Letristas em Cena 2ª Edição

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Published on March 19, 2014

Author: ppettine

Source: slideshare.net

Description

Segunda edução do livro Letristas em Cena, coletânea d letras e poemas dos compositores do Clube Caiubi, organizado pela Branca Tirollo tendo como autores: Ananias Domiciano Gomes, Ayrton Mugnaini Jr., A. Singulares, Beto Clep, Branca Tirollo, Carlos Alberto Collier Filho, Chico Pires, Dhiogo José Caetano, Etel Frota, Gilbertto Costta, Iso Fischer, I. Malforea, Julio César Nascimento, Kátya Chamma, Luiz Antônio Bergonso, Luiz Menestrel, Marcelo Salvo, Marcelo Secco, Marcos Antonio Passarelli, Neila Bittencourt Pereira, Nertan Silva-Maia, Priscila Pettine, Renata Machado Gomide, Renato Brito, Rolan Crespo, Rosangela Calza, Rosi Lopes, Samuel Neri, Sonekka, Suzete Oliveira Camargo Dutra, Tato Fischer, Telma Sanchez, Thiago Augusto Arlindo Tomaz da Silva Crepaldi, Valéria Pisauro, Valdemir A. F. Barros, Vuldembergue Farias, Wander Porto, Xavier Peteó, Zezinho Nascimento, Zizen.

LETRISTAS EM CENA Coletânea de Letras Musicais Poetas brasileiros Autores Tirollo Branca et al 2ª Edição Piracicaba/SP Sotaques/Editora 18/03/2014

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Letristas em Cena 3 PROJETO: LETRISTAS EM CENA 2ª EDIÇÃO Copyright ©2014 Projetista: Branca Tirollo Obra – Letristas em Cena Coletânea de Letras musicais 2ª Edição ISBN: 978-85-67263-03-8 Fotografia: Colaboração Editor: Branca Tirollo Sotaques/Editora www.sotaques.com.br Contato: falex@sotaques.com.br Piracicaba/SP/Brasil Todos os direitos reservados aos autores: Ananias Domiciano Gomes, Ayrton Mugnaini Jr., A. Singulares, Beto Clep, Branca Tirollo, Carlos Alberto Collier Filho, Chico Pires, Dhiogo José Caetano, Etel Frota, Gilbertto Costta, Iso Fischer, I. Malforea, Julio César Nascimento, Kátya Chamma, Luiz Antônio Bergonso, Luiz Menestrel, Marcelo Salvo, Marcelo Secco, Marcos Antonio Passarelli, Neila Bittencourt Pereira, Nertan Silva-Maia, Priscila Pettine, Renata Machado Gomide, Renato Brito, Rolan Crespo, Rosangela Calza, Rosi Lopes, Samuel Neri, Sonekka, Suzete Oliveira Camargo Dutra, Tato Fischer, Telma Sanchez, Thiago Augusto Arlindo Tomaz da Silva Crepaldi, Valéria Pisauro, Valdemir A. F. Barros, Vuldembergue Farias, Wander Porto, Xavier Peteó, Zezinho Nascimento, Zizen.

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Letristas em Cena 5 APRESENTAÇÃO QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER... Os versos de Geraldo Vandré da canção “Pra não dizer que não falei das flores” retratam muito bem a tarefa a que Branca Tirollo se propôs, já no ano passado, continuando agora a saga: editar um livro que contenha o maior número de letras de música do Planeta Terra, coisa para o GuinessBook. Ano passado saiu a primeira edição virtual, em impressão real a todos os interessados, e agora, em 2014, ela se propõe a reeditar aquele, com novas letras de música acopladas. Participante do Clube Caiubi de Compositores, conclamou seus associados a participarem do feito, sendo atendida por vários, e alguns deles se achegam para esta segunda edição. Quando se vê o trabalho pronto, parece que a tarefa engendrada foi muito fácil; quem tem cabelos, sabe quanto cai; quem tinha, também. Parabéns, Branca Tirollo! Continue nessa pegada, hora dessas estaremos no Guiness Book. Quero ainda mais fortalecer seu empreendimento, usando da máxima que aprendi como sendo de Regina Brett, jornalista americana, com a qual compus uma canção, SER FELIZ, por entender que tais palavras não serviriam apenas para mim: O QUE PENSAM DE VOCÊ NÃO É DA SUA CONTA! Tato Fischer São Paulo, 23 de janeiro de 2014.

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Letristas em Cena 7 AGRADECIMENTOS Ainda que saibamos o que as mazelas do orgulho podem causar em nós, não hão de obscurecer jamais a gratidão que reside em nossa alma, mesmo que muitos orgulhosos creiam merecer todos os elogios maniqueístas só para si. Eis aqui o resultado de uma coletividade de somadores de ideias; idealistas irrecuperáveis que debruçam agradecimentos aos deuses de todas as inspirações, às musas de todos os poetas e a todos os seres materializados que, servindo de instrumento mágico e divino, tornam tudo possível. Somos gratos por mantermos nossa sanidade em meio à loucura que é viver sonhando. Os Caiubistas vivem sonhando, cantando e contando sonhos. Aos nossos familiares queridos que sempre nos incentivaram e apoiaram ainda que em noites boêmias vão os nossos singelos agradecimentos. Agradecemos humildemente a Branca Tirollo por todo o esforço, dedicação e empenho que debruçou para tornar esse projeto possível. Projeto este que, de início sendo de um, tornou-se de todos como réplica de milagre divino que multiplica todas as unidades e cria a propagação. Somos gratos ao Pai Universal por permitir a nós todas as possibilidades de realizações. Sem a liberdade de agir, de

Coletânea de Letras Musicais 8 se rebelar e manifestar que nos fora concedida, a arte não seria possível, então somos gratos. Por fim, não esgotamos aqui todas as possibilidades e muitos outros textos serão criados, frutos de mentes pensantes e de corações pulsantes. Portanto, agradecemos aos nossos parceiros e leitores por permanecer acreditando no trabalho de todos os Letristas que estão em cena e daqueles que ainda estarão. Priscila Pettine

Letristas em Cena 9 ÍNDICE Autores Ananias Domiciano Gomes Ayrton Mugnaini Jr. A. Singulares Beto Clep Branca Tirollo Carlos Alberto Collier Filho Chico Pires Dhiogo José Caetano Etel Frota Gilbertto Costta Iso Fischer I. Malforea Julio César Nascimento Kátya Chamma Luiz Antônio Bergonso Luiz Menestrel Marcelo Salvo Marcelo Secco Marcos Antonio Passarelli Neila Bittencourt Pereira Nertan Silva-Maia Priscila Pettine Renata Machado Gomide Renato Brito Rolan Crespo Rosangela Calza Rosi Lopes Samuel Neri Sonekka Suzete Oliveira Camargo Dutra

Coletânea de Letras Musicais 10 Tato Fischer Telma Sanchez Thiago Augusto S. Crepaldi Valdemir A. F. Barros Valéria Pisauro Vuldembergue Farias Wander Porto Xavier Peteó Zezinho Nascimento Zizen *************************** Epílogo Índice geral

Letristas em Cena 11 ANANIAS DOMICIANO GOMES Banho de sol 0013 Cadê meu pandeiro 0014 Campeonato de preservação 0016 Coruja 0017 Demorou 0018 Funk dos manos 0019 Lele, lelo, lele, lela. 0021

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Letristas em Cena 13 BANHO DE SOL Hoje e sexta feira O fim de semana esta inteiro Planejei tudo certo Para não dar o inverso Vou gastar meu dinheiro Vou pular na areia Vou jogar futebol Deixei tudo combinado Para que nada de errado Vou tomar banho de sol Vou pegar um voo Voar de avião Voar o Brasil Onde todos me viram Vou até o Japão Sou brasileiro Di coração Esse é o meu perfil Sou mais Brasil Pais dos campeões

Coletânea de Letras Musicais 14 CADÊ MEU PANDEIRO Cadê meu pandeiro cadê, cadê Estou querendo achar Estou querendo achar Hoje é fim de semana Fim de semana Estou querendo sambar Vou chamar meus amigos Meus amigos, todo o cidadão Todo cidadão vai lá Convocar o mundo inteiro Pra festa da união Trabalhei a semana Inteira Semana inteira Quase que não deu pra procurar Eu senti uma dor no peito Quero achar meu pandeiro Pra fazer uma festa no jeito Cadê meu pandeiro cadê, cadê Estou querendo achar Estou querendo achar Hoje e fim de semana Fim de semana Estou querendo sambar Esta tudo bem certinho Bem certinho Pra festa começar Pra começar

Letristas em Cena 15 E no meio da bagunça Perdi meu pandeiro E não consigo achar Cadê meu pandeiro cadê ,cadê Não consigo achar Não consigo achar Hoje é fim de semana Fim de semana Estou querendo sambar

