Educação Hipertextual: conceitos básicos - www.eadamazo

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Published on October 7, 2009

Author: cigrobson

Source: authorstream.com

Educação Hipertextual : Educação Hipertextual Conceitos Básicos para o hiperdocumento Robson Santos da Silva - Ms Slide 2: Conhecimento (LÉVY, 1993, p.7) Novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem, na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação, aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais avançada. Não se pode mais conceber a pesquisa científica sem uma aparelhagem complexa que redistribui as antigas divisões entre experiência e teoria. Emerge, neste final do século XX, um conhecimento por simulação que os epistemologistas ainda não inventaram. Slide 3: Tecnologia Refere-se a tudo aquilo que o ser humano inventou, tanto em termos de artefatos como de métodos e técnicas, para estender a sua capacidade física, sensorial, motora ou mental, assim facilitando e simplificando o seu trabalho, melhorando sua condição de vida ou enriquecendo suas relações interpessoais. Slide 4: Tecnologias da Inteligência (LÉVY, 1993, p. 135) a inteligência ou a cognição são o resultado de redes complexas onde interagem um grande número de atores humanos, biológicos e técnicos. Slide 5: Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC / NTIC) NTIC - Digital (Lévy, 1999, p. 50) Digitalizar uma informação é o ato de transformá-la em números, podendo assim ser (des) codificadas e lidas por meios computacionais. TIC Slide 6: Ciberespaço um novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material de co­municação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. (LÉVY,1999, p. 17) Slide 7: Cibercultura (LÉVY, 1993, p. 137) o conjunto de técnicas - materiais e intelectuais - de práticas, atitudes, modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o ciberespaço. Slide 8: Humanos e criações humana (LATOUR, 2001, p. 213) A profundidade de nossa ignorância das técnicas é insondável. Não conseguimos sequer contá-las ou afirmar que existem como objetos, como conjuntos ou como outras tantas seqüências de ações proficientes. No entanto, ainda há filósofos que acreditam na existência de objetos abjetos[...] Se, outrora, os estudos científicos supunham que a fé na construção de artefatos ajudaria a explicar os fatos, nada mais surpreendente. Os não-humanos refogem duas vezes às estruturas da objetividade: não são nem objetos conhecidos por um sujeito nem objetos manipulados por um senhor (e também não, é claro, senhores eles mesmos). Slide 9: Ecologia Cognitiva (LÉVY, 1993, p. 137) [...] o estudo das dimensões técnicas e coletivas da cognição [...] o meio ecológico no qual as representações se propagam é composto por dois grandes conjuntos: as mentes humanas e as redes técnicas de armazenamento, de transformação e de transmissão das representações. Slide 10: [...] uma memória curta ou uma antimemória. O rizoma procede por variação, expansão, conquista, captura, picada. Oposto ao grafismo, ao desenho ou à fotografia, oposto aos decalques, o rizoma se refere a um mapa que deve ser reproduzido, construído, sempre desmontável, conectável, reversível, modificável, com múltiplas entradas e saída, com suas linhas de fuga (DELEUZE,1995, p.32). Rizomas Slide 11: A inteligência coletiva é um dos principais motores da cibercultura [...] o estabelecimento de uma sinergia entre competências, recursos e projetos, a constituição e manutenção de dinâmicas de memória em comum, a ativação de modas de cooperação flexíveis e transversais, a distribuição coordenada de centros de decisão, opõem-se à separação estanque entre as atividades, às compartimentalizações, à opacidade da organização social. Quanto mais os processos de inteligência coletiva se desenvolvem [...] melhor é a apropriação, por indivíduos e grupos, das alterações técnicas, e menores são os efeitos de exclusão ou de destruição humana resultantes da aceleração do movimento tecno-social . Inteligência Coletiva (LÉVY, 1999, p. 169) Slide 12: Em 1945, Vannevar Bush publicou as primeiras idéias sobre seu dispositivo MEMEX cujo objetivo seria servir como uma máquina armazenadora de informações e mídias que pudessem ser lidas por todos aqueles que a acessassem. Vinte anos depois, Theodore Nelson criou e qualificou o termo hipertexto - conjunto de textos, imagens ou sons interligados entre si por links - possibilitando, com seu projeto XANADU, o lançamento das bases fundamentais para a evolução dos computadores. Origem do hipertexto Slide 13: O hipertexto pode ser considerado como a formalização do modo como funciona a mente humana, tanto por sua capacidade de memória quanto por sua forma dinâmica, não-linear e intensa de processar as informações e gerar novos conhecimentos. A prática Slide 14: Educação (LIBÂNEO, 2002, p. 32) o conjunto das ações, processos, influências, estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupos na sua relação ativa com o meio natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais. Slide 15: Disponibilidade do conhecimento Nesta nova etapa das demandas educacionais, o conhecimento precisará estar disponibilizado para todos. Escolas e educadores devem possuir um conhecimento holístico sobre o mundo, estando assim prontos para compreenderem que a integração midiática entre o global e o local formam novos modos de vida, no qual a escola é elemento chave para que o aluno tenha uma visão crítica