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Escravidão africana no brasil

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Information about Escravidão africana no brasil

Published on March 8, 2014

Author: luiz-menezes

Source: slideshare.net

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ECRAVIDÃO NO BRASIL Professor Menezes

1. Contexto Histórico Ao longo de mais de trezentos anos (15591888), os escravos negros foram responsáveis pela produção de boa parte das riquezas no Brasil, no qual milhões de africanos foram tirados de suas terras para uma viagem na qual aproximadamente a metade morria de fome, doenças e maus-tratos, ou, já em terras americanas de banzo.

• • • • Na África, os escravos eram adquiridos por traficantes a preços baixos e revendido a preços altos na América. O tabaco, a aguardente, ouro, marfim, tecidos, cavalos, armas e outros produtos serviam de moeda de troca. Quando chegavam à América portuguesa, os escravos eram colocados à venda em mercados. Ficavam a mostra em exposição sendo tratados como mercadorias.

2. Tipos de Escravidão Existem diversos tipos de escravidão mais os três principais são: 1. Escravidão por raça; 2. Escravidão por dívida; 3. Escravidão por guerra.

3. A Escravidão Indígena O trabalho escravo indígena foi usado sobretudo na exploração do pau-brasil,já que (1) o trabalho nos engenhos de açúcar era muito diferente daquele que os indígenas estavam acostumados e (2) ao governo português interessava mais que os indígenas continuassem a se dedicar à coleta das riquezas naturais da terra, como o pau-brasil.

4. A Escravidão Negra Africana O tráfico de escravos foi, durante séculos, uma das atividades mais lucrativas do comércio internacional, com a África sendo duramente disputadas pelas principais potências da Europa.

5. O Comércio de Escravos Negros Na África, os escravos eram adquiridos por traficantes a preços baixos e revendido a preços altos na América. Muitas vezes, o açúcar, o tabaco, a aguardente e outros produtos serviam de moeda de troca. Quando chegavam à América portuguesa, os escravos eram colocados à venda em mercados. Ficavam a mostra em exposição sendo tratados como mercadorias.

6. Origem dos Escravos Negros A maioria dos africanos trazidos à colônia portuguesa como escravos pertencia a dois grandes grupos étnicos: os bantos, originários de Angola, Moçambique e Congo, e que se tornaram mais numerosos no centro-sul e no Nordeste; e os sudaneses, provenientes da Guiné, da Nigéria e da Costa do Ouro, e que foram levados principalmente para a região da Bahia.

7. O Cotidiano do Trabalho Escravo Os escravos começavam o trabalho ao raiar o dia e só paravam ao escurecer. Seu principal alimento era a mandioca. Os escravos viviam e trabalhavam vigiados por capatazes e feitores. Quando fugiam, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que recebiam certa quantia por escravo capturado e devolvido ao senhor.

8. Os Castigos Físicos Os principais castigos físicos sofridos pelos escravos eram: • Tronco – Os escravos ficavam presos imobilizados por horas e as vezes dias, o que provocava inchaço das pernas, formigamento e forte dores; • Bacalhau – Espécie de chicote de couro cru, que rasgava a pele; muitas vezes os feitores passavam sal nos ferimentos, tornando a dor ainda maior; • Vira-mundo – Instrumento de ferro que prendia mãos e pés; • Gargalheira – Colar de ferro com várias hastes em forma de gancho.

INSTRUMENTOS DE TORTURA INSTRUMENTOS DETORTURA

tinham o vício de

ANÚNCIOS DE ESCRAVOS ANÚNCIOS DE VENDA DE ESCRAVOS

OUTROS ANÚNCIOS DE ESCRAVOS

9. Os Conflitos Culturais As principais mudanças culturais impostas aos escravos negros africanos eram: •Alimentação – Eles comiam o que o senhor lhes dava; •Roupas – Eram obrigados a vestir grossos panos de algodão; •Língua – Eram obrigados a aprender a língua local dos portugueses; •Religião – Eram obrigados a adotarem o catolicismo como religião.

10. Os Quilombos Grande parte do escravos negros fugitivos reuniram-se em comunidades chamadas de quilombos. A maior parte dos quilombos organizaram-se no Nordeste (Sergipe, Alagoas e Bahia). Os habitantes do quilombos eram chamados de quilombolas. Dentre os quilombos mais conhecidos, destacamse os da Serra da Barriga, região situada entre os atuais estados de Alagoas e Pernambuco. Eram cerca de dez quilombos, unidos sob o nome de Palmares, que resistiram durante quase todo o século XVII aos ataques do governo e dos senhores de escravos. Palmares chegou a ter entre 20 mil e 30 mil habitantes e seu líder mais importante foi Zumbi.

A produção de açúcar necessitou de grande quantidade de escravos. . O primeiros escravos foram os índios Depois da proibição da escravidão indígena, começa a escravidão dos negros africanos

OS ESCRAVOS ERAM TRANSPORTADOS NOS PORÕES DAS CARAVELAS Muitos escravos morriam de BANZO - sofrimento causado pela saudade da África e dos parentes

SOCIEDADE DO AÇÚCAR

A pecuária, com os tropeiros, abriu estradas e desbravou o interior do Brasil. Bandeirantes e tropeiros fundaram várias cidades no interior.

