Memento Mori V Noite De Poesia Sandra Fayad

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Published on December 20, 2008

Author: roberley

Source: slideshare.net

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Apresentação da Poetisa da Noite Sandra Fayad, na V Noite de Poesia, realizada em Brasília-DF, no dia 23 de julho de 2008.

Memento Mori V Noite de Poesia Carpe Diem – Brasília / DF 23/07/2008 A Literatura vista com outros olhos http://www.mementomori.com.br

É brasileira de nascimento, sírio-libanesa por orgulho, goiana de berço, candanga de coração, economista por formação acadêmica, poetisa, contista e cronista por vocação. Da adolescência à vida adulta, a presença ativa nas transformações culturais, políticas, econômicas e sociais ocorridas no Brasil e no Mundo nas décadas de 60/70 somaram-se às demais influências, enriquecendo e fortalecendo-lhe a vida pessoal e profissional. Sua trajetória não é diferente dos demais de sua geração que revolucionaram costumes, conquistaram espaços e fincaram bandeiras indicativas de novos caminhos para as gerações seguintes. Sandra Fayad

É brasileira de nascimento, sírio-libanesa por orgulho, goiana de berço, candanga de coração, economista por formação acadêmica, poetisa, contista e cronista por vocação.

Da adolescência à vida adulta, a presença ativa nas transformações culturais, políticas, econômicas e sociais ocorridas no Brasil e no Mundo nas décadas de 60/70 somaram-se às demais influências, enriquecendo e fortalecendo-lhe a vida pessoal e profissional.

Sua trajetória não é diferente dos demais de sua geração que revolucionaram costumes, conquistaram espaços e fincaram bandeiras indicativas de novos caminhos para as gerações seguintes.

Sandra Fayad Suas produções literárias são publicadas em vários Sites, Portais, Antologias, Jornais e Revistas virtuais e impressos, onde é colunista convidada desde 2005, tendo sido premiada e homenageada em diversas ocasiões. Participou de três Coletâneas internacionais. Possui um site pessoal: http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/ Criou e administra uma horta comunitária urbana na Asa Norte, com centenas de ervas medicinais, condimentos e plantas ornamentais, para onde imigraram pássaros e outros animais silvestres, transformando o pequeno espaço em atração turística e objeto de várias reportagens na mídia nos anos de 2007 e 2008. Colunista do Diário de Catalão, publica, há mais de dois anos, matérias resultantes de pesquisas e observações do que se passa na natureza. Desse trabalho surgiu o livro Animais Que Plantam Gente, que está disponível aqui e com noite de autógrafos confirmada também para o dia 1º de agosto, na Livraria Cultura.

Suas produções literárias são publicadas em vários Sites, Portais, Antologias, Jornais e Revistas virtuais e impressos, onde é colunista convidada desde 2005, tendo sido premiada e homenageada em diversas ocasiões. Participou de três Coletâneas internacionais.

Possui um site pessoal: http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/

Criou e administra uma horta comunitária urbana na Asa Norte, com centenas de ervas medicinais, condimentos e plantas ornamentais, para onde imigraram pássaros e outros animais silvestres, transformando o pequeno espaço em atração turística e objeto de várias reportagens na mídia nos anos de 2007 e 2008.

Colunista do Diário de Catalão, publica, há mais de dois anos, matérias resultantes de pesquisas e observações do que se passa na natureza. Desse trabalho surgiu o livro Animais Que Plantam Gente, que está disponível aqui e com noite de autógrafos confirmada também para o dia 1º de agosto, na Livraria Cultura.

Memento Mori Sandra Fayad É Poetisa da Noite...

AUTO DE INVERNO Embarcaste no vagão que passava por Cabul, Acenaste para a Prima que por lá assumia o trono, Vagarosamente rumaste para o Hemisfério Sul Onde reinava preguiçoso teu irmão, o Outro-Ono. Vieste exercer teu temporário mandato trimestral. Sabes que não és do povo o preferido governante, Mas contratas marqueiteiros do Planalto Central, Para coroar-te com cinzento ornato de brilhante. Aqui, onde fazes a festa infestada de bactérias, Provocas redemoinhos no meu torrão já sofrido, Secas os recursos das minhas melhores artérias, Sacodes as árvores e espalhas sujeira... zum...bido.

