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Gagueira, genética e lisossomos

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Information about Gagueira, genética e lisossomos

Published on December 12, 2013

Author: stutteringmedia

Source: slideshare.net

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Não é emocional. Discretas mutações em genes que regulam um processo celular básico estão por trás de mais de 3 milhões de casos de gagueira em todo o mundo. Com a identificação dos primeiros genes associados à gagueira, os cientistas estão tendo a possibilidade inédita de compreender os fundamentos bioquímicos do distúrbio e de descobrir grupos de neurônios especialmente sensíveis ao defeito metabólico causado pelas alterações genéticas. Saiba mais: http://gagueira.wordpress.com
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NEWS FEATURE 1 NEUROBIOLOGIA DA FALA A partir da identificação dos primeiros genes associados à gagueira, os cientistas estão tendo a possibilidade inédita de compreender os fundamentos bioquímicos do distúrbio e de descobrir grupos de neurônios especialmente sensíveis ao defeito metabólico causado pelas mutações. Identificar estes neurônios e detalhar sua função é agora o próximo passo da pesquisa, que pode fornecer novos insights sobre a gagueira e também sobre a produção de fala no cérebro. “Nenhum respeito” Não é emocional Discretas mutações em genes que regulam um processo celular básico estão por trás de mais de 3 milhões de casos de gagueira em todo o mundo Por Cassandra Willyard, Janet Fang, Julia Strait, Nathan Seppa e Robin Latham uitas vezes tratada com desdém e vista como um mero problema de fundo emocional, a gagueira na verdade pode ser resultado de mutações genéticas afetando genes envolvidos em um processo metabólico fundamental da célula, mostrou um estudo realizado por cientistas do Instituto Nacional de Distúrbios da Comunicação dos EUA, órgão vinculado ao NIH (National Institute of Health). A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a gagueira, ou tartamudez, como um distúrbio da fluência da fala em que a pessoa sabe exatamente o que quer dizer, mas sofre repetições e prolongamentos involuntários de sons, além de bloqueios frequentes no fluxo normal da fala. Trata-se de um distúrbio relativamente comum – sua prevalência estimada na população adulta é de cerca de M 1%, o que representa um total de aproximadamente dois milhões de pessoas no Brasil, três milhões nos EUA e 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Estudos com gêmeos e crianças adotadas mostraram que existem subtipos do distúrbio altamente hereditários, e este novo estudo do NIH encontrou 10 mutações diferentes que podem estar envolvidas na origem de muitos casos. Essas mutações estão localizadas em genes responsáveis por fazer o direcionamento de enzimas para o interior dos lisossomos, organelas que atuam na digestão e na reciclagem de componentes desgastados das células do corpo. Os cientistas supõem que existam células no cérebro, exclusivamente dedicadas à produção de fala, que são especialmente sensíveis ao defeito metabólico causado pelas mutações. Apesar de fornecer uma janela única para a compreensão detalhada de uma das funções mais complexas realizadas pelo cérebro humano, a gagueira tem sido por muito tempo um assunto cientificamente menosprezado. “Infelizmente, como distúrbio, a gagueira não tem nenhum respeito”, diz Dennis Drayna, pesquisador chefe do estudo e geneticista do Instituto Nacional de Distúrbios de Comunicação, em Bethesda, Maryland (EUA). “Acho que o resultado da nossa pesquisa deve mudar isso e finalmente convencer os céticos de que a gagueira é de fato um transtorno biológico.” O estudo, publicado no The New England Journal of Medicine1, a mais prestigiada revista médica do mundo, baseou-se em um trabalho anterior, de 20052, no qual Drayna identificou no cromossomo 12 uma região de interesse que parecia abrigar um gene relacionado ao fenótipo da gagueira. No novo estudo, que analisou cerca de 400 pessoas com gagueira, ele e seus parceiros de pesquisa escrutinaram a região de interesse e identificaram mutações específicas em um gene no braço longo do cromossomo 12 (GNPTAB) que ocorriam em pessoas com gagueira – mas não em pessoas fluentes do grupo controle. A partir desta primeira descoberta, foi possível encontrar mais mutações em outros dois genes relacionados ao primeiro (GNPTG e NAGPA), localizados no braço curto do cromossomo 16, e que integram a mesma via metabólica do GNPTAB. Nem todas as pessoas com gagueira podem atribuir a origem do distúrbio a essas mutações, dizem os pesquisadores. Embora estudos com gêmeos demonstrem que a contribuição genética na origem da gagueira seja tão grande quanto 80%9, as dez mutações encontradas até agora explicam apenas 5% dos casos, o que claramente sugere a existência de outros subtipos genéticos3. “As mu- Como distúrbio, a gagueira não tem nenhum respeito. Nossa pesquisa deve mudar isso e finalmente convencer os céticos de que ela é de fato um transtorno biológico. — Dennis Drayna, geneticista, Ph.D., pesquisador do NIH