sobre sua realidade, podendo assim nela interferir. Slide 16: A escola é agora apenas mais uma entre as muitas agências especializadas na produção e na disseminação da cultura. Em concorrência com as diferentes mídias, a escola tende a perder terreno e prestígio no processo mais geral de transmissão da cultura e particularmente no processo de socialização das novas gerações, que é sua função específica. Num mundo cada vez mais "aberto" e povoado de máquinas que lidam com o saber e com o imaginário, a escola apega-se ainda aos espaços e tempos "fechados" do prédio, da sala de aula, do livro didático, dos conteúdos curriculares extensivos, defendendo-se da inovação (BELLONI,1998, p.3). A ESCOLA Slide 17: As TIC, por si só, não são a solução dos problemas educacionais na Amazônia, certamente, sua utilização mostra-se imprescindível. Em lugar de comunicar-se, o educador faz comunicados e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí a concepção bancária da educação, em que a única imagem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los. (FREIRE, 1987, p.58) Acesso de qualidade Slide 18: Se uma tecnologia mais avançada não estiver disponível, geralmente, é possível receber as mensagens de ensino-aprendizagem por uma tecnologia mais simples [...] muitas vezes, existe a preocupação de dispor de tecnologias avançadas em lugar de se investir em mídia de qualidade para a distribuição por essas tecnologias. Um dos erros mais comuns relativos à tecnologia consiste em investir exageradamente em uma tecnologia específica e tentar incluir nela um volume maior de mídia do que ela pode viabilizar sob o ponto de vista da otimização. Educação e tecnologia (MOORE, 2007, p. 7) Slide 19: As técnicas não tradicionais não são novidade; a Internet e as Intranets institucionais já não são novidade; a utilização do computador na educação, embora ainda recente, também não se constitui mais em novidade; porém, o desenvolvimento de um Sistema Educacional que conjugue estes instrumentos e ideais, com base num rigoroso conceito de qualidade e na necessária dialogicidade, que seja capaz de incentivar o ‘participante’ a estudar e aprofundar estes estudos ( a partir de seu próprio ritmo e de suas necessidades), este sim é um grande desafio. O NOVO (Belizário, 2003) Slide 20: Interatividade Interação Tranversalidade Interdisciplinaridade Hipertextualidade Parâmetros da ação educacional Slide 21: A EAD explora certas técnicas de ensino a distância, incluindo hipermídia, as redes de comunicação interativas, e todas as tecnologias intelectuais da Cibercultura. Mas o essencial se encontra em um novo estilo de pedagogia, que favorece ao mesmo tempo as aprendizagens personalizadas e a aprendizagem coletiva em rede. Nesse contexto, o professor é incentivado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos. Educação a Distância (LÉVY, 1999, p. 158) Slide 22: Conhecer as formas e potencialidades de uso do hiperdocumento como material didático deixa de ser uma possibilidade para se tornar uma ação obrigatória para todos os educadores, pois, desta forma, poderão atuar adequadamente junto aos seus alunos, preparando-os para um mundo que experimenta, cotidianamente, maiores e mais intensas mudanças. Possibilidades Slide 23: Educação é continuidade, é formação do homem enquanto ser social e não apenas o homem consumidor e apto para o mercado de trabalho formado a partir do instrucionismo que, por inúmeras vezes, tende a prevalecer quando são utilizados os recursos digitais. Instrucionismo Slide 24: Segundo Tim O'Reilly, um dos precursores do uso do termo Web 2.0,   Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva (2006, p.2). A nova WEB Slide 25: Na prática, o hipertexto, em sua fase WEB 2.0, consolida o movimento iniciado ainda nos primeiros anos de surgimento da internet, ou seja, uma construção em forma de enlace, de inter-relação entre hardwares, softwares e pessoas, inaugurando assim novas formas de pensar, de ver o mundo e, principalmente, de aprender, uma vez que a tecnologia digital abriu novos caminhos para construção, a apresentação e aquisição das mensagens o que, na prática, significa o fim da linearidade e consolidação da liberdade de escolha. Novas possibilidades Slide 26: Para Valente (2002, p.23), Desafios as facilidades técnicas oferecidas pelos computadores possibilitam a exploração de um leque ilimitado de ações pedagógicas, permitindo uma ampla diversidade de atividades que os professores e alunos podem realizar. Por outro lado, essa ampla gama de atividades pode ou não estar contribuindo para o processo de construção de conhecimento. O aluno pode estar fazendo coisas fantásticas, porém o conhecimento usado nessas atividades pode ser o mesmo que o exigido em uma outra atividade menos espetacular. O produto pode ser sofisticado, mas não ser efetivo na construção de novos conhecimentos. Slide 27: Desafios - A capacidade da qual professores e técnicos devem ser dotados para poder em fazer frente às novas exigências digitais. - O acesso às tecnologias – por parte de docentes e discentes. Slide 28: Desafio docente Para Pais (2005, p. 10), É preciso enfatizar que a disponibilidade física dos recursos tecnológicos, no meio escolar, por si mesma, não traz nenhuma garantia de ocorrer transformações significativas na educação. Todo entendimento nesse sentido deve ser corrigido, para não reduzir a importância do trabalho docente.

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