Embarcaste no vagão que passava por Cabul,

Acenaste para a Prima que por lá assumia o trono,

Vagarosamente rumaste para o Hemisfério Sul

Onde reinava preguiçoso teu irmão, o Outro-Ono.

Vieste exercer teu temporário mandato trimestral.

Sabes que não és do povo o preferido governante,

Mas contratas marqueiteiros do Planalto Central,

Para coroar-te com cinzento ornato de brilhante.

Aqui, onde fazes a festa infestada de bactérias,

Provocas redemoinhos no meu torrão já sofrido,

Secas os recursos das minhas melhores artérias,

Sacodes as árvores e espalhas sujeira... zum...bido.

AUTO DE INVERNO Ainda assim, há quem goste da tua companhia, Nas montanhas cobertas de neve, sob peles e lãs. Mas aqui, prefiro que retornes por qualquer via, Libera o trono central para assento de tuas irmãs! Se quiseres deixar boas recordações, Leva na bagagem maus mandatários e parlamentares, Com seus assessores, lobistas, correligionários. Faz da partida uma festa de boas ações! Povoa com eles desertos estéreis, terrenos baldios, mares poluídos Ou Marte, o planeta glaciário, Abrindo espaços nas mini-séries, Para mudança de rumo e de cenário.

Ainda assim, há quem goste da tua companhia,

Nas montanhas cobertas de neve, sob peles e lãs.

Mas aqui, prefiro que retornes por qualquer via,

Libera o trono central para assento de tuas irmãs!

Se quiseres deixar boas recordações,

Leva na bagagem maus mandatários e parlamentares,

Com seus assessores, lobistas, correligionários.

Faz da partida uma festa de boas ações!

Povoa com eles desertos estéreis,

terrenos baldios, mares poluídos

Ou Marte, o planeta glaciário,

Abrindo espaços nas mini-séries,

Para mudança de rumo e de cenário.

CIDADÃ Tenho RG, CPF, Título de Eleitor, Plano de Saúde, Vínculo Empregatício. Estou no sistema. Sou cidadã! Namorei, noivei, casei, Mas bom mesmo é ter um grande amor (Impossível...). Fumei para estar na moda. Virou vício, Que eliminei para estar na moda. De cigarro tomei pavor. Fui fumacê apaixonada! Cidadinha! Abri conta no Banco Oficial Pra receber meu salário Que mal dava pra comprar Passes e PF universitário. O Banco Particular, Querendo me conquistar, Ofereceu-me cartão de crédito Pra acabar de me ferrar. Sou refém do lucro fácil! Cidarréfem! Entrei no consórcio de automóveis Para realizar o sonho dourado: Ter um fusca zero Com painel perfumado. Paguei sessenta meses, Mas consegui entrar e sair (Duas vezes!). Assinei Quatro Rodas. Fiz financiamento do BNH Que acabou antes da dívida acabar. Incendiaram O Ministério da Habitação (Estive lá em reunião) Que dó! Que fogaréu! Queimaram tudo: Papelada, fitas de computação. Sou otária! Cidotária!

Tenho RG, CPF, Título de Eleitor,

Plano de Saúde, Vínculo Empregatício.

Estou no sistema.

Sou cidadã!

Namorei, noivei, casei,

Mas bom mesmo é ter um grande amor

(Impossível...).

Fumei para estar na moda. Virou vício,

Que eliminei para estar na moda.

De cigarro tomei pavor.

Fui fumacê apaixonada!

Cidadinha!

Abri conta no Banco Oficial

Pra receber meu salário

Que mal dava pra comprar

Passes e PF universitário.

O Banco Particular,

Querendo me conquistar,

Ofereceu-me cartão de crédito

Pra acabar de me ferrar.

Sou refém do lucro fácil!

Cidarréfem!

Entrei no consórcio de automóveis

Para realizar o sonho dourado:

Ter um fusca zero

Com painel perfumado.

Paguei sessenta meses,

Mas consegui entrar e sair

(Duas vezes!).

Assinei Quatro Rodas.

Fiz financiamento do BNH

Que acabou antes da dívida acabar.

Incendiaram

O Ministério da Habitação

(Estive lá em reunião)

Que dó! Que fogaréu! Queimaram tudo:

Papelada, fitas de computação.

