Imp Amb Cn2006 Final

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Published on June 29, 2009

Author: prmc

Source: slideshare.net

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Revista da disciplina ACH0011 Ciências da Natureza, que reúne textos escritos por alunos ingressantes da EACH/USP Leste em 2006.

Volume Especial ESCOLA DE ARTES, CIÊNCIAS E HUMANIDADES ACH 0011 CIÊNCIAS DA NATUREZA Impacto Ambiental

Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas 2.5 Brasil Você pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra Sob as seguintes condições: Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais. Vedada a Criação de Obras Derivadas. Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.  Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra.  Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que Você obtenha permissão do autor. Qualquer direito de uso legítimo (ou "fair use") concedido por lei, ou qualquer outro direito protegido pela legislação local, não são em hipótese alguma afetados pelo disposto acima.

VOLUME ESPECIAL DA REVISTA Impacto Ambiental  Paulo Rogério Miranda Correia Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo Av Arlindo Bettio 1000 • 03828-000 • Ermelino Matarazzo • São Paulo - SP Contato: www.grupiec.org / prmc@usp.br Comentário: Embora todo esforço seja feito para garantir que nenhum dado, opinião ou afirmativa errada ou enganosa apareçam nessa revista, deixa-se claro que o conteúdo dos textos aqui publicados são de responsabilidade, única e exclusiva, dos respectivos autores envolvidos. ii

Conteúdo Desenvolvimento econômico e qualidade Apresentação 1 de vida Samira N. Gatti e Tayane Traina 32 Correr, correr... é o melhor para poder SEÇÃO T52 crescer! Ana Regina Alves e Íris M. N. Fraga 33 CN: quintas-feiras, das 8h às 9h45 Desenvolvimento tecnológico é sinônimo Futuro?!?! A Terra incerta de poluição? Camila M. Soares e Rosane C. Santiago 4 Adriano U. Américo e Pedro G. Murauskas 35 Como está quente hoje! Nova oportunidade Manuella M. Ribeiro e Ricardo Matheus 6 Carolina Y. Omori e Vivian T. Moitinho 36 O desenvolvimento como uma ameaça Do fogo ao fóssil Marina da G. Arruda e Stéfani P. de Oliveira 7 Bruna L. de Azevedo e Raul D. Gimenez 37 Economia ecológica O tempo e suas mudanças Érika Ferraz e Rogério de Oliveira 9 Nayara G. Baraldi e Nelice C. Gonçalves 38 A Terra e seus limites Douglas P. Garcia e Patrícia P. Rodsenko 10 Kyoto ataca SEÇÃO T42 Aline Soares e Kátia R. de Oliveira 12 Gás carbônico: um desafio a ser CN: quartas-feiras, das 8h às 9h45 enfrentado Aquecimento global – um jogo de Leandro A. Oliveira e Winicius dos Santos 13 empurra-empurra Aquecimento global: faça a diferença Solange A. Vieira e Gisele da S. Barros 41 Moana Simas e Tatiana Cunha 14 O aquecimento global e suas Perspectivas para um futuro melhor conseqüências para o meio ambiente Daniel Bastos e Helino Hirama 16 Felipe Instaqui e Gustavo K. S. Okubo 42 O planeta hipertérmico Crescimento econômico, aquecimento Lucas A. Couri e Victhor S. Teixeira 18 global A Terra em pânico Antônio R. Rebouças e Cauê D. Carrilho 45 Fabiano Duarte e Danilo Mattar 19 Aquecimento global: o homem sofre, mas Estufa-se um planeta é o principal responsável Christian Lacerda 20 Éricka Pardini e Ricardo Prada 46 Até onde irá a ganância humana? A Terra pode se tornar o 2º planeta do Maiara L. dos Santos e Sara L. de Souza 21 sistema solar O impacto do cotidiano Mônica Araújo e Jacqueline Silvana 48 Bruno L. M. Silva e Carla Y. Shimote 23 Alterações climáticas: há solução? Letícia M. Ishihara e Daiane Marques 24 SEÇÃO T43 CN: quartas-feiras, das 14h às 15h45 SEÇÃO T53 Rumo ao apogeu da ignorância CN: quintas-feiras, das 14h às 15h45 Fernando do Nascimento e Paola de Campos 50 A energia que constrói destruindo Realmente um problema... Ana Carolina O. Fornicola e Valéria S. Rodrigues 51 Marília C. Fernandes e Rafael Pontes 26 Revolução energética ameaça a vida Eterno paradoxo: criação versus humana destruição Rafael V. Furtado e Rodrigo Castelli 53 Nathália Pizzini e Mariana Bonadio 27 Ciência: conseqüências e fins Caixa de Pandora Larissa S. Correia e Luciene K. Oyafuso 54 Bárbara Carrizo e José Guilherme D. Alves 29 Previsão do tempo O planeta grita por socorro em meio às Carolina C. Caetano e Fernanda da F. Lopes 56 chamas Socorro ao planeta Terra Laís Lopes e Ricardo Galhardoni 31 Adriana S. Fornaziero e Diana T. Yamamoto 57

Tecnologia a serviço do meio ambiente Atitude individual Fernanda B. Ferreira e Poliana K. D. Araújo 58 Adriano Souza e Igor Andrade 81 Calor à vista: o que vem ocorrendo com o O mundo pede socorro nosso planeta Lílian Ponce e Miriam Campos 83 Agatha Cristine e Patrícia Yokomizo 60 O meio ambiente ainda pode ser salvo Meio ambiente: o despertar da fúria Caroline Y. Teruyu e Larissa B. D’Alkimin 84 climática A energia que destrói Camila S. Ishikawa e Michel G. Farah 61 Alisson Kameya e Ricardo L. de T. D. Baptista 86 A Terra em fila de espera Seção T33 Maíra Bittencourt e Milena M. Fujishita 64 CN: quartas-feiras, das 15h45h às 18h A crise climática ultrapassa séculos Gabriela A. Pinheiro e Mylena N. E. Caldeira 65 O futuro da Terra Toda ação tem uma reação Leandro Bahu e Fernando Tavares 88 Cristiane P. Barros e Danyelle F. Farias 66 Terra em crise A era do hidrogênio está chegando Bruna de S. Oewel e Nathália F. Cariatti 89 Priscila R. Raspantini e Gabriella T. Nogueira 68 A poluição acarreta mudanças climáticas A informação é quente Caroline de L. Iseppi e Patrícia M. Quitschal 90 Bruno do E. S. Cardoso e Stefanie de O. Maia 70 A Terra em febre Crise conjugal Tiago N. Ordonez e Thaís B. L. da Silva 91 Cerise C. Maia e Stela D. Fernandes 72 Impactos ambientais: um problema de O meio ambiente responde todos Gabriele P. de Oliveira e Natália P. Fortunato 74 Beatriz F. F. de Carvalho e Lílian C. S. de Jesus 93 A energia capaz de esfriar a Terra Thaís H. S. Freitas e Paula Passini 94 SEÇÃO T32 Inalação de esperanças Jaime T. da Silva e Jhonas P. dos Reis 96 CN: quartas-feiras, das 10h15 às 12h Terra doente O planeta está com febre Juliana R. Sgroi e Fernando C. Xavier 97 Israel A. Tannus e Thiago D. R. de Oliveira 76 Dos avanços tecnológicos ao Protocolo Sua vida está em jogo de Kyoto Carolina A. de Araújo e Fernando F. da Costa 77 Carolina M. Pinto e Young S. Mori 98 Energia: criação ou destruição? Um passo atrás pelo futuro Fábio Y. Ivamoto e Rafael de Carvalho 79 Juliana M. Guerra e Mariana B. R. Trindade 100 O planeta doente Interferência do homem nos fenômenos Amanda Martins e Ângela Yatsugafu 80 ambientais Pâmela B. dos Santos e Amanda F. da Silva 101

