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News & Politics

Published on March 7, 2014

Author: pauloandreck

Source: slideshare.net

CLIPPING – 07/03/2014 Acesse: www.cncafe.com.br Semana: OIC quer mais confiabilidade em estatísticas do café P1 / Ascom CNC 07/03/2014 Conforme comunicado em nosso boletim anterior, o presidente executivo do Conselho Nacional do café (CNC), Silas Brasileiro, integrou a comitiva nacional que participou da 112ª Sessão do Conselho Internacional da Organização Internacional do Café (OIC), que teve início no dia primeiro de março e se estendeu até hoje, 7, em Londres (ING). A respeito da pauta de reivindicações que apresentamos no encontro, cabe destacar o andamento dado a dois pontos, os quais expomos abaixo. ESTATÍSTICAS — Ao longo do encontro, apontamos a necessidade da revisão do sistema de coleta, análise e divulgação de dados estatísticos feita pela OIC para chegarmos ao máximo de transparência na economia mundial do café e reduzirmos as especulações existentes sobre produção, consumo, exportação e estoques. Após consenso sobre a matéria, o diretor executivo da Organização, Robério Silva, informou que a entidade assume o compromisso de aperfeiçoar a compilação, cobrando números confiáveis dos países membros, conforme estabelecido pelo Acordo Internacional do Café de 2007 (AIC 2007). A delegação brasileira sugeriu, ainda, a criação de um grupo para, no virtual surgimento de dúvidas sobre as informações transmitidas, fazer a verificação in loco dos dados. SUSTENTABILIDADE — O ponto alto da rodada de reuniões da OIC foi a realização de um seminário abordando o fornecimento sustentável no mercado de café. O evento destacou a posição dos países consumidores, que buscam cafés sustentáveis nas dimensões ambiental e social, com restrita observância e com qualidade, contudo com preços baixos e garantia de abastecimento por parte dos produtores, censurando qualquer projeto de retenção que comprometa o fornecimento. Expusemos que somos favoráveis e encampamos a bandeira da sustentabilidade em nossas lavouras cafeeiras, mas que não devemos nos esquecer da questão econômica. Nesse sentido e com vistas no exposto, o CNC solicitou espaço para uma apresentação, na 113ª Sessão do Conselho Internacional da OIC, a ser realizada em setembro, também na sede da entidade, em Londres, sobre a prática da sustentabilidade e da certificação de café no Brasil, que cumpre rigorosas exigências de mercado, conforme suas próprias leis ambiental e trabalhista determinam, e que, por isso, deve ter um diferencial para seus cafés, não recebendo o mesmo tratamento do produto de outras nações que não cumpram ao menos as mesmas exigências. DEMAIS ASSUNTOS — Ainda na rodada de reuniões da OIC, a República Democrática Popular do Laos, demonstrando seu potencial produtivo, manifestou interesse em se tornar membro da entidade, a partir de 2015. O Japão, mesmo não integrando a Organização, mas na qualidade de grande consumidor, realizou uma apresentação alertando para a necessidade de existir um equilíbrio entre oferta e demanda, com garantia de qualidade no café por parte dos membros, de maneira que se evitem excessivas oscilações de mercado. A Coreia do Sul, por sua vez, apontou o entusiasmo dos jovens locais em consumir café, tornando-se um mercado atrativo, e, por fim, foi mencionado que os estoques mundiais estão ao redor de 40 milhões de sacas, com produtores e consumidores responsáveis por cada metade do montante. MERCADO — Em uma semana de movimento mais fraco no mercado de café, devido ao feriado de Carnaval no Brasil, os preços futuros da commodity voltaram a apresentar expressiva alta. Na ICE Futures US, o impacto das condições climáticas adversas nas origens brasileiras foi potencializado Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

