Jornal da Universidade de Coimbra – Abril 2006

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Published on March 5, 2008

Author: manchete

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Versão integral da edição n.º 2 do mensário “Jornal da Universidade de Coimbra”, que se publicou em Coimbra. Director: Jorge Castilho. Foram publicados quatro números. Abril de 2006.

Para além de poderem ser úteis para o público em geral, estes documentos destinam-se a apoio dos alunos que frequentam as unidades curriculares de “Arte e Técnicas de Titular”, “Laboratório de Imprensa I” e “Laboratório de Imprensa II”, leccionadas por Dinis Manuel Alves no Instituto Superior Miguel Torga (www.ismt.pt).

Para saber mais sobre a arte e as técnicas de titular na imprensa, assim como sobre a “Intertextualidade”, visite http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm (necessita de ter instalado o Java Runtime Environment), e www.youtube.com/discover747

Visite outros sítios de Dinis Manuel Alves em www.mediatico.com.pt , www.slideshare.net/dmpa,
www.youtube.com/mediapolisxxi, www.youtube.com/fotographarte, www.youtube.com/tiremmedestefilme, www.youtube.com/discover747 ,
http://www.youtube.com/camarafixa, , http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2 e em www.mogulus.com/otalcanal
Ainda: http://www.mediatico.com.pt/diasdecoimbra/ , http://www.mediatico.com.pt/redor/ ,
http://www.mediatico.com.pt/fe/ , http://www.mediatico.com.pt/fitas/ , http://www.mediatico.com.pt/redor2/, http://www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/foto/index.htm , http://www.mediatico.com.pt/luanda/ ,
http://www.biblioteca2.fcpages.com/nimas/intro.html

EXEMPLO SUCESSO DEDICAÇÃO PATRÍCIA SEMANA CASA AMENDOEIRA CULTURAL DO PESSOAL BRILHA ATRAIU 11 MIL PRESERVA NA GINÁSTICA PESSOAS TRADIÇÕES PAGINA 20 PAGINAS 12 e 13 PAGINA 6 DESTAQUES UC lidera em estudantes UC Número 2 estrangeiros 3 Abril 2006 Monstros Jornal na Biblioteca Geral 10 As Fans dão música 21 da Universidade DIRECTOR: JoRGE CASTILHO DIRECTORES-ADJUNTOS: DINIS MANUEL ALVES E MÁRIO MARTINS CONTUNDENTE ENTREVISTA DO NOVO PRESIDENTE DO I. I. I. “FCT desrespeita trabalho dos cientistas” - Estrutura da UC é única no País com 40 centros e 1.600 investigadores PAGINAS 4 e 5 ALERTA DO PRESIDENTE FERNANDO GONÇALVES “AAC está a rebentar pelas costuras!” PAGINA 7 REITOR DENUNCIA O “RANKING DO DISPARATE” Em Portugal há cerca de 1.800 licenciaturas com 825 designações PAGINA 16

2 Abril 2006 Jornal da Universidade I N I C I AT I VA S DE 27 A 29 DE ABRIL NA FACULDADE DE DIREITO COLÓQUIO PROMOVIDO Património Mundial de Origem Portuguesa PELA FACULDADE DE LETRAS tema de inédito Encontro Internacional “Turismo, Cultura Vai decorrer em Coimbra, no Auditório da Haroldo Carneiro e Recursos Faculdade de Direito da UC, entre os próxi- Humanos” mos dias 27 e 29 do corrente mês de Abril, o I Encontro Internacional sobre Património Vai efectuar-se no dia 20 de Abril, Mundial de Origem Portuguesa. A reunião é no Auditório da Reitoria da Univer- promovida pela Universidade de Coimbra, sidade de Coimbra, o I Colóquio “Tu- pelo Instituto Português do Património Arqui- rismo, Cultura e Recursos Humanos”, tectónico e pela Comissão Nacional da para o qual estão abertas inscrições. UNESCO, na sequência de uma proposta da A iniciativa propõe-se mostrar a Comissão Nacional Portuguesa do ICOMOS importância do turismo como factor apoiada pelo Centro do Património Mundial de desenvolvimento e demonstrar co- da UNESCO. mo é decisiva a qualificação dos re- O significado e a influência cultural do pa- cursos humanos para a promoção trimónio de origem portuguesa disperso pelo deste sector chave nas economias lo- mundo como resultado das grandes viagens cais, regionais e nacional. de descoberta, que propiciaram o contacto No colóquio serão debatidas algu- entre diferentes povos e civilizações, são lar- mas das preocupações e reflexões gamente reconhecidos. Não só a língua por- desenvolvidas, quer pela comunida- tuguesa conta hoje com 200 milhões de fa- de científica, quer por diversas insti- lantes, como a própria Lista do Património tuições e operadores turísticos no Mundial estabelecida pela UNESCO inclui, a sentido de promover o desenvolvi- par dos 13 bens localizados em Portugal, ou- mento turístico nacional. A Escola tros 21 de origem portuguesa, distribuídos Superior de Turismo e Hotelaria do por quinze países e três continentes. Existem, Diamantina é uma das cidades património mundial de origem portuguesa Estoril, a Região de Turismo do Cen- além destes, muitos outros bens com a tro, a Agência de Viagens Abreu, o mesma