CN IMPACTO AMBIENTAL 2006 Apresentação ACH 0011 Ciências da Natureza A disciplina Ciências da Natureza (CN) é oferecida a todos os 1020 alunos que ingressam na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Juntamente com outras 5 disciplinas gerais e a Resolução de Problemas, CN compõe o núcleo duro do Ciclo Básico, pelo qual os alunos passam nos primeiros 2 semestres acadêmicos. Esse desenho pedagógico impõe um grande desafio para os docentes envolvidos com as disciplinas gerais: atingir um público heterogêneo a partir de temáticas relevantes, que alicerçam a formação ampla dos alunos e extrapolam os conhecimentos e técnicas específicas dos cursos. O desafio aumenta quando consideramos que a composição das classes de 60 alunos é planejada para misturar 12 alunos de 5 cursos diferentes. As turmas do período matutino são formadas por 12 alunos de cada um dos seguintes cursos: Gestão Ambiental, Gestão de Políticas Públicas, Licenciatura em Ciências da Natureza, Marketing e Sistemas de Informação. Já as turmas do período vespertino são formadas por alunos de Ciências de Atividade Física, Gerontologia, Lazer e Turismo, Obstetrícia e Tecnologia Têxtil e da Indumentária. Como contemplar interesses tão diversos? Como, no caso da disciplina CN, dar conta de apresentar as ciências naturais para os alunos ingressantes, explorando suas relações com a sociedade? As respostas fogem das soluções triviais, que expõem friamente o conhecimento acumulado pela ciência desde meados do século XVII. Não basta apresentar teorias, nem enumerar todas as figuras de destaque que contribuíram para essa construção humana. Em outras palavras, o trajeto de Galileu a Einstein não é garantia de sucesso. É preciso agregar um olhar humanístico, contextualizando a ciência no seu tempo histórico, mostrando que ela está imersa numa sociedade onde atuam fatores políticos, econômicos, religiosos e éticos. Desta forma, o exercício docente passa pela busca por soluções didáticas inovadoras, a fim de responder aos novos desafios apresentados no contexto das disciplinas gerais. Impacto Ambiental: uma revista para os alunos ingressantes U ma das atividades implementadas em 2006 foi a elaboração de uma revista, para consolidar a produção intelectual dos alunos ingressantes. Para isso, a temática ambiental foi escolhida por ser abrangente, e por permitir uma abordagem científico-humanista. Além disso, a emergência em discutir os problemas ambientais impacta toda a sociedade, devendo despertar o interesse de qualquer cidadão do século XXI. Desta forma, a revista “IMPACTO AMBIENTAL” é proposta com a missão de registrar o pensamento dos alunos ingressantes que cursam a disciplina CN. No seu 1º volume especial, a temática selecionada foi “ENERGIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS”. A preparação para refletir sobre o tema escolhido envolveu 3 aulas, momento para os alunos obterem informações e sistematizá-las por meio de discussões em grupos. Textos e vídeo foram os meios privilegiados para fomentar o debate. No final do processo, todos os alunos foram convidados a elaborar um texto para publicação, seguindo normas editoriais pré-definidas. Essa etapa, cumprida em duplas, foi um 1

IMPACTO AMBIENTAL dos momentos formais de avaliação do desempenho dos alunos na disciplina CN. A nota foi determinada a partir da própria avaliação dos alunos aos textos produzidos: entra em cena a avaliação por pares. Avaliação por pares vivenciada durante a disciplina O s procedimentos utilizados na avaliação de trabalhos científicos foi incorporada na avaliação da disciplina: todos os textos produzidos pelos alunos foram submetidos à avaliação por pares às cegas, recebendo 2 pareceres independentes. Nesse processo, os alunos “autores” passaram a desempenhar o papel de “pareceristas”, elaborando um parecer circunstanciado sobre um outro texto. A temática unificada para 6 turmas diferentes de alunos garantiu o anonimato do processo: os textos sempre foram avaliados por alunos de um período letivo diferente. Em outras palavras, os alunos “autores” do período matutino foram “pareceristas” dos textos produzidos pelos alunos do período vespertino, e vice-versa. Além de convidá-los a participar mais diretamente do processo avaliativo, os alunos envolvidos puderam vivenciar uma experiência comum àqueles que produzem conhecimento científico. Isso expõe de maneira muito intensa um dos mecanismos de funcionamento da ciência. Dados sobre a consolidação final: quem participa dessa publicação A pós o encerramento da avaliação formal no contexto da disciplina CN, os alunos receberam mais um convite: revisar o texto produzido, à luz dos pareceres recebidos, e encaminhar uma versão eletrônica do texto para a editoria da revista “IMPACTO AMBIENTAL”. Os alunos que, voluntariamente, atenderam a essa solicitação são os autores dos textos que compõe esse volume especial. Foram produzidos 173 textos pelos alunos das turmas 32, 33, 42, 43, 52 e 53, dos quais, 65 aparecem na presente publicação. Verifica-se a participação de alunos de todos os 10 cursos da EACH como autores dos textos publicados: a adesão variou de 9 a 18 alunos “autores” por curso. Merecem destaque especial os alunos dos cursos de Gerontologia e de Tecnologia Têxtil e da Indumentária, que foram os mais receptivos à atividade proposta: o número de autores participantes foi igual a 18 e 16, respectivamente. O material consolidado nessa publicação deve ser analisado a partir do ponto de vista didático, apresentando como características principais a valorização da produção intelectual dos alunos ingressantes, bem como a possibilidade de introduzir a análise por pares como estratégia de avaliação durante uma disciplina. Julgamentos sobre a qualidade dos textos e da precisão das informações apresentadas tornam-se menos importantes: cabe lembrar que os autores são recém-chegados ao ambiente acadêmico que, ao longo de 4 anos, dará conta de incrementar o conhecimento. Certamente, os textos produzidos por esses alunos “autores” no final da sua trajetória na graduação serão de qualidade superior aos aqui apresentados. De qualquer forma, vale a consolidação dos trabalhos dos alunos e fica o convite para a utilização do presente material como subsídio para as disciplinas que o acharem pertinente. Há, nesse documento, um registro do que pode ser as concepções atuais dos alunos, com relação ao tema “ENERGIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS”. Boa leitura, Paulo R. M. Correia Editor-chefe 2

