História da Química - Primeiros fenômenos observados e a alquimia

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Published on May 6, 2014

Author: sunnykarelly

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Apresentação sobre os primeiros fenômenos químicos observados e o surgimento da alquimia.

Primeiros fenômenos observados e a Alquimia SUNNY KARELLY E GLEICIANE ELOI

Tópicos abordados 1. Os primeiros fenômenos químicos observados; 2. As primeiras ideias científicas: Alquimia; 3. A alquimia (grega, chinesa, árabe e cristã); 4. A alquimia e o mundo moderno.

(Aristóteles, filósofo e alquímico grego)

• Provavelmente, um dos primeiros fenômenos observados por nossos antepassados pré-históricos foi o fogo, provocado por algum fenômeno natural. • A observação das transformações que a madeira e o solo sofriam enquanto eram queimados permitiu ao homem das cavernas produzir melhores ferramentas de cozinha.

Primeiros fenômenos químicos observados • Utensílios de barro cozido: mais resistentes do que os de argila crua (superfície vitrificada pelo calor). • Neolítico – o homem já produzia peças de cerâmica em fornos e tintas primitivas a partir de carvão e minerais com diferentes colorações.

Primeiros fenômenos químicos observados • 6000 a. C.: o cobre e o ouro, que eram extraídos em seu estado metálico diretamente do solo e trabalhados pela técnica de martelamento; • 4000 a 3000 a. C.: técnicas de obtenção de cobre e chumbo a partir de seus minérios, encontrados então muitas vezes na forma de óxidos metálicos ou como sulfetos.

Primeiros fenômenos químicos observados Percebeu-se que a partir da mistura de algumas rochas formava-se uma liga metálica com propriedades diferentes em comparação aos metais puros. Foi assim que se produziu o bronze (3000 a. C.), uma liga de cobre (90%) e estanho (10%).

• Fole: facilidade para o ferreiro; • Ferro: difícil metalurgia (uso tardio); • Impurezas do ferro controladas: fabricação do aço. Primeiros fenômenos químicos observados

• Mercúrio: dissolução de metais; • Formação de amálgamas: douração; • Química doméstica: defumação de carnes, desinfetante, fermentação. Primeiros fenômenos químicos observados

As primeiras ideias científicas • A alquimia surgiu em cerca 300 d.C. em Alexandria, no Egito, e se expandiu pela Europa nos séculos seguintes, até cerca de 1400 d.C.. • Seus praticantes, os alquimistas, se inspiraram nas concepções gregas sobre a constituição da matéria e do Universo para tentar buscar a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida.

As primeiras ideias científicas • A chamada Pedra Filosofal seria uma substância obtida a partir de matéria-prima grosseira; • De cor vermelha, a pedra possuía propriedades químicas com grande poder: penetração, irredutibilidade e a perfeita indiferença em relação aos agentes químicos; • Seria possível atingir os outros objetivos: seria a transmutação da matéria.

As primeiras ideias científicas

Vídeo – A origem dos alquimistas

Ciência Grega • Até o final do século VII a.C., os gregos explicavam os fenômenos da natureza em termos de Mitologia e de Religião; • Na Grécia a partir do século VI a.C, as especulações iniciadas pelos pensadores de Mileto constituíram o primeiro marco em direção ao pensamento científico moderno; • Especulação científica emergiu, aos poucos, da Filosofia.

Ciência Grega • Tecnologia: 3000 a.C, já se estabelecera a metalurgia, a tecelagem e a cerâmica, assim como o uso da roda em veículos de transporte; • Medicina: era dominada por magia e superstição; Papiro egípcio (“Edwin Smith”) de 1600 a.C.

Ciência Grega • Astronomia e matemática: elaboração de calendários, o melhor dos quais era o egípcio; • Conhecimento dos gregos assentou sobretudo nos matemático-geométricos dos egípcios e nos astronômicos dos povos da babilônia; • Matemática egípcia consistia primordialmente no conhecimento de operações de cálculo aritmético com objetivos práticos;

Ciência Grega • Não tinham instrumentos adequados de medida e não faziam experiências para comprovar suas ideias, como os cientistas modernos; • Preocuparam-se em achar explicações racionais para o mundo e seus fenômenos sem recorrer aos mitos e à religião.