origem que, por condicionalismos di- O principal objectivo deste Encontro é o de ção e salvaguarda e ainda melhorar o acesso Instituto de Formação Turística, o Par- versos, ainda não puderam aceder àquela contribuir para a criação de uma rede de co- desses países à Lista do Património Mundial, que Natural de Montesinho e a Câ- Lista. Uma vez confirmado o seu carácter ex- operação internacional entre especialistas de através de Listas Indicativas e Candidaturas mara Municipal de Portel são algu- cepcional, os novos bens que venham a ser todos os países com património de origem devidamente fundamentadas. mas das entidades que estarão re- considerados Património Mundial poderão portuguesa, que permita articular diferentes Programa, ficha de inscrição, informação modos de gestão e de valorização dos sítios complementar e contactos podem ser consul- presentadas nas mesas-redondas. contribuir para reequilibrar a representativida- classificados, aprofundar práticas de protec- tados em http://www.uc.pt/whpo/home.html Procurar-se-á demonstrar a impor- de geográfica da Lista. tância da qualificação dos recursos FICHA TÉCNICA O peso das Mulheres humanos em áreas tão diversas, mas complementares, como o turismo, o Director: JORGE CASTILHO no funcionalismo da UC património cultural e natural, o lazer, o desporto, o termalismo, a museo- logia, entre muitas outras – áreas de Directores Adjuntos: FUNCIONÁRIOS DINIS MANUEL ALVES formação da recém-criada licenciatu- MÁRIO MARTINS ra em Turismo, Lazer e Património da 506 Concepção e edição gráfica: Faculdade de Letras da Universidade AUDIMPRENSA de Coimbra (FLUC), que promove o E-mail: Colóquio, em colaboração com o jornal.universidade@gmail.com Instituto de Estudos Geográficos da Telefone: 842 FLUC. 239 854 150 Na anterior edição do “Jornal da Universi- das fatias de homens e mulheres, os respec- Para inscrições ou informações adi- Fax: 239 854 154 dade” publicámos os gráficos corresponden- tivos números saíram errados (repetindo, por cionais estão disponíveis o número tes ao número de homens e mulheres que lamentável falha técnica, os números corres- de telefone 239 859 967 e o e-mail Impressão CORAZE - OLIVEIRA DE AZEMEIS compõem os corpos de Alunos, Docentes e pondentes aos Professores). Por isso repeti- tlp@fl.uc.pt. O preço da inscrição é ISSN: 1646-4133 Funcionários que integram a UC. Contudo, no mos hoje esse gráfico, com os números de- de 12,50 euros para estudantes e de que respeita aos Funcionários, apesar do grá- vidamente corrigidos (e pedindo desculpa 30 euros para o público em geral. Depósito Legal n.º 241489/06 fico estar correcto em termos da dimensão pelo involuntário erro).

Abril 2006 E N T R E V I S TA Jornal da Universidade 3 DIRECTORA DA DIVISÃO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS, IMAGEM E COMUNICAÇÃO DESTACA SERVIÇO DE QUALIDADE E PERSONALIZADO “Queremos os nossos clientes satisfeitos” JOÃO PAULO HENRIQUES criados, sobretudo, pelas acessibilidades. lidade. Provenientes dos mais variados paí- “É um bocado difícil cá chegar, mas, ses do mundo, agradar a todos assume-se As estatísticas colocam a Universidade de quando tudo estiver a funcionar, as como um desafio constante. “Prestamos Coimbra (UC) na liderança dos estabeleci- pessoas vão gostar, já que se um serviço de qualidade e personalizado. mentos de ensino portugueses que rece- trata de um espaço simpático”, Para além do mais, avaliamos o grau de sa- Filomena bem o maior número de estudantes estran- acrescenta satisfeita com as Marques tisfação dos clientes com recurso a inquéri- geiros ao abrigo de programas de mobilida- condições físicas que tem de Carvalho tos e corrigimos os aspectos que os estu- de. A Divisão de Relações Internacionais, para desenvolver o seu dantes acham que devemos melhorar”, Imagem e Comunicação (DRIIC) estabelece trabalho. confidencia, reconhecendo, de pronto, que a ponte entre os alunos e a instituição, as- A falta de pessoal é “o nome e o prestígio da UC cativam mui- sumindo um papel fundamental no aconse- apontada, pela maioria tos estudantes”. lhamento e na integração num meio desco- das instituições, como “Os processos de mobilidade são nhecido. um problema de compli- complexos, porque são muito personali- Criada em 1986, a DRIIC tornou-se no pri- cada resolução. zados e temos essa preocupação. Que- meiro serviço do género a funcionar em remos que a pessoa fique satisfeita e universidades portuguesas. Segundo responder de acordo com as suas preo- Filomena Marques de Carvalho, escolhida cupações”, destaca a coordenadora da pelo Reitor Rui Alarcão para fundar o servi- DRIIC, que explica a