IMPACTO AMBIENTAL Agradecimentos Aos alunos “autores” M uito obrigado! Na condição de editor-chefe da revista “IMPACTO AMBIENTAL”, agradeço aos alunos “autores”, ingressantes na EACH em 2006, que se distribuíram pelas turmas 32, 33, 42, 43, 52 e 53. Sem o interesse de vocês, a atividade desenvolvida durante a disciplina CN morreria dentro da nossa sala de aula. O esforço adicional e voluntário, de submeter uma versão eletrônica dos textos produzidos, permitiu a elaboração desse volume especial da revista “IMPACTO AMBIENTAL”. Além de cumprir minha promessa de consolidar a produção intelectual de vocês, a presente publicação divulga a experiência vivida durante o 1º semestre de 2006, permitindo que outras pessoas conheçam o que foi feito e o que foi produzido. Registro um agradecimento a todos os demais alunos de CN que atuaram como “pareceristas” dos textos produzidos, mas que não puderam colaborar com esse volume especial. Faço votos de sucesso a todos durante a caminhada acadêmica que só começou. Que todos vocês mantenham o entusiasmo e o interesse pelas atividades acadêmicas, acreditando na formação que será obtida após 4 anos na EACH. 3

Seção IMPACTO AMBIENTAL T52 Futuro?!?! A Terra incerta Camila Montevechi Soaresa e Rosane Cristina Santiagob a Aluna do curso de Gestão de Políticas Públicas. E- ca.montevechi@usp.br b Aluna do curso de Gestão de Políticas Públicas. E- rogpp@usp.br A proveitando a oportunidade deste artigo relembraremos a questão tão debatida e questionada sobre o velho e bom meio ambiente ao qual estamos inseridos e como seus fatores estão intimamente ligados entre si e com a sociedade como um todo, como por exemplo, pela exposição de idéias sobre a produção de fontes de energia e as alterações climáticas. Bem como esperamos proporcionar uma reflexão sobre a fúria da natureza para com seus agressores, ou seja, nós mesmos, seres humanos, que diversas vezes nos esquecemos de quão essencial ela é para nossa vida. A energia tem sido através da história a base do desenvolvimento das civilizações. Nos dias atuais, são cada vez maiores as necessidades energéticas para a produção de alimentos, bens de consumo, bens de serviço e de produção, lazer, enfim, alavancar o desenvolvimento econômico, social e cultural, uma vez que é a fonte propulsora de todas as atividades em uma sociedade, desde meios de locomoção, eletricidade, até industriais. É assim, evidente a importância da energia, principalmente se levado em conta o fato de que certas fontes de energia, como o petróleo, progrediram em sua importância, pois passaram de um recurso simplesmente prático para um fator dominante dentro de uma sociedade, com alto valor financeiro e especulativo e alvo inclusive de conflitos, como foi indiretamente a Guerra do Iraque. A importância se dá não só no contexto das grandes nações industrializadas, mas também naquelas em via de desenvolvimento, como é o caso do Brasil, Índia e China, cujas necessidades energéticas são distintas, porém nítidas. Tendo em vista que fontes de energia em geral não são fáceis de serem obtidas, principalmente as não-renováveis, nem tampouco baratas. E mesmo o Brasil, que tem um grande potencial hidrelétrico, por exemplo, ou que tem um potencial para exportar tecnologias de produção de matrizes energéticas alternativas (pesquisadores da Unicamp, por exemplo, desenvolvem óleo diesel à partir de banha animal), e que é teoricamente auto-suficiente na produção de petróleo, é ainda dependente de outras nações produtoras e exportadoras destas fontes. Além das crises de petróleo, da dificuldade de construção de centrais hidroelétricas, termelétricas, etc, da utilização excessiva de formas de energia suja - carvão mineral, 4

IMPACTO AMBIENTAL xisto, usinas nucleares e outras formas, que também são assim classificadas -, que geram uma grande degradação ambiental, o qual é incontestável do ponto de vista social, econômico e humano, temos que considerar uma questão essencial: os problemas climáticos. Diante destes, o mundo tenta se organizar para enfrentar este caos criado por nós mesmos, em especial pela Revolução Industrial, processo que atinge seu auge nas últimas décadas, pois tem suas características permeando a formação das identidades, bem como as necessidades humanas. O Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em fevereiro de 2005, representa umas dessas tentativas, pois visa, entre outros fatores, a redução de emissão de gases poluentes: dióxido de carbono (CO2), responsável pelo aquecimento global; metano, enxofre, responsável pelas chuvas ácidas; gases emitidos em especial por processos de combustão, sendo os combustíveis fósseis os mais agravantes, como nos automóveis, indústrias, etc. Embora no Brasil ocorra um caso à parte, pois 70% dos processos de combustão são decorrentes do desmatamento. Entretanto, esse comprometimento não é consenso. Países como Rússia e EUA, não aderiram a este tratado, embasados na incerteza científica de que os fenômenos climáticos ocorridos nos últimos tempos, possam ser causa direta do aquecimento global. Bem como não possuem interesse na redução do seu nível de crescimento econômico. Estudos realizados evidenciam que apesar de ser um processo cíclico o aquecimento e resfriamento do planeta, há um aumento jamais visto nessa máxima atingida, tendo como conseqüência, por exemplo, o derretimento das geleiras. Esse processo implica em uma elevação do nível do mar, atingindo assim, a costa litorânea de inúmeros países, onde se concentra grande parcela da população, bem como promove a extinção de inúmeras espécies. Ou seja, a energia é de fato indispensável, porém as atuais matrizes energéticas dominantes, se não alteradas, promoverão nos próximos 75 anos (segundo dados estatísticos) a extinção de aproximadamente 15% das espécies existentes na Terra. Não obstante às tantas pesquisas para o melhoramento do mundo como um todo, aos investimentos por parte de países em novas tecnologias, aos embates pela não redução dos lucros, à parte burocrática de medidas em relação ao assunto, etc; estão a tomada de consciência por parte das pessoas para os problemas que podem afetar a vida de todos, pois a vulnerabilidade da natureza para a intervenção humana é certa, porém a força com que pode nos punir é maior do que tudo. Há que se refletir sobre se temos o direito de deixar o planeta sem condições favoráveis à vida para as próximas gerações. 5

