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Categorias Da Narrativa

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Information about Categorias Da Narrativa

Published on May 17, 2008

Author: Mariazinha

Source: slideshare.net

Description

Breve apresentação sobre as categorias da narrativa
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Categorias da narrativa Acção Espaço Tempo Personagem Narrador Narratário

Acção

Espaço

Tempo

Personagem

Narrador

Narratário

Acção A acção é constituída por sequências narrativas (acontecimentos) provocadas ou experimentadas pelas personagens, que se situam num espaço e decorrem num tempo, mais ou menos, extenso. A acção é fechada quando se conhece o desenlace da história; e é aberta sempre que se verifica o contrário.

A acção é constituída por sequências narrativas (acontecimentos) provocadas ou experimentadas pelas personagens, que se situam num espaço e decorrem num tempo, mais ou menos, extenso.

A acção é fechada quando se conhece o desenlace da história; e é aberta sempre que se verifica o contrário.

Acção Acção principal : consiste nas sequências narrativas com maior relevância dentro da história e que, por isso, detêm um tratamento privilegiado no universo narrativo. Acção secundária : a sua importância depende da acção principal, em relação à qual possui menor relevância.

Acção principal : consiste nas sequências narrativas com maior relevância dentro da história e que, por isso, detêm um tratamento privilegiado no universo narrativo.

Acção secundária : a sua importância depende da acção principal, em relação à qual possui menor relevância.

Acção Construção da narrativa: as sequências narrativas, que fazem parte da acção, variam em número e seguem, normalmente, a estrutura: apresentação, desenvolvimento, peripécia(s), clímax (ponto culminante) e desenlace; podendo surgir articuladas de três maneiras diferentes.

Construção da narrativa: as sequências narrativas, que fazem parte da acção, variam em número e seguem, normalmente, a estrutura: apresentação, desenvolvimento, peripécia(s), clímax (ponto culminante) e desenlace; podendo surgir articuladas de três maneiras diferentes.

Acção Encadeamento : as sequências narrativas seguem uma ordem cronológica, em que o final de cada uma é o ponto de partida da seguinte: Seq. inicial Seq. 1 Seq.2 Seq.(...) Seq. final Apresentação Desenvolvimento Conclusão

Encadeamento : as sequências narrativas seguem uma ordem cronológica, em que o final de cada uma é o ponto de partida da seguinte:

Acção Encaixe: uma (ou mais) história é introduzida no interior da que estava a ser narrada, a qual é, por isso, interrompida, prosseguindo mais tarde: Narrativa principal Narrativa encaixada

Encaixe: uma (ou mais) história é introduzida no interior da que estava a ser narrada, a qual é, por isso, interrompida, prosseguindo mais tarde:

Acção Este tipo de articulação sequencial pode ter diferentes funções: Efeito de retardamento do desenlace; Justaposição temática (por exemplo, o conto exemplar engastado na história primitiva); Explicação casual : pode explicitar as motivações que presidiram ao comportamento de uma personagem.

Este tipo de articulação sequencial pode ter diferentes funções:

Efeito de retardamento do desenlace;

Justaposição temática (por exemplo, o conto exemplar engastado na história primitiva);

Explicação casual : pode explicitar as motivações que presidiram ao comportamento de uma personagem.

Acção Alternância: uma vez que a escrita é linear, não é possível contar várias histórias em simultâneo. Daí que sejam narradas alternadamente , ou seja, uma história é interrompida para dar lugar a outra(s) de origem diversa, que, por sua vez, fica(m) em suspenso, cedendo o seu lugar e assim sucessivamente.

Alternância: uma vez que a escrita é linear, não é possível contar várias histórias em simultâneo. Daí que sejam narradas alternadamente , ou seja, uma história é interrompida para dar lugar a outra(s) de origem diversa, que, por sua vez, fica(m) em suspenso, cedendo o seu lugar e assim sucessivamente.

Acção Alternância Hist.1 Hist.2 Hist.1 Hist.2

Alternância

Espaço O espaço não se resume apenas ao lugar onde o(s) evento(s) se realiza(m), possuindo também uma dimensão social e psicológica importante para a interpretação textual.

O espaço não se resume apenas ao lugar onde o(s) evento(s) se realiza(m), possuindo também uma dimensão social e psicológica importante para a interpretação textual.

Espaço Espaço físico: consiste no espaço real (geográfico; interior e exterior) onde os acontecimentos ocorrem. As referências ao espaço físico conferem verosimilhança à história narrada.

Espaço físico: consiste no espaço real (geográfico; interior e exterior) onde os acontecimentos ocorrem. As referências ao espaço físico conferem verosimilhança à história narrada.

Espaço Espaço social: consiste no ambiente social vivido pelas personagens (ver personagens-tipo) e cujos traços ilustram a atmosfera social ( características culturais, económicas, políticas...) em que se movimentam.

Espaço social: consiste no ambiente social vivido pelas personagens (ver personagens-tipo) e cujos traços ilustram a atmosfera social ( características culturais, económicas, políticas...) em que se movimentam.