Sou otária!

Cidotária!

CIDADÃ Comprei roupas, bicicleta, patins Jaqueta, relógio, maquiagem importada, Bugiganga americana e chinesa, Perfume francês: forte pra dedéu! Eletrônicos fabricados lá nos confins. Só para dar o que falar, ser admirada. Americanizada!!! Sou acéfala com véu! Sou Cidadéu! Presto contas pro Leão De tudo que ele me garfa. Todo ano respondo: não! Não subiu meu patrimônio! Não caíram minhas despesas! Não fiz pacto com o demônio, Não traí, não menti, não roubei, Nem comi mais sobremesas Sou pastel! Cidadel! Ah, como eu queria ter nascido Em uma aldeia tupi ... Lá pros lados de Paratins... Na foz do Maicí, Em meio a guerreiros bravos; Ou lá na terra dos meus avós, Onde enfrentam a guerra, Mas não se tornam escravos. Se eu fosse menos cidadã ... Não usaria calcinha , sutiã, Ou me penitenciaria Durante o Ramadã. Seria mais San... Sigo à risca a Constituição Leis, decretos, regulamentos. Respeito os dogmas da religião. É bem verdade que desobedeci Questionei em certos momentos, Mas me penitenciei. Ninguém é santo! Sou Cidapura!

Comprei roupas, bicicleta, patins

Jaqueta, relógio, maquiagem importada,

Bugiganga americana e chinesa,

Perfume francês: forte pra dedéu!

Eletrônicos fabricados lá nos confins.

Só para dar o que falar, ser admirada.

Americanizada!!!

Sou acéfala com véu!

Sou Cidadéu!

Presto contas pro Leão

De tudo que ele me garfa.

Todo ano respondo: não!

Não subiu meu patrimônio!

Não caíram minhas despesas!

Não fiz pacto com o demônio,

Não traí, não menti, não roubei,

Nem comi mais sobremesas

Sou pastel!

Cidadel!

Ah, como eu queria ter nascido

Em uma aldeia tupi ...

Lá pros lados de Paratins...

Na foz do Maicí,

Em meio a guerreiros bravos;

Ou lá na terra dos meus avós,

Onde enfrentam a guerra,

Mas não se tornam escravos.

Se eu fosse menos cidadã ...

Não usaria calcinha , sutiã,

Ou me penitenciaria

Durante o Ramadã.

Seria mais San...

Sigo à risca a Constituição

Leis, decretos, regulamentos.

Respeito os dogmas da religião.

É bem verdade que desobedeci

Questionei em certos momentos,

Mas me penitenciei.

Ninguém é santo!

Sou Cidapura!

MUNDO AZEDO Contemplo da janela as plantinhas da horta, Cultivadas com adubo, água e natureza morta. Do mercado, em plásticos, vem o que se come, Embalado chega o alimento que mata... a fome? É careta cultivar beladona, tomate, alfazema... Do fabricante, devo saber nome e sobrenome, Contabiliza-me como refém real, que consome. Vivo ou morto, sou um número. É o que importa. Fácil! Prático! Somos cobaias (eu e minha aorta), No shopping, à beira-mar ou sobre o rochedo.

Contemplo da janela as plantinhas da horta,

Cultivadas com adubo, água e natureza morta.

Do mercado, em plásticos, vem o que se come,

Embalado chega o alimento que mata... a fome?

É careta cultivar beladona, tomate, alfazema...

Do fabricante, devo saber nome e sobrenome,

Contabiliza-me como refém real, que consome.

Vivo ou morto, sou um número. É o que importa.

Fácil! Prático! Somos cobaias (eu e minha aorta),

No shopping, à beira-mar ou sobre o rochedo.

SEROTONINA Olha o mundo girando... Não te impressiona com os desacertos Nem briga com o teu destino. Circula, vai circulando... Tudo tende ao redondo, Traça metas, confia no teu tino, Ultrapassa fronteiras, quebra elos. Aproveita o que te resta de menino. Sê prudente, mas não exagera. Trabalha o teu lado canhoto, Lança com ele a certeira esfera Enquanto teu destro descansa maroto. Corre! Mas corre sob o sol nascente Com a brisa leve te acariciando. Ergue o calcanhar da calçada quente. Sente a serotonina da cabeça aos pés. Engata a primeira, a segunda, a terceira... Mas desengata tuas incômodas rés. Inspira! Expira! Respira teu ar inteligente. Levanta! Abaixa! Estica! Fica na ponta dos pés. Só desacelera... Quando estiver cantando a leveza da liberdade, Que acabaste de conquistar; Ou te pegar compondo um poema (mentalmente) Sobre o brilho do sol, a iluminar uma estrela cadente.

