Maiworm-Weiand, Abilio. Resumo. Simmel, G. A metrópole e a vida mental

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Published on July 12, 2016

Author: kaiusdelbach

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1. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ‚Äď UFF INSTITUTO DE GEOCI√äNCIAS GEOGRAFIA HUMANA E ECON√ĒMICA II Prof: M√°rcio Pi√Īon de Oliveira RESUMO: SIMMEL, Georg. A Metr√≥pole e a vida mental. ABILIO MAIWORM-WEIAND MATR√ćCULA: 21.005.082 23 DE SETEMBRO DE 2011 NITER√ďI-RJ

2. 1 RESUMO Nesse texto, Simmel analisa como o ser humano se constitui e dinamiza as suas rela√ß√Ķes interpessoais nas grandes cidades europeias a partir do s√©culo XVIII. Isto √©, como se conforma o cidad√£o individualizado nas metr√≥poles ocidentais, que por sua vez s√£o dinamizadas pela profunda divis√£o social do trabalho e pela troca mediada atrav√©s da moeda. Para isso, utiliza-se do m√©todo comparativo, contrastando o cidad√£o das pequenas cidades com o da metr√≥pole, enfocando-os sob o ponto de vista ps√≠quico de seus comportamentos e de constitui√ß√£o de suas personalidades no exerc√≠cio da cotidianidade em seus respectivos meios sociais. O autor destaca que a vida citadina de uma pequena cidade n√£o permite o desenvolvimento completo da individualidade. Nessa geografia urbana, praticamente todos conhecem a todos e o todo, ou seja, o conjunto da sociedade exerce um grande controle sobre o seu cidad√£o. Esse controle exerce-se sobre o modo de ser e agir, mas tamb√©m √© exercido sobre o pr√≥prio pensamento dos indiv√≠duos, cerceando-os dentro dos estreitos limites da sociabilidade que est√£o inseridos. Al√©m disso, a vida na pequena cidade √© determinada por uma uniformidade cotidiana que se repete quase identicamente dia ap√≥s dia e mesmo em longo prazo, conformando um cidad√£o muito diferenciado, inclusive em termos ps√≠quicos e intelectuais, em rela√ß√£o ao citadino metropolitano. Simmel reconhece que a metr√≥pole √© o l√≥cus privilegiado das rela√ß√Ķes monet√°rias. Rela√ß√Ķes que s√£o intensificadas pela divis√£o social do trabalho, onde tudo se torna mercantiliz√°vel e os processos de troca intensificam-se ao m√°ximo. A metr√≥pole √© o lugar do ef√™mero, da velocidade, do consumo exacerbado e descart√°vel. Nessas condi√ß√Ķes societ√°rias, as rela√ß√Ķes sociais tamb√©m s√£o mediadas por tal mercantiliza√ß√£o. Elas fragilizam o cidad√£o, tornando sua mem√≥ria vol√°til e superficial pela ''intensifica√ß√£o da vida nervosa''. Na tentativa de escapar a essa superexcita√ß√£o cotidiana, que desestabilizaria emocionalmente o indiv√≠duo, o metropolitano retrai-se, evita o contato com o semelhante. Mas com isso, torna-se melanc√≥lico, desenvolvendo uma ''vida mental'' que o distancia cada vez mais das rela√ß√Ķes de afetividade por um lado e por outro o desenvolve intelectualmente, tornando-o racionalista, mas voltado para as rela√ß√Ķes com as coisas. Em √ļltima inst√Ęncia, um ser humano que se desumaniza ao voltar-se para o consumo, tornando-o o sentido de sua vida existencial. Verifica-se, dessa forma, que se a constante amplia√ß√£o da divis√£o social do trabalho leva a uma interdepend√™ncia cada vez maior entre os cidad√£os da metr√≥pole, em contrapartida

3. 2 aprofunda o processo de individua√ß√£o no sentido de uma autonomia cada vez maior do cidad√£o em rela√ß√£o ao seu semelhante. Autonomia que se alcan√ßa desde que se esteja em condi√ß√Ķes plenas de incorpora√ß√£o √†s regras do mercado que dinamiza a pr√≥pria sociedade metropolitana. Portanto, uma autonomia coisificada, visto que o cidad√£o torna-se mais uma mercadoria na din√Ęmica da troca que media todas as rela√ß√Ķes sociais cotidianas. Como nos diz o autor: ''O indiv√≠duo se tornou um mero elo de uma enorme organiza√ß√£o de coisas e poderes que arrancam de suas m√£os todo o progresso, espiritualidade e valores, para transform√°-los de sua forma subjetiva na forma de uma vida puramente objetiva'' (p. 23). Apesar disso, Simmel salienta, ao findar o seu texto, que a metr√≥pole possibilita a constru√ß√£o de um indiv√≠duo que n√£o √© mais a mera constitui√ß√£o de um ''ser humano em geral'', como ocorria anteriormente ao estar umbilicalmente '' preso a v√≠nculos de car√°ter pol√≠tico, agr√°rio, corporativo e religioso'' (p. 24). Um ser humano que poder vir a desenvolver todas as suas potencialidades ao produzir-se como indiv√≠duo qualitativamente diferenciado dos seus semelhantes em rela√ß√£o a sua vida ps√≠quica, isto √©, em termos de desenvolvimento intelectual.

4. 3 BIBLIOGRAFIA: SIMMEL, Georg. A metr√≥pole e a vida mental. In: O.G. VELHO (org.), O fen√īmeno urbano. 4a edi√ß√£o. Rio de Janeiro, Zahar. 1987

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