A separação entre a natureza e o sobrenatural • Explicações dos milésios não faziam referência a deuses ou forças naturais; • Mitologia grega os terremotos tinham sua origem no deus dos mares; • Para Tales, a terra boiava na água do oceano, e os terremotos teriam sua origem em grandes ondas e tremores marítimos. Poseidon

A prática do debate • Pensadores pré-socráticos discutiam criticamente as ideias de seus colegas e antecessores, muitas vezes em frente a uma plateia; • Diferentes explicações para um mesmo fenômeno natural passavam a competir entre si;

Tales de Mileto • Foi com ele que se iniciou a filosofia e a ciência grega; • Qual a matéria primitiva que cujas transformações deram origem aos fenômenos que ocorrem no Universo; • Todas as coisas tinham a sua origem na água; • Princípio de tudo está na água que dá origem ao gelo, aos rios e mares, ou se evapora formando o ar. 640-550 a.C

Anaximandro • Aceita um único princípio material e, também como Tales, afirma que essa substância inicial é geradora e infinita; • Sugeriu que a primeira coisa não foi uma substância específica, como a água ou o ar, mas o apeiron; • Uma vez admitida a transmutabilidade das substâncias umas nas outras, a escolha que se faça de qualquer elemento primordial é perfeitamente indiferente. (611-547 a.C)

Anaximenes • Defende a existência de uma substância primordial: ar; (588-524 a.C)

Anaximenes • Este ar se transformaria em água através da condensação, e em fogo através da rarefação; • Temos assim os primeiros passos para entender o problema da mudança.

Os Pitagóricos • Próximo grupo a se destacar no cenário filosófico- científico se concentrou em torno de Pitágoras; • Números exprimiam mais do que aspectos formais dos fenômenos: as coisas seriam feitas de números; • Aplicavam a numerologia para tudo. Com isso, realizaram talvez o primeiro estudo empírico sistemático, ao elaborarem uma lei científica quantitativa. 580 a. C. - 572 a. C.

O Problema da Mudança • Grande problema metafísico do início do séc. V a.C. era o problema da mudança: como é possível algo mudar, e deixar de ser o que era? • Heráclito de Éfeso: tudo estava sujeito a mudanças: “panta rhei”(tudo flui); (535-475 a.C)

O Problema da Mudança • Parmênides de Eléia: duvidava da evidência dos sentidos, colocando a razão como única fonte confiável de conhecimento; (530-515 a.C)

O Problema da Mudança • Empédocles de Agrigento: concordava com as limitações do sentido, mas também argumentava que a razão era limitada; • Concordava que “nada pode vir a ser a partir do não- ser”, mas restaurava a noção de mudança negando a unicidade do ser; (484-421 a.C)

O Problema da Mudança • Quatro elementos, que produzem mudanças ao se recombinarem e se separarem; • Elementos se combinariam em diferentes proporções, dependendo da substância; • Osso consistiria de fogo, água e terra na proporção 4:2:2, ao passo que o sangue consistiria dos quatro elementos em iguais proporções;

O Problema da Mudança • Atomismo de Leucipo de Mileto e Demócrito de Abdera; • Só têm realidade os átomos e o vazio. (500-460 a.C) (460-370 a.C)

O problema da Mudança • Qualquer diferença que observamos no mundo é devido a modificações na forma, arranjo e posição dos átomos; • Haveria um número infinito de átomos espalhados no vazio infinito; • Átomos estariam em movimento contínuo, chocando-se frequentemente uns com os outros; • Colisões, os átomos podem rebater ou então se ligarem através de ganchos ou formas complementares.

Os Cientistas • Entre o final do século V a.C. e a primeira metade do século IV a.C., o interesse dos cientistas pelos fenômenos naturais foi substituída pelo interesse no comportamento humano e suas causas; • Platão contribuiu de maneira significativa para a filosofia da ciência.

Os Cientistas • Tomou os quatro elementos e os identificou com quatro sólidos;

• Água se transforma em vapor porque o icosaedro da água se transformaria em dois octaedros de ar e um tetraedro de fogo; • Platão, deu um passo a mais no atomismo antigo, introduzindo uma descrição geométrica precisa dos átomos; • Descrevendo as mudanças por meio de fórmulas matemáticas; • Platão, porém, não aceitava o vácuo de Leucipo e Demócrito. Os Cientistas

Os Cientistas • Na época do Liceu, estabelecimento fundado por Aristóteles a Ciência voltou a receber a atenção dos intelectuais gregos; • Aristóteles e Teofrasto podem ser considerados os mais remotos precursores da Ciência Moderna; • Aristóteles parece ter sido o primeiro grego a compreender a necessidade da observação atenta e minuciosa. (384-322 a.C.), (371-287 a.C.)

