Memento Mori Vi Noite De Poesia Aroldo Camelo

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Entertainment

Published on December 20, 2008

Author: roberley

Source: slideshare.net

Description

Apresentação do Poeta da Noite Aroldo Camelo, na VI Noite de Poesia, realizada em Brasília-DF, no dia 29 de setembro de 2008.

Memento Mori VI Noite de Poesia Carpe Diem – Brasília / DF 29 de setembro de 2008 Homenagem a Joaquim Maria Machado de Assis Centenário da morte do autor – 1908 / 2008

Perfil do Escritor

Aroldo Camelo É Poeta da Noite... Memento Mori VI

"Quando aqui cheguei cumprimentei uma árvore nanica e torta aparentemente morta, que disse absorta: ‘ seja bem-vindo, amigo! ’ Fui tão bem-vindo que aqui plantei sementes e colhi três frutos doces! ”

"Quando aqui cheguei

cumprimentei uma árvore

nanica e torta

aparentemente morta,

que disse absorta:

‘ seja bem-vindo, amigo! ’

Fui tão bem-vindo

que aqui plantei sementes

e colhi três frutos doces! ”

Quase-andróide quase andróide fui por longos anos! rompi com dogmas, preceitos e perfis na luta incessante de continuar feliz! queriam que eu fosse escravo do deus computador ou, quem sabe, escravo de um pseudo ditador. por vezes pensei que nas veias daquela gente não corria sangue quente, mas, tão-somente, zeros e uns a se juntarem em bis e bytes na formação de palavras que só mesmo um cérebro de uma estúpida máquina consegue entender.

quase andróide fui

por longos anos!

rompi com dogmas,

preceitos e perfis

na luta incessante

de continuar feliz!

queriam que eu fosse escravo

do deus computador

ou, quem sabe, escravo

de um pseudo ditador.

Quase-andróide o que fazer se humano  sou, se poeta estou? desaparecer desse laboratório de fabricação de robôs antes de, quem sabe, me ver transformado em simples software qualquer e ser guardado em disco magnético, correndo o risco de ser contaminado pelo vírus que destrói ou mesmo, correndo o risco ainda maior, cair no abismo de um loop infinito e ficar maluco, ficar maluco, ficar maluco...

Morada de Robôs lá onde o poema é pó(len) e tudo que flutua é letra morta. o ignóbil é sagrado. terra de obtusos. Ali toda linguagem é metálica, carregada, estéril. espíritos vomitam bits e profetas reverberam vozes cibernéticas na exaltação dos robôs. de soda cáustica é o cálice servido aos poetas. lá, onde sensibilidade é artigo revogado, não frutifica aves sonhadoras. quem canta dores e alegrias? quem grita por socorro? quem denuncia o estupro da palavra? sob a égide dos andróides, o silêncio é a lei!

lá onde o poema é pó(len)

e tudo que flutua é letra morta.

o ignóbil é sagrado.

terra de obtusos. Ali toda linguagem

é metálica, carregada, estéril.

espíritos vomitam bits

e profetas reverberam

vozes cibernéticas

na exaltação dos robôs.

de soda cáustica é o cálice

servido aos poetas.

lá, onde sensibilidade é artigo revogado,

não frutifica aves sonhadoras.

quem canta dores e alegrias?

quem grita por socorro?

quem denuncia o estupro da palavra?

sob a égide dos andróides, o silêncio é a lei!

Memento Mori VI Noite de Poesia Carpe Diem – Brasília / DF 29 de setembro de 2008 Homenagem a Joaquim Maria Machado de Assis Centenário da morte do autor – 1908 / 2008

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