eco aula 3 - TEORIA DA DEMANDA DO CONSUMIDOR E FUNCIONAMENTO DE MERCADO

50 %
50 %
Information about eco aula 3 - TEORIA DA DEMANDA DO CONSUMIDOR E FUNCIONAMENTO DE MERCADO
Education

Published on March 4, 2014

Author: carolcastro1654

Source: slideshare.net

Description

Economia e Administração Rural

DISCIPLINA DE ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO RURAL AULA 3 e 4: TEORIA DA DEMANDA DO CONSUMIDOR E FUNCIONAMENTO DE MERCADO

NOTÍCIAS Safra Norte-Americana Agricultores dos EUA plantarão menos milho e mais soja em 14/15, diz USDA O USDA estimou o plantio de milho para 2014/15 em 93,5 milhões de acres, queda em relação a 2013/14, de 95,4 milhões. O Departamento de Agricultura dos EUA afirmou nesta quinta-feira que os agricultores norte-americanos estão propensos a plantar menos milho na próxima temporada, trocando por culturas como soja e trigo. Em seu relatório anual de longo prazo, o USDA estimou o plantio de milho para 2014/15 em 93,5 milhões de acres, uma queda em relação a seu último número oficial para 2013/14, de 95,4 milhões. Plantações de soja foram estimadas em 78 milhões de acres, contra 76,5 milhões, e as plantações de trigo foram estimadas em 57 milhões de acres, contra 56,2 milhões. Plantações de algodão norte-americano também deverão aumentar em 2014/15, para 11 milhões de acres, ante 10,41 milhões. Fonte: Reuters

Bolsa de Chicago (CBOT / CME Group) Pregão do dia 13/02/2014 Fonte: CBOT/SOJAnews Vencimento Futuro Fechamento US$/bushel Equivalência Variação (US$ em US$/saca, cents p/bushel) base Chicago Máxima US$/bushel Mínima US$/bushel Março/2014 13,44 +21 29,63 13,47 13,22 Maio/2014 13,30 +20 29,33 13,33 13,09 Julho/2014 13,12 +19 28,93 13,14 12,90 MERCADO COM FORTE REAÇÃO Demanda por soja americana vem superando todas as expectativas. Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago voltaram a subir fortemente nesta quinta-feira, com valorização de até 21 pontos no encerramento do pregão. As vendas acumuladas para exportação dos Estados Unidos já atingem 43,2 milhões de toneladas desde o início do ano comercial americano, em 1º de setembro, cerca de 2 milhões de toneladas acima do previsto para toda a temporada, que só termina em agosto. Isto deve drenar os estoques americanos para níveis bem inferiores aos que vinham sendo previstos pelo USDA. As incertezas sobre os efeitos da seca no Brasil também funcionam como fator de sustentação dos preços, embora a volta das chuvas a partir desta quinta-feira possam vir a funcionar como elemento de pressão daqui para a frente. No mercado brasileiro de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,7%, cotado a R$ 2,404 para compra e R$ 2,406 para venda. Fonte: Agrinvestor/SOJAnews

NOTÍCIAS Comercialização Leilões da Conab auxiliam escoamento recorde de milho segunda safra Escoamento recorde reduziu os entraves a serem enfrentados pelos produtores na colheita de soja Comercialização – O cenário de déficit de armazenagem após a colheita do milho era crítico, pois os valores de venda estavam abaixo do custo de produção. Nesse panorama foram importantes as intervenções do Governo Federal, por meio dos Leilões de Milho Pepro, Contratos de Opção e AGF, pois havia a necessidade de equalizar os altos custos de escoamento para que o produtor conseguisse reduzir os prejuízos e escoar em tempo hábil. Do contrário, ocorreria o encarecimento demasiado do escoamento da safra de soja. Essas três intervenções do Governo Federal beneficiaram quase 47,7% da produção de Mato Grosso, ou seja, 2,08 milhões de toneladas foram comercializados por meio dos Contratos de Opção, 8,36 milhões de toneladas por meio dos Leilões de Pepro, e 300 mil toneladas por meio do AGF, aquisições do Governo Federal. “Essas intervenções do Governo federal na produção de segunda safra refletiram um reconhecimento à dedicação dos produtores rurais e foram decisivas para a continuidade da produção de segunda safra no estado”, lembra Carlos Fávaro. Outro ponto a ser ressaltado, é que os estoques públicos nacionais de milho foram garantidos por Mato Grosso. Apenas no estado estão armazenadas mais de 2,3 milhões de toneladas de Contratos de Opção e AGF, que serão destinados também às regiões com mais necessidades.

Os 7 maiores impactos do clima anormal de 2014 na arroba 1. Mudança do modo de terminação dos animais para abate: é simples. Igual ao tal “reposicionamento das aeronaves em solo” que escutamos nos aeroportos do Brasil. Ou seja, com menos água, haverá menos pasto e menor chance de engordar animais via pastagem. Ou seja, é possível que a procura por confinamento, tais como boiteis, parcerias, etc, aumente. É o que está ocorrendo nas Fazendas que temos contato. Talvez parte da produção de pasto seja terminada em cocho. As aeronaves (bois) vão decolar (serem engordados), mas uma parte delas por outra pista (modo de terminação, que não o pasto). Boa notícia para quem vende o serviço de engorda em cocho; 2. Antecipação de bois em confinamento: consequentemente ao primeiro item e aliado ao preço interessante do mercado futuro, pode haver uma revoada de bois para dentro dos confinamentos de primeiro giro…

Os 7 maiores impactos do clima anormal de 2014 na arroba 3. Aluguel de pasto: boa notícia também para quem tem pasto para alugar. Simples também. Se a fazenda está com menos pasto e como este insumo não pode ser produzido num “estalar de dedos”, uma forma de compensar é “crescer a fazenda”, alugando algum pasto. A demanda cresceu muito nos últimos 15 dias; 4. Venda de gado magro/gordo: esta é outra forma rápida de resolver o problema. Simples, igualmente aos demais pontos: interromper a terminação, vendendo parte do gado magro. Esta semana sentimos consistentemente aumento da oferta de lotes e chegamos a comprar, fato não programado. Boa notícia para quem quer (e pode) fazer reposição (caso não esteja enganado, o recorde do preço do bezerro na BMF ocorreu também nesta semana: R$ 883,34 para o MS, na terça-feira). Igual ao magro, quem tem gado gordo pode e deve fazer o mesmo. Mesmo porque há o binômio: necessidade de alívio de Fazendas + preço em alta. Será que a melhora de escala vista esta semana já não reflete isto?

