Bupropiona

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Information about Bupropiona

Published on July 31, 2008

Author: lsanfim

Source: slideshare.net

BUPROPIONA Amiocetona unicíclica C13H18CINO ≈ à anfetamina e dietilpropiona

FARMACOCINÉTICA Bem absorvida no Trato gastroentérico (sem influência da ingestão alimentar) Concentração plasmática máxima em 2 horas Níveis máximos das versões de liberação continuada em 3 horas Liga-se as proteínas plasmática em 85% Meia Vida = 21 horas em média ( 8 a 39) Metabolização hepática – CYP 2B6 Inibe fracamente a CYP 2D6 Metabólitos ativos (efeito tipo anfetamina) e meia vida mais longa Estágio de equilíbrio – bupropiona (5 dias) metabólitos (10 dias) Eliminação – 80% pela urina 10% pelas fezes

FARMACOCINÉTICA

Bem absorvida no Trato gastroentérico (sem influência da ingestão alimentar)

Concentração plasmática máxima em 2 horas

Níveis máximos das versões de liberação continuada em 3 horas

Liga-se as proteínas plasmática em 85%

Meia Vida = 21 horas em média ( 8 a 39)

Metabolização hepática – CYP 2B6

Inibe fracamente a CYP 2D6

Metabólitos ativos (efeito tipo anfetamina) e meia vida mais longa

Estágio de equilíbrio – bupropiona (5 dias)

metabólitos (10 dias)

Eliminação – 80% pela urina

10% pelas fezes

FARMACODINÂMICA MECANISMO DE AÇÃO Inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina e dopamina, Fraca ação na recaptação da serotonina, Sem interferência com a monoaminoxidase. Acredita-se que seu mecanismo de ação esteja relacionado com a inibição dos mecanismos noradrenérgicos e dopaminérgicos 1 Ação noradrenérgica (mecanismos envolvidos não são claros ( Dong e Blier, 2001; Ascher e cols., 1995) e pouca ação dopaminérgica (Meyer e cols., 2002) 2 1 – Bula do medicamento – Zetron 2 - Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH. Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências, Daniel Segenreich 1 Paulo Mattos 2 ,ver Psiquiatria Clínica, vol 31 no.3 São Paulo  2004

FARMACODINÂMICA

MECANISMO DE AÇÃO

Inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina e dopamina,

Fraca ação na recaptação da serotonina,

Sem interferência com a monoaminoxidase.

Acredita-se que seu mecanismo de ação esteja relacionado com a inibição

dos mecanismos noradrenérgicos e dopaminérgicos 1

Ação noradrenérgica (mecanismos envolvidos não são claros ( Dong e Blier, 2001;

Ascher e cols., 1995) e pouca ação dopaminérgica (Meyer e cols., 2002) 2

1 – Bula do medicamento – Zetron

2 - Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH. Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências, Daniel Segenreich 1 Paulo Mattos 2 ,ver

Psiquiatria Clínica, vol 31 no.3 São Paulo  2004

VIAS DOPAMINÉRGICAS

VIAS DOPAMINÉRGICAS

VIAS NORADRENÉGICAS

Não possui efeito sobre receptores Serotoninérgicos, Muscarínicos, alfa-adrenérgicos, Histamínicos; Não está associado a disfunções sexuais Não produz sedação Raramente produz fissura por doces e ganho de peso Parece causar uma leve redução do apetite Não produz efeitos sobre o Sistema Cardiovascular e não altera a condução cardíaca

Não possui efeito sobre receptores

Serotoninérgicos,

Muscarínicos,

alfa-adrenérgicos,

Histamínicos;

