Comentário: 7° Domingo do Tempo Comum - Ano A

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Information about Comentário: 7° Domingo do Tempo Comum - Ano A
Spiritual

Published on February 21, 2014

Author: josejlima3

Source: slideshare.net

Description

Comentário bíblico: 7° Domingo do Tempo Comum - Ano A
- TEMA: "PERFEITOS COMO O PAI PARA CUMPRIR A JUSTIÇA"
- LEITURAS BÍBLICAS (PERÍCOPES):
http://pt.slideshare.net/josejlima3/7-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2014
- TEMAS E COMENTÁRIOS: AUTORIA: Pe. José; Bortolini, Roteiros Homiléticos, Anos A, B, C Festas e Solenidades, Editora Paulus, 3ª edição, 2007
- OUTROS:
http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=687
SOBRE LECIONÁRIOS:
- LUTERANOS: http://www.luteranos.com.br/conteudo/o-lecionario-ecumenico
- LECIONÁRIO PARA CRIANÇAS (Inglês/Espanhol): http://sermons4kids.com
- LECIONÁRIO COMUM REVISADO (Inglês):
http://www.lectionary.org/
http://www.commontexts.org/history/members.html ;
http://lectionary.library.vanderbilt.edu/
- ESPANHOL: http://www.isedet.edu.ar/publicaciones/eeh.htm (Less)

