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Memento Mori V Noite De Poesia Arádia Raymon

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Entertainment

Published on December 20, 2008

Author: roberley

Source: slideshare.net

Description

Apresentação da Poetisa da Noite Arádia Raymon, na V Noite de Poesia, realizada em Brasília-DF, no dia 23 de julho de 2008.
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Memento Mori V Noite de Poesia Carpe Diem – Brasília / DF 23/07/2008 A Literatura vista com outros olhos http://www.mementomori.com.br

Arádia Raymon Arádia Raymon, membro da REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras, é poetisa, cronista, contista, romancista e jornalista. Profundamente mística, romântica e amante das letras, seu estilo literário não se prende a nenhuma escola, segue o curso livre da literatura brasileira. Escreve desde os 14 anos de idade, quando adotou este pseudônimo, sendo que os poemas desta fase estão nos seus livros "Fragmentos" e "Poemas ao Silêncio". Descendente de portugueses pelo lado materno e natural da prosaica cidade de Urutaí, no interior de Goiás, Arádia Raymon é o nome literário da jornalista Maria Fernandes Novaes, que é Diretora/Editora do Jornal do Cerrado. Embora atue também profissionalmente como jornalista nos últimos anos tem se dedicado com afinco ao romance e ao conto.

Arádia Raymon, membro da REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras, é poetisa, cronista, contista, romancista e jornalista.

Profundamente mística, romântica e amante das letras, seu estilo literário não se prende a nenhuma escola, segue o curso livre da literatura brasileira.

Escreve desde os 14 anos de idade, quando adotou este pseudônimo, sendo que os poemas desta fase estão nos seus livros "Fragmentos" e "Poemas ao Silêncio".

Descendente de portugueses pelo lado materno e natural da prosaica cidade de Urutaí, no interior de Goiás, Arádia Raymon é o nome literário da jornalista Maria Fernandes Novaes, que é Diretora/Editora do Jornal do Cerrado.

Embora atue também profissionalmente como jornalista nos últimos anos tem se dedicado com afinco ao romance e ao conto.

Arádia Raymon LIVROS INDIVIDUAIS PASSEIO AO REINO ENCANTADO DAS FORMIGAS CORTADEIRAS. Infanto-Juvenil. Goiânia - Hagaprint, 2007 OS CINCO DEDOS DA MÃO. Infanto-Juvenil. Goiânia - Hagaprint, 2007 LIVROS COLETIVOS TALENTO BRASILEIRO EM PROSA E VERSO – Antologia SER-Selo Editorial REBRA – lançada em 8 de março de 2008 - Antologia com outras autoras sob a chancela da REBRA-Rede de Escritoras Brasileiras. Essa obra terá seus textos traduzidos em inglês, espanhol e francês. OBRAS INÉDITAS O Peixinho e a Minhoca. Infanto-Juvenil. PASSEIO AO REINO DAS FORMIGAS ESCRAVISADORAS. Infanto-Juvenil.

LIVROS INDIVIDUAIS

PASSEIO AO REINO ENCANTADO DAS FORMIGAS CORTADEIRAS. Infanto-Juvenil. Goiânia - Hagaprint, 2007

OS CINCO DEDOS DA MÃO. Infanto-Juvenil. Goiânia - Hagaprint, 2007

LIVROS COLETIVOS

TALENTO BRASILEIRO EM PROSA E VERSO – Antologia SER-Selo Editorial REBRA – lançada em 8 de março de 2008 - Antologia com outras autoras sob a chancela da REBRA-Rede de Escritoras Brasileiras. Essa obra terá seus textos traduzidos em inglês, espanhol e francês.

OBRAS INÉDITAS

O Peixinho e a Minhoca. Infanto-Juvenil.

PASSEIO AO REINO DAS FORMIGAS ESCRAVISADORAS. Infanto-Juvenil.

Memento Mori Arádia Raymon É Poetisa da Noite...

 

Fogo Fogo, elemento máximo da natureza, especialmente criado. Luz incandescente de avermelhadas labaredas matizando o alaranjado das brasas. Fascinante luminosidade rubra que me hipnotiza a alma. Luz purpúrea que, às vezes, se eleva acima das matas iluminando a escuridão da noite em terríveis incêndios noturnos de alaranjados matizes; de cores fenomenais que irresistivelmente atrai e fascina o expectador com sua perigosa beleza incandescente. Sua ígnea beleza é como um mistério pleno de energia, seja na luz da fogueira que arde alumbrando a noite escura, seja na magnífica explosão do vulcão jogando aos ares rochas rubras e chamejantes despejando sobre as encostas crestadas pelas cinzas indescritíveis rios de lavas alaranjadas e luminescentes de fogo, como se de ouro derretido fossem feitas. ...

Fogo, elemento máximo da natureza, especialmente criado.

Luz incandescente de avermelhadas labaredas matizando o alaranjado das brasas.

Fascinante luminosidade rubra que me hipnotiza a alma.

Luz purpúrea que, às vezes, se eleva acima das matas iluminando a escuridão da noite em terríveis incêndios noturnos de alaranjados matizes; de cores fenomenais que irresistivelmente atrai e fascina o expectador com sua perigosa beleza incandescente.