IMPACTO AMBIENTAL Como está quente hoje!* Manuella Maia Ribeiroa e Ricardo Matheusb a Aluna do curso de Gestão de Políticas Públicas. E- mmr@usp.br b Aluno do curso de Gestão de Políticas Públicas. E- lopesmatheus@gmail.com C om a primeira Revolução industrial, o aumento do consumo de energia foi aproximadamente 100 vezes em relação ao consumo do passado. Enquanto isso, a temperatura média da terra já subiu de 0,4º para 0,8º desde 1860, segundo relatório do Painel Inter governamental sobre mudanças climáticas (IPCC). Estes fatos estão relacionados de alguma maneira? Será que a necessidade de se obter cada vez mais energia modificará o principal tema de conversa no elevador, ou seja, o clima? No artigo “O caminho até Johanesburgo”, José Goldemberg afirma que a energia consumida também passou por mudanças como a sociedade. Ele considera uma “evolução energética”, na qual o homem primitivo que dispunha apenas de energia dos alimentos foi aumentando a quantidade de energia consumida e foi acrescentando novos modos de obtê-la. Quando há o aumento no consumo também aumentam a necessidade de recursos naturais, a escassez de recursos naturais não-renováveis e a poluição. O principal processo utilizado para a produção de energia decorre da queima de combustíveis fósseis (42%), como o petróleo, seguido por carvão (18%), gás (21%), nuclear (9%), hidrelétrica (6%) e biomassa (4%), entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mas quando a energia consumida muda o rumo da conversa no elevador? Isso ocorre quando as principais mudanças climáticas das últimas décadas passam a ser atribuídas a um processo denominado Efeito Estufa. O Efeito Estufa é um processo natural que ocorre no planeta, acumulando “gases quentes” na atmosfera como o gás carbônico (CO2) e o metano (CH4). Esses gases na atmosfera teriam gerado condições para que existisse vida na Terra, pois impediam a dispersão total da radiação solar. Porém com a desenfreada demanda por energia, o desmatamento da flora, queimadas, a industrialização, o Efeito Estufa se agrava, pois a radiação solar quase não se dispersa para atmosfera mostrando o vilão dessa história: o aquecimento global. O aquecimento global poderá alterar o clima severamente, mudando a quantidade e a composição da chuva, derretimentos das calotas polares, aumento do nível dos mares, extinção de espécies animais e vegetais, aumento do número e da intensidade de eventos climáticos extremos como terremotos, maremotos e furacões. Cientistas já acreditam que em poucos anos cidades situadas ao nível do mar serão inundadas, como já ocorreu na ilha de Tuvalu; doenças tropicais, como a malária, ocorreriam em países europeus e os eventos climáticos extremos, como furacões, ocorreriam em zonas onde não havia 6

IMPACTO AMBIENTAL incidência e haveria o aumento da intensidade, como no furacão Katrina ocorrido no sul dos Estados Unidos. Embora as previsões sejam catastróficas, as nações não pretendem esperar que elas se concretizem. A Convenção do Clima na Rio-92 já dava importância as mudanças climáticas. O Protocolo de Kioto, tratado assinado em 1997 por 141 países com o objetivo de diminuir as emissões de gás carbônico, ratificou a preocupação e materializou seus métodos e ações. Infelizmente, o maior emissor de gás carbônico, os Estados Unidos, não assinou alegando que sua economia seria prejudicada. O Protocolo quer reduzir 5,2% das emissões globais, para isso muitos países vêm desenvolvendo tecnologias que buscam utilizar fontes menos poluidoras, entre eles, o Brasil. O Projeto Pró-Álcool desenvolvido pelo país permitiu certa independência do petróleo e favoreceu o meio ambiente, pois polui menos. Também está entre os países que mais utilizam energias “alternativas” como eólica, solar e a biomassa, a última corresponde a 27% do consumo de energia. O Brasil está enquadrado no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O país levou ao MDL, a idéia de criar um fundo de desenvolvimento limpo que seria uma taxa aos países industrializados que excedessem as quantidades de emissões de “gases estufa” a eles atribuídas e esse dinheiro financiaria programas e projetos ambientais nos países em desenvolvimento. Exemplos como o do Brasil servem para mostrar que a humanidade está preocupada com o meio ambiente que deixará para as próximas gerações. Se o homem necessita de energia para sua sobrevivência no mundo contemporâneo nada mais justo que se encontre maneiras que poluam menos e sejam mais eficazes. Assim, talvez o “puxar assunto” no elevador sobre o clima não se torne mera convenção, mas uma realidade. *Esse texto foi classificado entre os 20 melhores produzidos pelos alunos das turmas 32, 33, 42, 43, 52 e 53. O desenvolvimento como uma ameaça Marina da Graça Arrudaa e Stéfani Paranhos de Oliveirab a Aluna do curso de Marketing. E- ninaarruda@usp.br b Aluna do curso de Marketing. E- stefaniparanhos@hotmail.com I magine a Europa aflita com doenças tropicais, europeus ardendo em febre devido à malária. Este quadro era comum na Inglaterra no período do Império Romano, mas pode vir a ser mais uma vez na Europa do futuro, como já comentou Thomas Lewinson. Quem culpar? A própria humanidade, por que não? Com o desenvolvimento científico e tecnológico houve um crescimento demográfico, logicamente pela melhora nas condições de vida e, para atender a 7

IMPACTO AMBIENTAL população crescente, fez-se necessário investir no desenvolvimento de formas de energia, aumentando o uso de usinas térmicas e de motores a explosão. Como conseqüência, gerou-se um excessivo aumento na emissão de gases provenientes do uso de energia fóssil (petróleo, carvão, gás natural) que, por meio, por exemplo, da atividade industrial e do uso de automóveis, estão contribuindo nas mudanças climáticas globais. O caso da condição da energia fóssil na atualidade é expressa na própria economia do país e do restante do mundo onde setores importantes estão baseados em atividades de extração, produção e uso da energia fóssil, como foi explorado por Gillberto de Martino Januzzi. Segundo este mesmo autor, o uso de energia é responsável por mais de dois terços das emissões de gases-estufa. Com o uso de combustíveis fósseis, são produzidas enormes quantidades de dióxido de carbono (CO2), sendo a queima uma das maiores fontes de emissão de gases-estufa, os responsáveis pelo tão famoso efeito estufa, que acaba por alterar os tipos de climas e a temperatura atmosférica e oceânica. Diante do problema, a comunidade científica resolveu publicar relatórios a respeito do assunto. As melhores informações disponíveis sobre mudança climática global, de acordo com a opinião de José Goldemberg, é a avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, que por sua vez publicou relatórios desde 1990 e, em 2001, publicou um contendo conclusões tratando sobre o aumento da temperatura média na superfície da terra, no nível dos oceanos, nas precipitações de chuva, no derretimento das coberturas de neve e gelo dos continentes e no número de eventos climáticos extremos (catástrofes naturais como furacões). Lembra-se da visão premonitória da Europa? Como afirmou Lewinson, as mudanças climáticas, além de tudo que já foi dito, devido ao aumento na temperatura podem aumentar também a distribuição geográfica de insetos, levando doenças tropicais para países das regiões temperadas, inclusive enfermidades bem familiares entre nós como a dengue e a febre amarela. As mudanças climáticas, como se pode notar, interferem em inúmeros pontos, desde derretimento das geleiras, passando por mudanças ecológicas até na saúde da humanidade. Voltando aos relatórios do IPCC, eles influenciaram nas atitudes governamentais com relação a adoção do Protocolo de Kyoto, em 1997. O Protocolo, por sinal, é uma questão à parte. Ele determinou que as emissões de gases deveriam ser reduzidas até 2012 em 5,2%, tendo como referência o ano de 1990. A questão à parte é a não assinatura dos EUA no Protocolo, principal “colaborador” com o aquecimento global, lançando 25% dos poluentes do mundo. Mais uma vez a questão político-econômica do mundo. Perante este quadro, uma das saídas mais fáceis será a adoção de algumas medidas, como política de redução das emissões de gases, com o uso mais eficiente de energia e de forma mais inteligente, além da adoção de energias renováveis. 8