Coletânea de Letras Musicais 16 CAMPEONATO DE PRESERVAÇÃO Levantei pensando Que poderemos mudar Para no futuro Não passarmos sede. Cultivando nossas matas Limpando nossas nascentes Preservando nosso verde Nossa vida será mais bela Com o espelho da natureza Se trabalharmos todos juntos Venceremos com certeza Vamos convocar o mundo Nação por nação Para um grande campeonato De preservação Onde o premio e o verde E quem preserva é campeão

Letristas em Cena 17 CORUJA Gavião que cume A coruja que esta No toco A bicha e feia que dói Mexe e corrói Vai pro toco Cantou a noite inteira E o gavião só de olho O bicho vai pega É asa que vai voar Mostrar quem somos Gavião acostumou Voltar lá no toco Coruja malvada Esta desconfiada Não quer mais sair do toco Gavião montou campana Armou sua barraca Quando ela sair O bicho vai subir Quebrar a estaca

Coletânea de Letras Musicais 18 DEMOROU Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou Inventaram um fuxico Que eu tava traindo ela Que eu ia pro cabaré Invés de ir pra capela Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou Inventaram um fuxico, que Eu não gostava de trabalhar Que o meu negocio Era só beber e cantar Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou Inventaram um fuxico Que eu era meio bandido Só vivia atrás de mulher Largada do marido Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou

Letristas em Cena 19 FUNK DOS MANOS Ola mulheres malucas que Andou no meu carrão Escutando funk ostentação Com as rodas prateadas Bancos de couros E o meu tesouro Nunca me deixa na mão Dando volta na cidade Em media velocidade Medalhão amarelo no peito Esse é meu jeito Fazendo minha vontade Cansei de andar de buzão Enfrentando lotação Então pensei E pensando planejei Entrei para funk ostentação Hoje estou por cima Só curtindo as meninas Fazendo o que eu quero Sem nem um mistério Curtindo minha vida Vou dar um conselho Para os manos Que só anda nos panos Agora estou na área Vou bater

Coletânea de Letras Musicais 20 E não falha Mudei mudei minha aparência

Letristas em Cena 21 LELE, LELO, LELE, LELA. Vamos brincar de esconde, esconde. Só eu e você. Sem ninguém, pra nos achar. Onde só você mim acha Eu acho você, só naquele escurinho. Onde ninguém pode ver Esse esconde, esconde. Está dando o que fala O povo já descobriu Que e só eu e você Que se encontra para brincar Lele, lelo, lele, lela. Vamos brincar de esconde, esconde. Só eu e você sem ninguém, pra nos achar. Esse esconde, esconde. Está ficando complicado Minha mãe quer ti conhecer Seu pai quer me achar Vamos dar um tempo Se não o bicho vai pegar lele, leo, lele, lea. Vamos brincar de esconde, esconde. Só eu e você sem ninguém, pra nos achar.

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Letristas em Cena 23 AYRTON MUGNAINI JR. A primeira última vez Baianinha japonesa Eu acabei de reler a sua carta O homem da minha vida Um tiro no escuro Valsa para um sol medroso 0025 0026 0027 0028 0030 0032

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Letristas em Cena 25 A PRIMEIRA ÚLTIMA VEZ Minha memória é como eu Deveria ser mais seletiva Cada momento que a gente viveu Pra mim é uma lembrança sempre viva Ainda lembro muito bem De tudo que a gente fez De cada primeira e de cada última vez Nosso primeiro beijo ao sol Primeira noite de luar Primeiro filme, depois primeiro jantar Primeira festa, último show A primeira flor que eu te dei Primeira chuva, último livro que eu ganhei Nossa primeira discussão Primeira vez que eu disse não Primeira vez que eu levei um bofetão Lembro muito bem de cada instante Até mesmo dos que eu não quero lembrar Eu só aprendi Após sofrer bastante Que todo mundo gosta bastante de ti Mas só mesmo tu pra te aguentar Tem uma última coisa, meu amor Que eu queria te dizer Sem medo de ser brega ou me contradizer Hoje eu queria te encontrar Pra festejarmos com prazer O meu primeiro ano longe de você

Coletânea de Letras Musicais 26 BAIANINHA JAPONESA Baianinha japonesa Minha linda, meu amor Não vou ver maior beleza Nem em Tóquio ou Salvador Morou na Bahia E ela é sansei Vem pra minha cidade É bom demais, meu rei Que koibito Baianinha japonesa Meu tesouro, minha joia Não vou ver maior beleza Nem em Juazeiro ou Nagoya Ela tem um charme No olhar puxado Que ajuda a me puxar Pra ficar ao seu lado E eu sempre vou Não tem canto de alma Que ela não atinja Ama como gueixa E trabalha como ninja Que shigoto Baianinha japonesa Quanto love, sono crazy Não vou ver maior beleza Nem na Liberdade ou no Largo 13

Letristas em Cena 27 EU ACABEI DE RELER A SUA CARTA Eu acabei de reler a sua carta Você me diz que me amar é coisa boa Eu reli letra por letra, até a data Já faz três anos, mas como o tempo voa De lá pra cá a gente foi brigar Uma bobagem tão pequena que cresceu Mas sei que se eu te perdoar Nessa hora quem não me perdoa sou eu A carta inclui uma foto, tu e o Nando Sorrindo e se abraçando Nem dá pra imaginar Que se a máquina pegasse pensamento Não só o filme, no momento Até ela ia queimar A resolução que a câmera não vê É a pior que eu já vi Não chega a 10 dpi Releio a carta e penso em você Vocês dois sempre brigaram Quem sabe até se mataram Ou pior, até se casaram

Coletânea de Letras Musicais 28 O HOMEM DA MINHA VIDA Como é bom ser livre pra voar E conhecer o amor e seus mistérios Mas você não tinha que casar Teu único jeito agora é o adultério Não fui assistir seu casamento Porque o centro da atenção ia mudar Não quis estragar esse momento Não fui pra ninguém me ver chorar Hoje no meu título de eleitor Está escrito que eu sou solteiro Mas isso é mentira, meu amor Só penso em você o tempo inteiro A paixão e o desejo me consomem Você também se sente consumida Mulher de amigo meu pra mim é homem Por isso você é o homem da minha vida Você mudou seu título de eleitora Ganhou o sobrenome do marido Porém está me confessando agora Que tem um segredo escondido Foi tudo um fracasso, na verdade, Porque você com ele não se encaixam Ele exige alta fidelidade Porém a impedância dele é baixa Por isso eu fiquei maravilhado Quando você nessa vida deu um basta E hoje segue o velho ditado

Letristas em Cena 29 “Burro amarrado também pasta” A paixão e o desejo me consomem Você também se sente consumida Mulher de amigo meu pra mim é homem Por isso você é o homem da minha vida

Coletânea de Letras Musicais 30 UM TIRO NO ESCURO (NO AR MAIS UM CAMPEÃO DE VIOLÊNCIA) Você está tão diferente Você mudou tão de repente Ficou nervosa e totalmente irada É sorte minha que você não anda armada O teu olhar duro me inibe Parece a Lilian Witte Fibe Já sei o que está acontecendo São esses filmes que você anda vendo Eles fazem muito mais mal Que o Pernalonga e o Pica-Pau E me dão até cefaleia Tanta violência afligiu-me Se você diz que é só um filme Você pensa que é só plateia Filme com tanta paulada e tiro Me deixa aflito Parece o ar que eu respiro Sujo e gratuito O mundo hoje só tem vício Se puser cerca vira hospício Se cobrir vira circo e não do bom Se tirar foto vira anúncio da Benetton Baixaria e violência Dão cada vez mais audiência Não tem problema se tanta gente morrer

Letristas em Cena 31 Porque sempre sobra mais alguém pra ver Eu também estou mudado E pra ninguém ficar chocado Eu me previno bastante Hoje só visto roupa rubra Pois caso eu morra e alguém descubra O sangue fica menos chocante Filme com tanta paulada e tiro Me deixa aflito Parece o ar que eu respiro Sujo e gratuito

Coletânea de Letras Musicais 32 VALSA PARA UM SOL MEDROSO Hoje O sol tá fraco Brilhando opaco Quase mal se vê A causa Sei desde cedo Ele tem medo De encontrar você Que hoje Tá irritada Grita por nada Um bicho te mordeu Tá chata E rabugenta Quem é que aguenta? Ah, eu sei... só eu Te amo Também agora Não só nas horas Em que estás feliz E o choro Nunca foi gafe Pois desabafe Até ficar feliz Grite Se descabele Cubra minha pele Até me soterrar Mesmo

Letristas em Cena 33 Soterrado e exangue Um beijo grande Inda vou te mandar Sabemos Que amanhã cedo Teu jeito azedo Já terá passado Não só Tua beleza, Tua fortaleza Me deixa abismado Se o Sol Estiver chocho Direi “seu frouxo, Tá pensando o quê? Esta Mulher-maravilha Todo dia brilha Mais do que você!”

