Bioterismo

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Published on March 10, 2014

Author: animaisamados16

Source: slideshare.net

BIOTERISMO Criação e Manejo de Primatas Não-Humanos

INTRODUÇÃO Classificação dos primatas não-humanos;  Número de espécies;  Primatas do Velho e Novo Mundo Catarhini e Platyrrhini;  Origem e migração; 

Macaco rhesus (Macaca mulatta) exemplar do Velho Mundo Mico-de-cheiro (Saimiri sciureus) exemplar do Novo Mundo

Vida social; Início da utilização em laboratório; Sucesso=técnicas de manejo, fisiologia, nutrição, genética, condições sanitárias e exames de rotina.

NUTRIÇÃO   Influência no crescimento, longevidade e resistência à patógenos;  Nutrientes essenciais;  Qualidade; Variação do alimento em estágios de vida;  Interferência do estresse;  Rações peletizadas.  Água  Rotina alimentar

GENÉTICA Manejo genético adequado; Variabilidade = marcadores genéticos  

REPRODUÇÃO Estudos de campo;  Fisiologia reprodutiva da espécie envolvida;  Acasalamentos = monogâmicos, poligâmicos e promíscuos;  Primatas do Velho Mundo: menstruação, ovulação e aumento testicular, e sex skin ♂ e ♀  Primatas do Novo Mundo: aumento corpóreo. 

SISTEMAS DE CRIAÇÃO Três métodos de criação são adotados, obedecendo-se principalmente aos aspectos comportamentais, bem como às exigências fisiológicas de cada espécie estudada 1.Seminatural 2.Criação em grupo 3.Criação individual

SEMINATURAL    Estabelecido em áreas abertas cercadas; Atende a grande demanda de primatas usados em pesquisa; Apresenta baixo custo de manutenção e pouco trabalho, além de oferecer oportunidade de desenvolvimento de estudos de comportamento das populações. Desvantagens: custo inicial elevado, período longo de entrosamento

CRIAÇÃO EM GRUPO Os animais poligâmicos são alojados em gaiolas coletivas; Múltiplos machos ou apenas um reprodutor; Proporção de 1 macho para 3 ou 12 fêmeas; Higienização e alimentação são facilitadas; Dificuldade no controle de cruzamentos em machos e fêmeas; Harmonia social comprometida.

CRIAÇÃO INDIVIDUAL Fêmeas alojadas em gaiolas individuais ou pequenos grupos separados dos machos; Permite registros acurados de reprodução e tempo de gestação; Facilidade na realização de exames clínicos e laboratoriais.

Espaços recomendados para manutenção de primatas em laboratório PESO DO ANIMAL (kg) ÁREA DO PISO/ANIMAL (m2) 0,15 0,28 0,40 0,56 0,74 2,33 <1 1-3 3-10 10-15 15-25 > 25 ALTURA (em) 50,8 76,2 76,2 81,28 91,44 213,36 Fonte: Kelley & Hall (1995). Os animais que pesam acima de 50 kg devem ser alojados em gaiolas estacionárias, de alvenaria.

Família Hylobatidae Família Pongidae Espécimes do gênero Hylobates (Gibões) Espécime do gênero Pan (Chimpanzé)

Espécime do gênero Pongo (Orangotango)

ESPÉCIES UTILIZADAS NO BRASIL Macaco-aranha Macaco-prego Ateles paniscus Cebus apella Família Cebidae

ENRIQUECIMENTO E CONTROLE AMBIENTAL Série de medidas conforme a espécie; Reprodução das condições fisiológicas e patológicas ocorrentes em humanos; Proporcionar bem-estar ao animal (obrigação em todos os centros de criação); Menos estresse, mais qualidade nos resultados; Estratégias para quebrar a rotina.

Curral destinado à criação de macacos rhesus (Macaca mulatta), com poleiros, abrigos e tambores. Fonte: Centro de Primatas da California, EUA.