Sua ígnea beleza é como um mistério pleno de energia, seja na luz da fogueira que arde alumbrando a noite escura, seja na magnífica explosão do vulcão jogando aos ares rochas rubras e chamejantes despejando sobre as encostas crestadas pelas cinzas indescritíveis rios de lavas alaranjadas e luminescentes de fogo, como se de ouro derretido fossem feitas.

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Fogo Fogo, luz fascinante que me entorpece a alma diante de descomunal beleza. Que me fascina atraindo meus olhos como se naquele espetáculo incandescente o perigo não estivesse latente. No crepitar das brasas pode se ouvir a voz melodiosa das deidades ígneas, labaredas salamandras, que povoam a sua luz incandescente em infinita combustão. Sois partícula do criador e parte da criação, Oh fogo áureo, que em si encerra todo o mistério da estrela cadente que corta o céu nas noites luminescentes e também o calor abrasador de infinitos sóis que iluminam os planetas neste universo imenso possibilitando o surgimento da vida. Ao teu calor, deverás abrasador, e à tua fascinante beleza ígnea rendo tal qual antiga sacerdotisa, minha singela homenagem em forma de versos.

Fogo, luz fascinante que me entorpece a alma diante de descomunal beleza.

Que me fascina atraindo meus olhos como se naquele espetáculo incandescente o perigo não estivesse latente.

No crepitar das brasas pode se ouvir a voz melodiosa das deidades ígneas, labaredas salamandras, que povoam a sua luz incandescente em infinita combustão.

Sois partícula do criador e parte da criação,

Oh fogo áureo, que em si encerra todo o mistério da estrela cadente que corta o céu nas noites luminescentes e também o calor abrasador de infinitos sóis que iluminam os planetas neste universo imenso possibilitando o surgimento da vida.

Ao teu calor, deverás abrasador, e à tua fascinante beleza ígnea rendo tal qual antiga sacerdotisa, minha singela homenagem em forma de versos.

Uma Lágrima do Cerrado Aqui nesta chapada, outrora, vicejava em toda a sua exuberância luxuriante vegetação nativa do cerrado, com suas árvores de beleza singular, de troncos tortuosos, folhas grossas e espessas cascas, amostras vivas da mais rica biodiversidade existente no planeta. Mas, um dia... Oh! Surpresa! Que inóspita sensação de impotência diante da força inconteste do mais abrasador dos elementos. O fogo crepitante, em altas labaredas, a tudo consumia com suas chamas alaranjadas como em imensa fogueira. Espetáculo inebriante, porque o fogo é lindo de se ver, embora devastador. O cerrado, antes, tão verde, ia sendo devastado pelas gigantescas línguas de fogo que a tudo devoravam sem piedade alguma das vidas silvestres que ceifavam. Ante o espetáculo inaudito do fogo abrasando, impiedoso, a vegetação da chapada, me doía na alma aquela incandescente devastação. Quando a fúria do fogo aplacou contemplei admirada e triste o cinzento da destruição que as chamas causaram naquele antes verdejante cenário. ...

Aqui nesta chapada, outrora, vicejava em toda a sua exuberância luxuriante vegetação nativa do cerrado, com suas árvores de beleza singular, de troncos tortuosos, folhas grossas e espessas cascas, amostras vivas da mais rica biodiversidade existente no planeta.

Mas, um dia... Oh! Surpresa!

Que inóspita sensação de impotência diante da força inconteste do mais abrasador dos elementos.

O fogo crepitante, em altas labaredas, a tudo consumia com suas chamas alaranjadas como em imensa fogueira.

Espetáculo inebriante, porque o fogo é lindo de se ver, embora devastador.

O cerrado, antes, tão verde, ia sendo devastado pelas gigantescas línguas de fogo que a tudo devoravam sem piedade alguma das vidas silvestres que ceifavam.

Ante o espetáculo inaudito do fogo abrasando, impiedoso, a vegetação da chapada, me doía na alma aquela incandescente devastação.

Quando a fúria do fogo aplacou contemplei admirada e triste o cinzento da destruição que as chamas causaram naquele antes verdejante cenário.

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Uma Lágrima do Cerrado E julguei aquela beleza nativa perdida para sempre, naquele instante. Qual não foi minha surpresa, alguns meses mais tarde, quando as primeiras gotas de chuva vieram molhar a terra naquela inóspita chapada calcinada pelo fogo abrasador, pois brotava, com toda a força da vida, verdes rebentos naquelas árvores enegrecidas. Meu coração pulou no peito de sincera emoção ao ver que a vida superava imbatível a destruição. Todas as árvores brotavam com vigor e em pouco tempo a chapada era de novo verde e acolhedora como sempre fora. Porém, meses mais tarde, passando de novo por aquelas paragens levei um susto tremendo: toda a área estava desmatada, a terra nua, revolvida e o que restou daquelas árvores guerreiras, que tanto venceram fogo, eram apenas galhos e raízes expostos, amontoados para desta vez ser definitivamente calcinado. Misto de dor e revolta apertou meu coração. Como aceitar tamanha destruição? Aquela verdejante chapada, tantas vezes fora açoitada, mas heróica, vencera o fogo e, qual fênix, das cinzas renascera e de novo verdejava na austera beleza de cerrado puro que era. ...

