CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 3 (II SÉRIE)

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Published on October 20, 2008

Author: manchete

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Versão integral da edição n.º 3 (ANO 1 – SÉRIE II) do quinzenário “Correio da Beira Serra”, que se publica em Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra, Portugal). Director: Henrique Barreto. 14.04.2006.
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2006 QUINZENÁRIO Ano 1 - Série II - N.º 3 Director: Henrique Barreto TO P LOJAS DE MODA Preço: € 0,50 (IVA incluído) Rua do Colégio, 5C - Tel. 238 604 618 3400-105 OLIVEIRA DO HOSPITAL L.1: TOP SPORT Moda Jovem R. do Colégio, 2D, L. 8/11 www.correiodabeiraserra.com L. 2: TOP Pronto a Vestir Moda Internacional R. do Colégio, 5C L. 3: TOP 3 Desporto Av. Sá Carneiro, 1C Aqui jaz a dinâmica Mário Brito não resistiu à falta de apoio Em entrevista concedida ao Correio da Beira Serra logo depois de ter apresenta- do o seu pedido de demissão do FCOH, Mário Brito explica por que é que sai do do concelho clube e avisa que assim não vale a pena: “As pessoas estão completamente afasta- das do futebol, e há que ponderar se vale ou não a pena ter futebol nestes moldes” PÁG. 6 Obras Públicas em constante derrapagem... A Câmara de Oliveira do Hospital desbara- tou cerca de 200 mil contos com erros de projecto em duas obras públicas: o parque do Mandanelho e a variante Nordeste. No primeiro caso, o Tribunal de Contas apelida de “grosseiros” os erros cometidos. PÁGS. CENTRAIS PÁG. 2

2 D E S TA Q U E Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 Presidente da Câmara continua a derrapar nas finanças Os erros de projecto, que se erros de projecto. Aquela empreitada, que “Considerada a também foi executada pela empresa Ma- reiterada recusa reflectiram nas obras do par- nuel Rodrigues Gouveia, teve como pro- de Visto por par- jectista a sociedade “Bernardo & Bernardo te do Tribunal de que do Mandanelho e mais Consultores & Associados, Lda”, que foi Contas, particu- igualmente responsável pelo projecto da larmente após o recentemente na execução da variante Nordeste. próprio recurso variante Nordeste, já custaram Também nesta obra, uma fonte ligada à apresentado pela MRG, que sustentou ao CBS que a CMOH Câmara Munici- ao município oliveirense cerca terá sido alertada para várias situações, é pal, entendo que peremptória: “Alertámo-los para que fosse não posso ir con- de 200 mil contos. A situação é instalado um sistema de rega computori- tra uma decisão zado, mas nunca aceitaram isso; no palco, tomada e confir- ainda mais grave, dado Mário foi tudo alterado porque o projecto nem mada pelo tribu- Alves ter desrespeitado um sequer previu um estudo aos solos e aqui- nal que regula lo era um autêntico pântano. Tivemos que estas matérias. acórdão do Tribunal de Con- ir à procura de estabilidade no terreno e, Não quero com só isso, custou mais 30 ou 40 mil contos; a minha decisão tas que chumbou o Visto para havia uma escadaria que no projecto tinha incorrer na vio- previsto cerca de 3,8 metros cúbicos de lação da decisão pagamento de uma verba de granito, mas quando se começou a exe- de um tribunal”, cutar eram necessários quase 100 metros declarou na altu- quase cem mil contos ao em- cúbicos”. ra Francisco Ro- preiteiro que executou o Parque drigues, numa Tribunal de Contas considera os erros declaração de do Mandanelho. como “grosseiros” voto que o CBS Face a esta catadupa de erros de projecto, consultou na a CMOH teve obrigatoriamente que re- acta da reunião HENRIQUE BARRETO meter para fiscalização prévia do Tribunal de Câmara do O de Contas (TC) o “Adicional ao Contrato” dia 13 de Julho Correio da Beira Serra foi in- para a continuação daquela empreitada, de 2004. vestigar as razões que terão num montante de quase 100 mil contos, o Aquele vere- provocado as derrapagens que representou um encargo de 24,8 por ador, que hoje é financeiras de algumas obras cento do custo da obra. chefe