Mitologia e Filosofia

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Information about Mitologia e Filosofia

Published on May 4, 2017

Author: brunobcarrasco

Source: slideshare.net

1. Mitologia e Filosofia A transição entre o pensamento Mítico para a Filosofia na Grécia Antiga.

2. Questões sobre a natureza -Por que existe o dia e a noite? -O que é um trovão? -Por que chove? Para explicar os fenômenos da natureza, a origem do mundo e dos seres humanos os gregos antigos criaram os mitos.

3. O que são Mitos? Mitos são narrativas orais, utilizadas pelos gregos antigos para explicar fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Um dos objetivos do mito é transmitir conhecimento e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado. Os mitos têm caráter simbólico e explicativo, tentando explicar a origem da humanidade e o sentido da vida por meio de personagens sobrenaturais. Os mitos constituem uma forma de conhecimento não racional, sendo verdade para quem acredita, onde não há questionamento.

4. Mitologia Grega Heróis: filhos de deuses com seres humanos. Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade. Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode. Centauros: corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo. Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe. Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Quimera: mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas ventas.

5. Deuses Gregos Zeus: deus de todos os deuses, senhor do Céu. Afrodite: deusa do amor, sexo e beleza. Poseidon: deus dos mares Hades: deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo. Hera: deusa dos casamentos e da maternidade. Apolo: deus da luz e das obras de artes. Ártemis: deusa da caça e da vida selvagem. Ares: divindade da guerra. Atena: deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas. Cronos: deus da agricultura que também simbolizava o tempo. Hermes: mensageiro dos deuses, representava o comércio e as comunicações. Hefesto: divindade do fogo e do trabalho.

6. Medusa A Medusa é uma figura do mundo mitológico da Grécia Antiga. Representada por uma mulher com enormes serpentes na cabeça, possuía também presas de bronze e asas de ouro. As lendas e mitos gregos contavam que ela tinha o poder de transformar em estátuas de pedra as pessoas que olhassem diretamente em seus olhos. Era uma das três irmãs górgonas, porém, ao contrário das outras duas (Euriále e Esteno), Medusa era mortal. Era filha de Ceto e Fórcis (divindades marinhas). Assim como suas outras duas irmãs, foi transformada em monstro pela deusa Atena. Na Grécia Antiga, quase todas as pessoas tinham muito medo da Medusa. De acordo com a mitologia, ela habitava o extremo ocidente da Grécia, em companhia de suas irmãs.

7. Pandora Os deuses fizeram uma mulher encantadora, Pandora, a quem foi entregue uma caixa que conteria coisas maravilhosas, mas que nunca deveria ser aberta. Pandora foi enviada aos humanos e, cheia de curiosidade abriram a caixa. Dela saíram todas as desgraças, doenças, pestes, guerras e, sobretudo, a morte. Explica-se, assim, a origem dos males do mundo.

8. Questionamentos sobre os Mitos No séc. VI a.C. a Grécia vivia um momento de auge de sua cultura. O comércio com outros povos trouxe conhecimento. A produção artística era muito ativa. Havia os jogos olímpicos. A linguagem, moeda e tecnologia (de arquitetura e militar) também marcaram esse período. Naquele momento iniciou-se uma nova tentativa de responder os questionamentos sobre a existência. Algumas pessoas não se contentaram com as explicações mitológicas e começaram a procurar respostas fora.

9. Condições para o surgimento da Filosofia -As Viagens Marítimas -A Invenção do Calendário -A Invenção da Moeda -O Surgimento da Vida Urbana -A Invenção da Escrita Alfabética -A Invenção da Política

10. Viagens Marítimas Permitiram aos povos descobrir que os locais que os mitos diziam habitados por deuses, titãs e heróis eram, na verdade, habitados por outros seres humanos; e que as regiões dos mares que os mitos diziam habitadas por monstros e seres fabulosos não possuíam nem monstros nem seres fabulosos. As viagens produziram o desencantamento ou a desmitificação do mundo, que passou, assim, a exigir uma explicação sobre a origem, explicação que o mito já não podia oferecer.

11. A Invenção do Calendário Uma forma de calcular o tempo segundo as estações do ano, as horas do dia, os fatos importantes que se repetem, revelando, com isso, uma capacidade de abstração nova, ou uma percepção do tempo como algo natural e não como um poder divino incompreensível.

12. A Invenção da Moeda Permitiu uma forma de troca que não se realiza através das coisas concretas ou dos objetos concretos trocados por semelhança, mas uma troca abstrata, uma troca feita pelo cálculo do valor semelhante das coisas diferentes, revelando, portanto, uma nova capacidade de abstração e de generalização.

13. Vida Urbana Com predomínio do comércio e do artesanato, dando desenvolvimento a técnicas de fabricação e de troca, e diminuindo o prestígio das famílias da aristocracia proprietária de terras, por quem e para quem os mitos foram criados.

14. Invenção da Escrita Alfabética Revela o crescimento da capacidade de abstração e de generalização, uma vez que a escrita alfabética ou fonética, diferentemente de outras escritas — como, por exemplo, os hieróglifos dos egípcios ou os ideogramas dos chineses — supõe que não se represente uma imagem da coisa que está sendo dita, mas a ideia dela, o que dela se pensa e se transcreve.

