Correção da ficha de trabalho sobre Descartes

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Published on March 7, 2014

Author: isabelamd

Source: slideshare.net

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Extraído do blogue do Prof. Luis Rodrigues.

FICHA O racionalismo cartesiano Questões de escolha múltipla 1 — Identifique a afirmação verdadeira. a) Descartes é céptico porque parte da dúvida. b) Descartes não é céptico porque a dúvida é metódica. c) Descartes é céptico porque não procura a verdade e a encontra por acaso. d) Descartes não é céptico porque não consegue duvidar de tudo. R: b) Descartes não é céptico porque a dúvida é metódica. 2 – Identifique a afirmação errada. a) O principal problema de Descartes é o de encontrar a garantia de que o nosso conhecimento é absolutamente seguro. b) A condição necessária para que algo seja declarado conhecimento absolutamente seguro é resistir completamente à dúvida. c) Basta resistir à dúvida hiperbólica para que qualquer conhecimento seja declarado absolutamente seguro. d) O primeiro conhecimento absolutamente seguro é a existência do sujeito que tem consciência de que os sentidos e o entendimento o podem enganar. R: c) Basta resistir à dúvida hiperbólica para que um conhecimento seja declarado absolutamente seguro. Ainda falta a garantia de que Deus não engana. Só o Cogito e a distinção alma-corpo são exceções. 3– Identifique a afirmação errada. a) A dúvida é hiperbólica porque a sua regra de aplicação é duvidar do que for claramente duvidoso. b) A dúvida tem graus de aplicação porque se exerce do mais fácil de pôr em causa para o mais difícil de pôr em causa. c) A dúvida é metódica porque segue a regra metódica que identifica o verdadeiro com o absolutamente indubitável. d) A dúvida é a forma de separar absolutamente o verdadeiro do falso. R: a) A dúvida é hiperbólica porque a sua regra de aplicação é duvidar do que for claramente duvidoso. Não é preciso que algo seja obviamente duvidoso para ser posto em causa. Basta que haja uma leve suspeita para que algo possa parecer duvidoso e desde logo declarado falso. 4 – Identifique a afirmação errada. a) Descartes usa a dúvida metódica para ver se há verdades acerca das quais não possamos de modo algum estar errados. b) A dúvida metódica é hiperbólica porque é despropositada. c) A dúvida destina-se a mostrar que os cépticos estão enganados, ou seja, que a justificação das nossas crenças é possível. d) A dúvida, separando o verdadeiro do falso de forma absoluta, vai mostrar que há uma crença verdadeira que se autojustifica e que será o fundamento de todo o conhecimento. R: b) A dúvida metódica é hiperbólica porque é despropositada. 1

5- Identifique a afirmação verdadeira: a) O primeiro nível de aplicação da dúvida é aquele em que Descartes põe em causa a existência de objetos sensíveis. b) O primeiro nível de aplicação da dúvida é aquele em que Descartes reserva o título de conhecimentos verdadeiros aos conhecimentos matemáticos. c) O primeiro nível de aplicação da dúvida é aquele em que Descartes rejeita que o conhecimento do mundo tenha uma base empírica. d) O primeiro nível de aplicação da dúvida é aquele em que Descartes encontra um fundamento absolutamente seguro para o saber. R: c) O primeiro nível de aplicação da dúvida é aquele em que Descartes rejeita que o conhecimento do mundo tenha uma base empírica. 6 - Identifique a afirmação verdadeira. a) A concepção do método defendida por Descartes inspira-se na perspectiva empirista. b) A concepção do método defendida por Descartes inspira-se num ideal de certeza representado pelas matemáticas. c) Por assim ser, as matemáticas serão um modelo de certeza nunca questionado. d) É em nome de um ideal de certeza rigoroso que é característico das matemáticas que Descartes critica o saber do seu tempo. R: b) A concepção do método defendida por Descartes inspira-se num ideal de certeza representado pelas matemáticas. 7 - Identifique a afirmação errada. a) O segundo nível de aplicação da dúvida é aquele em que Descartes põe em causa as informações dos sentidos sobre as propriedades dos objetos existentes. b) Neste nível, Descartes torna a dúvida ainda mais excessiva e põe em causa algo que, do ponto de vista do senso comum, não parece razoável questionar. c) Ainda que muitíssimo improvável, não é impossível que, dada a dificuldade de distinguir sonho de realidade, as imagens que tenho da realidade não correspondam a nada real fora de mim. d) Neste nível, Descartes mostra mais uma razão para desconfiar dos sentidos porque, se a prova que temos da existência de realidades exteriores é a intensidade das sensações, então entre sonho e realidade não há uma distinção absolutamente clara. R: a) O segundo nível de aplicação da dúvida é aquele em que Descartes põe em causa as informações dos sentidos sobre as propriedades dos objetos existentes. 8 - Identifique a afirmação errada. a) A aplicação da dúvida destina-se a minar os fundamentos nos quais muitas crenças erradas se baseavam. b) O seu carácter é propositadamente hiperbólico porque é preciso separar de forma absolutamente clara o verdadeiro do falso. c) Um conhecimento ou é absolutamente verdadeiro ou então é falso, pelo que aquilo que, por pouco que seja, pareça duvidoso é descartado como falso. d) O que Descartes mostrou foi que basear a nossa crença na existência do mundo físico ou corpóreo nos sentidos nos conduz a duvidar dessa existência e) Todas as afirmações são falsas. R: e) Todas as afirmações são falsas. 2