de secção públicas do Município de Oliveira do Hos- Inflexível à argumentação do presiden- da CMOH, sus- pital, e que neste momento deverão andar te da Câmara, que sem êxito chegou a tenta ainda que a na ordem dos 200 mil contos. Em causa recorrer da decisão, o TC, através de um solução propos- estão sucessivos e estranhos erros de pro- acórdão de 9 de Março de 2004, recusou ta por Mário jecto, sendo que o caso mais recente é o o Visto, considerando – entre outras ques- Alves “indicia da variante Nordeste. tões – que “o dono da obra tem obrigação um convite para Extracto do Acordão do Tribunal de Contas Nesta empreitada, que a Câmara Muni- de ser diligente e, por isso, antes de pôr reincidir, desta vez cipal se viu obrigada a suspender, os tra- uma obra a concurso, deve verificar se conscientemente, no erro, desrespeitan- rodeputado do PS, António Campos. Num balhos pararam logo a seguir às últimas tudo quanto é necessário à sua realização do a decisão de um tribunal, sem procu- texto de opinião hoje publicado por este eleições autárquicas e, conforme o CBS está ou não previsto. E se quer introduzir rar outras possibilidades de solução, na jornal, Campos põe o dedo na ferida ao noticiou na sua última edição de 31 de melhorias no projecto, deve fazê-lo antes expectativa generosa de que nada acon- afirmar que “os erros dos projectos (Man- Março, esses erros de projecto custarão do lançamento do concurso”. teça”. danelho e Variante Nordeste) eram visíveis ao município oliveirense mais 145 mil eu- Neste acórdão a que o CBS teve acesso, Quem entretanto também já veio a pú- para qualquer leigo” e diz desconhecer “o ros. aquele tribunal vai mais longe e sublinha blico pedir explicações ao presidente da que aconteceu ao projectista, ao respon- O curioso, é que de acordo com uma que “a Câmara não pode, perante este Câmara sobre estas derrapagens financei- sável técnico camarário pelas obras, ou fonte ligada à empresa responsável pela Tribunal, desonerar-se das suas respon- ras de cerca de 200 mil contos, foi o ex-eu- qual a atitude da Câmara”. execução da obra – a Manuel Rodrigues sabilidades com a simples invocação de Gouveia – , a Câmara Municipal foi “aler- que o projecto não é da autoria dos seus tada por diversas vezes” – “tenho teste- serviços técnicos. (…) Com erros tão gros- munhas disso”, disse ao CBS a citada fon- seiros evidenciados nas peças que consti- te – para todo um conjunto de problemas tuíam o projecto (…) só pode concluir-se que estavam a surgir, só que a resposta era que a Câmara ou seus serviços não cuida- sempre a mesma: “o senhor olhe para o ram de verificar se o gabinete projectista projecto e limite-se a fazer o que está nos havia cumprido com o que havia sido es- papéis”. Na altura estávamos em período tipulado no Caderno de Encargos” de um eleitoral, mas mal se conheceu o resulta- “concurso limitado sem apresentação de do das últimas autárquicas, a CMOH viu-se candidaturas”. obrigada, por razões que lhe são imputá- veis, a mandar parar a obra. Questionado António Campos pede explicações sobre o assunto, na Assembleia Municipal Mas depois de o recurso ter sido conside- do dia 24 de Fevereiro, o presidente da rado improcedente pelo TC com o conse- Câmara escudou-se no argumento de que quente chumbo do Visto, o presidente da “não é técnico” e acabou por não explicar Câmara não esteve com meias medidas e, objectivamente quais as razões de tanto em reunião do executivo camarário de 13 erro de projecto. de Julho de 2004, propôs que uma verba adicional de 390.576.75 € (mais IVA) fosse Câmara Municipal foi avisada paga ao empreiteiro. A proposta foi apro- Recuando no tempo, e pegando no caso vada com os votos dos vereadores do PSD, paradigmático do Parque do Mandane- mas Francisco Rodrigues e José Rolo, os lho – onde a derrapagem financeira de- dois vereadores do PS que na altura par- verá ter ultrapassado os 150 mil con- ticiparam naquela reunião, opuseram-se tos –, deparamo-nos novamente com ao que consideraram ser uma ilegalidade.

