Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios

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Published on June 23, 2009

Author: Betulino

Source: slideshare.net

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Aula de Parasitologia - ITPAC PORTO

Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermiculares Prof. Ms Marcos Gontijo da Silva

Ascaris lumbricoides

OBJETIVO :  Estudar a clissificação, morfologia, biologia, ações patogênicas, diagnóstico, epidemiologia, profilaxia e tratamento.

OBJETIVO :

 Estudar a clissificação, morfologia,

biologia, ações patogênicas, diagnóstico,

epidemiologia, profilaxia e tratamento.

ASCARIDÍASE  ASCARIDÍASE  É o parasitismo desenvolvido no homem pelo Ascaris lumbricoides .  Nome popular  Lombrigas ou bichas . Prevalência  O Ascaris lumbricoides é encontrado em quase todos os países do mundo e ocorre com frequência variada em virtude das condições climáticas, ambientais e, principalmente do grau de desenvolvimento da população.

 ASCARIDÍASE  É o parasitismo desenvolvido

no homem pelo Ascaris lumbricoides .

 Nome popular  Lombrigas ou bichas .

Prevalência  O Ascaris lumbricoides é

encontrado em quase todos os países do mundo

e ocorre com frequência variada em virtude das

condições climáticas, ambientais e, principalmente

do grau de desenvolvimento da população.

ASCARIDÍASE A fêmea do Ascaris lumbricoides pôe o maior número de ovos, os quais possuem maior longevidade e infectividade. Uma fêmea pode conter 27 milhões de óvolos, chegando a botar 200 mil ovos por dia, durante um ano.

A fêmea do Ascaris lumbricoides

pôe o maior número de ovos, os quais

possuem maior longevidade e

infectividade.

Uma fêmea pode conter 27 milhões

de óvolos, chegando a botar 200 mil ovos

por dia, durante um ano.

ASCARIDÍASE Para manter a enorme produção ovos férteis, esses helmintos consomem grande quantidade de nutrientes, espoliando o hospeeiro; nutrem-se basicamente de proteínas, carboidratos, lipídios e vitaminas A e C.

Para manter a enorme produção

ovos férteis, esses helmintos consomem

grande quantidade de nutrientes,

espoliando o hospeeiro; nutrem-se

basicamente de proteínas, carboidratos,

lipídios e vitaminas A e C.

ASCARIDÍASE No último relatório sobre a Ascaridíase (2000) a OMS estimou em um bilhão e meio o número de pessoas infectadas, das quais 400 milhões apresentavam sintomatologia, havendo cerca de 100 mil mortes concentradas nos países subdesenvolvidos da África, Ásia, Oceania e Américas.

No último relatório sobre a Ascaridíase

(2000) a OMS estimou em um bilhão e meio

o número de pessoas infectadas, das quais

400 milhões apresentavam sintomatologia,

havendo cerca de 100 mil mortes concentradas nos países subdesenvolvidos

da África, Ásia, Oceania e Américas.

ASCARIDÍASE Os ovos do Ascaris lumbricoides são envolvidos por três membranas protetoras: uma interna, impermeável, constituída por 25% de proteína, 75% de lipídeos, que confere grande resistência ao ovo contra dessecação; uma membrana média, constituída por quitina e proteínas e a membrana externa, constituída por mucopolissacarídeos. Esses ovos infectantes resistem no meio ambiente por vários meses, talvez mais de um ano.

Os ovos do Ascaris lumbricoides são envolvidos por três membranas protetoras: uma

interna, impermeável, constituída por 25% de proteína, 75% de lipídeos, que confere grande resistência ao ovo contra dessecação; uma membrana média, constituída por quitina e proteínas e a membrana externa, constituída por mucopolissacarídeos.

Esses ovos infectantes resistem no meio

ambiente por vários meses, talvez mais de um ano.

ASCARIDÍASE Ascaris lumbricoides  Parasito do homem Ascaris suum  Parasito comum em suínos e pode acometer os humanos também Toxocara canis  Parasito comum de cães e que pode causar em humanos a síndrome denominada de larva migrans visceral.

Ascaris lumbricoides  Parasito do homem

Ascaris suum  Parasito comum em suínos

e pode acometer os humanos também

Toxocara canis  Parasito comum de cães

e que pode causar em humanos a

síndrome denominada de larva migrans

visceral.

ASCARIDÍASE CLASSIFICAÇÃO: Ordem  Ascaridida Família  Ascarididae Gênero  Ascaris Espécie  Ascaris lumbricoides

CLASSIFICAÇÃO:

Ordem  Ascaridida

Família  Ascarididae

Gênero  Ascaris

Espécie  Ascaris lumbricoides

ASCARIDÍASE MORFOLOGIA  Macho  Mede 20 a 30 cm, cor leitosa, boca contornada por 3 lábios, apresenta esôfago, intestino retilíneo, reto encontrado próximo à extremidade posterior, testículo, canal ejaculador, com a extremidade posterios recur- vada.  Fêmea  Mede 30 a 40 cm, sendo mais grossa, cor, boca e aparelho digestivo semelhantes aos do macho e extremidade posterior retilínea. Apresenta 2 ovários, úteros, vagina e vulva. Chega a botar 200.000 por dia, durante 1 ano. OBS: Os vermes adultos vivem em torno de dois anos.

MORFOLOGIA

 Macho  Mede 20 a 30 cm, cor leitosa, boca contornada por 3

lábios, apresenta esôfago, intestino retilíneo, reto

encontrado próximo à extremidade posterior, testículo,

canal ejaculador, com a extremidade posterios recur-

vada.

 Fêmea  Mede 30 a 40 cm, sendo mais grossa, cor, boca

e aparelho digestivo semelhantes aos do macho e

extremidade posterior retilínea. Apresenta 2 ovários,

úteros, vagina e vulva. Chega a botar 200.000 por

dia, durante 1 ano.

OBS: Os vermes adultos vivem em torno de dois anos.

ASCARIDÍASE  OVO  Mede cerca 50 μ m, cor castanha possuindo duas membranas internas e uma externa manilonada (que confere grande resistência ao ovo contra dessecação).  Larva rabditóide  Larva filarióide

 OVO  Mede cerca 50 μ m, cor castanha possuindo duas

membranas internas e uma externa manilonada

(que confere grande resistência ao ovo contra

dessecação).