Não está associado a disfunções sexuais

Não produz sedação

Raramente produz fissura por doces e ganho de peso Parece causar

uma leve redução do apetite

Não produz efeitos sobre o Sistema Cardiovascular e não altera a condução

cardíaca

REAÇÕES ADVERSAS: HEMATOLÓGICAS Equimose, Anemia, Leucocitose, Leucopenia, Linfadenopatia e Trombocitopenia CARDIOVASCULAR Hipertensão, Hipotensão ortostática Arritmia ventricular, Fogacho, Síncope e Taquicardia; SISTEMA NERVOSO CENTRAL Dor de cabeça, Tremor, Agitação, Ansiedade, Delírio e catatonia, , Mania (relato de um episódio de mania com dose acima do recomendado), Convulsões (o risco de parece estar associado com as doses e pode ser aumentado por fatores predisponentes como trauma crânio-encefálico, do sistema nervoso central, etc. ou histórico de convulsões), Distúrbios do sono (insônia e pesadelos), Dificuldade de concentração, Confusão, Irritabilidade, Hostilidade, Alucinações e Depressão;

ENDÓCRINAS / METABÓLICAS Hipoprolactinemia e Perda de peso; GASTRINTESTINAIS N ausea, Vômito, Dor abdominal, Secura da boca Constipação; REAÇÕES ALÉRGICAS Angiodema, Prurido, Urticária, Eritema multiforme, Choque anafilático, Rush cutâneo GENITURINÁRIAS Aumento da libido, Diminuição da função sexual Alteração de orgasmo; ÓRGÃOS DO SENTIDO D istúrbios visuais, Alterações do paladar OUTROS Astenia, Febre, Mialgia, Artralgia e Dor torácica

PRINCIPAIS EFEITOS COLATERAIS DA BUPROPIONA Mais Comuns Boca Seca Cefaléia Constipação Intestinal Dor de Garganta Fadiga, Insônia Inquietude Náuseas Vômitos Tremores Vertigem Visão Borrada

PRINCIPAIS EFEITOS COLATERAIS DA BUPROPIONA

Mais Comuns

Boca Seca

Cefaléia

Constipação Intestinal

Dor de Garganta

Fadiga,

Insônia

Inquietude

Náuseas

Vômitos

Tremores

Vertigem

Visão Borrada

 

 

SITUAÇÕES ASSOCIADAS A MAIOR RISCO CONVULSIVO Uso concomitante de fármacos que reduzem o limiar de convulsão Teofilina Corticóides Sistémicos Antidepressivos e antipsicoticos Antimaláricos Tramadol Quinolonas Antihistamínicos sedativos (etanolaminas)

SITUAÇÕES ASSOCIADAS A MAIOR RISCO CONVULSIVO

Uso concomitante de fármacos que reduzem o limiar de convulsão

Teofilina

Corticóides Sistémicos

Antidepressivos e antipsicoticos

Antimaláricos

Tramadol

Quinolonas

Antihistamínicos sedativos (etanolaminas)

História de traumatismo craniano Consumo excessivo de álcool Dependência de opióides, cocaína e estimulantes Uso excessivo de estimulantes e anorécticos Diabetes Mellitus tratado com antidiabéticos orais ou insulina 1 Retirada brusca de Benzodiazepínicos 1 -Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

História de traumatismo craniano

Consumo excessivo de álcool

Dependência de opióides, cocaína e estimulantes

Uso excessivo de estimulantes e anorécticos

Diabetes Mellitus tratado com antidiabéticos orais ou insulina 1

Retirada brusca de Benzodiazepínicos

1 -Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

 

 

INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA E CONTRA INDICAÇÕES

Bupropiona + IMAO = Crise Hipertensiva Bupropiona + Antiparkinsonianos = pode diminuir doses de drogas dopaminérgicas Bupropiona + agentes dopaminérgicos = delirium ; sintomas psicóticos ; movimentos discinéticos Bupropiona + litium = bem tolerado em depressões refratárias ; casos raros – toxicidade do SNC e risco de convulsões Bupropiona + fluoxetina = + bem tolerada - Bupropiona + fluoxetina em pacientes com Transtorno de Pânico = exacerbar Bupropiona + Carbamazepina = diminui concentração plasmática da 1ª Bupropiona + ácido Valpróico = diminui a concentração plasmática do 2º Levodopa Pergolida Ropirinol* Pramipexol Amantadina Bromocriptina