Os 7 maiores impactos do clima anormal de 2014 na arroba 5. Queda de GPD e da capacidade de suporte das Fazendas: já tem pasto que está com cara de julho, eu mesmo vi isto esta semana. Quem está organizado não deve perder ganho de peso, apenas capacidade de suporte. Mas as Fazendas menos organizadas com relação à pastagem, perderão capacidade e também desempenho nos animais empastados. 6. Qualidade de carne em queda: é provável que haja piora na qualidade da carne ofertada para o mercado consumidor, o que parece ser confirmado por contatos que temos. Tudo conspira para isto, quer seja em função de animais empastados estarem ganhando menos peso; quer seja em função de haver venda de animais semi acabados. Sinal amarelo, pois carne pior e cara, não é um bom sinal em termos de sustentabilidade de preço. 7. Mercado de grãos: a BMF já sinaliza impacto no preço do milho, cujo contrato futuro tem subido muito nos últimos dias. Bem na hora que começamos a nos aproximar do momento que, historicamente, tem sido o melhor para fechar preços de dieta: março/abril. Difícil prever o real impacto nas diárias, mas que haverá impacto, isto é certo;

Os 7 maiores impactos do clima anormal de 2014 na arroba Dizem que “7 é conta de mentiroso”… São 7 também os pecados capitais… E o oitavo pecado, qual poderia ser? Perder um bom preço de venda é um forte candidato. http://sites.beefpoint.com.br/rodrigoalbuquerque/os-7-maiores-impactos-do-climaanormal-de-2014-na-arroba/

Após 20 anos, real perde poder de compra, e nota de R$ 100 vale só R$ 22,35 Do UOL, em São Paulo 18/02/2014 Ao longo de quase 20 anos do Plano Real, a inflação acumulada desde 1/07/1994 até 1/2/2014, medida pelo IPCA, foi de 347,51%. Assim, um produto que custava R$ 1,00 em 1994 custa hoje R$ 4,47. [Apesar que o frango, símbolo do Plano Real, tinha o quilo a R$ 1,00, e hoje está cerca de R$ 7,00 em RO e R$ 5,00 em MG]. [Com R$ 1,00 também se compravam 10 pãezinhos. Hoje 1 Pão custa quase R$ 0,50. Esses 10 pães ficam R$ 5,00]. A propaganda da carne de frango foi tão grande que o consumo anual subiu de 14 kg por pessoa, em 1994, para 40 kg, em 2008, segundo dados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef). Gás cozinha subiu 827%. Inflação média de 17,35% aa. http://economia.uol.com.br/financas-pessoais/noticias/redacao/2014/02/18/apos-20-anos-real-perdepoder-de-compra-e-nota-de-r-100-vale-so-r-2235.htm#fotoNav=2

Saiu na segunda 10/02/14 o relatório Focus prevendo crescimento do PIB de 1,9% para 2014 e de 5,89% para a inflação deste ano. Portanto, perspectivas inalteradas: baixo crescimento, apesar de positivo, e inflação persistente. Nota: as previsões brasileiras de PIB eram dessa ordem nos anos anteriores e até ministro Mantega se irritou com previsões (pessimistas) de empresas estrangeiras, como o Credit Suisse, de PIB de 1,5%. O ministro falou que “É uma piada”. A previsão do govervo era de 4,5% a.a.. O ano de 2013 fechou em 0,9% a.a. Para 2014 a previsão do Banco Central do BR é de 2,13% a.a. 4º Ano seguido menor que América Latina. Panamá com 7%, e Bolívia e Peru, com 5,5%.

Próximos anos. A UE também piorou a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2014. Para o próximo ano, a previsão caiu de 3,6% para 2,5%. A estimativa anterior também havia sido divulgada um semestre atrás, na primavera. Novamente, a previsão para o Brasil está aquém de outros emergentes. Para 2014, a União Europeia trabalha com expansão da economia de 7,4% para a China, 4% para a Índia, 3,1% para o México e 3% para Rússia. A média de expansão do PIB na América Latina deve ser de 3,1% no próximo ano. A Comissão Europeia divulgou pela primeira vez a expectativa de crescimento para o PIB brasileiro em 2015, quando a economia deve avançar 3,1%. Confirmado, será o melhor ritmo da atividade no País desde 2010, ano em que o PIB registrou a forte expansão de 7,5%. Apesar disso, abaixo do esperado para outros emergentes: 7,4% para a China, 5,3% para a Índia e 3,4% para a Rússia. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também revisou para baixo as projeções de crescimento da economia brasileira. A previsão agora é de que o País cresça 2,5% neste ano (2013), contra 2,9% do relatório anterior, e 2,2% em 2014, contra 3,5% da estimativa anterior. Relatório do BC sobre 2013 sai em 27/02/14, mas está próximo a 2,24% a.a.

Princípio 8 – O padrão de vida de um país depende, em princípio, de sua capacidade de produzir bens; e essa capacidade aumenta quando aumenta a produtividade. No contexto brasileiro, pode-se mencionar que o rápido crescimento das exportações agrícolas, nos últimos quinze anos, tem relação direta com os expressivos aumentos de produtividade obtidos em setores como soja e açúcar ̶ que mostram, em algumas regiões do País, os maiores índices mundiais de produtividade por área. O caminho do crescimento econômico passa, assim, necessariamente, pela busca constante de aumentos de produtividade. E aumentos de produtividade, seja pela introdução de novas tecnologias na produção, seja pelo aumento do nível educacional da força de trabalho, dependem de investimentos (em máquinas e equipamentos, no sistema educacional, etc.). Isso ressalta a importância central do investimento no crescimento econômico dos países. No caso brasileiro, muitos analistas mostram preocupação com o fato de que nossa taxa de investimento é relativamente baixa, atualmente (inferior a 20%), em contraste com a de países cuja economia tem crescido de forma acelerada nos últimos anos, como a Índia e a China (com taxas de investimento da ordem de 30% e 40%, respectivamente).

VÍDEO – Como Funciona o Brasil

Lucro somado de 4 bancos brasileiros é maior que o PIB de 83 países. A soma do lucro registrado por quatro bancos brasileiros em 2013, que chegou a cerca de US$ 20,5 bilhões, é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 83 países no mesmo ano, segundo levantamento feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os lucros foram divulgados em reais e convertidos em dólar, considerando a cotação desta quinta-feira (13). Os ganhos do Itaú Unibanco, do Bradesco, do Santander e do Banco do Brasil, juntos, são maiores que a soma de todas as riquezas produzidas no ano, por exemplo, de Honduras, na América Central. O PIB nominal do país atingiu US$ 18,87 bilhões. A maioria das nações cujo PIB ficou abaixo do lucro dos bancos está, principalmente, na África, na Ásia e Oceania. Nesta quinta-feira, o Banco do Brasil anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 15,75 bilhões em 2013. O valor superou o lucro do Itaú Unibanco, de R$ 15,6 bilhões, que era, até a semana passada, o maior da história de todos os bancos brasileiros de capital aberto, segundo a Economatica. O recorde anterior era de 2011 e também pertencia ao Itaú. O lucro do Bradesco em 2013 ficou perto dos ganhos do Banco do Brasil e do Itaú, em R$ 12 bilhões. Entre os quatro bancos que já divulgaram seus balanços, o lucro do Santander foi o menor: R$ 5,7 bilhões. No ano passado, os quatro bancos mostraram resultados maiores do que os registrados em 2012.