IMPACTO AMBIENTAL A princípio, os gastos com a implantação de energias renováveis e as perdas econômicas são elevados, mas nada se compara em ter que reconstruir o que será atingido pelos efeitos da mudança climática. Como diz o ditado: “Melhor prevenir do que remediar”. Economia ecológica Érika Ferraza e Rogério de Oliveirab a Aluna do curso de Sistemas de Informação. E- erika.ferraz@usp.br b Aluno do curso de Sistemas de Informação. E- rogerio.oliveira@trt02.gov.br H á algum tempo os problemas ecológicos já fazem parte das preocupações diárias de muitas pessoas no globo. Indefinição das estações do ano, problemas respiratórios, poluição da água e do ar, mudanças climáticas repentinas são exemplos práticos de como esta discussão não deve sair de pauta. Há, em razão disto, a busca por alternativas inteligentes e ecologicamente corretas para preservação do meio sem, no entanto, causar prejuízos econômicos para as nações. É evidente que, em muitos casos, a preocupação econômica está em primeiro plano. As florestas equatoriais, como a Amazônia, por exemplo, devolvem para a atmosfera cerca de dois terços das águas que recebem das chuvas. Com o desmatamento, esse número cai para apenas um quarto, o que reduz a umidade do ar e pode causar secas que prejudicarão a agricultura. O desmatamento das florestas causa um prejuízo quase incalculável. Mas nem sempre as pessoas que destroem a Amazônia pensam nisso. A preocupação neste caso é com os cálculos de quanto ganharão com a terra, e não com o efeito sobre o regime das chuvas na região. Como no caso deste exemplo, o mau uso dos recursos naturais se volta contra o próprio ser humano. Com o aumento da industrialização, os níveis de poluição têm aumentado consideravelmente, alterando de maneira sensível o clima no planeta e desencadeando fenômenos cada vez mais devastadores. Um dos alertas climáticos dado pelo planeta foi na ocorrência do furacão Katrina (EUA) que destruiu parte de Nova Orleans e proximidades. Cerca de 500 mil pessoas abandonaram a região. Nem todos voltarão. O fato de os EUA não terem se comprometido a reduzir a emissão dos poluentes, quando da assinatura do Protocolo de Kioto, alegando que este fato diminuiria o potencial de sua produção industrial, é em si preocupante. Não há no mundo um país que produza mais poluição. Cerca de 25% da emissão de dióxido de carbono (CO2) vem dos EUA. Estudos ligados às mudanças climáticas apontam que o aumento do número de eventos como o Katrina deve-se ao aquecimento global, ligado, principalmente, a uma maior produção de CO2. A elevação da temperatura do planeta interfere diretamente no aumento dos níveis dos oceanos, 9

IMPACTO AMBIENTAL comprometendo a vida nas cidades. As geleiras dos pólos vêm derretendo, o que ameaça a existência de pequenas ilhas. Isto mostra a necessidade de se mudar urgentemente a matriz energética do planeta. Países emergentes, como o Brasil, a China ou a Índia, tendem a se contrapor às mudanças destas matrizes. Estes são países que buscam fortalecer e estruturar sua indústria, baseados no consumo de combustíveis fósseis descartáveis, como o petróleo o gás natural. O investimento por parte dos governos em energias alternativas mais “limpas”, como o biocombustível e as energias eólica e solar, pode ser uma boa saída para amenizar os efeitos de anos alimentando a poluição do planeta. Muito embora o retorno financeiro não seja imediato, o custo de produção destas energias tende a cair ainda mais e, num futuro próximo, até os carros poderão ser movidos pela energia solar, por exemplo. Hoje já existem as tecnologias necessárias para isto. O desafio é implementá-las antes de o sistema entrar em colapso. Iniciativas como a Bolsa do Clima, nos EUA, são bem interessantes para a preservação ambiental e para demonstrar que esta alternativa pode ser uma excelente saída econômica. Cada empresa participante da bolsa tem que cumprir a meta de diminuir em 1% ao ano a emissão de CO2. Quem a cumpre coloca ações da sua empresa para serem vendidas; quem não cumpre, tem que comprar ações. Há a possibilidade ainda de se conseguir bônus para alcançar a meta investindo em reflorestamento. Em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, existe uma iniciativa holandesa de compra de créditos da emissão do gás metano em um aterro sanitário. O gás, ao invés de disperso no ar, é coletado e utilizado para outras finalidades. A Suécia tem um programa mais ambicioso. O país está trabalhando para substituir boa parte do imposto de renda por impostos sobre o consumo de energia. Fazendo isso, espera ser, em até 25 anos, a primeira economia industrial livre do petróleo. Empresas que investem nesta área têm a imagem associada à preservação ambiental e ao ‘ecologicamente correto’. Além disso, elas têm um maior potencial econômico, dada a urgência em se buscar alternativas na diminuição de poluentes e na preservação do planeta em que vivemos. A Terra e seus limites Douglas Paraíso Garciaa e Patrícia Paulo Rodsenkob a Aluno do curso de Sistemas de Informação. E- douglas_froid@hotmail.com b Aluna do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza. E- rodsenko@yahoo.com.br 10

IMPACTO AMBIENTAL A s questões sobre problemas ambientais têm – se destacado progressivamente. Cria – se um senso comum a esse respeito, as pessoas querem demonstrar que estão cientes dos acontecimentos, dizem preocupar – se com o meio ambiente e tentam mostrar que colaboram, não jogando lixo na rua, utilizando clichês como: “Precisamos da Natureza”, “Vamos preservar o verde”, “Não polua o planeta”, entre outros, sendo que o problema ambiental vai muito, além disso. Não há a preocupação pela emissão de poluentes na atmosfera realizados por automóveis ou pela indústria, pois isso afetaria o bem estar social e econômico de todo um país. A parceria entre ciência e tecnologia proporcionou ao homem maneiras de desvendar minérios jamais imaginados, porém o ser humano vem sempre ultrapassando os limites sem saber onde parar, esquecendo – se de que os recursos de nosso planeta são finitos. Desde 1700, a proporção de CO2 e CH4 na atmosfera cresceu cerca de 30%, segundo os cientistas do Painel Inter Governamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC – Intergovernamental Pannel on Climate Change), e também afirmam que parte disso tem a influência do homem sobre o ambiente. De certo modo esse aumento de temperatura, faz parte do ciclo natural de aquecimento do planeta, que em seguida se esfria novamente. O grande problema é que as atividades humanas como o desmatamento e a poluição causada pelas indústrias e pelos automóveis, aceleram cada vez mais esse processo, o chamado EFEITO ESTUFA. A preocupação com o meio ambiente, sendo uma delas o aquecimento global, vem sendo reforçada a muito tempo e medidas como a ECO – RIO 92 e o protocolo de KYOTO assinado (ambos visam a diminuição de poluentes na atmosfera) vem sendo tomadas para amenizar tal condição, pois se a quantidade de CO2 e CH4 dobrar, haverá um aumento médio de 1.5ºC a 4.5ºC do aquecimento na Terra, causando assim o degelo das calotas polares levando a drásticas conseqüências, como a extinção da fauna e flora de muitas regiões do planeta. O protocolo de KYOTO, assinado em 1997, contava com a participação de 84 paises industrializados e maiores responsáveis pela emissão de poluentes, atualmente conta com 31 ratificações, porém, dentre esses paises, os maiores emissores de gases que são: EUA, Rússia e Austrália não assinaram o protocolo, segundo o governo dos EUA, eles não iriam colocar em risco a economia do país por um problema ambiental mundial. Mesmo sem a participação dos três países citados anteriormente, o protocolo de KYOTO entrou em vigor prevendo a redução de 5.2% das emissões globais de gases que provocam o efeito estufa até 2012, tomando por base o ano de 1990. 11

