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Geografia Humana - 6. DAMIANI, Amélia. População e Geografia. Resumo do livro

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Published on February 20, 2014

Author: jamaralgeo

Source: slideshare.net

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Leitura 6 DAMIANI, Amélia. População e Geografia. Resumo do livro O texto é constituído pelas ideias de superpopulação e modos de subsistência da população, decorrentes, das atividades humanas. As teorias ou reflexões, como as de Malthus e os neomalthusianos e, as de Marx fazem parte significativamente no modo de produção existentes na atualidade. No fim do século XIX, ocorreram transformações que mudariam o ritmo de produção mundial, o desenvolvimento de grandes maquinarios e a mecanização que, substituíra a manufatura. Esse sistema revolucionou a vida de milhares de trabalhadores, expulsando-os de seus empregos, ou substituindo em muitas vezes a mão-de-obra adulta pelo trabalho de crianças e de mulheres. Essa situação acarretou no Ludismo, que é um movimento contrário à mecanização do trabalho, trazida pela revolução industrial. Segundo Malthus, a causa verdadeira da miséria humana não era a sociedade dividida entre proprietários e trabalhadores, entre ricos e pobres. A miséria, na verdade, seria um obstáculo positivo que, atuou ao longo de toda a historia humana, para reequilibrar a desproporção natural entre a multiplicação dos homens, ou seja, o crescimento populacional e, a produção dos meios de subsistência. Em outras palavras, o crescimento natural da população, que é determinado pela paixão entre os sexos, excede a capacidade da terra de produzir alimentos para o homem. A miséria para Malthus, é, portanto, necessária, ficando o pobre com a parte menos favorecida, ou, a pior parte. A paixão entre os sexos, faria com que a população dobraria de 25 em 25 anos. Malthus não só esta vivo através do pensamento neomalthusiano do século XX, como orientou a construção demográfica, ao conferir importância sócioeconômica aos problemas populacionais. Baseando-se na autonomia conferida à população por pensadores como Malthus, a demografia formal chega a superestimar essa tendência, constituindo técnicas para pesquisar as formas de movimento da população, como: nas analises de natalidade, de mortalidade, quanto à constituição do crescimento vegetativo, entre outros. Para Marx, o pobre não é somente aquele privado de recursos, mas aquele incapaz de se apropriar dos meios de subsistência, por meio do trabalho. Isto ocorre, porque, no capitalismo a finalidade da produção é o lucro, ou melhor, a produção do capital e não a satisfação das necessidades da produção. A superpopulação é relativa e não esta ligada diretamente ao crescimento absoluto da população, mas, aos de termos históricos do processo da população social, de como se desenvolve e reproduz o capital. Portanto, nem os trabalhadores já empregados, nem os trabalhadores adicionais, que, periodicamente, se incorporam ao mercado, são necessariamente reabsorvidos. Constitui-se, assim, uma massa de trabalhadores disponível, ou se criam excedentes populacionais úteis, que constituem uma reserva de trabalhadores inativos, passiveis

de serem usados a qualquer momento, dependendo das necessidades de valorização ou expansão do capital. A mecanização, expulsa o trabalhador adulto de certas etapas produtivas e, o substitui pelo trabalho infantil, ou feminino. Essa questão, para Marx, implicaria no rápido rendimento das gerações trabalhadoras, com casamentos precoces, por exemplo. A divisão do trabalho, fixa o trabalhador, engessando-o em um certo tipo de atividade, isto é, dificultando o enfrentamento de novos tipos de trabalho. Em outras palavras, a miséria é a causa da superpopulação. O malthusianismo e o neomalthusiano, para não seguirem a risca as teorias de Malthus, atualizam-se sempre, em relação aos novos problemas sociais e econômicos históricos, a partir da comparação entre, a quantidade de população e as possibilidades de abastecimento, vitais, para a manutenção de um dado território. É possível compreender, os argumentos semelhantes, usados em situações opostas, para justificar a intervenção fascista do mundo. Os italianos, por exemplo, legitimaram sua agressão na segunda guerra pela, necessidade de espaço vital, decorrente da alta natalidade e, formação de uma superpopulação em seu território. Contrariamente, entre os alemães, a luta pela ampliação do espaço vital era justificada como a luta contra a extinção da população que, registrava uma baixa natalidade. O malthusianismo não explicaria a produção simultânea e, contraditória da riqueza e da miséria, da superprodução de alimentos e da fome. O malthusianismo e neomalthusiano são uma ideologia que, se traduz em estratégias políticas reais e relativamente eficazes. O crescimento populacional, especialmente a partir da década de 50, nos países de terceiro mundo, no entender da teoria neomalthusiano, determinaria a existência de uma população excedente às possibilidades do desenvolvimento econômico desses países. Apesar de muitos considerarem que os programas de desenvolvimento dos países de terceiro mundo teriam um efeito redutor sobre a natalidade, admitindo-se a, real necessidade de políticas de controle da natalidade. Ainda hoje, empréstimos internacionais aos países do terceiro mundo, feitos pelo FMI, têm como exigência, o controle de natalidade para serem liberados. O modelo de família que, é veiculado pelos meios de comunicação são os de famílias nucleares, que, possuem um ou dois filhos. A Conferência de População de Bucareste, em 1974, foi reveladora quanto à questão da complexidade da superpopulação. Alguns países pobres apresentaram o argumento que a pobreza erradicada, o desenvolvimento, é o melhor anticoncepcional. Entrou, também, na pauta das discussões, o superconsumo. Elementos da dinâmica populacional A dinâmica populacional contém como componentes, a natalidade, a mortalidade e a migração. Os procedimentos metodológicos da dinâmica populacional variam. Exemplo disso é associação entre o aumento de escolaridade e a diminuição de filhos da família. Mortalidade O índice de mortalidade geral equivale à relação entre o numero de óbitos em determinado ano e a população total desse ano; multiplica-se o resultado por mil, para evitar excessos decimais.

