AS RESSONANCIAS DA MENSAGEM DO GRAAL II - ABDRUSCHIN

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Information about AS RESSONANCIAS DA MENSAGEM DO GRAAL II - ABDRUSCHIN

Published on May 15, 2016

Author: FFSantos-RDP

Source: slideshare.net

1. 1. A Palavra Sagrada Sagrada é a Palavra! Tão sagrada, que eu sinto vontade de retirá-la da humanidade terrena, porque lhe falta toda a noção, sim, até mesmo um pressentimento da grandeza dessa Palavra! Sinto-me impelido a ocultar a Palavra, de modo a protegê-la, para que jamais entre em contato com a presunção injuriosa ou com a indiferença dessas almas humanas que, em sua preguiça espiritual, se tornaram tão incrivelmente restritas e, assim, desprovidas de saber. Que sabem elas ainda a respeito da santidade! Da santidade de Deus e também de Sua Palavra! É deplorável! Poderia-se desesperar e desanimar diante desse reconhecer. Sinto-me impelido a escolher apenas alguns dentre todos os seres humanos, dez ou vinte apenas, aos quais continuaria anunciando ainda a Palavra, embora esses poucos, também, não chegariam à noção da verdadeira santidade e, dessa maneira, nem mesmo a uma sintonização correta com a grandeza e o valor de minha Palavra! Dar a Palavra Sagrada a estes seres humanos é para mim o mais difícil que tenho que cumprir. O que isso significa, o que jaz nestas palavras, isso vós novamente não podeis abranger! Assim encontro-me perante vós, ciente de que também os melhores dentre vós aqui na Terra jamais me compreenderão acertadamente, nem assimilarão a décima parte do que lhes é dado com minha Palavra. Vós a ouvis e a tendes em mãos, contudo não utilizais seu valor para vós! Vejo como passam despercebidos os altos valores e indizíveis forças, enquanto, por outro lado, vos utilizais de coisas que, em relação à Palavra em vosso poder, não podem ser consideradas nem como o mais ínfimo grão de pó. Com esse saber encontro-me diante de vós. Cada vez resistindo espiritualmente, dou-vos acesso às elevadas solenidades do Graal, cujo significado, cuja severidade e força mais pura, porém, vós nunca compreendereis. Muitos nem mesmo se esforçam sinceramente para ao menos imaginar o sentido de modo certo! Além disso, os elevados atos do Selamento e da Santa Ceia! O Selamento! Vós vos jogaríeis tremendo no chão, se pudésseis reconhecer, ver conscientemente uma ínfima parte da incomensurável vivacidade nesses atos! Bem que nisso um intuir desconhecido, bem-aventurado comove alguma alma humana, que deixa pressentir a força da Luz vinda da

2. proximidade de Deus. No entanto, rapidamente tudo isso se apaga novamente com a afluência das pequenas preocupações cotidianas, alegrias cotidianas e prazeres. Somente quando a alma humana penetrar no reino da matéria fina então é que vai, aos poucos, adquirindo um novo reconhecimento de tudo aquilo que pôde co-vivenciar aqui na Terra. Apesar de que isso seja também apenas uma sombra da pujante grandeza do verdadeiro acontecimento, é suficiente para abalar do modo mais profundo cada alma humana! Mal pode crer que lhe foi permitido vivenciar tudo aquilo, tal é a graça de Deus que aí se manifesta a ela. Preenchida disso, ela gostaria de sacudir, abalar esses seres humanos terrenos, a fim de que rompam sua superficialidade e se esforcem para intuir, já agora, essas graças, mais intensamente do que até então. Inútil esforço, porém! O ser humano terreno, por si próprio, tornou- se embotado demais para isso. Tornou-se incapaz por haver envidado os mais assíduos esforços em seus caminhos falsos. Cada alma, despertada no reino da matéria fina, afasta-se por isso novamente, com o coração a sangrar e com profundos remorsos, sabendo que ela própria não foi diferente aqui na Terra, e por certo também não poderá esperar mais dos que ainda se encontram aqui na Terra. Assim também tudo agora se opõe em mim, ao pensar que tenho de deixar divulgar esta sagrada Mensagem através de meus discípulos, pois eu sei que nem um único entre os seres humanos jamais saberá realmente o que recebe com isso, quão imensa e elevada graça de Deus reside no fato de lhes ser permitido ouvir essa Mensagem! A essa ignorância, a essa indiferença, a esse querer saber melhor de tais seres humanos, devo mandar oferecer algo que, em pureza, vem dos degraus do trono de Deus! Custa-me uma luta, custa-me grande esforço! A cada hora novamente! Uma coisa, porém, me consola nisso! É satisfação em cada escárnio, cada zombaria, cada observação depreciativa ou cada sinal de impassibilidade indolente dos seres humanos: o meu saber que cada um desses seres humanos, pelo seu atuar e pensar, se julga na Palavra, cuja grandeza ele não quer ver, pela qual ainda passa desatento. Me é consolo saber, que o ser humano com cada palavra que pronuncia sobre a minha Mensagem, se dá, ele próprio, a sua sentença, que traz em si destruição ou vida para ele!

3. Este saber me deixa suportar tudo, superar tudo! Nenhuma alma poderá agora fugir dele. Como tal espada julgadora lanço agora a Palavra para vós nos cumprimentos do Juízo Final! Isso faz a tristeza se desprender de mim! Que os seres humanos a repudiem, o quanto quiserem, eles se ferem somente a si próprios, que escarneiem, zombem ou meneiem a cabeça... tudo atingirá eles próprios na mais rápida reciprocidade! Anos se passaram, quando pela primeira vez senti horror, ao observar os espíritos humanos e ver a minha conclusão sobre o destino que lhes está reservado de acordo com a lei primordial da Criação. Senti horror, porque vi que era impossível auxiliar os seres humanos ainda de outra forma, a não ser mostrando-lhes aquele caminho que eles têm de seguir, para escaparem à destruição. Isso deixou-me indizivelmente triste, pois do atual estado da humanidade só poderá resultar um fim: A certeza de que a maior parte de toda a humanidade terá de perecer incondicionalmente, enquanto lhe for deixada a livre resolução para cada decisão! O livre-arbítrio da resolução, porém, segundo as leis da Criação, nunca poderá ser retirado do espírito humano! Isso reside na espécie do espírito! E por causa disso, isto é, por si próprias, as grandes massas então sucumbirão no presente Juízo! Cada resolução individual do ser humano traça-lhe os caminhos que terá de percorrer na Criação e também aqui na Terra. As pequenas coisas da sua profissão e da necessária vida cotidiana constituem nisso apenas coisas secundárias, que resultam muitas vezes ainda de conclusões de remotas resoluções voluntárias. Contudo, somente a resolução é livre para um espírito humano! Com essa resolução, começa a atuar a alavanca automática que provoca a efetivação das leis de Deus na Criação, de acordo com a espécie da resolução! Assim é o livre-arbítrio de que dispõe o espírito humano! Ele reside somente na liberdade incondicional da resolução. A resolução espiritual, porém, desencadeia imediatamente na Criação uma até então misteriosa e automática atuação que, sem que o espírito humano saiba, desenvolve ainda mais a espécie do querer inerente à resolução, até a maturação, levando com isso a um resgate final, que algum dia subitamente se apresenta, de acordo com a força da resolução primitiva e a nutrição que tal espécie ainda recebeu através da espécie igual durante o seu percurso na Criação.