Leis, Normas, Resoluções, Padrões de Comercialização Órgãos de governo, Instituições de Crédito, Empresas de Pesquisa, Agências Credenciadoras Fluxo de Mercadoria Fluxo de Capital

1. Análise Microeconômica Microeconomia é ramo da ciência econômica voltado ao estudo do comportamento das unidades de consumo (indivíduos/famílias) ao estudo das empresas, suas respectivas produções e custos, e ao estudo da geração de preços dos diversos bens, serviços e fatores de produção. A Análise Microeconômica, ou simplesmente microeconomia ou ainda Teoria dos Preços analisa a formação de preços no mercado, ou seja, como a empresa e o consumidor interagem e decidem qual o preço e a quantidade de um determinado bem ou serviço em mercados específicos. Mercado: é, pois um grupo de compradores e vendedores que por meio de suas reais ou potenciais interações, determinam o preço de um produto ou de um conjunto de produtos. Assim, enquanto a análise macroeconômica enfoca o comportamento da Economia como um todo, considerando variáveis globais como consumo agregado, renda nacional e investimentos globais, a análise microeconômica preocupa-se com a formação de preços de bens e serviços (soja, automóveis) e de fatores de produção (salários, aluguéis, lucros) em mercador específicos.

1. Análise Microeconômica A Teoria Microeconômica não deve ser confundida com economia de empresas, pois tem enfoque distinto. A Microeconomia estuda o funcionamento da oferta e da demanda na formação do preço no mercado, isto é, o preço sendo obtido pela interação do conjunto de consumidores com o conjunto de empresas que fabricam um dado bem ou serviço. Do ponto de vista da economia de empresas, onde se estuda uma empresa específica, prevalece a visão contábil-financeira na formação do preço de venda de seu produto, baseada principalmente nos custos de produção, enquanto na Microeconomia prevalece a visão do mercado. A abordagem econômica se diferencia da contábil mesmo quando são abordados os custos de produção, pois o economista analisa não só os custos efetivamente incorridos, mas também aqueles decorrentes das oportunidades sacrificadas, ou seja, dos custos de oportunidades ou implícitos. Os custos de produção do ponto de vista econômico não são apenas os gastos ou desembolsos financeiros incorridos pela empresa (custos explícitos), mas também quanto às empresas gastariam se tivessem de alugar ou comprar no mercado os insumos que são de sua propriedade (custos implícitos).

2. Pressupostos Básicos da Análise Microeconômica 2.1 A Hipótese “Coeteris Paribus” Para analisar um mercado específico, a Microeconomia se vale da hipótese de que “TUDO O MAIS PERMANECE CONSTANTE” (em latim, coeteris paribus). O foco de estudo é dirigido apenas àquele mercado, analisando-se o papel que a oferta e a demanda nele exercem, supondo que outras variáveis interfiram muito pouco, ou que não interfiram de maneira absoluta. Adotando-se essa hipótese, torna-se possível o estudo de um determinado mercado selecionando-se apenas as variáveis que influenciam os agentes econômicos – consumidores e produtores – nesse particular mercado, independentemente de outros fatores, que estão em outros mercados, poderem influenciá-los. Sabemos, por exemplo, que a procura de uma mercadoria é normalmente mais afetada por seu preço e pela renda dos consumidores. Para analisar o feito do preço sobre a procura, supomos que a renda permaneça constante (coeteris paribus); da mesma forma, para avaliar a relação entre a procura e a renda dos consumidores, supomos que o preço da mercadoria não varie. Temos, assim, o efeito “puro” ou “líquido” de cada uma dessas variáveis sobre a procura.

2. Pressupostos Básicos da Análise Microeconômica 2.2 Papéis dos Preços Relativos Na análise microeconômica, são mais relevantes os preços relativos, isto é, os preços de um bem em relação aos demais, do que os preços absolutos (isolados) das mercadorias. Por exemplo, se o preço do guaraná cair em 10%, mas também o preço da soda cair em 10%, nada deve acontecer com a demanda (procura) dos dois bens (supondo que as demais variáveis permaneceram constantes). Agora, tudo o mais permanecendo constante, se apenas cair o preço do guaraná, permanecendo inalterado o preço da soda, deve-se esperar um aumento na quantidade procurada de guaraná, e uma queda na de soda. Embora não tenha havido alteração no preço absoluto da soda, seu preço relativo aumentou, quando comparado como do guaraná. Outros Exemplos: Produtos Sucedâneos - Carnes Grãos para ração animal

2. Pressupostos Básicos da Análise Microeconômica 2.3 Objetivos da Empresa Quais os objetivos da empresa produtora de bens e serviços? A análise tradicional supõe o Princípio da Racionalidade, segundo o qual o empresário sempre busca a maximização do lucro total, otimizando a utilização dos recursos de que dispõe. Essa corrente enfatiza conceitos como receita marginal, custo marginal e produtividade marginal em lugar de conceitos de média (receita média, custo médio e produtividade média), daí ser chamada de marginalista. Como veremos, a maximização do lucro da empresa ocorre quando a receita marginal iguala-se ao custo marginal. As correntes alternativas consideram que o móvel do empresário não seria a maximização do lucro, mas fatores como aumento da participação nas vendas do mercado, ou maximização da margem sobre os custos de produção, independem da demanda de mercado.

AULA 20/02 http://www.brasilagro.com.br sojanews@fundacaomt.com.br Boa noticia ao setor de cana. Petroleiras da India compraram 720 milhões de litros de etanol das usinas, o que pode fazer o país começar a buscar o mandato de 5% de adição na gasolina (o total necessário seria de 1,05 bilhão de litros). A crise do açúcar está ajudando neste estímulo. A esperança é que uma vez desenvolvido este mercado, pode permanecer, consumindo cana da India para etanol e liberando espaço no mercado mundial de açúcar. http://economictimes.indiatimes.com/news/news-by-industry/energy/oilgas/oil-firms-record-ethanol-purchase-to-boost-blendinggoal/articleshow/30564567.cms

Bolsa de Chicago (CBOT / CME Group) Pregão do dia 14/02/2014 Vencimento Futuro Fechamento US$/bushel Equivalência em Variação (US$ US$/saca, base cents p/bushel) Chicago Máxima US$/bushel Mínima US$/bushel Março/2014 13,61 +23 30,01 13,62 13,35 Maio/2014 13,47 +22 29,70 13,48 13,23 Julho/2014 13,30 +22 29,33 13,30 13,06 CHICAGO SOBE FORTE COM CLIMA NO BRASIL Demanda aquecida por soja americana também continua dando suporte. Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago voltaram a subir fortemente nesta terçafeira após o longo fim de semana nos Estados Unidos (segunda-feira foi feriado no país e não houve pregão na bolsa), com valorizações de até 23 pontos no encerramento da sessão. O mercado foi influenciado pela percepção de que as chuvas que voltaram no Brasil não foram suficientes para normalizar a situação da safra no sul e sudeste do país, ao que se juntam preocupações agora com o excesso de chuvas no caso do Mato Grosso. Paralelamente, também há excesso de chuvas nas regiões produtoras da Argentina. A percepção é que a produção da América do Sul pode mostrar um recuo expressivo ante as previsões iniciais. Além disso, a demanda de exportações nos Estados Unidos continua aquecida, como mostraram os números das inspeções semanais divulgados nesta terça-feira. Esse conjunto de fatores altistas acabou neutralizando um outro dado que seria negativo: uma queda na moagem interna nos EUA em janeiro .