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Letristas em Cena 35 A. SINGULARES Do teu beijo Escala Sobre o dia e a noite A volta que não acontece 0037 0038 0039 0040

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Letristas em Cena 37 DO TEU BEIJO Quero tua boca Tão minha, tão nua A minha, tua O instante do beijo encostado Beijo não calado, pintado, talhado Beijo gravado Aquele que fica na boca, segue a gente em cada passo beijo de artista, beijo de palhaço Beijo sem pecado, beijo na boa Roubado ou doado espero um beijo nunca acabado Como o vento, que - só de fazer um movimento - logo está ao seu lado Lábios que acolhem os meus Quero beijo sem adeus, nem até breve Beijo que sorri em mim faz o meu também sorrir (e beijar mais), sem fazer greve Quero teu beijo, sou sapo desfaz o meu estado e me faz nobre Quero teu beijo, sou fraco Depois me dá um abraço e me traz sorte Me dê outro beijo e quantos mais quiser Grudado, lambido, molhado - aceito o beijo que vier Selo do momento estado, perpetuado Beijo que salivo, me beije o quanto puder

Coletânea de Letras Musicais 38 ESCALA Dança em mim, chacoalha Me batalha em sorte e suor Desperte, nessa toada o que me colore melhor Deita no meu azul vamos sumir em violetas A sua paz esquenta Nessa paleta perfeita Assim como faz o vento quando te beija e não pede licença farei o mesmo contigo noite adentro, cores intensas Dilui minha tinta no seu gosto Me desenhe em seu papel Azul embaixo, sou seu mar Em cima, um rascunho do céu Me escala em tua escala Pinta meus móveis, minha casa pinta meu corpo, meus sonhos Deixa seu quadro risonho decorando minha parede esquentando nossa amizade Seu vermelho me acende nele tem a sua imagem.

Letristas em Cena 39 SOBRE O DIA E A NOITE O dia se você não sabe é a noite vestida de claro Quando se cansa tira sua bata cerúleo para esconder-se no escuro E veste uma camisola de estrelas para ser noite inteira

Coletânea de Letras Musicais 40 A VOLTA QUE NÃO ACONTECE Piano que toca na noite que encosta Esperando alguém que partiu Saudade que encosta, a lágrima toca Escorrendo no rosto como um rio A Lua enquadrada, sozinha, amarela Estampada na janela aberta Espelho - me vejo e fecho a cortina Escureço sozinho em sentinela Espero de olhos vermelhos, fechados, a volta que não acontece É como andar na chuva molhado perdido, onde não se conhece É ser assaltado, agredido Não ter sábado ou domingo É como não ter feriado, descanso Sem sua voz me chamando no ouvido É como não ver as flores de Maio, de Junho e de pano É noite sem lua, a vida, um engano É praia sem mar, surfista sem onda, é ovelha sem rebanho É ter o copo vazio, não se sufocar em goles de vinho

Letristas em Cena 41 Quintal sem criança, é vaso sem planta é céu sem o azul, é palco sem dança É sapo sem lago, Sapato molhado, é fita amarrada sem laço É quadro sem cor, dinheiro sem valor É sentir frio e não ter cobertor É dedo sem aliança É gol sem torcida vibrando É show de Rock sem banda pandeiro, sem samba, tocando É letra sem música, só ímpar, sem par Palavra jogada sem poesia É quadro sem tinta, é desabafar os versos com a parede fria É desaprender a andar De asas quebradas, não posso voar Lembranças dos beijos roubados Estalam na boca, mas não mais molhados É estar parado, apagado Viver sem sonho, no mundo jogado, ao meio-fio estirado Cachorro sem dono, maltratado Piano que toca, saudade que encosta Na noite que encosta, a lágrima toca Esperando alguém que partiu

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Letristas em Cena 43 BETO CLEP Bem melhor do que sonhei Com você Dias de frio Folhas e flores O final vai ser feliz Por que não? (tentar ser feliz) Sem você Seus maiores segredos Tudo acabou Tudo que sei Vivemos? Vou acreditar 0045 0047 0049 0051 0053 0054 0056 0058 0059 0060 0062 0064

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Letristas em Cena 45 BEM MELHOR DO QUE SONHEI Para Rose Farias Eu tive tenta sorte Em te conhecer Pra dar sentido em minha vida Razão do meu viver Agora estou tão feliz Você chegou, eu sei Pra preencher o vazio Que só crescia no meu coração Você é tão especial Diferente eu sei Algo tão bom pra mim Bem melhor do que sonhei Em poucas palavras Eu tento dizer O quanto te amo O quanto eu gosto de você Eu tenho tanto medo De um dia te perder Se isso acontecesse Não saberia o que fazer Pois a minha vida Só é completa com você E pra sempre do seu lado Eu quero viver.

Coletânea de Letras Musicais 46 Eu te amo tanto Não sei nem como explicar Então eu fiz essa canção Pra me declarar Em poucas palavras Eu tento dizer O quanto te amo O quanto amo você

Letristas em Cena 47 COM VOCÊ A tristeza que eu sentia antes Hoje eu não sinto, não Você trouxe de volta A paz no meu coração Não me diga que tudo é mentira Me diga que tenho razão Você faz tão bem pra mim Quero estar sempre assim Eu tenho muito que viver, Eu tenho tanto que aprender. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. Com você, com você, com você Com você, com você, com você. Eu lembro bem, você me disse A vida tem muitos segredos Eu não queria fingir, Então aprendi a sorrir, Só pra te agradar. Você faz tão bem pra mim Quero estar sempre assim

Coletânea de Letras Musicais 48 Eu tenho muito que viver, Eu tenho tanto que aprender. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. Com você, com você, com você Com você, com você, com você.

Letristas em Cena 49 DIAS DE FRIO A chuva que corroem A ferida que não dói O tempo que destrói O resto de sonhos A vergonha do espelho A imagem que me inibi Um barulho na esquina O medo eu sei que existe Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto O medo é permanente Os dias não têm fim A segurança inexistente Minha vida é assim A solidão me incomoda E o sol quem me acorda Tudo que um dia foi perdido Tem certeza não tem volta

Coletânea de Letras Musicais 50 Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto

Letristas em Cena 51 FOLHAS E FLORES Leve pra sempre contigo A lembrança de um sorriso Sem se esquecer de um grande amor Que nunca deixou de existir Lembre livros folhas e flores E paredes desenhadas Juras de amor não entendidas Lições de vida, não decoradas Nossa vida nossa casa Um retrato no portão A despedida a partida Não entendi qual a razão Eu tive medo eu tive insônia Eu não consegui dormir A minha vida indo embora Não consigo mais sorrir Se um dia perceber Que eu estou fazendo falta Pode vir pode voltar Mas por favor não faça hora Lembre só das coisas boas Esqueça as coisas ruins Tenha certeza de uma coisa Nosso amor não terá fim. Nossa vida nossa casa

Coletânea de Letras Musicais 52 Um retrato no portão A despedida a partida Não entendi qual a razão Eu tive medo eu tive insônia Eu não consegui dormir A minha vida indo embora Não consigo mais sorrir

Letristas em Cena 53 O FINAL VAI SER FELIZ Acorde cedo Para ver o sol raiar Respire fundo E não deixe de sonhar Eu sei que as coisas Não andam assim tão bem Mas ficar triste Nada vai adiantar A vida é um grande Quebra – cabeça Cheio de peças para montar As peças se encontram se encaixam Mesmo não sendo do mesmo lugar Quando parece O final vai ser feliz Você descobre A peça estava no lugar errado Hora de começar tudo de novo Ou quem sabe, talvez . Tentar outra vez Mas só se tem uma certeza O final vai ser feliz. Você merece Você precisa Você será Muito feliz

Coletânea de Letras Musicais 54 POR QUE NÃO? (TENTAR SER FELIZ) Te fiz uma canção Com palavras doces Pra te trazer alivio Amenizar as suas dores Te fiz uma canção Com todo sentimento Pra te fazer sorrir E eternizar esse momento. Então, por que não? Tentar ser feliz Por que não? Então, por que não? Tentar ser feliz Por que não? Abra a janela, Olha lá fora, O dia está lindo, Levanta, acorda. Vamos lá fora Curtir e viver, Felicidade existe Só depende de você. Então, por que não? Tentar ser feliz Por que não?

Letristas em Cena 55 Então, por que não? Tentar ser feliz Por que não?

