CORREIO DA BEIRA SERRA – 04.12.2007

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Published on March 7, 2008

Author: manchete

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Versão integral da edição n.º 44 (ANO 2 – SÉRIE II) do quinzenário “Correio da Beira Serra”, que se publica em Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra, Portugal). Director: Henrique Barreto. 04.12.2007.
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007 QUINZENÁRIO (sai às terças-feiras) Ano 2 - Série II - N.º 44 Director: Henrique Barreto Preço: € 0,50 (IVA incluído) www.correiodabeiraserra.com “Casa de meninas Em Tábua, já foi dada a ordem de encerramento: dia 15 de Março à meia-noite Apesar dos protestos encerrada para obras” A residencial-bar de Senhor das SAP tem os dias contados Almas encerrou as portas repen- tinamente, mas os proprietários terão justificado que é apenas por uma questão de obras. Última página Câmara Municipal recupera antas A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital convidou uma em- presa de arqueologia para recu- perar os monumentos dolméni- cos do concelho. Pág. 3 Uma fonte da Administração Regional de Saúde do Centro já confirmou ao Correio da Beira Serra que o en- PS acusa Presidente cerramento do SAP do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, durante o período nocturno, é apenas uma da Câmara de questão de tempo e a decisão do ministro está só dependente da “implementação de algumas condições” no terreno. Em Tábua, a data de encerramento já está fixada. Págs. 2 e 3 “eleitoralismo calculista” Campos trouxe “É a velha e estafada estratégia de tentar paralisar as Juntas de palavra de esperança Freguesia que não interessam O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital ao senhor presidente da Câma- parece ter posto fim ao clima de hostilidades ra”, diz o PS num comunicado à que vinha mantendo com o secretário de Estado imprensa, onde acusa o autarca Paulo Campos e, sobre o estudo das novas do PSD de só agora ter recupera- acessibilidades à região-centro, colocou-se em do o açude da Volta, em Alvôco sintonia com o autarca de Seia, num dia em que autarcas e empresários ouviram uma palavra de das Várzeas, por motivos polí- esperança quanto à remodelação do panorama ticos. Pág. 12 rodoviário da região. Pág. 8

2 SAÚDE Correio da Beira Serra 4 de Dezembro de 2007 Quando os meios de socorro previstos na proposta de requalificação da rede de urgências estiverem SAP de Oliveira do Hospital não escapa ao enc Mal os meios materiais e huma- nos estejam agilizados e no terreno, Oliveira do Hospital não foge à regra das estatísticas e o SAP vai mesmo encerrar durante o período nocturno. É tudo uma questão de tempo, conforme garante uma fonte da Administração Regional de Saúde do Centro, que entretanto já fixou a data para o fecho do SAP de Tábua. HENRIQUE BARRETO / LILIANA LOPES É apenas uma questão de tempo. O Serviço de Atendimento Permanen- te (SAP) do Centro de Saúde de Oli- veira do Hospital (CSOH) vai mesmo encerrar durante o período nocturno, entre as 0h00 e as 8h00. A informação foi avançada na semana passada ao Correio da Beira Serra por uma fonte não identificada da própria Admi- nistração Regional de Saúde do Centro (ARS Centro), que garantiu no entanto não haver ainda uma data definida para o encerramento. “Os SAP têm os dias contados e mais tarde ou mais cedo vão encerrar. Em Oliveira do Hos- pital, o SAP encerrará quando estiverem acau- teladas outras unidades no terreno. Isto faz parte do projecto de requalificação do serviço de urgências, mas só quando estiverem imple- mentadas todas as condições é que o ministro da Saúde avançará com datas de encerramen- to e as alterações ao sistema”, referiu ao CBS a mesma fonte, especificando ainda que este processo está dependente da implementação do Serviço de Urgência Básico (SUB) que está a ser criado no concelho de Arganil. O Correio da Beira Serra sabe, aliás, que os profissionais de saúde afectos ao CSOH têm Protestos dos partidos contra o encerramento do SAP não demovem ministro da Saúde.... estado a ser contactados pela ARS Centro no sentido de poderem vir a prestar serviço no explicou a directora daquele centro, realçando deu azo à realização de uma vigília de protesto to daquele serviço também trouxe o secretá- futuro SUB de Arganil. São conversações que a o grau de eficácia deste serviço prestado por participada por milhares de pessoas. O próprio rio-geral do Partido Comunista Português, em fonte da ARS Centro considera “normais” por- profissionais de saúde, já que as viaturas do partido do Governo – o PS de Oliveira do Hos- Março do ano passado, a Oliveira do Hospital. que – conforme frisou – “estas coisas pressu- INEM são medicalizadas e têm sempre um mé- pital –, ainda recentemente manifestou junto Numa visita ao centro de saúde local, Jeróni- põem um trabalho preparatório”. dico e um enfermeiro. dos deputados eleitos pelo Círculo de Coimbra mo de Sousa não poupou críticas ao actual a sua preocupação quanto à “manutenção” da- governo considerando que se trata de uma SAP de Tábua encerra entre a meia-noite Directora do Centro de Saúde queixa-se quele serviço. medida que “não tem uma fundamentação ló- e as 8h00 já a partir de 15 de Março de falta de informação “O funcionamento e as necessidades dos gica, nem racionalidade”. “Só se pretende en- Fruto desta