4. O ser humano tem então de arcar com os efeitos de cada uma de suas resoluções. Isso ele não poderá e não deverá sentir como injusto, pois no derradeiro efeito encontra-se sempre apenas o que estava inserido na resolução. Contudo, no efeito final é atingido sempre exclusivamente o autor da resolução, ainda que essa tenha sido destinada a outrem. Muitas vezes, por ocasião de um efeito final, a resolução original já fora esquecida há muito tempo pelo seu autor; seu querer e suas resoluções nessa época poderão ser talvez já completamente diferentes, até mesmo contrárias às primitivas, mas as conseqüências das resoluções de outrora, mesmo sem o seu conhecimento, seguem imutavelmente seu curso automático até o fim, de acordo com a lei. O ser humano encontra-se sempre no meio das conseqüências de todas as suas resoluções, muitas das quais ele nem mais conhece e nas quais não mais pensa; sente então, por essa razão, freqüentemente como injustiça, quando uma ou outra coisa, inesperadamente, o atinge como derradeiro efeito. Quanto a isso, porém, pode ficar tranqüilo. Nada o atingirá, senão aquilo para o que ele mesmo, um dia, tenha dado o motivo; aquilo que ele mesmo, alguma vez, por qualquer resolução, tenha criado, literalmente; portanto, que tenha “posto” na Criação para efetivar-se de acordo com as leis! Seja isso através do pensar, falar ou atuar! Para tanto, ele movimentou a alavanca. Para tudo é necessário, originalmente, o seu querer, e cada querer é uma resolução! Entretanto, por desconhecimento das leis da Criação, os seres humanos sempre gritam com relação à injustiça e perguntam onde estaria o tão afamado livre-arbítrio do ser humano! Eruditos escrevem e falam sobre isso, enquanto, na realidade, tudo é tão simples! Em qualquer hipótese, um livre-arbítrio só pode existir na capacidade de livre resolução, nunca diferentemente. E esta é e sempre será mantida ao espírito humano na Criação para o seu caminho. Com isso ele sempre se esquece de um fato importante ou o omite: que apesar de tudo ele é e permanecerá somente uma criatura, um fruto desta Criação posterior, que surgiu de suas leis eternas e imutáveis e por isso também jamais poderá desviar-se dessas leis ou desprezá-las! Elas se efetivam, queira ou não queira, goste ou não goste. Nisso ele é um nada, é como uma criança que, passeando sozinha, pode enveredar por seus caminhos, de acordo com a sua vontade, ficando, porém, depois, sujeita à espécie do caminho, não importando se é fácil ou difícil de percorrer, se conduz a um alvo belo ou a um abismo.

5. Com cada nova resolução de uma pessoa surge, portanto, um novo caminho e, com isso, um novo fio no tapete do seu destino. Os caminhos velhos, porém, que até então ainda não foram solvidos, continuam, apesar disso, à frente dos mais novos, até que sejam completamente percorridos. Estes, portanto, com um novo caminho, ainda não estão cortados, mas sim têm de ser vivenciados e percorridos até o fim. Aí cruzam-se também, às vezes, velhos com novos caminhos, resultando, com isso, novos rumos. Tudo isso o ser humano terá de desamarrar pela vivência e aí se admira muitas vezes de como lhe pode advir isto ou aquilo, porque não ficou consciente de suas resoluções anteriores, ficando, no entanto, sujeito às respectivas conseqüências, até que tenham se exaurido e, com isso, “extinguido”! Não é possível eliminá-las do mundo por outra forma, a não ser pelo próprio gerador. Ele não poderá se desviar delas, uma vez que permanecem firmemente ancoradas nele até a completa liquidação. É necessário, pois, que todas as conseqüências de cada uma das resoluções alcancem sua liquidação até o fim: só então desprendem-se de seu gerador, deixando de existir. Mas se os fios de novas e boas resoluções cruzarem com outros ainda pendentes, de antigas e más resoluções, os efeitos dessas conseqüências antigas e más serão, pelo cruzamento com as novas e boas, correspondentemente enfraquecidos e poderão até, caso essas novas e boas resoluções sejam muito fortes, ser completamente dissolvidos, de forma que as conseqüências más sejam apenas simbolicamente resgatadas na matéria grosseira. Também isto está totalmente de acordo com a lei, segundo a vontade de Deus na Criação. Tudo atua vivamente na Criação, sem que o ser humano jamais consiga alterar algo nisso, pois é uma atuação em redor e por cima dele. Dessa forma ele se encontra dentro e sob a lei da Criação. Em minha Mensagem encontrareis o caminho para chegar, com segurança, às alturas luminosas, através do labirinto das conseqüências de vossas resoluções! Um grave obstáculo, contudo, se vos antepõe no caminho! É o obstáculo que me infundiu o horror: eis por que vós próprios tendes de realizar tudo isso, cada um sozinho, por si próprio.