Agronegócios 17/02/2014 - 06:27:56 Atrás de preços maiores, agricultores americanos trocam o milho pela soja Depois de ver a saca de milho perder 40% do valor nos Estados Unidos no ano passado, Ron Moore, agricultor do Estado de Illinois, tem uma nova estratégia para 2014: plantar mais soja. O Departamento de Agricultura americano (USDA) prevê que, antes da colheita do segundo semestre, os estoques de soja nos EUA estarão 35% abaixo da média dos últimos 50 anos, em parte devido ao aumento da demanda na China, país que é o maior consumidor mundial do produto. A Four Seasons está apostando em preços mais baixos para os futuros de soja atrelados a datas de entrega após a colheita do segundo semestre. Um maior plantio de soja poderia gerar uma maior produção nos EUA, ao mesmo tempo que a produção no Brasil e na Argentina, os dois maiores produtores de soja depois dos EUA, também deve aumentar. Isso poderia resultar numa expansão significativa da oferta mundial da leguminosa. Na semana passada, o USDA previu que o Brasil, beneficiado por uma meteorologia favorável, deve colher o volume recorde de 90 milhões de toneladas de soja este ano e tomar pela primeira vez o lugar dos EUA como o maior produtor de soja do mundo. A Argentina deve aumentar a produção para 54 milhões de toneladas, sua segunda maior colheita da história. A provável combinação de safras volumosas na América do Norte e do Sul este ano pode empurrar o preço da soja nos EUA para US$ 9,50 por bushel no segundo semestre, o nível mais baixo em quatro anos, segundo Terry Reilly, analista da corretora Futures International LLC, em Chicago. Na sexta-feira passada, os contratos futuros de soja caíram 0,5%, para US$ 13,3750 por bushel, na bolsa de Chicago .

Agronegócios 17/02/2014 - 06:28:40 Seca leva Agroconsult a reduzir projeção de safra de soja a 90,8 mi ton A seca das últimas semanas em importantes regiões produtoras de soja do Brasil levou a consultoria Agroconsult a reduzir nesta sexta-feira sua estimativa para a safra 2013/14 para 90,8 milhões de toneladas, ante 91,6 milhões de toneladas anteriormente. "Perdas na Bahia, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, leste de Goiás e norte do Paraná já estão consolidadas em 2,4 milhões de toneladas e, caso as condições climáticas não favoreçam, há possibilidade de perdas maiores", disse a consultoria, em nota. Por outro lado, as lavouras de Mato Grosso, principal produtor de soja do país, estão em condições excelentes. A Agroconsult elevou em 1,6 milhão de toneladas sua projeção para a safra do Estado, com viés de alta. A estimativa da Agroconsult está próxima do número mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontou nesta semana a produção de soja na atual temporada em 90,33 milhões de toneladas. Apesar da redução na previsão, o Brasil ainda deverá registrar um crescimento importante na produção de soja em 13/14, contando com um plantio recorde e boas produtividades em Mato Grosso, o principal produtor da oleaginosa no país. A previsão é de uma produção de 28,4 milhões de toneladas em Mato Grosso, alta 21 por cento em relação à safra passada. Na safra anterior, o Brasil produziu 81,5 milhões de toneladas de soja. As revisões fazem parte das avaliações preliminares da expedição técnica Rally da Safra, organizada pela Agroconsult, que está percorrendo as regiões produtoras de soja ao longo do primeiro trimestre deste ano. No trecho da viagem acompanhando pela Reuters, no início do mês, os técnicos encontraram produtividades recordes nas lavouras de Mato Grosso (Reuters, 15/2/14)

Início da safra já provoca congestionamento em Santos 19/02/2014 - 06:43:11 O plano do governo federal para escoamento da safra de grãos no Porto de Santos falhou no primeiro teste. Como no ano passado, nesta terça-feira, 18, a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá, amanheceu completamente congestionada. Antes das 7 horas da manhã, a Polícia Rodoviária já registrava oito quilômetros de fila de caminhões rumo aos terminais localizados na margem esquerda do porto, no Guarujá. O caos também foi observado na entrada da Via Anchieta por causa do grande volume de carretas em direção aos terminais da Alemoa, na entrada de Santos. Os motoristas que pretendiam subir a serra ficaram parados por mais de três horas, repetindo-se a mesma cena registrada no primeiro semestre do ano passado. Com a piora da situação, que começou a se deteriorar na semana passada, a Secretaria Especial de Portos (SEP) fez uma série de reuniões com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), prefeitura de Cubatão, representantes da indústria, Polícia Rodoviária Estadual, dentro outros órgãos, para diagnosticar o problema. Segundo o presidente da Codesp, Renato Barco, o problema todo foi decorrente do não agendamento dos caminhões que vieram para os pátios reguladores, instalados em Cubatão. 'Não vou dizer que fomos surpreendidos, mas foi um fluxo de veículos acima do normal.' O executivo revelou que alguns caminhões adiantaram em dois dias a data de agendamento achando que poderiam encontrar locais para estacionar na Baixada Santista. O Ecopátio, credenciado à Codesp, no entanto, operou com 85% da capacidade e não registrou filas nem na entrada nem na saída. O diretor da SEP, Luiz Cláudio Santana Montenegro, afirmou que, de agora em diante, além das notificações que já estão sendo feitas, as empresas serão punidas com multas que variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo que descumprir as regras de agendamento estabelecidas no ano passado. Segundo ele, a partir de hoje, os terminais já poderão ser multados. Na terça-feira da semana passada, dois terminais (Caramuru e Libra) foram notificados em decorrência de problemas no agendamento, que deram margem aos primeiros congestionamentos. Nesta terça a situação piorou, com a constatação de que nada menos que 12 mil caminhões vieram para a região, muitos deles sem qualquer tipo de agendamento, antecedendo-se ao período de embarque. Montenegro deixou claro que o Porto de Santos tem capacidade de absorver toda a safra de grãos destinada à exportação, desde que haja um mínimo de organização. Já o presidente da Codesp destacou que o porto não pode se dar ao luxo de funcionar apenas nos cinco dias úteis da semana. 'O porto 24 horas é uma realidade e não se justifica que os caminhões não transportem suas cargas nos fins de semana.' (Agência Estado, 18/2/14)