NEWS FEATURE 2 Representação esquemática da via metabólica afetada pelas primeiras mutações genéticas associadas à gagueira. O erro ocasionado pelas mutações compromete levemente a eficiência do processo de marcação e transporte de enzimas para o interior dos lisossomos. Na primeira etapa desse processo, a enzima GNPT (GlcNAc-fosfatotransferase), cujas subunidades alfa, beta e gama são codificadas pela dupla de genes GNPTAB e GNPTG, catalisa a ligação covalente entre o resíduo GlcNAc-1-fosfato remanescente de sua cauda UDP-GlcNAc e o resíduo terminal de manose (em azul) ligado à enzima que está sendo processada (em laranja) para ser encaminhada ao lisossomo. Na segunda etapa do processo, a enzima NAGPA (N-acetilglicosamina-1-fosfodiéster alfa-N acetilglicosaminidase), também conhecida como enzima de “descobertura”, remove o grupo GlcNAc, expondo o sinalizador manose-6-fosfato (M6P), que atua como uma espécie de etiqueta de transporte para a enzima. Enzimas com este marcador são, então, encaminhadas através do aparelho de Golgi para o interior do lisossomo. Pequenas alterações nas proteínas que atuam nessa via metabólica reduzem a quantidade de enzimas transportadas para dentro do lisossomo e, consequentemente, diminuem a capacidade da célula em digerir componentes desgastados de sua estrutura que precisam ser degradados pelas enzimas lisossômicas para posterior reciclagem. A forma como perdas discretas de eficiência nessa via metabólica provocam alterações muito sutis na estrutura do cérebro, tornando uma pessoa vulnerável a desenvolver gagueira persistente, está sendo agora objeto de estudo dos pesquisadores1, 5, 6, 7. Esta descoberta inicial revelou uma face totalmente desconhecida da gagueira. Uma falha metabólica hereditária nunca tinha sido proposta antes como causa do distúrbio. — Dennis Drayna, geneticista, Ph.D., pesquisador do NIH tações que descobrimos são responsáveis por apenas uma fração modesta de casos”, diz Drayna, “mas dentro do universo de 70 milhões de pessoas com gagueira em todo o mundo, isso já é muita gente”. “Dada a total falta de conhecimento que tínhamos sobre as causas subjacentes à gagueira até pouco tempo atrás, nosso objetivo inicial era identificar pelo menos uma causa precisa do distúrbio”, diz Drayna. “Agora, já identificamos três diferentes genes envolvidos, e esta descoberta inicial revelou uma face totalmente desconhecida da gagueira. Uma falha metabólica hereditária nunca tinha sido proposta anteriormente como causa do distúrbio. Agora temos um grande número de novos caminhos de pesquisa abertos para explorar”, afirma o pesquisador. Muitos especialistas concordam que o trabalho é um passo importante para o entendimento da contribuição genética em um distúrbio ainda tão pouco estudado e tão pouco conhecido. “Quanto mais identificarmos genes específicos relacionados ao distúrbio e o que eles codificam, melhores condições teremos de entender por que a gagueira tem sido um mistério por tanto tempo”, diz Nan Ratner, especialista em distúrbios da fala e professora de fonoaudiologia na Universidade de Maryland. Problemas de reciclagem Os três genes associados à gagueira (GNPTAB, GNPTG e NAGPA) dividem uma tarefa comum na célula: as enzimas codificadas por eles ajudam a direcionar outras enzimas (hidrolases) que vão atuar no interior de organelas intracelulares chamadas lisossomos, cuja função é continuamente digerir partes desgastadas da célula e enviá-las para reciclagem. Qualquer uma das 10 mutações identificadas pela equipe Drayna pode interferir com esse processo, enviando as enzimas lisossômicas para um local diferente do desejado e deixando o lisossomo impossibilitado de degradar adequadamente o lixo celular5. Se o processo de reciclagem nos lisossomos sofrer um colapso em grande escala, o resultado pode ser fatal: uma cascata de apoptose celular, dano tecidual, falência de órgãos e morte. Nas mucolipidoses, doenças também causadas por mutações nos genes GNPTAB e GNPTG, é assim. Poucos portadores conseguem chegar à idade adulta. No entanto, nenhuma das pessoas com gagueira que testaram positivo para as mutações apresentou sinais de qualquer doença letal. Segundo os pesquisadores, isso se deve a duas razões principais: primeiro, porque as mucolipidoses são doenças recessivas e são necessárias duas cópias do mesmo gene mutante para haver a manifestação da condição (nas pessoas com gagueira, só havia uma cópia mu- Quem imaginou que algum dia chegaríamos a fazer a enzimologia da fala? A possibilidade de estudar bioquimicamente a fala humana é muito surpreendente. — Dennis Drayna, geneticista, Ph.D., pesquisador do NIH

