Publicações na Área - Mollusca

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Published on December 5, 2011

Author: ConexaoCaramujo

Source: slideshare.net

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Neste documento, apresentamos um resumo de todas as publicações pertinentes ao tema, de autoria da orientadora Dra. Marta Luciane Fischer e parceiros colaboradores.

RESUMOS DE TRABALHOS COM MOLUSCOS ENCONTROS NACIONAIS ENCONTRO BRASILEIRO DE MALACOLOGIA

Monitoramento da invasão da Achatina fulica Bowdich, 1822 em uma área natural domunicípio de Morretes, ParanáNicole Miuki Latoski1 ; Marta Luciane Fischer2 ; Eduardo Colley3, Robiran José dos SantosJunior1, Lays C. Parolin1, Massao Vinicius Itou1 e Lívia H. Moraes1 1. Graduandos do Curso do Biologia PUCPR estagiários do Laboratório núcleo de estudos do comportamento animal PUCPR. R. Imaculada Conceição,1155 80215-901, Curitiba PR. nicole.latoski@gmail.com.br 2. Prof. Dr. do Curso de Biologia PUCPR, Laboratório núcleo de estudos do comportamento animal. 3. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Zoologia Museu Nacional do Rio de Janeiro – Laboratório de Malacologia.O caramujo africano Achatina fulica está presente em vida livre no estado do Paraná desde1994, porém apenas nos últimos dois anos tem sido registrado em áreas naturais. Nomunicípio de Morretes foi localizada uma população em uma área de Floresta OmbrófilaDensa constituída de vegetação nativa bem preservada. O deslocamento das populaçõesinvasoras da área urbana para as naturais é extremamente preocupante, uma vez que ocontrole e manejo se tornam muito mais difíceis. Assim, objetivou-se monitorar a invasão deA. fulica nesta área natural. Foi realizada a caracterização da população em três vistorias:julho e novembro de 2005 e janeiro de 2007. Nas vistorias três grupos de duas pessoascoletaram os animais por 2h, anotando tamanho, distância do caramujo mais próximo,localização, altura com relação ao solo e atividade. Na última vistoria foram registradas maisconchas do que exemplares vivos ( 2(2)=115; P<0,01) sugerindo se tratar de indivíduosremanescentes da colonização inicial que já ocupavam a área sem uma sobreposição degerações. Corroborando com esses dados os animais da última amostragem foramsignificativamente maiores (F(577)=9,5 P<0,01) indicando pequena taxa de reprodução erecrutamento. Já a distância entre os co-específicos foi maior na última amostragem(F(548)=8,3 P<0,01) elucidando uma distribuição mais esparsa, o que pode diminuir osencontros e a reprodução. Por outro lado, a maior distribuição vertical (F (475)=14,8 P<0,01)sugere relação com os períodos chuvosos que tornam o solo mais úmido. Os dados dopresente monitoramento evidenciam que logo após a invasão os indivíduos se caracterizampor possuir concha forte, grande tamanho, expansão do horário de atividade, porém em todasas amostragens ocorreram animais grandes, sendo encontradas apenas conchas de juvenis.Provavelmente as condições ambientais com alta umidade foram limitantes para orecrutamento dos filhotes, não permitindo a sobreposição de gerações. A alta mortalidade dosindivíduos colonizadores contribui para o aumento da distância entre eles e conseqüentementepara a diminuição das chances de encontro entre os animais e minimizando, assim, areprodução. Os resultados sugerem que as condições encontradas pelo molusco em ambientesantrópicos sejam mais favoráveis no estabelecimento das populações do que em ambientesnaturais.

Agregação em adultos, jovens e filhotes Achatina fulica Bowdich, 1822: análise docomportamento diante do muco do co-específicoNicole Miuki Latoski1 & Marta Luciane Fischer2 & Francisco A. Marques3 1. Graduanda do Curso do Biologia PUCPR estagiária do Laboratório núcleo de estudos do comportamento animal PUCPR. R. Imaculada Conceição,1155 80215-901, Curitiba PR. nicole.latoski@gmail.com.br 2. Prof. Dr. do Curso de Biologia PUCPR, Laboratório núcleo de estudos do comportamento animal. 3. Prof. Dr. do Curso de Química UFPR, Laboratório de Ecologia Química e Síntese de Produtos Naturais.Os caramujos Achatina fulica normalmente ocorrem agregados durante o repouso. Questiona-se se esse comportamento é mediado por sinais químicos presentes no muco. Assim,objetivou-se avaliar a direção de deslocamento diante do muco de diferentes estágiosontogenéticos. Os caramujos foram estimulados a caminhar sobre papel filtro para retirada domuco. Em um terrário foram colocados dois papéis lado a lado, um com muco e outro sem, eentão foi colocado o molusco diante e eqüidistante dos dois papéis e verificado o tempodespendido para o deslocamento e a direção adotada. O tempo de espera foi 50 minutos. Paracada combinação entre adultos, jovens e recém-eclodidos foram realizadas 30 réplicas. Paraavaliação se a escolha foi devido ao muco ou à umidade, foi testado para cada categoria papelúmido com água e papel seco e papel úmido e muco. A decisão em se deslocar em direção aomuco ou outro estímulo variou com o estágio ontogenético. O adulto optou pouco pelo mucoindependentemente do experimento. Já os jovens (muco adulto x seco: ²(2)=25;P<0,01) e osrecém-eclodidos (muco jovem x seco: ²(2)=19;P<0,01; muco adulto x úmido: ²(2)= 9,8;P<0,01) preferiram o muco. No teste com papel seco e úmido, a maioria foi para o úmido( ²(2)= 20,6; P<0,01). Nos testes com muco de jovem, os jovens e recém-eclodidos forammais para o muco do que os adultos, e os recém-eclodidos mais que os jovens. Diante domuco de adulto, os jovens foram mais para o muco do que os adultos. Nos testes com muco eúmido, os adultos foram mais para o muco que os jovens e os recém-eclodidos mais que osadultos. Nos testes com papel seco e úmido, jovens e recém-eclodidos não diferiram, emboraambos preferiram mais o úmido que os adultos. O tempo necessário para os animais iniciaremo comportamento exploratório (F(221)=3,8;P<0,01), bem como para a decisão da escolha(F(314)=5,6; P<0,01) diferiu entre os testes, sendo maior no adulto e menor no jovem diante domuco de adulto. Os dados do presente estudo mostram que os jovens e recém-eclodidos têmuma maior responsividade ao muco co-específico do que os adultos.

