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Estética Aplicada ao Design - Aula 5

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Information about Estética Aplicada ao Design - Aula 5

Published on March 21, 2009

Author: piraua

Source: slideshare.net

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KITSCH: O ESTILO AUSENTE José Pirauá

REVISÃO • O amor platônico faz sentido dentro da estética de Aristóteles? Explique. • Qual a grande contribuição de Kant para a estética? • Por que o trabalho de Fechner é criticado e, às vezes, desprezado?

ESTILO KITSCH • Na falta de um estilo próprio, o kitsch apropria-se de uma dúzia de outros • Kitsch é mais uma maneira de ser, uma atitude do que um estilo • O estilo Kitsch é um suporte objetivável dessa atitude

ORIGEM DO TERMO • Munique, Alemanha, 1860 - kitschen: fazer móveis novos com velhos - verkitschen: vender uma coisa em lugar do que havia sido combinado • Negação do autêntico

CENÁRIO • O kitsch aparece numa sociedade em que há: - Interesse pela vida cotidiana (o outro) - Valorização das aparências - Universalidade do artificial - Valorização da atividade de consumo

CONSUMO • A sociedade de consumo favorece: - Crescimento das necessidades - Redistribuição das funções - Jogo como pretexto de funcionalidade - Extinção incorporada

ALIENAÇÃO • A alienação constitui um traço essencial do kitsch - O ser é determinado pelas coisas • Há uma perda da percepção global • A felicidade cotidiana torna-se um vício

PRAZER • A sociedade de consumo é movida pela busca de um prazer na escala do ser - A felicidade cotidiana e para todos dá prazer pois agrada o gosto médio • O prazer é fácil e espontâneo • A beleza transcendente é destruída

PRINCÍPIOS 1. Inadequação 2. Acumulação 3. Sinestesia 4. Meio-termo 5. Conforto

INADEQUAÇÃO • Desvio em relação ao objetivo nominal ou função proposta - Prato decorativo em parede • Desvio ou distorção da realidade - Torre Eiffel em chaveiro - Elefante miniatura de porcelana - Rato gigante em bronze

ACUMULAÇÃO • Preenchimento do vazio com o excesso - Página sem áreas em branco - Óculos de sol com rádio • Maneirismo, barroco, rococó

SINESTESIA • Assalto do máximo de canais sensoriais - Agenda feminina com cheiro de morango - Website informativo com fundo musical • Uso desproposital: a coisa como um fim em si mesmo

MEIO-TERMO • O kitsch fica a meio caminho do novo, opondo-se à vanguarda • Produz uma arte aceitável para a massa - Cinema da comédia romantica

CONFORTO • Produção da aceitação fácil • Exigência média como padrão - Adaptação à maioria • Atender às crescentes (recém criadas) necessidades do indivíduo

MANIFESTAÇÃO • Objetos ou mensagens unitárias • Sistemas ou conjuntos de objetos, mesmo que os elementos isolados não tenham nada de kitsch

OBJETOS KITSCH • Sedimentares: empilham-se através do tempo • Transitórios: destinados à extinção

OBJETOS KITSCH • Geralmente apresentam formas que contém: - Curvas muito complexas (macarrônicas) - Ornamentação rebuscada - Muitas cores em alto contraste - Materiais que imitam outros

SISTEMA KITSCH • Empilhamento/excesso • Heterogeneidade • Antifuncionalidade • Sedimentação/acúmulo aleatório

CARACTERÍSTICAS 1. Consumo rápido 2. Dinamismo 3. Pré-fabricação do efeito 4. Estereótipos 5. Desvio de funcionalidade 6. Horror ao vácuo

CARACTERÍSTICAS 7. Ornamentação 8. Inautenticidade 9. Mediocridade 10.Mentira artística 11.Repertório reduzido 12.Trapaça

CONSUMO RÁPIDO “O fenômeno Kitsch baseia-se em uma civilização que produz para consumir e cria para produzir, em um ciclo cultural onde a noção fundamental é de aceleração” Moles (2001)