PERFEITOS COMO O PAI PARA CUMPRIR A JUSTIÇA BORTOLINE, Pe. José – Roteiros Homiléticos Anos A, B, C Festas e Solenidades – Paulus, 2007 * LIÇÃO DA SÉRIE: LECIONÁRIO DOMINICAL * ANO: A – TEMPO LITÚRGICO: 7° DOMINGO TEMPO COMUM – COR: VERDE I. INTRODUÇÃO GERAL Pertencemos a Cristo, e Cristo pertence a Deus. Reunimo-nos na casa de Deus, mas o verdadeiro templo onde ele habita somos todos e cada um em particular, à medida que criamos, entre nós e ao redor de nós, relações de fraternidade, de paz e de amor. 1. Vivemos numa sociedade marcada pela violência e injustiça. O que celebramos é o memorial de alguém que foi morto pela sociedade injusta. Com ele, nesta celebração, aprendemos a vencer a violência, para sermos perfeitos como o Pai do céu, que não faz distinção entre pessoas. A celebração é também um dos lugares próprios para o perdão e a partilha. É lugar onde nos damos o abraço da paz, desejando a todos, amigos e inimigos, o shalom do Deus que quer liberdade e vida para todos. 2. II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS 1ª leitura (Lv 19,1-2.17-18): Santidade é uma relação de amor O capitulo 19 é o coração do Levítico e do próprio Código da Santidade (caps. 17–26), ao qual pertence. Nesse capitulo encontramos este refrão, que serve de fio condutor: "Eu sou Javé, o Deus de vocês". O que se pretende, portanto, é mostrar de que forma as pessoas poderão relacionar-se com Javé, o Deus que libertou seu povo da escravidão egípcia; em outras palavras, como ser santo, à semelhança da santidade de Javé: "Sejam santos, porque eu, Javé seu Deus, sou santo" (em Almeida RA: “Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo.”) v. 2. 3. A santidade consiste num comportamento responsável em relação ao próximo, que começa por libertar o coração do ódio, se traduz em coresponsabilidade no bem a fim de evitar o mal (a correção/repreensão, v. 17), para culminar na relação que é doação aos outros daquilo que mais desejamos a nós próprios: o amor (v. 18). Ponto de referencia para esse comportamento responsável é Javé. Ele libertou seu povo do ódio do Faraó, educou-o no deserto e lhe demonstrou amor, conduzindo-o à liberdade e à vida. Por isso ele é santo, podendo exigir de seus aliados relações de amor. 4. Evangelho (Mt 5,38-48): Justiça do Reino é amor aos inimigos Montanha. Hoje continuamos a serie de antíteses, iniciadas no domingo passado, que tem no vv. 20.33 seu ponto de partida e de chegada, respectivamente: "Se a justiça de vocês não for maior que a justiça dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do Céu" (v. 20); "busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça”. a. Como acabar com a violência? (vv.38-42) A quinta antítese do Sermão da Montanha (para as quatro anteriores, cf. evangelho do domingo passado) diz respeito à justiça do Reino que supera a lei do talião: "Olho por olho e dente por dente" (Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,21). No passado, a função dessa lei era evitar a violência, ainda que sob a forma de intimidação: "Não faça o mal aos outros, para que não aconteça o mesmo para você", ou como tentativa de evitar os abusos do vingador de sangue, pois desde os primórdios da humanidade aprendemos que violência gera violência (leia Gn 4,23-24). 6. Como superar a "justiça" do olho por olho, dente por dente? Não respondendo com a mesma violência empregada pelo violento, mas desarmando-o com uma força maior. Isso é muito serio, porque Jesus esta dizendo isso aos "pobres em espírito e perseguidos por causa da justiça" (cf. 5,3.10), aos quais confiou o Reino. as vv. 39b-42 apresentam três casos típicos, que ilustram a prática dos que se comprometeram com Jesus e com a justiça do Reino. O primeiro caso é o da violência física: "Se alguém lhe da um tapa na face direita, ofereça também a esquerda”. Para os antigos, o tapa na face direita tinha uma conotação especial, pois é dado com as costas da mão. Machuca da mesma forma, mas confere maior agressão à violência física. O segundo caso diz respeito aos processos judiciais, onde os pobres em espírito e perseguidos por causa da justiça dificilmente vêem seus direitos atendidos. Mais ainda: são obrigados a penhorar a túnica como garantia. Jesus aconselha que deixem também o manto. O terceiro caso diz respeito ao abuso dos soldados da ocupação: obrigavam pessoas a transportar cargas, ou a servir-lhes de guia. Jesus da este conselho: "Se alguém o força a andar um quilometro, caminhe dois com ele!" O ultimo caso se refere aos empréstimos (cf. Ex 22,24), nos quais era proibido cobrar juros, símbolo da ganância que gera lucro e exploração: "Dê a quem lhe pedir e não vire as costas a quem pede emprestado”. 7. Os versículos que compõem o evangelho deste 8. À primeira vista tem-se a impressão de que os domingo pertencem ao desenvolvimento das bempobres em espírito e perseguidos por causa da justiaventuranças, que marcam o inicio do Sermão da ça nunca terão vez. Lidos sob a ótica da burguesia, 5.