pelo movimento de compra de contratos pelos fundos de investimento. Com isso, o vencimento mais líquido do Contrato C superou os US$ 2 por libra-peso pela primeira vez em dois anos. Novas estimativas divulgadas por consultorias e traders nesta semana indicam que o clima quente e seco, atípico para o início do ano, resultará em quebra na safra brasileira 2014/15 de café. A importadora Wolthers Douqué cortou em 10% sua estimativa para a produção nacional, projetando agora um volume de 47,7 milhões de sacas. A redução estimada pela consultoria F.O. Licht foi de 8 milhões de sacas, para um total de 48 milhões. As duas entidades preveem aperto no quadro de oferta e demanda de café, com redução dos estoques mundiais. Diante desse cenário, o vencimento maio do contrato C acumulou alta de 1.525 pontos na semana, encerrando a quinta-feira, dia de realização de lucros, a US$ 1,9555 por libra-peso. Ainda no tocante ao mercado nova-iorquino, a ICE informou que, a partir de maio de 2016, reduzirá o desconto sobre o café arábica brasileiro entregue na bolsa para cumprir contratos. O desconto cairá dos atuais US$ 0,09 para US$ 0,06 por libra-peso. Por outro lado, o prêmio sobre o café colombiano aumentará para US$ 0,04, ante os US$ 0,02 praticados atualmente. Na NYSE Liffe, os preços futuros do robusta também apresentaram alta significativa. Com a valorização do arábica em um cenário de baixos estoques nas torrefadoras, há tendência de aumento da demanda pelos grãos de conilon, mais baratos. A retração das vendas pelos produtores do Vietnã e notícias de que o clima frio e seco poderá afetar a próxima safra daquele país, conforme divulgado pela Associação de Café e Cacau (Vicofa) nesta semana, contribuíram para o movimento de alta. O fechamento de ontem do vencimento maio do contrato 409 foi de US$ 2.083 por tonelada, representando valorização de US$ 40 desde a sexta-feira passada. Seguindo a tendência internacional, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o café arábica atingiu, na quarta-feira, o maior patamar desde 15 de fevereiro de 2012, sendo cotado a R$ 447,63. Nos últimos dois dias, os indicadores do conilon e do arábica acumularam alta de, respectivamente, 7,2% e 1,7%, encerrando a quinta-feira a R$ 441,77 e a R$ 262,09 por saca. O dólar continuou a cair ante o real após o feriado de Carnaval, operando em um patamar 0,8% inferior ao da semana passada. A moeda americana apresentou tendência de desvalorização ante as emergentes, sendo influenciada pela divulgação de dados fracos sobre a economia americana, em um cenário de relativo alívio frente às preocupações de ocupação militar russa na Ucrânia. Atenciosamente, Silas Brasileiro Presidente Executivo do CNC Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

Vencedora do Cup of Excellence Late Harvest receberá mais de US$ 2 mil por saca P1 / Ascom BSCA 07/03/2014 Paulo A. C. Kawasaki O leilão dos 23 lotes vencedores do 3º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil 'Cup of Excellence Late Harvest 2013', realizado pela parceria entre Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Alliance for Coffee Excellence (ACE), com patrocínio do Sebrae, ocorreu na quinta-feira, 6 de março, através da internet. Todos os cafés foram negociados e geraram uma receita total na ordem de US$ 302.144,10 (* R$ 701.336,88), a uma média de US$ 6,95 por libra-peso, o que corresponde a US$ 919,35 (* R$ 2.133,99) por saca de 60 kg e representa alta de 255,41% sobre o fechamento de ontem na Bolsa de Nova York (US$ 1,9555 por libra-peso no contrato com vencimento em maio de 2014, o mais negociado). Ao término dos negócios, o maior lance registrado foi de US$ 15,60 por libra-peso (alta de 697,75% ante Nova York), valor que equivale a US$ 2.063,66 (* R$ 4.790,17), dado pelas empresas japonesas Maruyama Coffee e Cafe Maple por cada uma das 14 sacas da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, situada em Carmo de Minas, região da Mantiqueira de Minas Gerais. O lote rendeu um total de US$ 28.891,20 (* R$ 67.062,25) à produtora Cínthia Dias Villela, vencedora do concurso destinado exclusivamente aos cafés naturais (colhidos e secos com casca) produzidos no Brasil. O segundo maior lance do pregão foi pago pela empresa australiana Campos Coffee para os grãos produzidos na Fazenda Rainha, em São Sebastião da Grama (SP), pertencente ao Grupo Sertãozinho. O lote, de 11 sacas, foi arrematado por US$ 1.296,27 (* R$ 3.008,90) por unidade, gerando um total de US$ 14.259,00 (* R$ 33.097,99). O resultado completo do leilão pode ser acessado no site da ACE (http://www.allianceforcoffeeexcellence.org/en/cup-of-excellence/countryprograms/brazil-late-harvest/2014/auction-results/). NOVOS COMPRADORES O projeto setorial Brazilian Specialty and Sustainable Coffees, desenvolvido em parceria por ApexBrasil e BSCA, segue rendendo bons frutos na promoção internacional dos cafés especiais do País. No leilão de ontem, além da presença de compradores tradicionais, oriundos de Japão, Austrália, EUA e União Europeia, pela primeira vez na história mundial do Cup of Excellence foi registrada compra por parte de uma empresa africana. A Cultivar Coffee pagou US$ 6,30 por libra-peso para o lote cultivado no Sítio Bela Vista, em Dom Viçoso (MG). Esse valor representou US$ 833,54 (* R$ 1.934,81) por cada uma das 13 sacas produzidas por Márcio Heleno de Carvalho Junqueira, gerando um total de US$ 10.836,00 (* R$ 25.152,52). PATROCÍNIO E APOIO O 3º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil Cup of Excellence Late Harvest é patrocinado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), auditado pelo Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG) e conta com o apoio institucional da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé) e do Conselho Nacional do Café (CNC). * Dólar comercial cotado a R$ 2,3212, conforme fechamento de 05/03/2014. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