6. Essa condição reside na conformidade da lei de vosso livre-arbítrio de resolução e na conseqüente e automática atuação dos acontecimentos na Criação e em vós próprios! O querer na resolução forma um caminho que, conforme a espécie do querer, conduz para cima ou para baixo. O querer humano na atualidade, porém, vos conduz predominantemente só para baixo, e com a descida, que vós próprios nem podeis perceber, diminui e se restringe, paralelamente, a capacidade de vossa compreensão. Os limites da compreensão, isto é, de vosso horizonte, tornam-se dessa forma mais restritos, e por esse motivo imaginais estar ainda nas alturas, como antes, pois esse limite, realmente, é para vós também a respectiva altura final! Não podeis alcançar um limite mais amplo, não podeis compreender o que está acima de vosso próprio limite, e recusais tudo isso, meneando a cabeça ou mesmo exaltando-se, como sendo falso ou até inexistente. Por isso também não abandonais vossos erros tão facilmente! Vós bem os observais em outros, mas não em vós. Por mais que eu vos esclareça esse fato, não o relacionais convosco. Acreditais em tudo quanto digo, enquanto se referir aos outros. No entanto, o que tenho a censurar em vós, e o que tantas vezes me desespera, isso não podeis compreender, pois para isso todos os limites em volta do querido “eu” já se tornaram demasiadamente estreitos! Eis o ponto onde ocorre tanto fracasso e onde não vos posso auxiliar, pois vós próprios tendes de romper esses limites, de dentro para fora, com a incondicional fé na missão que eu tenho que cumprir. E isso não é tão fácil como imaginais. Com fisionomia preocupada vos encontrais muitas vezes perante mim, com amor no coração para a grande missão, e por isso entristecidos com relação a todos aqueles que não querem ou que não podem reconhecer seus erros, e eu, eu sei que muitos desses erros que censurais severamente nos outros, e por cujas ações vos desesperais, estão ancorados em muito maior grau em vós próprios. Isso é o mais terrível de tudo! E isso está ancorado também no livre-arbítrio da resolução, que tem de ficar convosco, por estar ancorado no espiritual. Eu até posso vos rejeitar ou aprovar, posso vos elevar ou derrubar pela força da Luz, dependendo de como vós próprios o quereis sinceramente, porém, nunca poderei forçar alguém a enveredar por um caminho em direção às alturas luminosas! Isso está nas próprias mãos de cada ser humano, unicamente. Por isso mostro, advertindo, mais uma vez este processo: com cada passo em direção para baixo, estreitam-se cada vez mais os limites de

7. vossa capacidade de compreensão, sem que isso chegue a vossa consciência! Por essa razão também nunca acreditaríeis, se eu vos dissesse, porque não podeis compreender e devido a isso também não posso auxiliar lá onde não surja uma nova, grande e espontânea resolução nesse sentido, vinda pelo anseio ou pela fé. Lá, unicamente, posso conceder a força para a vitória! A vitória sobre vós mesmos, com o que os muros e os estreitos limites serão rapidamente rompidos pelo espírito redivivo que quer elevar-se às alturas. Eu vos mostro o caminho e, havendo um querer verdadeiro, dou-vos também a força necessária para isso. Dessa maneira posso auxiliar onde existir legítimo querer, legítimo pedir. Novamente, todavia, se depara ao ser humano um impedimento no caminho. Consiste em que a força só lhe poderá trazer proveito, quando ele não só a assimilar, mas sim a utilizar de maneira certa! Ele próprio tem de utilizá-la de modo certo, não permitindo que nele permaneça inativa, senão essa força se afasta dele novamente, retornando ao ponto de partida. Assim, surge um impedimento após outro, quando o ser humano não quer sinceramente com toda a força! Bem poucos são capazes de vencer esses impedimentos. A humanidade já se tornou preguiçosa demais, espiritualmente, ao passo que uma ascensão só poderá ser alcançada com contínua atividade e vigilância! Este acontecimento é natural, simples e grandioso. Nele está ancorada justiça, maravilhosamente perfeita, a qual agora também desencadeia o Juízo. Nisso, porém, é impossível a um espírito humano poder ser salvo sem humildade! Em oposição à verdadeira humildade encontra-se, impedindo o caminho, sua presunção de saber. A presunção de um saber que não é saber algum, pois em relação às aptidões, dentre todas as criaturas desta Criação posterior, é de se qualificar o ser humano, na realidade, como a mais bronca, por ser ele demasiado presunçoso para aceitar algo com humildade. Sobre isso não há o que discutir, pois é assim de fato. O ser humano, porém, não reconhece isso, não quer acreditar, conseqüência também de sua ilimitada presunção, a qual é sempre produto certo da estupidez. Só a estupidez gera presunção, pois onde existe verdadeiro saber não há lugar para presunção. Esta só pode se originar dentro dos limites estreitos de uma imaginação inferior, em nenhuma outra parte.

8. Onde começa o saber, cessa a presunção. Como a maioria da humanidade hoje vive somente na presunção, não existe saber. O ser humano perdeu totalmente a noção do verdadeiro saber! Não sabe mais o que é saber! Não é sem razão que o conhecido dito popular é considerado como sabedoria: “Quanto maior o saber de um ser humano, mais se convence ele de que nada sabe!” Nisso reside verdade! Se, porém, um ser humano chegou a esta convicção, então se extingue nele a presunção, e a recepção do verdadeiro saber pode começar. Todo o aprendizado adquirido por meio de estudos nada tem que ver com saber! Um estudioso diligente poderá tornar-se um cientista ; está, porém, ainda longe de poder ser designado sábio. Por isso também é falsa a expressão ciência, assim como hoje ainda é utilizada. Justamente o ser humano atual pode falar de erudição, não porém de saber! O que ele aprende nas Universidades é exclusivamente erudição, como progressão e coroação do que aprendeu! É coisa adquirida, não algo próprio! Somente o que é próprio, porém, é saber! Saber só pode se originar pela vivência, não pelos estudos! Assim, na minha Mensagem, indico somente o caminho, a fim de que o ser humano que o percorre chegue a obter vivências, que lhe proporcionem o saber. O ser humano precisa primeiro “vivenciar” a Criação, se ele quiser realmente saber dela. A possibilidade para a vivência dou-lhe através de meu saber, já que eu próprio vivencio continuamente a Criação! Teremos, portanto, no futuro, eruditos e sábios. Os eruditos podem e devem aprender com os sábios! A presunção não existirá mais no novo Reino, na geração vindoura! Ela é o maior obstáculo para a ascensão, empurra milhares de seres humanos, que não querem ou não podem deixar dela, agora para a destruição! No entanto, é bom assim; pois com isso a Criação será purificada das criaturas imprestáveis, que dos outros somente tiram espaço e alimento e que ocupam o espaço, sem produzir o mínimo proveito. Haverá, então, ar fresco para os espíritos humanos úteis!