XXI ENCONTRO NACIONAL DE ETOLOGIA UBERLÂNDIA - 2003

XXI ENCONTRO NACIONAL DE ETOLOGIA Campo Grande 2004

XXI ENCONTRO NACIONAL DE ETOLOGIA Campo Grande 2004

XXI ENCONTRO NACIONAL DE ETOLOGIA Campo Grande 2004

XXI ENCONTRO NACIONAL DE ETOLOGIA Campo Grande 2004

AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA SAZONALIDADE DA OVIPOSIÇÃO DE Achatina fulica BODWICH,1822 (MOLLUSCA; ACHATINIDAE) EM LABORATÓRIOXXI ENCONTRO NACIONAL DE ETOLOGIA Izabel S. NERING1; Lygia HASSELMANN1; Marta L. FISCHER2; Leny C. M.COSTA2 1 Estagiárias do Núcleo de Estudos do Comportamento animal (NEC-PUCPR) e graduandas do curso de biologia PUCPR; izabel.nering@pucpr.br; 2Profª. Drª. Do Curso de Biologia - PUCPR/ Núcleo de Estudos do Comportamento Animal (NEC-PUCPR). marta.fischer@pucpr.br e leny.cristina@pucpr.br O caramujo africano Achatina fulica é uma espécie invasora disseminada no Brasil, ocorrendo preferencialmente no ambiente antrópico. A presença dessa espécie exótica pode causar sérios problemas de Campo Grande 2004 saúde, ambientais e econômicos. Em diferentes países tem sido observado um ciclo sazonal de oviposição da espécie, sendo duas fases de oviposição, uma na primavera e outra no outono e ausência de posturas no inverno. Partindo-se da premissa que no sul do Brasil a espécie exiba um padrão similar, objetivou-se avaliar a sazonalidade da oviposição da A. fulica no laboratório do NEC no período de abril de 2003 a agosto de 2004. Foram acompanhados cerca de 300 indivíduos coletados no litoral paranaense. Ao longo do período de observação novos animais foram incorporados ao lote de criação e os mortos repostos. Os animais foram mantidos em grandes grupos (com mais de 30 indivíduos) em terrários de vidro de 50l e em caixas plásticas de 20l ou isolados (n=90) em recipientes de 5l. Os caramujos foram alimentados três vezes por semana com vegetais e, concomitantemente, verificada a postura de ovos. Os animais foram mantidos a temperatura e umidade relativa do ar ambiente. Durante o mês de maior oviposição foi realizada uma vistoria em espécies livres na área urbana de Guaraqueçaba, PR, a fim de verificar a ocorrência do mesmo padrão. As cópulas foram observadas durante os meses de novembro até janeiro. Em 2003 foi registrada apenas uma postura contendo 192 ovos. Novas desovas começaram somente a partir de janeiro de 2004 e ocorreram em todos os meses até junho. Foram obtidos até o presente momento 4837 ovos distribuídos em 45 desovas com uma média de 120,9 ± 74,6 ovos (n=45; i.v.=3-411). O maior número de desovas (X2(4)=19,5; P<0,01) e o maior número médio de ovos por desova (H=17,4; P<0,01), foram obtidos nas oviposições de maio. Em Guaraqueçaba no outono foram registradas 62 desovas em três dias de vistorias, sendo uma média de 2±1,4 por terreno, confirmando assim o ciclo de oviposição no outono. Os dados do presente estudo sustentam a expectativa da existência do ciclo sazonal de oviposição em A. fulica, uma vez que apesar das desovas ocorrerem durante todo o verão, houve predominância no outono, e foi cessada com a entrada do inverno. Palavras-chave: caramujo africano, comportamento reprodutivo, espécie invasora, fecundidade

Achatina fulica Bowdich, 1822 (Mollusca: Achatinidae): análise da profundidade e freqüência de enterramento e desenterramento Domitila Bonato, Marta L. Fischer e Leny Cristina Milléo CostaO caramujo africano de importância econômica, médica e ambiental Achatina fulicafreqüentemente se refugia no solo. O conhecimento deste mecanismo é um importantesubsídio para o manejo. Portanto, objetivou-se analisar a profundidade e freqüência deenterramento e desenterramento. Os estudos foram desenvolvidos no NEC, entreoutubro e novembro de 2003. No primeiro experimento, em um terrário de 90lcontendo 45l de terra, registrou-se tempo, profundidade e quantidade de moluscos quese enterraram durante uma semana. No segundo, caramujos grandes e médios foramenterrados a 16cm e pequenos a 9cm. Durante sete dias foram oferecidos estímulos(alimentos, fezes e umidade) para verificar a freqüência de desenterramento. Em ambosestudos foram realizadas 30 repetições com cada classe de tamanho. O enterramento foitotal ou parcial. O total foi mais freqüente nos pequenos e o parcial, nos médios(X2(2)=34,4;P<0,01), embora estes preferiram permanecer nas paredes. O tempo médiopara enterramento diferiu nas três classes (H=20,7;P<0,01), sendo de 3+1,4dias(n=27;i.v.=1-4) para os pequenos, 2,9+dias(n=11;i.v=1-5) para os médios e5,5+0,7(10;4-6) para os grandes. A profundidade média de enterramento foi2,05+1,3(n=18;i.v.=5-4) nos pequenos, 1,75+1,76(n=2;i.v=5-3) nos médios e 0,5(n=3)nos grandes. O desenterramento foi mais freqüente nos grandes (X2(2)=13,1;P<0,01),porém, os médios foram mais rápidos (H=9;P<0,01) e apresentaram duas mortes. Aquantidade de médios e pequenos que permaneceram enterrados foi maior(X2(2)=14,5;P<0,01). Os dados evidenciaram que o enterramento e desenterramentorelaciona-se com o papel ecológico de cada fase de desenvolvimento, sugerindo que ospequenos por serem mais sedentários e vulneráveis à predação se enterram maisfreqüentemente, mais fundo e mais rápido; os médios representam a fase mais ativa ede dispersão sendo mais freqüente nas paredes, enterrando-se parcialmente e nãoconseguindo desenterrar-se facilmente. Já os adultos que representam a fasereprodutiva demoram mais para estivar, desenterram-se mais rápido e reagem aestímulos de odor de alimento. Pág 289

