Jornal Dia Internacional da Mulher - SINTE/SC

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Published on March 7, 2014

Author: sinteimp

Source: slideshare.net

facebook.com/unidospelaeducacao • secretaria@sinte-sc.org.br • Fone: 48 3212 0300 facebook.com/unidospelaeducacao • secretaria@sinte-sc.org.br • Fone: 48 3212 0300 Filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação MARÇO - 2014 www.cnte.org.br 08 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER Professora, é através de você que homenageamos todas as mulheres! O PAPEL SUBALTERNO DA MULHER NA SOCIEDADE As mulheres juntamente com as crianças, formam o maior contingente da base da pirâmide social que pode ser constatado pelos dados abaixo: Trabalho – As mulheres constituem 44% da força de trabalho brasileira e destas, 40% ocupam posições precárias. No governo, as mulheres também não estão em pé de igualdade. Embora ocupem 43,8% dos cargos públicos federais, o índice cai para 13% nos cargos comissionados mais importantes de acordo com pesquisas realizadas. É preciso investir na educação pré-escolar para que mais mulheres tenham possibilidade de trabalhar. Esta pesquisa também constatou o fato de que independente dos anos de estudos cursados e horas de trabalho, elas ganham menos que os homens, e que a renda média das mulheres negras era de R$383, seguida da renda dos homens negros R$583, das mulheres brancas, R$742 e dos homens brancos, R$1.181. Em 1975, a ONU oficializou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. A fixação da data é o reconhecimento e o coroamento de um longo processo de lutas, organização e conscientização das mulheres, mas também de toda a sociedade, na maior parte do mundo. Às vésperas do mês que relembra e reafirma a luta das mulheres, é fundamental buscarmos o real significado que esta data tem para a luta que as mulheres vêm travando a gerações em busca de seu espaço, e principalmente, para confirmarmos a importância de nosso papel, enquanto mulheres trabalhadoras, nas lutas sociais comprometidas com a transformação da sociedade em suas diferentes esferas e dimensões. Por isto, o SINTE/SC quer homenagear todas as mulheres: As que amam e são amadas, que odeiam e são odiadas, queridas e desprezadas, sofridas e maltratadas, empregadas e desempregadas, alegres e tristes, fiéis e amantes, elegantes e maltrapilhas, esposas e namoradas, abrigadas e desamparadas, religiosas e descrentes, sem graça e envolventes, ricas e pobres, sérias e espalhafatosas, amigas e companheiras, colegas e parceiras, inteligentes e analfabetas, ousadas e discretas, jovens e adultas, senhoras e crianças, mães e filhas, fortes e fracas, felizes e mal amadas, casadas e solteiras, prostitutas e virgens, empresárias e operárias e margaridas e artistas, formadas e aprendizes, violentadas e humilhadas. Mulheres da cidade e do campo, lavadeiras e doutoras, feias e sedutoras, deputadas, senadoras e assalariadas, agricultoras, frentistas e policiais, negras e brancas, mulatas e amareladas, magrelas e saradas, temperamentais e finas... Mulheres e que o Dia Internacional da Mulher não fique restrito apenas a 8 de março. Saúde – A saúde sexual e reprodutiva é um dos campos de maior tensão no que se refere aos direitos das mulheres, ainda que melhorias tenham se dado na consolidação dos avanços legislativos ocorridos no período anterior (1992-2002) e de alguns programas terem sido reforçados, como os de assistência pré-natal, aborto permitido por lei e DST/Aids, mesmo assim o declínio das taxas de morte materna no Brasil ainda é muito lento. A atenção dada pelo Estado às mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais é pouca e ineficiente, por isso, é urgente e necessário lutar em defesa de uma política substancial para este setor. Violência – Nos últimos 40 anos, o padrão de violência contra as mulheres persiste, uma mulher é espancada a cada 15 segundos e embora o país tenha