Coletânea de Letras Musicais 56 SEM VOCÊ Estrelas Rutilantes Sentidos sem razão Vontade de sumir Mudar de direção Pular de paraquedas Da asa de avião. Não sei por que me sinto assim Às vezes eu quero fugir E esquecer o que sofri E o que ainda vou sofrer Estou aprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Estou aprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Sem você, sem você, sem você Sem você, sem você, sem você Esqueço de viver os dias tristes Pensando em ir dormir mais cedo Quando penso em fugir Eu procuro dormir Quem sabe amanhã tudo irá mudar Não sei por que me sinto assim Às vezes eu quero fugir E esquecer o que sofri E o que ainda vou sofrer

Letristas em Cena 57 Estou aprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Estou aprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Sem você, sem você, sem você Sem você, sem você, sem você.

Coletânea de Letras Musicais 58 SEUS MAIORES SEGREDOS Não importa o dia , Não importa a hora, Não importa a intensidade O desejo e a vontade. Eu quero te dizer Eu quero estar só com você Mais do que isso eu preciso Ter você para sempre comigo. Eu quero estar com você O maior tempo possível Descobrir seus maiores segredos Ser muito mais que um amigo. É a mais pura verdade É a minha realidade Eu respiro fundo Me encho de coragem Só pra te dizer Eu quero estar só com você Mais do que isso eu preciso Ter você para sempre comigo. Eu quero estar com você O maior tempo possível Descobrir seus maiores segredos Ser muito mais que um amigo.

Letristas em Cena 59 TUDO ACABOU Seus olhos não me dizem mais nada Apenas caminhos perdidos Lembranças doces e amargas Bocas dentes e sorrisos Todo tempo passado Não foi um tempo perdido As lembranças boas Guardo sempre comigo O que foi ... Um sorriso O que foi ... O paraíso Um sonho... Eu não queria acordar Aprender a recomeçar Não cometer mais os mesmos erros Saber escutar Ninguém é perfeito Como todo sonho bom Acabou ao amanhecer Tive grandes momentos Felizes com você O que foi ... Um sorriso O que foi ... O paraíso Um sonho... Eu não queria acordar Apague a luz desliga o rádio Tudo acabou

Coletânea de Letras Musicais 60 TUDO QUE SEI Eu Aprendi coisas inúteis Já me esqueci de coisas fúteis Se viver já me ensinaram Aprendi tudo errado Perdi tanto o meu tempo Futuro e passado Melhor viver correndo Do que ficar parado Tudo Que sei Não serve pra nada E nada que sei e muito impreciso Tudo que sei não serve pra nada E o nada que sei e puro improviso Estudei mais de dez anos E mal sei escrever Quase tudo que me ensinaram Não precisava aprender A vida é um jogo Perder e ganhar E esse grande jogo Estou aprendendo a jogar Tudo que sei não serve pra nada E nada que sei e muito impreciso Tudo que sei não serve pra nada E o nada que sei e puro improviso Se o começo foi torto e desastroso

Letristas em Cena 61 O fim pode ser melhor. E cada dia o mundo gira, O mundo gira ao meu redor E já que estou só Vou dormir mais meia hora Tudo Que sei não serve pra nada E nada que sei e muito impreciso Tudo que sei não serve pra nada E o nada que sei e puro improviso

Coletânea de Letras Musicais 62 VIVEMOS? Vivemos no país do futuro Aonde o futuro nunca chega Vivemos uma vida turbulenta Recheada de incertezas Eu tenho medo do que pode acontecer O que será de mim ou de você Viver esta cada vez mais difícil Como vamos sobreviver Queremos um país melhor Sonhamos esperamos Mas não sabemos até quando Não sabemos até quando Só temos deveres Não temos direitos Aqui tudo se compra Aqui tudo tem seu preço Então continuamos Vivendo do avesso Um dia se vive mais No outro se vive menos Vivemos enjaulados Numa quase liberdade Se hoje estamos livres Não estamos de verdade Não existe segurança

Letristas em Cena 63 Quem me da explicação Não saio mais de casa Tenho medo de ladrão Vivemos num país tão desigual Qualquer barbaridade já parece normal Vivemos no país da impunidade Onde não existe igualdade Mas perante a lei Somos todos iguais Será que isso é verdade? A verdade existe Mas nem sempre é real Queremos fazer o bem Mas quem manda nos falar

Coletânea de Letras Musicais 64 VOU ACREDITAR . . . Hoje estou tão triste Nem eu mesmo sei por quê Deve ser passageiro Vou tentar esquecer Pensei em mudar Por alguns dias Mais atitudes impensadas Não levariam a nada Estou cheio de problemas Não adianta fugir Vou ficar e encarar de frente Vou acreditar . . . Essa vida é passageira Não tenho tempo a perder Eu não quero ficar mais triste Eu não quero mais sofrer Os anos se passaram Me deixaram bem mais forte Hoje eu traço meu destino Eu decido a minha sorte As marcas do tempo Não vão me incomodar Eu serei assim Eu vou lutar até o fim Estou cheio de problemas

Letristas em Cena 65 Não adianta fugir Vou ficar e encarar de frente Vou acreditar . . . Essa vida é passageira Não tenho tempo a perder Eu não quero ficar mais triste Eu não quero mais sofrer

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Letristas em Cena 67 BRANCA TIROLLO Acasalamento 0069 Amor à moda da casa 0071 Amor inocente 0072 Asas de poeta 0073 Ataques sem nexo 0074 Brasil 0076 Cadê o meu café 0077 Calçadas 0078 Choro bruto 0079 Coelhinho da Páscoa 0080 Coisa 0081 Cômodo demais 0083 Democracia obscura 0084 Desafiando limites 0085 Devastação 0087 Dondoca 0089 E assim desejo-te 0091 Fera racional 0092 O formidável do amor 0093 Fuga no mensalão 0094 Hino: Academia de Letras do Brasil 0096 Imposto macabro 0097 Inferno no inverno 0099

Coletânea de Letras Musicais 68 Ladrão de galinha 0101 Malandro 0102 Memórias de um Caipiracicabano 0103 Mensagem das Caras pintadas 0105 Mistério 0108 Mudei a formalidade do amor 0109 Mutilação 0111 Não sou inventor do meu destino 0113 Noite 0116 Olhos de ouro 0117 Pássaro da madrugada 0119 Pirado 0120 Pirataria 0122 Policial do futuro 0124 Prepare o anzol 0126 Que mal que tem 0127 Refúgio 0128 Revolução 0129 Rua Brasil 0131 O sabor da amizade 0133 Samba do povo 0135 Saudade Tua 0136 Seu amor é ilusão de ótica 0138 Somente por amor 0139 Telhados de vidro 0140 Vai, vai, Brasil! 0141 Vegetação 0143

Letristas em Cena 69 ACASALAMENTO Ser masculino ou feminino Não importa... Atitude compõe-se em versos Felinos... São exóticos Macho ou fêmea... Devoram-se... Em suas dimensões O poeta adormece Sobre a página alinhada O compositor desperta a canção Masculino ou feminino Seres se cruzam no tempo. Das mais variadas Paixões Filosofia de vida Que marca datas E contradições Enquanto a poesia se acalma Na doce missão Do toque sagrado De um violão. Leva-se a vida Na serenidade Da consolação. Desafios e contrastes

Coletânea de Letras Musicais 70 Nos acordes, nas rimas. A métrica é eletrização Escrevo meu verso Você ao inverso Compõe a canção Felinos são exóticos Macho ou fêmea Devoram-se em suas dimensões Seres se cruzam no tempo Das mais variadas paixões Filosofia de vida Que marca datas E contradições

Letristas em Cena 71 AMOR À MODA DA CASA Os tempos mudaram, e os amantes, também. Uns jogam com a sorte, outros vão e vem. Há quem viveu um amor de verão E outros sequer conseguiram amar... Na trilha do amor, muitos querem aconchego. Mas nem sempre acontece, a vida é um mistério. Tudo tem seu preço, nada vai mudar. Neste vai e vem, também aprendi. Que não vale a pena sofrer tanta dor Nas desilusões, que tanto insisti. Neste vai vem, trocando de amor. Hoje sou feliz, não sou inseguro. Meu amor é consciente, e vivo melhor. O amor, à moda da casa. É tudo que tenho, e que dou valor. Não me arrisco mais buscando estilhaços Pois tenho ao meu lado, a mais bela flor. Meu prato do dia, meu ar, minha luz. Minha alegria, meu cantar afinado. Não percebo se faltar o sal Tudo ao seu jeito é bem refinado.