existência de “ca- ço, “veio de encontro às necessidades de- nais muito simples de contacto, onde tectadas pela UC, que, desde cedo, teve a não há grandes formalismos e a eficiên- consciência que ou profissionalizava esta cia está presente”. área ou não conseguia estar no com- Os acordos com diversos países da boio europeu”. Europa e outros como, por exemplo, a Após 20 anos à frente dos des- China, o Japão, a Austrália, os Es- tinos da DRIIC, Filomena Marques tados Unidos e o Brasil permitem de Carvalho fala de um projecto que a mobilidade, ao nível de pro- de “grande envergadura, que gramas institucionais como é o abrange e serve toda a UC”, su- caso do Sócrates/Erasmus - só para blinhando tratar-se de um “de- falar do mais conhecido -, de estu- safio permanente lidar com pessoas de todo o mundo”. dantes portugueses e estrangeiros Sem perder o raciocínio, a se assuma como um dos aspectos directora destaca o contacto mais relevantes ao nível da troca de diário com o mais variado experiências do dia-a-dia universitá- tipo de situações, que são rio actual. sempre resolvidas com a Preocupada com os estudantes intenção de “deixar os nossos clientes, Ainda assim, a responsável pela DRIIC con- plorar. Há um trabalho importante a fazer. que optam por estudar fora do país de ori- neste caso os estudantes, satisfeitos”. sidera estar, até certo ponto, bem servida Se vier a ter as condições que necessito, gem durante um determinado período de A visão economicista da relação entre a de recursos humanos. “São os suficientes e vamos em frente”, realça a responsável, tempo, a UC disponibiliza todas as informa- DRIIC e os estudantes pode parecer deslo- adequados para as actividades desenvolvi- que prefere estar rodeada de “menos cola- ções on-line, em português e inglês, através cada do contexto em que se integra. das”, refere, antes de concluir o pensamen- boradores, mas bons e que trabalhem dos seguintes endereços: www.uc.pt (informa- Contudo, Filomena Marques de Carvalho to: “Agora, para desenvolver outras activi- bem”. ções gerais da UC), www.uc.pt/ects (informa- considera essencial a manutenção deste dades, que são necessárias e estão identi- Em 2006, a UC prevê receber 600 estu- ções sobre os cursos da UC) e www.uc.pt/sri tipo de envolvimento, uma vez que “a sa- ficadas, precisamos de ter mais gente. As dantes integrados em programas de mobi- (informações acerca da DRIIC). tisfação de quem servimos assume-se pessoas estão no limite da actividade e tra- como a nossa principal meta, razão pela balham muito e bem”. qual temos sempre a preocupação de pres- Actualmente, com 12 pessoas a trabalhar, Natural do Porto, Filomena Marques de P E R F I L tar um bom serviço aos nossos clientes”. a DRIIC acaba sempre por ter uma popula- Carvalho veio estudar para a Universidade Instalada no Colégio de São Jerónimo, ção móvel de funcionários, onde os estagi- de Coimbra em 1970. Licenciada em Filo- onde, depois da mudança de instalações, ários – “nesta altura, são três, mas é um logia Germânica pela Faculdade de Letras, funciona há poucas semanas, a DRIIC tem caso excepcional”, reconhece Filomena a responsável pela Divisão de Relações um horário de funcionamento entre segun- Marques de Carvalho – se integram sem Internacionais, Imagem e Comunicação da e sexta-feira, das 09H00 às 12h00 e das problemas, garantindo tratar-se de um ser- (DRIIC) esteve em Lisboa, onde teve fun- 14H00 às 17H30, disponibilizando o seguin- viço que se pode considerar como um ções de assessora de mais do que um mi- te horário de atendimento ao público: se- “exemplo de profissionalismo”. nistro. Entre as várias actividades exerci- gunda e quarta-feira, das 14H30 às 17H00, O desenvolvimento de novos projectos das encontram-se a de professora do En- e terça e sexta-feira, das 09H30 às 12H00. integra a lista de objectivos futuros da sino Secundário e de Relações Públicas. Filomena Marques de Carvalho não se DRIIC. “Estou a pensar na criação de um Em 1986, fundou e assumiu os destinos queixa das instalações, reconhecendo, no centro de mobilidade pós-graduados, onde do DRIIC da Universidade de Coimbra. entanto, a existência de alguns problemas considero existir um nicho de mercado a ex-