14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra D E S TA Q U E 3 Autarca do Seixo da Beira ao CBS Editorial “O senhor presidente da Câmara não me HENRIQUE BARRETO pressionou” Os cacos do E stá bem presente na memória membro da nova Comissão Política eleita, desenvolvimento de todos os oliveirenses, o cli- lamenta “as cenas ocorridas, porque são ma de instabilidade que marcou um atentado à democracia” e – como o a campanha, o dia e o rescal- próprio referiu – “recorda com tristeza a do das eleições para a Comissão Política atitude de Mário Alves quando se recusou O Concelhia do PSD. As acusações e insultos a cumprimentá-lo perante elementos de marcaram o quotidiano deste acto elei- ambas as listas”. No entanto, e identifican- Correio da Beira Serra come- Municipal já deveria ter pelo menos ima- toral, principalmente entre o ainda líder do-se como “uma pessoa que não se deixa çou a “mexer no lixo” – per- ginado uma solução. Não é aceitável, que da Comissão Política e os elementos da levar por desforras e picardias”, aquele doem-me a expressão – e aquelas infra-estruturas, não sejam colo- lista “B”. De entre outras coisas, Mário militante do PSD minimiza o sucedido ao encontrou os “cacos” de um cadas ao serviço de uma região carente Alves foi acusado de exercer pressão so- afirmar: “há situações que são geradas em concelho que tarda em perceber que o de equipamentos daquele género. bre alguns autarcas que apoiavam a lista estados de pressão”. desenvolvimento não acontece por aca- Numa altura de crise, em que o cinto de José Carlos Mendes, nomeadamente, Embora reconheça algumas injustiças e so. É preciso iniciativa, trabalho, espíri- dos portugueses já quase não tem espa- sobre o presidente da Junta de Freguesia exageros que marcaram negativamente o to de equipa e muita imaginação. É para ço para mais furos, é pois inadmissível do Seixo da Beira que, – conforme foi dito acto eleitoral, o autarca é de opinião que isso que os munícipes pagam bons orde- que a Câmara Municipal não cumpra o pelos elementos da lista “B” – “foi ame- a “fase de rescaldo já deveria ter termina- nados, boas refor- seu papel e não se açado com a não realização de obras na do, porque o resultado das eleições escla- mas e tantas outras assuma, definitiva- freguesia”. receu todas as dúvidas”. regalias aos senho- (…)O concelho não se mente, como um Porém, o autarca garantie agora ao Cor- Numa reacção à afirmação de Mário Al- res presidentes de desenvolve apenas com motor de desenvol- reio da Beira Serra “nunca ter sido pres- ves “não me interessa o que diz o senhor câmara, vereadores vimento. sionado ou ameaçado” pelo também pre- presidente da Junta do Seixo, o que me e outro pessoal po- alcatrão nos caminhos da Dir-me-ão que sidente da Câmara Municipal de Oliveira interessa são as pessoas”, Inácio Campos lítico. Lageosa, do Formarigo ou não há dinheiro, do Hospital, mas lembra que, quando Má- responde: “as coisas não são bem assim”, O concelho não da Malhadora. É óbvio que que a situação le- rio Alves soube que fazia parte da lista “B” e lembra o que aconteceu há alguns anos se desenvolve ape- gal daquele centro ficou “aborrecido” e garantiu-lhe que “as atrás “quando as pessoas do Seixo vota- nas com alcatrão isso é importante, mas há é complicada, ete- coisas não iam ser como dantes”. Inácio ram em massa no Dr. César Oliveira”. nos caminhos da um outro tipo desenvolvi- cétera, etecétera. Campos referiu ao CBS que “não encara Consciente de que continuará a ter Lageosa, do Forma- estas palavras como uma ameaça” porque uma relação de amizade com Mário Alves, rigo ou da Malhado- mento que não se compa- Desculpas Quemau investidor. de fal- acredita que “o presidente da Câmara as o autarca acredita que o presidente da Câ- ra. É óbvio que isso dece com políticas dese- ta iniciativa, empe- disse num momento de pressão e domi- mara não “irá pôr de parte a freguesia do é importante, mas nhadas para a caça ao voto. nhamento e estra- nado pelos nervos” Seixo”, porque é “aquela que mais neces- há um outro tipo tégia, é óbvio. Quanto ao dia das eleições, o também sita de desenvolvimento”. desenvolvimento É preciso estabelecer prio- Nesta edição do que não se compa- ridades de investimento Correio da Beira Correio da Beira Serra dece com políticas Serra, escrevemos desenhadas para sem olhar a critérios tantas também sobre der- a caça ao voto. É vezes orientados para des- rapagens financeiras oferece cadeira de rodas preciso estabele- de obras públicas cer prioridades de forras partidárias.(…) que, em consequên- investimento sem cia de erros de pro- olhar a critérios tantas vezes orientados jecto e pouca diligência camarária – como eléctrica a Tó Cleto para desforras partidárias. escreveram os relatores do próprio Tribu- Vem esta conversa a propósito do Cen- nal de Contas - já custaram ao erário pú- A tro de Negócios da Beira Serra, onde os blico cerca de 1 milhão de Euros. Como é ntónio Rolo terem o que de mais portugueses gastaram, no início dos anos que foi possível isto acontecer? Para fina- Martins dos elementar precisam”. 90, mais de meio milhão de contos. Treze lizar: ou a postura muda ou então – sem Santos, mais Sensível a estas ques- anos depois, o que é que temos? Temos querer ser profeta da desgraça –, Oliveira conhecido por tões, António Lopes, um espaço abandonado e em confrange- do Hospital perde definitivamente o com- “Tó Cleto”, já não pre- já anunciou à redacção dora degradação, e para o qual a Câmara boio do desenvolvimento. cisa de se preocupar que quer desenvolver com a aquisição da sua esforços para que este cadeira de rodas eléc- jornal se preocupe com trica. Tal acontece, por- os problemas sociais que António Lopes, ad- que assolam o conce- ministrador do Correio lho e possa alertar os da Beira Serra, ao saber leitores para esta dura – através da edição on- realidade, desenvolven- line do CBS – que es- do uma função social e tava a ser organizado colaborando em acções um baile para esse fim, de solidariedade. As disponibilizou-se de verbas resultantes do imediato para oferecer baile de beneficência, a cadeira a este jovem que decorre hoje dia de Lagares da Beira. O 14, a partir das 23h30 empresário, que tem nas instalações da Aci- patrocinado diversos beira, serão entregues casos semelhantes, diz a Tó Cleto para ajudar querer “pedir desculpa” a suportar as suas des- a Tó-Cleto “por ainda pesas, uma vez que An- não ter conseguido contribuir para criar tónio Lopes se disponibiliza a liquidar na uma sociedade onde os deficientes não totalidade a cadeira de rodas eléctrica, que precisem de estender a mão à caridade para custa cerca de 5 mil euros.