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Análise preliminar da dieta de Megalobulimus (Mollusca; Megabulimidae) em ambiente natural e cativeiroNicole Miyuki Latoski ¹Marta Luciane Fischer ²1 – Graduanda do Curso de Biologia PUCPR, Estagiária do Núcleo de Estudos do Comportamento Animal – NEC-PUCPR,Estagiária Bióloga da Associação H2O Ambiência de Proteção Ambiental. E-mail: nicole.latoski@pucpr.br,nicole.latoski@gmail.com2 – Profª Drª Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Núcleo de Estudos do Comportamento Animal (NEC-PUCPR). RuaImaculada Conceição, 1155, CEP 80.215-901, Ctba, Pr; E-mail: marta.Fischer@pucpr.brOs caramujos endêmicos do gênero Megalobulimus são freqüentemente encontrados embaixas densidades próximas a áreas alteradas na Floresta Atlântica/PR, o que levanta asuposição de apresentarem hábitos generalistas. Objetivou-se registrar os alimentosconsumidos por jovens e adultos de Megalobulimus sp em campo e cativeiro. Asobservações foram realizadas na chácara da ONG H2O Ambiência no município deMorretes e no NEC-PUCPR. No ambiente natural foram conduzidas observaçõesmensais ad libitum de 17 indivíduos (14 adultos, 3 jovens) de abril a setembro/2005.Em laboratório 20 animais (10 adultos, 10 jovens) foram mantidos em pares emterrários de 60x30cm contendo terra orgânica e água. Durante o período de agosto/2004a agosto/2005 foram oferecidos 30 itens agrupados em: Hortaliças (agrião, alface,couve, espinafre, repolho, rúcula), Frutos (banana, chuchu, laranja, maçã, mamão, pêra),raízes (batata, beterraba, cenoura), Flores(Beijinho, brócolis, couve-flor, hibisco),ornamentais (comigo-ninguém-pode, gramíneas, hibisco, serrapilheira) e secos(farelo:milho/trigo, farinha:milho/casca de ovo e concha de ostra, giz, ração:cães/gatos/galináceos). Em campo foi registrado o consumo de flor de beijinho,gramíneas, microfungo(Aspergillus), serrapilheira(folhas: secas/decomposição) e terra.Em laboratório, houve consumo de 90% dos itens oferecidos e ainda terra, Aspergillus,que se desenvolveu sobre a ração para cães e farinha de milho umedecidas com o muco,e papelão, utilizado como divisória.Também foi registrada a raspagem da concha decoespecífico, de ostra e granito. Flor e folha de hibisco, laranja e casca de banana nãoforam consumidos. A ingestão de diferentes itens confirma a hipótese dos hábitosgeneralistas dos Megalobulimus estudados e fundamenta sua associação com ambientesalterados. Este resultado deve servir como indicativo da possibilidade da competiçãocom o caramujo africano Achatina fulica, o qual, além de possuírem hábitos alimentaresgeneralistas, ocorrem nos microhabitats do Megalobulimus, nas bordas da FlorestaAtlântica do Paraná, porém em número muito mais elevado.

Utilização da avaliação da maturidade das gônadas para monitoramento das populações do caramujo invasor Achatina fulica . Izabel Schneider Nering, ESPECIALIZAÇÃO EM MICROBIOLOGIA PUCPR E NÚCLEO DE ESTUDOS DO COMPORTAMENTO ANIMAL PUCPR Dra Marta Luciane Fischer, NÚCLEO DE ESTUDOS DO COMPORTAMENTO ANIMAL PUCPRA elaboração de protocolos para caracterização e monitoramento de populações de A. fulica é um pontofundamental para o controle dessa praga, no entanto os parâmetros avaliados devem representar ascaracterísticas populacionais além de serem possíveis de comparação. Desta forma, objetivou-serelacionar características ambientais e das populações de A. fulica com o desenvolvimento das gônadas.Os dados de campo foram obtidos nos municípios do litoral paranaense: Pontal do Paraná (25º4025Se 48º3040W), Morretes (25°26’01”S e 48°52’26”W) e Guaraqueçaba (25º1824S e 48º19´44W) emamostragens realizadas no verão 2005/2006. Em cada município foram amostradas diferentespopulações e registradas características ambientais (tipo de terreno, vegetação e temperatura), daspopulações (tamanho, altura e distância), do animal (cicatriz e descalcificação da concha, manchas edeformações no corpo e desenvolvimento das gônadas). A análise das gônadas foi realizada em todas aspopulações, sendo categorizadas em: gônada em desenvolvimento; gônada madura sem ovos; gônadamadura com ovos e gônada imatura. No município de Pontal do Paraná foram amostradas populaçõescaracterizadas por terem os menores tamanhos, altura e distância do co-específico, com maiorocorrência em substratos artificiais, sendo mais freqüente a ocorrência de animais com gônadas emdesenvolvimento (x2(3) = 86,9; P< 0,01). No município de Morretes foram amostradas populaçõespresentes na área rural e em mata nativa caracterizada por ocorrer mais em substratos naturais. Tantoa gônada em desenvolvimento quanto a madura sem ovos foram os mais freqüentes (x2(3) = 235; P<0,01). O município de Guaraqueçaba caracterizou-se por possuírem animais com conchas com cicatrize descalcificação além de apresentar em maior quantidade caramujos com gônadas maduras, porémsem ovos (x2(3) = 243; P< 0,01). Não foi encontrada relação entre o tamanho médio dos moluscos e osquatro tipos de gônadas. Também não houve relação entre o tamanho dos animais com estágios deamadurecimentos das gônadas entre os caramujos de diferentes populações e municípios. Os dados dopresente estudo se constituem de um importante subsídio para os protocolos de monitoramentopopulacional, uma vez que a avaliação do desenvolvimento da gônada é fundamental paradeterminação do estágio reprodutivo o que não é possível fazendo apenas a avaliação do comprimentoda concha, além de esta poder não corresponder com a fisiologia reprodutiva do caramujo.Palavras Chave: desenvolvimento gonadal, fecundidade, manejo