NEWS FEATURE 3 tante desses genes); segundo, e mais importante: as mutações identificadas na gagueira são do tipo missense, o tipo mais sutil, e não mutações de deleção ou translocação como as que são observadas nas mucolipidoses e que têm um efeito mais grave sobre a função da proteína. Nenhuma das mutações missense observadas nos genes GNPTAB e GNPTG em pessoas com gagueira são encontradas em pessoas com mucolipidose. cromossomo 12 braço curto (p) braço longo (q) gene GNPTAB (12q23.2) Enzimologia da fala (também implicado nas mucolipidoses tipo II e III) Os pesquisadores ainda não entendem por que essas mutações missense levariam à gagueira, mas Drayna intui que há neurônios específicos envolvidos no processamento da fala no cérebro que são especialmente vulneráveis a essas anormalidades. A identificação desses neurônios passa pela determinação das regiões do cérebro que apresentam maior expressão gênica e, portanto, maior dependência das enzimas codificadas pela tríade GNPTAB, GNPTG e NAGPA. “Quem imaginou que algum dia chegaríamos a fazer a enzimologia da fala?”, pergunta Drayna. “A possibilidade de estudar bioquimicamente a fala humana é muito surpreendente.” “Uma característica notável deste estudo é a natureza da via biológica implicada – um processo bioquímico até então muito pouco provável para explicar a gagueira”, diz o neurocientista Simon Fisher, do Wellcome Trust Centre para Genética Humana da Universidade de Oxford, Inglaterra, autor do editorial que acompanhou a publicação da descoberta no The New England Journal of Medicine8. “As mutações descobertas podem reduzir apenas parcialmente a atividade das enzimas”, ele resume. “Mais pesquisas sobre a atividade bioquímica dessas enzimas defeituosas podem esclarecer o quadro e, finalmente, explicar por que as mutações parecem afetar de forma tão seletiva apenas os circuitos neurais relacionados à fluência da fala”, diz ele. Syuichi Ooki, médico da Universidade Ishikawa, no Japão, não ficou surpreso com o fato de que as mutações associadas à gagueira estejam em genes envolvidos em um processo tão fundamental do metabolismo celular. “Genes mutantes podem induzir mudanças biológicas em muitos outros processos hierarquicamente dependentes, produzindo um efeito cascata”, diz Ooki. “Portanto, a mutação de genes envolvidos em um processo metabólico básico pode inesperadamente afetar aspectos muito específicos do comportamento humano.” cromossomo 16 braço curto (p) braço longo (q) gene NAGPA (16p13.3) (a gagueira é o único efeito conhecido em humanos) gene GNPTG (16p13.3) (também implicado na mucolipidose tipo III) Dois cromossomos abrigam os três primeiros genes associados à gagueira. A primeira mutação associada à gagueira foi encontrada no gene GNPTAB*, situado no locus 12q23.2 do cromossomo 12. Esse gene é um velho conhecido dos geneticistas, por seu papel na origem das mucolipidoses II e III – doenças