Os Cientistas • Século III a.C. com Arquimedes, a Ciência Grega recebeu seu maior impulso; • Século I a.C. a necessidade da experimentação para o desenvolvimento da Ciência já estava razoavelmente bem estabelecida; • No Período Greco-Romano a Ciência Grega adquiriu grande prestígio; • Conceitos da Matemática e da Astronomia, perduraram durante toda a Idade Média e início do Renascimento;

Os Cientistas • Após o auge da ciência grega nos sécs. III e II a.C., seguiu-se um período com bem menos trabalhos originais; • No entanto, no séc. II d.C., duas grandes figuras representaram a culminação da ciência antiga: Ptolomeu e Galeno.

Os Cientistas • Ptolomeu de Alexandria: escreveu o grande tratado astronômico Composição Matemática, mais conhecido por seu nome em árabe, Almagesto, além de outras obras; • Galeno de Pérgamo: médico e escritor de importância, que viveu em Roma e deixou uma vasta obra em biologia e medicina, escrevendo também sobre filosofia e filologia.

Cultura Helenística • Sob o domínio de Alexandre, o Grande, a cultura grega se expandiu territorialmente, indo do Egito à Índia, num processo que influenciava e sofria influências; • Cultura que correu mundo, tendo como raiz a tradição grega foi denominada cultura helenistica; helenística; • No século I a.C., foi a vez dos romanos chegarem à Grécia antiga, conquistando-a.

Ciência Helenista • Povos gregos não conseguiram mais obter sua autonomia política e assim foram, ao longo dos séculos, desaparecendo; • Com a morte de Alexandre 323 a.C. e a queda de seu império, diversos reinos surgiram concentrando bastante riqueza; • Atividade científica foi impulsionada pela patronagem real; • O ponto alto desta patronagem ocorreu na dinastia dos Ptolomeus, no Egito, com a fundação da Biblioteca e do Museu de Alexandria;

Ciência Helenista • Se tornou o principal centro de pesquisa do séc. III a.C; • O Museu era uma comunidade de pesquisadores; • Interesse dos reis ptolomaicos estaria em parte no desenvolvimento de armas bélicas, e em parte na obtenção de prestígio.

A Ciência na Era Helenística • Ciência alcançou um grande desenvolvimento no período helenístico; • Herófilo: considerado o fundador da anatomia, que recusou-se a aceitar os dogmas estabelecidos, atribuindo maior importância à observação direta; • Erasístrato: considerado o iniciador da fisiologia, salientou-se pelo estudo dos vasos sanguíneos, circulação do sangue e descrição dos pulmões;

A Ciência na Era Helenística • Eratóstenes de Cirene descreveu a Via-Láctea e organizou a geografia como ciência.

A Ciência na Era Helenística • Euclides de Alexandria: autor de "Os elementos", lançou as bases da geometria como ciência; • Arquimedes de Siracusa: inventou o cálculo integral e descobriu a lei da impulsão; (287 a.C.-212 a.C.) (360 a.C. — 295 a.C.)

Vídeo – Alquimistas medievais

"Experiências Alquimistas" 1. Em um cadinho feito com cinzas de ossos calcinados colocava-se um pedaço de chumbo. 2. O cadinho era então aquecido ao ar e o chumbo se fundia e oxidava-se. No fundo do cadinho aparecia às vezes prata metálica.

"Experiências Alquimistas" - Para os alquimistas isto era prova de transmutação do chumbo em prata, mas na verdade trata-se do processo de copelação da prata, que aparece como um contaminante natural do chumbo. 3. Quando o chumbo foi aquecido, formou-se o óxido de chumbo, que é um pó muito fino e se parece com cinzas. 4. Quando se retira estas cinzas fica-se somente com a prata metálica.

A alquimia chinesa • A mística metalúrgica e a alquimia; • Taoísmo e os ferreiros; • Nos meios taoístas e neotaoístas que se difundiram as técnicas alquímicas.