IMPACTO AMBIENTAL Kyoto ataca Aline Soaresa e Kátia Ramos de Oliveirab a Aluna do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza. E- li.soares@usp.br b Aluna do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza. E- katitaramos@yahoo.com.br C om a explosão demográfica dos últimos dois séculos e com o aumento do consumo de energia per capita, o consumo total de energia no mundo aumentou cerca de 100 vezes em relação ao passado distante (Ibsen de Gusmão Câmara). Com fator da revolução industrial, século XVIII, o consumo de energia aumentou drasticamente em relação aos seus antepassados. E isso ocorreu devido as habilidades e as descobertas que o ser humano vem fazendo ao longo da história. Com a queima do carvão e do petróleo, foi possível para o homem tornar seu modo de vida mais agradável na medida em que podia satisfazer suas necessidades num período menor que antigamente. A partir de conhecimentos científicos e os avanços tecnológicos, teve-se então, no mundo, um desenvolvimento significante. Em contra partida, com todos esses fatores de evolução que ao longo do tempo vinham “facilitando” a vida do homem, o meio ambiente foi sofrendo várias conseqüências e sendo degradado. A alta concentração de dióxido de carbono na atmosfera terrestre acarretou vários danos decorrentes do aumento da queima de combustíveis fósseis como carvão e petróleo, e de gás natural, para atender ao crescimento de produção de energia, indispensável para suprir as necessidades de uma população em rápida expansão. E todo esse desequilíbrio aconteceu em virtude do desenvolvimento científico e tecnológico que viabilizou o aumento do uso de usinas térmicas e de motores a explosão. Tanto a concentração de dióxido de carbono como gás metano, entre outros gases poluentes da atmosfera, levou a terra a sofrer mudanças climáticas catastróficas, tais como: a elevação da temperatura média, que subiu de 0,4 a 0,8 ºC desde 1860; o nível dos oceanos que continua a subir devido a cobertura de gelo estar se desfazendo; além da precipitação de chuvas em dadas regiões que vem aumentando a cada ano. Sendo assim, medidas como a criação do Protocolo de Kyoto, este que tem por objetivo reduzir a emissão de gases poluentes que agravam o efeito estufa, foi colocado em questão para ser adotado por países principalmente os industrializados, para reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera. O Protocolo de Kyoto reconheceu claramente o princípio da “responsabilidade compartilhada e diferenciada” pelo aquecimento global e impõe maiores sacrifícios aos países industrializados, inclusive obrigando-os a transferir tecnologias “limpas” aos países em desenvolvimento para evitar que estes se transformem, no futuro, em grandes emissores. 12

IMPACTO AMBIENTAL Sendo assim o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), criado pelo Protocolo de Kyoto (artigo 12) é um novo mecanismo para redução de emissões, resultante de projetos de desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento. Os países industrializados viram o MDL como um mecanismo adicional para redução das emissões através de uma implementação conjunta, já os em desenvolvimento viram o MDL como um novo canal para assistência financeira, investimentos para promover desenvolvimento sustentável, transferência de tecnologia e promoção de equidade. No entanto, esse protocolo vem sendo desrespeitado por alguns países, evidenciando o EUA que além de não adotá-lo é responsável por um quarto das emissões globais. Enquanto países desenvolvidos brigam pelos seus ideais, nosso planeta vai sofrendo duras conseqüências com a agravação do efeito estufa e o Protocolo de Kyoto cada vez mais os ataca. Gás carbônico: um desafio a ser enfrentado Leandro A. Oliveiraa e Winicius dos Santosb a Aluno do curso de Marketing. E- lelemanbr@yahoo.com.br b Aluno do curso de Sistemas de Informação. E- winigu@ig.com.br U ltimamente vem sendo realizadas diversas pesquisas com plantas tropicais, a fim de se detectar os seus níveis de absorção de dióxido de carbono(CO2) da atmosfera. Um exemplo desses experimentos, é o realizado pelo Instituto de Botânica de São Paulo, o qual tem estudado mudas de uma espécie de Jatobá, a Hyemenaea Courbaril, cujo crescimento, impulsionado por uma maior absorção de CO2, parece se acelerar em ambientes ricos em gás carbônico (Revista FAPESP, ed. 80, out/2002). Esse tipo de pesquisa tem ganhado grande relevância devido à constatação de um acúmulo cada vez maior deste gás na atmosfera, apontado como um dos principais causadores do chamado Efeito Estufa. O CO2 sempre esteve presente em nosso planeta, devido à sua emissão proveniente do metabolismo dos seres vivos, queimadas, atividades vulcânicas, etc. No entanto a sua concentração na atmosfera vem aumentando gradativamente desde o início da Revolução Industrial (meados do século XIX), por conta da utilização crescente de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), e aumenta na razão de 0,4 % ao ano, ou o equivalente à 6 bilhões de toneladas de carbono. A metade dessa cifra gigantesca, presumem os cientista, é absorvida por vegetais e oceanos, enquanto a outra metade permanece na atmosfera. Acredita-se que o acúmulo de gás carbônico e outros gases estufa (metano , CFC, vapor d'agua, ozônio troposférico e óxido nitroso, etc ) aprisionem mais energia na superfície e na atmosfera baixa, o que por sua vez, provocará elevações na temperatura do planeta e mudanças climáticas, ocasionando sérias conseqüências para a vida na Terra. 13