9. 2. Manhã de Ressurreição! Manhã de Ressurreição! Destas palavras se irradia um encanto que toca todas as almas de modo singular. O espírito sente com isso, de maneira intuitiva, o Sol sobre campinas repletas de flores, murmurantes riachos, longínquo badalar de sinos, paz por toda a parte! Um respirar alegre e livre na natureza! — — E manhã de ressurreição deve tornar-se para todas aquelas almas humanas, consideradas agora dignas de vivenciar aqui na Terra o Reino de Deus. As demais permanecerão retidas nas trevas, que ainda hoje envolvem a Terra, e com elas serão arremessadas à trajetória que conduz à decomposição inevitável, à morte espiritual! A aurora já enrubesce o firmamento da matéria fina, como sinal de que se aproxima o dia! Despertai, almas, que esperais de maneira certa pela libertação! Curto é o tempo até a hora em que deveis vos encontrar preparadas. Não vos deixeis surpreender dormindo ainda no último instante! Terríveis são as trevas que envolvem a Terra, na matéria fina. Seria impossível a qualquer alma humana transpassá-las agora. — — — Se do nascente até o poente um raio faiscante de Verdade divina não atravessar com toda a força a noite sufocante do espiritual, o espírito humano em adormecimento perder-se-á nesta Criação posterior. Pois toda a sabedoria trazida por convocados, destinada a preparar aos seres humanos terrenos a possibilidade de ascensão do espírito às alturas luminosas, foi predominantemente aproveitada pelos adeptos desses convocados para finalidades terrenas! Ela não se conservou como era, livre e natural, destinada a trazer proveito a todos os seres humanos, mas sim retocaram-na de todos os lados, com bem adestrada astúcia humana, até que nada mais restou da forma propriamente dita em sua simplicidade original. Os reformadores vaidosos realizaram com isso uma presunçosa obra de desgraça, na qual milhões de almas humanas se emaranharam. Tudo se tornou comércio, do qual pouco a pouco surgiu a ânsia pelo poder. Sob a orientação do raciocínio, que como fruto de Lúcifer deu bom resultado, apareceram apenas caricaturas daquilo que a

10. verdadeira sabedoria deveria deixar surgir. As trevas, astutamente, aproveitaram-se disso, de modo que as vítimas incautas tiveram de cair cegamente em seus braços, na ilusão, proveniente da preguiça espiritual, de que seguiam para a Luz. Não se deu de outra maneira também com a Verdade luminosa trazida à Terra pelo Filho de Deus, a fim de assim desembaraçar, finalmente, para os seres humanos, o caminho para a necessária ascensão ao Reino de Deus; a fim de libertá-los em definitivo dos emaranhamentos das trevas, surgidos das deformações das sabedorias de até então. Cristo exigiu vivacidade do espírito, de cada um individualmente, no saber que lhes entregou, e com isso adoração ao Supremo pela ação! O ser humano devia saber tudo o que a Criação encerra, para reconhecer as leis fundamentais nela atuantes, portadoras da vontade de Deus, pois somente através desse saber é que o ser humano pode entrosar-se assim como Deus exige. Vivendo assim, poderá então favorecer, alegrando, tudo o que o cerca, recebendo em reciprocidade ascensão e aquela maturidade que ele, como ser humano, pode e deve alcançar, conforme a vontade de Deus, se quiser “subsistir”. “Subsistir” perante Deus, porém, significa não ter de cair na decomposição. Todas as leis de Deus estão somente sintonizadas no sentido de trazer construção e benefício! Através de Cristo foi dada à humanidade inteira a possibilidade de se libertar, por fim, no espírito. — — Todavia, surgiram igrejas e elas esforçaram-se em retalhar a Palavra do Senhor, por trás dos muros dos conventos, ocultando-a também em parte, dando a conhecer apenas aquilo que, de acordo com suas próprias explicações, haviam interpretado, de modo a corresponder a seus objetivos e intenções. Com isso viu-se o ser humano individual mais uma vez privado da maior parte dos bens que Deus lhe enviara, conseguindo-se que esses seres humanos não se tornassem suficientemente ativos no espírito, nem suficientemente livres. Justamente o contrário daquilo que Cristo desejava! As igrejas procuravam adeptos, riquezas e poder. Para essas finalidades, ser humano algum deveria saber que ele, inteiramente só, sem ajuda da igreja, poderia atingir o Reino de seu Deus! Não deveria chegar ao pensamento de que Deus não necessita de uma igreja entre Ele e a Sua criatura, a qual Ele criou também sem a igreja.

11. E conseguiram. Lentamente, mas com segurança, a igreja intrometeu-se, com seus desejos, de forma separadora, entre o anseio dos seres humanos pela Luz e seu Deus! Para aumentar o número de seus adeptos, ofereceu, como engodo, o comodismo ao indolente espírito humano! Chegou mesmo a tal ponto, que se podia, por dinheiro, solicitar orações nas igrejas, para este ou aquele fim. Mediante remuneração, a igreja encarregou-se desse trabalho, desvalorizando dessa maneira também a oração, a única forma pela qual o espírito humano deve aproximar-se de seu Deus. Indivíduo algum, porém, se apercebeu da insensatez e da degradação de tais impossibilidades. Era cômodo, e assim o número dos “fiéis” aumentava. Com o crescimento, a igreja tornou-se mais agressiva, deixando até, por fim, cair em parte a máscara. Agindo contra todas as leis de Deus, minou tudo quanto não quisesse se declarar a seu favor, incitou e difamou, sim, assassinou onde não fosse possível de outra maneira. Inicialmente às ocultas, com o aumento de seu poder terreno, porém, também abertamente. Ela não hesitou em colocar à frente o nome de Deus como escudo. Aqui ser humano algum pode falar de um equívoco; uma tal atuação traz, nitidamente demais, o cunho da mais baixa escuridão! É diametralmente oposto a tudo o que Jesus ensinou! São golpes hostis que com isso deram a cada palavra por ele pronunciada. Não existe nada em toda a Terra que ousou colocar-se mais contra Cristo e sua Palavra, do que a organização eclesiástica, já desde o início! Nenhuma outra coisa, porém, poderia ser tão perigosa! Justamente pela aparência de querer servir a Deus é que o efeito foi terrível para a humanidade! Lúcifer não poderia ter melhores colaboradores para sua obra hostil a Deus. Aqui a sua habilidosa indicação para o raciocínio terreno conquistou a sua maior vitória! Produziu uma enganadora falsificação de tudo aquilo que na realidade devia formar-se, desejado por Deus! O simulacro da legitimidade fora conseguido. O mais valioso, que deveria conduzir para Deus, ele fez desviar para o oposto, pelos que se apresentavam como servidores de Deus e que muitas vezes também se consideravam como tal; fez com que se tornasse um empecilho para os seres humanos, que teve de impedi-los de caminhar alegremente ao encontro da Luz almejada! Uma jogada arrojada sem igual. — E assim, as trevas envolveram a Terra, tornando-se a mais profunda noite para as almas! — —

