Filosofia i

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Published on March 15, 2014

Author: felipehiago16

Source: slideshare.net

O QUE É FILOSOFIA I

Etimologicamente, a palavra filosofia originou-se de dois vocábulos gregos: filos, que significa amizade, amor, e sofia, que significa conhecimento, sabedoria. Esta definição pertence a Pitágoras, matemático e filósofo grego, que conceituou a filosofia como “o amor à sabedoria”. O QUE É FILOSOFIA A filosofia é um esforço da inteligência humana para formar uma concepção do mundo sobre as suas funções valorativas, teoréticas e práticas.

. Os três significados do verbo “filosofar”: 1) Pensar, refletir e meditar – posturas inerentes a todo ser humano. Pensamos sobre os nossos problemas, refletimos acerca do nosso passado, meditamos sobre as nossas decisões, etc. 2) Viver virtuosamente – mediante a prática da autodisciplina, do autocontrole, presentes nas artes marciais do oriente, nos exercícios introspectivos do ioga, etc. 3) O exercício crítico da razão – caracteriza o instante no qual os primeiros pensadores gregos, chamados de físicos ou hilozoístas, procuraram explicar, por meio da razão, o elemento primordial de todas as coisas.

O mito: a pré-história da filosofia A mitologia é o conjunto de mitos. É a narração de eventos maravilhosos, eventos esses que os estudiosos contemporâneos consideram uma ficção alegórica. Para Max Müller, mitólogo alemão, o mito é uma interpretação tanto filosófica quanto poética da natureza e seus fenômenos físicos. Durante séculos a mitologia grega foi transmitida oralmente e apenas no séc. VIII a.C. o mito na Grécia tornou-se escrito. Dois rapsodos o escreveram: Homero, a quem se atribuiu a autoria da Ilíada e da Odisseia, e Hesíodo, autor de Teogonia e Os Trabalhos e os Dias. Na Teogonia, Hesíodo trata do nascimento dos deuses e do universo, afirmando que o princípio de tudo é o caos. )

A origem dos deuses CAOS (divindade andrógena, o espaço vazio primordial, desordem, confusão) NIX (noite) EROS (amor) ÉREBO (escuridão profunda, abismo) O Eros é uma força catalisadora. Nix e Érebo geram Éter (luz da região atmosférica) e Hemera (a luz do dia) GAIA (terra) e URANO (céu) TITÃS (descendentes de Urano) CRONOS – rei dos titãs. REIA – rainha dos titãs. OCEANO JÁPETO PROMETEU ATLAS TÊMIS TÉTIS

DIVINDADES OLÍMPICAS ZEUS – deus dos deuses POSSEIDON – deus dos mares e dos oceanos HADES – deus dos infernos e dos mortos HERA – deusa da maternidade e do casamento, esposa de Zeus DEMÉTER – deusa da agricultura HÉSTIA – deusa do fogo doméstico e do lar PALAS ATENA – deusa da sabedoria ÁRTEMIS – deusa da caça e da lua AFRODITE – deusa da sexualidade, do amor e da beleza APOLO – deus da música, das artes e da luz HERMES – deus do comércio e mensageiro ARES – deus da guerra Ainda residiam no Olimpo, desfrutando do néctar e da ambrosia (o manjar dos deuses), Hefaísto (deus da metalurgia e do fogo) e Dionísio (deus do vinho).

Elementos que favoreceram o surgimento da filosofia O mito surgiu do campo. A filosofia surgiu da cidade. A expansão marítimo-Comercial dos gregos e a utilização da moeda. A invenção da escrita. A codificação das leis (entre os séc. VII e VI a.C.). O que impediu que a aristocracia governante interpretasse as leis a seu favor. Foram responsáveis pela codificação: Drácon (séc VII), Sólon e Clístenes (VI). Nessa época surgiu o conceito de isonomia, que é a igualdade de direito de todos os cidadãos à participação política. O nascimento da pólis.

Os primeiros filósofos gregos A partir do século VII a. C. surgiram os primeiros filósofos gregos, chamados de “físicos” (do grego physis, natureza), que procuraram explicar por meio da razão a origem de todas as coisas, o seu elemento primordial – a arkhé. Esses pensadores, por atribuírem vida à matéria, também foram chamados de hilozoístas. Podemos dividi-los em quatro escolas: a Escola Jônica, a Escola Itálica, a Escola Eleática e a Escola Atomista.

1- A escola Jônica: a) Tales de Mileto: Observando a natureza, Tales concluiu que as plantas nutrem- se de umidade, os germes vivos são úmidos e a água é um elemento vital à sobrevivência do homem. Diante desses fatos, Tales afirmou que o elemento primordial é a água. b) Anaximandro: Considerou como elemento primordial uma substância infinita e indeterminada (nem úmida, nem seca; nem quente, nem fria; nem sólida, nem líquida) a qual designou de Ápeiron. c) Anaxímenes: Para este pensador o ar é o elemento criador de todas as coisas a partir de sua rarefação e condensação.

d) Heráclito: Afirmou que todo o universo encontra-se em constante transformação. Nós participamos dessa transformação. As mutações existentes são provocadas pelo movimento. Para configurá-lo Heráclito utilizou-se do fogo em decorrência da mobilidade de suas chamas. É o vir-a-ser (movimento), o devir = a eterna mudança. e) Empédocles: Para este pensador o princípio de todas as coisas seria composto de quatro elementos, terra, água, fogo e ar. O amor (Eros) aproxima-os; o ódio (Pólemon) distancia- os.