polémica reestruturação da Rede Pese embora o seu fim estar anunciado, o caso serviços de saúde do concelho, em face das cerrar, para dar resposta ao défice das contas de Urgências, a ARS já comunicou, por exem- particular do SAP de Oliveira do Hospital – em características específicas do concelho de Oli- públicas”, referiu na altura aos jornalistas o plo, à direcção do Centro de Saúde de Tábua que a média de atendimentos nocturnos é re- veira do Hospital, designadamente a necessi- líder do PCP, considerando tratar-se do “pior (CST) o encerramento do SAP local entre a duzida –, tem sido no entanto dos mais com- dade de garantir a manutenção do atendimen- caminho”. meia-noite e as 8h00 a partir do dia 15 de Mar- plexos de resolver. to médico nocturno, incluindo a necessidade O facto de o concelho de Oliveira do Hos- ço. Esta informação foi confirmada ao CBS pela Contactada por este jornal, a directora do de instalação de uma viatura de emergência pital ter localidades que estão a mais de uma própria directora do CST, Maria do Rosário, Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, Aldina médica avançada, devidamente equipada”, foi hora de distância de Coimbra, as deficientes que disse já ter recebido essas indicações. Ma- Neves, diz desconhecer o andamento do pro- um dos anseios que o PS local transmitiu aos acessibilidades e, ainda, a existência de uma ria do Rosário não se mostrou muito preocupa- cesso e queixa-se de falta de informação.”Não deputados, num memorando entregue dia 21 unidade fabril a funcionar 24 horas por dia e da com aquela decisão e explicou a este jornal temos indicações nenhumas. Estamos a aguar- de Novembro, por ocasião de uma visita à As- uma escola superior, têm sido alguns dos prin- que os utentes daquela unidade de saúde – à dar, tal como o resto da população”, referiu a sembleia da República. Esta mesma posição já cipais argumentos que os partidos políticos semelhança do que vai acontecer noutros cen- responsável pelo CSOH, aconselhando o jornal tinha sido transmitida pelo líder local do par- vêm utilizando para tentar impedir o encer- tros de saúde – “vão ter um encaminhamento “a esperar mais um tempinho”. tido, quando convidado a tomar uma posição ramento do SAP em período nocturno. Numa médico através do 112”, sendo que competirá pública sobre esta matéria. “O PS é firmemen- reunião realizada no início deste ano entre o ao Instituto Nacional de Emergência Médica PS local também se opõe ao encerramento te a favor da manutenção do SAP do Centro então presidente da ARS do Centro, Fernan- (INEM) fazer a triagem de cada episódio de A possibilidade, agora confirmada, de encerra- de Saúde em funcionamento 24 horas por dia”, do Regateiro, e uma comissão composta pelo urgência mediante a situação clínica descrita. mento do SAP de Oliveira do Hospital no pe- referiu José Francisco Rolo na edição impres- presidente da Câmara de Oliveira do Hospital Consoante a gravidade, os doentes poderão ríodo nocturno – desconhece-se se o mesmo sa do CBS de 13 de Outubro do ano passado, e por deputados municipais dos partidos po- ser encaminhados para o SUB de Arganil ou acontecerá durante o fim-de-semana –, tem discordando assim da fórmula defendida pelo líticos com assento na Assembleia Municipal, para os Hospitais da Universidade de Coim- vindo a suscitar diversas reacções de protes- Governo. o responsável por aquele organismo – entre- bra. “Os doentes já hoje podem fazer isso”, to em todos os quadrantes políticos e até já Recorde-se que a “ameaça” de encerramen- tanto substituído no cargo por João Pimentel

4 de Dezembro de 2007 Correio da Beira Serra SAÚDE 3 operacionais Sebastião Antunes diz que não tem havido conversações Editorial cerramento Fundação continua disponível para assegurar urgências Más notícias O Hospital da Fundação Aurélio confiante de que o SAP de Oliveira do Amaro Diniz (FAAD) continua disponí- Hospital só encerrará no período noc- vel para assegurar o serviço de urgên- turno “quando houver uma alternativa cias no período nocturno. O presidente no concelho”. “E não significa que seja HENRIQUE BARRETO do Conselho de Administração daquela a FAAD”, notou. Instituição Particular de Solidariedade O Serviço de Urgências Básico (SUB) Social (IPSS) mantém a possibilidade que está a ser criado em Arganil não Não há volta a dar. O Serviço de em cima da mesa, mas lamenta que é – na opinião daquele responsável Atendimento Permanente (SAP) do da parte da Administração Regional – a solução para Oliveira do Hospital. Centro de Saúde de Oliveira do Hos- de Saúde (ARS) do Centro ainda não “Acredito que quem decide tenha per- pital (CSOH) tem os dias contados e o tenham havido quais- cepção de que é essen- seu encerramento, entre a meia-noite quer contactos nesse cial uma resposta de “(...) O Serviço de Urgên- urgência no concelho”, e as 8h00, é apenas uma questão de sentido. Ou seja, desde tempo, conforme garantiu ao Correio Maio de 2006 – altura cias Básico (SUB) que está referiu Sebastião Antu- em que Antunes avan- nes, tendo ainda pre- da Beira Serra uma fonte credível da çou com essa possibili- a ser criado em Arganil sente a garantia dada Administração Regional de Saúde do dade em entrevista ao não é – na opinião daquele pelo então presidente Centro. Correio da Beira Serra da ARS do Centro à co- Vamos esperar pelas alternativas – nada mudou. responsável – a solução