Bens Escassos

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Published on December 3, 2013

Author: cjcmaa

Source: slideshare.net

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Os Capitais Próprios e as Contragarantias
Cuidados a ter no seu uso

BENS ESCASSOS Os Capitais Próprios e as Contragarantias Cuidados a ter no seu uso I) II) III) Visão Global A Oportunidade Tipologia e Formalização CJA Business Consulting Carlos Jerónimo Augusto http://www.linkedin.com/pub/carlos-jeronimo-augusto/66/279/758 www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242 www.cja-bc.com carlos.jeronimo.augusto@cja-bc.com TLM 911161776

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso Introdução Existem dois bens por norma muito escassos para os Empresários e Empresas. Falamos dos Capitais Próprios e das Contragarantias. Estes bens escassos para Empresários e Empresas, são ao mesmo tempo extremamente apetecíveis para os Bancos. Se algo é muito escasso e ao mesmo tempo extremamente apetecível, então é precioso. Como precioso, tem de ser gerido com todo o cuidado. É esse o tema que tentaremos abordar longo dos pontos abaixo. I) Visão Global Na maior parte dos casos uma Empresa ou um Empresário dão uma garantia ou fazem uma injecção de fundos na Empresa, quando de uma operação específica e para essa mesma operação. O Banco fica satisfeito, dado que fez a operação com a contragarantia e/ou capitais próprios que pretendia. O Cliente fica satisfeito, dado que realizou a operação que pretendia. Ficaram todos contentes. Óptimo. Mas uns ficaram mais contentes que os outros… O Banco ficou mais contente, dado que com a natural amortização da operação que contratou, cada vez está mais bem garantido…. O Cliente ficou menos contente dado que “ficou sem” os activos que alocou a essa operação, não os podendo reutilizar enquanto a mesma subsistir…. 2 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso Como equilibrar esta relação? Antes de alocar Capitais Próprios ou uma Contragarantia o Cliente deve analisar toda a sua relação com o Banco e de que modo pode valorizar essa garantia. Por exemplo num financiamento para compra de um imóvel, o imóvel dado de garantia para o empréstimo deverá exceder o valor a garantir (até porque os bancos exigem uma percentagem, hoje em dia relativamente alta, de capitais próprios alocados ao negócio). Além disso o empréstimo é para ser pago, pelo que vai diminuindo o seu valor, logo o Banco estará cada vez mais seguro e o Cliente estará a desperdiçar cada vez mais recursos. Em função do exposto, parece existir espaço para o Cliente valorizar esse seu activo. Como? Olhando para a globalidade do seu envolvimento com o Banco e alocando a hipoteca desse activo também a outras responsabilidades que tenha, negociando em função desse reforço de garantias, uma redução de taxa. Aqui sim estamos num negócio WIN-WIN, dado que o Banco faz uma nova operação e reforça garantias sobre o crédito que já detême o Cliente faz a operação que necessita, disponibiliza o bem para hipoteca, mas consegue também melhores condições no crédito que já tem. O exemplo apresentado é válido, para esta situação, mas também para uma infinidade de outras. Pode traduzir-se em milhares de euros e numa maior estabilidade da situação económica e financeira da empresa. Não é fácil levar os Bancos a este caminho. NÃO. Utilize Apoio Especializado Na Relação Com a Banca. CJA Business Consulting 3 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso II) A Oportunidade Um dos principais cuidados a ter com a utilização dos Capitais Próprios e das Contragarantias disponíveis relaciona-se com a oportunidade de o fazer. Quando existem capitais próprios disponíveis, excedentes da empresa ou capitais dos sócios, muitas vezes a tentação dos decisores é utilizá-los, para evitar custos financeiros. Efectivamente não são criados custos financeiros, mas este tipo de procedimento também tem custos. Custos de capital e custos de oportunidade. Os capitais dos sócios ao serem investidos na empresa deixam de ter a remuneração que estes conseguiriam com os mesmos, extremamente variável em função do perfil de investidor e das decisões de investimento tomadas, mas há uma remuneração que se extingue. É um custo. E tanto os capitais dos sócios como os excedentes existentes na empresa têm um custo de oportunidade. Ao deixarem de estar disponíveis, não poderão ser aplicados em oportunidades que surjam a partir desse momento. Não é de todo um custo tangível, mas o custo existe. Quando falamos de contragarantias a principal questão que se levanta é o custo de oportunidade. Por vezes para obter melhores condições ou para facilitar a aprovação de uma operação pontual os decisores disponibilizam aos bancos contragarantias que tem disponíveis. Ao fazerem-no deixam de as ter disponíveis para futuras necessidades. Ao tomar estas decisões os decisores buscam as melhores condições para a sua empresa, o que é correcto. Muitas vezes conseguem-nas, mas fica por apurar o custo das mesmas, sobretudo o custo de oportunidade. É algo que na grande parte das vezes só mais à frente “apurado”. E o que fazer para melhor perceber o custo de oportunidade e para o minorar? A melhor via para perceber o custo de oportunidade é a existência de planeamento. Se a empresa tiver um planeamento a médio prazo poderá ter a noção das disponibilidades e das necessidades que terá em determinado período, logo uma 4 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso melhor percepção das consequências futuras de na altura em que está a decidir, disponibilizar para determinada operação fundos ou contragarantias. Com essa noção poderá decidir melhor sobre a oportunidade de no momento disponibilizar fundos ou contragarantias, ou antes utilizar capitais alheios, bancários ou não, suportar os respectivos custos e manter a sua liquidez ou o seu património desonerado, para futuras utilizações. Para minorar o custo de oportunidade das decisões que estamos a analisar, uma via é repartir o custo. O que é repartir o custo? Olhamos para o ponto anterior destas nossas publicações, a Visão Global. Se vamos injectar fundos ou disponibilizar garantias, então devemos olhar para a nossa relação global com o banco com quem estamos a falar e tentar obter vantagens dessa nossa decisão noutras operações. Assim o custo de oportunidade que assumimos gerará mais proveitos e será repartido entre a operação que estamos a trabalhar e outras operações em carteira. Existindo planeamento, esta repartição de custo poderá mesmo afectar necessidades futuras, baixando imenso o custo de oportunidade inerente à decisão tomada. A decisão de utilizar de fundos disponíveis da empresa ou dos sócios ou contragarantias, comprometendo-as de uma forma mais ou menos