4 Abril 2006 Jornal da Universidade E N T R E V I S TA RUI FAUSTO LOURENÇO PRESIDE A INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO INTERDISCIIPLINAR Instituição única a nível nac - Estrutura engloba 40 Centros e 1.600 investigadores JOÂO PAULO HENRIQUES logo e junção de interesses, ideias e valores dos nossos centros de investigação científica. Assume-se um crítico em relação à forma JU – Há quantos anos existe? como o financiamento à investigação cientí- RFL – Tem cinco anos de existência. É uma fica é feito em Portugal e à excessiva buro- instituição leve e que se pretende posicionar cracia. Eleito Presidente para um mandato também numa óptica de não complicar. Sa- de dois anos do Instituto de Investigação bemos que as estruturas, muitas vezes, Interdisciplinar (III) da Universidade de Coim- quando atingem determinada dimensão, co- bra (UC), Rui Fausto Lourenço coloca os in- meçam a emaranhar-se em teias burocráti- vestigadores nacionais entre os melhores do cas, que acabam por retirar eficiência. A in- mundo. A falta de alternativa à Fundação tenção do Instituto é conseguir que isso não para a Ciência e Tecnologia (FCT) complica a aconteça e afirmar-se pela diferença nesta missão de quem, muitas vezes, é obrigado a matéria. escolher o estrangeiro para fazer carreira. JU – Qual é a importância da interdiscipli- Ainda assim, não duvida que a UC é uma re- naridade? ferência nacional e tem prestígio internacio- RFL – Uma das dificuldades que sobressai nal ao nível da investigação. quando falamos de conhecimento em geral é o cruzamento de saberes que é sempre Jornal da Universidade (JU) – Como funcio- potenciador do alcance daquilo que se faz a na o III? esse nível. Se nos isola- Rui Fausto Lourenço no seu ambiente de trabalho Rui Fausto Lourenço mos, temos uma visão (RFL) - É uma unidade A FCT preocupa-se com detalhes menos concreta e alar- à escala europeia teve um desenvolvimento RFL – As estruturas de apoio à investiga- orgânica da UC, o que inacreditáveis, que obrigam os gada dos desafios e súbito e permitiu que os nossos jovens cien- ção científica em Portugal começaram a lidar significa que tem um cientistas mais creditados a ocupar dos problemas e so- tistas fossem para o estrangeiro e que jo- com quantidades de informação para as estatuto equivalente um tempo incrível. No entanto, mos menos capazes de vens cientistas estrangeiros viessem para quais não estavam dimensionadas, nem pre- ao de uma Faculdade. não faz a menor avaliação científica os enfrentar e resolver. Portugal num número e escala que nunca paradas. Nos últimos anos, apesar da produ- Nesta altura, o Institu- e isto parece que é completamente JU – Portugal está antes tinha acontecido. tividade científica ter aumentado extraordi- to está voltado para a irrelevante. Em minha opinião, entre os primeiros no JU – Mas houve mais? nariamente, da qualidade dos investigadores área da investigação é um desrespeito pelo trabalho mundo da investigação? RFL – A globalização surgiu nessa altura ter melhorado muito e do reconhecimento científica, que se en- dos cientistas RFL – A investigação com uma dimensão acentuada e a comuni- internacional se ter solidificado, os melhores tende num conceito científica em Portugal cação de toda a informação científica tornou- cientistas portugueses são confrontados no mais largo, abarcando as ciências sociais e, atingiu uma dimensão que começou a poder se muito mais simples, leve e eficaz. Houve seu dia-a-dia com uma excessiva carga buro- em particular, as humanidades, que normal- comparar-se com os países mais desenvolvi- um pequeno boom da crática. mente são colocadas numa esfera diferente. dos. Evidentemente à nossa escala, porque investigação científica. Em Portugal, no domínio JU – Pode explicar? JU – Quantos centros de investigação o in- tudo tem de ser ponderado pela população Os laboratórios inter- da investigação científica, temos RFL – Resulta de exi- tegram? do país e pelas pessoas envolvidas na acti- nacionalizaram-se pro- apenas uma instituição do Estado gências de toda a or- RFL – É uma instituição única a nível naci- vidade. Começámos a ter um nível compatí- gressivamente e atingi- que serve de entidade financiadora. dem, mas, em particu- onal, uma vez que engloba 40 centros avali- vel ou semelhante ao dos países mais de- ram dimensões que Não há alternativas. Se calhar, lar, de exigências de ados pela FCT. Nos 40 centros, trabalham senvolvidos a partir dos anos 80. permitiram competir e, era bom que este monopólio controlo administrati- cerca de 1600 investigadores. É uma estrutu- JU – Há justificações para que tal tenha em alguns domínios, deixasse de existir vo/financeiro por parte ra que tem uma dimensão que lhe confere acontecido? estar bem posiciona- das entidades financia- particularidades especiais, porque resulta de RFL – Nessa altura começaram a formar-se dos. Os equipamentos disponíveis eram, em doras do país. Infelizmente, em Portugal, uma força de trabalho na área da produção investigadores em maior número e houve al- alguns casos, de