12. Agora, porém, foi dado um basta ao mal! De chofre, todos os seres humanos serão despertados da falsa ilusão! Para a libertação, poucos; para a destruição, muitos! O ajuste de contas do Gólgota chegou! Em sentido diferente, porém, do que os seres humanos até agora imaginaram! — Tal como, na atmosfera abafadiça de uma noite de verão, os cogumelos brotam da Terra, surgirão falsos profetas das massas, como foi prometido, para que, por si mesmos, dêem cumprimento à Palavra e possam ser julgados, pois o mundo deverá se tornar limpo deles! No entanto, deixai as coisas se tumultuarem, deixai-as retumbarem, pequeno grupo! Antes de uma manhã de primavera, têm de soprar ventos fortes! Deixai que sejam arrastados milhões de seres humanos; é bom assim e de acordo com a vontade inflexível do Altíssimo! Cada qual receberá aquilo que merece! A hipocrisia, a ilusão da sabedoria humana e a sedução precisam ter um fim. Em breve as palavras decisivas: “Está consumado!” vibrarão, repetindo-se sonoras e cheias de júbilo através dos mundos! Romperá então a manhã de ressurreição, e, radiante, o Sol vos trará um novo dia! O Senhor e Deus presenteará uma nova era às Suas criaturas, que se curvam diante de Sua vontade! Perpassará, então, por todas as almas, o grande e livre suspiro de alívio, que, como um agradecimento, como uma oração, elevar-se-á ao trono do Altíssimo, como um juramento de servi-Lo da maneira como ELE o quer! Assim seja, em nome de Deus!

13. 3. Espinheiral de matéria fina O caminho para a Luz e para a Verdade, desde de tempos remotos, é considerado cheio de espinhos e pedregoso, penoso e difícil. O ser humano, simplesmente, considera isso como sendo dessa forma. Ninguém medita por que assim é, qual possa ser o verdadeiro motivo disso. E quem, no entanto, alguma vez se ocupar com isso, certamente fará uma falsa imagem a respeito. Cheio de espinhos e de pedras, penoso e difícil é somente um caminho sem trato, pouco transitado! Este é o motivo pelo qual parece difícil àqueles poucos que, depois de muito errarem, o escolheram para andar. Também nisso é preciso que se tome sempre em consideração o acontecimento natural e não imaginações falsas e fantásticas, com as quais o cérebro humano se compraz ao pensar assim. O caminho para a Luz foi, desde o início, somente luminoso e belo. Ainda hoje não é diferente para aquele espírito humano que o percorra com espírito liberto, livre de falsos conceitos, com os quais muitos de bom grado deixam cultivar e proliferar seus caminhos espirituais! Depende exclusivamente do ser humano! Uma pessoa que ainda deixa seu espírito olhar livremente para a Luz, que com sua intuição jamais deixou de pesar aquilo que seus próximos lhe ensinaram ou relataram, essa, assim procedendo, cuidou do caminho que conduz à Luz, conservou-o limpo para si! Não encontrará espinhos nem pedras, ao percorrê-lo, mas sim macios tapetes de flores, banhados de Luz, que somente encantam os olhos, tornando leves seus passos! Cada ser humano tem de cuidar do caminho para si próprio, tratá- lo e ocupar-se com ele. Para aquele que não o fizer, ele tornar-se-á, devido à negligência, repleto de espinhos, pedregoso e difícil de percorrer, muitas vezes também inteiramente aterrado, de forma que, por fim, nunca mais consegue descobri-lo, mesmo que o procure! Pesar com a própria intuição tudo o que o ser humano ouve e lê! Isso é necessário para ele, se quiser conservar seu caminho livre e belo. Imediatamente intuirá, já de início, ao ler ou ouvir alguma coisa, se ela o oprime, talvez o confunda ou o acalente, parecendo um som pátrio.

14. Aí, porém, nunca deverá esquecer-se de que a verdadeira grandeza e a naturalidade sempre estão ancoradas somente na simplicidade! Onde esta faltar, onde houver necessidade de recorrer a designações de toda a sorte, aí falta a autenticidade. Os caminhos então jamais serão claros, tampouco poderão ser ensolarados. Assim, por exemplo, todo ser humano de visão límpida intuirá de modo forte e imediatamente a falta de clareza, ao ler ou ouvir coisas de sentido místico ou oculto, como também com relação ao dogma das igrejas. Coisas confusas ou palavras bombásticas devem encobrir, por toda a parte, a ignorância que se evidencia claramente. Prazerosamente são então lisonjeadas as almas humanas, entoando-se uma doce canção às suas principais fraquezas, em primeiro lugar à presunção, a fim de que passem com facilidade e boa vontade sobre todos os lugares podres, deixando, por descuido, de reconhecer as lacunas profundas e as impossibilidades, que se apresentam sempre de novo, advertindo-as. Quem, entretanto, atenta à advertência sutil de seu espírito não turvado, conserva livre para si o caminho em direção à Luz e à Verdade. Todavia, quem se deixa engodar por estas coisas confusas e abafadiças, por conceder espaço ilimitado aos próprios pensamentos fantásticos, permite cobrir o límpido caminho em si com o cipoal que impede e dificulta seu livre caminhar, vedando-o muitas vezes por completo! São fortíssimas as tentações de ceder lugar aos próprios pensamentos fantásticos, ilimitadamente. O número de pessoas que aí se movimenta com prazer é muito grande, porque nisso cada um pode dizer algo, pode sentir-se importante nas incertezas sombrias do caótico mundo de pensamentos! Para os devotos das igrejas não será, nem de longe, tão difícil libertarem-se para chegar à Verdade, quanto para os adeptos de seitas e associações ocultistas. Necessitam apenas se esforçar nesse sentido com certa seriedade, ponderar intimamente com calma, para reconhecerem imediatamente as falhas que foram ali tecidas pelo querer saber do raciocínio, obscurecendo e perturbando o verdadeiro caminho! A um espírito humano sincero não custa grande esforço para distinguir rapidamente a verdade dos erros em todas as igrejas. Por