estrutural é das decisões mais importantes das empresas. Lembremos, são bens escassos, apetecíveis e preciosos. Assim o processo de tomada de decisão tem alguns pontos chave: 1) Deve ser conduzido pela Empresa e não pelos seus parceiros financeiros, devendo esta agir em antecipação 2) Para agir em antecipação deverá estar respaldada num processo de planeamento em que tenha a melhor noção possível das suas necessidades futuras 3) Devem sempre ser estudadas alternativas que mesmo trazendo custos financeiros, preservem a liquidez ou a capacidade de endividamento da empresa 4) Os bancos após terem uma operação feita com determinados níveis de capitais próprios ou com determinadas contragarantias, dificilmente no futuro farão uma operação similar em piores condições… Complexo. SIM. Utilize Apoio Especializado Na Relação Com a Banca. CJA Business Consulting 5 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso III) Tipologia e Formalização Quer as injecções de fundos nas Empresas, quer as garantias prestadas podem ter uma série de tipologias, por vezes muito similares na forma, ou na concretização, mas que na prática levam a resultados extremamente diferenciados na disponibilidade futura dos activos para a Empresa e na sua posição negocial. 1) Quando um Banco solicita a uma Empresa determinado nível de “comparticipação” de capitais próprios numa operação ou entrada de fundos para o reequilíbrio da estrutura económico financeira de uma empresa, normalmente pensa-se num aumento de capital social. Pode ser essa a solução escolhida. Essa é sem dúvida a melhor solução para o Banco, se bem que outras poderiam ir ao encontro das suas necessidades. Mas pode não ser a melhor solução para a empresa. Se bem que em termos práticos,na altura da subscrição seja igual fazer um aumento de capital social ou fazer prestações suplementares ( os sócios têm de pôr dinheiro na empresa, ou transformar os seus empréstimos em instrumentos de capital ),num médio e longo prazo podemos dizer que existe uma total impossibilidade de os sócios reaverem o capital social e existe a possibilidade de retirarem as prestações suplementares. Assim, antes de fazer um reforço dos capitais próprios da empresa, deve ser muito bem ponderada, numa perspectiva das necessidades em causa e numa perspectiva do interesse dos detentores de capital, a tipologia que esse reforço adquirirá. 2) Muitas vezes surge da parte dos bancos o pedido para que a empresa aumente o capital, de modo a melhorar a sua Autonomia Financeira. Uma forma é pôr dinheiro na empresa. Mais uma vez, Essa é sem dúvida a melhor solução para o Banco, mas pode não ser a melhor solução para a empresa. 6 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso Um reforço da Autonomia Financeira, pode ser obtido de diferentes formas e com diferentes instrumentos. Por exemplo a passagem de empréstimos de sócios a instrumento de capital, não envolve qualquer esforço financeiro para os detentores de capital e tem um duplo efeito sobre a Autonomia Financeira, já que aumenta os capitais próprios e diminui o passivo. Outra hipótese de reforçar capitais próprios sem esforço financeiro para os detentores de capital, pode passar pela reavaliação de activos. Muitas vezes as empresas têm em balanço activos subvalorizados e a sua reavaliação pode servir para reforço dos capitais próprios melhorado assim a Autonomia Financeira. A Autonomia Financeira de uma empresa pode ter melhorias consideráveis, sem necessidade de esforço financeiro por partes dos detentores de capital. Uma vez mais a capacidade de antecipação para pensar soluções antes de serem “exigidas” pela banca, o perfeito conhecimento dos instrumentos ao dispor e alguma imaginação resolvem situações que, tratadas de outra forma, podem ser complicadas. 3) No que toca à prestação de contragarantias um dos principais cuidados a ter é com o seu caracter, ser geral ou específica. Muitas vezes ao negociar com o banco em determinada operação, na mente do empresário está dar essa garantia para essa operação, portanto uma garantia específica. Muitas vezes na mente do banco está que essa garantia passará a cobrir não só essa operação, como todas as responsabilidades. E por vezes dá-se uma contragarantia genérica, quando a intenção era dar uma contragarantia específica. Acontece… e só quando nos deparamos com a impossibilidade da sua libertação nos apercebemos do erro. A contragarantia específica “extingue-se” com a extinção das responsabilidades associadas. A contragarantia genérica garante e responde por todas as responsabilidades existentes, pelo que tem um grau de disponibilidade muito mais reduzido e a sua libertação por parte do banco é totalmente discricionária enquanto subsistir qualquer responsabilidade. Qualquer das hipóteses pode ser vantajosa para a empresa, mas tem de ser conscientemente tomada, com vantagens para ambas as partes e sem descurar a componente fiscal relevante. 7 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso 4) Outra vertente tem a ver com a relação do valor da contragarantia, com o valor garantido. Todos, ou quase todos, os contratos de contragarantias tem cláusulas de salvaguarda para o banco de que a contragarantia se desvalorizar a empresa se obriga a reforçar as contragarantias se o banco o achar necessário. Mas raramente existem cláusulas que refiram que o valor da contragarantia pode ser diminuído à medida que for diminuindo o valor garantido. Muitas vezes existem operações que pela sua evolução baixaram para metade ou um terço do seu valor inicial, mantendo contragarantias de valores muitas vezes superior ao valor em dívida. Mais uma vez, para o banco é confortável, mas para a empresa ou para os detentores de capital que disponibilizam as contragarantiasestamos perante uma alocação pouco racional de activos. Temos portanto que, se bem que os bancos sejam “alérgicos” a esse tipo de situação, a empresa deve negociar à anteriori a possibilidade de o valor da contragarantia ao longo da vigência das operações, ser reduzido em função da efectiva redução das responsabilidades. Abordámos apenas algumas das imensas situações em que numa situação de injecção de capital na empresa ou de prestação de contragarantias, pormenores, podem ser extremamente relevantes. Na capacidade de acesso da empresa a crédito, nos seus custos financeiros e na disponibilidade efectiva dos activos de empresa e detentores de capital. Existem muitas outras abordagens, porque cada caso é um caso, que só a análise atempada, atenta e pormenorizada permite chegar aos melhores resultados. Pode estar em causa o futuro da empresa ou milhares euros de custos? SIM. Utilize Apoio Especializado Na Relação Com a Banca. CJA Business Consulting 8 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