excelente qualidade e a ci- existe uma única instituição pública – a FCT científica. gumas apostas como o Programa Ciência, ência em Portugal estava melhor do que –, que serve de entidade financiadora da ci- JU – Serve como factor de união? que permitiu equipar os nossos laboratórios nunca. ência e se preocupa fundamentalmente com RFL – Coimbra tem, nesta altura, uma pro- e ter condições para trabalhar. A mobilidade JU – Os problemas também apareceram? as questões da gestão financeira. jecção reconhecida a nível internacional em JU – Devia ter cuidado com outros aspec- muitas áreas da ciência e da produção do tos? saber em geral. O Instituto afirma-se como “BOLONHA NÃO É PARA MARCAR PASSO” RFL – Não faz a avaliação dos resultados elemento aglutinador, que pretende aprovei- do investimento, porque não é possível fazer tar sinergias no sentido de articulação das JU – O que pensa do Processo de Bolonha? uma avaliação financeira se não se avalia o várias áreas do saber. É uma missão que RFL – A declaração de Bolonha foi feita, principalmente, com o objectivo de potenciar resultado da produtividade científica. Existe queremos levar muito a sério. a mobilidade, articular níveis de formação entre os diferentes países da Europa e uma obsessão absoluta com o formalismo do JU – Que papel pode desempenhar o III? permitir que as pessoas possam circular, apresentando-se nos diferentes países como tratamento administrativo/financeiro dos RFL – Pode apresentar-se como uma voz e pessoas habilitadas para o desempenho de determinada tarefa. projectos. As auditorias às contas sucedem- uma força junto de quem define as políticas JU – É uma oportunidade? se, mas não são feitas verdadeiras avalia- de investigação científica em Portugal. É ne- RFL – A necessidade de olhar para as coisas, pensar nelas e tentar reestruturar em ções da produção científica. cessário dinamizar o Instituto no sentido em moldes diferentes é uma oportunidade que não se pode perder. É um desafio grande JU – Pode dar exemplos? que os centros têm de estar mais próximos que implica muito empenho dos diferentes agentes e que não pode ser feito à pressa. RFL – O Estado faz um contrato com uma da direcção. Precisamos de promover o diá- Tem de ser pensado, mas tem de ser feito e não podemos ficar a marcar passo. Bolonha empresa de construção civil para construir logo e vamos fazer um grande investimento não foi feito para marcar passo, mas para avançar serenamente. uma ponte. Financia o projecto e a empresa, nessa área. Queremos ser um fórum de diá- no final, apresenta um relatório com os do-

Abril 2006 E N T R E V I S TA Jornal da Universidade 5 Rui Fausto Lourenço, que nasceu em P E R F I L Coimbra, no dia 7 de Janeiro de 1961, ti- ional rou a licenciatura em Química (ramo científico), em 1984. Quatro anos mais tarde, concluiu o doutoramento em Ciên- cias (especialidade Química – Estrutura Molecular). Professor associado, com agregação a partir de 2004, em Química, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da cumentos comprovativos das despesas. Des- bém não posso dizer que o investimento na Universidade de Coimbra (FCTUC), assu- de o momento que a empresa apresente fac- ciência é suficiente. Não é. Era preciso mais miu este ano as funções de Presidente turas com os carimbos todos, eventuais au- e aplicar melhor o dinheiro. Não é possível do Instituto de Investigação Interdiscipli- ditorias que o Estado fizesse diriam que tu- investir bem o dinheiro quando não se faz a nar (foi empossado no passado dia 2 de do estava bem e não ia verificar se a ponte avaliação rigorosa da produção científica. Março) e de senador. Com diversos car- estava lá ou não. Haver ponte ou não era ir- JU – Uma parte dos investigadores portu- gos ao nível da FCTUC e da Universidade, relevante. O que interessava era que as fac- gueses tem de ir para o estrangeiro? é membro de vários organismos internacionais e nacionais ligados turas tivessem os carimbos. RFL – Hoje em dia, é uma realidade cres- à Química e efectuou estágios no Canadá, Brasil e Roménia. JU – É o que está a acontecer com a inves- cente. Continuamos a formar pessoas de ele- Recebeu o prémio “Estímulo à Excelência” da Fundação para a tigação científica em Portugal? vadíssima craveira e não temos lugar para Ciência e Tecnologia em 2004/2005 e foi distinguido pela Royal RFL – Hoje em dia, a lhes oferecer nos nos- Society of Chemistry Journals Grant for International Authors em FCT preocupa-se com Perdemos parte dos nossos melhores sos centros de investi- detalhes inacreditá- jovens cientistas porque não somos gação e nas nossas 2002. Com cerca de duas centenas