A alquimia chinesa • Passou-se a ter uma nova forma de se divinizar: bastava alguém absorver o ouro potável ou o cinábrio para se tomar semelhante aos deuses.

A alquimia chinesa • O alquimista era, ao mesmo tempo, um artesão e um letrado; • Caçadores, oleiros, ferreiros, dançarinos, agricultores, místicos - viviam no centro de tradições que eram transmitidas oralmente, mediante iniciações e "segredos de ofício".

A alquimia chinesa • Taoísmo alcança o fervor da população chinesa; • “Superstições populares": técnicas dietéticas, gímnicas, coreográficas, respiratórias, práticas mágicas, xamânicas, espíritas etc.

A alquimia chinesa • Suas ideias sobre a longevidade e a imortalidade pertencem ao mundo das mitologias e dos folclores de âmbito quase universal; • Noções de "erva da imortalidade", de substâncias animais ou vegetais carregadas de "vitalidade”, e que trazem em si o elixir da juventude.

A alquimia chinesa Não se sabe a época determinada da origem da alquimia chinesa. 144 a.C.: nesse ano, um edito imperial ameaçava de execução pública todos aqueles que fossem surpreendidos em flagrante delito de falsificar ouro.

A alquimia chinesa Tsu Yen, um contemporâneo de Mêncio, considerado o "fundador" da alquimia chinesa.

A alquimia chinesa A alquimia chinesa constituiu-se como disciplina autônoma quando passou a utilizar: 1) os princípios cosmológicos tradicionais; 2) os mitos relacionados com o elixir da imortalidade e com os Santos Imortais; 3) as técnicas que procuravam alcançar ao mesmo tempo o prolongamento da vida, a beatitude e a espontaneidade espiritual.

Luan Tai apresenta-se diante do imperador Wu e garante-lhe que pode realizar esses três milagres, mas só conseguiria "materializar" os imortais. A alquimia chinesa

O mágico Li Chao-kiun recomenda ao imperador Wu Ti da dinastia Han: "Sacrificai ao forno e podereis provocar o aparecimento de seres (sobrenaturais); quando tiverdes feito aparecer os seres (sobrenaturais), o pó de cinábrio poderá ser transformado em ouro amarelo. A alquimia chinesa

Quando o ouro amarelo tiver sido produzido, podereis fazer com ele utensílios para beber e comer e então tereis uma longevidade prolongada. Quando a vossa longevidade for prolongada, podereis ver os bem-aventurados da ilha P'ong-lai, situada no meio dos mares. Quando os tiverdes visto e houverdes feito os sacrifícios, já não morrereis" A alquimia chinesa

- Outra personagem célebre, Liu Hsiang (79-8 a.C.) pretendia "fabricar ouro", mas não obteve sucesso. - Pao P'u-tzu, o mais famoso alquimista chinês, tenta explicar o fracasso de Liu Hsiang: ele não possuía a "verdadeira medicina" (a "Pedra Filosofal") não estava espiritualmente preparado (porque o alquimista devia jejuar durante cem dias, purificar- se com perfumes etc). A alquimia chinesa

• A pesquisa do ouro implicava também uma investigação de essência espiritual; • Tinha um caráter imperial: encontrava-se no "Centro" da Terra e tinha relações místicas com o chüe (sulfureto), o mercúrio amarelo e a Vida futura (as "fontes amarelas"). A alquimia chinesa

• A crença na metamorfose natural dos metais era comum na China. O alquimista nada mais faz do que acelerar o crescimento dos metais. A alquimia chinesa

• Ouro: pureza espiritual (metal puro); - Preservação dos corpos contra a corrupção. A alquimia chinesa

Alquimia Árabe • Foi no Egito que absorveram a erudição grega e os conhecimentos sobre alquimia; • Atingirem, no século VIII d.C., a Penísula Ibérica, transformava Córdova, no mais importante centro da civilização muçulmana na Europa;

• Espanha árabe, que se tornou conhecida como al-andalus, nasceram e viveram grandes médicos, geógrafos, astrônomos, matemáticos, artesãos e alquimistas de ascendência árabe; • Divulgaram a alquimia e a desenvolveram, inventando novos aparelhos químicos e imprimindo-lhes novos rumos; • Alquimia árabe aperfeiçoou as artes de destilação e de extração por gorduras, a fabricação de sabão, as ligas metálicas e a medicina farmacêutica. Alquimia Árabe