4 OPINIÃO Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 OPINIÃO Desenvolvimento ANTÓNIO C AMPOS e derrapagens financeiras H oje, em qualquer País, os pólos mento da Câmara Municipal esteja virada industriais e Presidentes activos que ofe- óptimas instalações para um bom centro de desenvolvimento, são cria- para as vantagens comparativas da sua recem condições atraentes junto dos in- de incubação de empresas está há muito dos nas pequenas cidades. Nos localização. Este trabalho não pertence ao vestidores. Essa é hoje a principal função abandonada, e a degradar-se embora o Estados Unidos, no Reino Unido, Governo, mas à Câmara. de um Presidente que se preocupe com terreno tenha sido cedido pela Câmara em na Alemanha ou em Portugal as grandes ci- Por outro lado o Concelho de Oliveira o desenvolvimento do seu Concelho. Ser direito de superfície. dades atingiram uma tal saturação de trá- do Hospital tem tradição e cultura de de- Presidente da Câmara, já não é ser manga- O Politécnico está em dificuldades por fego, poluição, insegurança, de preços de senvolvimento. No Distrito fomos sempre de-alpaca sentado no gabinete a mandar falta de alunos mas se fosse ligado a esse instalação ou dispersão de concentração o terceiro Concelho logo a seguir a Coim- colocar a lâmpada ou o alcatrão na esquina Centro de incubação de empresas talvez no trabalho que qualquer investidor aten- bra e à Figueira da Foz. Só recentemente do vizinho, é ser um dinâmico relações pú- pudesse ser salvo, e valorizaria uma futura to, desde que lhe sejam oferecidas con- fomos ultrapassados blicas, ter um projec- zona industrial. dições prefere localizar-se nos pequenos nesse desenvolvimen- to e uma elevada ca- Sinceramente também não compreendo centros urbanos. to por Cantanhede “(…) Em duas obras que pacidade de gestão. a gestão dos dinheiros públicos feita pela Lisboa é hoje uma cidade altamente e pelo marasmo que presenciei houve derrapa- Como já escrevi, Câmara. Em frente da casa onde habito fo- envelhecida e em permanente perda de se instalou, a cur- o nosso Concelho é ram lançadas duas obras, uma no Parque população. O concelho de Sintra tem pra- to prazo, sêlo-emos gens em relação à adjudi- hoje, no Distrito, o de do Mandanelho e outra na variante nordes- ticamente o mesmo número de habitantes também por Monte- cação inicial de cerca de maior risco na manu- te, saída para Lagos da Beira e para Lagares que tem Lisboa. Os grandes centros de mor-o-Velho e por tenção do emprego, da Beira. Nestas duas obras que presenciei investigação ou as indústrias ligadas às Condeixa. 200 mil contos. dado que sobrevive houve derrapagens em relação à adjudica- novas tecnologias e às ciências estão a lo- O Presidente da Os erros dos projectos à base de indústrias ção inicial de cerca de 200 mil contos. calizar-se preferencialmente no interior de Câmara de Cantanhe- ligadas ao século Os erros dos projectos eram visíveis para cada um dos Países. O sossego, a qualida- de conseguiu recen- eram visíveis para qual- passado. É urgente, qualquer leigo. Não conheço o que aconte- de de vida e a falta de apelos à dispersão temente atrair para o quer leigo. Não conheço é mesmo imperioso ceu ao projectista, ao responsável técnico permitem a concentração nestas activida- seu Concelho um in- o que aconteceu ao pro- que a Câmara reveja camarário pelas obras, ou qual a atitude da des, as quais exigem estudo permanente, vestimento ligado às toda a sua estratégia Câmara. Não sei, penso que ninguém sabe, concentração, dedicação e criatividade no biotecnologias o que jectista, ao responsável para o Concelho e se os erros foram humanos, foram de má fé trabalho. será uma das indús- técnico camarário pelas toda a sua gestão dos para beneficiarem terceiros ou foram por O concelho de Oliveira do Hospital tem trias do futuro. O Pre- dinheiros públicos. incompetência. todas as condições para atrair investimen- sidente da Câmara de obras, ou qual a atitude Ultimamente passo Há uma consequência que sabemos: os to qualificado não só pela sua localização Montemor conseguiu da Câmara. Não sei, penso mais tempo em Oli- cofres do dinheiro de todos nós ficaram como também pela sua tradição. Recordo dois investimentos de que ninguém sabe, se os veira e sinceramente sem cerca 200 mil contos só nas obras em que, já hoje, mais de 25% das nossas ex- alto vulto, a instalação cada vez estou mais frente da zona que habito. portações vão para Espanha. Esta percen- da produção das pi- erros foram humanos, fo- preocupado com a Com esta irresponsabilidade política na tagem