15. este motivo as ligações através das igrejas, para um ser humano verdadeiramente examinador, não são tão grandes quanto parecem! Bastará um simples e sincero querer para romper imediatamente essas ligações, numa convicção própria, rapidamente despertada. A igreja prende apenas espíritos humanos espiritualmente indolentes. Com respeito a esses, porém, não há que se lastimar, pois desse modo mostram-se como os servos imprestáveis perante seu Senhor. Observando calmamente, cada pessoa nota logo que a atual igreja não significa outra coisa senão uma instituição que visa ao poder terrenal e à autoconservação, como o demonstram as opiniões e os atos de seus empregados, a toda hora, e sempre de novo, nas instigações e hostilidades contra aqueles que a eles não se sujeitam! Não é difícil reconhecer tudo isso. Assim também todas as vacuidades e impossibilidades que estão entrelaçadas nas ações, asseverações e doutrinas. Para descobrir isso, não é necessário absolutamente um espírito perspicaz. Por isso uma igreja não pode, como geralmente se supõe, trazer tão grandes prejuízos para pessoas que pensam. Ela não consegue prender os espiritualmente vivos! Contudo, prejuízos sem igual, e dificilmente reparáveis, causam as seitas e associações ocultistas de todos os tipos ao espírito humano! Não obstante apenas procurarem simular um saber próprio, que nada tem que ver com o verdadeiro saber! Lisonjeiam o ser humano de raciocínio, como também a todos os que procuram. E com isso obtêm sucesso, pois também entre aqueles que procuram existe um grande número que, apesar de toda a procura pela Luz, ainda carregam consigo todas as vaidades de suas almas, tornando-se de modo natural e rápido vítimas delas. Uma vez que justamente o ocultismo e o misticismo oferecem possibilidades ilimitadas de expansão a essas vaidades, são aqueles atraídos nessa direção, de acordo com a lei de atração da igual espécie! Os mais externos e mínimos efeitos dessa lei os ocultistas já notaram freqüentemente e procuram aproveitá-los. Bombasticamente chamam de “magia” a sua fraca atividade nesse acontecimento natural! Soa bem e age, além disso, como algo misterioso! Contudo, a lei, em si, em sua simplicidade, não obstante ser na realidade de importância dominadora, incandescendo mundos, eles

16. ainda não conhecem em sua grandeza! Ignoram que com todo o seu querer saber são empurrados de um lado para outro pelos punhos dessa lei da Criação, como míseros bonecos desamparados! A atuação dessas pessoas liga seus adeptos e partidários a planos baixos, aos quais nem teriam tido necessidade de atentar, se percorressem serenamente seu caminho, com toda a simplicidade e dignidade, condizentes com o espírito humano. Assim, porém, serão retidos, perdendo-se até na maior parte por causa disso, pois para o espírito humano é necessário um enorme esforço, a fim de libertar-se novamente das brincadeiras de todos os ocultistas, que acorrentam os espíritos. Atividades de tal espécie desviam forças espirituais dos caminhos retos que conduzem às alturas! A força para novamente se libertarem disso raramente conseguem reunir, visto que espíritos fortes, de qualquer maneira, não permanecem entre os ocultistas, a não ser para saciar sua vaidade. Onde ainda seja possível encontrar algum saber, nos inúmeros ramos de ocultismo, tratar-se-á então exclusivamente, e nunca de outra forma, dos ambientes mais inferiores da parte fina da matéria grosseira ou também da parte grossa da matéria fina; portanto, das camadas de transição mais próximas, distinguidas com nomes retumbantes, a fim de aparentarem alguma coisa, correspondendo à presunção de todos os que andam às apalpadelas. Na realidade é como se nada fosse. Ou que seja! Só que nada para a ascensão, mas sim para o atamento de cada espírito humano, que em sua espécie original somente precisaria passar por cima disso tudo, altiva e livremente, sem aí se deter. No entanto, dão um valor às futilidades, transformando-as num cipoal, que os asseclas de Lúcifer utilizam, através da atuação dos ocultistas, como armadilhas para centenas de milhares! Ficam presos aí, como as moscas nas teias de aranha. Examinai apenas seus livros! Quanta coisa neles já se acumula em matéria de nojentas autobajulações de grandes e pequenos pretensos sabedores! Fatos naturais, ridiculamente pequenos, são exagerados como se fossem coisas superiores, com uma tenacidade e persistência, que poderiam ser utilizadas para coisas melhores. Fatos que os bisavôs interpretavam muito mais claramente do que esses descendentes, os quais, com tanto alarde, querem chamar a atenção sobre si e seu alto saber. Quanto mais louca a história e quanto mais incompreensível o

17. modo de expressão, em formas rebuscadas, tanto mais bela será considerada. Sensacionalismo a qualquer preço é muitas vezes o supremo objetivo, como acontece com muitos jornalistas que agora aparecem em massa, não lhes sendo mais nada sagrado, muitíssimo menos a verdade. É incrível quanta coisa é solta sobre a humanidade! E muitos se apegam a isso com demasiado prazer. Pois é “interessante”; às vezes até pode provocar calafrios. O leitor e o ouvinte, prosseguindo nessa ordem de idéias, podem colocar-se, a si mesmos, numa sensação de pavor, representando até um papel nisso, pois sentem-se rodeados das mais lúgubres coisas, que antes jamais os haviam perturbado. Devido a isso tudo, eles, de repente, são alguma coisa, em torno do que muita coisa acontece por sua causa! Justamente tudo aquilo que o ser humano não compreende perfeitamente, mas que pode enfeitar com rica fantasia, é que atrai as “possibilidades”! De acordo com o próprio critério, interpretam então muita coisa que vivenciaram até agora, e algo disso subitamente representa um papel importante, ao que até agora nem davam atenção. A vida adquire significado, quando até agora tinha sido tão vazia! E com isto o ser humano, segundo sua opinião, muito ganhou, acordou, denominando-se espiritualmente ciente! Os estranhos seres humanos! Nem chegam a pensar que na realidade pudesse ser diferente. Nadam apenas no mundo dos próprios pensamentos, que lhes é tão confortável, por se ter originado dos próprios conceitos. Este mundo, porém, não tem duração! Desintegrar-se-á nas horas do Juízo! Então todas essas almas estarão com frio, em indizível desespero, desamparadas, e serão arrastadas para o redemoinho, que, como tufão, subitamente terá de se formar pela pressão da Luz. Com isso, receberão todos apenas o que criaram para si! Imenso é o prejuízo que causam com sua vaidade. Os conceitos sagrados que realmente auxiliam os seres humanos para cima, foram por eles torcidos e deformados. Destes existem apenas imagens sucedâneas as mais conspurcadas, que mostram o cunho da mais bronca presunção humana. Somente nisso já se prenuncia um Juízo terrível! Pavorosas confusões foram preparadas. Observações superficiais, dos mais distantes efeitos do verdadeiro acontecimento na Criação, foram estabelecidas como saber, as quais devem servir para esclarecer