• Alquimistas que mais se destacaram: Jabir al-azdi e Muhammad al- razi; • Jabir sofreu influência de Aristóteles, tendo elaborado uma teoria sobre a origem e a constituição dos metais, baseada na presença de enxofre e mercúrio; • A existência de Jabir foi durante séculos, posta em dúvida por muitos historiadores da Química, mas a tendência moderna é admiti-la como incontestável; Alquimia Árabe

• Merece destaque a importância que este alquimista deu ao método experimental; • Ele quem nos diz: “o primeiro passo essencial na alquimia consiste em realizar trabalho prático e conduzir os experimentos”; • Al-razi (865-925 d.C), originário da Pérsia atual Irã, desenvolveu seus trabalhos de alquimia na mesma linha de preocupação com o rigor experimental; Alquimia Árabe

• Corpos: metais; • Espíritos: enxofre, arsênico, mercúrio e sal amoníaco; • Pedras: marcassita, magnésia, etc.; • Vitríolos: ácido sulfúrico, sulfato de sódio, etc.; • Bóraces: bórax, nátron ou soda, cinza vegetal; • Sais: sal comum, potassa, “sal de ovos”. Alquimia Árabe

• Al-biruni acumulou diversos conhecimentos: físico, astrônomo, matemático, botânico, geógrafo, geólogo, historiador. filósofo, linguísta e criador da farmacopeia; • É citado na historia da alquimia como um dos que não acreditavam na transmutação dos metais; (973-1048 d.C) Alquimia Árabe

• Na mesma época, viveu outro grande sábio, Abu Ibn Sina (980-1036 d.C), conhecido como Avicena destacando-se como médico, filósofo e teólogo; • Escreveu um tratado de alquimia e mineralogia onde afirma não ser possível admitir cientificamente a transmutação dos metais; • Essa opinião foi citada em trabalhos do século XIII e posteriores, mesmo pelos que acreditavam naquela possibilidade. Alquimia Árabe

Alquimia Cristã - A partir do século X a alquimia conseguiu chegar à Europa ocidental cristã, por meio dos muçulmanos; - Alquimistas eram alvos de gracejos já que os escritos alquímicos eram cheios de símbolos e era impossível saber se um autor compreendia o que ele escrevia.

Alquimia Cristã • Alquimia era uma ciência reconhecida mas controversa; • Em 1317, a prática foi proibida pelo Papa João XXII, sob a acusação de bruxaria; • Se entravam no laboratório do alquimista e cheiravam a enxofre, não havia dúvida de que “o demônio estava presente”.

Alquimia Cristã • Ainda que fosse arriscado, muitos deles continuaram com seus experimentos alquímicos em segredo; • Alquimia se transforma em tema secreto pois não se pode confiar a qualquer um saber que pode ser perigoso; (John Dee) • Início do século XVI, a era do Renascimento colocava fim ao antigo mundo medieval dominado pela igreja e iniciava-se uma era dourada para a alquimia, que saía à luz;

Alquimia Cristã • Alquimia virou a profissão mais popular e também a fraude mais habitual daquela época; • Um alquimista notável foi Paracelso, que se fez famoso e respeitado por manipular quimicamente metais que usava para tratar doenças;

Alquimia Cristã • Enquanto os árabes possuíam apenas ácidos fracos, soluções de sais corrosivos, os alquimistas europeus aprenderam a preparar e condensar ácidos fortes; • Primeiro o ácido nítrico (aqua fortis), depois o ácido clorídrico (espírito do sal) , em seguida o ácido sulfúrico (espírito de vitríolo), e até a água régia;

• Existem também artistas que encontram nas lendas e gravuras alquímicas sua fonte de inspiração para a criação de obras literárias, músicas, pinturas e, atualmente, filmes, desenhos animados, etc. • A química é alquimia de muitos anos atrás, só que mais rebuscada. Graças aos grandes alquimistas obtivemos as bases da química moderna.

• Alquimia chinesa. Disponível em: http://chinaimperial.blogspot.com.br/2008/04/alquimia-chinesa-por- mircea-eliade.html. Acesso em: 26 out 2012. • BURRESON, J.; LE COURTEUR, P. Os botões de Napoleão: as 17 moléculas que mudaram a história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2006

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