Avaliação preliminar do consumo alimentar de Megalobulimus paranaguensis (Gastropoda, Megalobulimidae) Cristo, G. C., PUCPR Fischer, M. L., PUCPRO caramujo nativo da Floresta Atlântica Megalobulimus paranaguensis (Pielsbry & Ihering, 1900) ocorreem baixa densidade no litoral paranaense principalmente depois da invasão da Achatina fulica Bowdich,1822, sendo mais facilmente encontrado em ambientes alterados, principalmente ao redor de construçõesantrópicas. Apesar de várias espécies do gênero estarem na lista de espécies ameaçadas brasileiras poucoé conhecido a respeito de sua biologia. Assim, objetivou- se avaliar o consumo alimentar de M.paranaguensis em cativeiro. O presente estudo foi realizado no laboratório NEC-PUCPR no período deabril a junho de 2007. Para tal foram utilizados 10 caramujos adultos e 7 filhotes presentes no lote decriação. Os animais foram individualizados em terrários (30x31x54) contendo terra, areia e água. Osalimentos foram divididos em três grupos: lixo (4 tipos de alimentos testados); hortaliça (5 tipos dealimentos testados); flores (5 tipos de alimentos testados). Foram oferecidas três poções com a medida de54 cm² de área para os adultos e um terço da medida para os filhotes. Os alimentos ficaram disponíveispara os animais num período de 48 horas, sendo registrado a porcentagem de consumo categorizada em:0, 25, 50, 75, 100%. Não foi aplicado nenhum estímulo para o animal entrar em atividade. A freqüência deconsumo foi baixa em todos os grupos de alimentos testados. Porém o grupo de hortaliça foi maisconsumido e o grupo das flores menos consumidos (x2(2)=9,4 P<0,01). No entanto, quando comparadas,as freqüências de alimento consumido entre flores e lixo, o lixo foi mais consumido (x2=25,3 P<0,01), e aocomparar lixo e hortaliças, o último grupo foi mais consumido (x2=12,8 P=0,01). As hortaliças foram maisconsumidas, se compradas com o grupo das flores (x2=64,1 P<0,01). Dentro do grupo lixo o alimento maisconsumido foi o macarrão cozido (x2(3)=8,4 P<0,05). Nas hortaliças, o alimento mais consumido foi aalface (x2(4)=16,8 P<0,01) e o grupo das flores não foi consumido significativamente. O presente estudoverificou que os indivíduos da espécie M. paranaguensis têm preferência por hortaliças, porém o fato deconsumirem diferentes itens sugere a adoção de um hábito alimentar generalista, podendo a espécieinvasora A. fulica representar um potencial competidor, principalmente em ambientes alterados.Palavras Chave: alimentação, Aruá-do-mato

Perspectivas de manejo do caramujo invasor Achatina fulica : avaliação dos aspectos relacionados à colonização de substratos Nicole Miyuki Latoski, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - NÚCLEO DE ESTUDOS DO COMPORTAMENTO ANIMAL Marta Luciane Fischer, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - NÚCLEO DE ESTUDOS DO COMPORTAMENTO ANIMAL Giovana Elisa Barrozo Da Silveira, NÚCLEO DE ESTUDOS DO COMPORTAMENTO ANIMALO caramujo invasor Achatina fulica Bowdich, 1822 é um sério problema ambiental que tem se espalhado pelo Brasil podendocausar também impactos de saúde e econômicos. Apesar de ser transportado passivamente podem exibir uma expansão territorialativa. Assim, objetivou-se avaliar a colonização dos substratos pelo caramujo invasor. O presente estudo foi desenvolvido no NEC-PUCPR durante agosto/2006 a julho/2007. Foram realizados experimentos quanto à distribuição e ocupação de substratosconforme a densidade (0,1,2, e 4 residentes e 1, 2 e 4 colonizadores) e o desenvolvimento ontogenético (combinação entreresidentes e colonizadores jovens: concha menos 4cm comprimento e adultos concha maior que 4cm), totalizando 36 experimentoscom 10 réplicas cada. O colonizador foi colocado no terrário (30 L) contendo terra e areia e foram registrados os padrões motoresexibidos durante 10min, então, registrou-se posições e comportamentos em 1, 24 e 48h. A terra e o vidro foram ocupadospreferencialmente pelos residentes, enquanto que invasores predominaram na areia, sendo adultos invasores os que usaram maiso vidro. O residente apresentou maior tenacidade nas primeiras horas, não diferindo entre jovem e adulto. A análise decorrespondência elucidou que o residente ficou mais sedentário após 24h e o invasor, após 48h. A atividade dos animais teverelação com período e tamanho. Quando o residente era pequeno, foram obtidas menores freqüências de repouso após 10 min;poucos residentes com invasores adultos, após a fase do comportamento exploratório, os animais ficaram em repouso ecomeçaram a se enterrar. Após 24 e 48h houve predomínio do repouso, sendo a maior freqüência de enterramento em residentes.Para adultos residentes após 10 min predominou o repouso, mas com a entrada do invasor, após 1h, a maioria dos animais semovimentam; a maior freqüência de repouso foi com invasor jovem. Após 24 e 48h, a maioria dos animais ficaram em repouso,sendo as maiores freqüências de enterramento em residentes, principalmente com invasores adultos. Durante a colonização, otamanho e a densidade se mostram fatores importantes favorecendo o deslocamento dos demais animais evidenciando que essessão mecanismos que favorecem a locomoção ativa. Os mecanismos relacionados com a colonização de substratos pela espécieinvasora A. fulica pode envolver mecanismos de extinção e colonização intermitentemente promovendo a renovação daspopulações, no entanto fatores relacionados com movimentação ativa, disputa de substratos, comunicação química são elementosimportantes que promovem a dispersão dos indivíduos pelo ambiente e, automaticamente, a ampliação do sítio de ocorrência.Palavras Chave: Colonização, Distribuição, Ocupação.

Avaliação dos aspectos relacionados às interações interespecíficas entre Megalobulimus paranaguensis Pilsbry & Ihering, 1900 e Achatina fulica Bowdich, 1822: colonização de substratos.Nicole Miyuki Latoski, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - NÚCLEO DE ESTUDOS DO COMPORTAMENTO ANIMALMarta Luciane Fischer, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - NÚCLEO DE ESTUDOS DO COMPORTAMENTO ANIMALO caramujo M.paranaguensis é uma espécie nativa ocorrente no litoral paranaese, 5 espécies do gênero estão na lista deespécies ameaçadas. A A.fulica, é uma espécie problema por causar danos econômicos, de saúde e ambientais. Existe ahipótese de que a invasora esteja competindo por sítio de repouso e recursos alimentares com a espécie nativa, uma vez queambas ocorrem em ambiente antrópico. Objetivou-se avaliar aspectos relacionados às interações e colonização desubstratos entre ambas as espécies. Em laboratório foram realizadas experimentalmente quatro interações entreM.paranaguensis(Mp) e A.fulica(Af): 1 Mp residente e 1 Af invasor; 1 Af residente e 1 Mp invasor; 1 Mp residente e 5 Afinvasores; 5 Af residentes e 1 Mp invasor. A unidade experimental foram terrários contendo areia e terra. Foramconsiderados residentes indivíduos que habitavam o ambiente a 48h. Foram avaliados o comportamento exploratórioadulto e interações de acordo com a densidade populacional de residentes e colonizadores simultâneos. O colonizador foicolocado no terrário e as posições foram registradas em 10min., 1, 24 e 48h. Após 48h os colonizadores foram retirados enovos testes iniciaram. Durante as interações entre M. paranaguensis (Mp) e A.fulica (Af), observou-se que durante aprimeira hora, Mp foi mais ativo (12,5%) que Af (2,5%), principalmente quando na posição de residente e sofreu invasãoterritorial de um grupo de Af. Durante todos os testes, a espécie nativa preferiu a areia como substrato (100%), enquanto aespécie africana variou entre vidro (teto (22,5%) e vidros laterais (15%)) e areia (12,5%). A espécie nativa, apósreconhecimento da alteração territorial e dos invasores, tendeu a buscar um sítio de repouso e permaneceu em repouso,com exceção do experimento com 5 invasores. Não foi observado comportamento agonístico, porém, a espécie invasorademonstrou agitação ao buscar locais vazios como sítio de repouso. A A.fulica demonstrou menor responsividade à invasãodurante a primeira hora do experimento, porém, migrou para o vidro ou o teto da unidade experimental nas 24 horassubseqüentes, como se buscando um espaço vazio principalmente quando testada como invasora. Os dados do presenteestudo demontram que, aparentemente, diferente do que já havia sido afirmado em literatura, a espécie nativa não entraem letargia seguido de morte após interações com a espécie invasora, ao contrário, as espécie se segregam territorialmente,sendo que o M.paranaguensis permanece no sítio preferencial, enquanto a A.fulica se dispersa e coloniza o território demaneira vertical, buscando sítios vazios.Palavras Chave: Disputa territorial, Distribuição, Invasão

