plataformas de proteção

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Published on March 10, 2014

Author: isabelfernandadearaujo

Source: slideshare.net

Description

Plataformas de proteção na construção civil

18.13.6. • Em todo perímetro da construção de edifícios c/+ de 4 pavimentos ou altura equivalente, é obrigatória a instalação de uma PLATAFORMA PRINCIPAL de proteção na altura da 1a. laje que esteja, no mínimo, 1 pé-direito acima do nível do terreno. PLATAFORMAS DE PROTEÇÃO

• Observar que edifícios que possuam, pelo menos, o térreo e + 4 andares superiores devem instalar esta plataforma. • A plataforma pode ser construída: • em chapas de madeira ou metálicas, • em balanço com sustentação feita por ½ de estruturas de aço ou madeira, ou, • simplesmente, apoiadas no terreno. • Verificar a existência de PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA específicos para a montagem e desmontagem das plataformas e o conhecimento desses por parte dos trabalhadores. PLATAFORMAS DE PROTEÇÃO

ESQUEMA GERAL DAS PLATAFORMAS DE PROTEÇÃO

Disposição correta de plataformas de proteção 18.13.6.2. • A plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a que se refere e retirada, somente, quando o revestimento externo do prédio acima dessa plataforma estiver concluído.

• Decorrido o período de cura da laje a plataforma deve ser imediatamente instalada, ou seja, Sua instalação deve-se dar antes do início da execução do escoramento da laje imediatamente superior. • REVESTIMENTO EXTERNO: – serviço de acabamento externo da edificação, como: • revestimentos, • pinturas, • rejuntamento e limpeza, • etc.

18.13.7. • Acima e a partir da plataforma principal de proteção, devem ser instaladas, também, PLATAFORMAS SECUNDÁRIAS DE PROTEÇÃO, em balanço, de 3 em 3 lajes. 18.13.7.1. • Essas plataformas devem ter, no mínimo: – 1,40m de balanço e – um complemento de 80cm de extensão, • com inclinação de 45º, a partir de sua extremidade.

18.13.8. • Na construção de edifícios com pavimentos no subsolo, devem ser instaladas, ainda, PLATAFORMAS TERCIÁRIAS DE PROTEÇÃO, de 2 em 2 lajes, contadas em direção ao subsolo e a partir da laje referente à instalação da plataforma principal de proteção. 18.13.8.1. • Essas plataformas devem ter, no mínimo: – 2,20m de projeção horizontal da face externa da construção e – um complemento de 80cm de extensão, com inclinação de 45º, a partir de sua extremidade, – devendo atender, igualmente, ao disposto no subitem 18.13.7.2.

18.13.9. • O perímetro da construção de edifícios, além do disposto nos subitens 18.13.6 e 18.13.7, deve ser fechado com tela a partir da plataforma principal detela a partir da plataforma principal de proteção.proteção. 18.13.9.1. • A tela deve constituir-se de uma barreira protetora contra projeção de materiais e ferramentas. 18.13.9.2. • A tela deve ser instalada entre as extremidades de 2 plataformas de proteção consecutivas, só podendo ser retirada quando a vedação da periferia, até a plataforma imediatamente superior, estiver concluída.

18.13.10. • Em construções em que os pavimentos mais altos forem recuados, deve ser considerada a primeira laje do corpo recuado para a instalação de plataforma principal de proteção e aplicar o disposto nos subitens 18.13.7 e 18.13.9. 18.13.11. • As plataformas de proteção devem ser construídas de maneira resistente e mantidas sem sobrecarga que prejudique a estabilidade de sua estrutura.

18.13.7.2. • Cada plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a que se refere e retirada, somente, quando a vedação da periferia, até a plataforma imediatamente superior, estiver concluída. • Por vedação entenda-se a execução integral da alvenaria externa da edificação, desde o pavimento dessa plataforma até a altura da plataforma secundária imediatamente superior. • Poderá ser adotado sistema de rodízio de plataformas desde que a vedação de toda a periferia entre duas plataformas secundárias consecutivas esteja concluída. • Por rodízio entenda-se: a utilização alternada de plataformas secundárias. Portanto, a obra que adota o sistema de rodízio, terá, pelo menos, 3 plataformas, sendo uma delas a principal.

• Decorrido o período de cura da laje – a plataforma deve ser imediatamente instalada, ou seja: • sua instalação deve-se dar antes do início da execução do escoramento da laje imediatamente superior. • Verificar a existência de procedimentos de segurança específicos para a montagem e desmontagem das plataformas e o conhecimento desses por parte dos trabalhadores.