Espaço Espaço psicológico: corresponde às vivências íntimas, pensamentos, sonhos, estados de espírito, memórias, reflexões... das personagens e que caracterizam o ambiente a elas associado.

Espaço psicológico: corresponde às vivências íntimas, pensamentos, sonhos, estados de espírito, memórias, reflexões... das personagens e que caracterizam o ambiente a elas associado.

Tempo As sequências narrativas ocorrem durante um tempo que pode ser, mais ou menos extenso e que abarca várias acepções.

As sequências narrativas ocorrem durante um tempo que pode ser, mais ou menos extenso e que abarca várias acepções.

Tempo Histórico: consiste na época ou período da história em que se desenrolam as sequências narrativas. Da Diegese: consiste no tempo durante o qual a acção se desenrola , segundo uma ordem cronológica , e em que surgem marcas objectivas da passagem das horas, dias, meses, anos...

Histórico: consiste na época ou período da história em que se desenrolam as sequências narrativas.

Da Diegese: consiste no tempo durante o qual a acção se desenrola , segundo uma ordem cronológica , e em que surgem marcas objectivas da passagem das horas, dias, meses, anos...

Tempo Do discurso: consiste no modo como o narrador conta os acontecimentos , podendo elaborar o seu discurso segundo uma frequência, ordem e ritmo temporais diferentes. O tempo do discurso pode não ser igual ao da diegese.

Do discurso: consiste no modo como o narrador conta os acontecimentos , podendo elaborar o seu discurso segundo uma frequência, ordem e ritmo temporais diferentes. O tempo do discurso pode não ser igual ao da diegese.

Tempo Discurso singulativo : o narrador conta apenas uma vez o que aconteceu uma só vez. Discurso repetitivo: o narrador conta várias vezes o que aconteceu apenas uma vez. Discurso iterativo: o narrador conta uma vez o que aconteceu várias vezes. Utiliza expressões como habitualmente, todos os dias/meses/anos, muitas vezes... Frequência temporal

Frequência temporal

Tempo O narrador conta no presente acontecimentos já passados – analepse (anisocronia temporal) O narrador antecipa acontecimentos futuros – prolepse (anisocronia temporal) O narrador segue uma ordem cronológica dos eventos – ordem linear (isocronia temporal) Ordem temporal

Ordem temporal

Tempo O tempo da diegese pode ser maior do que o do discurso (anisocronia temporal) – o narrador omite (elipse) ou sumaria (sumário) o que aconteceu em determinado período temporal. O tempo da diegese pode ser menor do que o do discurso (anisocronia temporal) – o narrador procede a descrições, divagações, reflexões... O tempo da diegese pode ser idêntico ao do discurso (isocronia temporal) como, por exemplo, nos diálogos. Ritmo temporal

Ritmo temporal

Tempo Psicológico: trata-se de um tempo subjectivo, directamente relacionado com as emoções, a problemática existencial das personagens , ou seja, a forma como estas sentem a passagem do tempo, vivendo momentos felizes e/ou infelizes.

Psicológico: trata-se de um tempo subjectivo, directamente relacionado com as emoções, a problemática existencial das personagens , ou seja, a forma como estas sentem a passagem do tempo, vivendo momentos felizes e/ou infelizes.

Personagem A personagem é uma entidade ficcional, dotada de um retrato físico (características físicas observáveis) e psicológico (maneira de ser/pensar), e à qual é, normalmente, atribuído um nome.

A personagem é uma entidade ficcional, dotada de um retrato físico (características físicas observáveis) e psicológico (maneira de ser/pensar), e à qual é, normalmente, atribuído um nome.

Personagem Classificação quanto ao relevo: Personagem principal/protagonista/herói – o seu desempenho é fundamental para o desenvolvimento da acção, na qual possui um papel central.

Classificação quanto ao relevo:

Personagem principal/protagonista/herói – o seu desempenho é fundamental para o desenvolvimento da acção, na qual possui um papel central.

Personagem Classificação quanto ao relevo: Personagem secundária – desempenha um papel menos importante do que o do herói no desenvolvimento dos acontecimentos.

Classificação quanto ao relevo:

Personagem secundária – desempenha um papel menos importante do que o do herói no desenvolvimento dos acontecimentos.

Personagem Classificação quanto ao relevo: Figurante – assume um papel irrelevante na economia da obra, cabendo-lhe a função de ilustrar um espaço-social, uma profissão, uma ideologia.

Classificação quanto ao relevo:

Figurante – assume um papel irrelevante na economia da obra, cabendo-lhe a função de ilustrar um espaço-social, uma profissão, uma ideologia.

Personagem Classificação quanto à composição: Modelada ou redonda – trata-se de uma personagem dinâmica, complexa, provida de densidade psicológica, cujo comportamento é passível de se modificar ao longo da acção.

Classificação quanto à composição:

Modelada ou redonda – trata-se de uma personagem dinâmica, complexa, provida de densidade psicológica, cujo comportamento é passível de se modificar ao longo da acção.

Personagem Classificação quanto à composição: Plana – ao contrário da modelada, é estática, sem grande densidade psicológica e o seu comportamento não sofre modificações ao longo da acção, sendo previsível.