Bupropiona + IMAO = Crise Hipertensiva

Bupropiona + Antiparkinsonianos = pode diminuir doses de drogas

dopaminérgicas

Bupropiona + agentes dopaminérgicos = delirium ; sintomas psicóticos ;

movimentos discinéticos

Bupropiona + litium = bem tolerado em depressões refratárias ;

casos raros – toxicidade do SNC e risco de convulsões

Bupropiona + fluoxetina = + bem tolerada -

Bupropiona + fluoxetina em pacientes com Transtorno de Pânico = exacerbar

Bupropiona + Carbamazepina = diminui concentração plasmática da 1ª

Bupropiona + ácido Valpróico = diminui a concentração plasmática do 2º

USADO COM BOA RESPOSTA EM QUADROS QUE CURSAM COM: Retardo psicomotor, Anedonia, Hipersonia, Pensamento lento, Desatenção, Pseudodemência Fissura devido ao baixo nível de DA Sistema 5HT-NA = parte do sistema de inibição comportamental mecanismo afinado para responder estímulos que produzam ansiedade ou medo Sistema Dopaminérgico = parte do sistema de ativação comportamental – procura de estímulos prazerosos ou procura de fuga ativa de estímulos perigosos 1 1- Gray J & McVaughton, N. in Pliszka, R.S. Neurociências para o Clínico de Saúde Menteal

USADO COM BOA RESPOSTA EM QUADROS QUE CURSAM COM:

Retardo psicomotor,

Anedonia,

Hipersonia,

Pensamento lento,

Desatenção,

Pseudodemência

Fissura devido ao baixo nível de DA

Sistema 5HT-NA = parte do sistema de inibição comportamental

mecanismo afinado para responder estímulos que produzam ansiedade ou medo

Sistema Dopaminérgico = parte do sistema de ativação comportamental –

procura de estímulos prazerosos ou procura de fuga ativa de estímulos perigosos 1

1- Gray J & McVaughton, N. in Pliszka, R.S. Neurociências para o Clínico de Saúde Menteal

Ação no circuito de gratificação cerebral devido à liberação aguda de dopamina no nucleo accumbente , responsável pelo efeito prazeroso do cigarro. 1 EFEITO SOBRE O SISTEMA DE BUSCA DE NOVIDADE, GRATIFICAÇÃO OU PRAZER x ISRSs = COMPORTAMENTO DE INIBIÇÃO 1- Uso de varenicline no tratamento do tabagismo: relato de dois casos  . Fabiano Coelho HorimotoI; Mariele BevilaquaII, Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul vol.29 no.2 Porto Alegre May/Aug. 2007 2 Psicofarmacos – Consulta Rápida, Cordioli, A. V, artmed, São Paulo, 2005,

Ação no circuito de gratificação cerebral devido à liberação aguda de dopamina

no nucleo accumbente , responsável pelo efeito prazeroso do cigarro. 1

EFEITO SOBRE O SISTEMA DE BUSCA DE NOVIDADE, GRATIFICAÇÃO OU PRAZER

x

ISRSs = COMPORTAMENTO DE INIBIÇÃO

1- Uso de varenicline no tratamento do tabagismo: relato de dois casos  . Fabiano Coelho HorimotoI; Mariele BevilaquaII, Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul vol.29 no.2 Porto Alegre May/Aug. 2007

2 Psicofarmacos – Consulta Rápida, Cordioli, A. V, artmed, São Paulo, 2005,

SISTEMA CEREBRAL DE RECOMPENSA Mediado pelo feixe prosencefálico medial Circuito área tegmentar ventral – acumbentes – Lobo pré-frontal Ativar o Sistema de recompensa = ativação do eixo ATV-Acumbente Comportamento de busca de recompensa imediata (Estrutura Subcorticais) Polo - = Drive para a busca de satisfação de seus instintos vitais X Polo + = Comportamento de contemporização (Estruturas corticais – regiões pré-fronatais)

SISTEMA CEREBRAL DE RECOMPENSA

Mediado pelo feixe prosencefálico medial

Circuito área tegmentar ventral – acumbentes – Lobo pré-frontal

Ativar o Sistema de recompensa = ativação do eixo ATV-Acumbente

Comportamento de busca de recompensa imediata (Estrutura Subcorticais)