 Larva rabditóide

 Larva filarióide

 

 

ASCARIDÍASE HÁBITAT  Formas adultas vivem no intestino delgado dos hospedeiros (principalmente no jejuno e íleo)

HÁBITAT

 Formas adultas vivem no intestino delgado

dos hospedeiros (principalmente no jejuno

e íleo)

ASCARIDÍASE TRANSMISSÃO  Ingestão de ovos com L3 (larva filarióide infectante)  Cada fêmea pode pôr 200.000 ovos por dia, durante 1 ano

TRANSMISSÃO

 Ingestão de ovos com L3 (larva

filarióide infectante)

 Cada fêmea pode pôr 200.000 ovos por

dia, durante 1 ano

ASCARIDÍASE CICLO EVOLUTIVO  É do tipo monoxênico

CICLO EVOLUTIVO

 É do tipo monoxênico

 

ASCARIDÍASE PATOGENIA LARVAS  Lesões hepáticas e pulmonares (infecções maciças)  Hepáticas  Focos hemorrágicos e de necrose fibrosados  Pulmonares  Edemaciação dos alvéolos, com infiltrado eosinofílicos, febre, bronquite, pneumonia, tosse.

PATOGENIA

LARVAS  Lesões hepáticas e pulmonares (infecções maciças)

 Hepáticas  Focos hemorrágicos e de necrose fibrosados

 Pulmonares  Edemaciação dos alvéolos, com infiltrado

eosinofílicos, febre, bronquite, pneumonia,

tosse.

ASCARIDÍASE VERMES ADULTOS  Ações: Expoliadora  Consomem grande quantidade de vitaminas (A e C), proteínas, lipídeos, carboidratos  Desnutrição e depalperamento físico e mental. Tóxica  Antígenos parasitários X Anticorpos do hospedeiro (Edema, urticária, convulsões epileptiformes, etc.) Mecânica  Irritação da perede intestinal ou enovelamento de casais ou grupos de parasitos. Ação ectópica  Vermes migratórios (áscaris errático) podem, espontaneamente ou após midicação, atingir locais indevidos, tais como o canal coléduco, causando obstrução do mesmo, o canal de Wirsung, causando pancreatite aguda ou eliminação do verme pela boca.

VERMES ADULTOS  Ações:

Expoliadora  Consomem grande quantidade de vitaminas (A e C),

proteínas, lipídeos, carboidratos  Desnutrição e

depalperamento físico e mental.

Tóxica  Antígenos parasitários X Anticorpos do hospedeiro (Edema, urticária, convulsões epileptiformes, etc.)

Mecânica  Irritação da perede intestinal ou enovelamento de

casais ou grupos de parasitos.

Ação ectópica  Vermes migratórios (áscaris errático) podem, espontaneamente ou após midicação, atingir locais indevidos, tais como o canal coléduco, causando obstrução do mesmo, o canal de Wirsung,

causando pancreatite aguda ou eliminação do verme pela boca.

AÇÃO MECÂNICA

 

 

ASCARIDÍASE ASPECTOS CLÍNICOS  O aparecimento das lesões depende :  Número de larvas, tecido onde se encontrem, sensibilidade do hospedeiro.  Síndrome de Loeffler:  Febre, tosse, eosinofilia sanguinea elevada, anorexia.  Intestinal:  desconforto abdominal (cólicas), dor epigástrica e má digestão; náuseas, perda de apetite, emegrecimento; irritabilidade, sono intranquilo e ranger dos dentes à noite, manchas branca na pele. Em crianças subnutridas e altamente parasitadas é comum o aumento exagerado do volume abdominal (abdome proeminente) além do aspecto geral de depalperamento físico, palidez e trinteza.

ASPECTOS CLÍNICOS

 O aparecimento das lesões depende :  Número de larvas, tecido onde se encontrem, sensibilidade do hospedeiro.

 Síndrome de Loeffler:  Febre, tosse, eosinofilia sanguinea elevada, anorexia.

 Intestinal:  desconforto abdominal (cólicas), dor epigástrica e má digestão; náuseas, perda de apetite, emegrecimento; irritabilidade, sono intranquilo e ranger dos dentes à noite, manchas branca na pele.

Em crianças subnutridas e altamente parasitadas é comum o aumento exagerado do volume abdominal (abdome proeminente) além do aspecto geral de depalperamento físico, palidez e trinteza.

ASCARIDÍASE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Reconhecimento de formas adultas nas fezes Detecção de ovos na materia fecal  Exame de fezes Métodos quantitativos  Stoll e Kato – Katz Métodos qualitativos  Willis, Hoffmann, Ritchie, etc.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Reconhecimento de formas adultas nas fezes

Detecção de ovos na materia fecal  Exame de fezes

Métodos quantitativos  Stoll e Kato – Katz

Métodos qualitativos  Willis, Hoffmann, Ritchie, etc.

                                                                                                                                                                                          Ovos fértil e infértil, respectivamente, de Ascaris lumbricoides .

EPIDEMIOLOGIA:  Cosmopolita (encontrado em paises de clima tropical e semi-tropical. Fatores que interferem na prevalência do Ascaris lumbricoides:  Baixo nível socioeconômico;  precárias condições de saneamento básico;  má educação sanitária;  grande produção de ovos pela fêmea do parasito (200.000 ovos por dia durante 1 ano)  textura do solo

EPIDEMIOLOGIA:

 Cosmopolita (encontrado em paises de

clima tropical e semi-tropical.

Fatores que interferem na prevalência do

Ascaris lumbricoides:

 Baixo nível socioeconômico;

 precárias condições de saneamento básico;

 má educação sanitária;

 grande produção de ovos pela fêmea do

parasito (200.000 ovos por dia durante 1 ano)

 textura do solo

 contaminação fecal do solo ou piso das habitações, por falta de instalações sanitárias;  disseminação de ovos através de poeira, chuvas, insetos;  viabilidade dos ovos no solo durante meses ou anos, quando em condições favoráveis de temperatura e umidade;  resistência dos ovos aos desinfetantes usuais devido à sua membrana lipóidica interna.

 contaminação fecal do solo ou piso das

habitações, por falta de instalações sanitárias;

 disseminação de ovos através de poeira,

chuvas, insetos;

 viabilidade dos ovos no solo durante meses ou

anos, quando em condições favoráveis de

temperatura e umidade;

 resistência dos ovos aos desinfetantes usuais

devido à sua membrana lipóidica interna.

