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Mistérios

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Education

Published on March 14, 2014

Author: beebgondomar

Source: slideshare.net

Description

literatura infantil
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. . Erasabado.Erasabado. Corn um chapéu d~ pa::!ERa~~I!f~....,;;ii'f· menina em roda b .....................va a laranj~ doce. Bailava o limao amargo. ·Corn um chapéu de palha fina A .tnenina em roda bailava. . .t., · ~ 1 l Era sabado·.'Èra sabado. ' , 1 ~ f " '1 '. . . . ;E o don11ngo v1na. ·' J . • j ·-'E a menina em roéla bailaval ' • • • ,· 1 b · ::,·-Corn um chapéu de palha fina. • 1 f . . . ~ • .~ ~. • 1 1 l .,Naquel~ .dia de.:Sol ~ ~ · ' . • É' ·· .. b d.tra sâbàdô.:'. râ sa a o. ' "'"'' f ' ' . E neill a nü·i~e·viria :' ...l j ''i , , , . 56 o dôti).~gp·èhe:gava. . l ' • !

ROMANCINHO VERDE Veio primeiro uma menina Que lindo nome ela tinha! Chamava-se ela Maria Era bela e pequenina! Veio primeiro uma menina Veio descendo até à praia, Tinha uma saia de espuma Era branca a sua saia. Veio primeiro uma menina Cor de cravo o corpetinho, Veio descendo até à praia ,A andar devagarinho. Veio primeiro uma menina Veio descendo até ao mar, Pés descalços sobre a areia Levezinho o seu pisar. E veio depois um rapaz Que Manuel se chamava, Veio descendo até à praia Onde Maria jâ estava" E veio depois um rapaz De calças de cor dos montes, Sua camisa tao branca Lembrava agua das fontes. ( ( E veio depois um rapaz Corn modos de namorado, E disse manso àmenina: - É tao linda a cor do cravo! E a menina sorrindo Parecia uma pomba a voar: - 6 Rapaz da minhâterra É tao lindo o teu falar! E o rapaz também sorriu Sorriu, estendeu-lhe a mao E disse manso à menina: Tu dis-me o teu coraçao? E a menina abriu os braços Para o rapaz abraçar: Cor de cravo e agua branca Em frente do verde mar. 1 ' 1 1 1 1 1 . ' r,H ,,

ALARANJA A laran/a redonda Caiu da laranjeira Caiu no chao· A menina ~panhou-a Segurou-a - Corn a mao esquerda E descascou-a Camo polegar da mao dir.eita (Tao doces as suas maos!) E a menina depois Separou os-gomos l Dmaum E comeu a laranja Devagarînho Coma se fora uma fior De Sol E seus olhos Luziam verdes S0bre a luz Dalaranja Doce Desfolhada

'11;1f,,·~' . ·If·;>;;,· . Na r~L~&~~a n~ite id6;m.ec1das As·Altilb~s flah~as ddSol·~ . 'f. . . ~ ,. 1 ~·- ~Umlëa:t·'sozinh<Yni ;uà escura~ 1·· • ·· e~- , • îE friài ; '•.:,'·· . . · . 1 . ·fi. c : .• 1 • Ladrata.Lua .· .·. !j( " • • . 'E Go ~·': ~" .,:: ··.;0_sen ladrar · Nu f

0 MENINO E 0 BULE 0 pebé buliu-no bule de lbiça Que e?tava erh éima da mesa "'~ -E·~-~ae riihou: - - - i.~S::~l[~.~1~~-" _:Nâo-se bole no bule, Bebé! 0 bule é para o châ e o bebé s6 bebe leite! 0 bule olhou para o Bebé corn bondade E estendeu-lhe a asa E bichanou, pelo bico, muito baixinho Ao ouvido da mâe do Bebé: . - Eu também posso ser bule de leite... Deita-me leite para o Bebé beber... A Mâe sorriu: · - Pode ser... 0 bule brilhou de alegria branca de loiça - - E o Bebé buliu no b_uJ.e, .dev;g~rinho, E nâose calava: Blâ! ~l.~_l_Blâ!- - E bebeu, bebeu,-bebeu 0 leit-e do bule bulido. -