Olha o mundo girando...

Não te impressiona com os desacertos

Nem briga com o teu destino.

Circula, vai circulando...

Tudo tende ao redondo,

Traça metas, confia no teu tino,

Ultrapassa fronteiras, quebra elos.

Aproveita o que te resta de menino.

Sê prudente, mas não exagera.

Trabalha o teu lado canhoto,

Lança com ele a certeira esfera

Enquanto teu destro descansa maroto.

Corre! Mas corre sob o sol nascente

Com a brisa leve te acariciando.

Ergue o calcanhar da calçada quente.

Sente a serotonina da cabeça aos pés.

Engata a primeira, a segunda, a terceira...

Mas desengata tuas incômodas rés.

Inspira! Expira! Respira teu ar inteligente.

Levanta! Abaixa! Estica! Fica na ponta dos pés.

Só desacelera...

Quando estiver cantando a leveza da liberdade,

Que acabaste de conquistar;

Ou te pegar compondo um poema (mentalmente)

Sobre o brilho do sol, a iluminar uma estrela cadente.

ACREDITA! Enxuga dos teus olhos em cartaz O sofrimento por quem não te quer. Não te ilude, meu rapaz! Tua dor não tem causa em mulher. Vem de dentro, do teu pensamento. Nasce da tua ânsia e insegurança, Do escorregão que, em algum momento, Tornou frágil e oscilante a esperança. Afasta esses temores infundados, Eleva teus desejos ao trono do amor E pulveriza alegria para os lados. Canta a felicidade de estar contigo. Atenta para a suavidade de uma flor, E vem curtir uma balada comigo.

Enxuga dos teus olhos em cartaz

O sofrimento por quem não te quer.

Não te ilude, meu rapaz!

Tua dor não tem causa em mulher.

Vem de dentro, do teu pensamento.

Nasce da tua ânsia e insegurança,

Do escorregão que, em algum momento,

Tornou frágil e oscilante a esperança.

Afasta esses temores infundados,

Eleva teus desejos ao trono do amor

E pulveriza alegria para os lados.

Canta a felicidade de estar contigo.

Atenta para a suavidade de uma flor,

E vem curtir uma balada comigo.

TAMANDUÁ BANDEIRA T ua figura não se classifica de beleza. A parentas ser até bicho desagradável M as és um ser como eu, com certeza. A nimal que sente, ama. És afável! N o habitat, atacas apenas uma zona: D epredador de cupins e formigueiro, U sando patas com garras e línguona, A limentas teu corpo por inteiro. B onito é o teu papel na natureza. A o lado do tatu e do bicho preguiça, N o reino dos Xenarthra, és realeza. D e insetos vives, mas se fogo te incendeia, E sturricado ficas, sem chance de defesa. I nvestir em ti, tirar-te dessa intricada teia, R ecuperar tua espécie será grande proeza, A consagrar político, cientista e até princesa.

T ua figura não se classifica de beleza.

A parentas ser até bicho desagradável

M as és um ser como eu, com certeza.

A nimal que sente, ama. És afável!

N o habitat, atacas apenas uma zona:

D epredador de cupins e formigueiro,

U sando patas com garras e línguona,

A limentas teu corpo por inteiro.

B onito é o teu papel na natureza.

A o lado do tatu e do bicho preguiça,

N o reino dos Xenarthra, és realeza.

D e insetos vives, mas se fogo te incendeia,

E sturricado ficas, sem chance de defesa.

I nvestir em ti, tirar-te dessa intricada teia,

R ecuperar tua espécie será grande proeza,

A consagrar político, cientista e até princesa.

Memento Mori Sandra Fayad É Poetisa da Noite...

Memento Mori V Noite de Poesia Carpe Diem – Brasília / DF 23/07/2008 A Literatura vista com outros olhos http://www.mementomori.com.br

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