Dados referentes a 1998 definem taxas de mortalidade geral da ordem de 10 por 1000 para todo o mundo. Contudo, se examinarmos país por país, mesmo sem remetermos a variações regionais, locais, sociais, obteremos taxas de mortalidade que vão desde, 24 por 1000 na Etiópia e, até 6 por 1000 na Albânia. Essa taxa é calculada multiplicando-se por mil o número de crianças com menos de um ano, que morrem em determinado ano, e divido pelo número de crianças nascidas vivas nesse mesmo ano. Natalidade e fecundidade O índice de natalidade equivale ao número de nascimentos num dado ano, multiplicado por mil e divido pela população total no ano e local. A fecundidade, por sua vez, relaciona o número de crianças com menos de cinco anos de idade ao número de mulheres em idade reprodutiva. A fecundidade, em princípio, sofreria a variação da idade de casamento, que, por sua vez, sofre a influência de fatores culturais (religiosos), econômicos e políticos. Quanto à taxa de fecundidade da população brasileira, o que se observa é, uma queda acentuada: de 5,5 em 1940 para 2,78 em 1980. No mundo, essa taxa equivale a 1,7%, sendo 0,5% a dos países desenvolvidos. Migração A discussão da migração tem um caráter estratégico no desvendamento da relação entre a dinâmica populacional e processo de acumulação de capital, para além da concepção de crescimento natural. Mais de cinqüenta milhões de europeus foram pra o estrangeiro. O maior volume dirigiu-se para a América do Norte. Com relação aos países da América Latina, foi significativa a migração para a Argentina e o Brasil. Pierre George fala de migração não só como deslocação humana, mas como irradiação geográfica de um dado sistema econômico e de uma dada estrutura social. Com o colapso do regime de trabalho escravo no Brasil, deu-se, em meados do século XIX, a progressiva substituição do cativeiro para o trabalho livre. Tanto as migrações internacionais, como as migrações internas - rural-urbana e ruralrural - comprovam o processo de expropriação e de exploração, que marcaram o desenvolvimento do capitalismo em países como o Brasil. Se no discurso sobre o desenvolvimento, a migração era um elemento secundário de análise, a partir dos anos 60, houve uma inversão: o crescimento natural aparece como subordinado da análise da migração. Dessa forma, abrem perspectivas de análise dos dramas humanos, nascidos das contradições e constrangimentos recentes de nossa sociedade, e das relações e valores, que, de maneira deteriorada ou não, são preservados, definindo os termos da reprodução e da vida. Fatores de distribuição da população A terra (solo), onde a humanidade vive, não seria explicada apenas por fatores naturais, mas também históricos. A desigualdade na ocupação dos continentes. Até meados do século XX, por volta de 2/3 dos habitantes, estariam concentrados em 1/7 da superfície do globo. Apesar da variação dos dados a respeito desta desigualdade, era unânime sua concentração na Europa, China e índia.

A Importância da Demografia na Análise Geográfica da População A demografia auxilia na determinação da balança dos nascimentos e dos óbitos ou, em outras palavras, no movimento natural da população. O volume da população em idade “dependente”, anuncia a emergência de investimentos demográficos: escolas, hospitais entre outros. Estes, são causadores de prejuízos em investimentos produtivos, reproduzindo ritmos lentos de crescimento econômico. Portanto, a pressão demográfica pode reproduzir estágios de subdesenvolvimento. O esquema clássico utilizado é o da divisão da população ativa em três setores: setor primário - população agrícola, pescadores, mineiros,etc.; setor secundário - população trabalhadora na industria, que transforma os produtos brutos; e setor terciário população voltada aos serviços. Superpopulação A noção de superpopulação surge como, “formas do sistema econômico-social capitalista”. Se, nos países industrializados registrou-se um acréscimo do nível de vida médio (classe média), é preciso considerar que as necessidades cresceram mais que a distribuição - inclusive, sugerindo deslocações geográficas de população. Em última análise, a superpopulação nos países subdesenvolvidos acaba aparecendo como uma negativa geográfica entre os responsáveis pelos maiores crescimentos e a distribuição dos meios e fontes de produção. Um grande encômodo(medo) do mundo capitalista quanto ao crescimento demográfico dos países subdesenvolvidos parece ter se atenuado, pelo menos no nível dos discursos ao bloco desses países. O Crescimento Demográfico e a Homogeneização Hoje, o crescimento demográfico se destaca como uma das razões, entre tantas outras, para a manutenção do esquema de homogeneidade, baseados nas regras da industria, da organização e do crescimento, em vez de ressaltar os diferentes problemas para cada país, povos ou culturas. O crescimento demográfico, entre outras razões, tornaria mais "natural" a lógica da quantidade, na perda da qualidade. Técnicas para dar conta das quantidades não falam: teoria da informação, da cibernética, etc. Técnicas aprimoradas permitem calcular quantas escolas, postos de saúde, casas, etc, são necessárias no corpo de uma vida social reduzida. A pressão demográfica favorece a deterioração da vida urbana nas grandes cidades, que explodem em centros congestionados, em grandes condomínios periféricos e luxuosos, em periferias empobrecidas e desurbanizadas.

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