.,-"'-- -~ :- .• ~i~~~~... MISTÉRIOS ·"~"<. ...........,.·~-· ,..., ·.~-·

: ... ...~ ! MENINO • r··; 1 . , . '' ' , ~ ~ ··~ Menino negro "' " 1 '{ . , 1 ' Menino branco ··t.. ,• .: ~ ' ~ . r ' 6 doce cantoj . t' •, • 4 6 doce espantoJ • . ',, .i: t Do teu nanar' 1· ·; ·~t; .. negro brar1eo 6 doce canto ; 1 •6 doce espanto il J-Do meu cantar l i -· . .. · ~ .. .. . :·;. -, --·~ (' -- -..: .. '+. ]& v• • ,...; .; . • ·!..!'w. ,

•j' .. ' ... - Boa-noite, p~ssarinho., Um soriinho descansado.,. - Quanqo acordar de manha, Vou cantar ao teu tdhado! 1 ~ ..' : 1 ) .

> ' 0 tl- • • '•' ii" ~~· ;~~~~~;~:~~- 1-.. ~ .••..•;.•;:;;!. :~··· ,..,.• ,1' -~ ~ Q_uas_e.-12:q:"'c,~J:?,q~SS::;terra.." ~ - '...;.~· ... -~· -_ ~aia6luar naserra '' ·-~- ,_....._,,w. , ~ ·:·~ ':.~''>·:. ~- _ _,.:. Eo câvaloali·par;;t:§o: ~~..in~~{p_~}~X:f:~vç: l?i~P,~à__..:. .... _..__ ·>,,:-:: -. . • • Na? sr~ !:!rn labo feroz,. •___ ,._. - --·-- ~i1ft,;._.. --~.. ;!. . .,..,. ';'-~!";t:~"t:..~~!.'..~·:.h!{ ..· !:~.t"-.:.· --~ _---~·-···. -- ._. .:, _.. _. - N-· l . ""Ü·chao cfa"sêtrâè61S~r1â.1;~-:~":,~- :.~-:;~t. :~i~~j.F~:;;:'·::·~'"•"" "'>''- "'". . ·~ro~er::r•um 0 bo ~~:;~rt~~:~~ti~~;~;~~~;~~;~~~!~:~~~:: Para as ov.elhas'gu~rd_ar .. - Que os lqbQs·ÎU~~~ifi·-rebi~hos !- 0 pas~totf~-~h~~ym:2.~b ··:- ·.- ~ ._ : De rne{go~s_o~RS?:C~~~nhp~~· __ ,. ·~·:~~://'-;·:~~:~.~~f.·:~Î~-~~;:~·-"~..~-.··_:_:·: '' ".._, - ·:-· +- Havia sil~n'2fôÙf~~stira:·,:"'-,:'...~ ·, ·. ,.,._;• - ;, Tuda na'.serrâ dôdniâ:~ - Quando aparècetfurg___..,-~.Y·'""~N A correr na no'ite~·frl'â.. Tudo na serra •-:l:~r-.u~.~. Quando apareceu . _ _carrer na serra fria:~;:Ç·...:;'} ·,.}'..-~- ~ .· "'·: _ •. ;-';).·'"< ' Na sua cabeca,

E Deus r - S D 1' negra mesmo! baixo, Menino!