Polo - = Drive para a busca de satisfação de seus instintos vitais

X

Polo + = Comportamento de contemporização (Estruturas corticais – regiões pré-fronatais)

 

 

 

STAHL, S.M. Psicofarmacologia – Base Neurocientífica e Aplicações Práticas, MEDSI, Porto Alegre, 2002

INDICAÇÃO CLÍNICA Depressão Maior Episódio Depressivo do Transtorno Bipolar Transtorno do Déficit de Atenção Cessação de Tabagismo TCAP Evidências Incompletas Depressão associada à obesidade Pacientes deprimidos refratários, associado ao ISRS Tratamento dos efeitos colaterais sexuais e de fadiga dos ISRS Tratamento da Fadiga da esclerose múltipla Retirada de cocaína em dependente Na apatia das síndromes cerebrais orgânicas.

INDICAÇÃO CLÍNICA

Depressão Maior

Episódio Depressivo do Transtorno Bipolar

Transtorno do Déficit de Atenção

Cessação de Tabagismo

TCAP

Evidências Incompletas

Depressão associada à obesidade

Pacientes deprimidos refratários, associado ao ISRS

Tratamento dos efeitos colaterais sexuais e de fadiga dos ISRS

Tratamento da Fadiga da esclerose múltipla

Retirada de cocaína em dependente

Na apatia das síndromes cerebrais orgânicas.

Casos Clínicos DEPRESSÃO SMS, feminina, 51anos, natural do Rio de Janeiro auditora do Estado do Rio de Janeiro QP : Perda do sentido de vida, baixa energia, insônia inicial, diminuição da libido, após descobrir que o filho faz uso de cocaína. Segundo a paciente, não tem mais vontade de sair de casa, de se cuidar ou fazer qualquer atividade. Tem vontade de dormir e não acordar mais. Mora com o marido e o filho que está internado em uma clínica de recuperação. HD: F32.2 Conduta: Bupropiona150 1+0+0 por sete dia; Clonazepan 2 0+0+1 Psicoterapia na freqüência de 2 vezes / semana.

Casos Clínicos

DEPRESSÃO

SMS, feminina, 51anos, natural do Rio de Janeiro auditora do Estado do Rio de

Janeiro

QP : Perda do sentido de vida, baixa energia, insônia inicial, diminuição da

libido, após descobrir que o filho faz uso de cocaína. Segundo a paciente, não

tem mais vontade de sair de casa, de se cuidar ou fazer qualquer atividade.

Tem vontade de dormir e não acordar mais.

Mora com o marido e o filho que está internado em uma clínica de recuperação.

HD: F32.2

Conduta: Bupropiona150 1+0+0 por sete dia; Clonazepan 2 0+0+1

Psicoterapia na freqüência de 2 vezes / semana.

Na primeira semana a paciente começou a apresentar uma certa melhora já conseguindo sair da cama e minimamente se cuidar. N ã o conseguia falar de sua perda, do luto em saber que seu único filho estava internado. Só dizia “Isto para mim é a morte”. Por mais que verbalizasse esta vontade, assegurou que não faria nenhuma besteira consigo mesma e que a presença de seu marido em casa lhe dava mais forças para Melhorar. Com 3 semanas de medicamentos paciente já se encontrava mais arrumada, triste porém conseguindo verbalizar suas elaborações do processo terapêutico. Tinha consciência do trabalho que teria com o filho mas estava se sentido cada vez mais fortalecida .....

Na primeira semana a paciente começou a apresentar uma certa melhora já

conseguindo sair da cama e minimamente se cuidar.

N ã o conseguia falar de sua perda, do luto em saber que seu único filho estava

internado. Só dizia “Isto para mim é a morte”.

Por mais que verbalizasse esta vontade, assegurou que não faria nenhuma besteira

consigo mesma e que a presença de seu marido em casa lhe dava mais forças para

Melhorar.

Com 3 semanas de medicamentos paciente já se encontrava mais arrumada, triste

porém conseguindo verbalizar suas elaborações do processo terapêutico.

