema de rega Micro aspersores Pomares clássicos com gotejadores (1500-2000 gotejadores / ha) Pomares de alta densidade com gotejadores (>2500 gotejadores / ha) Tomate em estufa regado gota a gota Tomate, beringela, pimento com solo nu ao ar livre (gota a gota) Morangos, pimentos, melão com “paillage” plástica e gota a gota Citrinos (p) 0,90 0,80 0,90 0,75 0,85 0,70 0,70 2

Assim, se a cultura a regar utiliza um sistema de rega localizada, será recomendável introduzir na fórmula de cálculo este coeficiente (p), resultando então a seguinte equação: Etc = Epan * Kp* Kc * p (mm = l/m2) ⇒ REGA p - Coeficiente de poupança de água(0.7 a 0.9). Este valor está ligado à prática da rega localizada, que provoca uma diminuição na evapotranspiração da cultura. Exemplo dos cálculos a efectuar tomando como referência uma cultura de Tomate: Valores de Kc (Coeficiente Cultural) para o TOMATE Ciclo vegetativo do Tomate Kc 1ª Fase Da plantação à floração do 1º cacho 0.50 2ª Fase Da floração 1º cacho à floração do 3º 0.65 cacho 3ª Fase Da floração 3º cacho à floração do 4º cacho 0.80 4ª Fase Da floração do 4º cacho até meio das 1.00 colheitas 5ª Fase Do meio das colheitas até ao final das 0.80 colheitas Cultura Tomate Fase do ciclo vegetativo 2ª Fase (Maio) Kc = 0,65 Epan = 5 mm/dia Kp = 0.85 (Valor estimado) p = 0.80 (Valor estimado) Rega = Epan • Kp • Kc • p Rega = 5 • 0.85 • 0.65 • 0.8 Rega = 2.21 l/m2/dia 3

SIMPLIFICAÇÃO DA FÓRMULA Exemplo com a cultura de Tomate ao Ar Livre Neste caso vamos partir do princípio que Kp e p têm valores fixos ao longo do ciclo cultural. Kp = 0.85 Kp • p = 0.85 • 0.80 = 0.68 p = 0.80 Depois calculamos um novo valor para Kc, a que iremos chamar Kc1 simplificado e que será: Kc • (Kp • p) = Kc1 1ª Fase 0.50 • 0.68 = 0.35 2ª Fase 0.65 • 0.68 = 0.45 3ª Fase 0.80 • 0.68 = 0.55 4ª Fase 1.00 • 0.68 = 0.70 5ª Fase 0.80 • 0.68 = 0.55 Fases do ciclo cultural A fórmula simplificada será então: REGA = Etc REGA = Epan • Kc (já corrigido) 4

No caso da cultura em estufa verificámos que a evapotranspiração é menor em relação ao ar livre, representando cerca de 70%. Então, o Kc1 corrigido, para a estufa, será: Kc corrigido Fases do ciclo cultural Kc • 0.7 = Kc1 1ª Fase 0.35 • 0.7 = 0.25 2ª Fase 0.45 • 0.7 = 0.30 3ª Fase 0.55 • 0.7 = 0.40 4ª Fase 0.70 • 0.7 = 0.50 5ª Fase 0.55 • 0.7 = 0.40 Na falta de dados sobre a evaporação podemos tomar como referência os valores do quadro seguinte: Valores de Epan - médias de 10 anos (1986/87 a 1996/97) obtidas no posto meteorológico do CEHFP. MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 1.70 2.40 6.30 8.20 8.80 7.80 5.90 3.70 2.10 Epan (mm) 3.60 4.50 1.80 5

Estimativa dos valores de Kc corrigidos, tendo em vista entrar directamente na fórmula: Rega = Epan x Kc Culturas Ciclo vegetativo Coeficientes culturais (Kc) Ar livre 0.25 0.45 0.30 0.55 0.40 Da floração do 4º cacho até meio das colheitas 0.70 0.50 Do meio das colheitas até final das colheitas 0.55 0.40 Da plantação ao início da floração 0.35 0.25 Do início da floração ao início das colheitas 0.60 0.40 Durante o período das colheitas Beringela 0.35 Da floração do 3º cacho à floração do 4º cacho Pimento Da plantação à floração do 1º cacho Da floração do 1º cacho à floração do 3º cacho Tomate Estufa 0.75 0.50 Da plantação ao início da floração ____ 0.25 Do início da floração ao início das colheitas ____ 0.35 Durante o período das colheitas ____ 0.45 6