Avaliação da atividade de Megalobulimus paranaguensis : influência da presença do co- específico Cristo, G. C., PUCPR Fischer, M. L., PUCPRAs espécies do gênero Megalobulimus são endêmicas da Floresta Atlântica, estando algumas ameaçadas de extinção. Adensidade de M. paranaguensis (Pilsbry & Ihering, 1900), endêmica do Paraná, aparentemente tem diminuído nosúltimos anos. No entanto, além de possuírem hábitos noturnos são encontrados com pouca freqüência em atividadetanto em ambiente natural quanto nos antrópicos. Logo, não é conhecido se os caramujos diminuíram sua atividadedevido a diminuição do contato com co-específicos e aumento do caramujo invasor, Achatina fulica (Bowdich, 1822), ouse a baixa densidade é característica da espécie. Assim, objetivou- se avaliar a atividade de M. paranaguensiscomparativamente entre indivíduos isolados e agrupados. O presente estudo foi realizado no laboratório NEC-PUCPRdurante o período de março a junho de 2007. Os animais (10 adultos e 7 filhotes) coletados no litoral paranaense forammantidos em terrários de 30L (30x31x54) contendo terra orgânica e areia. Semanalmente era feita a manutenção comreposição de água e oferecimento de alimento. Os animais foram mantidos em duplas nos finais de semana eindividualizados durante a semana. Durante 41 dias foram registradas a localização e atividade em três períodos:manhã, tarde e noite. Foram realizados 582 registros e tanto para os animais mantidos em duplas (X2(2)=24;P<0,01)quanto individualizados (X2(2)=384;P<0,01) ocorreram mais ações relacionadas com a inatividade (animais semi-enterrados, enterrados, se enterrando, entrando em repouso ou em repouso) do que com comportamento de atividade(deslocando-se, comendo ou parado) (X2(9)=210 P<0,01). No entanto, ao se comparar os dois grupos (X2(2)=39,6;P<0,01) verificou-se que maiores freqüências de atividades foram registradas para animais mantidos em grupo.Nos dois testes maior número de padrões motores relacionados com a atividade foi registrado durante a manhã, noentanto maior freqüência de atividade durante a noite foi registrada para animais mantidos em duplas (X2(2)=24;P<0,01). As atividades durante o período da tarde ocorreram quando a umidade relativa do ar mudava em decorrênciade chuvas ou após o oferecimento do alimento. Houve diferença na localização (X2(6)=55;P<0,01), sendo que maioresfreqüências de animais na areia, ocorreu nos isolados e na terra e vertical, nas duplas. A freqüência das atividadesregistradas também diferiu (X2(8)=158;P<0,01), com repouso com pé para fora e repouso todo recolhido maisfreqüentes e imobilidade e semi-enterrado exclusivos dos individualizados e animais ativos e enterrando-se, para asduplas. Os resultados preliminares subsidiam a hipótese de que a presença do co- específico aumenta a atividade doscaramujos, sendo um ponto favorável para sua reprodução e dispersão.Palavras Chave: comportamento, Aruá-do-mato