metabólicas letais da primeira infância. Inicialmente, os pesquisadores duvidaram da associação e acreditaram não ser plausível que um gene para uma doença metabólica letal pudesse ter alguma coisa a ver com a gagueira, até se depararem com algo intrigante: crianças com formas moderadas de mucolipidose, que conseguiam sobreviver à primeira infância, tinham alterações graves no desenvolvimento da fala. Como os pesquisadores sabiam que o GNPTAB trabalha em conjunto com outros dois genes – GNPTG e NAGPA (ambos localizados no cromossomo 16) – eles os sequenciaram e encontraram mais mutações presentes em pessoas com gagueira e em suas famílias, mas não em pessoas do grupo controle. Mutações no GNPTG também já haviam sido associadas anteriormente à mucolipidose tipo III, mas mutações no NAGPA nunca tinham sido relacionadas a qualquer desordem humana. Seu único efeito conhecido até agora é a gagueira1, 5, 6, 7. *Um refinamento posterior mostrou que esta é uma mutação fundadora. Ela surgiu há 572 gerações, aparecendo pela 1a vez por volta de 14.300 anos atrás em um antepassado comum a todos aqueles que hoje a possuem.4 Legitimando a gagueira O resultado do estudo sugere que a terapia de reposição enzimática pode algum dia ser usada no tratamento da gagueira. Enzimas não mutacionadas, produzidas em laboratório, poderiam ser injetadas na corrente sanguínea de uma pessoa com gagueira, de modo que as células afetadas de seu tecido cerebral pudessem capturá-las e utilizá-las normalmente, substituindo assim as enzimas defeituosas. Drayna espera que sua pesquisa não só transforme a gagueira em um assunto de interesse médico e científico – trazendo-a para a área da biomedicina clínica –, mas que também ajude a legitimar definitivamente o distúrbio. “Muitas pessoas que têm gagueira dizem que esse distúrbio teve um impacto enorme em suas vidas e levou-as inclusive a desistir de suas carreiras”, diz ele. Dada a importância da comunicação no dia a dia, não é difícil imaginar o quanto a gagueira pode prejudicar o nível de realização do indivíduo em vários aspectos da vida, sobretudo na idade adulta. Ainda que nem todas as crianças com gagueira transformem-se em adultos gagos, para cerca de 20% delas o distúrbio é permanente. Com a identificação de genes específicos implicados na origem da gagueira, espera-se que os cientistas possam finalmente compreender de que forma o cérebro é afetado e como essas alterações produzem a forma persistente do distúrbio. “Agora, estamos aptos a rastrear o distúrbio no nível dos neurônios individuais e descobrir exatamente que partes do cérebro são mais sensíveis a essas mutações”, conclui Drayna. Uma característica notável deste estudo é a natureza da via biológica implicada – um processo bioquímico até então muito pouco provável para explicar a gagueira. — Simon Fisher, neurocientista, diretor do Instituto Max Planck de Psicolinguística