Executivo da OIC vê déficit global de café em 2014/15 Thomson Reuters 07/03/2014 David Brough Reuters - O mercado global de café deve ter um déficit de pelo menos 2 milhões de sacas (60 kg) na temporada 2014/15, disse nesta sexta-feira o presidente da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva (foto: Wenderson Araújo), a jornalistas. Mais cedo, esta semana, o diretor da OIC Maurício Galindo havia dito que se esperava o primeiro déficit global em cinco anos em 2014/15 se a seca no Brasil, maior produtor mundial, continuar. Galindo disse nesta sexta-feira que o consumo global subiu 2,4 por cento em 2013, ligeira alta ante os 2,2 por cento de 2012. Estudo da OIC analisa mercado de café nos últimos 50 anos Valor PRO 07/03/2014 Carine Ferreira Nos últimos 50 anos, o mercado de café foi caracterizado por um período de mercado regulado com intervenção direta por meio de um sistema de cotas de exportação, e um segundo intervalo sem intervenção direta, de 1990 até o momento, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC). Os níveis de preços durante o período de mercado regulamentado foram relativamente altos, já que as oscilações eram corrigidas por meio da aplicação de cotas, afirma o estudo da entidade. Mas de 1999 a 2004 ocorreu a maior crise de preços baixos da commodity, com consequências negativas sobre as economias dos países exportadores de café, afirma a OIC. Entretanto, a recuperação das cotações do produto começaram na safra 2004/05, embora a oscilação continuasse no mercado e os custos de insumos para a produção, principalmente fertilizantes e mão de obra, continuaram a subir. A situação da oferta, uma das principais fontes de volatilidade dos preços de commodities, é uma das principais preocupações do mercado mundial de café. A média da taxa anual de crescimento da produção mundial de café entre as safras 1963/64 e 2012/13 foi de 2,3%, com 2,8% no período de mercado regulado e de 2% durante o “mercado livre”. A média da produção durante 1990/91 para 2012/13 foi de 112,8 milhões de sacas, na comparação com 76,3 milhões entre 1963/64 a 1989/90. Com exceção da África, todas as regiões de cultivo de café registraram um crescimento constante em sua produção. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