Tinha consciência do trabalho que teria com o filho mas estava se sentido cada

vez mais fortalecida .....

DEPRESSÃO E TABAGISMO MS, 55 anos, branca, moradora de Vila Isabel, QP: quadro depressivo-ansioso e tabagismo ( 2 maços por dia) OBS: Filho mais velho ia se casar. Início citalopram + clonazepam 2 - Melhora da depressão Após o casamento do filho – Problemas com o marido. Trabalhado a necessidade de ter mais dona de sua vida. Começar uma atividade, melhorar sua saúde. Incialmente foi tentado o uso de Vareliclina – pouco sucesso Trocado o citalopram pela bupropiona + adesivo Houve uma melhora acentuada da depressão. Entrou no curso de cabeleireiro do SENAI e em 4 meses parou de fumar. Atualmente em uso de Bupropiona 300 mg/dia e Clonazepam 2 ½ comp. dia SOS e 1 comp. noite

DEPRESSÃO E TABAGISMO

MS, 55 anos, branca, moradora de Vila Isabel,

QP: quadro depressivo-ansioso e tabagismo ( 2 maços por dia)

OBS: Filho mais velho ia se casar.

Início citalopram + clonazepam 2 - Melhora da depressão

Após o casamento do filho –

Problemas com o marido.

Trabalhado a necessidade de ter mais dona de sua vida.

Começar uma atividade, melhorar sua saúde.

Incialmente foi tentado o uso de Vareliclina – pouco sucesso

Trocado o citalopram pela bupropiona + adesivo

Houve uma melhora acentuada da depressão.

Entrou no curso de cabeleireiro do SENAI e em 4 meses parou de fumar.

Atualmente em uso de Bupropiona 300 mg/dia e Clonazepam 2 ½ comp. dia

SOS e 1 comp. noite

TRANSTORNO DEPRESSIVO BIPOLAR SCNF Auxiliar de enfermagem com TAB II com queixas de oscilação de humor. Da alegria de alguns dias vai para um quadro de hipoergia e desmotivação de grande monta. Já foi tentado fluoxetina, venlafaxina, divalproato, litium. O quadro de oscilação foi melhorando gradativamente com o aumento da dosagem de lamotrigina porém ainda persistia uma pequena falta de energia. Foi introduzido a bupropiona. A paciente apresentou melhora de sua energia, sentindo-se cada vez mais capaz para o trabalho e estudo

TRANSTORNO DEPRESSIVO BIPOLAR

SCNF Auxiliar de enfermagem com TAB II com queixas de oscilação de humor.

Da alegria de alguns dias vai para um quadro de hipoergia e desmotivação de

grande monta.

Já foi tentado fluoxetina, venlafaxina, divalproato, litium.

O quadro de oscilação foi melhorando gradativamente com o aumento da

dosagem de lamotrigina porém ainda persistia uma pequena falta de energia.

Foi introduzido a bupropiona. A paciente apresentou melhora de sua energia,

sentindo-se cada vez mais capaz para o trabalho e estudo

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE E DEPRESSÃO COM IMPULSO AUTOAGRESSIVOS MCB: 29 anos, feminina, branca, desempregada Com quadro de Transtorno de Personalidade Borderline com freqüentes Depressões hipoérgicase ações de auto-agressividade Foi tentado inicialmente Fluoxetina e Risperidona no sentido de tentar melhorar seu humor e segurar sua impulsividade auto-destrutiva Como a paciente não melhorou o quadro de humor e ainda tinha problemas com o peso foi introduzido a Bupropiona Paciente com esta medicação começou a se sentir mais viva, emagrecendo e melhorando a auto estima. Começou a trabalhar como auxiliar de consultório médico

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE E DEPRESSÃO COM IMPULSO AUTOAGRESSIVOS

MCB: 29 anos, feminina, branca, desempregada

Com quadro de Transtorno de Personalidade Borderline com freqüentes

Depressões hipoérgicase ações de auto-agressividade

Foi tentado inicialmente Fluoxetina e Risperidona no sentido de tentar melhorar

seu humor e segurar sua impulsividade auto-destrutiva

Como a paciente não melhorou o quadro de humor e ainda tinha problemas com

o peso foi introduzido a Bupropiona

Paciente com esta medicação começou a se sentir mais viva, emagrecendo e

melhorando a auto estima.