de artigos publicados em veis, que obrigam os capazes de fornecer um emprego universidades. O mer- revistas conceituadas e livros da especialidade, assume o papel de cientistas mais credita- estável (...) e não somos capazes cado da produção ci- investigador responsável em vários projectos de investigação. dos, que são quem, de segurar os estrangeiros porque entífica é, em Portugal, por norma, dirigem os não temos condições mínimas ainda o mercado das dia-a-dia. Foi com alguma surpresa que ouvi RFL – Nesta altura, a UC é uma referên- projectos, a ocupar um de estabilidade para oferecer. universidades e dos la- o Primeiro-Ministro fazer, recentemente, um cia a nível nacional nas várias áreas do tempo incrível. No en- É preciso uma aposta séria e firme boratórios do Estado. discurso a estimular a internacionalização saber e é, em termos de prestígio interna- tanto, não faz a menor na carreira de investigador JU – O que se devia das nossas universidades e centros de in- cional, a instituição portuguesa que tem avaliação científica e fazer para segurar os vestigação, o que demonstra uma total igno- mais créditos a este nível. O quadro de in- isto parece que é completamente irrelevan- investigadores? rância em relação à nossa realidade concre- vestigadores que dispomos é altamente te. Em minha opinião, é um desrespeito pelo RFL – Era preciso avançar com uma carrei- ta. A internacionalização existe. Temos é de qualificado e está à altura das exigências trabalho dos cientistas. ra de investigação privilegiada, que fosse reter as pessoas e ainda não fomos capazes que cada vez mais são feitas. Temos ao JU – Quais são os detalhes inacreditáveis avaliada, mas que permitisse criar alguma de dar esse passo. nosso dispor bases de dados internacio- a que se refere? estabilidade, aproveitando os recursos que JU – Está preocupado com a falta de inves- nais que permitem estabelecer rankings RFL – Não faz sentido que uma auditoria formamos e mandamos formar no estrangei- timento na investigação? nas várias áreas do saber e temos áreas analise um projecto onde foram produzidos ro. Temos de ser capazes de importar e RFL – Entendo que numa altura em que onde Portugal está bem colocado e a UC 50 e tal artigos em dois anos em revistas in- aproveitar os melhores temos todas as condi- assume papel destacado. ternacionais prestigiadas e a única preocu- que nos queiram procu- Foi com alguma surpresa que ouvi ções para subir no JU – Se mandasse, o que mudava no in- pação que o auditor tem é saber onde está rar. Devemos apostar o Primeiro-Ministro fazer um discurso ranking dos países vestimento na investigação? um rato de computador que teria sido ad- numa política em que a estimular a internacionalização mais desenvolvidos RFL – Era mais selectivo e tinha muito cui- quirido a mais e não constava na proposta deixemos de ser emi- das nossas universidades e centros ao nível da investiga- dado na avaliação. Quem deu provas que é inicial do projecto. É a situação em que vive- grantes da ciência e pas- de investigação, o que demonstra ção científica e em capaz de fazer bem tem de ter dinheiro para mos. semos a ser um país de uma total ignorância em relação que o país precisa de continuar a fazer bem. Apostaria nos jovens. JU – Tem um discurso bastante crítico em imigração. à nossa realidade concreta. um grande investi- Sei que investir em pessoas que ainda não relação à FCT? JU – Como é que se A internacionalização existe. Temos mento na tecnologia, deram provas é capital de risco, mas é ca- RFL – Em Portugal, no domínio da investi- pode fazer isso? é de reter as pessoas e ainda não há recursos que estão pital de risco indispensável e os jovens teri- gação científica, temos apenas uma institui- RFL – Perdemos parte fomos capazes de dar esse passo a ser mal gastos por am de ter oportunidades e financiamento ção do Estado que serve de entidade finan- dos nossos melhores jo- quem faz a gestão ci- específico. Revia ainda o financiamento plu- ciadora. Não há alternativas. Se calhar, era vens cientistas porque não somos capazes entífica em Portugal. rianual das unidades de investigação, que, bom que este monopólio deixasse de exis- de fornecer um emprego estável ainda que JU – A investigação na UC está no bom ca- hoje em dia, permite apenas cobrir as des- tir. Não estou a propor a divisão da FCT rigorosamente avaliado e não somos capa- minho? pesas correntes. numa maioria de pequenas ou médias insti- zes de segurar os estrangeiros porque não tuições, mas estou convencido que ter o mo- temos condições mínimas de estabilidade nopólio da direcção das políticas científicas para oferecer. É