O consumo mundial de café aumentou a uma taxa média anual de 1,9% durante os últimos 50 anos, de 57,9 milhões de sacas em 1964 para 142 milhões em 2012. Esse aumento foi maior de 1990 a 2012, aponta a OIC, com média de expansão de 2,1% ao ano. Durante a última década, o consumo mundial cresceu consideravelmente, de 105,5 milhões de sacas em 2000, para 142 milhões em 2012, um aumento de 34,6% em 12 anos. Liderado pelo Brasil, o consumo interno nos países exportadores cresceu significativamente, 64,7%, de 2000 a 2012, para 43,5 milhões de sacas e representando 30,6% do consumo mundial em 2012. Destaque para o incremento do consumo de café nos mercados emergentes, que saiu de 2,9 milhões de sacas em 1964 para 27,9 milhões de sacas em 2012, aumento de 855,1%. Nos próximos anos, esses mercados devem continuar crescendo, estima a OIC. Já nos países importadores, o consumo do produto aumentou a taxas inferiores, de 47,5 milhões de sacas em 1964 para 98,6 milhões em 2012, um crescimento de 107,57%. De 1990 a 2012, a taxa média anual de expansão do consumo nesses mercados foi de 1,5%. O estudo da OIC indica que a produção mundial aumentou constantemente durante os últimos 50 anos, apesar de problemas climáticos. Isso seria difícil de ser mantido, principalmente diante do aumento dos custos de produção, assim como em função de problemas relacionados a pestes e doenças que poderiam afetar a expansão. Além disso, uma mudança climática também poderia ter um impacto negativo no cultivo em muitos países, a menos que pesquisas urgentes pudessem trazer soluções de adaptação. Por outro lado, existem as perspectivas de maior demanda mundial por café, principalmente em países emergentes e exportadores, além da expansão de nichos de mercado em países consumidores tradicionais do produto. O crescimento do consumo global poderia manter um equilíbrio entre oferta e demanda, conclui o estudo da OIC. Café verde: exportação totaliza 2,602 mi de sacas em fevereiro aponta Secex Agência Safras 07/03/2014 Lessandro Carvalho As exportações brasileiras de café em grão obtiveram receita de US$ 362,1 milhões em fevereiro, com média diária de US$ 18,1 milhões em 20 dias úteis. O volume embarcado totalizou 2,602 milhões de sacas de 60 quilos, com média diária de 130,1 mil sacas. O preço médio foi de US$ 139,10 por saca em fevereiro. Os dados foram divulgados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em janeiro de 2014, o Brasil havia obtido receita de US$ 339,1 milhões - média de US$ 15,4 milhões, através das exportações de 2,545 milhões de sacas de café, com média diária de 115,7 mil sacas. O preço médio ficara em US$ 133,20 por saca. Na comparação entre fevereiro de 2014 e janeiro de 2014, as exportações de café subiram 17,4% no valor médio diário e 12,5% na quantidade média diária, enquanto o preço médio subiu 4,4%. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

Em fevereiro do ano passado, a receita das exportações de café havia somado US$ 362,4 milhões (média diária de US$ 20,1 milhões), e o volume embarcado chegara a 1,897 milhão de sacas (média de 105,4 mil sacas/dia), com preço médio de US$ 105,40 por saca. Houve, portanto, em fevereiro de 2014, uma queda de 10,1% em receita média diária, mas aumento de 23,5% na quantidade média diária embarcada no comparativo com fevereiro de 2013. O preço médio diário em fevereiro de 2014 foi 27,2% menor que o de fevereiro de 2013. Mercado de commodities em ebulição no mercado internacional Valor Econômico 07/03/2014 Fernando Lopes, Mariana Caetano e Fernanda Pressinott O Brasil está no "olho do furacão". Adversidades climáticas no país influenciaram as valorizações de cinco das principais commodities agrícolas comercializadas no exterior em fevereiro, e essa "pressão altista", ainda que possa perder fôlego em alguns segmentos, tende a perdurar em março. Particularmente no mercado de grãos, às intempéries se uniu o aprofundamento da crise política na Ucrânia, que já ajudou a elevar as cotações nos últimos dias. Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) negociados nas bolsas de Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão) e Chicago (soja, milho e trigo) mostram que os oito produtos encerraram o mês em patamares superiores aos de janeiro. O peso brasileiro se fez notar, em maior ou menor escala, nos mercados de açúcar, café, suco, soja e milho. O país é o maior exportador dos quatro primeiros. Outros dois fatores ajudam a completar a equação que resultou nas valorizações observadas no mês passado. O primeiro é a perda de ímpeto do dólar, que abriu espaço para as altas nas bolsas dos EUA na medida em que reduz a competitividade da produção americana. Não que essas altas, determinadas por fundamentos, não fossem acontecer, mas talvez elas fossem menores com um dólar mais forte. O segundo fator está ligado aos movimentos dos fundos de investimentos, que muitas vezes colaboram para maximizar tendências. E, conforme dados da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos ("managed money") elevaram no mês passado apostas na valorização de grãos, café e açúcar. O milho, que em janeiro refletia o pessimismo dos especuladores, encerrou a semana de 25 de fevereiro com uma posição comprada de 87.516 contratos (entre futuros e opções) em Chicago. Já o Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