Começou a trabalhar como auxiliar de consultório médico

TRANSTORNO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO E ALTERAÇÃO DA LIBIDO (ISRS) ACB Paciente com quadro de Transtorno de ansiedade e depressão, medicada com Fluoxetina que promoveu uma marcada melhora no quadro depressivo e ansioso, porém, interferindo com a sua libido que começou a gerar desencontros e brigas com seu marido. Foi instituído o Bupropiona 150 1 comp ao dia. A Paciente como se sentiu muito eufórica e irritada foi proposto a redução para ½ comp de Bupropiona. Com esta posologia a paciente não vem apresentando quadro depressivo e ansioso e sua libido se encontra sem alterações

TRANSTORNO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO E ALTERAÇÃO DA LIBIDO (ISRS)

ACB Paciente com quadro de Transtorno de ansiedade e depressão, medicada

com Fluoxetina que promoveu uma marcada melhora no quadro depressivo e

ansioso, porém, interferindo com a sua libido que começou a gerar desencontros

e brigas com seu marido. Foi instituído o Bupropiona 150 1 comp ao dia.

A Paciente como se sentiu muito eufórica e irritada foi proposto a redução para

½ comp de Bupropiona.

Com esta posologia a paciente não vem apresentando quadro depressivo

e ansioso e sua libido se encontra sem alterações

TCAP E DEPRESSÃO MJ paciente feminina de 32 anos com TCAP e depressão. Seu IMC era de 38 Foi introduzido fluoxetina, chegando até 60 mg sem resultado satisfatório para o TCAP. Foi substituído a fluoxetina pela bupropiona 150 mg/dia. A partir daí as compulsões alimentares cessaram e o quadro depressivo continuou estabilizado com a nova droga Além da Farmacoterapia paciente participou de tratamento psicoterápico

TCAP E DEPRESSÃO

MJ paciente feminina de 32 anos com TCAP e depressão. Seu IMC era de 38

Foi introduzido fluoxetina, chegando até 60 mg sem resultado satisfatório para o

TCAP.

Foi substituído a fluoxetina pela bupropiona 150 mg/dia. A partir daí as

compulsões alimentares cessaram e o quadro depressivo continuou estabilizado

com a nova droga

Além da Farmacoterapia paciente participou de tratamento psicoterápico

A Bupropiona pode ser considerada uma alternativa para o tratamento do T.D.A.H. Eficaz em paciente que apresentam TDAH e Transtorno de Humor comórbidos. Necessário desenvolver perfil metodológico que permita comparar a eficácia da Bupropiona com os psicoestimulantes

 

GQ, 33 anos, branca, solteira, administradora de empresa, católica natural e procedente de Campinas – SP QP: 2º quadro depressivo Encaminhada pelo seu psicoterapeuta Relutante em tomar AD ( 1ª vez engordou 12 kg em 1 ano) Atualmente já tinha engordado 10 kg sem antidepressivo Perda de interesse, desânimo só fazendo as atividades consideradas inadiáveis Humor deprimido, prejuízos cognitivos evidentes (HAM-D = 20) Iniciado bupropiona 150mg/dia – 5 dia 150+150+0 – apartir do 6º dia Após 30 dias de tratamento = melhora falta da energia e ansiedade, – perda de 2,5kg. = recuperação de auto-estima (HAM-D = 15) Após 30 dias de tratamento – recuperada (HAM-D = 5) e perda de 7 kg.