9 – Identifique a afirmação verdadeira. a) No terceiro nível de aplicação da dúvida, Descartes considera que verdades tão claras como as matemáticas possam sofrer alguma suspeita de falsidade ou de incerteza. b) No terceiro nível de aplicação da dúvida, Descartes considera que seguir as regras fundamentais do raciocínio correto basta para que os resultados das nossas operações intelectuais sejam corretos. c) Neste nível a dúvida exerce-se num plano puramente intelectual porque nem os erros dos sentidos nem o argumento dos sonhos podem fazer-nos duvidar de que, por exemplo, 2 + 2 = 4. d) Não temos razão para duvidar das verdades matemáticas porque o nosso entendimento orientado por um método rigoroso é infalível. R: c) Neste nível a dúvida exerce-se num plano puramente intelectual porque nem os erros dos sentidos nem o argumento dos sonhos podem fazer-nos duvidar de que, por exemplo, 2 + 2 = 4. 10 - Identifique a afirmação errada. a) O argumento de um hipotético Deus enganador ou perverso justifica-se porque era necessária uma hipótese sumamente excessiva para pôr em causa proposições que o entendimento considera naturalmente inquestionáveis. b) O argumento de um hipotético Deus enganador ou perverso tem como função transformar os resultados das operações do entendimento de verdadeiros em provavelmente verdadeiros. c) O argumento de um hipotético Deus enganador ou perverso corresponde a uma radicalização da dúvida. d) O argumento de um hipotético Deus enganador ou perverso – que Descartes considera muito metafísico ou radical – destina-se a lançar a suspeita de que sempre que faço cálculos e demonstrações matemáticas posso enganar-me por o meu entendimento estar, sem eu o saber, a tomar o falso por verdadeiro e o verdadeiro por falso. R: b) O argumento de um hipotético Deus enganador ou perverso tem como função transformar os resultados das operações do entendimento de verdadeiros em provavelmente verdadeiros. 11 - Identifique a afirmação verdadeira. a) Atingido o momento em que conseguiu pôr em causa todos os conhecimentos que constituíam a base do saber do seu tempo, Descartes dá razão aos cépticos. b) Terminada a aplicação da dúvida, Descartes convence-se de que tudo é falso e nada é verdadeiro. c) Terminada a aplicação da dúvida, Descartes convence-se de que há uma proposição que supera o teste da dúvida metódica/ hiperbólica. d) Terminada a aplicação da dúvida, Descartes convence-se de que os argumentos cépticos anteriormente apresentados são invencíveis. R: c) Terminada a aplicação da dúvida, Descartes convence-se de que há uma proposição que supera o teste da dúvida metódica/ hiperbólica. 12 - Identifique a afirmação verdadeira. a) O Cogito, abreviatura de «Penso, logo existo» é uma verdade indutiva. b) O Cogito é uma proposição resultante de um raciocínio dedutivo. c) O Cogito é uma certeza que se descobre por meio do raciocínio, mas não se infere de outra proposição. d) O Cogito é uma evidência racional que se impõe ao pensamento no próprio ato em que este se exerce, mesmo que esse ato seja duvidar de que há proposições verdadeiras. R: d) O Cogito é uma evidência racional que se impõe ao pensamento no próprio ato em que este se exerce, mesmo que esse ato seja duvidar de que há proposições verdadeiras. 3

13 - Identifique a afirmação verdadeira. a) O Cogito é uma ideia procedente da experiência. b) O Cogito é uma proposição que só a hipótese de Deus nos enganar pode pôr em causa. c) O Cogito é uma verdade absolutamente evidente porque, sendo a dúvida implacável na sua aplicação, o que lhe resiste tem de ser absolutamente verdadeiro. d) A proposição Penso, logo existo é o suporte do ato de duvidar. R: c) O Cogito é uma verdade absolutamente evidente porque, sendo a dúvida implacável na sua aplicação, o que lhe resiste tem de ser absolutamente verdadeiro. 14 - Identifique a afirmação errada. a) O Cogito é a crença básica que, não se deduzindo de nenhuma outra, constitui a consequência lógica da premissa Tudo o que pensa existe. b) O Cogito é o primeiro princípio do novo sistema do saber que Descartes quer construir e nada mais é do que a razão desligada de qualquer referência à experiência empírica e a conhecimentos estabelecidos sem radical análise crítica. c) O Cogito corresponde à existência de um sujeito que nada conhece acerca dos objectos e que, sem a ajuda da experiência, nada poderá conhecer. d) O Cogito é uma verdade absoluta, mas não é um critério de verdade, porque é uma crença que se descobre no momento em que duvidamos de tudo. R: O Cogito é o primeiro princípio do novo sistema do saber que Descartes quer construir e nada mais é do que a razão desligada de qualquer referência à experiência empírica e a conhecimentos estabelecidos sem radical análise crítica. 15 – Identifique a afirmação errada. a) No momento em que Descartes não sabe se o mundo físico existe nem se o entendimento é digno de confiança, só tem como seguro aquilo que a dúvida nunca pôde pôr realmente em causa. b) O sujeito é uma substância puramente pensante ou racional – é uma razão pura – porque podemos duvidar da existência do que é corpóreo, mas não da existência da mente. c) A alma é realmente distinta do corpo porque, neste momento do percurso de Descartes, é possível duvidar de que exista essa substância material a que se chama corpo. d) Só teremos a certeza de que a alma é realmente distinta do corpo quando afastarmos a inquietante hipótese de que Deus é um génio maligno que se empenha em enganar-me. R: d) Só teremos a certeza de que a alma é realmente distinta do corpo quando afastarmos a inquietante hipótese de que Deus é um génio maligno que se empenha em enganar-me. 4

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