Doença de Chagas

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Published on June 29, 2009

Author: Betulino

Source: slideshare.net

Description

Doença de Chagas - Trypanosoma cruzi

Doença de Chagas (Trypanosoma cruzi) Patologia, ciclo-epidemiológico, profilaxia e diagnóstico laboratorial. Prof° Marcos Gontijo da Silva

Carlos Chagas Dr. CARLOS RIBEIRO JUSTINIANO DAS CHAGAS (1879-1934)

 

 

Classificação Reino: Protista Filo: Sarcomastigophora Ordem: Kinetoplastida Família: Trypanosomatidae Gênero: Trypanosoma Espécies: T. congolense  evolução anterior  picada T. vivax  evolução anterior  picada T. evansi  sem evolução  picada T. equinum  sem evolução  picada T. equiperdum  monoxeno  coito T. rangeli  evolução posterior e anterior  picada T. b. brucei  evolução anterior  picada T. b. gambiense  evolução anterior  picada T. b. rhodesiense  evolução anterior  picada T. cruzi  evolução posterior  contaminativo Seção Stercoraria Seção Salivaria

Reino: Protista

Filo: Sarcomastigophora

Ordem: Kinetoplastida

Família: Trypanosomatidae

Gênero: Trypanosoma

Espécies:

T. congolense  evolução anterior  picada

T. vivax  evolução anterior  picada

T. evansi  sem evolução  picada

T. equinum  sem evolução  picada

T. equiperdum  monoxeno  coito

T. rangeli  evolução posterior e anterior  picada

T. b. brucei  evolução anterior  picada

T. b. gambiense  evolução anterior  picada

T. b. rhodesiense  evolução anterior  picada

T. cruzi  evolução posterior  contaminativo

Seção Stercoraria

Seção Salivaria

Tripanossomíase Humana Doença de Chagas – T. cruzi 16 a 18 milhões 80 milhões sob risco 4º. Doença de maior impacto Doença do Sono – T. b. gambiense, T. b. rhodensiense Mosca tsé-tsé ( Glossina ) - África 20 mil casos/ano 50 milhões sob risco

Doença de Chagas – T. cruzi

16 a 18 milhões

80 milhões sob risco

4º. Doença de maior impacto

Doença do Sono – T. b. gambiense, T. b. rhodensiense

Mosca tsé-tsé ( Glossina ) - África

20 mil casos/ano

50 milhões sob risco

Distribuição T. cruzi T. rangeli T. b. rhodesiense T. b. gambiense

Doença de Chagas 1908 – Carlos Chagas Trypanosoma cruzi - Polimorfismo Epimastigota Amastigota Tripomastigota

1908 – Carlos Chagas

Trypanosoma cruzi - Polimorfismo

Morfologia

Ciclo Biológico

Ciclo Biológico

No vetor

No vertebrado

INVASÃO  múltiplos passos Interação parasito-hospedeiro Secreção e/ou expressão de moléculas Ativação de vias de transdução de sinais Depende : Estrutura do parasito Estágio de desenvolvimento Tipo de célula alvo Moléculas envolvidas Mecanismo de invasão  mobilização do Ca intracelular e recrutamento do lisossomo

INVASÃO  múltiplos passos

Interação parasito-hospedeiro

Secreção e/ou expressão de moléculas

Ativação de vias de transdução de sinais

Depende :

Estrutura do parasito

Estágio de desenvolvimento

Tipo de célula alvo

Moléculas envolvidas

Mecanismo de invasão  mobilização do Ca intracelular e recrutamento do lisossomo

Sinalização Tripomastigotas metacíclicas Gp 82 Gp 35/50 Trans-sialidases, SSp-3 e Tc 85  laminina e citoqueratina 18 Amastigotas Receptores agonistas  bradicinina, TGF  Oligopeptidase B Célula hospedeira PC  IP 3  Ca  lisossomos PTK PC

Tripomastigotas metacíclicas

Gp 82

Gp 35/50

Trans-sialidases, SSp-3 e Tc 85  laminina e citoqueratina 18

Amastigotas

Receptores agonistas  bradicinina, TGF 

Oligopeptidase B

Célula hospedeira

PC  IP 3  Ca  lisossomos

Transmissão Vetor Transfusão sanguínea Congênita Acidentes de laboratório Oral Transplante

Vetor

Transfusão sanguínea

Congênita

Acidentes de laboratório

Oral

Transplante

 

 

 

Triatoma infestans

Panstrongylus megistus

Aspectos epidemiológicos Ciclo silvestre, paradoméstico e doméstico Triatomíneos (silvestres, peridomiciliares e domiciliares) Hospedeiros vertebrados (silvestres, domésticos e reservatórios).