preciso uma aposta séria e “PLANO TECNOLÓGICO NÃO PODE SER SÓ SHOW-OFF” não é nada bom. firme na carreira de investigador. JU – Faz-se investigação de qualidade em JU – A política científica não existe em JU – Não acredita no Plano Tecnológico? Portugal? Portugal? RFL – Ainda não vi nada. Vi uma visita de um ilustre homem da informática, Bill Gates, RFL – Apesar das dificuldades de natureza RFL – Grande parte das políticas ou pseu- que se for bem aproveitada pode dar alguns frutos. O Plano Tecnológico não pode ser burocrática, estamos a competir com os me- do-políticas científicas são desarticuladas, só show-off, não pode ser só aparecer na televisão a dizer que vamos contribuir para lhores em bastantes áreas do saber. Tam- não têm estratégia, não se cumprem prazos, o aumento da internacionalização das nossas universidades, não pode ser só afirmar os regulamentos são incompreensíveis ou que vamos importar instituições de prestígio para cá para aprender com elas. Grande parte das políticas mudados a meio do percurso. Assim é muito JU – O que falta fazer para se poder falar em Plano Tecnológico? ou pseudo-políticas científicas são difícil para quem faz investigação, porque RFL – A verdadeira revolução tecnológica faz-se criando condições para que os nossos desarticuladas, não têm estratégia, para ter uma produção equiparada aos paí- melhores cientistas não precisem dedicar 70 por cento do seu tempo a responder a não se cumprem prazos, os ses onde estas coisas já foram resolvidas é perguntas inacreditáveis que são feitas por quem faz a gestão da política científica em regulamentos são incompreensíveis preciso gastar muito mais tempo. Portugal. Quando tivermos tempo para investigar, um bom corpo de funcionários que ou mudados a meio do percurso. JU – O intercâmbio entre cientistas existe nos auxilie nas tarefas que não nos deveriam competir e estruturas leves, teremos um Assim é muito difícil... em Portugal? verdadeiro Plano Tecnológico. RFL – Esse intercâmbio faz parte do nosso

6 Abril 2006 Jornal da Universidade R E P O R TA G E M CASA DO PESSOAL DA UC COM INTENSA ACTIVIDADE Projecto de Lar Grupo Folclórico reconstitui para os mais idosos A Casa do Pessoal está a trabalhar pa- memória de Coimbra ra a criação de um Lar para a terceira ida- de. Uma estrutura que deverá ter capaci- dade para 25 pessoas e que poderá ficar instalada no Pólo II. O projecto tem como objectivo central responder às “carências dos sócios”, explica Maurício Lebreiro, Presidente da Casa do Pessoal da Univer- sidade de Coimbra, recordando que mes- mo depois de aposentados os funcioná- rios da Universidade continuam como as- sociados. Para o Presidente da instituição, “o fu- turo da Casa do Pessoal passa essencial- mente pela vertente social”. A primeira ideia consistia na “instalação de um Lar em conjunto com um infantário”, mas o espaço encontrado não possibilita essa solução. O Lar será destinado “prioritariamente a sócios da Casa do Pessoal” e depois a familiares, caso ainda exista disponibili- dade. A ideia surge depois da tentativa de criar um Centro de Dia, que acabou por ter pouca receptividade por arte dos associados. “O projecto já existe”, acrescenta Mau- rício Lebreiro, estando agora a ser realiza- do o estudo económico para determinar a viabilidade financeira da estrutura. Um trabalho que o Presidente da Casa do Imagens da actuação do Grupo Folclórico da Casa do Pessoal da UC durante a recente Semana Cultural da Universidade Pessoal não se cansa de recordar que NELSON MATEUS tudantes. “O povo cantava as suas melodias, te”, mas que se situava próximo do Largo D. está a ser desenvolvido em estreita cola- os estudante cantavam as deles”, resume. E Dinis, onde o grupo folclórico tem anualmen- boração com a Reitoria. Nasceu na Universidade mas dedica-se, são as melodias do povo que o grupo folcló- te recriado a antiga feira. É, aliás, na complementaridade entre sobretudo, à outra Coimbra, a dos Futricas e rico tem vindo a tentar recuperar. Preci- As fogueiras de S. João são outra tradição os vários organismos que existem dentro das Tricanas, as pessoas que sempre viram samente um exemplo desse trabalho foi apre- que o grupo recuperou. Já nos anos 80 co- da Universidade que Maurício Lebreiro encontra a razão de existir da instituição os jovens chegarem à cidade ainda moços e sentado durante a recente Semana Cultural meçaram a ser feitas as fogueiras “à moda a que preside. “Somos uma forma de co- de cá saírem já doutores. É nessas tradições da Universidade de Coimbra, em que o gru- antiga”, precisa Manuel Dias. Tudo em torno laborar para responder às necessidades” que o