2- A escola Itálica: a) Pitágoras: Matemático e físico, que associou o princípio de tudo aos números (Uno). 3- A escola Eleática: a) Parmênedes e Zenão: Ambos negam a existência do movimento e admitem a possibilidade de um ser imutável como o princípio de tudo. 4- A escola Atomista: a) Demócrito: Afirmou que o átomo é a menor partícula da matéria e que o universo inteiro é composto de átomos, inclusive o homem. A destruição do átomo produz o vácuo (vazio) – a inexistência de vida e de átomos.

Os Sofistas (Sofia = conhecimento, sabedoria) Os sofistas foram pensadores itinerantes que transmitiam seus conhecimentos a diversas cidades gregas. Muitos deles contataram a experiência e a vida de outros povos. No Séc. V a.C. houve uma revolução burguesa em Atenas. Os burgueses assumiram o poder político em lugar da aristocracia. Sem a experiência da arte de governar, tornou-se necessário que alguém transmitisse aos burgueses o conhecimento do exercício político. Os responsáveis por esta incumbência foram os sofistas. Trabalhavam a gramática (arte de escrever), a retórica (arte de falar em público), a aritmética, a geometria, a astronomia e a música. Dois sofistas destacaram-se: Górgias e Protágoras.

Górgias foi o grande mestre da retórica e afirmou que com “as palavras nós podemos edificar uma vida ou destruí-la”. Protágoras afirmou o relativismo ético mediante a seguinte expressão: ‘’O homem é a medida de todas as coisas, daquelas que são, enquanto são, daquelas que não são, enquanto não são’’.

Sócrates e a busca do autoconhecimento Segundo a tradição, Sócrates visitou o templo de Apolo na cidade grega de Delfos e deparou-se com a seguinte inscrição: ‘’Conhece-te a ti mesmo’’. A partir daí fundamentou a sua filosofia em uma proposta de autoconhecimento. Fontes por meio das quais conhecemos Sócrates: 1- A apologia de Sócrates – Xenofonte 2- Os diálogos de Platão: O banquete. Fédon. A República. 3- As Nuvens – Aristófanes (comediógrafo).

O método socrático: a dialética A dialética é a arte de convencer por meio da persuasão A dialética socrática divide-se em: ironia e maiêutica. Ironia: a ironia é aquele instante em que Sócrates fazia diversos questionamentos ao seu interlocutor, pretendendo levá-lo a contradições. Sócrates costumava expressar-se da seguinte maneira: ‘’tudo que eu sei consiste em saber que nada sei’’. A pretensão do filósofo era conduzir aquele com quem dialogava a uma postura de humildade perante o conhecimento. A partir daí o interlocutor de Sócrates começava a descobrir por si mesmo os saberes que estavam abscônditos no seu âmago (escondidos no seu interior).

Maiêutica: a palavra “maiêutica” significa, etimologicamente, ‘’a arte de dar à luz’’ e Sócrates utiliza-se deste vocábulo de maneira simbólica para exprimir a ideia de que a filosofia e a dialética trazem luzes à inteligência do homem. Inatismo: o inatismo é uma concepção socrática segundo a qual a alma pré-existe à matéria, habitando a realidade metafísica do mundo das ideias.

Platão e o mundo metafísico das ideias Para Platão existem duas realidades: a realidade onde nós nos encontramos / o mundo físico, o mundo material onde existimos e a realidade metafísica, supraceleste, do mundo das ideias. O mundo material é ilusório, uma realidade composta de sombras ou projeções de tudo que existe no mundo das ideias. As sombras presentes no mito da caverna caracterizam o nosso mundo. No mundo metafísico encontram-se a ciência, os conceitos e os arquétipos, além da alma de todo homem, partindo do pressuposto de que a mesma é pré-existente.

O mito da carruagem Platão compara a alma humana a uma carruagem conduzida por dois cavalos alados: um cavalo branco que representa a inteligência e um cavalo preto que representa as paixões, os instintos. O cocheiro dessa carruagem é a razão e a mesma transita pelo mundo das ideias no qual contata a ciência, os conceitos e todos os modelos arquetípicos lá existentes. Em determinado instante a carruagem, ou a alma, despenca das alturas e assume a sua materialidade no mundo físico.

O bem absoluto Como existem coisas mais ou menos belas, mais ou menos perfeitas, mais ou menos dignas de ser amadas, devem existir a beleza, a perfeição e o amor em estado puro ou pleno: o bem absoluto.

O mito da caverna O tirano de Siracusa solicitou a Platão que escrevesse um tratado político e de leis. Platão escreveu ‘’A República’’. No ‘’Livro VII’’ encontra-se o mito da caverna, narrativa alegórica em que Platão situa três homens presos no interior de uma caverna, contemplando as sombras que são projetadas do seu exterior, acreditando-as como a realidade verdadeira.

Aristóteles Aristóteles, ao lado de Platão e Sócrates, representa um dos expoentes da filosofia grega. Discordou de seu mestre, quando negou que as essências se achavam nos mundos das ideias. Para Aristóteles, a essência de cada objeto encontra- se no próprio objeto.

www.palavrar.com Um espaço para poesia, literatura, discussões de textos acadêmicos e divulgação da cultura. Professores Responsáveis: Ivana Ribeiro e Humberto de Aragão

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