IMPACTO AMBIENTAL Devido à grande importância dos vegetais na absorção de dióxido de carbono excedente, vêm sendo pensadas medidas de preservação de florestas tropicais. Uma das formas é o patrocínio dado pelos países desenvolvidos aos em desenvolvimento, com o intuito de compensar as suas próprias emissões, procedimentos estes que constituem o chamado Mercado de Crédito de Carbono, que foi fortemente proposto durante o Protocolo Internacional de 1997, em Kioto no Japão. O protocolo de Kioto compromete uma série de nações industrializadas a reduzir suas emissões de CO2 em 5,2%, tendo como parâmetro os níveis de 1990, para o período de 2008-2012. Além do mercado de carbono outro meio previsto pelo protocolo para que as metas de redução sejam atingidas é a substituição do uso de combustíveis fósseis por Energia Limpa, que incluem a biomassa, energia solar, eólica, geotérmica e hidrelétrica, que permitem emissões nulas (ou quase nulas) de gases de efeito estufa, além de reduzir emissões de outros poluentes. Esse tipo de energia vem sendo utilizada em muitos países, no caso do Brasil podemos citar o exemplo da cana-de-açúcar (biomassa) que tem seu consumo em crescimento, devido a demanda do setor automobilístico desde a criação em 1975 do Pró-álcool (programa do governo de Geisel que visava conter os gastos com a importação de petróleo aumentando a produção nacional do álcool), e mais recentemente com o desenvolvimento de carros bi- combustíveis (álcool-gasolina). É importante que se tome consciência dos riscos que o efeito estufa pode provocar, bem como que se contenha as emissões de CO2, realizando mudanças que alterem as matrizes energéticas dos países, sendo não menos importantes as medidas de âmbito individual, como a opção por transportes coletivos ao invés do particular. É fundamental que exista a preocupação em se priorizar o uso de formas de Energia Limpa, além da preservação das grandes florestas, que funcionam como importantes sorvedouros de gás carbônico da atmosfera. Aquecimento global: faça a diferença* Moana Simasa e Tatiana Cunhab a Aluna do curso de Gestão Ambiental. E- paje_moana@yahoo.com.br b Aluna do curso de Gestão Ambiental. E- tatianafc@usp.br O artigo Ciclo da Vida, de Carlos Voght inicia com uma indagação pertinente: “É possível manter os atuais padrões de produção e de consumo e ainda assim acreditar ser possível o desenvolvimento sustentável da economia, da sociedade e das relações do homem com a natureza?”. Ao que tudo indica a resposta é não. Atualmente a população mundial é de aproximadamente 6,5 bilhões de habitantes e a 14

IMPACTO AMBIENTAL estimativa das Nações Unidas é que em 2050 atinja 7,6 bilhões. Esse crescimento populacional aliado ao consumismo indiscriminado aumenta a demanda de alimentos, produtos industrializados e conseqüentemente o consumo de energia, causando um maior impacto ambiental. O impacto ambiental humano não é recente. Estudos mostram que há mais de um milhão de anos, grandes animais existentes na África foram extintos após o surgimento do homem moderno. Atualmente os impactos estão associados principalmente com a produção de energia, que na maioria das vezes colabora com o aquecimento global. Até o final da idade média, a produção de energia era feita pela queima de madeira; com a revolução industrial, passou a ser feito pela queima de carvão mineral e, a partir do século XX, pela queima de combustíveis fósseis. Essas formas liberaram e continuam liberando diversos gases, como metano e gás carbônico, que acabam intensificando o efeito estufa. O efeito estufa ocorre naturalmente no planeta Terra e tem a importante função de manter a temperatura do planeta mais ou menos constante entre o dia e a noite. Ele é mantido pela presença de gases estufa, como o gás carbônico e o metano. Entretanto o excesso desses gases poderá causar um aumento de 2º a 6º C nos próximos 100 anos. A esse fenômeno dá-se o nome de “aquecimento global”. Caso essa situação persista já estão previstos, por diversos pesquisadores, o desaparecimento de vários ecossistemas e espécies animais e vegetais; o derretimento de geleiras e o conseqüente aumento do nível do mar, o que prejudicará cidades litorâneas; o aumento de ocorrências de tufões e enchentes; epidemias de doenças tropicais como a malária, em países de clima temperado; e influências negativas na produção agrícola, reduzindo a quantidade de alimentos. Dessa forma o aquecimento global não é uma preocupação apenas da área ambiental, mas sim de todo ser humano, já que sua existência compromete a vida na terra. Como o maior vilão do aquecimento global é o excesso de CO2 na atmosfera, ONG’s e países vêm se juntando para criar medidas que reduzam a liberação desse gás. Entre elas, e talvez a mais significativa delas, está o protocolo de Kyoto, assinado em 1997 por 141 países, que prevê a diminuição da emissão de carbono pelos países industrializados em até de 5% em relação a 1990, até 2012. Como a produção de energia mundial está ancorada na queima de combustíveis fósseis, a redução da emissão de CO2 deve se dar pela criação de outros modos de geração de energia menos poluentes, ou pela redução do consumo energético. As energias alternativas mais utilizadas são a energia solar, que capta os raios solares em placas de silício; a energia eólica, que gera energia por meio da rotação de hélices movidas pelo vento; a energia hidroelétrica, que converte a energia potencial de quedas d’águas em energia elétrica; a energia das marés, que aproveita a oscilação do nível das mares; a energia da biomassa, sendo o principal exemplo o álcool (etanol), proveniente da cana-de-açúcar, como combatível de automóveis; a energia nuclear, que produz energia pela 15

IMPACTO AMBIENTAL fissão nuclear; e a energia geotérmica, que aproveita o calor gerado por atividades vulcânicas. A população em geral pode colaborar por meio da redução do consumo de energia e utilização de outros meios de transporte que não utilizem combustíveis fósseis, além de utilizar mais transportes coletivos ao invés do uso indiscriminado de automóveis particulares. Além disso, seria importante uma conscientização mundial em relação ao consumo de produtos industrializados de forma indiscriminada, já que sua produção libera na atmosfera a grande parte de gás carbônico. Assim, para existir um desenvolvimento sustentável, é preciso que ocorram mudanças, primeiramente, nos padrões de produção de energia e consumo geral da população. Alterações climáticas já começaram a ocorrer. Reveja suas atitudes e pense como você pode colaborar para a redução da emissão de CO2 na atmosfera. Faça a diferença! *Esse texto foi classificado entre os 20 melhores produzidos pelos alunos das turmas 32, 33, 42, 43, 52 e 53. Perspectivas para um futuro melhor Daniel Bastosa e Helino Hiramab a Aluno do curso de Sistemas de Informação. E- daniel.bastos@usp.br b Aluno do curso de Gestão Ambiental. E- hhirama@usp.br C om a Revolução Industrial, em meados do século XVIII, houve o início da utilização do carvão como fonte de energia, principalmente para movimentar as máquinas e locomotivas a vapor. O carvão é um combustível fóssil, isto é, uma substância mineral composta de hidrocarbonetos empregada para gerar energia. Dois problemas surgem com a utilização dessas substâncias: a primeira é que são recursos finitos e a segunda é que sua queima libera gases que provocam o efeito estufa. A partir do século XX, o principal combustível tornou-se o petróleo. Este possui maior poder calórico e, conseqüentemente, produz maior energia, porém também é um combustível fóssil. O efeito estufa acontece quando a acumulação de gás carbônico na atmosfera faz com que haja a retenção do calor emitido pelo sol, assim como ocorre, por exemplo, no interior de um automóvel estacionado num local ensolarado e com os vidros fechados. O vidro deixa passar a luz solar, mas impede a saída do calor. E por falar nisso, a cada ano o total de veículos no mundo aumenta em 16 milhões, resultando na liberação de mais de 900 milhões de toneladas de CO2 (gás carbônico) no ar. Um estudo do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC) mostrou, em 2001, que nos últimos 100 anos a temperatura média da Terra subiu em 0,5ºC. Esse aquecimento tem causado o derretimento das calotas polares e de 16