Ciclo vegetativo Culturas Coeficientes culturais (Kc) Ar livre Estufa Melão e Melancia Da sementeira ou plantação ao vingamento dos 1ºs 0.35 0.30 frutos Do vingamento até ao engrossamento dos 1ºs frutos 0.55 0.50 Durante o engrossamento dos frutos até ao início das colheitas Durante o período das colheitas ____ 0.30 ____ 0.35 ____ 0.40 ____ 0.45 Da sementeira à germinação 0.25 0.20 Da germinação ou plantação ao início da floração 0.50 0.35 Do início da floração ao início das colheitas 0.70 0.45 Durante o período da colheita 0.65 0.40 Início da cultura 0.50 0.35 Restante período Morango Da plantação ao início da floração Depois das 1ªs colheitas até final Alface 0.45 Da formação dos 1ºs frutos até às 1ªs colheitas Feijão Verde 0.55 Do início da floração até à formação dos 1ºs frutos Pepino 0.70 0.70 0.45 Da plantação até à floração 0.60 0.45 Restante período 0.80 0.60 7

Exemplos de diferentes fases de desenvolvimentos de culturas hortícolas experimentadas no CEHFP TOMATE (Estuf a) - Plantação em Agosto Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 27/08 a 11/09 16 2ª Da floração do 1º cacho à floração do 3º cacho 12/09 a 12/10 31 3ª Da floração do 3º cacho à floração do 4º cacho 13/10 a 24/10 12 4ª Da floração do 4º cacho até meio das colheitas 25/10 a 30/12 67 31/12 a 24/02 56 1ª Da plantação à floração do 1º cacho 5ª Do meio das colheitas até final das colheitas 182 TOTAL Rega Mês Ago Fase 1ª Set Out Nov 1ª 2ª 2ª 4ª 4ª Dez Jan Fev Total 4ª 4ª 5ª 5ª 23 (l/m2/dia) 5ª (l / m2) 10 16 34 13 18 13 32 27 01 21 Média 208 1.14 TOM ATE (Est uf a) – Pl antação em Jane iro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 12/01 a 18/02 38 2ª Da floração do 1º cacho à floração do 3º cacho 19/02 a 29/03 39 3ª Da floração do 3º cacho à floração do 4º cacho 30/03 a 13/04 15 4ª Da floração do 4º cacho até meio das colheitas 14/04 a 06/06 54 5ª Do meio das colheitas até final das colheitas 45 1ª Da plantação à floração do 1º cacho 07/06 a 21/07 191 TOTAL Rega Mês Jan Fase 1ª Fev Mar Abr 1ª 2ª 2ª 3ª 3ª 4ª Mai 4ª Jun Jul Total (l/m2/dia) 4ª 5ª 5ª (l /m2) 09 11 07 31 03 23 38 98 25 79 74 Média 398 2.08 8

PIMENTO (Estuf a) - Plantação em Setembro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 24/09 a 21/10 27 2ª Do início da floração ao início das colheitas 22/10 a 09/12 49 3ª Durante o período das colheitas 169 1ª Da plantação ao início da floração 10/12 a 27/05 245 TOTAL Rega Mês Set Out Nov Fase 1ª 1ª 2ª Dez 2ª 2ª 3ª Jan Fev Mar Abr Mai Total 3ª 3ª 3ª 3ª 34 56 68 85 (l/m2/dia) 3ª (l / m2) 09 19 15 25 06 20 26 Média 1.48 363 PIMENTO (Estufa) - Plantação em Outubro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 19/10 a 02/12 45 2ª Do início da floração ao início das colheitas 03/12 a 21/01 50 3ª Durante o período das colheitas 133 1ª Da plantação ao início da floração 22/01 a 03/06 TOTAL 228 Rega Mês Fase Out Nov 1ª (l / m2) 12 1ª Dez Jan 1ª 2ª 2ª 3ª Fev Mar Abr Mai Jun Total 3ª 3ª 3ª 3ª 56 68 98 12 (l/m2/dia) 3ª 16 01 21 14 09 34 Média 341 1.50 9