Agronegócios 18/02/2014 - 06:29:28 Produtores de soja de MT se dizem preocupados com custo na safra A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) expressou nesta segunda-feira, 17, preocupação com os custos de produção para safra Citando cálculos do Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a associação informou que o agricultor desembolsará R$ 2.667,76 por hectare para produzir a oleaginosa no ciclo 2014/15, com base no preço dos insumos em janeiro. A quantia supera em 14% o custo da safra 2013/14, segundo a Aprosoja. 'Uma foto deste momento mostra a margem de lucro do produtor 29% menor, considerando o aumento do custo de produção de 14% e a queda de 15% em Chicago na relação março 2014 e 2015', disse Ângelo Ozelame, analista de grãos do Imea, na nota (Agência Estado, 17/2/14)

Arroba de boi vai a R$ 120 e tem preço recorde 13/02/2014 - 07:13:02 A arroba de boi gordo atingiu R$ 120 ontem no mercado paulista, o maior valor nominal já registrado pelo produto. O aumento ocorre devido à dificuldade que os frigoríficos têm de encontrar bois prontos para o abate. A menor oferta de gado ocorre exatamente em um momento de demanda aquecida, tanto internamente como externamente, segundo José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP. A demanda interna, puxada pela baixa taxa de desemprego e pelo aumento de renda dos consumidores, tem sido importante na manutenção dos preços da carne. Além disso, a sustentação da cotação da arroba vem ainda das exportações, que estão em patamares recordes, diz o diretor da Informa. Ferraz afirma que essa alta de preços vem sendo construída há vários anos. A baixa rentabilidade da pecuária, mesmo com os preços atuais, levou muitos pecuaristas a arrendar parte de suas fazendas para produtores de grãos. Previa-se que, com a menor área destinada à pecuária, o setor conseguisse uma produtividade maior, compensando a redução de área. Paulatinamente se confirmou que a oferta abundante de gado pronto para abate não ocorreu, pressionando os preços do mercado. O setor está obtendo aumento de produtividade, mas a um ritmo menor do que se esperava, na avaliação de Ferraz. Olhando para frente, o diretor da consultoria ainda tem dúvidas sobre a recuperação da pecuária. Mesmo nos patamares atuais, o preço do boi não remunera adequadamente o pecuarista. Diante desse cenário, os investimentos no setor não deslancham porque outra áreas, como a da soja, têm rentabilidade bem maior. É difícil quantificar o quanto, mas Ferraz diz que boa parte dessa redução atual da oferta de gado provém da perda de áreas e de rentabilidade do setor. Ao registrar R$ 120, a arroba de boi teve uma valorização de 25% nos últimos 12 meses. Apesar desse ser o maior valor nominal, o preço da arroba já chegou a R$ 135 há cinco anos, quando os valores são corrigidos pelo IGP-DI, diz Ferraz. Enquanto o preço da carne bovina sobe, os da suína e da de frango estão em queda (Folha de S.Paulo, 12/2/14)

Agronegócios 18/02/2014 - 06:29:08 Milho: Cargill inaugura biorrefinaria em Castro (PR) na quinta-feira A Cargill inaugura na quinta-feira, 20, uma biorrefinaria processadora de milho na cidade de Castro, no Paraná. Com investimento de R$ 500 milhões, a unidade produzirá amidos e adoçantes. O modelo de negócio da nova fábrica no Paraná será semelhante a uma unidade da companhia nos Estados Unidos, em que a fábrica é interligada a indústrias que utilizam como matéria-prima a produção da biorrefinaria. Por enquanto, a empresa alemã Evonik está construindo uma unidade para a produção de aminoácido utilizado na nutrição animal. Segundo a Cargill, o projeto prevê até quatro indústrias interligadas à refinaria. Ainda conforme informações da Cargill, a nova unidade deverá representar aumento de 30% na capacidade de moagem de milho da companhia na América do Sul. O volume de milho que será processado não foi informado (Agência Estado, 17/2/14)

3. Aplicação da Análise Microeconômica O instrumental microeconômico procura responder, também, a questões aparentemente triviais; por exemplo, por que, quando o preço de um bem se eleva, a quantidade demandada desse bem deve cair, coeteris paribus. Entretanto, deve-se salientar que, se a Teoria Microeconômica não é um manual de técnicas para a tomada de decisões do dia-a-dia, mesmo assim ela representa uma ferramenta útil para estabelecer políticas e estratégias, dentro de um horizonte de planejamento, tanto ao nível das empresas quanto ao nível de política econômica.

3. Aplicação da Análise Microeconômica Em nível de empresas, a análise microeconômica pode subsidiar as seguintes decisões: A. Política de preços da empresa. B. Previsões de demanda e de faturamento . C. Previsões de custos de produção. D. Decisões ótimas de produção (escolha da melhor alternativa de produção, isto é, da melhor combinação de fatores de produção). E. Avaliação e elaboração de projetos de investimentos (análise custo-benefício da compra de equipamentos, ampliação da empresa, etc). F. Política de propaganda e publicidade (como as preferências dos consumidores podem afetar a procura do produto). G. Localização da empresa (se a empresa deve situar-se próxima aos centros consumidores ou aos centros fornecedores de insumos). H. Diferenciação de mercados (possibilidades de preços diferenciados, em diferentes mercado consumidores do mesmo produto).

3. Aplicação da Análise Microeconômica Em nível de política econômica, a Teoria Microeconômica pode contribuir na análise e tomada de decisões das seguintes questões: A. Efeitos de impostos sobre mercados específicos. B. Políticas de subsídios (nos preços de produtos como trigo e leite, ou na compra de insumos como máquinas, fertilizantes, etc). C. Fixação de preços mínimos na agricultura. D. Controle de preços. E. Política salarial. F. Política de tarifas públicas (água, luz, etc). G. Políticas de preços públicos (petróleo, aço, etc). H. Leis antitrustes (controle de lucros de monopólios e oligopólios). Como se observa, são decisões necessárias ao planejamento estratégico das empresas e à política e programação econômica do setor público.

Qual o paradeiro do boi de fevereiro? (Edição de 13/fev/14 a 01/mar/14) “Quem mexeu no meu queijo?” Esta deve ser a pergunta que os frigoríficos estão fazendo a si mesmos. Mexeram no “queijo” deles, que no caso é o bovino. Para onde foi o boi do mês de fevereiro? Lembram-se do “primo rico”? O sumiço do boi de fevereiro pode ser uma de suas primeiras “façanhas”… Vamos tentar elucidar abaixo. 1) COMO ESTÁ O NOSSO TETO (SP/MS)? Tinha melhorado um pouco o “aperto” de quem compra boi gordo na semana passada, mas nesta, voltou a complicar, pois o DIA D DAS ESCALAS saiu de sexta e voltou a ser a QUARTA-FEIRA, dia 26/fev. Não veio mesmo a enxurrada de boi, mesmo com o preço de R$ 120/@. Tanto é verdade que a “vedete dos preços” agora é o R$ 122/@ av, ainda que bem pontual. No mercado físico, o índice Esalq/BMF saiu de R$ 118,27 av (variando de R$ 116 a R$120) e chegou em R$ 119,28 av (variando de R$ 116 a R$122) nesta semana. No nosso querido MS (berço do meu DNA), nada de novo, fora as escalas, que seguem SP, pois os preços continuam entre o R$ 110 av até R$ 112av. Em ambos estados, o prêmio para o boi EU fica em aproximadamente +R$ 2/@. Segue inalterado o Beefradar: “estabilidade(45%)/alta leve (55%)”.