 

ASCARIDÍASE TRATAMENTO PIPERAZINA  Nos casos de obstrução intestinal  administração por sonda nasogástrica 100 mg/kg hexa-hidrato de piperazina (não exceder 6g) 10 a 30 ml de óleo mineral, 3 em 3 horas por 24h e hidratação por via parenteral . PAMOATO DE PIRANTEL  Inibe a colinesterase causando a (Piranver, Combantrin) paralisia do verme (10mg/Kg em dose única). MEBENDAZOL  Age bloqueando a captação de glicose e (Pantelmin,sirben) aminoácidos – 100mg (2 x) por 3 dias

TRATAMENTO

PIPERAZINA  Nos casos de obstrução intestinal  administração

por sonda nasogástrica 100 mg/kg hexa-hidrato

de piperazina (não exceder 6g) 10 a 30 ml de óleo

mineral, 3 em 3 horas por 24h e hidratação por via

parenteral .

PAMOATO DE PIRANTEL  Inibe a colinesterase causando a

(Piranver, Combantrin) paralisia do verme (10mg/Kg em

dose única).

MEBENDAZOL  Age bloqueando a captação de glicose e

(Pantelmin,sirben) aminoácidos – 100mg (2 x) por 3 dias

ASCARIDÍASE MEBENDAZOL MODO DE AÇÃO  Inibição seletiva da assimilação de glicose em nematóides e cestóides, determinando maior utilização de glicogênio pelo parasita; assim, os parasitas ficam privados de sua principal fonte de energia. Sob ação da droga, o parasito permanece imobilizado e o desenvolvimento larvário é interrompido in vitro .

MEBENDAZOL

MODO DE AÇÃO  Inibição seletiva da assimilação de

glicose em nematóides e cestóides, determinando maior

utilização de glicogênio pelo parasita; assim, os parasitas

ficam privados de sua principal fonte de energia. Sob

ação da droga, o parasito permanece imobilizado e o

desenvolvimento larvário é interrompido in vitro .

ASCARIDÍASE MEBENDAZOL  O Mebendazol é ativo contra nematóides e empregado principalmente para tratamento de tricuríase, ascaríase, ancilostomíase e estrongiloi- díase. É pouco absorvido no trato gastrointestinal, de modo que é muito eficaz em casos de helmintoses intestinais.

MEBENDAZOL

 O Mebendazol é ativo contra nematóides e

empregado principalmente para tratamento de

tricuríase, ascaríase, ancilostomíase e estrongiloi-

díase. É pouco absorvido no trato gastrointestinal,

de modo que é muito eficaz em casos de

helmintoses intestinais.

ASCARIDÍASE ALBENDAZOL  400 mg (larvicida) dose única. (Zentel) IVERMECTINA  200 μ g/Kg em dose única; 100% de cura (Revectina) (droga nova)

ALBENDAZOL  400 mg (larvicida) dose única.

(Zentel)

IVERMECTINA  200 μ g/Kg em dose única; 100% de cura

(Revectina) (droga nova)

ASCARIDÍASE PROFILAXIA Melhoria das condições de saneamento básico Construção de fossas sépticas Educação sanitária Lavar as mãos antes de tocar os alimentos Tratamento das pessoas parasitadas Proteção dos alimentos contra insetos.

PROFILAXIA

Melhoria das condições de saneamento

básico

Construção de fossas sépticas

Educação sanitária

Lavar as mãos antes de tocar os alimentos

Tratamento das pessoas parasitadas

Proteção dos alimentos contra insetos.

Trichuris trichiura

TRICURÍASE CLASSIFICAÇÃO : Classe  Nematoda Ordem  Trichuroidea Família  Trichuridae Gênero  Trichuris Espécie  Trichuris trichiura

CLASSIFICAÇÃO :

Classe  Nematoda

Ordem  Trichuroidea

Família  Trichuridae

Gênero  Trichuris

Espécie  Trichuris trichiura

TRICURÍASE TRICURÍASE OU TRICOCEFALOSE OU TRICUROSE . É o parasitismo desenvolvido no homem pelo Trichuris trichiura ou Trichocephalus trichiurus

TRICURÍASE MORFOLOGIA  Possui a parte anterior afilada, quase 2/3 maior que a posterior, dando um aspecto de chicote, de cor esbranquiçada ou rósea.  MACHO  Mede cerca de 3 cm; 1 testículo, canal deferente e canal ejaculador. FÊMEA  Mede cerca de 4 cm. Ovário, oviduto, útero e vagina. OVO  Mede cerca de 50 μ m X 22 μ m cor castanha, casca formada por uma camada vitelínea externa, uma quitinosa intermediária e uma lipídica interna. Tem forma de barril.

MORFOLOGIA  Possui a parte anterior afilada, quase

2/3 maior que a posterior, dando um aspecto de chicote, de cor

esbranquiçada ou rósea.

 MACHO  Mede cerca de 3 cm; 1 testículo, canal deferente e canal

ejaculador.

FÊMEA  Mede cerca de 4 cm. Ovário, oviduto, útero e vagina.

OVO  Mede cerca de 50 μ m X 22 μ m cor castanha, casca

formada por uma camada vitelínea externa, uma quitinosa

intermediária e uma lipídica interna. Tem forma de barril.

 

TRICURÍASE HÁBITAT  Vermes adultos vivem no intestino grosso Poucos vermes (ceco e colo ascendente) Muitos vermes (colo descendente, reto e até no íleo) Longevidade: mais de 5 anos.

HÁBITAT

 Vermes adultos vivem no intestino

grosso

Poucos vermes (ceco e colo ascendente)

Muitos vermes (colo descendente, reto e

até no íleo)

Longevidade: mais de 5 anos.