saldo de posições compradas em soja avançou 3,8% em relação aos sete dias anteriores, para 202.996 contratos - número próximo do saldo de 230 mil contratos comprados que os fundos detinham durante a grave seca de 2012 nos EUA, como observa Pedro Dejneka, analista da PHDerivativos. "Mas, no momento em que o mercado voltar a prestar atenção nos fundamentos reais, a onda de vendas pode - e deve - ser fortíssima", afirma Dejneka. De maneira geral, lembra, o mercado conta, por exemplo, com uma área plantada com soja nos Estados Unidos na próxima safra (2014/15) maior do que indicam as estimativas oficiais. Conforme a primeira projeção do Departamento da Agricultura dos EUA (USDA), essa área deverá alcançar 32,2 milhões de hectares, ante 31 milhões em 2013/14. Em Nova York, o café registrou posição líquida de compra de 27.866 contratos na semana encerrada em 25 de fevereiro, depois de ter terminado janeiro com um saldo vendido de 5.454 contratos. Trajetória semelhante foi trilhada pelo açúcar demerara. Os fundos, que também vinham vendidos, rumaram fortemente para apostas "altistas". O saldo líquido de compra da commodity ficou em 21.818 contratos na semana até 25 de fevereiro, ante posição vendida de 26.489 contratos na semana anterior. Diante da conjunção positiva criada para os preços - e depois das fortes baixas de 2013 - o café emergiu como o grande destaque de fevereiro. A cotação média dos contratos de segunda posição da commodity na bolsa nova-iorquina foi quase 30% superior à de janeiro e atingiu o pico desde outubro de 2012. E as preocupações com o déficit hídrico no Centro-Sul do Brasil, amplificadas depois da seca de janeiro, seguem vivas e ainda provocam grandes altas, como a de ontem (9,1%). No mercado de açúcar, que também espelha o temor com os efeitos da estiagem no Centro-Sul brasileiro sobre o volume e a qualidade da cana, sobretudo em São Paulo, a cotação média registrada em fevereiro foi 6,74% maior que a do mês anterior. No mesmo barco está o suco, já que os pomares paulistas igualmente amargaram falta de chuvas. No mês passado, o preço médio do produto foi 16,22% superior ao de janeiro em Nova York, e o patamar alcançado foi o maior desde abril de 2012. Sem influência do Brasil, cacau e algodão também registraram valorizações. A força brasileira volta a aparecer nos fatores que impulsionaram os grãos em Chicago no mês. Com o empurrão dos problemas causados pela estiagem no Sul e pelas chuvas em Mato Grosso - nas últimas semanas -, a cotação média da soja subiu 5,02% em fevereiro na comparação com janeiro, enquanto a do milho foi 4,29% superior. Nos dois mercados, são as maiores médias desde setembro de 2013, já que depois disso os preços haviam entrado em rota de acomodação por conta da recomposição da oferta mundial. Em alguma medida, uma provável volta a essa tendência dependerá dos rumos da crise política na Ucrânia nas próximas semanas. Quinto maior exportador de trigo do mundo, o país, que também vende volumes consideráveis de milho no exterior, foi fundamental nas valorizações de preços em Chicago registradas no início desta semana. Commodities agrícolas em forte alta também na BM&F Valor Econômico 07/03/2014 Fernando Lopes, Mariana Caetano e Fernanda Pressinott Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

