Bens escassos3 tipologia

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Published on November 28, 2013

Author: cjcmaa

Source: slideshare.net

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Os Capitais Próprios e as Contragarantias

Cuidados a ter no seu uso

BENS ESCASSOS Os Capitais Próprios e as Contragarantias Cuidados a ter no seu uso III) Tipologia e Formalização CJA Business Consulting NOV13 Carlos Jerónimo Augusto TLM 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cja-bc.com

Bens Escassos. Capitais Próprios e Contragarantias Quer as injecções de fundos nas Empresas, quer as garantias prestadas podem ter uma série de tipologias, por vezes muito similares na forma, ou na concretização, mas que na prática levam a resultados extremamente diferenciados na disponibilidade futura dos activos para a Empresa e na sua posição negocial. 1) Quando um Banco solicita a uma Empresa determinado nível de “comparticipação” de capitais próprios numa operação ou entrada de fundos para o reequilíbrio da estrutura económico financeira de uma empresa, normalmente pensa-se num aumento de capital social. Pode ser essa a solução escolhida. Essa é sem dúvida a melhor solução para o Banco, se bem que outras poderiam ir ao encontro das suas necessidades. Mas pode não ser a melhor solução para a empresa. Se bem que em termos práticos,na altura da subscrição seja igual fazer um aumento de capital social ou fazer prestações suplementares ( os sócios têm de pôr dinheiro na empresa, ou transformar os seus empréstimos em instrumentos de capital ),num médio e longo prazo podemos dizer que existe uma total impossibilidade de os sócios reaverem o capital social e existe a possibilidade de retirarem as prestações suplementares. Assim, antes de fazer um reforço dos capitais próprios da empresa, deve ser muito bem ponderada, numa perspectiva das necessidades em causa e numa perspectiva do interesse dos detentores de capital, a tipologia que esse reforço adquirirá. 2) Muitas vezes surge da parte dos bancos o pedido para que a empresa aumente o capital, de modo a melhorar a sua Autonomia Financeira. Uma forma é pôr dinheiro na empresa. Mais uma vez, essa é sem dúvida a melhor solução para o Banco, mas pode não ser a melhor solução para a empresa. Um reforço da Autonomia Financeira, pode ser obtido de diferentes formas e com diferentes instrumentos. CJA Business Consulting NOV13 Carlos Jerónimo Augusto TLM 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cja-bc.com

Bens Escassos. Capitais Próprios e Contragarantias Por exemplo a passagem de empréstimos de sócios a instrumento de capital, não envolve qualquer esforço financeiro para os detentores de capital e tem um duplo efeito sobre a Autonomia Financeira, já que aumenta os capitais próprios e diminui o passivo. Outra hipótese de reforçar capitais própriossem esforço financeiro para os detentores de capital, pode passar pela reavaliação de activos. Muitas vezes as empresas têm em balanço activos subvalorizados e a sua reavaliação pode servir para reforço dos capitais próprios melhorado assim a Autonomia Financeira. A Autonomia Financeira de uma empresa pode ter melhorias consideráveis, sem necessidade de esforço financeiro por partes dos detentores de capital. Uma vez mais a capacidade de antecipação para pensar soluções antes de serem “exigidas” pela banca, o perfeito conhecimento dos instrumentos ao dispor e alguma imaginação resolvem situações que, tratadas de outra forma, podem ser complicadas. 3) No que toca à prestação de contragarantias um dos principais cuidados a ter é com o seu caracter, ser geral ou específica. Muitas vezes ao negociar com o banco em determinada operação, na mente do empresário está dar essa garantia para essa operação, portanto uma garantia específica. Muitas vezes na mente do banco está que essa garantia passará a cobrir não só essa operação, como todas as responsabilidades. E por vezes dá-se uma contragarantia genérica, quando a intenção era dar uma contragarantia específica. Acontece… e só quando nos deparamos com a impossibilidade da sua libertação nos apercebemos do erro. A contragarantia específica “extingue-se” com a extinção das responsabilidades associadas. A contragarantia genérica garante e responde por todas as responsabilidades existentes, pelo que tem um grau de disponibilidade muito mais reduzido e a sua libertação por parte do banco é totalmente discricionária enquanto subsistir qualquer responsabilidade. Qualquer das hipóteses pode ser vantajosa para a empresa, mas tem de ser conscientemente tomada, com vantagens para ambas as partes e sem descurar a componente fiscal relevante. CJA Business Consulting NOV13 Carlos Jerónimo Augusto TLM 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cja-bc.com

Bens Escassos. Capitais Próprios e Contragarantias 4) Outra vertente tem a ver com a relação do valor da contragarantia, com o valor garantido. Todos, ou quase todos, os contratos de contragarantias tem cláusulas de salvaguarda para o banco de que a contragarantia se desvalorizar a empresa se obriga a reforçar as contragarantias, se o banco o achar necessário. Mas raramente existem cláusulas que refiram que o valor da contragarantia pode ser diminuído à medida que for diminuindo o valor garantido. Muitas vezes existem operações que pela sua evolução baixaram para metade ou um terço do seu valor inicial, mantendo contragarantias de valores muitas vezes superior ao valor em dívida. Mais uma vez, para o banco é confortável, mas para a empresa ou para os detentores de capital que disponibilizam as contragarantias, estamos perante uma alocação pouco racional de activos. Temos portanto que, se bem que os bancos sejam “alérgicos” a esse tipo de situação, a empresa deve negociar à anteriori a possibilidade de o valor da contragarantia, ao longo da vigência das operações, ser reduzido em função da efectiva redução das responsabilidades. Abordámos apenas algumas das imensas situações em que numa situação de injecção de capital na empresa ou de prestação de contragarantias, pormenores, podem ser extremamente relevantes. Na capacidade de acesso da empresa a crédito, nos seus custos financeiros e na disponibilidade efectiva dos activos de empresa e detentores de capital. Existem muitas outras abordagens, porque cada caso é um caso, que só a análise atempada, atenta e pormenorizada permite chegar aos melhores resultados. Pode estar em causa o futuro da empresa ou milhares euros de custos? SIM. Utilize Apoio Especializado Na Relação Com a Banca. CJA Business Consulting Carlos Jerónimo Augusto http://www.linkedin.com/pub/carlos-jeronimo-augusto/66/279/758 www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242 www.cja-bc.com carlos.jeronimo.augusto@cja-bc.com TLM 911161776 CJA Business Consulting NOV13 Carlos Jerónimo Augusto TLM 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cja-bc.com

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