Hipertexto

50 %
50 %
Information about Hipertexto
Education

Published on November 12, 2008

Author: jmata

Source: authorstream.com

“Hipertexto” : “Hipertexto” Jorge Mata “(...) graças à sua dimensão reticular ou não linear, a multi-média interactiva favorece uma atitude exploratória ou mesmo lúdica, face ao material a assimilar. É portanto um instrumento bem adaptado a uma pedagogia activa. (...)” Ferramentas à dimensão do homem Definição de Hipertexto : Definição de Hipertexto “(...) hipertexto é um conjunto de nós conectados pelas ligações. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou partes de gráficos, sequências sonoras, documentos complexos que podem ser, eles próprios, hipertextos. Os itens de informação nãos estão ligados linearmente, (...). O hipertexto constitui portanto uma rede original de interfaces, criada a partir de características extraídas de vários media. Algumas particularidades do hipertexto (o seu aspecto dinâmico e multimédia) devem-se ao seu suporte de inscrição óptica ou magnética e ao seu ambiente de consulta de tipo «informático convivial» (...). Actualmente um sistema hipertexto define-se como um modelo de representação da informação que permite ao utilizador criar elos entre os componentes dum documento, que podem ser écrans, janelas, caixas de texto, etc, e que através das relações estabelecidas por esses elos possa navegar por toda a massa de informação disponível. O conjunto dos elos criam uma rede de conexões entre nós, o que permite aos utilizadores acederem a uma determinada informação através de caminhos diferentes. Essa informação ao ser cruzada com conceitos e capacidades pré-existentes, e que permitem o seu acesso, será então transformada em conhecimento. Hipertexto e Hipermédia : Hipertexto e Hipermédia “Funcionalmente, um hipertexto é um software destinado à organização de conhecimentos ou de dados, à aquisição de informação e à comunicação. (...) O que constitui a especificidade do hipertexto (...)? A velocidade (...). A quase instantaneidade da passagem de um nó para outro permite generalizar e utilizar em toda a sua extensão o princípio da não-lineariedade. (...) ” Hipermédia constitui uma extensão posterior que remete para novas possibilidades tecnológicas que passaram a ser passíveis de inclusão nesta forma de organizar a informação. As fontes de informação utilizadas podem ser de tipo estático, como o texto, imagens ou representações gráficas, ou dinâmicas, como os elementos sonoros, sequências vídeo ou animações. O conceito de hipermedia integra, em última análise o conceito de multimédia no hipertexto. Dois sonhos relativos à história -1 : Dois sonhos relativos à história -1 O sonho de VANNEVAR BUSH (anos 40): criar uma “espécie de engenharia de pontes e calçadas do país das publicações, cuja emissão seria organizar redes de comunicação no seio do corpus imenso e sempre crescente dos sons, das imagens e dos textos registados.” O sonho de THEODORE NELSON (inventor do termo “hipertexto” com o sentido de exprimir “a ideia de escrita/leitura não linear num sistema informático”): “uma imensa rede acessível em tempo real e contendo todos os tesouros literários e científicos do mundo, uma espécie de Biblioteca de Alexandria do universo contemporâneo. (...)” A ideia de algo com semelhanças com o actual hipertexto foi proposta pela primeira vez em 1945, por Vannevar Bush no visionário artigo As we may think, onde descrevia uma máquina, MEMEX, que seria capaz de armazenar diversas fontes de informação e permitir a sua pesquisa. “Considerem um futuro mecanismo para uso pessoal, que é uma espécie de ficheiro pessoal privado e uma arquivador. ... Um memex é um mecanismo no qual um indivíduo armazena os seus livros, gravações e comunicações, e que é mecanizado para que possa ser consultado com grande velocidade e flexibilidade. ...... a ideia básica é uma função em que qualquer item possa permitir seleccionar imediata e automaticamente um outro. Esta é a função essencial do memex. O processo de ligar dois itens entre eles é a coisa mais importante.” BUSH, Vannevar, As we may think, Atlantic Monthly, 176(1), 101-108. 1945. História do Hipertexto - 1 : História do Hipertexto - 1 Os manuscritos e os incunábulos revelam o sentido de uma utilização linear da informação. Uma nova relação com os textos surge com a noção de interface que podemos remeter para o momento em que a imprensa nasce. Noções utilitárias como a de “página de título, cabeçalhos de capítulos, numeração (...), índice, notas, remissões” apontam o caminho para essa nova utilização do artefacto que é a produção humana de, por exemplo, um livro portátil ou de um jornal. (...) O nascimento da própria imprensa deve-se a factores anteriores como “a organização do livro em códice (...)”, o que revela a característica ou características de uma interface. Mais tarde “o livro tornou-se manejável, quotidiano, móbil e disponível para a apropriação pessoal (...) ele só se tornou um medium de massas quando as variáveis de inter-face «tamanho» e «massa» atingiram um valor suficientemente fraco. (...) O jornal e a revista “descendentes da imprensa, tal como a biblioteca moderna, são particularmente bem adaptados a uma atitude flutuante ou de interesse potencial pela informação. (...) O jornal é um open field, já quase perfeitamente desdobrado. (...) A manipulação tem então que substituir o folhear. (...) ” História do Hipertexto - 2 : História do Hipertexto - 2 O hipertexto é dinâmico, está em perpétuo movimento. (...) Dobra-se e desdobra-se à vontade, muda de forma, multiplica-se, surge recortado desta ou daquela maneira. (...) No interface da escrita, que se estabilizou no século XV e que foi lentamente aperfeiçoado, a página é a unidade de dobragem elementar do texto. (...) O hipertexto informatizado, pelo contrário, permite todas as dobragens imagináveis (...). O formato uniforme de página, a dobragem parasita do papel, a encadernação