Os preços das commodities agrícolas negociadas na BM&FBovespa também refletiram as adversidades climáticas em polos produtores do Brasil, como não poderia deixar de ser, e encerraram fevereiro com médias também bastante superiores às de janeiro. E, como aconteceu no mercado internacional, a maior valorização foi a do café. De acordo com cálculos do Valor Data baseados nos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez), a commodity fechou fevereiro com uma cotação média 23,92% maior que a de janeiro. Esse salto foi suficiente para uma recuperação impensável antes que o déficit hídrico sobretudo em regiões de Minas, Paraná e São Paulo começasse a prejudicar as plantações, o que ficou claro nas primeiras semanas do ano. Assim, mesmo após as fortes retrações do ano passado (motivada por uma oferta confortável), na comparação com fevereiro de 2013 a média do mês passado foi 3,58% superior. Na esteira das oscilações em Chicago, mas também influenciada por uma demanda doméstica aquecida, o milho fechou o mês passado em um patamar 13,6% mais elevado que em janeiro. Com isso, a variação em relação a fevereiro de 2013 também passou a ser positiva (8,21%). Como na soja o salto mensal foi menor (4,36%), em relação ao nível de um ano atrás ainda há queda (7,8%). Sob os reflexos da entressafra de cana, do pessimismo climático e da reação do consumo interno, os contratos de segunda posição de entrega do etanol, por sua vez, fecharam o mês passado com valor médio 7,1% maior que o de janeiro e passaram a acumular alta de 5,95% sobre fevereiro de 2013. Em termos nominais, o nível alcançado agora pelos preços do café é o mais elevado desde janeiro de 2013, no milho, é o maior desde dezembro de 2012, na soja desde agosto de 2013 e no etanol é o pico da série histórica iniciada em maio de 2010. Mas nada como o boi gordo, que também alcançou em fevereiro, quando subiu 6,26% em relação a janeiro, a maior média de sua série - só que essa série começou em 1991. Se a falta de chuvas também prejudicou pastagens e afetou a oferta de animais para abate, a demanda aquecida completou o quadro que mantém o boi nas alturas. E essa demanda está particularmente forte no mercado externo, tanto que os embarques brasileiros de carne bovina in natura mantiveram um ritmo forte em fevereiro e a expectativa é de recorde em 2014. BM&FBovespa: cresce negociação de contratos agrícolas em fevereiro Agência Estado 07/03/2014 Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

A BM&FBovespa informa que em fevereiro foram negociados 260.144 contratos futuros e de opções sobre futuro de commodities, ante 188.359 em janeiro. O número dos contratos em aberto ao final do período foi de 118.945 posições, ante 81.010 no período anterior. Os contratos futuros e de opções de boi gordo negociados somaram no mês 102.910, ante 86.228 em janeiro. O milho fechou o período com total de 120.187 contratos, entre futuros e opções, ante 84.721 no mês anterior. O café arábica encerrou fevereiro com 25.917 contratos, enquanto em janeiro o total foi de 11.522. O etanol hidratado registrou 2.814 contratos negociados, ante 1.050. A soja registrou negociação de 4.101 contratos em fevereiro, ante 948 no mês anterior. Títulos – O estoque de títulos do agronegócio registrados na bolsa totalizou R$ 95,82 bilhões, ante R$ 91,89 bilhões em janeiro. O estoque de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) totalizou R$ 91,70 bilhões, ante R$ 87,87 bilhões. Mapa participa da Foodex 2014 no Japão Ascomunicação Social do Mapa 07/03/2014 Paulla Mirella O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), organiza a participação brasileira na feira Foodex 2014. O evento internacional do setor de alimentos e bebidas é realizado em Chiba, no Japão, entre os dias 4 e 7 de março. O pavilhão brasileiro conta com representantes de 72 empresas de diversos setores, como carne suína e de aves, café, vinhos, cachaça, cervejas, refrigerantes e sucos, chocolates, balas, biscoitos e confeitos, pão de queijo, mel e derivados, refeições e sobremesas, entre outros. Uma atenção especial foi dada à divulgação da carne suína junto a compradores e jornalistas japoneses. A missão brasileira ao Japão, chefiada pelo Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira, realizou também reuniões com os Ministérios da Agricultura e da Saúde locais para acelerar as tratativas de acesso a mercado para os produtos brasileiros. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck

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