BURRINHODESEDA ~ ~ Tenho um burrinho dè seda.'"· .Tb.do branco àl4~ a~ Lua/ ·:. -:, J~ ··;. yi,; .·· ,. Oiço,-o corrfr:t~c-tôc, . , . Ânoite, nailiihha rua. · ·1 f -·~ Toc-,tdc,'meu burfinho, .,)?orque nao podes parar?' "'S~u feito de seda.branc~, Alguém me poderasgar. ..,.. .~ Toc-toc, meu burrinho, Na minlîa rua a correr, Se parares à minha port;1 •· S9u capaz de adormecer. Toc-t~cdiz baixinho Onde é que'devo para~~ :-'i Sou feito de seda branca . i Alguém me pode rasga~.; " ' ·-{ Vern parar à minha porta Dou-te pàlhinha·? de leite, · Se tu nao poèle~.parar . .. Como queres que eu me deite? f ~.Je-· • ~~:;J'"'' ·.f~ ' ~;1t' Tè:YG~J;oc eu ja parei, A no1 ~<·.a_ arrefece, A Lua ja'sè:·~~.2nde, :ffua ja adormè$ç~. < ' '.J' 6 ~bu~ri~ho, meu amigo, Fica h.a.porta a sonhar: Sed.a btanéa adormecida ' N iJ?.guém apode rasgar. f ····-·,.. ' Quando vi~r.a manha, Toc-toc vaiS carrer, . ' 0 meu burrinho de seda De seqa.de ad~rmecer...;~ . i'; 'r 1 ., , .r ~ • . • Obrigad.a ômeu b~rrinho, Tfpo-te~eom d meu lençol: ' _'Fif,a ll;;J. porta adormir,i" '._( ' . ~~ ..~ri~ps'sonharcorn o Sol.,;l' ... ,..;i· ;-_ :: •. .,. • ~ • ' >~- ' . .... .· _! .' ~y~ ' . . ~ • t'· . 1

DEVERES -- - -~ 0 espa~talho fez c;seu dever~ espantou. A seara fez o seu dever: alourou. E os pissaros fizeram o seu dever: Pousaram no chapéu de palha do espantalho, Pousaram nos ombros do casaco velho do espantalho, Pousaram nos braços do casaco velho do espantalho, Pousaram nas maos de pau do espantalho. E cantaram: Piu! Piu! Piu! Quem tem 1nedo Jifugiu! :f Piu! Piu! Piu! Quem tem medo Ji fugiu! E nao se calaram. Piu! Piu! Piu! Quem tem medo JI f • ~ a ugm,... ... , • ~,r ''"' ! 1 1 1'1 .f' . :: ./0 ~ ~ ii. ' 1 ,. . 't ' . 1 ' ' t; l } .~ •.,, . .. i ~ J·1 l • !~ / . ..., i... : ' . . .f.. ' ~ ' • •·"'I '. • y ' ' J • ~ ; ' •. ' 1 1 . J, ,/'.f •.• ( ., • 1 ' /1 ;: . l ' (. ~ :'. .' ~ .. . ' •, ~ ., ,t ,., '~ i .( .. J ' 'l' 1 '' ; '. ,,, . ,. ""' ,· :' t ;• . .. 1. 27

Debaixo da oliveira verde calma A mae bate palmas 0 pai bate palmas ·0 menino bate pa Amaediz: ~ Filho da mi 0 pai diz: _ Filho da alma minFi:a..~~" . .. ~-~~~-..:t-~· ~---:~~~:~. ··-.·.;~- . # • •--::~-: ::.-'-!-~;......-...·· • ' ......_ / .-.

-. - i~!i.f!Jfulhfia Da cor do café Andava coxinha A doer-lhe o pé 110.4 .. . -- t,.... 1' Ai! minha chinela Minha chinelinha Dôi-me tanto o pé Assim descalcinha... Como encontrar Na terra amarela Aquele niquinho Da minha chinela? E se vern a noite E nao posso andar...? Quem é meu amigo Me pode ajudar? Formiguinha escura Da cor do café: Qual é a medida Que calça o teu pé? .or::· ~· ,..... • - ....,.:. 'l ~ ... )

Boneca de sabâo Boneca de sabonete Boneca de papelâo Borteca de papel Boneca de.cordâo Boneca de cordel - lima menina? E o alfinete ficou Corn a ponta romba E da cabeça da boneca Voou uma pomba ---·.--..-·-