aumentará substancialmente nos lhas de hidrogénio, a ram de má fé para benefi- terra onde nasci. Pla- gestão, sem inquérito público e credível próximos anos. energia do futuro e a nos ligados ao de- para averiguar as causas de tão volumosas Oliveira do Hospital está mais próxima maior central hortíco- ciarem terceiros ou foram senvolvimento não e escandalosas derrapagens dá-me a sen- desse mercado de exportação do que a la a trabalhar na gama por incompetência. (…)” os conheço. A zona sação que a Câmara premeia o laxismo e a maioria das zonas do Litoral e localiza-se quatro, a tecnologia industrial, criada pelo irresponsabilidade em vez de promover a num dos locais mais belos do interior. Para também do futuro, e Dr. Amaral, há muito transparência e a competência. dar um exemplo, a cidade da Guarda vai acima de tudo já dirigida para a exporta- que está esgotada e ocupou-se acima de Um inquérito sério, uma explicação públi- num futuro próximo, graças à sua locali- ção. O Presidente da Câmara de Condeixa tudo como uma boa zona de serviços e ca e uma responsabilização adequada presti- zação, entrar numa fase de grande expan- conseguiu um investimento dum grande com cedência de terrenos, muitas vezes, giava a Instituição e os seus responsáveis. são. laboratório, ligado à saúde e procura neste para negócio e não para a instalação de Sem a revisão desta gestão camarária e O não sermos uma cidade do litoral momento aliciar mais investimentos nesta empresas. Não conheço novos projectos das suas prioridades nunca haverá um pro- pode também ter os seus benefícios, des- área de ponta. em execução nesta área. jecto de desenvolvimento e o Concelho de que, toda a estratégia de desenvolvi- Estes Concelhos têm óptimas zonas A Acibeira em Lagares da Beira, com continuará a definhar. OPINIÃO De pequenino se torce MARIA ADEL AIDE FREIXINHO o pepino D iz o nosso Povo que riqueza e de postos de trabalho de creches e jardins de infância pouco a executar. “de pequenino se e, consequentemente, um bom “(…) É urgente que para todas as crianças do conce- Considero, pois, criminoso, torce o pepino“, sig- nível de vida para todos. lho, com boas instalações e pe- que as Câmaras Municipais não nificando com isso, No entanto, para que as tais em todos os concelhos dagogicamente bem equipada e, programem para todo o conce- como se sabe, que os adultos de crianças possam evoluir para – e, obviamente tam- ainda, com horários compatíveis lho, como primeira prioridade amanhã são o fruto da vivência estes “adultos“ necessitam, tam- bém no nosso – exista com o horário laboral de seus para o desenvolvimento, instala- que tiveram enquanto crianças. bém desde início, de ter con- pais, onde as crianças se desen- ções condignas, equipamento em E também é indiscutível que a forto, carinho, condições para uma rede pública de volverão, sendo, assim, os cida- quantidade e qualidade, apoios maior riqueza de uma Nação é que, proficuamente, possam ir creches e jardins de dãos de amanhã . sócio-económicos, horários com- o seu povo, são as suas mulhe- desenvolvendo e aperfeiçoan- infância para todas as Só deste modo haverá igual- patíveis – isto para que todas as res e os seus homens. Se estes do as suas capacidades. É pois, dade de oportunidades para to- criancinhas de hoje não conti- forem culturalmente desenvolvi- necessário que as famílias e a crianças do concelho, dos e não apenas para uma mi- nuem “pequeninos“ quando fo- dos dentro do seu tempo, se lhes comunidade – esta através das com boas instalações e noria que pode pagar, a “ peso rem adultos e sejam, isso sim, as for, de início incutido o sentido suas instituições, as quais, no pedagogicamente bem de ouro “ esses serviços com alta pessoas de visão, de capacidade da responsabilidade, o dever que que concerne ao caso vertente, qualidade em instituições parti- de trabalho e de empreendimen- todos têm de trabalhar o melhor serão as Autarquias – assumam equipada e , ainda, com culares. Aquela tarefa, segundo to, de sentido de responsabilida- que souberem e puderem (cada as suas responsabilidades. É ur- horários compatíveis penso, é a base e a essência de de, de potencialidade de inova- um dentro do seu saber) teremos gente que em todos os conce- com o horário laboral toda a democracia – da verda- ção, em suma as pessoas de um Pais desenvolvido, com olhos lhos – e, obviamente também no deira e não da que é necessário que Portugal necessita como de postos no futuro, com criação de nosso – exista uma rede pública de seus pais (…)” andar sempre a “ badalar “ e “ pão para a boca “ !