Coletânea de Letras Musicais 72 AMOR INOCENTE Espia a lua mais bela Sondando teus olhos azuis Pela fresta da janela O Arco Iris se vai Depois da chuva que cai Sobre teu pé de alecrim. Joga um beijo da janela Encena á luz de vela Que o vento traz Para mim... Mande um sorriso de lembrança Uma ponta do jardim Umas gotas perfumadas Com cheiro desse alecrim Faça um pacote de abraços Com muitos laços de amor Escreva um poema intenso Que me encante, por favor... Enlaça teus sonhos nos meus Deixa o amor propor um brinde Debaixo das asas do vento Até que a vida se finde

Letristas em Cena 73 ASAS DE POETA Poeta é terra é mar Poesia é flor em botão Abrindo as asas da vida No ritmo e na canção Poesias são as ondas do mar Avançando as areias tão calmas Lavando a alma do homem Que vive a chorar suas magoas Poetas são as veias dos versos Jorrando no verso da sorte O clamor Lamúrias que fazem qualquer um. Chorar Na voz de qualquer cantador

Coletânea de Letras Musicais 74 ATAQUES SEM NEXO Entrei na dança da onça pra ver Se ela ainda zombava do meu SER Notei uma fera insistente, mas nada valente. Areia movediça. Enquanto surtava ponto.com As loucuras da gente Ela se lembrou: -São artistas! Consegui enfim por um fim Sem deitar-me aos seus pés Conectei meu arsenal E consegui ver sorrindo No jornal Pra fera, Pro baixo astral Para os meus amigos Dediquei meu arsenal Que legal! Vou... Dar uma volta ao Mundo Num segundo de euforia Cantar, dançar, sem ataques. Comemorar a alegria E poder viver Pra fera me ver todo dia.

Letristas em Cena 75 Para os meus amigos Dediquei meu arsenal Que legal! Comemorar a alegria E poder viver Que legal! Comemorar a alegria E poder viver

Coletânea de Letras Musicais 76 BRASIL És Terra Gigante Um País Falante O Brasil Avante

Letristas em Cena 77 CADÊ O MEU CAFÉ ( musicada por Luciane Casaretto) Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro Que sabor é esse? Que palha é essa? Canta meu Brasil: Isso não me interessa Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro Tá tirando onda, no capitalismo. Tá nos bancos das Ilhas fazendo turismo Tá na boca do lobo. Tá no estrangeiro Tá dentro da linha da corrupção Num pulo de gato, guardado em galpão. Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro? Tá na foto que a Nonna tirou no terreiro Na roda de samba, no tom do pandeiro. Devolvam o sabor do café. Do meu Café Brasileiro

Coletânea de Letras Musicais 78 CALÇADAS Corta o vento, vento corta. Povo sofrido, temido. A procurar sensações Uns buscam casa, comida. Outros, festas, foliões. Há quem procura remédio Curador e orações Estes são os mais aflitos Sem pausa pras refeições. Pois enquanto vela a reza Esquecem as obrigações. Há quem trabalha e cavalga Dividindo tempo e questões Trocando em cada esquina Sábias informações. Mas há quem, tagarelando. Não consegue encontrar O mapa da sua vida E um lugar para ficar. Estes servem de tropeço Pra aqueles que irão chegar Ainda sem pensamento Se vão ou não, se juntar. Com o povo que cavalga Sempre no mesmo lugar.

Letristas em Cena 79 CHORO BRUTO Oh! Quão grande é minha angústia Que de leve, venta e leva: Alegrias, pipas, gritos, Risos tensos, sem iguais. Das palavras ainda não ditas O pensamento é quem fica Sobrepondo pesos mais. Quão grande é minha angústia. Que de leve, aumenta os ais. Oh! Quão grande alegria que se esvai...

Coletânea de Letras Musicais 80 COELHINHO DA PÁSCOA Coelhinho da Páscoa Que trouxe pra mim Uma música bela, Desafio sem fim Se há um amigo Não há pranto e dor Desafiando os limites do amor Nesse tempo de crise Em que tudo não são flores Preservar os amores É estar numa marquise Esperando em paz Pelas graças dos céus Recarregando de gás Enchendo-me de Deus Se essa passagem existir mesmo Não há como resistir Mesmo que eu fique a esmo O perdão vou LHE pedir

Letristas em Cena 81 COISA Jogaram na lama o meu quintal Minha cozinha está na lua Enxugaram o Pantanal Molharam a mão da minha rua Toma cuidado vão molhar a sua Queimaram os meus neurônios E adulteram os livros principais Trocaram educação moral e cívica Por duas matérias que dão mais Sexo e Box, na escola são reais. Meu filho cursando a quarta B Está de olho no vídeo game Que está na vitrine da loja 3D Ainda me fala sem medo Papai: eu ganhei um E Jogaram a merda na TV Obrigam-me a ouvir mentiras E ainda falam mal de você Enquanto você pira Os ratos ficam na mira Eu quero fama, quero mina, quero minha grana. Não preciso mais de tempo pra pensar Já sou velho na cor dos cabelos Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar.

Coletânea de Letras Musicais 82 Você! Você! Você! Você! Você! Você! Livra-se desta coisa Eu quero um país inteiro pra me ouvir Você! Você! Você! Leva pro facebook Tweeds pro mundo No e-mail da titia Pra aquela gata Que te deu mole Diga para o papai Que a sua mãe Já sabe Fale pro teu filho Se livrar desta coisa E não se esqueça de Avisar os jornais Que não estamos aqui Pra brincar.

Letristas em Cena 83 CÔMODO DEMAIS Hoje acordei a mil por hora Tinha tantos afazeres E acabei por esquecer Do nosso amor. Tudo o que eu Tinha a fazer Era em torno De ti? Oh! Oh! Oh! Cômodo demais Eu só quero liberdade e Paz Oh! Oh! Oh! Cômodo demais...

Coletânea de Letras Musicais 84 DEMOCRACIA OBSCURA Democracia. Parada, quebrada, estação sem luz. É feita de rombos, boicote, panela, insanidade total. Barreira na vida, beco sem saída, dinheiro, roubada. Malandragem, picaretas, escola do mau. Quem mandou virar o jogo fui eu Eu quero silêncio agora. Eu quero é ser feliz, acordar e dormir. Sem barulho, sem buzinas. Sem bolso que domine a Lei A lei que se aplica No que não se tem Eu quero viajar E fugir Quero ver O amanhecer Dormir. Sou Patriota brasileiro Quero ver a democracia Democraticamente, fluir.

Letristas em Cena 85 DESAFIANDO LIMITES Caminhos incertos, dedos incertos, desertos. Sombras que desaparecem ao meio dia Quando o sol divide o céu em partes iguais. A lua flutua, não é prata nem cinza, nem preta. Nem branca, vaidade ou mentira, não é ilusão. É tão somente a lua em sua estação. Na vida há segredo há coragem e medo. Cada um do seu jeito sente sua emoção. Na minha parede não tem calendário Sou eu quem marca o dia do meu carnaval O natal que foi ontem comemoro amanhã Neste manjar de fé provo a minha avelã Rega meu seco jardim o pranto de outros Daqueles que nunca choraram por mim Não existem fronteiras é um desafio sem fim, Desafio sem fim Neste moçar peço que as pedras não rolem Mas devagar murmurando, uma a uma se vão. E vou passando meia face anjo meia face fera Desafiando a espada a enfrentar a guerra Às vezes penso que estou morta e voltei Terminar meu choro, pra quem. Ainda não me viu chorar São incertos os passos, que tento. Encenar neste compasso

Coletânea de Letras Musicais 86 Sonho por razões desconhecidas, desconhecidas. Embora eu cante alto, no palco sombrio da vida. Tudo que exala do meu ser dizem ser vergonha Eu digo que apesar das barganhas Tenho sorte e todas as batalhas são vencidas Tenho sorte e todas as batalhas são vencidas Moro num lago formado das águas, do meu pranto. Cada canto é um endereço. Ai, ai, a vida é essa. Se eu afundar neste chão aqui vai, o meu apreço. Meu pranto já virou tinta. Não será em absoluto Desconhecido da sorte, do mal, do bem, da morte. Serei sempre uma estrela viva, a colorir um luto. Rega meu seco jardim o pranto de outros Daqueles que nunca choraram por mim Não existem fronteiras é um desafio sem fim, Desafio sem fim

Letristas em Cena 87 DEVASTAÇÃO Olho com tristeza, os campos e as matas. O rio que pingando não faz serenatas O asfalto que corta além dos sertões E os animais em extinções As aves no céu não cantam em festa. Os homens magoados não fazem canções Inspirados na lei da floresta Os filhos de outrora eram educados Pelas famílias e seus professores Hoje o governo quer ensiná-los Aplicando Leis com tais dissabores Não valorizam os Mestres e a escola Separam todos por classes sociais Crianças, os jovens e velhos. Aplicando sem piedade Golpes, e mais golpes fatais. Querem cobrar respeito e ordem Falam muito em preservação Mas vivem em plena desordem Destruindo os povos e a própria nação Vendem a alma do povo e da terra Queimam o verde, desbarrancam os morros. Colocam na mesa do trabalhador O pão da dor e a morte sem socorro. Sem terra, sem teto, sem dignidade.