NEWS FEATURE 4 REFERÊNCIAS CITADAS 1. Kang, C.; Drayna, D. et al. Mutations in the lysosomal enzyme-targeting pathway and persistent stuttering. The New England Journal of Medicine, Feb 25, 362(8), 677-85, 2010. 2. Riaz, N. et al. Genomewide significant linkage to stuttering on chromosome 12. American Journal of Human Genetics, 76, 647-651, 2005. 3. Raza, M. H.; Riazuddin, S.; Drayna, D. Identification of an autosomal recessive stuttering locus on chromosome 3q13.2– 3q13.33. Human Genetics, Vol. 128, Number 4, Pages 461-463, 2010. 4. Fedyna A.; Drayna D.; Kang C. Characterization of a mutation commonly associated with persistent stuttering: evidence for a founder mutation. J Hum Genet. Jan;56(1):80-2, 2011. 5. Lee WS, Kang C, Drayna D, Kornfeld S. Analysis of mannose 6-phosphate uncovering enzyme mutations associated with persistent stuttering. Journal of Biological Chemistry. Nov. 18, 2011. 6. Drayna, D. e Kang, C. Genetic approaches to understanding the causes of stuttering. Journal of Biological Chemistry. Nov. 18, 2011. 7. Drayna, D. e Kang, C. A role for inherited metabolic deficits in persistent developmental stuttering. Mol Genet Metab. Jul 28, 2012. 8. Fisher, S. E. Genetic susceptibility to stuttering [Editorial]. The New England Journal of Medicine, Feb 25, 362(8), 750-752, 2010. REPORTAGENS CONSULTADAS STRAIT, Julia Evangelou. Surprising pathway implicated in stuttering. Washington University School of Medicine. 22 Nov. 2011. Online. Disponível em http://new s.wustl.edu/news/Pages/23026.aspx. Acesso em 15 out. 2012. FANG, Janet. Genetic basis for stuttering identified. Nature Magazine. 10 Fev. 2010. Online. Disponível em http://www. nature.com / news/2010/100210/full/ne ws.2010.61.html. Acesso em: 15 out. 2012. WILLYARD, Cassandra. Ancient Mutation to Blame for Stuttering. Science Magazine. 21 Fev. 2011. Online. Disponível em http://news.sciencemag.org / science now /2011/02/ancient-mutation-to-blam e-for.html. Acesso em 15 out. 2012. LATHAM, Robin. Genetic Discoveries Challenge Theories About Stuttering and The King’s Speech. NIH Record. 18 Mar. 2011. Online. Disponível em http://nih record.od.nih.gov/ newsletters/2011/03_ 18_2011/story3.htm. Acesso em 15 out. 2012. SEPPA, Nathan. Mutations may underlie some stuttering. Science News Magazine. 13 Mar. 2010; Vol.177 #6 (p. 17). Online. Disponível em http://www.sciencenews.o rg/view/generic/id/56232/title/Mutation s_may_underlie_some_stuttering. Acesso em: 15 out. 2012. SMITH, Stephanie. Unlocking a medical mystery: Stuttering. CNN. 10 Fev. 2010. Online. Disponível em http://edition.cnn.co m/2010/HEALTH/02/10/stuttering.gene s.cell/index.html Acesso em 15 out. 2012. KNOX, Richard. Study: Stuttering Is Often In The Genes. NPR Radio. 11 Fev. 2011. Online. Disponível em http://www.npr.or g/templates/story/story.php?storyId=12 3575369. Acesso em 15 out. 2012. LATHAM, Robin. The Long Road to Discovery: Stuttering Genes Turn Up in the Most Unexpected Places. Inside NIDCD Newsletter. Abr. 2010. Online. Disponível em http://www.nidcd.nih.gov/health/ inside/spr10/pages/pg1.aspx. Acesso em: 15 out. 2012. NIDCD Press. Questions and Answers about NIDCD Stuttering Research. 22 Fev. 2010. Online. Disponível em http://www. nidcd.nih.gov/about/video/pages/Intervi ewDraynaNews.aspx. Acesso em 15 out. 2012. NIH Clinical research Trials and You. Researcher Story: Stuttering. Jan. 2011. Online. Disponível em http://www.nih.gov/ health/clinicaltrials/stories/stuttering. htm. Acesso em 15 out. 2012.

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