14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra LOCAL 5 Banda Larga não chega a Meruge legislatura “a generalização da banda lar- ga a todo o território e a preços idênti- “O desenvolvimento tecnológico cos aos dos países mais desenvolvidos”. Conhecedor das linhas programáticas do Governo, João Abreu sustentou ao CBS que “não compreende como é que a PT cinge-se ao Palácio de S. Bento” Comunicações, que teve tantos milhões de lucro, não se disponibiliza para gastar uns tostões na freguesia”. A realidade é bem diferente, quando do lado do apoio a clientes da PT, Delfim A afirmação é de João Abreu, Costa garantiu o CBS que “a empresa de telecomunicações tem vindo a desenvol- presidente da Junta de Fregue- ver todos os esforços, no sentido de ex- pandir a cobertura a todas as zonas do sia de Meruge, relativamente à país”, lembrando que “isso pode demorar algum tempo, dependendo de cada área falha de fornecimento de Inter- geográfica”. Questionado sobre o que re- net de Banda Larga na fregue- almente se passa na freguesia de Meruge, aquele responsável explicou que “a falha sia. Indignado, o autarca disse de cobertura poderá ser justificada por duas condicionantes: uma, refere-se ao ao Correio da Beira Serra “não facto de algumas centrais telefónicas ain- da não estarem devidamente equipadas compreender como é que este para o efeito; e a outra, está relacionada tipo de situações ainda aconte- com a distância percorrida pela linha des- de a central de recepção até ao número de ce numa altura em que o gover- telefone que deseja a cobertura”, porque – como explicou Delfim Costa – ainda não no apregoa o desenvolvimento é viável receber sinal de banda larga quan- do o telefone dista mais de quatro quiló- tecnológico e o uso da Internet metros da central de recepção”. Numa tentativa de conhecer o mapa de nas actividades educativas”. cobertura ADSL no concelho, foi possível constatar que Meruge é a única freguesia LILIANA LOPES A Internet de Banda Larga ainda não chegou ao Bairro da Ciência onde não há recepção de qualquer sinal, M mas – como foi referido ao CBS, pela linha eruge é uma das freguesias, segui reunir cerca de 15 assinaturas”, afir- em que o Governo centra a sua aposta no de apoio a clientes da PT – “apesar de to- do concelho de Oliveira do mou o autarca lembrando que enviou esse desenvolvimento tecnológico, o acesso à das as outras freguesias receberem sinal, Hospital, que não usufrui abaixo-assinado em Dezembro de 2005, e informação possa estar tão condicionado não há garantias de que a cobertura seja da cobertura de banda lar- – como fez questão de frisar – “até agora na freguesia de Meruge”, e considera esta total, porque depende da distância das ga (ADSL). Razão pela qual, João Abreu so- nem novas, nem mandadas”. situação “no mínimo anacrónica”. placas de recepção”. licitou à PT Comunicações o fornecimento No entanto, o autarca não se resigna e De facto, e pegando nos compromissos Quanto ao seguimento que será dado desse serviço – que passa pela colocação garantiu ao CBS que “não vai baixar os bra- do Governo PS até 2009, José Sócrates de- ao abaixo-assinado enviado pela Junta de de uma central na freguesia – tendo-lhe ços e que já estão a ser pensadas novas for- fende que “a chave da competitividade de Freguesia de Meruge, Delfim Costa não sido dito que para isso teria que enviar mas de luta, que podem passar por expor economia portuguesa chama-se inovação avançou mais pormenores e remeteu mais um abaixo-assinado onde constassem o caso em toda a comunicação social”. tecnológica associada à sociedade de in- esclarecimentos para o apoio a empresas, pelo menos 20 utilizadores interessados Como eleito local, João Abreu não formação e à qualificação das pessoas”e, de onde não foi possível ao CBS obter em usufruir de banda larga. “Apenas con- compreende como é que “numa altura aponta como principal objectivo da sua uma resposta. Com espectáculos diversos PROGRAMA OHs.XXI comemora 25 de Abril 22/04/2006 Espinhal Mouro Bar 23:00 A OHs.XXI – Associação Cultu- formativo, junta dois projectos ral e Multimédia de Oliveira do emergentes da electrónica olivei- “A Revolução Electrónica” Hospital – comemora, mais uma rense, Stereo Ego e d-.-b, numa (ou como se pode homenagear vez, o 25 de Abril de 1974. Em noite onde som e imagem vão Abril com computadores) com 2006, quando passam 32 anos andar de mãos dadas. Em com- - Stereo Ego da Revolução dos Cravos, a OHs. plemento será exibida a kurta- - d-.