E julguei aquela beleza nativa perdida para sempre, naquele instante.

Qual não foi minha surpresa, alguns meses mais tarde, quando as primeiras gotas de chuva vieram molhar a terra naquela inóspita chapada calcinada pelo fogo abrasador, pois brotava, com toda a força da vida, verdes rebentos naquelas árvores enegrecidas.

Meu coração pulou no peito de sincera emoção ao ver que a vida superava imbatível a destruição.

Todas as árvores brotavam com vigor e em pouco tempo a chapada era de novo verde e acolhedora como sempre fora.

Porém, meses mais tarde, passando de novo por aquelas paragens levei um susto tremendo: toda a área estava desmatada, a terra nua, revolvida e o que restou daquelas árvores guerreiras, que tanto venceram fogo, eram apenas galhos e raízes expostos, amontoados para desta vez ser definitivamente calcinado.

Misto de dor e revolta apertou meu coração. Como aceitar tamanha destruição?

Aquela verdejante chapada, tantas vezes fora açoitada, mas heróica, vencera o fogo e, qual fênix, das cinzas renascera e de novo verdejava na austera beleza de cerrado puro que era.

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Uma Lágrima do Cerrado Agora... Tudo acabado, jogado ao chão, pelas mãos do homem para sempre mutilada aquela importante vegetação. Segui meu caminho como se arrastasse às costas o peso imenso de triste desilusão, por ver destruído toda aquela nativa vegetação. O coração apertava quando por ali novamente passava. E eis que um dia, talvez porque era irremediável, ou porque a beleza reside em tudo que há, descobri que também me fascina a terra arada, nua, recém desmatada, mostrando ao mundo suas nuanças diversas, ora avermelhada, ora amarronzada, branca, amarelada ou cinzenta, como se fosse amostras de pó-de-arroz para enfeitar a tez morena, branca, negra, rosada ou mulata. E embora a lembrança daquele cerrado nativo more ainda na minha alma encerrada, descobri que realmente “nada se perde, tudo apenas se transforma”, ainda que o preço de tudo isso seja a morte definitiva de espécies mil. Hoje, como outrora, me fascina a beleza silvestre do cerrado e me fascinam também os campos verdejantes, onde crescem o milho, a soja, o sorgo e o milheto, abrangendo o horizonte distante até onde alcança a vista. E não há como negar que também me encantam estas verdes nuanças da lavoura em pleno viço. Mas a que alto preço... Do cerrado nativo nestas paragens, quase nada mais existe.

Agora... Tudo acabado, jogado ao chão, pelas mãos do homem para sempre mutilada aquela importante vegetação.

Segui meu caminho como se arrastasse às costas o peso imenso de triste desilusão, por ver destruído toda aquela nativa vegetação.

O coração apertava quando por ali novamente passava. E eis que um dia, talvez porque era irremediável, ou porque a beleza reside em tudo que há, descobri que também me fascina a terra arada, nua, recém desmatada, mostrando ao mundo suas nuanças diversas, ora avermelhada, ora amarronzada, branca, amarelada ou cinzenta, como se fosse amostras de pó-de-arroz para enfeitar a tez morena, branca, negra, rosada ou mulata.

E embora a lembrança daquele cerrado nativo more ainda na minha alma encerrada, descobri que realmente “nada se perde, tudo apenas se transforma”, ainda que o preço de tudo isso seja a morte definitiva de espécies mil.

Hoje, como outrora, me fascina a beleza silvestre do cerrado e me fascinam também os campos verdejantes, onde crescem o milho, a soja, o sorgo e o milheto, abrangendo o horizonte distante até onde alcança a vista. E não há como negar que também me encantam estas verdes nuanças da lavoura em pleno viço. Mas a que alto preço... Do cerrado nativo nestas paragens, quase nada mais existe.

Uma Lágrima do Cerrado Em nome de uma visão de progresso em curto prazo vai-se devastando florestas, cerrados, campos e inundando terras com novas represas e usinas hidrelétricas, contaminando o solo, destruindo a natureza... E quem sabe um dia, talvez até muito breve, já não exista mais a beleza silvestre aqui nestes confins de Goiás. *** Este texto está publicado nas páginas 20 a 22 do livro "Antologia Talento Brasileiro em Prosa e Verso" produzido pela REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras e lançado no último dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, em São Paulo, pela Scortecci Editora.

Em nome de uma visão de progresso em curto prazo vai-se devastando florestas, cerrados, campos e inundando terras com novas represas e usinas hidrelétricas, contaminando o solo, destruindo a natureza...

E quem sabe um dia, talvez até muito breve, já não exista mais a beleza silvestre aqui nestes confins de Goiás.

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Este texto está publicado nas páginas 20 a 22 do livro "Antologia Talento Brasileiro em Prosa e Verso" produzido pela REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras e lançado no último dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, em São Paulo, pela Scortecci Editora.

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