Era uma vez uma pomba Sem um ninho, sem um pombal, Era branca camo a Lua E seus olhos de cristal. Era uma vez uma pomba Que nâo sabia chorar: __·- 0 seu choro trrru... trrru... Era um modo de cantar. ®Era uma vez uma pomba Que noite e dia voava: Fosse noite, fosse dia, Nunca a pomba descans,ava. Era uma vez uma pomba Qve nos céus, longe, voava, Seu coraçâo um berlinde Gfrande segredo guardava. ,Era uma pomba tâo estranha Que voava noite e dia: Quanta mais alto voava Mais da terra ela se via. Era uma vez uma pomba Corn penas de seda real: ~- Era uma pomba do Munda Corn seus olhos de cristal. Seu coraçâo um berlinde De vidros de sete cores, Que do Sol tinha o brilhar, Um espelhinho de mil flores.. . ... Um dia, ®~nos céus Viu uin menirr(9 ac :0 r Sentadinho sobre ·'· E a pomba logo o viu Corn seus olhos de cristal: Logo desceu para o monte - Era aquele o seu pombaL Poisou nas mâos do menino Corn seu corpo, seu calor: . Mâos por debaixo da neve Ninguém lhes sabia a cor. ' Dorme, dorme, meu menino Branco ou negro tanta faz : ... Meu coraçâo é um berlinde Tem o segredo da Paz. ' .E o menino ja ria, Podia dormir sem medo, Sonhava corn o berlinde, Coraçâo feito brinquedo. _, -H a quem diga que uma estrela Fugiu do céu a carrer, Atravessou toda o Munda Para o segredo dizer. Escutaram-na os meninos, Têm um berlinde na mao: Seja noite de Natal, Seja noite de S. Joâo. . .

?Ha quantos anos foi _Que viemos para este bairro? - Eu sei la, José! Ji nem tem cohta... 0 venta repousava nas irvores ~o jardim Espreguiçado E os passaros quase adormeciam E uma lagartixa paron no chao admirada . Nâo sei de quê E as flores dos canteiros ensonadas pendiam Das corolas Enrugadas, quase frias E os meninos olha~am admirados Calados 0 que é que os meninos sabiam? ..

A ROSA .Pétala à l ' 1p.eta a('t' t' rosada ·"' c~lad~, .!·~; ~ • ·, ·1 a'tç}sa se · ,·~ ,··;d~sfolha . .,., ·, 1~ .h ,. j, _ ·-: . ,. ·,· , . ., ....Lo Ghao . ' ' !' l . . ,. > 1 ~ ··· · ·· d .espalh~da'h J)' ' ,1 1 ·-'..-•,espèlk.qtla .. ) .. l ' ~ ;,· 1 ~~l ),,• 1 :.,1 ,'~o~à Rbsada · que ·~i •foste ·. · verde ', :~ 4a leveza ' , ;,. cansada. '(~ ' ~· '' 1[~·;,~ ·~·~ ·..·: ...,' ~ . .( . . ~ f ·1 ·~ . ·r,: . •• 'i ~. 1 • .t ç ·<~ • ~ . , ··u~ ~ • • ;f,1' ' ~ ~·"' ~1 . :1. ·~ 1 l ~· ·~ . ;,-- ' . 1 ~· • ~· .~ : ~~ ·~ 'l' ! , 'j • ~'1 .~ ' ~t .. ' î' ~ ,·',.J .,,, ' 1 ' ' 1 .t ·,

.. .- ' '' . . PAPAGAIO LOURO ··' Alisa tais pen~s 0 bico tao negro Papagaio loura Nao tem sossego Peuguinha cinzenta Corrente de argola Falando sozinho Bem preso à gaiola Seus olhos da cor Do fogo a acabar 0 lham sem espanto Os homens falar Aprende palavras Que graça escuti-las Meu verde estudante Sem livras, sem malas.

A SERPENTE Veio da terra uma serpente Veio da terra de repente E lentamente ondulava E sua Ïîngua silvava Corn seus olhos encantava Todo aquele que a fitava De seda verde vestia Era um vestido cingido No corpo todo vestido Era um vestido apertado No corpo todo enrolado Tinha colares de nada Corn uma fita prateada Mas um dia foi um dia Que a serpente sumia Pela terra se sumiu Nunca mais ninguém a viu · ·., ·· / !; i C'

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