missão nomeada pela que o ministro da Saúde possa vir a “A FAAD não está para Oliveira do Hospital. Assembleia Municipal anunciar, mas, citando o “pai” do Servi- alheada do processo, de Oliveira do Hospital ço Nacional de Saúde, António Arnaut, mas não vamos dar “Acredito que quem decide de que o SAP não en- e olhando também para as caracterís- um passo em frente, tenha percepção de que cerraria sem que fos- ticas de um concelho periférico como sem termos a seguran- sem criadas alternati- o de Oliveira do Hospital, é mais uma ça por parte de quem é essencial uma resposta vas. Sublinhe-se que na reforma a “régua e esquadro”. pode vir a decidir esta de urgência no concelho”, reunião datada de 22 Podem argumentar que o SAP não questão”, disse na oca- de Novembro de 2006, está vocacionado para as verdadeiras sião o responsável pelo referiu Sebastião Antunes, Fernando Regateiro urgências e que, por vezes, pode re- Conselho de Adminis- tendo ainda presente a afiançou que “nada presentar uma perda de tempo já que tração, deixando claro acontecerá, até que que “a FAAD não se vai garantia dada pelo então haja uma alternativa a vida tanto se ganha como perde num minuto. Podem explicar que os seus pôr em bicos de pés”. presidente da ARS do Cen- que garanta às popu- Ano e meio depois, lações que não ficarão custos de manutenção são altíssimos e Sebastião Antunes tro à comissão nomeada desprotegidas, numa que a média de doentes, durante a noi- mantém a sua posi- pela Assembleia Municipal situação de casos agu- te, não justifica a abertura do serviço. ção sobre o assunto, dos”. O responsável Há mil e um argumentos que os defen- desde que tal “possa de Oliveira do Hospital de chegou até a aventar a sores da política de Correia de Campos constituir uma mais va- que o SAP não encerraria hipótese de poderem podem invocar, mas uma coisa é certa: lia para os cidadãos”. vir a ser contratualiza- o conforto psicológico e a sensação de “Não interessa acolher sem que fossem criadas dos serviços externos segurança que um serviço deste tipo só por acolher. Importa alternativas. (...)” que assegurem as ur- proporciona ao cidadão – num conce- melhorar os serviços”, gências nocturnas, com lho muito distante dos pontos de ur- referiu, explicando a garantia de que os gência que o Governo prevê criar, em contudo que não é sua intenção “pôr utentes não terão que suportar custos Arganil e Coimbra –, não tem preço. em causa o bom trabalho dos profis- adicionais. É com base no conteúdo O que a saúde portuguesa no inte- sionais do Centro de Saúde”. resultante do encontro com Regateiro, – deu garantias de que o SAP não encerraria Antunes está a par das notícias que que Antunes se mantém confiante na rior precisa é de mais meios humanos sem estarem garantidas as condições necessá- já dão como certo o encerramento do permanência do SAP no período noc- e tecnológicos e, também, melhor ges- rias. Serviço de Atendimento Permanente turno em território oliveirense. tão de recursos. Na altura, ainda se aventou a possibilidade (SAP) do Centro de Saúde de Tábua, Sebastião Antunes posiciona a FAAD Encerrar um SAP à noite em Oli- (ver caixa) de a Fundação Aurélio Amaro Diniz no período nocturno, já a partir de 15 como uma possível parceira a conside- veira do Hospital, não é a mesma coi- poder vir a assegurar o serviço de urgências, de Março, mas disse não acreditar que rar nesse processo, mas deixa claro: sa que encerrar o de Cantanhede ou mas este assunto nunca mais voltou a estar em os oliveirenses possam ficar despro- “não nos iremos colocar em bicos de de Condeixa, por exemplo, já que os cima da mesa. tegidos nesta matéria. Está, por isso pés, nem dar o primeiro passo”. seus utentes rapidamente chegam aos Após o encerramento daquele serviço no Hospitais da Universidade de Coimbra período nocturno, e no âmbito do relatório fi- (HUC). nal da Proposta da Rede de Urgências elabora- Agora, o caso concreto de Oliveira da pela Comissão Técnica de Apoio ao Proces- do Hospital – e Pampilhosa da Serra, so de Requalificação das Urgências, a liderança por exemplo –, é muito peculiar por- de todo o processo vai ficar sob a alçada do que, conforme se sabe, há povoações INEM e o Ministério da Saúde estipula a dispo- quase isoladas que distam mais de hora nibilização de uma ambulância de emergência com uma tripulação profissionalizada por cada e meia dos HUC e uns bons quartos de 40.000 habitantes. Em síntese, o utente que hora do Serviço de Urgência Básico necessite de assistência médica terá de contac- que se está a criar em Arganil. tar o “call-center” do INEM, através do número Oliveira do Hospital está, nos últi- 112, e depois de feita a triagem – no caso de mos anos, cansada de perder serviços Oliveira do Hospital – os doentes são encami- públicos. É óbvio que eu também não nhados, consoante a tipologia da urgência, ou sou adepto do actual modelo de SAP e para o Serviço de Urgência Básica de Arganil nem sequer defendo a política do “tudo ou para os Hospitais da Universidade de Coim- na mesma como dantes”. O país precisa bra. Durante a viagem entre o local de socorro de se reformar na saúde, na justiça, na e ao ponto de urgência mais próximo, os uten- educação e em muitos outros sectores. tes são acompanhados por uma equipa médica Não se façam é as reformas à custa do que presta os primeiros socorros. elo mais fraco: o interior do país.