PIMENTO (Estufa) - Plantação em Novembro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 26/11 a 22/01 58 2ª Do início da floração ao início das colheitas 23/01 a 18/03 55 3ª Durante o período das colheitas 112 1ª Da plantação ao início da floração 19/03 a 08/07 225 TOTAL Rega Mês Fase Nov Dez 1ª (l / m2) 03 1ª Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Total 1ª 2ª 2ª 2ª 3ª 3ª 14 09 06 27 26 23 68 3ª 3ª Média (l/m2/dia) 3ª 98 123 35 432 1.92 PIMENTO (Estufa) - Plantação em Fevereiro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 04/02 a 15/03 40 2ª Do início da floração ao início das colheitas 16/03 a 28/04 44 3ª Durante o período das colheitas 56 1ª Da plantação ao início da floração 29/04 a 23/06 140 TOTAL Rega Mês Fase Fev Mar 1ª Abr 1ª 2ª 2ª 3ª Mai Jun Total 3ª 94 (l/m2/dia) 3ª (l / m2) 15 14 23 50 05 98 Média 299 2.14 10

PEPINO (Est ufa) - Pl antação em Setembro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 02/09 a 16/09 15 2ª Do início da floração até à formação dos 1ºs frutos 17/09 a 30/09 14 3ª Da formação dos 1ºs frutos até às 1ªs colheitas 01/10 a 12/10 12 4ª Depois das 1ªs colheitas até final 13/10 a 10/12 59 1ª Da plantação ao início da floração 100 TOTAL Rega Mês Fase Set Out Nov Dez Total 1ª 2ª 3ª 4ª 4ª (l/m2/dia) 4ª (l / m2) 27 29 18 32 28 Média 8 142 1.42 PEPI NO (Estufa) - Plantação em Fevereiro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 26/02 a 15/03 18 2ª Do início da floração até à formação dos 1ºs frutos 16/03 a 30/03 15 3ª Da formação dos 1ºs frutos até às 1ªs colheitas 31/03 a 15/04 16 4ª Depois das 1ªs colheitas até final 16/04 a 05/07 81 1ª Da plantação ao início da floração 130 TOTAL Rega Mês Fev Fase 1ª Mar Abr 1ª 2ª 3ª 3ª 4ª Mai Jun Jul Total 4ª 4ª (l/m2/dia) 4ª (l / m2) 02 16 19 01 27 30 88 111 20 Média 314 2.42 11

MELANCIA (Ar Livre) - Plantação em Março Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Da plantação ao vingamento dos 1ºs frutos 20/03 a 18/04 30 2ª Do vingamento até ao engrossamento dos 1ºs frutos 19/04 a 03/05 15 3ª Durante o engrossamento dos frutos até ao início das colheitas 04/05 a 12/06 40 4ª Durante o período das colheitas 45 13/06 a 27/07 130 TOTAL Rega Mês Mar Abr Mai Fase 1ª 1ª 2ª 2ª (l / m2) 15 28 30 11 127 69 81 131 492 3ª Jun Jul Total 3ª 4ª Média (l/m2/dia) 4ª 3.78 MELÃO (Ar Livre) - Plantação em Março Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Da plantação ao vingamento dos 1ºs frutos 20/03 a 24/04 36 2ª Do vingamento até ao engrossamento dos 1ºs frutos 25/04 a 14/05 20 3ª Durante o engrossamento dos frutos até ao início das colheitas 14/05 a 08/07 55 4ª Durante o período das colheitas 40 09/07 a 17/08 TOTAL 151 Rega Mês Mar Abr Mai Jun Fase 1ª 1ª 2ª 2ª 3ª (l / m2) 15 38 15 49 75 172 49 111 73 3ª Jul 3ª 4ª Ago Total Média (l/m2/dia) 4ª 597 3.95 12

MELÃO (Estufa) - Plantação em F evereiro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Da plantação ao vingamento dos 1º frutos 10/02 a 04/03 23 2ª Do vingamento 1º frutos ao início das colheitas 05/03 a 18/05 75 3ª Do início das colheitas até final das colheitas 19/05 a 14/07 57 TOTAL 155 Rega Mês Fev Mar Abr Mai 1ª 2ª 2ª 3ª Fase 1ª 2ª Jun Jul Total 3ª Média (l/m2/dia) 3ª (l / m2) 14 04 49 68 57 37 111 55 395 2.55 FEIJÃO VERDE (Estuf a) - Sement eira em Sete mbro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Da sementeira à germinação 11/09 a 17/09 07 2ª Da germinação ou plantação ao início da floração 18/09 a 11/10 24 3ª Do início da floração ao início das colheitas 12/10 a 01/11 21 4ª Durante o período das colheitas 02/11 a 03/01 63 115 TOTAL Rega Mês Set Out Nov Dez Jan Fase 1ª 2ª 2ª 3ª 3ª 4ª 4ª 08 27 14 33 01 24 22 02 Média (l/m2/dia) 131 1.40 4ª (l / m2) Total 13