TRICURÍASE TRANSMISSÃO  Ingestão de ovos maduros  CICLO EVOLUTIVO  Tipo monoxênico OVIPOSIÇÃO  Alcança o número de 7.000 ovos por dia por fêmea.

TRANSMISSÃO  Ingestão de ovos

maduros

 CICLO EVOLUTIVO  Tipo monoxênico

OVIPOSIÇÃO  Alcança o número de

7.000 ovos por dia por fêmea.

 

TRICURÍASE PATOLOGIA E SINTOMATOLOGIA  Maioria dos casos  assintomáticos  Ocorre um processo irritativo das terminações nervosas locais, estimulando o aumento do peristaltismo e dificultando a reabsorção de líquidos no nível de todo o intestino grosso.  Infecções moderadas  colite associada à tricuríase. Dores abdominais, disenteria crônica, sangue e muco nas fezes  Infecções intensas e crônicas (Principalmente em crianças) Distúrbius locais  Dor abdominal, disenteria, sangramento, tenesmo e prolapso retal.  Alterações sistêmicas  Perda de apetite, vômito, eosinofilia, anemia, má nutrição e retardamento do desenvolvimento.

PATOLOGIA E SINTOMATOLOGIA

 Maioria dos casos  assintomáticos

 Ocorre um processo irritativo das terminações nervosas locais,

estimulando o aumento do peristaltismo e dificultando a

reabsorção de líquidos no nível de todo o intestino grosso.

 Infecções moderadas  colite associada à tricuríase.

Dores abdominais, disenteria crônica, sangue e muco nas fezes

 Infecções intensas e crônicas (Principalmente em crianças)

Distúrbius locais  Dor abdominal, disenteria, sangramento,

tenesmo e prolapso retal.

 Alterações sistêmicas  Perda de apetite, vômito, eosinofilia,

anemia, má nutrição e retardamento

do desenvolvimento.

 

TRICURÍASE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Detecção de ovos na matéria fecal  Exame de fezes EPIDEMIOLOGIA Cosmopolita; clima tropical com temperatura média elevada; umidade ambiente elevada; dispersão de ovos através de chuvas, vento, moscas e baratas. Ovos mais sensíveis à dessecação e insolação do que os de Ascaris lumbricoides . As crianças são as mais acometidas. Maior prevalência onde há falta de serviços de esgoto e água tratada.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Detecção de ovos na matéria fecal  Exame de fezes

EPIDEMIOLOGIA

Cosmopolita; clima tropical com temperatura média elevada; umidade ambiente elevada; dispersão de ovos através de chuvas, vento, moscas e baratas.

Ovos mais sensíveis à dessecação e insolação do que os de Ascaris lumbricoides .

As crianças são as mais acometidas.

Maior prevalência onde há falta de serviços de esgoto e água tratada.

TRICURÍASE TRATAMENTO  Medendazol  Age bloqueando a captação de glicose e (Pantelmin, sirbem) aminoácidos  100mg (2X) por 3 dias.  Albendazol  Larvicida  400 mg (dose única) (Zentel)

TRATAMENTO

 Medendazol  Age bloqueando a captação de glicose e

(Pantelmin, sirbem) aminoácidos  100mg (2X) por 3 dias.

 Albendazol  Larvicida  400 mg (dose única)

(Zentel)

TRICURÍASE PROFILAXIA  Educação sanitária  Construção de fossas sépticas  Lavar as maõs antes de tocar os alimentos  Tratamento das pessoas parasitadas  Proteção dos alimentos contra moscas e baratas.

PROFILAXIA

 Educação sanitária

 Construção de fossas sépticas

 Lavar as maõs antes de tocar os alimentos

 Tratamento das pessoas parasitadas

 Proteção dos alimentos contra moscas e baratas.

Enterobius vermicularis

A enterobíase, enterobiose ou oxiurose, é a verminose intestinal devido ao Enterobius vermicularis . Mais conhecido popularmente como oxiúrus. A infecção costuma ser benígna, mas incômoda, pelo intenso prurido anal que produz e por suas complicações, sobretudo em crianças.

A enterobíase, enterobiose ou oxiurose,

é a verminose intestinal devido ao

Enterobius vermicularis . Mais conhecido

popularmente como oxiúrus. A infecção

costuma ser benígna, mas incômoda,

pelo intenso prurido anal que produz e

por suas complicações, sobretudo em

crianças.

Enterobius vermicularis CLASSIFICAÇÃO : Classe  Nematoda Ordem  Oxyurida Família  Oxyuridae Gênero  Enterobius Espécie  Enterobius vermicularis

CLASSIFICAÇÃO :

Classe  Nematoda

Ordem  Oxyurida

Família  Oxyuridae

Gênero  Enterobius

Espécie  Enterobius vermicularis

Enterobius vermiculares MORFOLOGIA MACHO  Mede cerca de 5 mm X 0,2 mm com espículo presente FÊMEA  Mede cerca de 1 cm X 0,4 mm OVO  Mede cerca de 50 μ m X 20 μ m, aspecto de “D”, membrana dupla lisa e transpa- rente. Larva formada .

 

Enterobius vermiculares HÁBITAT  Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas repletas de ovos, são encontradas na região perianal. Em mulheres, às vêzes pode-se encontrar  vagina, útero e bexiga.  CICLO BIOLÓGICO  Tipo monoxênico

HÁBITAT

 Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas

repletas de ovos, são encontradas na região perianal.

Em mulheres, às vêzes pode-se encontrar  vagina,

útero e bexiga.

 CICLO BIOLÓGICO

 Tipo monoxênico

 

Enterobius vermicularis TRANSMISSÃO  Heteroinfecção  Auto-infecção externa (oral) ou direta  Auto-infecção interna (retal)  Auto infecção externa,anal ou retroinfecção.

TRANSMISSÃO

 Heteroinfecção

 Auto-infecção externa (oral) ou direta

 Auto-infecção interna (retal)

 Auto infecção externa,anal ou

retroinfecção.

Enterobius vermicularis PATOGENIA  Na maioria dos casos assintomático.  Prurido anal (noturno  Perda de sono e nervosismo)  Enterite catarral  Presença nos órgãos genitais femininos  vaginite, ovarite e salpingite.