DIAGNÓSTICO DA INVASÃO DO CARAMUJO GIGANTE AFRICANO Achatina fulica BOWDICH, 1822 EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA OMBRÓFILA DENSA EM MORRETES, PARANÁ, BRASIL. Eduardo Colley1, Marta Luciane Fischer1, Monica Simião1, Rafael Dudeque Zenni2, Daros Augusto Teodoro da Silva2, Nicole Latoski1 Núcleo de Estudos do Comportamento Animal, NEC- PUC-PR CCBS. email: eduardocolley@yahoo.com.br. Acadêmico de Engenharia Florestal, Universidade Federal do Paraná.INTRODUÇÃOO caramujo Achatina fulica é classificado entre as cem piores espécies invasoras e ocorre no mundo inteiro (Alowe et al, 2004). No Brasil, o diagnóstico das invasões destaca a ocorrência da espécie apenas em áreas antrópicas (Simião & Fischer, 2004, Fischer & Colley, 2004, 2005). Porém Raut & Barcker (2002) alertam para o problema ambiental desencadeado pela presença de A. fulica com o estabelecimento de grandes populações em florestas primárias e secundárias, como registrado em Ilhas Havaianas, de Java, Sumatra e na Índia. Os autores salientaram a competição com a fauna nativa e a perturbação floristica, uma vez que representam uma espécie altamente voraz e generalista. Este caramujo causa sérios danos econômicos em áreas agrícolas e oferece riscos sanitários como hospedeiros de nematóides vetores de doenças (Teles et al., 1997). A chegada da espécie no Brasil ocorreu por volta de 1988, atualmente está disseminado em quase todo país. (Teles et al., 1997). Os primeiros registros para o Paraná datam de 1994, em Morretes e Antonina, e em 2002 foi constatada a ocorrência em áreas alteradas em todo litoral (Kosloski & Fischer, 2003). A instalação da espécie invasora no ambiente antrópico e posterior ocupação de áreas nativas, sugere o início de uma saturação da população de A. fulica em áreas urbanas, fato preocupante, uma vez que os ricos de impactos ambientais se acentuam e dificultam as ações de controle. Assim, o presente estudo teve como objetivo diagnosticar a invasão de A. fulica em um fragmento de Floresta Ombrófila Densa (FOD) localizada em Morretes, Paraná.MÉTODOSO estudo foi realizado no mês de julho de 2005 em um fragmento de FOD localizado no município de Morretes (25º47’S e 48º83’O). Um córrego divide o fragmento em duas porções, uma mais alterada do que outra. A análise fitossociológica foi realizada através da instalação de 10 parcelas temporárias de 10m x 2,5m, totalizando 250m² amostrados. As parcelas foram orientadas no sentido leste–oeste e distavam no máximo 20m do leito do rio. O diâmetro à altura do peito mínimo estabelecido para medição dos indivíduos arbóreos foi de 2,5cm. Os dados foram analisados com o software FLOREXCEL. Os moluscos foram coletados usando o esforço de três horas de amostragem (9h00 às 12h00) e três coletores. Foi mensurado o comprimento da concha, a distância do co-específico mais próximo e a altura em relação ao solo. A malacofauna associada foi coletada e fixada em álcool 90ºGL. Em laboratório, foi feita a autópsia de 60 adultos (> 8,0cm) e verificada a presença de ovos com casca.RESULTADOSO fragmento florestal está inserido no domínio da FOD no ambiente Aluvial. Este fragmento, que já sofreu intervenção humana pela exploração de madeira e palmito, encontra-se atualmente na transição da 4º para a 5º fase de sucessão secundária (IBGE, 1992). Pela análise fitossociológica, foram encontradas 43 espécies arbóreas, de 22 famílias. As espécies com maiores freqüências relativas foram Euterpe edulis Mart. (9,30%), Machaerium minutiflorum Tul. (6,98%) e Casearia decandra Jacq. (5,81%) e com maiores valores de dominância relativa foram Schizolobium parahyba (Vell.) S.F. Blake (16,66%), M. minutiflorum (10,09%) e Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. Robyns (7,91%). As espécies que obtiveram maiores valores de importância foram M. minutiflorum (23,69), E. edulis (23,68) e S. parahyba (18,48) e as com maiores valores de cobertura foram S. parahyba (17,32), M. minutiflorum (16,71) e E. edulis (14,38). Apenas uma espécie arbórea exótica foi encontrada, Citrus sinensis Osbeck, com um indivíduo. Duas plantas exóticas invasoras foram encontradas no estrato herbáceo-arbustivo, Hedychium coronarium J. König e Impatiens walleriana Hook. f., ambas presentes ao longo das margens do rio. Com base nos índices de diversidade de Shannon e de Simpson obtidos, 3,40 e 0,04 respectivamente, conclui-se que existe uma grande diversidade florística e uma grande heterogeneidade no fragmento, não podendo ser atribuída nenhuma relação específica entre a vegetação e A. fulica, confirmando o caráter generalista da espécie.A uma temperatura de 20ºC e umidade relativa do ar de 95% foram coletados 396 moluscos com um tamanho médio de 7 2,3cm (N=396; i.v.=0,5–11,5), evidenciando tratar-se de uma população composta por indivíduos adultos. O grande tamanho dos animais com até 11,5cm de concha, sugere o estabelecimento recente. Estes valores diferem dos registros de Fischer & Colley (2004, 2005) e Simião & Fischer (2004) em populações antigas presentes em áreas antrópicas da região tanto em estações secas como chuvosas, onde a população de indivíduos juvenis era maior que a de adultos. Segundo Civeyrel & Simberloff (1996), a população de A. fulica passa por três fases durante seu estabelecimento, a primeira é de crescimento exponencial, determinada por indivíduos grandes e vigorosos; a segunda trata do estabelecimento da população com duração variável e a terceira é a fase de declínio caracterizada por uma população de pequenos indivíduos.

A porção menos alterada apresentou indivíduos maiores com média de 7,7 2,7cm (N=59; i.v.=0,511,5) que a porção mais alterada com média de 6,9 2,1cm (N=332; i.v. =1–11). A maioria dos animais foi encontrada viva ( 2(1) =63,3; P<0,01) e possuíam tamanho maior do que os animais encontrados mortos (t398=-2,3; P 0,05). A ocorrênciaacentuada de animais vivos, maduros e vigorosos, e de indivíduos pequenos mortos evidenciam a suscetibilidade dos filhotes a fatores ambientais presentes em áreas naturais einexistentes nas antrópicas.A altura da posição dos animais em relação ao solo foi em média 10,8 3,3cm (N=396; i.v =0–250), sendo a maioria registrada no chão ( 2(1)=117; P<0,01). Na porção menosalterada os moluscos foram coletados apenas no solo. Dados que, somados ao registro de prevalência de ocorrência isolada ( 2(1)=190; P<0,01) sugerem menor tamanhopopulacional comparado à área disponível, fator contrário a registros de agregações e deslocamento vertical verificados em habitats saturados (Simião & Fischer, 2004, Fischer& Colley, 2004, 2005).A maioria significativa desses animais noturnos estava ativa ( 2(2)=143; P<0,01) durante toda a manhã. Deve-se considerar que o interior do fragmento era mais úmido eescuro que a borda. Segundo Raut & Barker (2002) a expansão do horário de forrageamento depende da qualidade e da disponibilidade do alimento. O mesmo autor relata quea A. fulica é capaz de permanecer em atividade mesmo sob condições extremas de temperatura e umidade atmosférica. O pequeno número de animais em estivação (N=2), e aausência de posturas e ovos retidos nos adultos são confrontante com os resultados obtidos por Fischer & Colley (2004, 2005) e Simião & Fischer (2004) conduzidos durante oinverno em ambientes urbanos, onde registraram a maioria dos caramujos estivando e evidências de atividade reprodutiva (Fischer & Colley, 2005). Dentre a fauna associada foram registrados animais decompositores corroborando com Fischer & Colley (2005). Com destaque para quatro moluscos dafamília Bulimidae, dos quais três estavam mortos. A perda da diversidade pela competição e alteração ambiental causada na presença da invasora é um sério problemaambiental reforçado pela deficiência de estudos da sistemática, ecologia e biologia das espécies endêmicas brasileiras.CONCLUSÃOO presente diagnóstico retrata a situação atual da espécie invasora A.fulica no Brasil. A ocorrência deste caramujo em Floresta Ombrófila Densa sugere a saturação doambiente antrópico. O longo tempo de invasão em Morretes por A.fulica, somada ao grande tamanho e espaçamento populacional, existência de poucos jovens e ocorrência nosolo, sugerem que esta ocupação seja recente. Extrapolando este padrão para o Brasil, onde populações de área urbana não são contidas, alerta-se para a rápida infestação denovas áreas naturais e irreversíveis impactos ambientais devido a métodos de controle mais custosos e difíceis. Assim, medidas de manejo eficazes são urgentes requerendoauxílio de autoridades competentes.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAlowe,S, Browne,M & Boudjelas,S. 2004. 100 of the world’s worst invasive alien species. A selection from the global invasive species database. Disponível: www.issg.org/database [2004].Civeyrel,L & Simberloff,D. 1996. A tale of two snails: is the cure worse than the disease? Biodiversity and Conservation, 5: 1231-1252.Fischer,M.L & Colley,E. 2004. Diagnóstico da ocorrência do caramujo gigante africano na APA de Guaraqueçaba. 26 (54): 43-50.Fischer,M.L & Colley,E. 2005. Espécie invasora em reserves naturais: Caracterização da População de Achatina fulica Bowdich, 1822 (Mollusca – Achatinidae) na Ilha Rasa, Guraqueçaba, Paraná.Brasil. 5 (1).IBGE. 1992. Manual Técnico da Vegetação Brasileira. IBGE. Rio de Janeiro. (Série Geociências, n. 1).Kosloki,M.A & Fischer,M.L. 2002. Primeira ocorrência de Achatina fulica (Bowdich, 1822) no litoral do Estado do Paraná (Mollusca; Stylommatophora; Achatinidae). Estudos de Biologia, 24: 65-69.Raut,K & Barker,G. 2002. Achatina fulica Bowdich and others Achatinidae pest in tropical agriculture in Mollusks as croup pest (Barker & Hamilton eds). New Zealand: CAB Publishing.Simião,M.S. 2003. Estimativa populacional e caracterização da população de Achatina fulica Bowdich, 1822 (Mollusca; Achatiniade) no município de Pontal do Paraná, Paraná, Brasil. TCC deBiologia da PUCPR.Teles,H.M.S, Vaz,J.F, Fontes,L.R. & Domingos,M.F. 1997. Registro de Achatina fullica Bowdich, 1822 (Mollusca, Gastropoda) no Brasil: caramujo hospedeiro intermediário de Angiostrongilíase.Rev. de Saúde, 31:310-312.