Coletânea de Letras Musicais 88 Sem ambição, o povo se isola. Caindo na cova que o governo cavou Pra matar o pobre, preso na gaiola. Não há outro jeito, o povo precisa. Lutar com a espada, e vencer o dragão. Para acalmar a fúria que sente Partindo pra guerra, defendendo a nação.

Letristas em Cena 89 DONDOCA Dondoca... É isso o que você é Folgada, maliciosa Só pensa em raspar o pé Vive pintando os olhos E a sobrancelha, tá ué. Dondoca... Nada vai te consertar Você precisa de cafuné E eu... De um bom jantar Não me venha reclamar Que as unhas estão lascadas Que o fogão não é pra você Eu comprei pensando no nosso jantar... E o que me aguarda É o seu blasfemar! Dondoca... Você é o que é... Vive pra se embonecar Mas não serve nem Pra lavar os meus pés. Dondoca... Hoje você vai pagar O preço da sua vaidade Vou te botar na calçada Fechar a porta da entrada E assistir o seu penar

Coletânea de Letras Musicais 90 Ver você na arte bancada Roendo as unhas e se lembrar de mim Vai aprender que a vida não se vive assim. Dondoca... É isso o que você é Vai sentir a barriga vazia E esquecer, de raspar os pés. Vai me pedir arrego E preparar o melhor jantar Aí quem sabe eu me apego Na hora do amor te farei cafuné. Dondoca... É isso, o que você é!

Letristas em Cena 91 E ASSIM DESEJO-TE Não quero que seja meu deus Nem meu demônio nem ateu. Nem meu sonho nem meu eu. Seja apenas, meu. Seja meu homem, meu prazer. Mas não seja minha vida Eu quero desfrutar do que é bom Eu quero apenas uma ida À volta não me interessa Eu quero voltar só, sem pressa.

Coletânea de Letras Musicais 92 FERA RACIONAL Eis que febril queima, este corpo meu. Num instante dócil - quando me toca o seu. Estes teus braços - em laços, em plumas. Teus encantos - espantos espumam. Teus olhos domados - em risos, em versos. Teus pecados meigos - de afagos, e beijos. Eis que a ti revelo - meus sonhos em gritos. Num súbito instante - de amores, e dores. Por teus insultos - deboches, rumores, Nestes negros olhos - de glória, delírios. De pegadas duras - desvairadas loucuras, Deste pranto falso - de torturas, castigos. Eis que tu tão farto - tão nítido e puro. No tapete enrola - teu corpo, tua face, Nestas melodias - sussurros, desgastes. Destas noites loucas - de pasmo contraste. Tuas fantasias de sonhos malucos, Tua frente fria - de tristes desastres. Eis que tu voltas sereno, calado. Num olhar carente - de intrigas e abraços: Destas peles rubras, de apertos, marcadas. No meu corpo sadio, e esgotado. Neste alívio fértil - que exala, espalha, Descansa-te nu, sereno e domado.

Letristas em Cena 93 O FORMIDÁVEL DO AMOR Um consolo romântico me adormece No sonho eu me ponho a rezar O som da oração segue o vento Abrindo a janela do teu aposento A lua sonda-te e pousa No luar do teu sonhar O eco da minha prece te chama A essência do meu amor te perfuma É o formidável das loucuras de quem ama Se levantar e tocar na maçaneta Não te assuste. Acaricie meu sonhar Que pelas madrugadas vagueia, Tentando deliciar seus meigos olhos Para teus doces beijos roubar.

Coletânea de Letras Musicais 94 FUGA NO MENSALÃO (reservada para Gustavo de Godoy) Contradição Omissão e obscuridade. Cacos estilhados, papéis picados. Engavetados, mofados O brasileiro Cobrou resultado Vergonha nacional E segue afora. Um fora da Lei. Mais uma vez Pega o ladrão Ele quer se safar Do camburão Pega o ladrão Vergonha nacional E segue afora. Um fora da Lei Mais uma vez Tenha certeza: o jornal sabia E a sua tia, também. O seu melhor amigo Com certeza acoitou O Brasileiro viveu a fantasia

Letristas em Cena 95 Que o país poderia mudar Por um dia Vergonha nacional. E segue afora. Um fora da Lei Mais uma vez

Coletânea de Letras Musicais 96 HINO DA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL (Musicada por Vuldembergue Farias) Sobre um brado pensamento glorioso Na passagem do milênio então surgiu Agregando valores conquistamos Academia de Letras do Brasil Despertai-vos há tempo, vamos seguir. Escreva seu verso, para o universo servir. Tua tese, seu cântico, sua escrita, teu encanto. Pelo bem da humanidade, por um novo porvir. Avante, sempre vamos escrevendo. Tentando a humanidade, humanizar. Na Ordem de Platão, despertando talentos. Levante a Bandeira, vamos atuar. Pela paz, pelo amor, pela evolução. Abrace o livro, a informação. Desperte os talentos, e os pensamentos. Através da escrita, eis a revolução. Diga não a fome e a miséria Plante arvore frutífera, sementes de feijão. Projetando o futuro dos filhos da terra Que breve vem pra colher este quinhão.

Letristas em Cena 97 IMPOSTO MACABRO (Reservada para Gustavo Godoy) Cortei a maioria dos gastos O orçamento aos pedaços. Não dá pra infringir a Lei Preciso pagar os credores Mas, não sei: Se eu pago os impostos, Ou se continuo a comer Eu gosto muito do meu Ser. Remédios! Remédios, mais remédios. Meu coração precisa bater. Nas minhas contas eu noto Remédios, remédios, remédios. Quarenta e oito por cento De impostos. Este é o meu dilema Não foi a TV Nem a geladeira Muito menos o carro Eu moro num beco E ando a pé Não dá pra infringir a Lei Preciso pagar os credores Mas, não sei: Se eu pago os impostos, Ou se continuo a comer Não há remédio pra se viver Não há remédio, pra esquecer.

Coletânea de Letras Musicais 98 Não há remédio no SUS, vai ver. Vai ver e comprove, faça a prova dos nove. Se eu contar não vão acreditar Não passa na TV, nos jornais, nem na roda de samba. Mas vale a pena relembrar. Eu era apenas uma criança Que nem trança sabia fazer Tudo o que eu fazia era plantar e colher Na era do café, tudo era mandado. E quando o ano findava, o governo arrecadava. Cinquenta por cento de todo mingau Que eu tinha pra comer. De grão em grão, mesmo sem razão. No Palácio do governo pode conferir se quiser Cada tijolo assentado é parte do meu quinhão. Só não ouço falar de onde veio Só não leio nos jornais de onde veio Ninguém comenta a realidade Só não ouço falar de onde veio Só não leio nos jornais de onde veio Só não ouço falar de onde veio

Letristas em Cena 99 INFERNO NO INVERNO Foi-se o verão Chegou o outono em sua palidez Ouve um gemido distante, o sol se apagou. Manhã agonizante, estranhos flutuantes. Não eram trovões, nem a chuva caia. Sobre a terra abrasada, houve grande motim. Crianças gritavam, por todo lugar. Grávidas morriam em plena agonia. O medo chegou bem perto de mim Olhei para os lados, não compreendia. Liguei a TV, não funcionava. Não tinha mais água, nem energia. Não eram bandidos, nem o fim do mundo. As prisões abriam-se as portas Os presos temidos voltavam às celas Num passo ligeiro entre idas e voltas. Tive sede procurei por água. Encontrei soldados da Força Armada Tentei falar com o governo do estado Mas Brasília já estava calada As prisões abriram as portas Para os homens de bem abrigar Seus filhos e netos ainda pequeninos Soldados estavam às beiras das fontes Guardando as águas que haviam roubado.

Coletânea de Letras Musicais 100 Notei que a morte então se alastrava E sem esperança, com sede eu sofria. Não mais que dez dias, já sem força alguma. Velei meu enterro, enquanto eu morria.