4 OPINIÃO Correio da Beira Serra 4 de Dezembro de 2007 “Mondego”, o cão OPINIÃO C ARLOS ALBERTO (V ilaça) vilacadalva@gmail.com T rago o Paulo Marques “(…) A viagem foi longa. que se cheirasse: puxava-lhe o e aguçado o olhar em busca do A viagem foi longa. “Conversa- à ribalta da minha des- rabo e pontapeava-o a meio da dono, concluiu que tinha sido ram”, ele com latidos e abanade- pretensiosa cronique- “Conversaram”, ele com paródia. abandonado à sorte do destino las de rabo que, tinha a certeza, ta pelo facto de ser O “Mondego” chorava, como incerto o seu protector entendia, e este considerado muito justamente latidos e abanadelas de só os cães sabem, e escondia- Depois de horas a fio sem a querer saber coisas: de onde vi- figura pública solidária. se fosse onde fosse logo que o rumo (ou foram dias?), aperce- nha e para onde ia – coisas que, Diga-se, em abono da verda- rabo que, Hugo começava com a “patifa- beu-se do barulho familiar dos para um cão como ele, agora em de, que o Paulo, “velho” conheci- tinha a certeza, o seu ria”, na honesta opinião de qual- automóveis que iam e vinham segurança, eram desnecessá- do de mais uma década, coloca a quer cão. em velocidade estonteante. rias… sua paixão por pessoas e bichos protector entendia, e Apesar disso, o “Mondego” Devagar, cansado, foi até à O Paulo, disse-o na roda de no mesmo prato da balança – no considerava que levava uma bela berma daquela estrada que nun- amigos, “limitou-se a alterar a outro estão os seus afectos em este a querer saber coi- vida: comida da melhor, banhos, ca tinha visto assim cheia, e por vida e o futuro do miúdo”, sem actos e palavras. anti pulgas, vacinas – tudo com lá ficou, indeciso: pensar nas consequências: espa- A homenagem, quase privada, sas (…)” preceito, até a alcofa onde dor- - Atravesso para o outro lado, ço para alojar o “Mondego” e a que lhe foi prestada no Domingo … mia merecia ar puro diário. ou volto para trás? - pensava . “zanga” da mãe: passado, teve a ausência (espera- “Quando “criança”, o “Mon- O “Mondego”, naturalmente, Todo ele tremia – o instinto - Mais um, Paulo? da) dos “outros amigos” a quem dego” era o enlevo da família de cresceu. Diz “ele” que o pior de- dizia-lhe para ser cuidadoso. O pai, homem de outros cui- ele dedica especial desvelo; há, acolhimento, graças à sua per- feito trazido do tempo de “crian- De repente, um dos muitos dados, atenções e paciências, pelo menos, oitenta desses ami- manente disponibilidade para ça” era a irreverência... automóveis, em marcha lenta, por certo conformou-se com o gos de quatro patas que, se fosse as brincadeiras dos meninos da Um dia, quando nada o previa, acendeu uma luzinha, como se novo hóspede do canil, e “inven- possível, o teriam ido parabeni- casa. Então a Rita, traquina, não o dono levou-o a um passeio, lhe piscasse o olho, e parou mes- tou” um lugar digno e acolhedor, zar. lhe dava parança um minuto, serra acima, e enquanto se en- mo ao seu lado. de modo a que o “Mondego” se Se os animais “falassem”, era mas que importava isso se ela tretinha com os cheiros daque- Resoluto, o Paulo Marques - sentisse em casa. isso que teria acontecido, sem era a sua preferida nos jogos le mundo meio estranho, levou conheceu-lhe o nome mais tarde - Bem-vindo – disse o Paulo. qualquer dúvida, na “opinião” de “esconde / esconde” de que longe demais a correria, a ponto – pegou em si, com jeito e pala- Feita a “chamada” do recolher, do rafeiro com nome rio: “Mon- tanto gostava! Já o Hugo, irmão de se perder atrás de uma moita. vras mansas, e colocou-o no ban- responderam oitenta e três uten- dego”. mais velho da Rita, não era flor Depois de ter erguido as orelhas co de trás. tes, incluindo o “Mondego”! Os pais e os Nenucos. OPINIÃO L U S I TA N A F O N S E C A “Em política, a comunhão de ódios é quase sempre a base das amizades.” lmfonseca.tana@sapo.pt N a semana passada, esposa ou mãe. do direito, cumpre não perder de “ (…) Apesar de ser mulher, em tribunal, com os ex-cônjuges a quando serpenteava Bem sei que as corporações vista o critério do “interesse supe- guarda dos filhos de ambos, como numa rua da cidade escoiceiam quando alguém identi- rior da criança”, sobre a qual tem não acredito piamente no uma causa precedente