18.13.6.1. • Essa plataforma deve ter, no mínimo: • 2,50m de projeção horizontal da face externa da construção; • 1 complemento de 80cm de extensão, com inclinação de 45º, a partir de sua extremidade.

Narração sucinta de um acidente envolvendo plataforma: Engº Miguel - DRT/RS • O acidentado, encarregado de carpintaria, estava trabalhando na montagem da plataforma primária de proteção, 3 pavimentos acima do solo, assoalhando a mesma. • A grua depositou uma pilha de tábuas sobre a parte da plataforma que já estava assoalhada. • O acidentado subiu na plataforma para desamarrar o cabo de aço que prendia a pilha. • Nesse momento, a plataforma ruiu, causando a queda do trabalhador e sua morte. • A plataforma era constituída por suportes metálicos assoalhados com tábuas:

• Os suportes tinham formato triangular, sendo que na extremidade mais alta, que fica junto à edificação, havia um encaixe, que se acoplava na viga invertida da periferia da edificação (figuras 2 e 3). b 55 28 250 Fig 2 Fig. 3

Descrição Geral do Sistema: • Cunhas de madeira eram utilizadas para ajuste entre o encaixe do suporte e a viga. • Os suportes metálicos possuíam uma parte horizontal, de 2,50 m, e uma parte inclinada a 45º e eram feitos de um perfil U de 30 mm de altura por 68 mm de largura e 2 mm de espessura, de aço SAE 1010. • O espaçamento entre suportes tinha, em média, 1,91 m. • As tábuas que formavam o assoalho tinham 270 x 30 x 2,5 cm, e eram de pinus. • Cada tábua se apoiava em 2 suportes. • Eram colocadas oito tábuas lado a lado para cobrir a parte horizontal da plataforma. • Cunhas de madeira eram utilizadas para ajuste entre o encaixe do suporte e a viga. • Na maioria dos suportes, eram usados dois pares de cunhas, um par colocado mais acima e outro, mais abaixo. • Medimos um desses suportes, verificando que o par superior estava a 5 cm da extremidade superior da viga, e o par inferior estava a 20 cm da mesma.

Descrição Geral do Sistema: • Na ocasião do acidente, todos os suportes da plataforma primária de proteção já tinham sido colocados, e se estava colocando o assoalho na parte horizontal. • O assoalhamento da parte inclinada ainda não havia iniciado. • No momento da investigação do acidente, havia parafusos prendendo a parte inferior do encaixe à viga de concreto. Segundo todos os depoimentos, esses parafusos foram colocados depois do acidente. a)     O estado da plataforma e de seus suportes metálicos após o acidente: – Durante o acidente, caíram 3 suportes metálicos, as tábuas que os assoalhavam e a pilha de tábuas que havia sido depositada sobre eles. – No subsolo, encontramos os 3 suportes que caíram. – Foi possível observar, em todos os 3, uma deformação plástica por flexão na parte horizontal do encaixe (figura 4):

Fig. 4

Outras informações relativas ao acidente: a)     Equipamentos de movimentação de materiais: • Para movimentar os materiais, era utilizada uma grua. b)     Equipamentos de proteção individual: • O acidentado estava usando um cinto de segurança, mas este não estava preso na construção. • Havia uma corda de nylon presa em dois pilares. • A corda era destinada a que o cinto de segurança fosse preso nela. • A corda tinha bastante folga. • Os pilares apresentavam cantos vivos.

2) Verificação estrutural da plataforma: a)  Determinação das cargas atuantes no suporte: P = peso próprio + peso do assoalho + peso da pilha de tábuas + peso da pessoa = 263 kgf Posição: 125 cm da edificação b)   Cálculo das reações e dos esforços: Fig. 5 – Esquema de forças no suporte V = P H2 = H1 = 125 P /(55-b) N = H1 = 125 P /(55-b) M = H1 . b = 125 P . b /(55-b) onde b é a distância do par de cunhas mais alto ao eixo da barra horizontal do encaixe do suporte. Não sabemos a posição em que essa cunha estava colocada nos suportes que caíram. • Se b = 5 cm, então N = 657,5 kgf e M = 3287,5 kgf.cm

c)      Cálculo das tensões: I)        devida ao esforço normal: σN = N/A = 657,5/2,48 = 265 kgf/cm² II)      devida ao momento fletor, na fibra mais comprimida: σMc = M.xC /JY = 3287,5 x 2,22 / 2,108 = 3462 kgf/cm² III)    combinada: σ = σM – σN = 3462 – 265 = 3197 kgf/cm² IV)    A tensão σ supera a tensão de escoamento (fy = 1800 kgf/cm²) d)     Determinação do “b” máximo admissível: • Pode-se calcular que para um valor de b de até 3,1 cm, a tensão seria inferior à tensão de escoamento.