PATOGENIA

 Na maioria dos casos assintomático.

 Prurido anal (noturno  Perda de sono e nervosismo)

 Enterite catarral

 Presença nos órgãos genitais femininos  vaginite,

ovarite e salpingite.

Enterobius vermicularis DIAGNÓSTICO CLÍNICO  Prurido anal noturno DIAGNÓSTICO LABORATORIAL  Exame de fezes e swab anal

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

 Prurido anal noturno

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

 Exame de fezes e swab anal

                                                              Enterobius vermicularis - fêmea.                                                                                              Enterobius vermiculares (ovo

 

Enterobius vermicularis EPIDEMIOLOGIA  Parasito de ambientes domésticos e coletivos fechados. Fatores responsáveis:  Somente a espécie humana alberga o parasito;  Fêmeas eliminam ovos na região perianal;  Ovos em poucas horas se tormam infectantes;  Ovos resistem até 3 semanas em ambientes domésticos;  Hábito de se sacudir roupas de cama.

EPIDEMIOLOGIA

 Parasito de ambientes domésticos e coletivos

fechados. Fatores responsáveis:

 Somente a espécie humana alberga o parasito;

 Fêmeas eliminam ovos na região perianal;

 Ovos em poucas horas se tormam infectantes;

 Ovos resistem até 3 semanas em ambientes

domésticos;

 Hábito de se sacudir roupas de cama.

Enterobius vermicularis PROFILAXIA  Tratamento de todas as pessoas parasitadas  Corte rente das unhas  Roupa de dormir e de cama não devem ser sacudidas e sim enroladas e lavadas em água fervente

PROFILAXIA

 Tratamento de todas as pessoas parasitadas

 Corte rente das unhas

 Roupa de dormir e de cama não devem ser

sacudidas e sim enroladas e lavadas em água

fervente

Enterobius vermicularis TRATAMENTO  Mesmo tratamento para o Ascaris lumbricoides  Pamoato de pirantel (Combantrim e Piranver)  Mebendazol (Pantelmim, Panfugan, Sirbem)  Albendazole ( Zentel)  Ivermectina (Revectina)

TRATAMENTO  Mesmo tratamento para o

Ascaris lumbricoides

 Pamoato de pirantel (Combantrim e Piranver)

 Mebendazol (Pantelmim, Panfugan, Sirbem)

 Albendazole ( Zentel)

 Ivermectina (Revectina)

Filárias Wuchereria bancrofti Onchocerca volvulus

Filárias Nematóides de vida longa. Requerem um período de desenvolvimento larvário (L 1 a L 3 ) em insetos hematófagos Portanto, não há crescimento populacional dentro do vetor A picada do vetor inicia a nova infecção humana.

Nematóides de vida longa.

Requerem um período de desenvolvimento larvário (L 1 a L 3 ) em insetos hematófagos

Portanto, não há crescimento populacional dentro do vetor

A picada do vetor inicia a nova infecção humana.

Filárias nem todas as espécies causam doença as filárias podem sobreviver por muitos anos em hospedeiros imunocompetentes a compreensão dos mecanismos utilizados pelo parasito são passos cruciais na pesquisa de vacinas e drogas mais eficientes.

nem todas as espécies causam doença

as filárias podem sobreviver por muitos anos em hospedeiros imunocompetentes

a compreensão dos mecanismos utilizados pelo parasito são passos cruciais na pesquisa de vacinas e drogas mais eficientes.

Filárias Wuchereria bancrofti , linfáticos, sangue, filaríase linfática Onchocerca volvulus , tecidos subcutâneos, pele, oncocercose Loa loa (DR) , tecidos subcutâneos, sangue Brugia malayi (DR), linfáticos, sangue Mansonella ozzardi (NP), cavidade pleural ou peritoneal, sangue e pele DR : distribuição restrita - NP : não patogênica

Wuchereria bancrofti , linfáticos, sangue, filaríase linfática

Onchocerca volvulus , tecidos subcutâneos, pele, oncocercose

Loa loa (DR) , tecidos subcutâneos, sangue

Brugia malayi (DR), linfáticos, sangue

Mansonella ozzardi (NP), cavidade pleural ou peritoneal, sangue e pele

Filárias tem diferentes sub-espécies ou cepas, tem espécies de vetores diferentes, tem distinta periodicidade circadiana na densidade de microfilárias no sangue desenvolvem síndromes patológicos diferentes. A maioria das espécies, dependendo da distribuição geográfica:

tem diferentes sub-espécies ou cepas,

tem espécies de vetores diferentes,

tem distinta periodicidade circadiana na densidade de microfilárias no sangue

desenvolvem síndromes patológicos diferentes.

 

Filaríase linfática Wuchereria bancrofti

Wuchereria bancrofti

120 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com filárias linfáticas 20% da população mundial está em situação de risco 90% dessas infecções são causadas por W. bancrofti Filaríase linfática Wuchereria bancrofti

120 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com filárias linfáticas

20% da população mundial está em situação de risco

90% dessas infecções são causadas por W. bancrofti

o inseto vetor Culicídeos (áreas urbanas e semi-urbanas) e anofelinos (áreas rurais) são os principais responsáveis pela transmissão Os mosquitos sugam as microfilárias com o sangue Culex fatigans Anopheles darlingi

Culicídeos (áreas urbanas e semi-urbanas) e anofelinos (áreas rurais) são os principais responsáveis pela transmissão

Os mosquitos sugam as microfilárias com o sangue

Você sabia? Que o homem é o único hospedeiro definitivo de W. bancrofti ? Que, nas Américas, C. quinquefasciatus é seu principal hospedeiro intermediário?

Que o homem é o único hospedeiro definitivo de W. bancrofti ?