IMPACTO AMBIENTAL geleiras, fator que eleva o nível das águas dos oceanos e dos lagos, submergindo ilhas e áreas litorâneas. O superaquecimento das regiões tropicais contribui para intensificar o processo de desertificação e de proliferação de insetos nocivos à saúde. A chuva ácida também é causada em decorrência da utilização desse tipo de energia. Ela é originada pelo enxofre que é liberado durante a queima dos combustíveis fósseis. Indústrias e usinas termoelétricas movidas a carvão são os principais responsáveis pela chuva ácida. Peixes têm sua capacidade respiratória reduzida quando estão em um lago poluído por ácidos liberados durante esse fenômeno. As árvores também são prejudicadas quando perdem nutrientes e têm o ritmo do crescimento das raízes diminuído. E no solo, íons tóxicos acumulam-se, tornando uma séria ameaça ao seres humanos. O cobre é causador de epidemias de diarréia em crianças e acredita-se que existe alguma relação entre a utilização de água contaminada com alumínio e a ocorrência do mal de Alzheimer. O Protocolo de Kyoto surge como uma preocupação da comunidade científica com essas mudanças climáticas. Foi discutido em 1997, e por ele se propõe um calendário pelo qual os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a quantidade de emissão de gases poluentes em 5,2% até 2012, tendo como base os níveis de 1990. Mas o principal responsável pela produção e liberação desses poluentes (representando um quarto das emissões de gás carbônico no planeta), os EUA, se recusam a assinar o protocolo. Já os países que se disporem a reduzir suas emissões poderão investir em programas de controle de poluentes e reflorestamento em países subdesenvolvidos, caso não consigam cumprir suas metas. Entende-se que os países pobres necessitam se desenvolver, então não seriam obrigados a controlar emissões. Outra forma de cumprir as metas é investir em fontes alternativas de energia como a solar, a eólica e a de biomassa que praticamente não causam nenhum dano ao meio ambiente. Energia solar é a designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa proveniente do Sol para utilização do homem. Tanto serve para o aquecimento de líquidos, num sistema de tubos onde circula água que se torna quente quando há a incidência de calor solar, quanto para a geração da energia elétrica por meio de células fotovoltaicas, também chamadas de “células solares”. A luz solar produz até 1000 Watts de energia por metro quadrado de células solares, o que representa um enorme potencial energético. Já a energia eólica provém do vento. Ela tem sido aproveitada desde a antiguidade para movimentar barcos impulsionados por velas e engrenagens de moinhos. Na atualidade, produz-se energia elétrica a partir do movimento de aerogeradores. Esses dispositivos funcionam como pás de um moinho que giram com o movimento do ar. Entretanto esses geradores podem ser ruidosos. Um tipo de obtenção de energia que vem crescendo é a partir da queima de plantas, excrementos, madeira, matérias vegetais e animais, e até o lixo. É a chamada energia de biomassa. O Brasil é pioneiro na utilização desse tipo de energia, aproveitando a cana-de-açúcar para a produção de álcool combustível, provando, assim, que sua utilização em larga escala é possível. Devemos investir em pesquisas com intuito de aprimorar o aproveitamento de fontes de energia renováveis. Igualmente importantes são a educação ambiental e a 17

IMPACTO AMBIENTAL consciência ecológica, termos ainda pouco conhecidos em nosso vocabulário. Preservar o planeta é crucial para a manutenção de nossa espécie. Infelizmente, o futuro ainda permanece uma incógnita. O planeta hipertérmico Lucas Athayde Couria e Victhor Souza Teixeirab a Aluno do curso de Gestão Ambiental. E- lucas@globonet.com.br b Aluno do curso de Gestão Ambiental. E- victhor30@hotmail.com O planeta durante sua vida sofreu muitos aumentos e diminuições de temperatura, afetando diretamente as espécies de seres vivos contidas nele. Tal oscilação térmica tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas graças às intervenções humanas. O ser humano intensifica um processo que já é natural (o chamado efeito estufa) através, principalmente, da emissão exagerada de dióxido de carbono. Esse gás é emitido de várias fontes como a queima de combustíveis fósseis e as queimadas, colaborando decisivamente com o aquecimento global. O gás carbônico que está hoje na atmosfera possui longo tempo de duração, levando centenas de anos para decompor-se. Desde a pré-história, quando o homem descobriu o fogo, até os dias de hoje o ser humano vem intensificando essa emissão. A necessidade de adquirir energia é a principal causa desse fato, utilizada desde simples fogueiras até sofisticados meios de transporte. O planeta nos mostra, cada vez mais, sua fragilidade frente à ação humana e é nas últimas 5 décadas que o homem realizou os maiores esforços para atenuar esses efeitos. Em fevereiro de 1997 o Protocolo de Kyoto foi posto em questão, impondo uma taxa de 5% (relativa a 1990) de diminuição dessa emissão, podendo levar países desenvolvidos a afetarem suas economias. Os principais emissores são os EUA e a Rússia, sendo, o primeiro responsável por 25% de todos os gases causadores do efeito estufa hoje. A maior economia global também não aceita o tratado, pois, apesar de possuir 6% da população mundial, consome cerca de 65% de toda energia produzida no globo. Os países desenvolvidos, em geral, discordam de Kyoto quando esse diz que os países em desenvolvimento devem manter seu crescimento sem precisar diminuir tanto sua emissão, ou seja, os países que utilizam idéias e recursos dos emergentes para alcançar suas próprias metas, querem que os mesmos diminuam ainda mais sua emissão. Enquanto isso acontece, várias mudanças climáticas assolam nosso planeta e o efeito estufa tem aumentado sua intensidade, aumentando, assim, a temperatura média global. Um estudo feito por 19 pesquisadores de oito países mostrou o efeito da temperatura nas espécies da Terra: 18% entrariam em extinção com o aumento 18

IMPACTO AMBIENTAL de 30% de dióxido de carbono na atmosfera, pois, causaria um aumento de 0,7 à 1,8 graus Celsius na temperatura. Para que o efeito estufa se normalize, os países precisarão diminuir em 60% as emissões, algo que está fora do âmbito atual, pois é evidente a dificuldade em alcançar, ao menos, 5%. A Terra em pânico Fabiano Duartea e Danilo Mattarb a Aluno do curso de Gestão Ambiental. E- emaildofabiano@usp.br b Aluno do curso de Gestão Ambiental. E- osmattar@hotmail.com A tualmente vem ocorrendo serias mudanças climáticas no mundo, desde a revolução industrial, o aquecimento global tem se acentuado (a temperatura media da superfície terrestre subiu 0,4 a 0,8 graus Celsius desde 1860), graças à liberação de gases responsáveis à intensificação do efeito estufa. O homem primitivo não necessitava de muita energia, consumindo só o necessário para sua sobrevivência e, com seu desenvolver, passou a necessitar de mais energia. De acordo com José Goldenberg (secretário do meio ambiente do estado de São Paulo); ‘’O consumo médio de energia no mundo hoje, é dez vezes superior ao consumo do homem primitivo’’. Com o aumento da demanda da produção e consumo, o homem teve de recorrer a novas formas de energia, pouco se preocupando com impactos ambientais futuros. A emissão de gás carbônico tem crescido descontroladamente por queima de combustíveis derivados do petróleo, queima de florestas e muitos outros poluentes, agravando o aquecimento global que tr

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