Qual o paradeiro do boi de fevereiro? (Edição de 13/fev/14 a 01/mar/14) 2) E AQUI, NA TERRA DO PEQUI? Na semana passada falamos que as escalas em GO estavam, na média, mais apertadas que as de SP e isto deu algum reflexo em preço por aqui. Tínhamos cravado: “há espaço para o preço de GO melhorar”. E foi de fato o que ocorreu! Saímos da referência de R$ 104av x R$ 106ap, e chegamos em R$ 105av x R$ 107ap, com ágio EU adicional de +R$ 2/@ e sobre preço de até R$ 1 nas condições acima (o melhor preço do estado no relatório do CEPEA subiu para o R$ 110ap). O DIA D DAS ESCALAS também é aQUARTA-FEIRA, dia 26/fev. Quem não muda o rumo mesmo é o diferencial de base do boi de GO x SP que continua perto de -R$ 12/@. Como ainda não há vacas para valer nas escalas, o diferencial de vaca GO x boi GO seguiu estável, perto dos -7%. Deixamos o beefradar em: “estabilidade(45%)/alta leve (55%)”.

Qual o paradeiro do boi de fevereiro? (Edição de 13/fev/14 a 01/mar/14) 3) HORA DO QUILO: Muito interessante o link abaixo. Qualquer semelhança com o bovino pode não ser mera coincidência… Escutem: http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/maurohalfeld/2014/02/17/COMPRAR-IMOVEL-PARA-RENDA-HOJE-E-ARRISCADO.htm Será que “desta vez será diferente” no bovino? Imóveis e commodities podem ter mais coisa em comum do que podemos imaginar… 4) O LADO “B” DO BOI: 4.1. Banalizaram a quebra dos recordes nominais da arroba De fato, tal como foi escrito aqui, não aconteceu a terceira semana ininterrupta de pregões com recorde nominal da arroba. Esta semana, após 10d quebras seguidas de recorde nominal de preço, houve alguma instabilidade no indicador. Mesmo assim, houve fatos marcantes: - novo recorde nominal da arroba (SP): R$ 119,28/@ av (21/fev) e R$ 120,46/@ ap (17/fev) - novo recorde nominal do bezerro (MS): R$ 901,55/cab av (21/fev) Houve tantas quebras de recorde, que, erroneamente, nem damos mais importância para isto…

4.2. Vem aí o feriado de “Carneval” Por nada mais do que R$ 0,05/kg nesta sexta o recorde da carne não caiu. O kg da carcaça casada foi cotado a R$ 7,84/kg no dia 21/fev, sendo o recorde nominal de R$ 7,89/kg de 06/jan/14. Tudo nas máximas, carne, boi e reposição. E não se esqueçam, vem aí o feriado de “Carneval” na semana que vem. Frigorífico vai vender o que tem e o que não tem, pois anda pulando abate e seus estoques estão baixos… Quem não gosta de queimar uma “carninha” no “Carneval”? Não é hora de a carne baixar agora! E consequentemente, advinha…

Qual o paradeiro do boi de fevereiro? (Edição de 13/fev/14 a 01/mar/14) 4.3. Qual o nome do “primo rico” que está na nossa festa? Ele foi embora? Semana passada listamos 7 façanhas que o “primo rico” (o clima anormal de 2014), poderia fazer na nossa festa (preços da arroba). Nos esquecemos de apresentá-lo apropriadamente… O nome do “primo rico” é Pedro, ou melhor, “São Pedro”… Antes de continuar a nossa análise, alguns acham que o “Pedrão” já está indo embora da festa porque as chuvas da segunda quinzena de fevereiro deram uma boa e bem vinda melhorada. De fato, melhorou muito, mas a conta do “Pedrão” ainda está bem negativa. Nas Fazendas que administramos, apesar de terem caído 170mm em 9 dias ininterruptos, elevando a média de precipitação do mês para um percentual 3% acima da média esperada para fev dos últimos 7 anos, quando consideramos a chuva acumulada de nov/13 a fev/14, que é a responsável pela safra de pasto dos bois de agora, vemos que falta 23% de volume de precipitação. Ou seja, de cada 4 pingos que caíram nas últimas 7 safras de boi, o “Pedrão” está nos devendo um… É muito! E isto tem seus impactos num país que 85% da produção de carne vem de pasto. O pasto já perdeu o compasso da safra. Para que recuperemos o volume da “chuva safra” normal (chuva nov/14-mar/14), teríamos que ter 510mm de 20/fev até 31/mar… Difícil isto acontecer. E abril é o mês em que o nosso primo Pedrão normalmente começa a se retirar de cena…

Qual o paradeiro do boi de fevereiro? (Edição de 13/fev/14 a 01/mar/14) Portanto, o primo está na festa e “na ativa”, fortemente. E para nós, o “pau que o bovino está dando nas escalas”, é de responsabilidade dele, do “Pedrão”! Explico melhor: a falta de boi em fevereiro é monstra. Tem frigorífico abatendo com 50 a 70% da capacidade e até pulando abates a dias. É o “fevereiro negro” das escalas. O motivador disto foi a falta de chuva do final de dezembro até 15/fev. Houve certamente em função disto: - antecipação de abates: jan/14 foi recorde de abates de bovinos no País, vide dados do IMEA/MT. E para piorar, com pouca quantidade de vacas no abate, em função do abate de fêmeas altíssimo de 2013. Nós mesmos, fizemos isto nas Fazendas que administramos, aumentando a programação de abates do início do ano em 43%, antecipando bois de fev/mar, para aliviar as pastagens; - postergação de abates: os animais que não foram abatidos antecipadamente, ficarão postergados, em função do “baque” dos pastos; Desta forma, houve um “buraco” em fevereiro, e a indústria está sentido isto na pele, complicando mais ainda porque a exportação/mercado interno vem muito bem. As inimagináveis semanas a fio de quebras de recorde nominal da arroba não são à toa… Nem a “puxada do mercado futuro” para os meses de maio14 e out14… Banalizamos isto, mas os fatos são muito fortes.

Qual o paradeiro do boi de fevereiro? (Edição de 13/fev/14 a 01/mar/14) Em função dos fatos acima, estamos prevendo (fato também já citado no texto passado), uma antecipação de bois de confinamento de primeiro giro, o que pode levar a vermos um acúmulo de oferta de abril em diante (entre maio e julho, mais precisamente junho ou julho, cremos), coincidindo a “soca de bois de pasto” com a saída do primeiro giro do cocho… Paralelamente a tudo isto, estamos vendo de maneira consistente outros fatos que tem também o “dedo do Pedrão”: - alta de milho na bolsa de futuros (também discorrido aqui na semana passada) - queda dos preços futuros do boi na BMF, mais precisamente de maio (safra) e out (entressafra). Os preços caíram R$ 3/@ nesta semana, trazendo o maio de R$ 120 para R$ 117 e o out de R$ 127 para R$ 124, a grosso modo. Em parte, isto é bom, pois a realização dá sustentabilidade no movimento de alta. E a BMF tem as razões particulares dela, afinal de contas, como já dizia o Romário, “jogo é jogo e treino é treino”. Ou seja, “bolsa é bolsa e físico é físico”… O mercado é muito dinâmico… Impressionante. Nós mesmos pensamos ontem: e se o “Pedrão mandar chuva para valer” de agora em diante e a “negada” resolver não mais enviar bois para o primeiro giro, apostando numa provável melhora da capacidade de suporte dos pastos?