Que, nas Américas, C. quinquefasciatus é seu principal hospedeiro intermediário?

ciclo de vida Dentro do mosquito apropriado, as microfilárias (L1) atravessam a parede do intestino e amadurecem dentro dos músculos torácicos, passando por dois estágios larvários, até se transformar em larvas de terceiro estágio infectantes (L3)

ciclo de vida L3 migra ativamente até o lábio do mosquito que é perfurado quando ele suga o sangue, (aparentemente pelo estímulo térmico) L3 penetra ativamente a pele através da ferida da picada

L3 migra ativamente até o lábio do mosquito

que é perfurado quando ele suga o sangue,

(aparentemente pelo estímulo térmico)

L3 penetra ativamente a pele através da ferida da picada

ciclo de vida Na pele do homem, a L3 penetra nos vasos sangüíneos e/ou linfáticos pelos quais migram até o gânglio linfático mais próximo

filaríase linfática: a doença Depois da infecção com L3, segue-se um período de ativa resposta imune contra as larvas, se elas não forem eliminadas durante esse período, podem se desenvolver as diversas patologias associadas que dependem, portanto, do número de picadas e de larvas inoculadas

Depois da infecção com L3, segue-se um período de ativa resposta imune contra as larvas,

se elas não forem eliminadas durante esse período,

podem se desenvolver as diversas patologias associadas

que dependem, portanto, do número de picadas e de larvas inoculadas

ciclo de vida No gânglio, as larvas L3 amadurecem até se tornarem vermes adultos num período que leva entre 3 meses e 1 ano a patologia está relacionada à presença dos adultos nos gânglios linfáticos, interagindo com a resposta imune do hospedeiro e as eventuais super-infecções por bactérias ou fungos

No gânglio, as larvas L3 amadurecem até se tornarem vermes adultos num período que leva entre 3 meses e 1 ano

a patologia está relacionada à presença dos adultos nos gânglios linfáticos,

interagindo com a resposta imune do hospedeiro e as eventuais super-infecções por bactérias ou fungos

Você sabia? Que os adultos podem formar novelos de até 20 vermes? e viver no gânglio entre 5 e 10 anos?

Que os adultos podem formar novelos de até 20 vermes?

e viver no gânglio entre 5 e 10 anos?

o parasito: os vermes adultos São longos e finos (fêmeas até 10 cm, machos até 4 cm) Sua presença nos gânglios linfáticos (fundamentalmente de abdômen e pélvis) é responsável pelas principais manifestações patológicas

São longos e finos (fêmeas até 10 cm, machos até 4 cm)

Sua presença nos gânglios linfáticos (fundamentalmente de abdômen e pélvis)

é responsável pelas principais manifestações patológicas

ciclo de vida Após o acasalamento, a fêmea dá a luz às microfilárias (larvas de primeiro estágio - L1) As microfilárias desempenham papel fundamental para a disseminação da doença e para o diagnóstico.

Após o acasalamento, a fêmea dá a luz às microfilárias (larvas de primeiro estágio - L1)

As microfilárias desempenham papel fundamental para a disseminação da doença e para o diagnóstico.

o parasito : as microfilárias elas se acumulam, durante o dia, na rede sangüínea pulmonar, na junção capilar de arteríolas e vênulas.

elas se acumulam, durante o dia, na rede sangüínea pulmonar,

na junção capilar de arteríolas e vênulas.

o parasito: as microfilárias podem provocar uma reação alérgica semelhante à asma: a eosinofilia pulmonar tropical com níveis séricos de IgE e IgG4 extraordinariamente elevados sobretudo em adultos primo-infectados

podem provocar uma reação alérgica semelhante à asma:

a eosinofilia pulmonar tropical

com níveis séricos de IgE e IgG4 extraordinariamente elevados

sobretudo em adultos primo-infectados

ao anoitecer as L1 começam a aparecer no sangue periférico seu número aumenta durante a noite, horário de maior atividade do mosquito vetor o parasito : as microfilárias

ao anoitecer as L1 começam a aparecer no sangue periférico

seu número aumenta durante a noite,

horário de maior atividade do mosquito vetor

o parasito: as microfilárias A tensão diferençal de oxigênio ( P O 2 ) entre a arteríola e a vênula dá o sinal para a migração das larvas Quando a P O 2 está acima de 55 mmHg, as larvas se acumulam no pulmão. Quando a P O 2 desce para 47 mmHg, elas migram para a circulação periférica.

A tensão diferençal de oxigênio ( P O 2 ) entre a arteríola e a vênula dá o sinal para a migração das larvas

Quando a P O 2 está acima de 55 mmHg, as larvas se acumulam no pulmão.

Quando a P O 2 desce para 47 mmHg, elas migram para a circulação periférica.

Você sabia? Que a periodicidade de W. bancrofti (noturna) pode ser mudada para diurna se o indivíduo muda seu ritmo de sono-vigília?

adultos primo-infectados apresentam linfangites, linfadenites, dor genital (pela inflamação dos linfáticos associados) além de urticárias e outras manifestações alérgicas, inclusive eosinofilia. o ultrasom dos linfáticos (escrotais no homem e mamários na mulher) pode mostrar o aumento de tamanho dos gânglios e o movimento dos vermes filaríase linfática: a doença

adultos primo-infectados apresentam linfangites, linfadenites, dor genital (pela inflamação dos linfáticos associados)

além de urticárias e outras manifestações alérgicas, inclusive eosinofilia.

o ultrasom dos linfáticos (escrotais no homem e mamários na mulher) pode mostrar o aumento de tamanho dos gânglios e o movimento dos vermes

filaríase linfática: a doença A alteração mais importante é produzida pelo dano aos vasos linfáticos, É mediada pela resposta do sistema imune aos vermes Estas agressões provocam linfangites que, quando repetidas, levam à fibrose e calcificação do tecido

A alteração mais importante é produzida pelo dano aos vasos linfáticos,

É mediada pela resposta do sistema imune aos vermes

Estas agressões provocam linfangites que, quando repetidas, levam à fibrose e calcificação do tecido

filaríase linfática: a doença Na fase obstrutiva, final a linfangite provoca varizes , lesões genitais: hidrocele o linfedema crônico provoca: infiltração fibrosa engrossamento da pele: a elefantíase

Na fase obstrutiva, final

a linfangite provoca varizes ,

lesões genitais: hidrocele

o linfedema crônico provoca:

infiltração fibrosa

engrossamento da pele:

a elefantíase

filaríase linfática: a doença As deformidades incapacitantes são, em geral, unilaterais freqüentemente elas requerem cirurgia para remover os tecidos fibrosos e calcificados.