Classificação quanto à composição:

Plana – ao contrário da modelada, é estática, sem grande densidade psicológica e o seu comportamento não sofre modificações ao longo da acção, sendo previsível.

Personagem Classificação quanto à composição: Personagem-tipo – representa um estatuto social, cultural, económico, profissional, com as qualidades e defeitos que lhe são associados.

Classificação quanto à composição:

Personagem-tipo – representa um estatuto social, cultural, económico, profissional, com as qualidades e defeitos que lhe são associados.

Personagem Processos de caracterização: Caracterização directa – as características da personagem são proferidas directamente: Autocaracterização: é a própria personagem que refere explicitamente os seus traços característicos; Heterocaracterização: os traços distintivos da personagem são apresentados explicitamente pelo narrador e/ou outras personagens.

Processos de caracterização:

Caracterização directa – as características da personagem são proferidas directamente:

Autocaracterização: é a própria personagem que refere explicitamente os seus traços característicos;

Heterocaracterização: os traços distintivos da personagem são apresentados explicitamente pelo narrador e/ou outras personagens.

Personagem Processos de caracterização: Caracterização indirecta – é o resultado de deduções feitas a partir de atitudes, comportamentos, reacções, actos de fala... da personagem ao longo da acção.

Processos de caracterização:

Caracterização indirecta – é o resultado de deduções feitas a partir de atitudes, comportamentos, reacções, actos de fala... da personagem ao longo da acção.

Narrador O narrador, à semelhança de qualquer outra personagem, é uma entidade fictícia, que tem a função de contar a história.

O narrador, à semelhança de qualquer outra personagem, é uma entidade fictícia, que tem a função de contar a história.

Narrador Classificação quanto à presença: Autodiegético – o narrador participa na acção como personagem principal (discurso na primeira pessoa).

Classificação quanto à presença:

Autodiegético – o narrador participa na acção como personagem principal (discurso na primeira pessoa).

Narrador Classificação quanto à presença: Homodiegético – o narrador participa na acção como personagem secundária (discurso na primeira pessoa).

Classificação quanto à presença:

Homodiegético – o narrador participa na acção como personagem secundária (discurso na primeira pessoa).

Narrador Classificação quanto à presença: Heterodiegético – o narrador não participa na acção como personagem, sendo, portanto, exterior à história (discurso na terceira pessoa).

Classificação quanto à presença:

Heterodiegético – o narrador não participa na acção como personagem, sendo, portanto, exterior à história (discurso na terceira pessoa).

Narrador Classificação quanto à ciência/ou focalização: Focalização omnisciente – o narrador possui um conhecimento ilimitado de toda a história, bem como do íntimo das personagens. Ele sabe tudo , assumindo uma posição de transcendência no relato dos acontecimentos.

Classificação quanto à ciência/ou focalização:

Focalização omnisciente – o narrador possui um conhecimento ilimitado de toda a história, bem como do íntimo das personagens. Ele sabe tudo , assumindo uma posição de transcendência no relato dos acontecimentos.

Narrador Classificação quanto à ciência/ou focalização: Focalização interna – o narrador relata os acontecimentos, assumindo o ponto de vista de uma personagem , daí que, neste caso, o seu conhecimento se restrinja ao que a personagem vê/sabe.

Classificação quanto à ciência/ou focalização:

Focalização interna – o narrador relata os acontecimentos, assumindo o ponto de vista de uma personagem , daí que, neste caso, o seu conhecimento se restrinja ao que a personagem vê/sabe.

Narrador Classificação quanto à ciência/ou focalização: Focalização externa – o narrador conhece apenas o que é observável exteriormente , sabendo menos do que a personagem.

Classificação quanto à ciência/ou focalização:

Focalização externa – o narrador conhece apenas o que é observável exteriormente , sabendo menos do que a personagem.

Narrador Classificação quanto à posição : Objectiva – o narrador é imparcial relativamente ao que conta, não emitindo juízos de valor. Subjectiva – o narrador defende uma posição/opinião face ao que conta, proferindo, explícita ou implicitamente, juízos de valor, comentários, orientações ideológicas, ...

Classificação quanto à posição :

Objectiva – o narrador é imparcial relativamente ao que conta, não emitindo juízos de valor.

Subjectiva – o narrador defende uma posição/opinião face ao que conta, proferindo, explícita ou implicitamente, juízos de valor, comentários, orientações ideológicas, ...

Narratário O narratário surge no interior da narrativa como entidade fictícia , a quem o narrador se dirige, explícita ou implicitamente. É, portanto, o destinatário da mensagem do narrador, surgindo textualmente assinalado pelo uso da segunda pessoa. Não confundir com leitor (receptor real e externo à história.

O narratário surge no interior da narrativa como entidade fictícia , a quem o narrador se dirige, explícita ou implicitamente. É, portanto, o destinatário da mensagem do narrador, surgindo textualmente assinalado pelo uso da segunda pessoa.

Não confundir com leitor (receptor real e externo à história.

Até breve. Trabalho realizado para os meus alunos. Maria Filomena Fonseca

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