e)     Conclusão da verificação estrutural da plataforma: • A ruptura da plataforma ocorreu pelo desprendimento de 3 suportes, em virtude da deformação do encaixe dos mesmos na viga. • Essa deformação se deu em razão de ter sido ultrapassado o momento fletor que a barra horizontal do encaixe poderia resistir. • Tal momento fletor é função da carga (permanente e variável) da plataforma no momento do acidente e da geometria do suporte, incluindo a posição das cunhas de ajuste entre o encaixe do suporte e a viga.

a)     Ruptura da plataforma primária de proteção I)       O PCMAT não incluía especificação da montagem das plataformas. Por conseguinte, não havia especificação do local adequado para colocação segura das tábuas a serem usadas na confecção da plataforma. II)      O PCMAT não incluía projeto das plataformas. Por isso, não estavam previstas as cargas a serem suportadas e não havia especificação da posição dos pares de cunhas de madeira que faziam o ajuste entre o encaixe do suporte metálico e a viga de concreto. III)     Houve alteração dos suportes sem projeto adequado. IV)     Falta de ordens de serviço. O operador de grua e os carpinteiros não receberam ordens de serviço sobre o local adequado de depósito das tábuas, sobre a capacidade de carga da plataforma e sobre a posição das cunhas de madeira. 3)     Discussão das causas do acidente e classificação das mesmas:

b)   Não fixação do cinto de segurança: I)    Falta de sistema de fixação adequado. • Pretendia-se que o cinto de segurança fosse preso a uma corda de nylon frouxa, amarrada em 2 pilares que apresentavam cantos vivos. • O sistema de fixação mais adequado seria um trilho-guia ou cabo-guia de aço, e um cinto de segurança com cabo retrátil, de modo a permitir a fixação antes do trabalhador subir na plataforma, sem necessitar se desprender em nenhum ponto da trajetória dentro da área de risco. 3)     Discussão das causas do acidente e classificação das mesmas:

a)   NR-18: I)    PCMAT (18.3.4, b e c); II)   Medidas de proteção contra quedas – plataformas de proteção (18.13.11). III)  EPI – Cinto de segurança (18.23.3 e 18.23.3.1). b)     NR-01: I)    Elaborar ordens de serviço (1.7, b, VI). II)   Informar os trabalhadores (1.7, c, I e II). 4)     Discussão à luz da NR-18 e demais normas regulamentadoras:

a)     Incluir no PCMAT: I)      Projeto completo das proteções coletivas; II)     Especificação da operação de montagem de proteções coletivas. b)     Alteração de estruturas deve ser precedida por alteração de projeto. c)      Prover meio de fixação seguro para o cinto de segurança. d)     Não permitir o trabalho sem o uso do EPI. 5)     MEDIDAS PREVENTIVAS SUGERIDAS: 6)     CONCLUSÃO: O projeto, a especificação técnica e a especificação da operação de montagem das proteções coletivas, bem como de outras estruturas que possam oferecer risco, são fundamentais para a prevenção de acidentes e devem ser incluídos no PCMAT.

Canto da plataforma - Fixação inadequada das tábuas que compõem a plataforma de proteção – Vãos abertos = descontinuidade

• Descontinuidade não permitida na plataforma de proteção

Cantoneira c/fechamento completo

• Descontinuidade não permitida na plataforma de proteção • Falta de retirada regular de entulhos (caliça)

Cantoneira da plataforma bem executada

• Descontinuidade não permitida na plataforma de proteção

• Com o fechamento das periferias devem ser retiradas as plataformas secundárias

RedeRede tipo vtipo v SISTEMA ALTERNATIVO ÁS PLATAFORMAS DE PROTEÇÃO ESTUDO

* A REDE em substituição à PLATAFORMA DE PROTEÇÃO

Detalhe da rede de proteção

Detalhe

Foto de caso real: Queda de cabine de elevador em João Pessoa/Pb.

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