Letristas em Cena 101 LADRÃO DE GALINHA Você conhece o ladrão de galinha Que abriu um comércio na rua ao lado Ele passou quatro anos roubando De galinha em galinha, ele fez um sobrado. Adquiriu uma fazendo em Minas Na praia construiu sua mansão. Comprou uma gata de estilo invocado. De repente o povo resolveu acordar De prontidão a sondar o safado E todo mundo começou a gritar Pega o ladrão, mas tomem cuidado. O cabra tem capanga e cunha forte Bala de borracha e spray de pimenta Não é difícil conhecer o pau mandado Ele usa botina e farda cinzenta. Não sobrou cidadão sem ser lesado

Coletânea de Letras Musicais 102 MALANDRO Malandro... É isso o que você é Não serve nem pra massagear os meus pés Cansados... Por tantos vai e vem na cozinha Preparando, seu café, seu jantar. Enquanto você... Dá em cima da vizinha Malandro... Você não serve pra nada Não trabalha, não estuda. Só pensa nas coxas das mocinhas E no jantar, come as coxas da minha galinha. Malandro... Vou botar você pra fora E aí, quero ver quem vai abrir. A porta da casa pra você dormir Vou assistir de camarote De olhar cabisbaixo, sentado em caixote. Aí... Vai me pedir arrego Tentar... Me convencer de que mudou... Mas eu... Não vou cair na armadilha Pois malandro igual a você Não passa mais na minha trilha. Malandro!

Letristas em Cena 103 MEMÓRIAS DE UM CAIPIRACICABANO (Declamado) Este é um pequeno trecho - guardo e prezo - O verde lar dos bichos, borboletas coloridas. Beija-flor encantado, beijando a flor do capim. Bando de andorinhas riscando o céu nublado Garças tranquilamente, cruzando o véu prateado. A encantar querubins Paraíso que Deus criou, cheio de verso e canção. Descanso de nossos filhos, a nossa roça de pão. Recanto de enamorados, calçados com os pés no chão. Não se via aqui miséria, nenhuma reclamação. O céu estava na terra, e as estrelas sobre as mãos. Passaram por este trecho, homens de terras distantes. Não plantaram semente, mas espalharam corantes. Não criaram versos e rimas - sequer uma melodia Roubaram nossas canções, sufocando a poesia. Cantaram nossas canções - grande astúcia - Destruíram um paraíso pra provocar a angústia Hoje o Caipira chora, memorizando o passado. Belezas mui fulgurantes, que nada tinha de errado. Falo do verde das matas, que deitavam nas cascatas. Do tom que as pedras e as águas exibiam serenatas Reclamam por não ouvir, o barulho das correntezas. Que no velho engenho ecoava com muita delicadeza.

Coletânea de Letras Musicais 104 Quando passam por estas bandas - frias e quebrantadas. Lagrimas velam o penoso chão – coagida é a boca- A confessar o que extravasa em cada coração. Onde os gringos navegaram, entre as colinas e os portos. Navegam na lama quente, milhares de peixes mortos. E neste trecho de pedras, caminha o triste Caipira. Em meio às impurezas, movido pela incerteza. Abandonado, o Caipira. Vive como alma penada Passando fome e sede, sentado a beira de um rio. Memorizando a paisagem. Do antigo Rio Piracicaba.

Letristas em Cena 105 MENSAGEM DAS CARAS PINTADAS Gente! Somos gente. Nesta terra de Deus Brasil! Pátria amada. Terra sagrada. Somos gente implorando, os nossos quinhões. Entre os mais de cento, e noventa milhões. Se livre das drogas! Faça como eu Ame a si próprio corra atrás do que é seu. Se livre dos reis, que esta terra é de Deus. Raça de gente, gente valente. Cara pintada, cara amarrada. Cara de fome, cara drogada. Cara de raiva, cara forjada. É gente sofrida, buscando na vida. Pão e guarida, de cara pintada. Esconde o rosto, por que tem vergonha. A noite anda e de dia sonha. Esperando do céu socorro e perdão. Onde tudo é limpo não existe pão. E ainda deve pra sociedade. Uma vida de satisfação. Se bater na porta do rei ele grita: - Sai daqui malandro! Trabalhar é bom. Mas não dão emprego pro tal cidadão. Gente valente vira cara pintada. Busca socorro na maior perdição. Envolve-se nas drogas, e vira ladrão. Miséria que queima a mente e a alma.

Coletânea de Letras Musicais 106 Seca o corpo e traz desespero. Vai cegando gente de cara pintada. Que é obrigado, assumir todo erro. Saia da roubada, isso é confusão. Ninguém te entende, o se ta na prisão. Caia na real, você, você, você é gente. Não faça cumprir a ordem do rei. Levanta a cabeça, e de sua mão. A favor da guerra contra a corrupção Não ouça o rei, ele é folgado. Ele não cheira, não injeta, não traga. Envolve-te no vicio, por uma migalha. Ele enche o bolso do seu rosto suado. O seu fica furado, funde sua mente. O rei vira passado, você o presente. Você vira culpado, o rei o inocente. Não tenha medo seja esperto Cheire uma flor e sinta o perfume. Erga para o rei, um sinal vermelho. Levanta tua cara, olhe no espelho. Fuja da dor, encontre o amor. Não seja tolo, o rei é seu pavor. Ele bebe teu sangue, te enterra. Vive mais que você, muitas primaveras. Usa gravata, carro importado, terno bom. E você drogado, ganha sete palmo de chão. Pra você não tem lei, ninguém tem pena. Quem te condena não tem coração.

Letristas em Cena 107 É o próprio rei que te da à cama. Pra você dormir deitado na lama. O rei te ilude pra uma vida melhor. Muda de cara, te prega moral. E por baixo do pano te joga na pior. Gente! Livre-se da ilusão. Devolva o troco pro seu inimigo. Se livre do castigo dizendo não. Não se esconda na sombra do medo. Que a vida passa e você se acaba. Sem saber por que viveu. Ninguém se importa se ler no jornal. Na primeira, página que você morreu. O próprio rei tomando whisky Vai ironizar sorrir e dizer: -Quem é esse? Que bom! Não foi dessa vez. Este eu não o conheço! Graças a Deus Agora eu quero ver, você que ta assistindo. Abrir espaço na primeira página. Contar para mundo que me viu sorrindo Anuncie! Põe no seu jornal. Trate a gente de igual pra igual Não quero ler que alguém morreu. Aqui quem fala é um cara pintada Saindo da roubada. Graças a Deus (Peça Teatral ensaiada na periferia. Apoio negado pelos governantes). Um grupo de adolescentes envolvidos sofreram em questão. Na época atual é lamentável a situação dos jovens, na maioria)

Coletânea de Letras Musicais 108 MISTÉRIO Do meu jeito doce acontece A todo vapor, em busca do amor. Que traga, escurece, amanhece E pro lado da cama se mexe Querendo falar. Tolices. Dos acordos, loucuras. Acordes, leituras: Bilhetes malvados Da sua insanidade Sou anjo da noite macabra Você me protege, no embalo. Me faz delirar. Me faz delirar (Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos, o palco da vida. Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079 515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não constar na ficha técnica artistas da grande mídia) Lei Rouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de Renda devido. (Esta história precisa ser mudada. Justiça Social. Direitos iguais para todos).

Letristas em Cena 109 MUDEI A FORMALIDADE DO AMOR (musicada por Vinne Decco) E o vento levou Meu único verbo! Amar! Amar! Antes era o amor, Nosso verbo predileto. Eu amava, ele amava, Amávamo-nos. Éramos dois em um. Um para o outro Dois sem terceiros. Depois começamos: Se der vamos! Hoje vou pensar, Se ainda te quero. Muitos verbos Aproximaram-se Invadiram Dominaram Hoje está assim: Eu amei, adorei, Louvei, me casei. Vivi ,sofri ,cansei. Pensei resolver. Larguei e sumi.

Coletânea de Letras Musicais 110 Voltei! Acha! Pra que? Um time de futebol? Somente um artilheiro Meu amor! Sem verbo.

Letristas em Cena 111 MUTILAÇÃO Noto que o tempo não se importa Vai passando pela minha porta Devagar. .. Eu corro e invento a minha vida Se para uma estrada sem saída Eu não sei... Prefiro ficar. Delirando... E sonhar... Não conheço mais a brisa mansa Nem o sorriso da roseira em flor Não tenho encontrado a primavera E o verão já se foi. Devagar... Passou a guerra e desconheço O que chamam de céu e de luar Não me lembro de mais estrelas Nem de mar. Devagar... Eu sonho ser aquela criança Balançando firme a sua trança Na esperança de encontrar. Seu par. Devagar... Abraço a meu brinquedo e choro. Quase sempre, eu sei não me engano. A fome é pontual e chega na hora do jantar

Coletânea de Letras Musicais 112 Devagar... Olho o pão escasso sobre a mesa. Já não sei se quero mais rezar Num instante noto que a pobreza Paira sobre o ar. Devagar... Aguardo o momento Pra ver os aviões de guerra Retirando nossa água Da terra Devagar... Submundo profundo Nem seu quinhão conseguiu. Em troca da moeda forte Venderam a alma do Brasil. Devagar... Eu corro e invento a minha vida Se para uma estrada sem saída Eu não sei. Prefiro ficar delirando. E sonhar... Devagar. Cabeça maluca, a cuca explodiu. Em troca da moeda forte. Venderam a alma do Brasil. Devagar...devagar...devagar...