e ao serviço acobreada de Outono, fica as suas frinchas. Por isso não de decidir a forma, como passará da sua desventura conjugal, devem cruzei-me com uma mulher per- conheço um juiz que testemunhe a ser exercido o poder paternal, chamado “instinto materno”, conhecer a decisão do juiz do Cir- dida em passos curtos, a destilar contra outro. Um polícia que tes- será de impor aos pais a assunção e para desmentir o tal este- culo de Giz Caucasiano, de Bertolt abandono e melancolia. Parou a temunhe contra outro. Um médico do compromisso repartido, o inte- Brecht. Ali uma criança é dispu- meu lado, cumprimentou-me e que testemunhe contra outro. As- resse apoiado e a responsabilidade reótipo, basta que se olhe tada por duas mulheres. Ambas com curial pensamento, disse. Hoje sim sendo, é fácil que, uns e outros, integrada sobre os filhos. È facto ao redor: há mulheres que se dizem mãe da criança. Então o inseri-me no círculo cego e obnubi- gerem à sua volta uma sensação de que, quando o assunto é o superior juiz desenha um círculo de giz no lado da justiça. Claramente evadi- poder incomensurável. E causticar interesse de uma criança, todos tiveram filhos e não sabem chão, coloca a criança no meio e da pelo rombo psicológico que a os mais fortes, quando existe em somos sábios e simultaneamente diz a cada uma das mulheres, para ser mães, e há mulheres sem experiência provocara, pediu-me nós a consciência da inferioridade, ignorantes. Mas nunca será demais puxar a criança por um braço. Uma que escrevesse sobre o tema, que demonstra apenas, que a tentativa lembrar aos pais, que são a primei- filhos cheias de generosida- delas recusa-se a fazer tal, pelo serviu de catalisador à nossa con- de esboroar no sistema de poderes ra entidade reguladora de todos os sofrimento que causaria à crian- versa: A criança e a síndrome da e de decisão, determinados tabi- comportamentos dos seus filhos. E de e dedicação. (…)” ça. O juiz dá-lhe a criança. É ela a alienação parental. A miserabilida- ques, não acarreta frutuosas alte- o Ministério Público em seu nome e verdadeira mãe. E toda esta gran- de com que fora tratada em tribu- rações. Porque esta é, uma matéria sobretudo quando age em sua subs- tal estereótipo, basta que se olhe deza de juízo, tenha mãe ou pai nal, numa conferência de regulação onde (ainda) impera o preconceito. tituição, pode mais que aquecer a ao redor: há mulheres que tiveram como substantivo, deve fazer-nos de poder paternal – para confiança A alienação parental – criação de mão. Os filhos do divórcio, os filhos filhos e não sabem ser mães, e há pensar que os filhos não são mera da filha a um, ou a ambos os pro- uma relação de carácter exclusivo, da negligência dos serviços sociais, mulheres sem filhos cheias de gene- propriedade genética, nem o amor genitores – em consequência, da entre a criança e um dos pais, com os filhos institucionalizados pelo rosidade e dedicação. Obviamente de quem cuida tem apenas, uma ruptura conjugal, produziu nela o objectivo de banir o outro – é um Estado, os filhos das famílias de o mesmo pode ser dito a respeito origem cromossómica. Quando os como virose, uma ignomínia irre- crime, que não pode, ser patrocina- acolhimento, os filhos em que o pai dos homens, e da tal paternidade. progenitores – mãe ou pai – não se parável. Aos olhos da magistratura do por nenhum dos progenitores, ou mãe, esperam 5 e 7 anos, para Mas a temática da manipulação interessam pelos filhos, quem pro- de mente lassa, que de quando em muito menos, deve ter o proteccio- que um tribunal se digne a tomar dos filhos, para odiarem um dos tege, tem de ser salvaguardado nos quando, coloca o cidadão emérito nismo dos tribunais de família. uma decisão que autorize a visita seus pais é arrepiante. E deve ser seus direitos. Proteger uma crian- conhecedor de leis, literalmente Os casos de alienação parental, do progenitor. Estes filhos. Todos. considerada, quando os filhos são ça em termos afectivos, anímicos, na sarjeta. Aquela mãe, incapaz com a cumplicidade indiferente de Não são barro, nas mãos de um juiz matéria de direito, em tribunal. As sociais e familiares é uma tarefa de clamar pelo indulto, submergi- procuradores do Ministério Públi- ou de uma assistente social, de