Ciclo silvestre, paradoméstico e doméstico

Triatomíneos (silvestres, peridomiciliares e domiciliares)

Hospedeiros vertebrados (silvestres, domésticos e reservatórios).

Patologia Diversidade do parasito Fatores dependentes do hospedeiro Fase aguda: assintomática – 90 a 98% Sintomática – 2 a 10% (febre, astenia, aumento do fígado e baço, sinal de Romanã e chagomas de inoculação) Fase crônica: Indeterminada – 50 a 69% (oligossintomáticos) Cardíaca – 13% Digestiva – 10% (megaesôfago e megacólon) Mistas – 8 % Nervosa crônica

Diversidade do parasito

Fatores dependentes do hospedeiro

Fase aguda:

assintomática – 90 a 98%

Sintomática – 2 a 10% (febre, astenia, aumento do fígado e baço, sinal de Romanã e chagomas de inoculação)

Fase crônica:

Indeterminada – 50 a 69% (oligossintomáticos)

Cardíaca – 13%

Digestiva – 10% (megaesôfago e megacólon)

Mistas – 8 %

Nervosa crônica

 

 

 

 

 

 

 

Patologia no Feto ► Infecção ► Disseminação do parasito ► Agressão dos tecidos ► Infiltrado Inflamatório ► Necrose ► Fibrose

► Infecção

► Disseminação do parasito

► Agressão dos tecidos

► Infiltrado Inflamatório

► Necrose

► Fibrose

Quadro Clínico RNs de baixo peso. Os síntomas podem ocorrer logo após o nascimento ou meses ou anos após. Hepatoesplenomegalia em todos os casos. Anemia, Icterícia. Manifestações cardiácas. Pneumonite. Comprometimento do SNC. Lesões oculares. Manifestações digestivas. Edema. Retardo no desenvolvimento neuropsicomotor. Crescimento abaixo do normal.

RNs de baixo peso.

Os síntomas podem ocorrer logo após o nascimento ou meses ou anos após.

Hepatoesplenomegalia em todos os casos.

Anemia, Icterícia.

Manifestações cardiácas.

Pneumonite.

Comprometimento do SNC.

Lesões oculares.

Manifestações digestivas.

Edema.

Retardo no desenvolvimento neuropsicomotor.

Crescimento abaixo do normal.

Quadro Laboratorial Hemoglobina e número de hemáceas abaixo do normal. Dosagens de bilirrubina acima do normal. Hipoalbuminemia. Hipergamaglobulinemia.

Hemoglobina e número de hemáceas abaixo do normal.

Dosagens de bilirrubina acima do normal.

Hipoalbuminemia.

Hipergamaglobulinemia.

Radiografia do torax detecta a pneumonite interticial. Radiografia do crânio em duas posições, detecta calcificações. Ultra-sonografia de crânio e tomografia computadorizada, detecta hidrocefalia. Estudo radiográfico do tubo digestivo, detecta sintomatologia digestiva. Quadro Radiológico.

Radiografia do torax detecta a pneumonite interticial.

Radiografia do crânio em duas posições, detecta calcificações.

Ultra-sonografia de crânio e tomografia computadorizada, detecta hidrocefalia.

Estudo radiográfico do tubo digestivo, detecta sintomatologia digestiva.