CONTENÇÃO ANIMAL Acompanhamento; Cuidados com manejo (ferir o tratador); Recintos e gaiolas corretas; Formas física e química (anestésico)

PRINCIPAIS DOENÇAS DE PRIMATAS NÃO-HUMANOS São transmissores em potencial; Doenças virais Febres Hemorrágicas Ebola, Febre Amarela, Dengue Herpevírus Herpes B, Cytomegalovirus Hepatites Virais Hepatites A, B, C, D, E Retrovírus Oncovírus tipos B, C, e D Togavírus Rubéola

Doenças bacterianas Infecções sistêmicas Tuberculose, Hanseníase, Tétano Infecções gastrointestinais Shigelose, Campylobactgeriose Infecções respiratórias Streptococcus, Staphylococcus, Klebsiela Doenças parasitárias Helmintos Estrongiloidose, Ascaridiose, Ancilostomose Cestódeos Hymenoleps nana Trematódeos Esquistossomose, Fasciola sp Protozoários Malária, Toxoplasmose, Amebíase

EXAME PERIÓDICO DO ANIMAL     Observação freqüente da colônia; Relato imediato de anormalidades ao médico veterinário responsável; Pesagem e avaliação clínica freqüentes; Aplicação de tuberculina obrigatória (1 vez ao ano);

Aplicação de tuberculina em um primata não-humano Fonte: Departamento de Primatologia do Centro de Criação de Animais de Laboratório / Fiocruz.

    Vermifugação; Exames hematológicos; Registro do animal; Identificação (tatuagem);

Identificação do animal através de tatuagem na região peitoral Fonte: Departamento de Primatologia do Centro de Criação de Animais de Laboratório / Fiocruz.

HIGIENIZAÇÃO Higienização constante; Descontaminação; Solução de hipoclorito de sódio 1:100 Fumigação com paraformaldeído;

CUIDADOS NO MANUSEIO • • • • • • Cumprimento obrigatório das normas de higiene pessoal e coletiva; Calçados e roupas protetoras; Material em quantidade suficiente; Chuveiros, armários e lavanderias; Exames médicos periódicos na equipe técnica; Vacinas e testes de tuberculina.

EUTANÁSIA Morte sem dor/sofrimento Diversas técnicas:     serem humanitárias, não causando terror ou sofrimento ao animal; não impressionar ou sensibilizar as pessoas que assistem ao ato; ter um tempo mínimo para a perda da consciência; não produzir alterações que prejudiquem a interpretação das lesões;

MÉTODOS PARA EUTANÁSIA EM PRIMATAS NÃO-HUMANOS Para animais não convencionais: cães, gatos, primatas não-humanos de médio e grande porte; Métodos Físicos  Deslocamento Cervical*;  Decaptação*;  Exanguinação; *Espécies de macaco de pequeno porte. Métodos Químicos  Monóxido de Carbono;

RECOMENDAÇÕES SOBRE O USO DE PRIMATAS Cinco critérios básicos devem ser seguidos quando se usam primatas em pesquisa: 1. Os primatas devem ser usados em pesquisa, apenas quando não é possível obter os mesmos resultados experimentais em outras espécies de animais; 2. A espécie de primata, selecionada para uma determinada pesquisa, deve ser considerada ideal para a elaboração da mesma; 3. Utilizar menor número possível de primatas – melhores resultados; 4. O sacrifício só ocorrerá se for parte da pesquisa; 5. Caso o sacrifício seja necessário, este deve ser feito com um encadeamento de ações, visando à conservação e ao aproveitamento máximo da carcaça, para que ela possa ainda ser aproveitada em outros estudos.

FIM

BIBLIOGRAFIA BOURNE, G. H. The Rhesus Monkey. New York: Academic Press, 1975. DE LUCCA, R. R. et a!. (Orgs.) Manual Para Técnicos em Biotensnw. São Paulo: Winner Graph, 1996. HARDIN, R. S. O. An order of omnivorous: nonhuman primates in the wild. ln: HARDIN, R. S. O. & TELEKJ, G. (Eds.) Omnivorous Primates: gatthering and hunting in human evolution. New York: Columbia University Press, 1981. HENDRICKX, A. G. & DUKELOW, W. R. Breeding. In: BENNETT, B. T; ABEE, C. R. & HENRJCKSON, R. (Eds.) Nonhuman Primates in Biomedical Research: biolog;y and management. San Diego: Academic Press, 1995. HLADIK, C. M. Diet and evolution of feeding strategies among forest wild. ln: HARDIN, R. S. O. & TELEKl, G. (Eds.) Omnivorous Pn'mates: gatthering and hunting in human evolution. New York: Columbia University Press, 1981. RALLS, K.; BRUGGER, K. & BALLOU, J. Inbreeding and juvenile mortality in small populations of ungulates. Science, 206:11011103,1979. ROSENBLUM, L. A. & ANDREWS, M. W. Environmental enrichment and psychological well-being af nanhuman primates. In: BENNETT, B. T; ABEE, C. R. & HENRIGKSÔN, R. (Eds.) Nonhuman Primates in Biomedical Research: biolog;y and management. San Diego: Academic Press, 1995.

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