Inês de Castro, resolução de questionário

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Published on March 5, 2014

Author: MargaridaClaro

Source: slideshare.net

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Os Lusíadas, episódio de Inês de Castro, Plano da História, resolução de questionário Raiz Ed. 9º ano

Canto III Plural 9, Raiz Ed., p. 202

  1.1. O episódio de Inês de Castro integra-se no plano da História de Portugal. 1.2. A História de Portugal está encaixada no plano fulcral. Durante a viagem, os marinheiros param em Melinde e o rei pede a Vasco da Gama que lhe conte a História do seu povo.

   Situação inicial – D. Inês recordava o seu amado, o infante D. Pedro. Embora afastados fisicamente, os dois apaixonados estavam sempre juntos em pensamento (est. 120 a 4ºv. da 122). 1ª peripécia – a decisão do rei D. Afonso de matar D. Inês para acabar com a relação amorosa (est. 122, últimos 4vv., e 123). 2ª peripécia – aprisionamento de Inês, em sua própria casa e perante os filhos pequenos (est. 124 e 125)

   3ª peripécia – discurso de Inês em que procura defender a vida (est. 126 a 129) 4ª peripécia – os carrascos puxam das espadas para assassinar Inês, apesar da indecisão do Rei (est. 130 e 131) Resolução – o assassinato de Inês e a sua repercussão na Natureza (a partir da est. 132).

  Inês era uma mulher jovem e formosa, que vivia intensamente o amor que a unia ao infante D. Pedro e aos filhos de ambos. De tez muito branca, faces rosadas, olhar doce, Inês aparentava uma grande serenidade e uma delicadeza frágil. Essa tranquilidade era apenas aparente, pois as longas ausências do amado deixavam-na triste, saudosa e, possivelmente, insegura, pois conhecia a animosidade do povo e do Rei, pai de D. Pedro, contra este relacionamento amoroso que, talvez por isso, não podia ser oficializado.

   A aparente fragilidade não a impediu de enfrentar, com as armas de que dispunha, o Rei e os carrascos que, cruelmente, a preparavam para a morte. Defende a vida sem se humilhar e sem renegar o amor que a condena. E se, com as suas palavras e as suas lágrimas, não consegue salvar-se, nem salvar os filhos da orfandade, consegue sensibilizar o Rei. Também ele, que a queria perdoar, terá sentido pena e admiração por esta bela mulher que sacrificou a vida por amor. Inês, morta, lembra uma flor murcha e sem cor.

    Argumentos para defender a vida: 1º: até os animais ferozes dão provas de ser sensíveis ao sofrimento das crianças. Ela tem consigo quatro crianças que precisam do amor da mãe, que vão sofrer com uma perda que ninguém pode remediar; 2º: não cometeu nenhum erro que justifique a sua condenação à morte; 3º: é também um pedido: que a desterre para qualquer lugar, mas lhe poupe a vida para poder continuar a amar D. Pedro e, por e para ele, criar os filhos, fruto desse profundo amor.

   4.2 Sentimentos que visa despertar no Rei Inês visa despertar no Rei respeito e piedade, pelas crianças e por ela, vítimas inocentes. Despertar-lhe também o sentimento de justiça e levá-lo a reconhecer que esta condenação à morte é, além de cruel, injusta.

  5.1 Depois de ouvir as palavras de Inês, o Rei quis desistir da decisão tomada porque se sentiu emocionado. O poeta também desvia a responsabilidade do ato cruel para a teimosia do povo e o destino já traçado de Inês. (est. 130) 5.2 É-nos transmitida a imagem de “carniceiros”, “brutos matadores”, cavaleiros indignos dessa condição pela ferocidade que mostram contra uma dama indefesa.

   5.3 O verdadeiro “culpado” desta morte é o Amor. Segundo o poeta, o Amor é cruel e tirano. Tem um poder imenso sobre os corações humanos. Domina-os e gosta de os ver sofrer. Sente tal prazer nesse sofrimento do Homem que não se contenta com lágrimas choradas, quer também sangue derramado.

   6.1 Inês tinha a Natureza como amiga e confidente do seu amor, da sua saudade. 6.2. Os vales fizeram ecoar a última palavra que Inês proferiu antes de morrer – Pedro. As lágrimas choradas pelo assassinato de Inês foram transformadas numa fonte que eternizasse a memória dessa morte por Amor – a Fonte dos Amores. (est. 135) 6.3 Recurso expressivo: Personificação.

   “Assi como a bonina, que cortada/Antes do tempo foi, cândida e bela, /[…] Tal está, morta, a pálida donzela,” 7. Inês é comparada a uma flor colhida da planta e maltratada porque também ela tinha a beleza de uma flor, também ela tinha o viço da juventude e também a ela a vida foi ceifada. Ela e a bonina tinham murchado e perdido a vida. Comparação com uma flor = fragilidade da vida

   8.1 Adjetivação Quando recebeu a notícia do injusto e traiçoeiro assassinato de D. Inês, D. Pedro, revoltado e desesperado, refugia-se no desejo de vingança. Uma vingança terrível e cruel à medida do seu amor e do seu orgulho. 8.2 Anáfora: Inês jovem, Inês bela, Inês amada e temida, Inês morta por amor.

 1. Este indivíduo tem um aspeto estranho, arcaico. 1.1. “Arcaísmo” tem o significado de alguma coisa que já não se usa.  2. “Naquele engano de alma, ledo e cego…”  “Se dizem, fero Amor…” 2.1. Arcaísmos: “ledo” e “fero”   2.2. ferocidade e ferozmente formaram-se por sufixação da palavra “fero”.

    1.1 Camões celebrou a Quinta das Lágrimas no canto III de Os Lusíadas. Forma ativa 1.2 A Quinta das Lágrimas foi celebrada por Camões no canto III de Os Lusíadas. Forma passiva 2.1 Há séculos que não vou a Coimbra. Hipérbole 2.2 Este recurso expressivo utiliza-se, na linguagem corrente, para evidenciar que passou muito tempo. Neste caso, desde a última vez que o emissor foi a Coimbra, não passaram, obviamente, séculos.

 3. “…uma beleza que parece dever considerar-se incontestável.”  Graus de certeza     3.1 “…uma beleza que deve considerar-se incontestável” ou “…uma beleza que se considera incontestável”. 3.2 “uma beleza incontestável” 4. “[Inês] Foi coroada para que reinasse morta na memória dos homens.” Entre a oração subordinada e a oração subordinante estabelece-se uma relação de fim. (Foi com essa finalidade que foi coroada)

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