um crianças não se entregam, como enorme, que não incumbe aqueles ra na mulher em si, diminuída no co e juízes, não podem ser cala- pai ou de uma mãe. quem entrega um cão ao dono. que possam prestar cuidados falí- seu pequeno mundo de afectos e dos, porque são a prova de muitos Apesar de ser mulher, não acre- Nem se repartem. Partilham-se na veis. Infelizmente, sem darmos por certezas, passava a ser nada. A par- deles, não merecerem 1 cêntimo dito piamente no chamado “instin- sua ingenuidade. isso, há sempre um caso ao pé da tir dali, não prestava como mulher, do que ganham. Se ao aplicador to materno”, e para desmentir o Aqueles que tentam verrinar nossa porta. Ficha Técnica Administração: António dos Santos Lopes Direcção Editorial: Henrique Barreto - henriquebarretocbs@sapo.pt Jornalista Principal: Liliana Lopes - lilianalopescbs@sapo.pt Desporto: Editor: José Carlos Alexandrino, João Jorge Colaboradores Permanentes: Adelaide Freixinho, António Campos, Carlos Portugal, Carlos Alberto, Carlos Carvalheira, João Dinis, José Augusto Tavares, Luís Lagos, Luís Torgal, Paulo Ribeiro (caricaturista), Pedro Campos, Rui Santos. Deptº. Comercial: Isabel Mascarenhas Projecto Gráfico: Jorge Lemos Impressão: Coraze - Oliveira de Azeméis – Telef.: 256 600 580 - Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Sede, Redacção e Publicidade: Praceta Manuel Cid Teles, Lote 12 – 1º Esqº - 3400-075 Oliveira do Hospital, Telef.-Geral: 238086546 Correio Electrónico geral@correiodabeiraserra.com Edição Internet: www.correiodabeiraserra.com Entidade Proprietária: Temactual, Lda, Matric. na Conservatória do Registo Comercial de Oliveira do Hospital sob o número 507601750, Contribuinte: 507601750, Capital Social: 25,000 www.correiodabeiraserra.com Euros Nº de Registo no ICS: 112130 Depósito Legal N.º 54475/92 Tiragem Média Mensal: 6.000 exemplares Detentores de mais de 10% do capital da empresa: AHL -Investimentos e Participações, SGPS, SA.; Henrique Manuel Barreto Pereira de Almeida

4 de Dezembro de 2007 Correio da Beira Serra LOCAL 5 Clara Monteiro foi a última víti- ma mortal da EN 230, mas a in- dicação é a de que em cerca de 15 anos já ali perderam a vida cerca de 30 pessoas. Consciente da sua perigosidade, a Câmara de Oliveira do Hospital decidiu avançar com uma rectificação, mas o comandante dos bom- beiros de Lagares da Beira não tem dúvidas de que “os pontos negros vão persistir”, Ao Correio da Beira Serra, António Pinto lamenta que “nunca” tenha sido auscultado sobre esta matéria. TEXTO: LILIANA LOPES O acidente ocorrido, ao início da tar- de do passado dia 20 na Estrada Estrada Oliveira do Hospital/Felgueira Velha continua a causar mortes Nacional (EN) 230 – entre Oliveira do Hospital e Felgueira Velha – que vitimou mortalmente Clara Monteiro veio, mais Rectificação da EN 230 vai avançar, uma vez, pôr a descoberto a perigosidade que aquela via encerra. Bastou a chegada das primeiras chuvas, para que depois do almoço e no regresso ao local de mas “pontos negros vão persistir” trabalho – sentido Lagares da Beira – Oliveira do Hospital – o veículo conduzido por Álvaro Monteiro, acompanhado pela esposa de 53 anos, entrasse em despiste e acabasse por colidir de traseira numa viatura de mercadorias que se- comandante dos Bombeiros de Lagares da Bei- troço que requer a intervenção da corporação Quanto ao restante troço até à cidade, Camacho guia em sentido contrário. O choque foi fatal ra, especialmente durante os meses de Inverno, que comanda: Ponte do Cobral – Felgueira Ve- disse não ter registo de grandes acidentes, mui- para a malograda senhora que terá tido morte em que a chuva e o gelo agravam a perigosidade lha. Aponta o dedo a três curvas que considera to menos de vítimas mortais e justificou esse imediata e, assim, engrossado a lista de vítimas da via. “Nos três, quatro meses de Inverno mais “muito perigosas” localizadas antes e depois da facto com a possibilidade de os condutores “se mortais resultantes de acidentes naquela estra- intenso registamos uma média de cerca de 25 conhecia Ponte do Salto, por apresentarem fa- aperceberem da perigosidade da via e por isso da. Momentos após o acidente, o comandante acidentes”, especificou António Pinto, notando lhas de