Grupo Folclórico da Casa do Pessoal po organizou um Serão de Arte Popular que a um “Palanque” em que a música dá o mo- que surgem no seio da comunidade uni- da Universidade de Coimbra tem trabalhado. incluiu uma Serenata Futrica com canções do te para a festa. Nos últimos anos o grupo versitária. É extenso o leque dos projectos que se início do século XX. não tem conseguido fazer as fogueiras na desenvolvem na Casa do Pessoal, mas o O trabalho do grupo tem passado pela Alta da cidade e tem colaborado na recriação grupo folclórico tem vindo assumir particular pesquisa e divulgação das tradições popula- da tradição no Bairro de Celas. CASA DE TODO O PESSOAL visibilidade. Já com mais de 20 anos de exis- res, a partir de finais do século XVIII, em par- Com as antigas melodias a dar o mote para A ideia de que a Casa do Pessoal é a tência, o grupo tem conseguido, pouco a ticular no que diz respeito às danças e can- a festa, Manuel Dias sublinha que as foguei- associação dos funcionários não docen- pouco, recriar várias das mais antigas tradi- tares, mas também aos trajes. Consequência ras são um momento sempre muito aguarda- tes da Universidade é rejeitada pelo Pre- ções da cidade, ajudando Coimbra a reen- natural dessa investigação é o empenho em do. “As pessoas gostam de cantar danças po- sidente da instituição. “Num universo de contrar-se com o seu próprio passado. recriar as tradições que marcavam os princi- pulares de roda, características das fogueiras mais de três mil sócios, mais de dois mil “O grupo tem-se dedicado a recuperar a pais momentos da vida da população da ci- de S. João de Coimbra”, acrescenta. são docentes”, explica. Reconhece, no en- vertente popular de Coimbra” – explica Ma- dade e dos arredores. É por isso que nos úl- Na quinta-feira da Espiga o grupo tem ha- tanto, que “na generalidade dos docen- nuel Dias, responsável do grupo e Vice-Pre- timos anos têm sido revitalizadas várias fes- bitualmente feito a reposição dessa festa tra- tes existe uma adesão afectiva e talvez sidente da Casa do Pessoal. Um trabalho tas perdidas no esquecimento. dicional no Largo da Sé Nova, com a distri- menos próxima do que acontece com os que procura remediar o grande peso da Uni- buição do pão que se deve guardar ao longo restantes funcionários”. versidade que fez que “com os anos a ver- DOS LÁZAROS ÀS JANEIRAS de todo o ano, e ainda com uma merenda O distanciamento dos professores é jus- tente estudantil tenha apagado a vertente no fim da missa. Este ano, o grupo folclóri- tificado quer pelo pouco tempo livre, quer popular”, considera Manuel Dias. A próxima reconstituição que se poderá co muda de local e vai estar junto à Igreja pelas possibilidades económicas. Isto por- O Vice-Presidente da Casa do Pessoal não ver é a da Feira dos Lázaros que decorre no de Santa Cruz a recriar a mesma festa. que um dos pontos de encontro dos só- esconde o incómodo pelo que será a confu- O amplo trabalho de revitalização das tra- cios é o refeitório e o bar da Casa do Pes- dia 2 do corrente mês de Abril (domingo), soal, que oferecem preços muito acessí- são entre as tradições de Coimbra e as tra- das 10 às 18 horas, no Largo D. Dinis. A festa dições de Coimbra tem passado também pe- veis. Os sócios têm, aliás, igualmente aces- dições dos estudantes. É o caso do que é desenrolava-se em torno do antigo Hospital la ida à Romaria do Espírito Santo, que se rea- so a apoio médico com consultas gratui- frequentemente classificado como “Canção e “era uma feira para a juventude”, explica liza em Santo António dos Olivais, e por can- tas de clínica geral, estando a ser estabe- de Coimbra”. Segundo Manuel Dias, “a Can- Manuel Dias, em que os brinquedos e a do- tar as Janeiras. Tudo formas de mostrar às lecidos protocolos com vários médicos pa- ção de Coimbra é a canção das fogueiras çaria estavam entre os elementos centrais. De- novas gerações o vasto património de tradi- ra consultas de especialidade. que o povo cantava” e não a canção dos es- corria “no largo do Castelo, que já não exis- ções populares que Coimbra possui.

Abril 2006 E N T R E V I S TA Jornal da Universidade 7 PRESIDENTE DA DIRECÇÃO-GERAL REVELA QUE HÁ PROJECTO DE REMODELAÇÃO DA SEDE E ADMITE CONSTRUÇÃO DE NOVO EDIFÍCIO NO PÓLO II AAC a “rebentar pelas costuras” – Fernando Gonçalves quer sair com todos os litígios resolvidos JOÃO PAULO HENRIQUES Apesar de defender uma participação e co- munhão de valores em projectos europeus de A Associação Académica de Coimbra (AAC), ideias, culturas e pessoas, a AAC considera a mais antiga, a maior e a mais prestigiada

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