independente da estrutura lógica do texto não tem razão de existir.” Representação da informação : Representação da informação A aplicação do modelo da mente humana aos computadores foi uma preocupação que desde cedo acompanhou os investigadores, que procuravam formalizar a sua estrutura no design do sistema. Actualmente os sistemas hipertexto/hipermedia tendem a enquadrar-se na abordagem construtivista do conhecimento, que define a construção do conhecimento como um processo de interacção com a informação, e de construção individual das representações, a partir da relação dessa informação com os nossos conhecimentos prévios. Os sistemas hipertexto/hipermedia constituirão assim uma metáfora do funcionamento do nosso pensamento e memória, ao procurarem reproduzir as inter-relações que mentalmente estamos constantemente a estabelecer, e que determinam a construção do nosso conhecimento pessoal. Tal como no nosso pensamento, as redes de conexões dos sistemas hipertexto/hipermedia permitem ao utilizador a liberdade de construir o seu próprio esquema de navegação, criando padrões flexíveis de representação, intimamente ligados às estratégias de resolução da tarefa e ao contexto da acção. Este modelo de representação da informação em rede permite ainda estabelecer uma pluralidade de conexões, que dão ao utilizador a capacidade de combinar os seus elementos e reordenar a importância destes em contextos vários, pois cada nó da rede pode possuir vários significados. Algumas dificuldades, problemas e limitações : Algumas dificuldades, problemas e limitações As dificuldades tecnológicas, de custo e de incremento em termos de recursos humanos já tinham sido sentidas no tempo dos primeiros pioneiros como é o caso de T. Nelson. Nos anos 90 “não dispomos (...) de hipertextos universais, mas de sistemas de imensão modesta em domínios bem definidos, como a edição de obras de carácter enciclopédico em Cd-Rom (o disco compacto digital), a formação e diversas aplicações informáticas de apoio ao trabalho colectivo. Exemplos do “motor” e do “programa Cícero”. Foss caracterizou ainda dois outros fenómenos de desorientação por parte do utilizador, o problema da digressão associativa, e o problema do museu de arte. No primeiro caso, o utilizador ao pretender seguir as cadeias de pensamento existentes acaba por perder o seu objectivo original. No segundo, o utilizador passa muito tempo a pesquisar imagens e torna-se incapaz de distinguir diferenças entre os elementos individuais, e de abstrair depois características mais gerais a partir das particulares. Problemas relacionados - 1. : Problemas relacionados - 1. Os princípios da “interacção convivial” expressam-se, após 80, do seguinte modo: Representação figurada (facilidade sensitiva); Uso de rato (intuitividade); Existência de menus; Ecran de maior resolução. Estes elementos foram fundamentais para a propagação do hipertexto em termos criativos e de divulgação. No entanto “é muito mais fácil perdermo-nos num hipertexto do que numa enciclopédia. A orientação espacial e sensório-motora, que actua quando temos um volume nas mãos deixa de agir perante um ecrã (...)” A personalização, a facilitação e a intuitividade da utilização e compreensão : A personalização, a facilitação e a intuitividade da utilização e compreensão O utilizador tem a noção de sua própria procura, do seu próprio percurso de investigação ou das suas escolhas: ele consulta e modifica a estrutura, tem a sensação de “estar a percorrer a sua sub-rede privada (mais) do que uma grande rede geral”. Além disso “os sistemas cognitivos podem (...) transferir para o computador a tarefa de construir e actualizar representações que eles teriam que elaborar com os fracos recursos da sua memória de trabalho ou com os recursos rudimentares estáticos do papel e do lápis. (...) Devido à natureza da memória humana, nós compreendemos e retemos melhor aquilo que está organizado segundo relações espaciais. (...) Os hipertextos podem propor vias de acesso e instrumentos de orientação, num domínio do conhecimento, sob forma de diagramas, redes ou mapas conceptuais manipuláveis e dinâmicos E no ensino? : E no ensino? Se bem que as estruturas complexas das aplicações hipertexto/hipermedia possuam paralelismos notórios com a forma de estruturar o pensamento, eles já não se fazem sentir da mesma maneira em relação aos métodos tradicionais de ensino, onde a transmissão de conteúdos é geralmente linear, contínua, em que os conteúdos se sucedem numa ordenação pretensamente lógica. É evidente pois a necessidade de nos readaptarmos a processos de produção de conhecimento mais de acordo com a natureza do nosso intelecto, dos quais fomos sendo progressivamente afastados por uma estruturação das aprendizagens assente em formulações desajustadas. Na escola as aplicações hipertexto/hipermédia poderão constituir um recurso útil e multifacetado que estimule o desenvolvimento cognitivo no sentido correcto e que problematize as aprendizagens. A introdução dos sistemas hipertexto/hipermédia nas escolas deveria, no entanto, ser iniciada, não pela construção de aplicações específicas, mas sim pela elaboração de produtos genéricos que permitissem gerar um meta-conhecimento sobre os sistemas e as suas virtualidades, pois a alteração de esquemas mentais profundamente enraizados que a utilização de sistemas hipertexto/hipermedia pressupõe poderá deparar-se com resistências geradas precisamente pelo choque. Referências bibliográficas : Referências bibliográficas BUSH, Vannevar, As we may think, Atlantic Monthly, 176(1), 101-108. 1945. CONKLIN, J. (1987) "Hypertext: An introduction and survey". IEEE Computer, 20 (9), 17-40. FOSS, C.L. (1989) Detecting lost users: empirical studies on browsing hypertext. INRIA, Sophia-Antipolis, technical report nº 972. MIRANDA, G. L. (2003) Teorias da Aprendizagem, Manual de Apoio à Disciplina de Psicologia da Aprendizagem, Unidade 2 – Seccão 2.