inclinação. “As curvas não têm inclinação conduzirem com mais precaução”. dos Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira que a situação se agrava com o facto de nesta al- e os carros são projectados” explicou, notando chegou a avançar que, desde que a estrada foi tura “se registar uma maior escassez de recursos que a “curva da rocha”, depois da Ponte do Sal- …sem solução à vista reconstruída, há cerca de 15 anos, o registo de humanos disponíveis na corporação para a pres- to, é a que tem propiciado o maior número de A totalidade do troço em causa vai beneficiar mortes naquela via já ronda as três dezenas. Um tação de socorro aos sinistrados”. Nos meses em acidentes. Entende que não será fácil o corte da de trabalhos de rectificação no âmbito de uma número que voltou a confirmar ao Correio da que se registam temperaturas mais amenas – ex- curva, pelo que defende que seja dada inclinação intervenção programada pela Câmara Municipal Beira Serra quando convidado a analisar a sinis- plicou – o número de acidentes tende a reduzir. necessária a cada uma das curvas. de Oliveira do Hospital que, para além de um tralidade da EN 230. Pinto evidencia ainda as falhas existentes na piso novo e de nova sinalização horizontal e ver- Para o acidente que deixou de luto a família Pontos Negros… marcação da via, em especial no que respeita aos tical, contempla a construção de duas rotundas Monteiro, António Pinto não encontrou uma ex- As condicionantes meteorológicas são referen- traços contínuos. Em matéria de sinalização ver- nos cruzamentos norte/sul de Ervedal da Beira, plicação e lamentou que a chegada das primei- ciadas por Pinto como determinantes para o tical não encontra falhas, mas dá conta da neces- de uma outra no cruzamento entre Lagares da ras chuvas tenha causado tamanha tragédia. As aumento de acidentes, mas o comandante não sidade de os condutores respeitarem os sinais de Beira e a estrada de acesso a Meruge e coloca- mortes naquela via já não causam estranheza ao descura os pontos negros existentes ao longo do trânsito. É sobretudo no troço entre Lagares e ção de lombas elevadas no troço que atravessa a Ervedal da Beira que detecta os principais pro- freguesia de Vila Franca da Beira. blemas, até porque – como disse – os semáfo- No entanto, não será esta rectificação que ros existentes em Vila Franca e Aldeia Formosa deixará o comandante António Pinto mais sos- “reduziram a sinistralidade”. Destaca também a segado. É que – como disse ao CBS – tais obras intensidade de tráfego automóvel registado ao “não vão reduzir a sinistralidade”. “Os pontos longo de todo o troço, por se tratar de uma via negros irão manter-se”, referiu, explicando que de acesso à cidade de Oliveira do Hospital. Para a rectificação prevista não contempla melhorias além disso – como explicou – é muito utilizada nas referidas curvas. Lamenta que assim seja e por transportes comerciais, incluindo camiões, que “os bombeiros não sejam ouvidos sobre es- na maioria das vezes responsáveis pelo derrame tas matérias”. “Nunca fomos ouvidos e sobre es- de óleos e outros combustíveis na via. tas coisas deveríamos ter sempre uma palavra a Embora tratando-se de uma área de inter- dizer”, frisou o comandante, explicando que em venção dos Bombeiros de Oliveira do Hospital, caso de acidente, “são os bombeiros que pres- Pinto faz também referência à perigosidade da tam os primeiros socorros às vítimas”. Uma tare- curva que antecede a Ponte do Cobral. “Até já fa que não considera fácil, especialmente quan- sugeri a colocação de bandas sonoras no piso”, do os bombeiros se deparam com feridos graves frisou. Uma apreciação que é partilhada pelo co- ou vítimas mortais conhecidas, como aconteceu mandante Emídio Camacho que ao CBS, referiu com Clara Monteiro. Mas, tem consciência de que se trata de uma via onde já ocorreram alguns que são “ossos do ofício”. acidentes, embora sem grande gravidade. Mas O comandante Camacho discorda de Pinto tem ainda na memória o acidente que, naquele e ao CBS disse que a Câmara tem ouvido os co- mesmo local, provocou a morte de um bombeiro mandos dos bombeiros no que respeita à rede da sua corporação, deixando outro tetraplégico. viária concelho, rotundas e até toponímica.