Qual o paradeiro do boi de fevereiro? (Edição de 13/fev/14 a 01/mar/14) De toda forma, esta queda na BMF foi algo novo até então na bolsa em 2014. Nada que sinalize ainda uma pesada inversão de tendências, mas é um sinal que não deve ser desprezado. É como uma “fadiga de material”, mais um termo da aviação que trazemos para a lida bovina. Afinal de contas, pior que não saber o “paradeiro do boi de fevereiro” é não saber o “paradeiro do seu dinheiro”, caso você perca bons níveis de preço para comercializar a sua produção!!! Bom “Carneval” e até o próximo texto, se assim Deus permitir… Rodrigo Albuquerque (@fazendaburitis / boicom20@gmail.com), Trabalho feito a 4 mãos, com Ricardo Heise (@boi_invest / r.heise@hotmail.com http://sites.beefpoint.com.br/rodrigoalbuquerque/qual-o-paradeiro-do-boi-defevereiro-edicao-de-13fev14-a-01mar14/

4. Divisão dos Tópicos de Microeconomia AULA 25/02 I – Teoria da Demanda (procura) Teoria da Produção II – Teoria da Oferta Teoria dos Custos de Produção Mercado de Bens Serviços III – Análise das Estruturas Mercado de Fatores de Produção IV – Teoria do Equilíbrio Geral e do Bem-estar Concorrência Perfeita Concorrência Monopolista Monopólio Oligopólio Concorrência Perfeita Monopsônio Oligopsônio

A Teoria da Demanda ou Teoria da Procura estuda as diferentes formas que a demanda pode assumir e os fatores que a influenciam. A Teoria da Oferta abrange: 1) a Teoria da Produção, que estuda o processo de produção numa perspectiva econômica, e 2) a Teoria dos Custos de Produção, que classifica e analisa os custos. A Teoria da Produção envolve apenas relações físicas entre o produto e fatores de produção, enquanto a Teoria dos Custos já envolve preços dos insumos de produção

A Análise das estruturas de Mercado aborda a maneira como estão organizados os mercados, e como é determinados o preço e quantidade de equilíbrio nesses mercados. É dividida na análise da estrutura dos mercados e serviços e dos mercados de fatores de produção (também chamada “Demanda Derivada”, dado que os mercados de insumos derivam, em última análise, do mercado de bens e serviços). A Teoria do Equilíbrio Geral e do Bem-estar estuda a interação de todos os mercados simultaneamente e seu impacto em todos os agentes.

4. Teoria da Demanda do Consumidor ou Comportamento do Consumidor Problema A Pillsbury Co., adquiriu uma empresa em Woodbridge, Nova Jesey, que produzia um novo sorvete de alta qualidade e que era comercializado sob a marca HaagenDazs. A inclusão na receita de mais creme e mais ovos tornou-o melhor e mais saboroso que a maioria dos demais, e seu nome escandinavo sugeriam que era um produto de qualidade, merecedor de um preço moais elevado. Porém, antes que o Haaangen-Dazs pudesse ser comercializado em larga escala, a empresa teve de resolver um importante problema. Qual deveria ser o preço a ser cobrado? Independente de quão bom fosse o sorvete, sua lucratividade seria consideravelmente influenciada pela decisão da empresa em relação ao preço a ser cobrado pelo sorvete. Não era o suficiente saber que os consumidores pagariam mais por um sorvete de alta qualidade; a questão era determinar.

Quanto mais pagariam Portanto, a empresa teve de elaborar uma cuidadosa análise das preferências do consumidor para poder determinar a demanda de sorvete e como ela estaria ligada ao preço e à qualidade. Este problema – envolvendo política de empresas – exemplifica a importância da Teoria econômica referente ao comportamento do consumidor, bem como os tipos de problemas que ela pode ajudar a resolver. No presente capítulo, abordaremos a teoria do consumidor seguindo uma ordem histórica, começaremos estudando essa teoria tal como ela apareceu nos trabalhos dos primeiros economistas que trataram dela e, posteriormente, trataremos da mesma na forma como ela aparece na moderna teoria econômica.

A TEORIA DA UTILIDADE Utilidade Total e Utilidade Marginal Por que as pessoas demandam mercadorias? A resposta parece óbvia: as pessoas demandam mercadorias porque eu consumo lhes traz algum tipo de prazer ou satisfação. Essa é uma condição necessária para que uma mercadoria seja procurada pelos consumidores. Não há demanda para mercadorias indesejáveis tais como injeção no olho ou coco de galinha para fazer crescer o bigode. Imaginemos agora que o prazer ou a satisfação percebido por um consumidor pelo consumo de uma mercadoria possa ser medido, e chamemos essa medida de utilidade dessa mercadoria para esse consumidor. Mesmo que não saibamos nada acerca da medida exata da utilidade, podemos, empregando um pouco de bom senso, predizer que ela deve ter um comportamento característico.

Apenas para que possamos ver de uma forma mais concreta qual deve ser esse comportamento, suponhamos que a mercadoria em questão seja chocolate em barra. Se passarmos a dar uma barra de chocolate por semana a uma criança que até então não consumia nada de chocolate, essa barra de chocolate provavelmente trará uma satisfação muito grande a essa criança, gerando assim uma utilidade relativamente alta. Se, depois disso, passarmos a dar uma segunda barra semanal de chocolate, essa barra será bem recebida pela criança, mas provavelmente não com o mesmo entusiasmo com que foi recebida a primeira barra. Uma terceira barra será recebida com um entusiasmo ainda menor.

Se formos aumentando o número de barras de chocolate, chegaremos a um ponto em que uma barra adicional de chocolate representará para a nossa criança um benefício tão pequeno que para ela será quase indiferente receber ou não essa barra adicional. Isso porque o chocolate sendo consumido praticamente até a sociedade deixou de ser para ela um produto escasso. Com isso, queremos dizer que a utilidade total derivada do consumo de chocolate cresce na medida em que aumentamos o número de barras por semana. Todavia, o valor acrescentado à utilidade total pela última barra de chocolate consumida é tão menor quanto maior for o total consumido de barras de chocolate.