esses conselhos de Jesus podem sugerir que não vale a pena resistir. Acontece que esses conselhos não são passividade, mas estratégias de minar a injustiça por dentro. Os pobres nunca vencerão ao empregar as mesmas armas dos violentos. Urge, portanto, encontrar estratégias certas para as situações que se apresentam, a fim de desarmar a violência. total, à semelhança do Pai e de Jesus: "Sejam perfeitos como é perfeito o Pai que está no céu" (v. 48). 2ª leitura (1Cor 3,16-23): A quem pertencemos? Continuamos lendo a primeira carta aos Coríntios. Até agora Paulo falou de dois conflitos comunitários: as panelinhas em torno dos lideres e a busca de uma sabedoria que não está de acordo com o projeto de Deus (cf. a segunda leitura dos domingos b. Justiça do Reino é amor aos inimigos (vv.43-48) anteriores), porque Deus, escolhendo os pobres des9. A ultima antítese fala do amor aos inimigos. O sa cidade, arrebentou os esquemas elitistas e burAntigo Testamento mandava amar o próximo (cf. 1ª gueses, que faziam de Deus um ídolo à imagem e leitura), entendendo o amor como algo circunscrito semelhança de quem o inventou. à religião e à raça. A partir dai nasceu uma dedução 12. A comunidade é o lugar onde se encontra Deus errônea do amor: aos amigos, a amizade; aos inimi- e se presta culto a ele. Paulo afirma ousadamente: gos, o desprezo. Se levarmos isso a serio, sempre "Vocês não sabem que são um templo de Deus e teremos inimigos perto de nós, e sempre seremos que o Espírito de Deus habita em vocês?" (v. 16). inimigos de alguém. Para acabar com esse círculo Os conflitos comunitários são superados pelo disvicioso de inimizade e ódio, Jesus apresenta aos cernimento da função dos lideres. Os evangelizadopobres em espírito e perseguidos por causa da justi- res pertencem à comunidade, pois estão a serviço ça o modo perfeito de ser seu discípulo: o amor aos dela, a fim de que a comunidade deixe ressaltar inimigos e a oração por eles. O Mestre da Justiça foi quem é seu único dono: Cristo, que pertence a Deus odiado e morto por seus adversários. Mesmo assim, (vv. 21-23). pediu que o Pai os perdoasse. A resposta madura à perseguição, portanto, é o amor e a oração (v. 14), e 13. Os versículos deste domingo, portanto, querem a razão disso está no próprio ser de Deus, que é bom projetar luz sobre os conflitos surgidos nas comunipara com todos. Jesus propõe, pois, que sejamos dades de Corinto: as lideranças (neste caso: Paulo, aquilo que ainda não somos, isto é, capazes de uma Apolo, Cefas e os que tomavam partido deles) não entrega total, como o Pai celeste, que não faz distin- são donas da comunidade. Querer esse direito é desção de pessoas. E sugere que aprendamos daqueles truir o templo de Deus, que é a comunidade. E a que se consideram nossos inimigos (cobradores de "sabedoria do mundo”, que coloca uns no topo da impostos e pagãos), pois são capazes de conservar pirâmide e outros na base, cria nas comunidades o relações de fraternidade entre eles. Quanto mais os mesmo esquema desigual e injusto da sociedade que "pobres em espírito e perseguidos por causa da jus- marginalizou muitos em beneficio de poucos. Jesus tiça”, aos quais é confiado o Reino. Se pretendem havia anunciado a destruirão do Templo de Jerusaser chamados filhos de Deus (cf. 5,9), precisam ter lém, porque ai se instalara uma religião e um modo atenção constante em criar relações de paz com to- de entender a sociedade contrastantes com o projeto de Deus. dos. 10. Os antigos valorizavam muito a saudação (cf. v. 14. Paulo procura mostrar, citando a Bíblia, que o 47). O povo da Bíblia se cumprimentava com um projeto de Deus desmonta a sabedoria humana. E shalom, que é o desejo da plenitude dos bens e da para isso cita Jó 5,13 ("Ele apanha o sábio na sua vida. Ora, Deus quer shalom para todos. Por que não própria astúcia") e o Salmo 94,11 ("O Senhor coseriam assim os discípulos de Jesus? Fica, portanto, nhece o raciocínio dos sábios; sabe que são vazium desafio para todos: ser capazes de uma entrega os"). 11. III. PISTAS PARA REFLEXÃO Santidade é uma relarão de amor. A vocação do cristão é vocação à santidade. Mas santidade é criar relações de amor com todos, à semelhança de Deus. 15. Justiça do Reino é amor aos inimigos. Nosso país vive imerso na violência. Como acabar com esse circulo vicioso? Quando foi que nossa comunidade venceu a violência? O que significa ser perfeitos como o Pai do céu? 16. 17. A quem pertencemos? Esta e uma pergunta inquietante para a comunidade inteira, mas sobretudo para as lideranças. Nossa comunidade é cópia da sociedade que esta ai, ou é lugar onde Deus mora e da a conhecer sua sabedoria?

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