18. as causas e o desenrolar das coisas, sem que os que assim falam possuam também verdadeiro saber a respeito das leis desta Criação. Eles nem sequer as pressentem e só colhem de sua excitada fantasia! E assim eles torcem a sabedoria de Deus, que repousa na Criação, conspurcam as leis sagradas que não compreendem, aliás nem conhecem, impedindo milhares de trilhar o caminho simples e claro que está exatamente determinado a cada espírito humano, sendo também útil para ele, protegendo-o contra os perigos! Por outro lado, eles próprios provocam os inúmeros perigos, que antes nunca existiam, mas sim só foram formados por esse atuar leviano! O dia está próximo, porém, em que o seu vazio querer saber terá de se apresentar perante a Luz; em que terão de confessar e sucumbir! São os piores inimigos de todos aqueles seres humanos que, na Terra, se esforçam para a Luz; não possuem sequer uma capacidade que os possa desculpar no ato do julgamento! Inconscientemente são os mais esforçados entre os caçadores de almas humanas para as trevas! Inconscientemente, porque a vaidade lhes turva a própria clareza. Eles, por si, jamais alcançarão a força para se salvarem, pois acham-se demasiadamente envolvidos nas malhas do querer saber melhor terrenal e dos erros em que se soterraram! Na sua presunção ilimitada, não só reduzem o grande amor de Deus, mas sim até querem, em parte, se tornar seres humanos divinos! Não demorará muito e toda a humanidade terá de reconhecer a ilimitada estupidez contida justamente nessa idéia. Ela, por si só, já demonstra que tais seres humanos não podem ter a menor idéia das verdadeiras leis de Deus na Criação, nem da própria Criação! Edificam também um trono para o próprio espírito humano, que na Criação tem de servir somente à Luz! Procuram guindá-lo ao ponto central, sim, ao ponto de partida. Quando, hoje, um ser humano, que sofre do corpo ou da alma, se dirige em prece ardente a seu Deus e de lá é atendido, de modo que possa curar-se, então esses pretensiosos do saber melhor apresentam explicações unilaterais sobre o fato, que tendem a diminuir Deus. Falam de auto-sugestão, que teria produzido essa cura, duma força latente no corpo humano, no espírito humano, a qual lhe permite conseguir tudo o que quiser no sentido correto! Com isso se canta logo um hino de louvor à capacidade humana, ficando conspurcada a santidade da fé e da convicção no poder de

19. Deus! Conspurcada! Esse é o termo apropriado. Pois com base nisso muitos pretendem até afirmar que o próprio Filho de Deus, outrora, praticava a sugestão* (* transmissão de vontade), fundamentando-se na auto-sugestão** (** auto-sugestões). Até esse ponto vai o atrevimento da presunção humana de muitos ocultistas! Tornaram-se negadores de Deus, glorificando o espírito humano! Nem todos confessam isso, porque não vêem que suas doutrinas só podem, finalmente, atingir esse ponto! Negação do poder inatingível de Deus são inegavelmente os últimos frutos produzidos por essas doutrinas, se as verificarmos até o fim! Com habilidade luciferiana torcem os fatos numa imagem, que atua muito convincentemente sobre o raciocínio, demonstrando, porém, aos sabedores, o limite nítido onde a compreensão de tais ocultistas não mais pode prosseguir. Esta apresenta meramente o querer do raciocínio; nenhum vestígio, porém, do puro saber espiritual! A mais grosseira auto-ilusão permite aos ocultistas considerarem-se discípulos de puras ciências do espírito! Reside nisso quase uma sutil ironia! Em tudo o que dizem e fazem demonstram apenas constantemente que possuem o mais pronunciado querer intelectivo, com especial destaque de todas as suas fraquezas, e que eles ficaram bem distantes do saber espiritual, em relação ao qual se encontram inteiramente desamparados. Não têm noção alguma da maneira certa de toda a atuação de conformidade com a lei na Criação e menos ainda compreendem a maravilhosa Criação em si. Também nas curas milagrosas e nos milagres de Cristo jamais essa conformidade da lei na Criação foi suspensa. Isto nem poderia ocorrer, visto que as leis de Deus na Criação são perfeitas já desde o início, não podendo, portanto, ser modificadas ou suspensas. A força divina acelera todos os efeitos das leis, podendo deste modo produzir os milagres. O processo em si está sempre de conformidade com as leis da Criação, pois de outra forma não seria possível nenhum acontecimento na Criação, nem o mais simples movimento sequer. A elevada força de origem divina pode, contudo, acelerar o efeito; em alguns casos, desencadeá-lo imediatamente! Nisto se encontra e surge o milagre para o espírito humano!