GQ, 33 anos, branca, solteira, administradora de empresa, católica natural e procedente de Campinas – SP

QP: 2º quadro depressivo

Encaminhada pelo seu psicoterapeuta

Relutante em tomar AD ( 1ª vez engordou 12 kg em 1 ano)

Atualmente já tinha engordado 10 kg sem antidepressivo

Perda de interesse, desânimo só fazendo as atividades consideradas inadiáveis

Humor deprimido, prejuízos cognitivos evidentes

(HAM-D = 20)

Iniciado bupropiona 150mg/dia – 5 dia

150+150+0 – apartir do 6º dia

Após 30 dias de tratamento = melhora falta da energia e ansiedade, – perda de

2,5kg. = recuperação de auto-estima (HAM-D = 15)

Após 30 dias de tratamento – recuperada (HAM-D = 5) e perda de 7 kg.

BUPROPIONA EM TRATAMENTO DE COCAÍNA Margolin (1995) em estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego, placebo controlado, comparou a bupropiona SR (n= 74) 300 mg  dia com placebo (n= 75) em uma amostra de N= 149 usuários de cocaína durante 12 semanas de tratamento, onde cerca de 50% dos pacientes também preenchiam critérios para transtorno de personalidade anti-social. Os resultados não mostraram melhoras significativas em nenhum dos grupos estudados. Os autores sugerem que os pacientes com sintomas depressivos associados tiveram melhores desfechos , merecendo em futuros estudos a busca por pacientes alvos para este tipo de intervenção 1 Pode ser usada para reduzir o desejo por cocaína em pacientes em processo de abstinência. 1- TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO USO DA COCAÍNA Alessandra Diehl Reis e Ronaldo Laranjeira www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/arquivos/trat-farmacologico.doc

BUPROPIONA EM TRATAMENTO DE COCAÍNA

Margolin (1995) em estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego, placebo

controlado, comparou a bupropiona SR (n= 74) 300 mg  dia com placebo (n= 75)

em uma amostra de N= 149 usuários de cocaína durante 12 semanas de

tratamento, onde cerca de 50% dos pacientes também preenchiam critérios para

transtorno de personalidade anti-social.

Os resultados não mostraram melhoras significativas em nenhum dos grupos

estudados.

Os autores sugerem que os pacientes com sintomas depressivos associados

tiveram melhores desfechos , merecendo em futuros estudos a busca por pacientes

alvos para este tipo de intervenção 1

Pode ser usada para reduzir o desejo por cocaína em pacientes em processo de

abstinência.

1- TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO USO DA COCAÍNA Alessandra Diehl Reis e Ronaldo Laranjeira

www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/arquivos/trat-farmacologico.doc

BIBLIOGRAFIA 1- Cordioli A.V. Psicofármacos – Consultas Rápidas , ARTR MED, Porto Alegre, 2005. 2- Gigliotti, A. & Guimarães A. Dependência, Compulsão e Impulsividade. Rubio, Rio de Janeiro, 2007. 3- Mattos, P. & Segenreich, D. Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH. Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências , Psiquiatria Clínica, vol 31 no.3 São Paulo  2004. 4- Neil, B Sandson, M.D. Interações Medicamentosas – Casos Clínicos , MEDLine, Rio de Janeiro, 2007. 5- Sadok, B. & Sadock, V. Compêndio de Psiquiatria Aplicada , ARTR MED, Rio de Janeiro, 2007. 6- Yudofsky, S. & Hales, R.E. Neuropsiquiatria e Neurociências na prática Clínica, ARTR MED, Porto Alegre, 2006.

BIBLIOGRAFIA

1- Cordioli A.V. Psicofármacos – Consultas Rápidas , ARTR MED, Porto Alegre,

2005.

2- Gigliotti, A. & Guimarães A. Dependência, Compulsão e Impulsividade. Rubio, Rio

de Janeiro, 2007.

3- Mattos, P. & Segenreich, D. Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH.

Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências , Psiquiatria Clínica, vol 31

no.3 São Paulo  2004.

4- Neil, B Sandson, M.D. Interações Medicamentosas – Casos Clínicos , MEDLine, Rio

de Janeiro, 2007.

5- Sadok, B. & Sadock, V. Compêndio de Psiquiatria Aplicada , ARTR MED, Rio de

Janeiro, 2007.

6- Yudofsky, S. & Hales, R.E. Neuropsiquiatria e Neurociências na prática Clínica,

ARTR MED, Porto Alegre, 2006.

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