Add a comment

Related presentations

Related pages

Hipertexto - Wikipedia, la enciclopedia libre

El hipertexto es una herramienta con estructura secuencial que permite crear, agregar, enlazar y compartir información de diversas fuentes por medio de ...
Read more

www.hipertexto.com.co

www.hipertexto.com.co
Read more

Eduteka - Hipertexto: Qué es y cómo utilizarlo para ...

HIPERTEXTO: QUÉ ES Y CÓMO UTILIZARLO PARA ESCRIBIR EN MEDIOS ELECTRÓNICOS. Los textos digitales que incorporan hipertexto requieren ...
Read more

Hipertexto – Wikipédia, a enciclopédia livre

Hipertexto é o termo que remete a um texto ao qual se agregam outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons ...
Read more

HIPERTEXTO, HIPERMIDIA: Amazon.de: Pollyana Ferrari: Bücher

Pollyana Ferrari - HIPERTEXTO, HIPERMIDIA jetzt kaufen. Kundrezensionen und 0.0 Sterne. …
Read more

Hipertexto Online Journal - UTPA Home

Presentación. Hipertexto (ISSN 1553-3018) es una revista electrónica semestral que publica artículos y notas acerca de las lenguas, las literaturas y ...
Read more

Hipertexto - significado de hipertexto diccionario

hipertexto s. m. Sistema informático de organización y presentación de datos que se basa en la vinculación de fragmentos textuales o gráficos a otros ...
Read more

QUE ES EL HIPERTEXTO? - YouTube

QUE ES EL HIPERTEXTO? MD°mediadesign. Subscribe Subscribed Unsubscribe 737 737. ... 70 Realizar un hipertexto con word 2007 - Duration: 10:23.
Read more

Tesis: Hipertexto el nuevo concepto de documento en la ...

Título: Hipertexto, el nuevo concepto de documento en la cultura de la imagen. Autora: María Jesús Lamarca Lapuente (currículo personal)
Read more

hipertexto23 - YouTube

HIPERTEXTO 23 todos los viernes 00hs por CN23 Conduccion Juan Pablo Bertaza
Read more