Letristas em Cena 113 NÃO SOU INVENTOR DO MEU DESTINO Alo irmandade. Chegam aí irmãos. Na paz. Não sou do mal. Sou pau mandado. Menino desprezado. Que um dia sorriu Nesta terra de ninguém. Toda galera viu Ouvir a quem? Fuji da escola eu não tinha mochila, Lápis de cor. Nas cores do meu mundo Pintei o sete, manchei. Não conheço meu pai, minha mãe morreu. Minha tia me acolheu. E pra sobreviver Ela me mandava pedir nos bairros nobres Onde nunca a porta eu vi abrir Com muita sorte eu conseguia fugir do camburão Homens armados, atirando em todo lado. Sem ao menos perguntar: Quem é você? Cidadão. Mas eu falava: Sou da paz. Menino fujão. Segura essa irmão! Você ensina com perfeição. Como se mira uma arma pra um cidadão Agora eu cresci, sai nos jornais, na primeira página. Fiquei famoso. Pinto a cara pra ninguém saber Quando pego o jornal pra me ver. Hipocrisia! Eu não nasci assim. Eu levo a vida Que traçaram pra mim. Chumbo trocado não dói. Dizem que sou chapadão. Pera aí, meu irmão!

Coletânea de Letras Musicais 114 Não quero matar. Mas, também não quero morrer. Eu sou da paz, pego pra comer. Vendo pra ganhar, Uso pra esquecer. Nesta área não falta patrão Há muito eu quero saber. Alguém pode informar? Fala ai sociedade! Onde arrumo um emprego legal E uma faculdade. Onde posso me curar? Procura-se um medico entendido Sobre abandono, corpo e alma feridos. Sobre hipocrisia, caligrafia fácil. Que um cérebro aguente Com fome e cansaço Fala aí doutor! Se há remédio pra esta dor? Dizem que sou chapadão. Pera aí, meu irmão! Não quero matar Mas também não quero morrer Eu sou da paz, pego pra comer. Vendo pra ganhar, uso pra esquecer. Nesta área não falta patrão Há muito eu quero saber. Alguém pode informar? Fala ai sociedade! Onde arrumo emprego E uma faculdade. Onde posso me curar Procura-se um medico entendido Sobre abandono, corpo e alma feridos. Sobre hipocrisia, caligrafia fácil.

Letristas em Cena 115 Que um cérebro aguente Com fome e cansaço Fala aí doutor! Há remédio pra esta dor? (Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos. Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079 515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não constar na ficha técnica artistas da grande mídia) Lei Rouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de Renda devido. (Esta história precisa ser mudada. Justiça Social. Direitos iguais para todos).

Coletânea de Letras Musicais 116 NOITE Noite! Poema e canção Rima de cólera e dor Divina noite de estrelas Com negros cachos em flor Amo-te! Tanto, tanto Amo-te! Tanto, tanto Amo-te! Tanto, tanto Cada canto de seus encantos Em todos os versos que são meus Amo a paz que bela serena Nos meus olhos a brilha.... ar Os brilhantes que são seus

Letristas em Cena 117 OLHOS DE OURO (musicada por Vuldembergue Farias) Ouvi falar um dia, que a sorte não seria. Um bem pra quem não tem - em si a alegria. Jurei então deixar, o vento me levar, Com as folhas do jardim. Na linha do pensamento A minha ousadia Voltou para ficar. Mudei a cor da LUA, nas luzes do ALECRIM. As folhas secas soltei Saudando o verde sem fim Onde caíram, não sei. Sobre asas, num sonho bem distante. Sorrindo me peguei Voando os horizontes Procurando alegrias perdidas a fins Meus olhos eram de ouro Um vaso feito de touro Guardando as joias pra mim. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. O tempo que se foi A ruína que ficou O tempo, que se foi. Não vou chorar. Não vou.

Coletânea de Letras Musicais 118 Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. O tempo que se foi A ruína que ficou Não vou. Chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou. Chorar... Não vou chorar, não vou. Eu canto a minha liberdade Eu danço com minha voz Eu ando com minha coragem Na veracidade do vento No vento que corta o algoz No vento que corta o algoz.

Letristas em Cena 119 PÁSSARO DA MADRUGADA Canta, canta, passarinho, o terreiro está molhado. Molha o bico, bate as asas, voa sobre meu telhado. Não vá embora, não é hora de partir. Nunca pense em desistir, nem deixar o seu reinado. Quando a chuva for embora, vou sair pelas estradas. Levando minha viola, pra cantar pra minha amada. Todo dia ela pergunta, para um belo beija-flor. Onde anda o meu amor, pássaro da madrugada. Canta, canta passarinho. Vem treinar comigo agora Ensaiar pra serenata, mais uma canção de amor. Vamos juntos nesta estrada, desafiar a escuridão. Cantar para o meu amor, vestida em linho bordado. Canta, canta passarinho. Testemunha bem pertinho. Um casal apaixonado. Construindo o seu ninho. Vem cantar comigo agora, não demore já é hora. O padre espera na capela, o casamento foi marcado. Canta, canta passarinho, testemunha deste amor. Vem viver no meu telhado, ver um casal enamorado. Amar sem preconceito, e ser feliz sem sentir dor.

Coletânea de Letras Musicais 120 PIRADO Chega de horário gratuito no Rádio e na TV Ele quer fama, quer mina, quer grana. Eu não preciso mais de tempo pra pensar Já sou velho na cor dos cabelos Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Eu sou viajado, pirado, tatuado. Livre do medo, de pesadelo, e ilusão. Eu canto pra espantar a morte E minha sorte é não viajar de avião Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Não tampo o sol com a peneira Nem canto mentira de babão Eu quero ver os ratos de esgoto Na classe operária deste chão Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Não quero mais ouvir baboseira Se o prato do dia é capitão Não brinque com a cafeteira Ela não faz bola de sabão Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura.

Letristas em Cena 121 E quero você, pra me escutar. Não trance a trilha da sorte Ratos de encruzilhada Se eu cruzar teu caminho Vão ficar sem estrada Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Afrouxa o cinto e requebra Pare de torrar minha grana no ar Devolva minha primeira idade Que vou te ensinar a mamar Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Ele quer fama, quer mina, quer grana Não preciso mais de tempo pra pensar Já sou velho na cor dos cabelos Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar.

Coletânea de Letras Musicais 122 PIRATARIA Rock (reservada para Gustavo Godoy) É onda, é fato, é rastro, trapaça. Entregues ao léu, com admiração. É o bolso que apoia, o corte é real. Implica na fama, do bem e do mal. Botam culpa no diabo Mas fazem tudo igual. Sem timidez, sem alma e razão. Virou ponta de estoque Do norte ao sul, abrindo barreiras. Na cara do povo fazendo arrastão. Pirataria real. Franquia sem autorização Pirataria na boa, na rua, na praça. Na bilheteria do metro. Enquanto se ganha na raça Se paga direitos, que viram fumaça. Da arte, da voz, de um inventor. Seu nome na boca do povo Entregue na boca do lobo Por qualquer malandro Trapaceador. Piratas. Acham que pirataria é legal Não há justiça, pra ela não faz tanto mal. A lei é minúscula, e ninguém se assusta. Os homens da lei são fatais. Piratas não são desiguais

Letristas em Cena 123 Pirataria real. Franquia sem autorização Pirataria na boa, na rua, na praça. Na bilheteria do metro. Enquanto se ganha na raça Se paga direitos, que viram fumaça. Da arte, da voz, de um cantador. Seu nome na boca do povo Entregue na boca do lobo Por qualquer malandro Trapaceador. Piratas. Acham que pirataria é legal Não há justiça, pra ela não faz tanto mal. A lei é minúscula, e ninguém se assusta. Os homens da lei são fatais. Piratas não são desiguais

Coletânea de Letras Musicais 124 POLICIAL DO FUTURO Eu estava parado, desiludido. Peguei os documentos e saí Cruzei a esquina, policia me parou. Mão na parede. Abre as pernas safado Você tem o direito de permanecer calado. Pegou minha carteira, leu meus documentos. Carregou a foto da mina e levou meus trocados E repetiu: Você tem o direito de permanecer calado Pegou meu celular, ligou pro chefão e falou: Peguei um ladrão! Doutor. O delegado respondeu: contrata ele. Senhor. Vi-me obrigado seguir seus conselhos E agora no espelho eu brinco Não sou mais desempregado Emprestam-me uma farda Sou policial do futuro E me deixam liberado. Mãos na cabeça! Safado! (Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos. Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079 515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não constar na ficha técnica artistas da grande mídia)

Letristas em Cena 125 Lei Rouanet - A Le

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