XVIII Encontro de Química da Região Sul Curitiba, 11 a 13 de novembro de 2010Comunicação química no caramujo invasor Achatina fulica Bowdich,1822: reação a frutos em diferentes estágios de desenvolvimento.Adam Coelho de Aguiara*(IC), Marta Luciane Fischera(PQ), Francisco de Assis Marquesb(PQ) eCarolina Magno Kostrzepaa (IC).*adam.toelho@yahoo.com.bra Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho, Curitiba, PR, 80215 901, Brasil.b Universidade Federal do Paraná, Av Cel Francisco H dos Santos, s/n, Jardim das Américas, Curitiba, PR,: 81530-900, Brasil.Palavras Chave: caramujo, atração, armadilha. Introdução o estágio de desenvolvimento do alimentos e o estado nutricional do animal também devem serO caramujo africano Achatina fulica Bowdich, 1822 considerados3,4.é uma espécie invasora de importância mundial há x 2=0,95,p>0,01 x 2=3,2,p>0,01 x 2=4,2,p>0,01 Ind ef inid o x 2=3,2,p>0,01 x 2=9,8,p<0,01 Neg ativo x 2=9,8,p<0,01 Po sitivo x 2=3,8,p>0,01 x 2=14,6,p<0,01 x 2=5,6,p>0,01 x 2=8,6,p>0,01 x 2=8,6,p>0,01mais de um século, causadora de impactos 100% * * * *ambientais, econômicos e de saúde pública6,7. 90% 80%Ocorrem em elevadas densidades e utilizam a 70% Frequencia relativa (%)comunicação química como forma de navegação e 60% * *orientação pelo ambiente2. Logo, a compreensão 50%dos mecanismos naturais de atração do caramujo 40% * *pode ser um importante aliado nos planos de 30% *controle e manejo, subsidiando a elaboração de 20%armadilhas específicas. Objetivou-se avaliar a 10% 0%atratividade e o comportamento de jovens e filhotes Tomate maduro (total) Tomate maduro (alimentado) Tomate maduro (jejum) Tomate verde Tomate fermentado Uva madura Uva fermentada Banana madura Banana verde Banana fermentada Pepinode A. fulica diante de compostos presentes em Figura 1. Frequência relativa de testes positivos, negativos e indefinidosfrutos em diferentes estágios de desenvolvimento. obtidos com indivíduos A. fulica em jejum e alimentados. Os valoresPara tal, utilizou-se um olfatômetro de escolha absolutos foram comparados através do teste do qui-quadrado, sendo os valores significativamente diferentes (p<0,05) acompanhados de asteriscobinária em forma de Y, com tubo de 4 cm de (considerando todos os três resultados) e de triângulo (comparandodiâmetro e 15 cm de comprimento de braço até a apenas resultados negativos e positivos).bifurcação. Trinta testes foram efetuados para cadasituação analisada. Conclusões Resultados e Discussão As matrizes orgânicas influenciaram na atratividade e nos comportamentos exibidos pelos indivíduos daA frequência de animais que escolheram o branco espécie A. fulica. Além disso, foi verificada aou o braço contendo o atrativo foi significativamente influência das matrizes orgânicas em seusmenor nos testes com indivíduos alimentados. A diferentes estágios de desenvolvimento sobre osmaior atratividade foi registrada em animais diante animais, exercendo maior atração, quandoda uva madura , do pepino e da banana verde utilizados vegetais em estágios iniciais de(Figura 1). Por outro lado, foi exercida maior desenvolvimento, ou repelência, quando utilizadosrepelência no tomate e banana fermentados (Figura vegetais em alto grau de fermentação.1). Os animais demoram em média 42,7±72,8 seg.(N =270; i.v.=0-459) para retirada de tentáculos e Agradecimentos56,4±84 seg (N =270; i.v.=1-504) para o início dodeslocamento, sendo que as maiores médias Os autores agradecem à pró-reitoria de pesquisa eocorreram, respectivamente, em animais diante da pós-graduação da PUCPR, à equipe do Núcleo debanana verde e da uva (madura e fermentada) e Estudos do Comportamento Animal (NEC-PUCPR)tomate verde. Além disso, os animais demoraram e ao Departamento de Química da UFPR.em média 588,3±362,7 seg (N =250; i.v.=100-1711) ____________________ 1 Albuquerque, F.S., Peso-Aguiar, M.C., Assunção-Abulquerque, M.J.T e Gálvez,para chegar na bifurcação e 931,3±370,3 seg L. Brasil J. Biol., 2009, v. 69, n.3, p. 879-885. 2(N=226;i.v.=278-1800), para realizar a escolha, Chase, R. Journal of Comparative Physiology, 1982, v. 148, n.2, p. 225-235. 3 Croll, R.P. e Chase, R. Behavioral Biology, 1977 v.19, p. 261-268.sendo as maiores e menores médias obtidas diante 4 Croll, R.P. e Chase, R. Journal of Comparative Physiology, 1980 v. 136, n. 3, p.do tomate e uva fermentados e no tomate verde e 267-277. 5 Fischer, M.L.; Amadigi. I.S.N., In: Fischer M.L.; Costa, L.C.M. 1ed.pepino, respectivamente. Autores como Raut e Champagnat, 2010 p. 49-99. 6Ghose (1983a,b) verificaram que a luz induz o 7 Mead, A.R. Chicago: University of Chicago published, 1961, on line. Raut, S. K e Barker, G M. Molluscs as Crop Pests. 2002. p. 55-114.animal ao início da locomoção8,9. A umidade5, 8 Raut, S.K e Ghose, L.C. Records of the Zoological Survey of India, 1983a v.80,também exerce efeito similar, podendo, até, p.421-440. 9 Raut, S.K e Ghose, L.C. Malacological Review, 1983b v.16, p. 95-96, 1983b.influenciar significativamente no peso total ecrescimento de indivíduos da espécie1. Além disso,