15. Invenção da Política A ideia da lei como expressão da vontade de uma coletividade humana que decide por si mesma o que é melhor para si e como ela definirá suas relações internas; surgimento de um espaço público, que faz aparecer um novo tipo de palavra ou de discurso, diferente daquele que era proferido pelo mito; direito de cada cidadão de emitir em público sua opinião, discuti-la com os outros, persuadi-los a tomar uma decisão proposta por ele, de tal modo que surge o discurso político como a palavra humana compartilhada, como diálogo, discussão e deliberação humana, isto é, como decisão racional e exposição dos motivos ou das razões para fazer ou não fazer alguma coisa. A política, valorizando o humano, o pensamento, a discussão, a persuasão e a decisão racional, valorizou o pensamento racional e criou condições para que surgisse o discurso ou a palavra filosófica.

16. O surgimento da Filosofia O que levou o homem, a partir de determinado momento de sua história, indagar-se sobre o mundo? O surgimento da Filosofia foi associado a um novo modo de pensamento. O modo de pensar da antiguidade grega, por volta dos séculos XX a.C. a VII a.C., era a mitologia. Tudo era explicado a partir dos mitos, essa visão de mundo foi contada de geração em geração por muito tempo, transmitindo aos jovens a compreensão de mundo por meio das crenças dos mais velhos.

17. O surgimento da Filosofia Os mitos contavam histórias e invenções de deuses e semideuses (heróis) de outros tempos, misturavam a sabedoria e os procedimentos do trabalho e da vida com a religião e as crenças mais antigas. Nesse contexto, os mitos eram um modo de pensamento que orientavam a vida das pessoas, era uma maneira de compreender o mundo. As crenças que eles transmitiam ajudavam a comunidade a criar uma base de compreensão da realidade.

18. O surgimento da Filosofia Parece difícil para a maioria das pessoas conceberem um mundo desordenado, vivendo no caos, sem causas, sem explicação, independentemente de quais sejam. Os mitos não apresentavam uma religião específica, sem escrita, isto é, não afetavam as crenças religiosas de cada povo e sendo transmitidos por tradição oral. Ao aliar crenças, religião, trabalho, poesia, os mitos traduziam o modo que os gregos encontravam para expressar sua integração à natureza e à vida coletiva.

19. O surgimento da Filosofia A partir do século V a.C., os gregos viveram experiências que modificaram suas formas de vida, com a vivência do espaço público e da cidadania. A cidade constitui da união de seus membros e os sentimentos que ligavam os cidadãos entre si eram a amizade e a simpatia, como resultado de uma vida coletiva. O surgimento da filosofia como forma de pensamento é fruto do espanto e da admiração. Aquilo que “todo mundo” considera normal foi colocado em questão e dúvida, as verdades tradicionais são questionadas. A filosofia não aceita passivamente as imposições do mundo sem antes investigá-las e questioná-las.

20. O surgimento da Filosofia A narrativa mítica tentava responder questões fundamentais para o homem, tais como: a origem e o fim de todas as coisas, a condição do homem e as suas relações com a natureza, com o outro e com o mundo, enfim, o sentido de existir. Esses continuaram sendo os problemas e questões da filosofia no decorrer de sua história, porém de maneira racional e sem aceitar respostas prontas como verdades, como por exemplo, “os meninos de rua são pobres porque são”, ou “os políticos são corruptos porque é assim”.

21. O surgimento da Filosofia A filosofia questiona o motivo da pobreza, da corrupção e dos modos de ser, para a possibilidade de mudar o rumo da história, criando uma forma de convivência mais respeitosa e digna para todos. Por isso, é importante que cada indivíduo assuma uma atitude filosófica, se coloque a pensar e refletir sobre o que envolve sua existência, não apenas para dar respostas ou explicações, mas para re-pensar o que foi aprendido.

22. Razão como base do pensamento filosófico A razão é a base de todo pensamento científico. Seu surgimento se deu nas cidades gregas da Ásia Menor, no século VI a.C., com os filósofos pré-socráticos, precursores da filosofia. A palavra filosofia tem origem grega. O termo “Philos” significa amizade e “Sophia”, sabedoria. Temos assim a “amizade pela sabedoria”, o desejo de estar próximo do saber, do conhecimento verdadeiro. A filosofia é a ação de refletir, a investigação curiosa para descobrir a verdade das coisas.

23. A Filosofia A palavra filósofo apareceu com um homem chamado Pitágoras (570-1 – 496-7 a.C.). Ele defendia uma doutrina com ênfase na metafísica e na filosofia dos números e da música como essência de tudo que existe e também da própria Divindade. O ponto central da doutrina religiosa é a crença na transmigração das almas ou metempsicose. A palavra Filosofia vem do grego e em sua etimologia, aborda o significado sintético: philos ou philia que quer dizer amor ou amizade; e sophia, que significa sabedoria; ou seja, literalmente significa amor ou amizade pela sabedoria.

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