O parágrafo da Fig. 4.1. ilustra essa idéia. No eixo horizontal de tal gráfico, medimos a quantidade consumida de chocolate. A altura de cada coluna indica a utilidade total do consumo de chocolate. A altura do trecho em cinza escuro da coluna indica quanto for acrescentado à utilidade total pela última barra consumida. Observe que, na medida em que aumenta a quantidade consumida, isto é, na medida em que vamos para as colunas mais à direita, o trecho da coluna em cinza escuro é cada vez menor o que indica que a última consumida acrescenta cada vez menos à utilidade total. A utilidade que a última unidade consumida (no nosso exemplo, a última barra de chocolate) acrescenta à utilidade total é chamada utilidade marginal. Assim, no gráfico a fig. 4.1., a utilidade marginal é representada pela área em cinza escura em cada coluna. Podemos definir o termo utilidade marginal de uma maneira mais geral da seguinte forma: A utilidade marginal do consumo de uma mercadoria é o crescimento à utilidade total decorrente do consumo de uma unidade adicional dessa mercadoria.

No nosso exemplo, a utilidade marginal do chocolate diminui na medida em que aumenta o seu consumo. Comportamento semelhante deve ser esperado para a utilidade marginal de outra mercadoria qualquer. Em outras palavras, na medida em que o consumo de uma mercadoria por parte de uma pessoa aumenta o prazer decorrente de uma unidade adicional, isto é, a utilidade marginal dessa mercadoria, diminui. Assim, podemos enunciar a seguinte lei, que descreve o comportamento da utilidade marginal com relação à quantidade consumida de uma mercadoria:

Lei da utilidade marginal decrescente: na medida em que aumenta o consumo de uma mercadoria, a utilidade marginal dessa mercadoria diminui.

Até aqui, no nosso exemplo, o consumo semanal de chocolate por parte de uma criança varia de barra de chocolate. Todavia, poderíamos ser mais precisos. Em vez de aumentar o consumo da criança de barra em barra de chocolate, poderíamos aumentá-lo digamos, de quarto de barra em quarto de barra, ou ainda de grama em grama de chocolate. Quando fazemos isto, isto é, quando tornamos a variação no consumo de chocolate cada vez menor, as colunas dos gráficos das Fig. 4.1. e 4.2. ficam cada vez mais estreitas. Se concebermos variação no consumo de chocolate suficientemente pequena, as colunas desses gráficos tornar-se-ão tão estreitas que poderemos substituir os gráficos de barra das Fig. 4.1. e 4.2. por gráficos de linha como os das Fig. 4.3. e 4.4.

Quando representamos a relação entre a utilidade marginal e o consumo de chocolate em um gráfico de barras, a utilidade total do consumo de três barras de chocolate era dada pela área das primeiras três barras do gráfico. Agora que passamos a representar a utilidade marginal em função da quantidade consumida em um gráfico de linha, a utilidade total do consumo de uma quantidade q() que será dada área sob a curva de utilidade marginal até a quantidade q() conforme podemos ver no gráfico da fig. 4.4.

1.2. A curva de demanda individual e o equilíbrio do consumidor Até agora falamos de utilidade marginal sem nos preocuparmos em definir uma medida para essas grandezas. Para acharmos uma medida, podemos pensar que uma pessoa valoriza mais aquilo que lhe traz mais utilidade, ou, em outras palavras, ela está disposta a pagar ,mais por algo que tenha uma utilidade maior para ela. Assim, podemos definir nossa medida de utilidade do consumo de uma mercadoria como sendo o máximo que uma pessoa está disposta a pagar por esse consumo.

Para compreender melhor esse ponto, retornemos o exemplo da criança que consome chocolate. O gráfico da Fig. 4.2. descreve, conforme já vimos, como varia a utilidade marginal conforme varia o consumo de chocolate. Em outras palavras, esse gráfico descreve quanto é acrescentado à utilidade total pela última barra de chocolate consumida pela criança. Pois bem, nesse gráfico podemos ver que a utilidade acrescentada pela primeira barra de chocolate é maior que a utilidade acrescentada pela segunda barra, que por sua vez é maior que a utilidade acrescentada pela terceira barra, e assim por diante. Isso reflete apenas a lei da utilidade marginal decrescente que acabamos de ver.

Agora, se a primeira barra de chocolate acrescenta mais utilidade que todas as outras barras consideradas individualmente, então a criança está disposta a pagar um preço maior por essa barra, digamos, R$ 4,00. Como a segunda barra deve ser menor que o preço máximo que a criança está disposta a pagar pela segunda barra deve ser menor que o preço máximo que a criança está disposta a pagar pela primeira, e maior que o máximo está disposta a pagar pela terceira barra, suponhamos que esse preço seja R$ 3,00. Do mesmo modo, o preço máximo que a criança está disposta a pagar pela terceira barra é menor que o preço máximo que está disposta a pagar pela segunda barra e maior que o preço máximo que está disposta a pagar pela quarta barra, e assim por diante.

Vamos chamar o preço máximo que um consumidor está disposto a pagar por uma unidade adicional de uma mercadoria de preço marginal de reserva. Como o preço marginal de reserva é tanto maior quanto maior for a utilidade acrescentada por uma unidade adicional da mercadoria, ou seja, quanto maior for a utilidade marginal, podemos dizer que o preço marginal de reserva é uma medida da utilidade marginal.

Add a comment

Related presentations

Related pages

Tópicos de Economia: Micro - Aula 3 - Teoria Elementar do ...

... Aula 3 - Teoria Elementar do Funcionamento do ... — Suponha que a renda do consumidor tenha um ... — Conforme vimos na teoria da demanda, ...
Read more

ECO 1.3.1 Teoria do Consumidor - YouTube

Aula sobre teoria do consumidor. Utilidade. Utilidade Marginal. Curvas de Indiferença. Restrição Orçamentária.
Read more

ECO 1.2.3 Teoria do Mercado 3 :: Elasticidade - YouTube

Aula sobre Teoria do Mercado - Elasticidade. ... ECO 1.3.1 Teoria do Consumidor - Duration: ... Elasticidade / Preço Cruzada da Demanda ...
Read more

TEORIA ELEMENTAR DE FUNCIONAMENTO DO MERCADO

FUNCIONAMENTO DO MERCADO Teoria da Demanda ... • Relação entre a demanda por um bem e a renda do consumidor. ... FEC Aula 3
Read more

Demanda Individual e Demanda de Mercado - Redirecionando...

Determinantes da demanda # 3 ... sem significado na teoria do consumidor. Dee a da de e cadomanda de ... Excedente do consumidor para a demanda de mercado
Read more

Microeconomia - Teoria do Consumidor - DIÁRIO DE BORDO DE ...

A teoria do consumidor, ou teoria da escolha, ... Funcionamento do Mercado de Valores Mobiliários ... (3) Março (3) ...
Read more

Demanda, Oferta e Equilíbrio de Mercado - Cola da Web

... gastos e preferências do consumidor, etc. Quanto a Demanda de Mercado, ... A Teoria da Demanda tem alguns fundamentos: Teoria do Valor Utilidade: ...
Read more

Pedro Cosme da Costa Vieira

Introdução à teoria do consumidor Pedro Cosme da Costa Vieira ... Introdução à Teoria do Consumidor 3 ... infinitesimal do total do mercado, ...
Read more