DINAMISMO • O kitsch está sempre entrando e saindo de moda • Permeia tanto o mau gosto quanto o bom gosto - A arte banalizada ou o banal representado na arte

PRÉ-FABRICAÇÃO • Intenção inserida no objeto de provocar um efeito específico no indivíduo - Imagem da felicidade perfeita em anúncios - Risadas gravadas em seriados de humor - Trilhas sonoras tristes ou felizes nos filmes

ESTEREÓTIPOS • O kitsch se vale das figuras estereotipadas e do senso comum - Vovó cozinheira - Dona de casa com avental - Pai trabalhador de terno

DESVIO DE FUNCIONALIDADE • Certos objetos sugerem uma funcionalidade, mas são decorativos • A forma sobrepõe-se à função - Formas inúteis

HORROR AO VÁCUO • As superfícies dos objetos são repletas de símbolos ou adornos • O vazio é espaço desperdiçado

ORNAMENTAÇÃO • O ornamento resolve o problema do horror ao vácuo

INAUTENTICIDADE • Imitação como valor fundamental • Materiais que imitam outros - Pedra imitando concreto armado na Sagrada Família de Gaudi - A cópia substitui o original

MEDIOCRIDADE • O kitsch é a arte de massa, direcionado ao gosto médio • Inova com moderação (meio-termo)

MENTIRA ARTÍSTICA • Falsa representação do mundo - Cores alteradas para agradar mais - Grandeza desproporcional • Precisamos da ilusão para viver?

REPERTÓRIO REDUZIDO • Um código amplo é traduzido num código reduzido - O best seller substitui o texto inovador - O resumo substitui a obra integral

TRAPAÇA • É vender gato por lebre • Quando é intencional constitui um tipo de corrupção

“USE, NÃO ABUSE” TORNA-SE “USE E ABUSE”

DESDOBRAMENTOS • O funcionalismo emerge como reação • Após sua crise, desagua no neokitsch

FUNCIONALISMO • É uma reação sócio-cultural ao kitsch - A adaptação ao objetivo é bela - A forma deve seguir a função - A beleza é o brilho da verdade - É preciso aceitar o produto como é

CRISE DO FUNCIONALISMO • O funcionalismo é ascético - Luta contra a inutilidade e decoração - Produz objetos difíceis e duradouros • Cria um conflito com o consumismo - A ética do consumo é anti-ascética - Valoriza-se o supérfluo e o efêmero

NEOKITSCH • Para cada objeto inútil, várias funcionalidades • O kitsch é sacralizado - Novo período da arte • A publicidade cria necessidades - O cidadão médio resiste, mas entrega-se aos prazeres do cotidiano

PÓS-MODERNISMO • Simulacro, niilismo e ecletismo - O falso é mais desejado - Tudo é supérfluo - Todos os estilos são misturados • O kitsch é quase regra

INTENCIONALIDADE • O kitsch intencional: suvenirs - Uso dos princípios do kitsch para favorecer o gosto médio, o gosto da maioria • O kitsch não-intencional: gadgets - Desproporção inconsciente entre meios e fins

SUVENIRS • Cartões-postais • Camisas de viagem • Objetos de devoção - Satinhos - Talismãs • Artigos para presente

GADGETS • Chocolate-brinquedo • Rádio-despertador-abajur • Caneta-lanterna • Canivete de infinitas funcionalidades

O KITSCH É BOM OU MAU?

QUESTÕES • Deve-se oferecer ao público o que ele pede? Explique. • Um objeto que use a proporção áurea é kitsch? Explique. • Kitsch implica em mau gosto? Explique.

REFERÊNCIAS • MOLES, Abraham. O kitsch. 5ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2001. • KIELWAGEN, W. J. Kitsch & design gráfico ou: teoria e prática do mau gosto. Joinville: Ed. do Autor, 2005. pp. 14-24.

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