FEIJÃO VE RDE ( Estufa) - Sement ei ra em Janeiro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Sementeira à Germinação 16/01 a 25/01 10 2ª Germinação ao início da floração 26/01 a 16/03 50 2ª Floração ao início das colheitas 17/03 a 06/04 21 3ª Início das colheitas ao final das colheitas 07/04 a 07/06 62 143 TOTAL Rega Mês Jan Fase 1ª 2ª Fev Mar 2ª Abr 2ª 3ª 3ª 4ª Mai Jun Total 4ª 23 (l/m2/dia) 4ª (l / m2) 03 04 24 20 24 12 43 78 Média 231 1.62 ALFACE (Estufa ) - Plantação em Inicio de Outubro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Início da cultura 02/10 a 20/10 19 2ª Restante período 21/10 a 27/11 38 TOTAL 57 Rega Mês Out Fase 1ª 2ª Nov Total Média (l/m2/dia) 2ª (l / m2) 25 18 26 69 1.21 14

ALFA CE (Estufa ) - Plantação em Finais de Outubro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Início da cultura 30/10 a 20/11 22 2ª Restante período 21/11 a 02/01 43 65 TOTAL Rega Mês Out Nov Fase 1ª 1ª (l / m2) 03 15 Dez Jan 2ª 2ª 2ª 09 25 Total Média (l/m2/dia) 02 54 0.83 ALFACE (Estufa ) - Plantação em Finais de Dezembro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Início da cultura 30/12 a 19/01 21 2ª Restante período 20/01 a 10/03 50 71 TOTAL Rega Mês Dez Jan Fase 1ª 1ª (l / m2) 01 11 Fev Mar 2ª 2ª 2ª 09 30 16 Total Média (l/m2/dia) 67 0.94 15

MORANGOS (Estufa) - Plantação em Finais de Outubro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Até à floração 25/10 a 30/11 37 2ª Restante período 01/12 a 25/05 176 213 TOTAL Rega Mês Out Nov Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Total Média (l/m2/dia) Fase 1ª 1ª 2ª 2ª 2ª 2ª 2ª 2ª (l / m2) 12 28 33 32 40 67 81 95 388 1.82 MORANG OS (Ar Li vre) - Plantação em Novembro Fases do Ciclo Vegetativo Período em que decorre Data Nº de dias 1ª Até à floração 15/11 a 30/12 46 2ª Restante período 31/12 a 20/06 172 218 TOTAL Rega Mês Nov Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun.. Total Fase 1ª 1ª 2ª 2ª 2ª 2ª 2ª 2ª 2ª (l / m2) 20 32 01 42 54 89 108 156 131 Média (l/m2/dia) 633 2.90 Notas: - Os valores para estimar a rega tiveram como referência a evaporação registada numa tina de classe A instalada na estação meteorológica do CEHFP no período de 1986/86 a 1996/97. – Nos solos secos, antes de plantar, recomenda-se aplicar 15 a 25 mm de água no sentido de humedecer o solo na zona de desenvolvimento das raízes. Nestas condições poderá não ser necessário regar nos 1ªs dias após a plantação. 16