-b XXI apresenta dois eventos de ca- metragem “25 de Abril Aventura racterísticas diferentes mas com Demokrátika” do realizador Ed- “25 de Abril Aventura o propósito único de não deixar gar Pêra. passar em claro tão importante No dia 24/04/2006, no Ritu- Demokrátika” (kurta-metragem de Edgar Pêra) data do nosso Portugal demo- al Bar, em Oliveira do Hospital, crático. Afinal, foi a partir do 25 pelas 22:00, vamos “Cantar Abril de Abril de 1974 que Portugal se – Poemas e Canções”, com Frédi sentiu livre para se exprimir artis- Fláche, José Augusto, José Vieira 24/04/2006 ticamente, sem medo de censuras e Luís Antero. Ritual Bar ou opressões. A OHs.XXI existe, Nesta noite pretende-se ho- 22:00 também, para o afirmar. menagear os poetas e cantores Assim, no dia 22/04/2006, no de Abril, com a interpretação de “Cantar Abril Espinhal Mouro Bar, em Lagares canções de intervenção emblemá- Poemas e Canções” da Beira, pelas 23:00, acontecerá ticas e declamação de poesia. De com uma “Revolução Electrónica” (ou Zeca Afonso a Ary dos Santos. Frédi Fláche como se pode homenagear Abril A OHs.XXI propõe então duas José Augusto com computadores). formas de ver e comemorar Abril. José Vieira Luís Antero Este evento, de carácter per- Sempre.

6 E N T R E V I S TA Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 ENTREVISTA > Mário Brito queixa-se da falta de apoio concelho e isso trás custos acrescidos. O que eu defenderia era arranjar uma forma de juntar os jogadores de todos os clubes “Deixo o Clube da mesma do concelho – e aqui a Câmara assumiria um papel preponderante – e fazer um pro- tocolo que possibilitasse aos jogadores apostar numa boa formação. Desta forma forma como entrei: nada tem” seria possível, que daqui por cinco anos, a equipa sénior de Oliveira do Hospital, pudesse contar com mais de setenta por cento dos jogadores formados nos clubes Ao fim de cinco anos a dirigir do nosso concelho. Essa formação teria que ser bem trabalhada nos vários clubes os destinos do Futebol Clube e, se tal acontecesse, o nosso clube sairia beneficiado, bem como todos os outros do de Oliveira do Hospital (FCOH), nosso concelho. Penso que seria dentro de um esque- Mário Brito apresentou a sua ma destes que a Câmara poderia intervir demissão na última Assem- e assumir uma política diferente, porque apesar de financiar todas as equipas, ne- bleia-geral. O dirigente queixa- nhuma consegue atingir grande represen- tatividade. se da “falta de interesse dos Quer se queira, quer não, nos últimos três anos, o FCOH representou muito bem sócios, da política da Câmara e o nosso concelho, nomeadamente nos jo- gos disputados na Taça de Portugal, onde da atitude destrutiva dos oli- foi defrontar o Sporting Clube de Portugal, veirenses” e, em declarações ao o Moreirense e o Sporting de Braga. Estes jogos foram importantes para a promoção Correio da Beira Serra afirmou: do nosso concelho. Na realidade, o que eu acho é que a Câ- “deixo o clube da mesma forma mara Municipal tem outros objectivos e prioridades. como entrei: nada tem”. Mário Brito: “No domingo, tivemos 50 adeptos a assistir ao nosso jogo de futebol! CBS – Sentiu nestes tempos alguma falta de apoio, ou de solidariedade por parte da Correio da Beira Serra – Abandona a presi- em que nós nos comprometíamos a tratar do Hospital estão completamente afasta- Câmara Municipal? dência do FCOH com uma certa frustração, do projecto e a apresentar uma candida- das do futebol, e há que ponderar se vale M.B. – Não. Porque acredito que a Câ- não é verdade? tura para usufruirmos de apoios. E da par- ou não a pena ter futebol nestes moldes. mara tem uma postura diferente daquela Mário Brito – Sim. Pessoalmente, ao te da Câmara foi-nos dito que seria difícil As pessoas não participam. Nós organiza- que eu tenho. Pelos vários sítios por onde fim de cinco anos à frente do clube, penso arranjar esse espaço. Outra ideia que foi mos jantares do clube e aparecem dez ou tenho passado tenho constatado políticas que fiz muito porque fiz o que consegui fa- vetada por todos os partidos políticos foi quinze pessoas e são directores, enquanto diferentes. Nalguns casos as autarquias zer, mas não me deram a da construção de um que nos jantares dos “Antónios”, dos “Bi- não dão dinheiro, mas dão infra-estrutu- condições para fazer posto de combustível, godes” e das “mulheres” aparecem à volta ras, noutros passa-se o contrário e há ain- mais. Saio com frustra- “(…) As pessoas em que seria uma mais-va- de 150 pessoas e pagam um preço mais da autarquias que não dão uma coisa nem ção