Bens Escassos. Os Capitais Próprios e as Contragarantias. Cuidados a ter no seu uso Conclusão Tocámos alguns tópicos sobre o tema que nos propusemos abordar. Muitos outros poderiam ter sido falados. Mas neste caso, como em quase tudo na vida dos Negócios, cada caso é um caso, pelo que com o que ficou escrito, quisemos mais deixar um alerta para importância do tema, do que ensinamentos ou soluções para as situações abordadas. Estamos perante um tema complexo, com imensas especificidades e que pode ter impactos extremamente relevantes quer nos custos da empresa, quer na sua capacidade de endividamento e de tomar opções estratégicas. Como tema complexo que é e envolvendo bens preciosos e apetecíveis, é algo que merece a melhor reflexão por parte dos detentores de capital e dos decisores dos Negócios. Uma via para a melhor reflexão e os melhores resultados é contar com apoio especializado. Conte com o nosso apoio para encontrar as melhores soluções. Obrigado pela atenção. Carlos Jerónimo Augusto CJA Business Consulting Carlos Jerónimo Augusto http://www.linkedin.com/pub/carlos-jeronimo-augusto/66/279/758 www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242 www.cja-bc.com carlos.jeronimo.augusto@cja-bc.com TLM 911161776 9 CJA Business Consulting DEZ 2013 Carlos Jerónimo Augusto Tlm 911161776 Mail carlos.jeronimo.augusto@cjabc.comhttps://www.facebook.com/pages/CJA-Business-Consulting/308092695989242

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