mais de 5,5 mil municípios, só existem 339 delegacias especializadas no atendimento à mulher e 70 abrigos para vítimas de violência. Nos diferentes contextos em que a violência ocorre, as mulheres a sofrem por serem mulheres e por pertencerem a grupos de negras, lésbicas, esposas, crianças, trabalhadoras, indígenas, sexualmente exploradas, etc. No Brasil, a violência doméstica, ainda é muito tolerada pelo Estado e pela sociedade, mesmo com a consolidação da Lei Maria da Penha e algumas alterações no Código Penal, o enfrentamento à violência esbarra no acesso das mulheres à justiça e na dificuldade de se incorporar os direitos humanos na cultura jurídica. Segundo o Mapa da Violência no Brasil 2011, cerca de 40% dos homicídios contra mulheres ocorrem em sua própria residência, enquanto para homens esse percentual é de 17%. Poesias “Quem você pensa que é?” perguntou pra mim de queixo em pé... Sou forte, fraca, generosa, egoísta, angustiada, perigosa, infantil, astuta, aflita, serena, indecorosa, inconstante, persistente, sensata e corajosa, como é toda mulher, poderia ter respondido, mas não lhe dei essa colher. Martha Medeiros Educação - Para Almeida, (1998), a ocupação do magistério pelas mulheres deu-se efetivamente pelo aumento do número de vagas, pelo abandono dos homens desse campo profissional em busca de outros empregos mais remunerados, o que teria permitido que seus lugares fossem ocupados pelas mulheres. O fato da industrialização e urbanização estarem ampliando o mercado de trabalho masculino, oferecendo opções mais bem remuneradas, vedadas às mulheres, além do desprestígio da profissão e da má remuneração salarial, contribuiu para o afastamento masculino do magistério. Uma pesquisa da UNESCO, realizada em 2010, mostra que o salário médio de um/a professor/a brasileiro/a do Ensino Fundamental em início de carreira, é o terceiro mais baixo do mundo entre 38 países avaliados. Um terceiro levantamento revela que o/a professor/a é a categoria que recebe o mais baixo salário de todos/as os/as profissionais com nível superior do País, setor onde o predomínio das mulheres é incontestável, o que torna o magistério um “gueto” profissional feminino. Dia internacional da mulher Eu sou aquela mulher que faz a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores. Cora Carolina Parabéns mulher pelo seu dia! SINTE/SC Espaços de poder – São muitas as dificuldades que a mulher enfrenta para ocupar cargos de alto escalão nos mais diversos setores. Nos setores públicos como as secretarias municipais e estaduais, os programas de governo voltados às políticas para as mulheres ainda têm pouco espaço de atuação. Os dados da pesquisa demonstram que entre 2006 e 2009 a presença feminina mais que duplicou no topo das carreiras e, em 2009, as mulheres já respondiam por mais de 50% das chefias nos níveis de encarregado e de coordenação. Ainda assim, só 20% conseguiu ingressar em cargos como a presidência das organizações. Na política, por exemplo, a discrepância entre homens e mulheres no legislativo é muito grande, mesmo com a necessidade do cumprimento de cotas pelos partidos para concorrerem a cargos eletivos o número de mulheres eleitas é infinitamente inferior ao dos homens, pois em 2010, 85,19% dos/as eleitos/as para o senado e 91,23% dos/as para a câmara federal eram homens. Estes dados deixam evidente que enfrentar estas dificuldades não é uma tarefa fácil e as ações neste sentido devem ser contínuas e objetivas. Precisamos lutar pela implementação de políticas públicas de Gênero, Raça e Etnia que promovam a igualdade entre mulheres brancas, negras e indígenas, buscando o empoderamento de todas as mulheres, uma premissa fundamental para que mulheres e meninas tenham direito a uma vida livre de discriminação, violência e pobreza, pois a igualdade de gênero é um requisito central para o desenvolvimento humano.

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