ao sentir que nada lia para o clube. Todas elevado. A população e os sócios não co- outra. No nosso caso, e em comparação fiz. Digo isto, porque Oliveira do Hospital estas situações acabam laboram e, não havendo dinheiro, não há com outros clubes com os quais temos jo- deixo o clube da mes- estão completamente por trazer alguma fa- possibilidade de contratar jogadores e os gado, podemos dizer que a nossa Câmara ma forma como entrei, diga para a direcção, resultados estão à vista. Como presidente é das que mais dinheiro dá. isto é, nada tem e não afastadas do futebol, já que a nossa vida é assumo a minha responsabilidade, mas CBS – Qual é neste momento o apoio que a perspectivo que a cur- e há que ponderar se andar de campo em não me podem acusar de ser culpado de CM dá ao futebol? O que acha desse apoio? to e médio prazo pos- vale ou não a pena ter campo à procura de um o FCOH ter chegado a M.B. – A Câmara dá- sa ter algo mais, como local para treinar. esta situação. O clube nos apoio financeiro e por exemplo, uma sede futebol nestes moldes. Eu já entreguei a mi- tem um passivo junto “(…) a Câmara Muni- logístico em termos de própria e também a As pessoas não partici- nha demissão ao presi- de um banco, com quem cipal poderia assumir campo. possibilidade de poder dente da Assembleia- contraiu um emprésti- A Câmara Municipal desenvolver um melhor pam. Nós organizamos geral e espero que, até mo, para poder cumprir uma outra política e já dá ao clube 100 mil trabalho de formação. jantares do clube e apa- ao final deste mês ou com as obrigações que Estes eram os meus início de Maio, possa tinha devido à falta de transmiti isso ao senhor Euros por ano. Mas,me- minha opinião o na objectivos, mas ao fim recem dez ou quinze aparecer alguém que apoios que teve. presidente da autarquia lhor para o Oliveira do de cinco anos, tenho a pessoas e são directo- venha a ter mais suces- CBS – O que é que quis há cinco anos atrás. Hospital é começar a noção de que gastámos res, enquanto que nos so do que nós. dizer quando afirmou ao receber menos dinhei- Até agora nada mudou ro, para que sejam cria- dinheiro e o proveito é CBS – Basicamente, o CBS que a Câmara Muni- pouco, porque apesar jantares dos “Antónios”, que é que correu mal? cipal não tem uma políti- e, eu defendo que o das mais infra-estrutu- de termos boas equipas dos “Bigodes” e das M.B. – A falta de ca desportiva? Oliveira do Hospital, ras (campos de treino, de futebol, este ano va- M.B. – Na minha mos descer de divisão. “mulheres” aparecem à nanceiros, porque não opinião, a Câmara Mu- como clube de sede do balneários) e ose possa apoio em termos fi- avançar com tal pro- Eu não fiz mais, por- volta de 150 pessoas e se consegue uma equi- nicipal poderia assumir concelho, deveria ser o tocolo de formação. que uma direcção pre- pagam um preço mais pa sem dinheiro e só uma outra política e já mais representativo do CBS – Na Assembleia- cisa de ter o apoio da com a ajuda da Câmara transmiti isso ao senhor geral, alguém afirmou Câmara Municipal, do elevado.(…)” não é possível ter uma presidente da autarquia concelho. (…)” que não era justo o Má- comércio, da indústria, equipa minimamente há cinco anos atrás. rio Brito andar a meter para poder fazer alguma competitiva. As pesso- Até agora nada mudou dinheiro do bolso dele no coisa, já que o clube não tem bens, nem as não podem exigir que seja só a Câmara e, eu defendo que o clube para os outros irem património para poder sobreviver. Não fo- Municipal a subsidiar e a apoiar o clube. O Oliveira do Hospital, como clube de sede ver os jogos ao domingo. Quanto é que o clu- ram reunidas as condições necessárias. A comércio, a indústria e os sócios também do concelho, deveria ser o mais repre- be lhe deve? Espera recuperar esse dinheiro? direcção do Clube chegou a apresentar à têm responsabilidades, porque o clube sentativo. No entanto, nos últimos anos, M.B. – O clube não me deve nada. Já pus Câmara Municipal um projecto para a im- nem é da Câmara, nem da direcção que a maior percentagem dos jogadores que algum dinheiro, mas não é significativo, plementação de um complexo desportivo, está em exercício. As pessoas em Oliveira compõem a equipa sénior, são de fora do nem importante. Tenho a sensação de que Ficha Técnica Administração: António dos Santos Lopes Direcção Editorial: Henrique Barreto - henriquebarretocbs@sapo.pt Jornalista Principal: Liliana Lopes - lilianalopescbs@sapo.pt Desporto: Editor:

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