As deformidades incapacitantes são, em geral, unilaterais

freqüentemente elas requerem cirurgia para remover os tecidos fibrosos e calcificados.

 

oncocercose ou cegueira dos rios Onchocerca volvulus

Onchocerca volvulus

oncocercose ou cegueira dos rios Onchocerca volvulus É a segunda causa de cegueira no mundo. Afeta mais de 18 milhões de pessoas (99% em África). 120 milhões em situação de risco (96% em áfrica)

É a segunda causa de cegueira no mundo.

Afeta mais de 18 milhões de pessoas (99% em África).

120 milhões em situação de risco (96% em áfrica)

o inseto vetor: o habitat A oncocercose, e a cegueira que ela pode provocar, estão associadas a rios de águas limpas e rápidas: “cegueira dos rios”

A oncocercose, e a cegueira que ela pode provocar, estão associadas a rios de águas limpas e rápidas: “cegueira dos rios”

as larvas infectantes são transmitidas pela picada de moscas do gênero Simulium Simulídeos (borrachudos) se desenvolvem em água bem oxigenada suas larvas têm um estágio aquático obrigatório durante o qual requerem alta tensão de O 2 o inseto vetor

as larvas infectantes são transmitidas pela picada de moscas do gênero Simulium

Simulídeos (borrachudos) se desenvolvem em água bem oxigenada

suas larvas têm um estágio aquático obrigatório durante o qual requerem alta tensão de O 2

ciclo de vida as larva infectantes penetram através da ferida da picada do inseto hospedeiro elas “andam” pelo tecido subcutâneo, onde formam nódulos encapsulados dentro dos nódulos, elas amadurecem em aproximadamente um ano

as larva infectantes penetram através da ferida da picada do inseto hospedeiro

elas “andam” pelo tecido subcutâneo, onde formam nódulos encapsulados

ciclo de vida os parasitos adultos são filiformes, com acentuado dimorfismo sexual as fêmeas medem entre 30 e 50 cm, e os machos entre 2 e 4 cm eles podem viver até 14 anos no hospedeiro humano

os nódulos fibrosos subcutâneos onde vivem os parasitos adultos podem formar tumores visíveis: os oncocercomas estes nódulos, principalmente os da cabeça, devem ser removidos cirurgicamente patologia

ciclo de vida depois do acasalamento, a fêmea dá a luz as microfilárias cada fêmea produz entre 1.000 e 3.000 larvas (microfilárias) por dia as larvas podem ser encontradas na pele, a qualquer hora.

depois do acasalamento, a fêmea dá a luz as microfilárias

cada fêmea produz entre 1.000 e 3.000 larvas (microfilárias) por dia

as larvas podem ser encontradas na pele, a qualquer hora.

ciclo de vida as microfilárias podem ser encontradas no líquido dentro dos nódulos e nas camadas da pele, se disseminando em forma centrífuga da área onde estão os adultos em infecções massivas, as microfilárias podem ser encontradas no sangue

as microfilárias podem ser encontradas no líquido dentro dos nódulos e nas camadas da pele,

se disseminando em forma centrífuga da área onde estão os adultos

em infecções massivas, as microfilárias podem ser encontradas no sangue

ciclo de vida as microfilárias infectam o inseto vetor quando ele se alimenta amadurecem nos músculos do inseto passando por três estágios larvários em aproximadamente 10 dias

as microfilárias infectam o inseto vetor quando ele se alimenta

amadurecem nos músculos do inseto

passando por três estágios larvários

em aproximadamente 10 dias

as microfilárias causam erupções e urticárias que provocam intensa coceira e despigmentação da pele , fibrose com hiperqueratose atrofia epitelial e de glândulas da pele: a oncodermatite oncocercose: a doença

as microfilárias causam erupções e urticárias que provocam intensa coceira e despigmentação da pele ,

fibrose com hiperqueratose

atrofia epitelial e de glândulas da pele:

a oncodermatite

oncocercose: a doença as microfilárias podem entrar no olho através das paredes vasculares ou nervosas a morte destas larvas provoca uma reação inflamatória com opacificação da córnea e cegueira progressiva

oncocercose: a doença as microfilárias podem causar inflamação dos gânglios linfáticos da pele junto com a perda da elasticidade da pele, leva à protrusão dos gânglios, especialmente na região do escroto os casos severos são conhecidos como elefantíase minor TODOS ESTES SINTOMAS APARECEM APÓS 1 A 3 ANOS APÓS A INFECÇÃO

as microfilárias podem causar inflamação dos gânglios linfáticos da pele

junto com a perda da elasticidade da pele, leva à protrusão dos gânglios, especialmente na região do escroto

os casos severos são conhecidos como elefantíase minor

TODOS ESTES SINTOMAS APARECEM APÓS 1 A 3 ANOS APÓS A INFECÇÃO

 

filaríases diagnóstico

diagnóstico

filaríases: o diagnóstico parasitológico : W.b .: sangue deve ser colhido entre 22:00 e 02:00 h da noite; O.v .: amostras podem ser tomadas a qualquer hora gota espessa, câmara de contagem, filtração em membranas pesquisa de antígeno circulante (W. bancrofti) sangue pode ser colhido a qualquer hora útil pelas variações que pode ter a microfilaremia

parasitológico :

W.b .: sangue deve ser colhido entre 22:00 e 02:00 h da noite;

O.v .: amostras podem ser tomadas a qualquer hora

gota espessa,

câmara de contagem,

filtração em membranas

pesquisa de antígeno circulante (W. bancrofti)

sangue pode ser colhido a qualquer hora

útil pelas variações que pode ter a microfilaremia

filaríases: o diagnóstico diagnóstico molecular (W. bancrofti) PCR, útil pelas variações que apresenta a microfilaremia identificação de adultos em nódulos de pele (O. volvulus) exame oftalmológico com lâmpada de fenda (O. volvulus) teste cutâneo e detecção de anticorpos circulantes : inespecíficos, não distinguem entre infecções presentes e passadas

diagnóstico molecular (W. bancrofti)