Influência de substâncias contidas em fezes e co-específico morto na dispesão ativa de Achatina fulica Bowdich, 1822. 1* 1 2Carolina Magno Kostrzepa (IC), Marta Luciane Fischer (PQ), Francisco de Assis Marques (PQ),Adam Coelho de Aguiar1 (IC).1 Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho, Curitiba, PR, 80215 901, Brasil.2 Universidade Federal do Paraná, Av Cel Francisco H dos Santos, s/n, Jardim das Américas, Curitiba, PR,: 81530-900, Brasil.*carolinamagno_k@yahoo.com.brPalavras Chave: Caramujo, repelência, reação. Introdução dos animais4, correspondendo a estímulos para a dispersão ativa do indivíduo de A.fulica.O caramujo africano Achatina fulica Bowdich, 1822é originário da África e apresenta ampla distribuiçãomundial. Seu hábito generalista e grandefecundidade classificam esse animal como uma dasespécies invasoras mais nocivas do mundo, umavez que promovem impactos ecológicos, 5econômicos e de saúde pública . A espécie utilizasenso químico para mediar seu o comportamento 1social, alimentar e de homing , logo hipotetiza-seque perceba a saturação do ambiente causada pelasuperpopulação, através do acúmulo de substânciasquímicas como a amônia, liberadas com excretas eanimais mortos. Assim, objetivou-se avaliar areação dos animais diante de fezes (N=180 testes) Figura 1. Freqüência relativa de resultados positivos, negativos ee co-específicos mortos (N=30 testes), utilizando indefinidos obtidos com os testes realizados com c o-específiconos testes um olfatômetro de escolha binária em morto, fezes frescas do co-específico em pouca, média e grandeforma de Y. quantidade e fezes secas do co-específica em pouca, média e grande quantidade; Os valores absoltos foram comparados Resultados e Discussão através do teste do qui-quadrado, sendo os valores significativamente diferentes (P<0,05) acompanhados deA maioria dos resultados diante do co-especifico asterisco.morto foi indefinido, ou seja, mesmo o animalapresentando um monitoramento do ambiente, não Conclusõesse deslocou (Figura 1). Diante de pequena e médiaquantidade fezes frescas ou secas do co-específico Os dados do estudo subsidiam a hipótese de quenão houve diferença significativa nas respostas fezes de co-especícos e co-específicos mortos(Figura 1), porém diante de grande quantidade, a possuem efeito repelente sobre os indivíduos demaioria dos animais foi repelida (Figura 1). Para os Achatina fulica, demonstrando, porém, que aindivíduos de A. fulica a presença de excretas repelência exercida pelas fezes de co-específiconitrogenadas pode ser fator limitante para o seu tanto secas, quanto frescas, tem correlação com abem estar levando em consideração que em quantidade de material ao qual são expostos, sendocriações comercias a concentração de amônia é um a concentração das substâncias um fator a serdos fatores que deve ser controlados , uma vez que considerado.que o acúmulo dessa substância apresenta relaçãocom perda de peso e queda na fecundidade dos Agradecimentoscaramujos3. Os autores agradecem à equipe do Núcleo deOs resultados obtidos no olfatometro juntamente Estudos do Comportamento Animal da PUCPR e aocom os padrões motores exibidos pelos animais, departamento de química da UFPR.demonstram que co-específico morto e as fezes 1podem, de fato, ter efeito repelente. Esses dados Chase, R.. J. Comp. Physiol. 1982,148, 225. 2subsidiam a hipótese de que a supoerpopulação Chase, R.; Croll, R. P.; Zeichmer, L . L., Beh. and Neural Biol.1980, 30, 218.pode motivar o animal a se dispersar, indicando 3 Pacheco, P.; Martins, M. F.; Spers, A.; Salgado, A. B.; Jardini, F. H.toxicidade do ambiente e exaustão de recursos2, M.; Sender, L; Marques, M. S. Congr. Bras. de Med. Vet. 1996, 183. 4fatores que podem levar a mecanismos de proteção Raut, S. K.; Barker, G. M.Molluscs as Crop Pests. 2002, 3, 55. 5 Fischer, M.L.; Amadigi. I.S.N., In: Fischer M.L.; Costa, L.C.M. 1ed.como a hibernação e estivação e também á morte Champagnat, 2010 . 50-171.

XVIII Encontro de Química da Região Sul Curitiba, 11 a 13 de novembro de 2010Comunicação química no caramujo invasor Achatina fulica Bowdich,1822: reação a compostos presentes em folhas e flores.Adam Coelho de Aguiara*(IC), Marta Luciane Fischera(PQ), Francisco de Assis Marquesb(PQ).*adam.toelho@yahoo.com.bra Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho, Curitiba, PR, 80215 901, Brasil.b Universidade Federal do Paraná, Av Cel Francisco H dos Santos, s/n, Jardim das Américas, Curitiba, PR,: 81530-900, Brasil.Palavras Chave: caramujo, atração, controle. Introdução testadas, evidenciando a presença semioquímicos voláteis em folhas e flores passíveis de seremO caramujo africano Achatina fulica Bowdich, 1822 utilizados em armadilhas específicas, possibilitando,é caracterizado por apresentar grande potencial assim, planos de controle e manejo mais eficientes.invasor desenvolvido ao longo de sua evolução em x2 =12,8, p<0,01 Indefinido x2 =19,4, p<0,01 Negativo x2 =12,8, p<0,01 Positivo x2 =12,6, p<0,01 x2 =26,6, p<0,01bordas de florestas tropicais4. No Brasil, pode ser 100% * * * * * 9 90%encontrada em 24 dos 26 estados , sendo Ώ Ώ 80%considerada uma das cem piores espécie invasoras Frequência relativa (%) 70% *do Mundo1, demandando medidas de manejo 60% 5urgentes . Logo, a compreensão dos mecanismos 50% Ώ Ώnaturais de atração do caramujo pode ser um 40% *

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