Quem foi Saul Alinsky?

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Information about Quem foi Saul Alinsky?

Published on January 28, 2018

Author: AndreAssiBarreto1

Source: slideshare.net

1. QUEM FOI SAUL ALINSKY? André Assi Barreto é professor de Filosofia das redes pública e particular do Estado de São Paulo. Mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Palestrante, tradutor, revisor e assessor editorial.

2. • COAUTOR do livro SAUL ALINSKY E A ANATOMIA DO MAL. • Márcio Scansani. • Objetivo do livro. • Pré-venda com frete grátis até 31/01 no site da Armada: https://editoraarmada.com.br/br/crowdfunding/34-saul-alinsky-e- a-anatomia-do-mal.html

3. QUEM FOI SAUL ALINSKY? - Teria sido o principal estrategista político do século XX? - Formação em filosofia/sociologia, criminalística. Desejo: arqueologia. - Pragmatismo realista político. - 1909-1972. - O primeiro experimento como “community organizer”.

4. ALINSKY E SUA EXPERIÊNCIA COM A MÁFIA

5. “REGRAS PARA RADICAIS” (1971)

6. A DEDICATÓRIA A LÚCIFER • "O primeiro e verdadeiro radical conhecido pelo homem, que se rebelou contra a ordem estabelecida e fez isso com sucesso o bastante para ter o seu próprio reino foi Lúcifer". • “primeiro empreendedor” • Lúcifer como arquétipo da desordem (Peterson).

7. SAUL ALINSKY POR DINESH D’SOUZA

8. “THE ISSUE IS NEVER THE ISSUE” • A esquerda opera por meio de cavalos de Tróia e de navios quebra-gelo. • O relativismo. • Esconder o cerne das propostas das pessoas (nunca falar em “implante do socialismo”, mas em “justiça social”, nunca em “revolução”, mas em “organização de comunidades” etc). • A acusação de “conspiracionistas”.

9. ALINSKY PARA A DIREITA (?) • Guerra política. Política é guerra. • "Conservadores são decentes demais para a política e é por isso que não gostam de política. Conservadores não gostam de colocar a mão na lama, no jogo sujo da briga de rua que é a luta política real. Conservadores são construtores, a esquerda é destruidora. Conservadores empreendem, criam negócios, juntam forças, atraem consumidores, não é da natureza de empreendedores afastar parceiros de negócios e clientes em potencial, estão sempre buscando minimizar conflitos. A esquerda vive na luta, eles vivem para lutar, para confrontar, para comprar briga e incomodar. E é por isso que são tão bem sucedidos em acusar os outros, em apontar o dedo, em constranger e silenciar os adversários, em enfraquecer o outro lado. Nós não expomos suas hipocrisias, suas mentiras, não mostramos os erros das reportagens que criam, preferimos acreditar que é tudo uma questão de diferença de opinião que pode ser resolvida numa conversa. Precisamos de conservadores dispostos a ir para a guerra, a responder fogo com fogo." David Horowitz

10. • Estratégia. The Art of Political War, David Horowitz. • Império do radicalismo político. Palestra Silvio Medeiros.

11. AS REGRAS PARA RADICAIS • Originalmente eram 11. Antes da publicação, foram acrescidas as regras 12 e 13. São estratégias de ação não-violentas e não estão limitadas ao mero debate. • 1: “O poder não é apenas aquilo que você possui, mas o que seu inimigo pensa que você possui”. • A política vive de aparências. • A ameaça da violência pode gerar os mesmos efeitos que a própria violência, regra 4 e 5.

12. • 2: “Nunca abandone o campo de experiência do seu próprio povo”. • Análise caso a caso, conforme a realidade das comunidades específicas e dos grupos envolvidos (classe média, brancos, negros etc). • As regras são flexíveis.

13. • 3: “Sempre que possível, faça o inimigo sair do campo onde ele possui experiência”. • Liberais fora da economia. • Conservadores para a briga de rua.

14. • 4: “Faça o inimigo viver de acordo com seu próprio livro de regras” • Moral burguesa. Moral cristã. Valores liberais (democracia, livre mercado, liberdade de expressão etc).

15. • 5: “A ridicularização é a arma mais poderosa do homem”. • Alinsky: “Você pode ameaçar o inimigo e se dar bem. Você pode insultá-lo e incomodá- lo. Mas uma coisa que é imperdoável e que certamente o fará reagir é rir dele. Isso causa uma raiva irracional”.

16. • 6: “Uma boa tática é aquela da qual seu povo pode desfrutar”. • Remete à regra 2.

17. • 7: “Uma tática que se prolonga demais torna-se contraproducente”. • Liberais: só falam de economia. • Purismo ideológico. • A mesma tática pode ser muito boa ou muito ruim, a depender do timing.

18. • 8: “Mantenha a pressão”. • Politização total da vida. Tudo é ou pode se transformar em pretexto para reforçar determinada narrativa.

19. • 9: “A ameaça geralmente é mais aterrorizante do que a própria ação”. • O caso da Orquestra Sinfôinica de Rochester. • Fuga da experiência do status quo, uso da lei em seu favor. • Pedir um delivery e depois rejeitar a compra. • Dentro dos limites naturais do blefe.

20. • 10: “A principal premissa tática é o desenvolvimento de operações que mantenham uma pressão constante sobre a oposição”. • Regra 8.

21. • 11: “Ao pressionar um ponto negativo com força e profundidade suficientes, ele será reconhecido pelo lado contrário”. • O poder da insistência (ideologia de gênero dia sim dia não no programa da Fátima Bernardes, incesto no BBB etc).

22. • 12: “O preço de um ataque bem-sucedido é uma alternativa construtiva”. • Ou com a aparência de construtiva: passe livre.

23. • 13: “Escolha o alvo, congele-o, personalize-o e polarize-o”. • Política de identidade. • Acusações de “fascista”, “nazista”, “racista” etc. Acusações pessoais em vez de abstratas. • Tudo é um grande conflito dos que têm contra os que não têm: negros vs. brancos, gays vs. heterossexuais, ricos vs. pobres, classe média vs. classe alta, homens vs. Mulheres etc. - Donald Trump foi capaz de reverter algumas das polaridades.

24. OS FILHOS PRÓDIGOS DE ALINSKY: HILLARY CLINTON E BARACK OBAMA • Hillary Clinton elabora sua dissertação de mestrado sobre Saul Alinsky. - “There is only the fight... An analysis of the Alinsky Model”. • A longa marcha de radicalização do Partido Democrata.

25. OBAMA E A ACORN • ACORN: organização de orientação alinsqueana. • O caso perfeito: o “primeiro presidente negro” – polarização e pagamento de dívida histórica. • “Política, ideologia e imprensa” Alexandre Borges: https://www.youtube.com/watch?v=RngoA msxms8

26. OS ANTI-ALINSKY E ALINSKY A SERVIÇO DA DIREITA: BANNON E HOROWITZ

27. É POSSÍVEL SER ALINSQUEANO SEM SABER? CONCLUSÃO • Esquerda “ortodoxa” pode rechaçar Alinsky na “superfície”. • SIM! O sonho realizado de Gramsci, o “Partido” (ideais comunistas) como imperativo categórico onipresente e invisível, com força de mandamento divino. • Ser sem saber, como que absorvendo os ideais por osmose desde a cultura.

28. OBRIGADO!

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