Diagnóstico Clínico Laboratorial Fase aguda: Parasitológico - gota espessa, esfregaço sanguíneo, cultura, método de Strout, xenodiagnóstico e hemocultura. Sorologia - reação de precipitação, inoculação em camundongo RIFI, ELISA Fase crônica: Parasitológico – xenodiagnóstico, inoculação em camundungos e hemocultura. Sorológico – RFC, RHA, RIFI, ELISA PCR

Clínico

Laboratorial

Fase aguda:

Parasitológico - gota espessa, esfregaço sanguíneo, cultura, método de Strout, xenodiagnóstico e hemocultura.

Sorologia - reação de precipitação, inoculação em camundongo RIFI, ELISA

Fase crônica:

Parasitológico – xenodiagnóstico, inoculação em camundungos e hemocultura.

Sorológico – RFC, RHA, RIFI, ELISA

PCR

Diagnóstico ► Histopatológico - HE - PAS Tratamento ► Nifurtimox ► Benzonidazol

 

DOENÇA DE CHAGAS TRATAMENTO ESPECÍFICO BENZONIDAZOL ( Efeito apenas contra as formas sanguíneas)  Adultos  5 mg/kg/dia, durante 60 dias.  Crianças  7-10 mg/kg/dia, durante 60 dias A quantidade diária deve ser tomada em 2 ou 3 ocasiões, com intervalos de oito ou doze horas. Efeitos colaterais  cefaléias, tonturas, anorexia, perda de peso, dermatites, deplação das células da série vermelha.

TRATAMENTO ESPECÍFICO

BENZONIDAZOL ( Efeito apenas contra as formas sanguíneas)

 Adultos  5 mg/kg/dia, durante 60 dias.

 Crianças  7-10 mg/kg/dia, durante 60 dias

A quantidade diária deve ser tomada em 2 ou 3

ocasiões, com intervalos de oito ou doze horas.

Efeitos colaterais  cefaléias, tonturas, anorexia,

perda de peso, dermatites,

deplação das células da

série vermelha.

DOENÇA DE CHAGAS TRATAMENTO ESPECÍFICO NIFURTIMOX ( Age contra as formas sanguíneas e parcialmente formas teciduais até 90 dias)  Adultos  8-10 mg/kg/dia, durante 60 a 90 dias.  Crianças  15 mg/kg/dia, durante 60 a 90 dias. A quantidade diária deve ser tomada em três ocasiões, com intervalo de 8 horas (no momento está fora do mercado) Efeitos colatarais  anorexia, emagrecimento, depressão medular.

TRATAMENTO ESPECÍFICO

NIFURTIMOX ( Age contra as formas sanguíneas e parcialmente

formas teciduais até 90 dias)

 Adultos  8-10 mg/kg/dia, durante 60 a 90 dias.

 Crianças  15 mg/kg/dia, durante 60 a 90 dias.

A quantidade diária deve ser tomada em três

ocasiões, com intervalo de 8 horas (no momento

está fora do mercado)

Efeitos colatarais  anorexia, emagrecimento,

depressão medular.

DOENÇA DE CHAGAS TRATAMENTO SINTOMÁTICO FORMAS CARDÍACAS  Cardiotônicos, diuréticos, antiarrítmicos, vasodilatadores, etc., em alguns casos, indica-se a implantação de marcapasso. FORMAS DIGESTIVAS  uso de dietas, laxativos ou lavagens. Em estágios mais avançados, impõe-se a dila- tação ou correção cirúrgica do órgão afetado.

TRATAMENTO SINTOMÁTICO

FORMAS CARDÍACAS  Cardiotônicos, diuréticos,

antiarrítmicos, vasodilatadores, etc., em alguns

casos, indica-se a implantação de marcapasso.

FORMAS DIGESTIVAS  uso de dietas, laxativos ou

lavagens. Em estágios mais

avançados, impõe-se a dila-

tação ou correção cirúrgica

do órgão afetado.

Profilaxia Combate ao barbeiro Controle de doador de sangue Melhoria de habitações rurais Controle da transmissão congênita, acidental e transplantes Educação sanitária e comunitária (regiões endêmicas)

Combate ao barbeiro

Controle de doador de sangue

Melhoria de habitações rurais

Controle da transmissão congênita, acidental e transplantes

Educação sanitária e comunitária (regiões endêmicas)

 

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