6 OPINIÃO Correio da Beira Serra 4 de Dezembro de 2007 Antigo ministro dos Assuntos Sociais não poupa críticas ao Governo António Arnaut teme que o Serviço Nacional de Saúde fique apenas para os “pobres indigentes” Num debate promovido pela JS com dois dos principais funda- dores do Partido Socialista, An- tónio Arnaut voltou a insurgir- se contra a política do Governo no que toca ao encerramento de serviços de saúde e disse temer que o Serviço Nacional de Saúde fique um dia apenas para os “pobre indigentes” O s actuais militantes números três e quatro do Partido So- cialista – António Campos e António Arnaut, respectiva- mente – participaram este sábado num aceso debate promovido pela JS de Olivei- ra do Hospital, no Ritual Bar, sob o tema “Socialismo, Identidade e Futuro”. Hoje com 71 anos, o antigo Ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Cons- titucional – conhecido como “o pai do Serviço Nacional de Saúde” –, fez uma dis- sertação sobre a matriz “sagrada e inviolá- O debate da JS esteve aceso com António Arnaut a insurgir-se contra a “insensibilidade” do ministro da Saúde vel” do PS, mas mostrou-se muito céptico quanto ao rumo do país e das sociedades sou o Governo de José Sócrates de estar saúde não podem ser definidas a “régua ma da distribuição da riqueza”, “não há modernas. Confessando-se um partidário a “destruir o Serviço Nacional de Saúde e esquadro”. hoje em Portugal uma política de imposto do “estado social” (SNS)” através de Crítico quanto ao encerramento de al- justo e de salário justo”. Realçando que – “se o meu vizi- “medidas mal pen- guns serviços de atendimento permanen- tem havido “incapacidade do Estado em nho do lado passar sadas e mal realiza- te nos centros de saúde e maternidades, distribuir melhor a riqueza”, Campos con- fome, eu sinto-me das”. António Arnaut foi por exemplo muito siderou que um dos maiores problemas incomodado”, fri- D e n u n c i a n d o claro quanto ao fecho da maternidade de nacionais é precisamente a “dicotomia sou – Arnaut é de a existência dos Elvas, que provocou o encaminhamento dos impostos e dos salários”. “Têm que opinião que “hoje grandes grupos de muitas parturientes para Badajoz. “Eu se ir buscar os impostos a quem tem mais vivemos numa or- privados que hoje nunca fechava a maternidade de Elvas. Até para se socorrerem os mais pobres”, ad- gia neoliberal em “querem negociar por uma questão de dignidade nacional”, vertiu o antigo eurodeputado, explicando que há um ultra- em saúde”, o fun- explicou o antigo ministro de Mário So- que em Portugal “há uma política salarial liberalismo que dador do PS diz te- ares. que não existe e uma política de impostos se resume a uma mer que isso possa completamente subversiva”. “Tens que sociedade de mer- “asfixiar o SNS de António Campos diz que Portugal tem dizer isso ao Sócrates”, ironizou António cado, incluindo a modo a que o ser- um problema de distribuição de riqueza Arnaut, para de seguida ouvir de Campos saúde”. viço fique apenas Para o histórico socialista António Campos, a resposta de que o Primeiro-Ministro está A saúde é aliás é para os pobres in- que centrou a sua intervenção no “proble- ao corrente da sua opinião. um dos temas que digentes”. É que mais preocupações para Arnaut, “o tem suscitado ao SNS está a enco- NOTARIADO PORTUGUÊS também ex- Grão lher e o privado a CARTÓRIO NOTARIAL DE OLIVEIRA DO HOSPITAL Mestre do Grande expandir-se” CERTIFICO, para fins de publicação, que no dia 23 de Novembro de 2007, no livro de notas para escrituras diversas número dez, deste Oriente Lusitano, “(...) “O que resta hoje da minha “O que resta Cartório, a folhas 19 e seguintes, foi lavrada uma escritura de justificação na qual CARMELINA MARQUES também conhecida por CARMELINA MARQUES DA SILVA, NIF 122.205.871, solteira, maior, natural da freguesia de Alvôco de Várzeas, deste concelho, residente na Rua do Copinho, que não se cansa utopia socialista é o estado social (…) hoje da minha uto- n.º 2, no lugar de Fiais da Beira, freguesia de Ervedal, concelho de Oliveira do Hospital, declarou ser dona e legítima possuidora dos seguintes de invocar a trilo- pia socialista é o prédios, sitos na citada freguesia de Ervedal: UM – RÚSTICO, sito em Vale do Asno, composto de pastagem com seis oliveiras, eucaliptal, pinhal e mato, com a área de dois mil e cem gia em que assenta e o PS só poderá continuar a afirmar- estado social (…) e metros quadrados, a confrontar do norte com caminho, do nascente com Constantino Pedro e outros, do sul com Celso Simões Cerveira e do poente com J a filosofia da maço- se socialista se garantir o Estado o PS só poderá con- DOIS – RÚSTICO, sito em Quintais, composto de semeadura, sessenta cepas e vinte e seis oliveiras, com a área de quatro mil e quinhentos metros quadrados, a confrontar do norte com caminho, do sul com Maria de Jesus Torres, do nascente com Francisco Alves Ribeiro e outros naria – “liberdade, tinuar a afirmar-se e do poente com António Tavares Rosa, inscrito na matriz, em nome da justificante, sob o artigo 2.356, com o valor o patrimonial tributário igualdade e frater- Social, afirmou Arnaut, numa inter- socialista se garan- de € 670.14. Que os mencionados prédios se encontram omissos no registo predial e aos quais atribui valor igual à soma dos valores patrimoniais nidade” – para con- venção em que disse ainda que ao seu tir o Estado Social, tributários, no montante global de novecentos e noventa euros e treze cêntimos. Que os citados prédios vieram à sua posse por compra verbal feita por volta do ano de mil novecentos e setenta e quatro, o identificado trapor com a falta afirmou Arnaut, em primeiro lugar a Augusto Lopes e mulher, Ermelinda Pereira Lopes, residente que foram em Lisboa e o identificado em segundo lugar a de solid

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