PCR, útil pelas variações que apresenta a microfilaremia

identificação de adultos em nódulos de pele (O. volvulus)

exame oftalmológico com lâmpada de fenda (O. volvulus)

teste cutâneo e detecção de anticorpos circulantes :

inespecíficos, não distinguem entre infecções presentes e passadas

filaríases tratamento

tratamento

Diethylcarbamazina (DEC) (Heterazan, Banocide, Notezine) mais utilizada como microfilaricida, se acredita que atua sensibilizando as larvas para serem fagocitadas efetiva na eosinofilia pulmonar tropical

(Heterazan, Banocide, Notezine)

mais utilizada como microfilaricida,

se acredita que atua sensibilizando as larvas para serem fagocitadas

efetiva na eosinofilia pulmonar tropical

Diethylcarbamazina (DEC) doses anuais no sal de cozinha propiciaram a eliminação da filaríase linfática no Japão, Taiwan, Coréia do Sul e China. não pode ser empregada indiscriminadamente em regiões endêmicas de oncocercose já que, em casos de infecções massivas, pode produzir ceratite e cegueira

doses anuais no sal de cozinha propiciaram a eliminação da filaríase linfática no Japão, Taiwan, Coréia do Sul e China.

não pode ser empregada indiscriminadamente em regiões endêmicas de oncocercose

já que, em casos de infecções massivas, pode produzir ceratite e cegueira

Ivermectin Mectizan (22,23-dihydroavermectin B1) Mecanismo de ação envolve ativação das vias do GABA (ácido  -aminobutírico) e ação sobre a permeabilidade de canais de cloro

Mectizan (22,23-dihydroavermectin B1)

Mecanismo de ação envolve ativação das vias do GABA (ácido  -aminobutírico) e

ação sobre a permeabilidade de canais de cloro

Ivermectin Não tem efeito macrofilaricida mas é um microfilaricida efetivo para quase todas as espécies de filárias quase sem efeitos colaterais dose única de administração oral (anual)

Não tem efeito macrofilaricida

mas é um microfilaricida efetivo para quase todas as espécies de filárias

quase sem efeitos colaterais

dose única de administração oral (anual)

Mebendazole Mebendazole para o desenvolvimento dos embriões de Onchocerca Quando aplicado em conjunto com Levamisole, os efeitos microfilaricida e embriostático são potenciados. O efeito é lento e pode demorar até seis meses. Em doses baixas, quase não apresenta efeitos colaterais

Mebendazole para o desenvolvimento dos embriões de Onchocerca

Quando aplicado em conjunto com Levamisole, os efeitos microfilaricida e embriostático são potenciados.

O efeito é lento e pode demorar até seis meses.

Em doses baixas, quase não apresenta efeitos colaterais

Levamisole Levamisole interfere no metabolismo de carboidratos dos nematóides Inibe a produção da succinato deshidrogenase, provocando paralisia muscular nos vermes. Também atua como imunoestimulante não-humoral em indivíduos imunodeprimidos. O mecanismo da estimulação é desconhecido.

Levamisole interfere no metabolismo de carboidratos dos nematóides

Inibe a produção da succinato deshidrogenase, provocando paralisia muscular nos vermes.

Também atua como imunoestimulante não-humoral em indivíduos imunodeprimidos.

O mecanismo da estimulação é desconhecido.

Novos alvos de drogas? Filárias patogênicas carregam um simbionte pertencente a um complexo de bactérias simbiontes de insetos vetores: Wolbachia W. bancrofti O. volvulus Imunomarcação

Filárias patogênicas carregam um simbionte pertencente a um complexo de bactérias simbiontes de insetos vetores: Wolbachia

Ao igual que nos insetos, a bactéria é capaz de mudar o desenvolvimento e a reprodução da filária. O tratamento de camundongos infectados com tetraciclinas provoca um bloqueio no estabelecimento e crescimento dos vermes e torna inférteis às fêmeas, provocando a degeneração dos ovários. Se o tratamento é iniciado depois do desenvolvimento das L3, a eliminação das bactérias reduz a fertilidade das fêmeas e as microfilárias circulantes em mais de 90%. Em contraste, tetraciclinas não têm efeito sobre camundongos infectados com filárias não patogênicas. Novos alvos de drogas?

Ao igual que nos insetos, a bactéria é capaz de mudar o desenvolvimento e a reprodução da filária.

O tratamento de camundongos infectados com tetraciclinas provoca um bloqueio no estabelecimento e crescimento dos vermes e torna inférteis às fêmeas, provocando a degeneração dos ovários.

Se o tratamento é iniciado depois do desenvolvimento das L3, a eliminação das bactérias reduz a fertilidade das fêmeas e as microfilárias circulantes em mais de 90%.

Em contraste, tetraciclinas não têm efeito sobre camundongos infectados com filárias não patogênicas.

O. volvulus: Profilaxia A combinação de larvicidas e ivermectina tem logrado, nos 7 primeiros paises participantes da OPC (Onchocerciasis Control Program), a eliminação da doença Além disto, 30 milhões de pessoas estão protegidos contra novas infecções, 100 000 tem sido prevenidos de ficar cegos e 1.25 milhões têm-se curado dd infecção.

A combinação de larvicidas e ivermectina tem logrado, nos 7 primeiros paises participantes da OPC (Onchocerciasis Control Program), a eliminação da doença

Além disto, 30 milhões de pessoas estão protegidos contra novas infecções, 100 000 tem sido prevenidos de ficar cegos e 1.25 milhões têm-se curado dd infecção.

Leituras recomendadas Parasitologia - Rey, L. Segunda edição, capítulos - 50 e 51. http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/Filariasis.htm http://www.filariasis.org/disease . shtml http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html http://www.who.int/ocp/ Parasitol Today 1999 Nov;15(11):437-42, Wolbachia bacteria of filarial nematodes , Taylor MJ, Hoerauf A.

Parasitologia - Rey, L. Segunda edição, capítulos - 50 e 51.

http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/Filariasis.htm

http://www.filariasis.org/disease . shtml

http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html

http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html

http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html

http://www.who.int/ocp/

Parasitol Today 1999 Nov;15(11):437-42, Wolbachia bacteria of filarial nematodes , Taylor MJ, Hoerauf A.

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