Frequência das regas Tão importante como saber estimar a quantidade de água a aplicar à cultura, é o conhecimento da oportunidade de rega. Se as regas forem muito espaçadas, a planta fica submetida a períodos de muita humidade no solo, intercalados com outros de grande secura. Além disso, nestas condições, as regas acabam por ser muito copiosas originando perdas de água elevadas, principalmente em solos são leves, do tipo arenoso. Se as regas são muito frequentes, em certos casos, conduzem ao encharcamento do solo, durante bastante tempo, podendo então ocorrer problemas de asfixia radicular. No caso das plantas hortícolas, aconselha-se que antes da plantação, de preferência no dia anterior, se aplique ao solo uma rega que deixe as linhas de plantação uniformemente humedecidas. Evita-se assim a perda de plantas aquando da plantação, pois assegura-se logo de início um solo provido de água na zona de desenvolvimento das raízes. As regas posteriores terão início uma a quatro semanas após a plantação (dependendo da época do ano e do tipo de solo), mas sempre antes das plantas apresentarem sintomas de secura. Para escolher a melhor oportunidade de rega podemos tomar como referência a água existente no solo. Nestas condições os tensiómetros são um óptimo auxiliar. Na prática, para a maioria das culturas, as regas terão lugar. quando se registam valores acima dos 20 a 30 centibares. São de evitar as regas muito copiosas, de modo a que os aparelhos não acusem valores abaixo dos 10 centibares, na camada superficial até 30 ou 40 cm de profundidade, região onde se desenvolvem a maioria das raízes activas. Outro modo de estabelecer a frequência das regas é estabelecer períodos fixos, tendo em atenção a época do ano e o tipo de solo, podendo então tomar-se como orientação, o seguinte: Cultura a decorrer na época fria (Outubro a Março) Cultura a decorrer na época quente (Abril a Setembro) Solos tipo Arenoso Rega cada 2 - 3 Dias Solos tipo Arenoso Rega diária ou cada 2 Dias Solos tipo Argiloso Rega cada 3 – 5 Dias Solos tipo Argiloso Rega cada 2 – 3 Dias Bibliografia DOORENBOS J.e PRUITT W.O. : Las necesidades de água de los cultivos. Estudio FAO: RIEGO Y DRENAJE. Nº24 – Roma. 1976. DOORENBOS J. : Estaciones agrometeorológicas. Estudio FAO: RIEGO Y DRENAJE. Nº 27 – Roma. 1978. DOORENBOS J.e KASSAM A.H. : Efectos del água sobre el rendimiento de los cultivos. Estudio FAO: RIEGO y - DRENAJE. Nº33 – Roma. 1979 VESCHAMBRE D. et VAYSSE P.: Mémento goutte à goutte.- Guide pratique de la micro-irrigattion par goutteur et diffuseur. CTIFL-INRA Paris 1980 Perguntas sobre tensiómetros. Departamento de Ciências Agrícolas - Universidade da Califórnia, folheto 2264, Março, 1981 ROSA, A. : Rega. - Folhas para as aulas dos cursos de iniciação em horticultura. Arquivo da Formação Profissional. Patacão. 1984. ROSA, A. MARREIROS, A. PACHECO, C. COSTA, J. LOPES, J. BOCK, M. MENDES, M. : Dotações de água aplicadas a diferentes culturas no Centro Experimental de Horto-Fruticultura do Patacão. ( Painel perímetro de Rega do Algarve - Silves e Alvor). FARO, Janeiro, 1986. 17

ROSA, A. e C. PACHECO: Pimento. - Automatização da rega, numa cultura de pimento em estufa, com tensiómetros de contactos eléctricos. Ensaio nº 511. DRAAG - DDI – Faro. 1990. SÁNCHES - TORIBIO e otros : Calibración de los modelos FAO de estimación de Eto, en un área representativa de la región de Murcia. Revista:- Riegos y Drenajes XXI. Nº 57, pág.9-16 - Barcelona – Novembro, 1991. ROSA, A. : A rega em horticultura protegida na região do Algarve. Cadernos Agro-pecuários - Horticultura, Ano II nº 5. Junho 1992. ROSA, A. : A Rega localizada em Horticultura (Guia do Extensionista). DRAAG – Faro. 1995 DRAALG (Direcção Regional de Agricultura do Algarve) - Resultados de ensaios publicados pelo Projecto Luso-Alemão de HortoFruticultura, PATACÃO. 1981 / 87. DRAALG (Direcção Regional de Agricultura do Algarve) - Resultados de ensaios publicados pelo Centro de Experimentação Horto Fruticultura do Patacão, PATACÃO. 1987 / 94. P. PEYREMORTE (Sociedade do canal da Provença e do desenvolvimento da Região Provençal) : Os tensiómetros para melhorar a instalação de rega localizada. Tradução fornecida pela firma Sebastião Beltrão, Comércio e técnicas de máquinas, LDA. _________________________________________________________ Armindo José Gonçalves Rosa DRAP Algarve - Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve DSAP / DAPA - Faro-Patacão, 2009 18

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