EXCLUSIVO METROPOLITANO A colônia só comercializava com Portugal AÇÚCAR FUMO AGUARDENTE

MOTIVO DA INTRODUÇÃO DA ESCRAVIDÃO NEGRA Por parte da Igreja Católica Haviam africanos escravos na África Havia plantações na África

FRANCESES - Maranhão FRANCESES - Paraíba INVASÕES ESTRANGEIRAS HOLANDESES - Pernambuco HOLANDESES - Bahia FRANCESES – Rio de Janeiro

Estácio de Sá expulsou os franceses do Rio de Janeiro, e fundou a cidade Villegagnon francês que invadiu o Rio de Janeiro Maurício de Nassau holandês que invadiu a Bahia e o Pernambuco

ARISTOCRACIA - Na Colônia - plantadores de açúcar. No Império - plantadores de café. Na Colônia, e no Império, eram ricos donos de terras, plantadores para exportação e donos de escravos

Quilombo

Senhora na liteira com dois escravos, Bahia, c. 1860

Negra com criança branca presa às costas, Bahia, c. 1870

Praça Castro Alves, Salvador, BA, c. 1875

Lavagem de ouro, Minas Gerais, c. 1880

Quitandeiras, Rio de Janeiro, RJ, c. 1875

Fazenda de Quititi, Rio de Janeiro, c. 1865

FAMÍLIA COLONIAL O europeu trouxe para o Novo Mundo uma maneira particular de organizar a família. Esse modelo, constituído por pai e mãe "casados perante a Igreja", correspondia aos ideais definidos pelo catolicismo. Os escravos, juntamente com parentes e empregados, dilatavam o círculo no qual o senhor de engenho era o todopoderoso pater familias. Tanto no interior quanto no litoral, ele garantia a união entre parentes, a obediência dos escravos e a influência política de um grupo familiar sobre os demais. Uma grande família impunha sua lei e ordem nos domínios que lhe pertenciam. O chefe cuidava dos negócios e tinha absoluta autoridade sobre a mulher, filhos, escravos, empregados e agregados. Essa autoridade se estendia também a parentes, filhos ilegítimos ou os de criação, afilhados. Sua influência era enorme e se estendia, muitas vezes, aos vizinhos. Havia uma relação de dependência e solidariedade entre seus membros.

FAMÍLIA COLONIAL (brancos X índios) Quando teve início a colonização, não havia mulheres européias por aqui. Uma das soluções foi a de juntar-se às índias. Muitas delas se entregavam aos brancos, pois os índios consideravam normal a poligamia. Os tupis, por exemplo, tinham o hábito de oferecer uma mulher a todo o estranho que fosse viver entre eles. Homens como João Ramalho adotaram muitos dos seus usos e costumes. Aprenderam a plantar milho, a fazer uso do tabaco de fumo e a dormir em redes fiadas pelas companheiras. As crianças nascidas desses amancebamentos eram chamadas curibocas, na língua tupi. Para os brancos, eram mamelucos. O casamento era proibido entre mãe e filho, filho e irmã, pai e filha. Eles seguiam regras bem simples: desejando se unir, os homens se dirigiam a uma mulher e perguntavam sobre sua vontade de casar. Se a resposta fosse positiva, pedia-se permissão do pai ou parente mais próximo.Dada a permissão, os "noivos" se consideravam "casados". Não havia cerimônias e, se ficassem fartos do convívio, consideravam a relação desfeita. Ambos podiam procurar novos parceiros. Normalmente, os índios tratavam bem suas companheiras.

MAPA DA AMÉRICA DO SUL NO SÉCULO XVII

Transferência da capital de Salvador para a cidade do Rio de Janeiro, em 1763 Auge do ouro em Minas Gerais

O ouro era fundido nas Casas de Fundição, onde eram feitas barras c/ selos de controle.

Antiga Casa de Fundição

Proibição da escravidão indígena; miséria; Monopólio do comércio por portugueses Revolução dos Padres, foi um movimento emancipacionista REVOLTAS NA COLÔNIA Srs Engenho de Olinda X Portuguesas comerciantes de Recife Alfaiates independência Paulistas X aventureiros Ouro independência Quinto derrama

1835 A Revolta dos Malês foi um movimento que ocorreu na cidade de Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835. Os principais personagens desta revolta foram os negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como negros de ganho (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros). Apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo. Em função destas condições, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente. Causas e objetivos da revolta Os revoltosos, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com a preconceito contra os negros.

Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, foi um importante Aleijadinho escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial. Nascimento: 29 Ago 1738, em Ouro Preto-MG Falecimento: 18 Nov 1814, em Ouro Preto-MG. Período: Barroco Morreu com doença degenerativa Trocava imagens por ouro. Era filho natural de um respeitado mestre de obras e arquiteto português Manuel Francisco Lisboa, e sua escrava africana, Isabel. Na certidão de batismo invocada por Bretas consta que Antônio, nascido escravo, foi batizado em 29 de agosto de 1730, na então chamada Vila Rica.

Esculturas de Aleijadinho - (Arte Barroca)

Contra a implantação das Casa de Fundição: contra a dominação portuguesa; contra os elevados impostos sobre a extração do ouro.

Inconfidência Mineira – Tiradentes (1789) Os nascidos na Colônia não suportavam mais o domínio português

Zumbi 20 de novembro DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA Dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira Dia da morte de Zumbi (1695) Domingos Jorge Velho Bandeirante paulista que destruiu o Quilombo dos Palmares. Ele fazia o “sertanismo de contrato”: sob um determinado preço, juntava homens para lutarem pela causa de alguém (1695).

11. O Movimento Abolicionista Evolução das leis Lei Eusébio de Queirós (1850) – Proibia o tráfico de escravos no Brasil; Lei do Ventre Livre (1871) – Determinava que os filhos de mulher escrava nascidos a partir daquela data seriam livres, mas continuariam na condição de propriedade do senhor até os 21 anos de idade; Lei do Sexagenário (1885) – Declarava livres os escravos com mais de 65 anos de idade; Lei Áurea (1888) – Declarava extinta a escravidão no Brasil.

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