20. Mesmo Deus nunca atuaria arbitrariamente, porque encerra em Si as leis, na mais pura forma, já que Ele próprio é a lei. Cada ação divina, por esse motivo, estará sempre de acordo com a lei. Cada ato da vontade de Deus efetiva-se por esse motivo também sempre exatamente de acordo com essas leis! Suponhamos que um doente, em ardente oração, peça por sua cura. Durante essa oração ele se encontra na mais pura humildade, amplamente aberto em espírito para a realização de seu pedido. O pedido se eleva, conseqüentemente, e na irradiação desse humilde pedido pode descer, por sua vez, a concessão para ele. Essa concessão é um querer proveniente da Luz! O querer encontra-se na própria Luz, sempre inalterado, continuamente disposto à ajuda, onde encontre o solo adequado. O pedido humilde é o solo adequado onde a força pura da Luz pode atuar. Trata-se aí, então, sim, de um merecimento do espírito humano também, por se haver aberto a uma possibilidade de auxílio, assim como, igualmente, de uma conseqüência do atuar ou querer acertado desse espírito humano, mas nunca da própria origem de sua cura. Também não se trata daquela força que pôde auxiliá-lo e o auxiliou! O ser humano somente pode abrir-se para isso, mas nunca poderá curar a si próprio pela auto-sugestão! Aqui o ocultista confunde, em sua miopia, o abrir-se para o auxílio com o próprio auxílio! Trata-se aí de uma imensa culpa com que ele se sobrecarregou dessa maneira, e a qual terá de expiar pesadamente, porque, através disso, males indizíveis foram causados à humanidade! Visto que o auxílio da Luz está sempre à disposição dos que se abrem de modo certo, chegando a envolvê-los continuamente mesmo nas pequenas coisas, porque uma parte disso se encontra nesta própria Criação, sob forma de irradiações, correspondentemente enfraquecidas, os tão sabidos seres humanos, em suas observações, chegaram por fim, vaidosamente, à idéia de que é o próprio espírito humano que pode criar esse auxílio para si. Ele pode consegui-lo, sim, mas apenas abrindo direito seu espírito, para deixá-lo entrar! Nada mais. O próprio auxílio, a força, a irradiação para isso, ele não cria! Esta se encontra unicamente na Luz, em Deus, que a envia para vós! O ser humano, porém, observa somente o efeito, tirando disso suas conclusões, que até agora, em muitos casos, foram conclusões ilusórias, oriundas da presunção que traz em si! Poderia conseguir coisa bem

21. diferente com a sintonização correta, isto é, com o abrir-se correto e amplo do seu espírito! Isto, contudo, ele obstruiu mediante as doutrinas de tantos ocultistas, que gostariam de elevar-se a seres humanos divinos! Porque para eles as leis primordiais da Criação são coisas estranhas. De mil modos ramificadas e subdivididas, mas sempre seguindo o impulso da lei fundamental, irradiações de Luz, fortificantes, e com isso também curativas, estão entrelaçadas na Criação posterior, esperando que a criatura as utilize! Não se encontram, entretanto, no espírito humano e menos ainda no seu próprio corpo terreno, mas sim fora deste. O espírito humano tem de procurar a ligação, abrindo-se corretamente para a recepção, o que se dá melhor quando se aprofunda numa prece sincera. Visto, pois, que o auxílio da Luz está sempre à disposição do espírito humano, quando ele quiser abrir-se para tal, ocorre que muitos encontram pequenos auxílios por intermédio de um abrir-se que eles próprios aprenderam. Onde esses auxílios ocorreram, houve antes um momento, que continha a intuição de um espírito humano, a qual correspondia realmente às leis da Criação, para a ligação ao auxílio. Essa intuição não precisa ter sido terrenamente consciente para o ser humano, pois a intuição é apenas um fenômeno espiritual, que muitas vezes não se torna perceptível ao raciocínio humano. Para isso basta uma manifestação momentânea. E aí se inicia o auxílio da Luz, porque as respectivas leis vigentes nunca serão derrubadas! Elas se cumprem, mesmo que para a pessoa isso suceda inconscientemente. Disso, porém, o ocultista nada vê, acreditando então firmemente que o conseguiu de fato somente com sua sugestão ou com auto- sugestão! Ilude-se nisso, pois nunca terá o auxílio quando necessitar duma força ainda mais intensa do que aquela que sempre ainda se encontra à disposição na Criação. Pois então primeiro precisa partir de cima um ato especial da vontade da Luz para reforçar a corrente de força! E isso só pode ocorrer como conseqüência de uma oração de verdadeira fé, isto é, de uma súplica proveniente da convicção na onipotência e no amor divino! Às vezes a sincera intercessão também poderá trazer a realização do auxílio! Quando uma pessoa adoece gravemente, ela está então em si também enfraquecida, apática. Assim não há nenhuma resistência nela, mesmo se antes não fosse tão devota. Esse estado de seu espírito

22. permite a penetração da força da Luz, a qual pode ser dirigida por meio de intercessão sincera! E assim acontece que uma pessoa, às vezes, recebe auxílio por meio de intercessão. Se, no entanto, após a cura, despertarem nela novamente resistências contra a verdadeira fé, então crescerá com isso também sua culpa. Nesse caso teria sido melhor para ela haver mesmo falecido, porque na ocasião do falecimento, que irá ocorrer mais tarde, terá de cair mais profundamente do que se tivesse acontecido antes! Por essa razão, nem toda intercessão é justificada ou boa. Felizmente, para o ser humano, muitas vezes a intercessão sincera não é atendida, para o bem do enfermo! No desconhecimento dos efeitos dessas simples leis da Criação, ocultistas com pretensões altaneiras fizeram uma imagem incompleta, conduzindo dessa forma milhares de seres humanos ao labirinto do qual será difícil sair. O esplendor da expressão “fé pura”, “convicção pura”, ficou assim envenenado, sendo oferecidos aos seres humanos, como cópia borrada, somente os feitos medíocres do raciocínio na sugestão e auto-sugestão. O caminho que conduz ao aperfeiçoamento do espírito humano está vedado aos ocultistas por eles próprios! Aproxima-se, porém, a hora, em que será impedida a baixa atuação, em que, finalmente, o conhecimento mais elevado da força da Luz fará de novo seu ingresso, para a elevação e salvação de muitos espíritos humanos!

23. 4. Espírito de casta, sistema social O sistema de classes sociais sempre hostilizado e o espírito de castas tem sua origem na simples percepção intuitiva da atuação de uma das leis da Criação: a da atração da igual espécie! Um dos maiores erros da humanidade foi o de observar muito pouco esse atuar, ou de praticamente não o ter considerado, deixando com isso surgir numerosos erros, que terão de conduzir a uma grande confusão e finalmente a um desmoronamento total! A lei foi intuída por todos os seres humanos, porém aquilo que está acima do saber puramente grosso-material, não ligado diretamente com a possibilidade de aquisições terrenas, é considerado por eles de modo demasiado superficial e secundário. Dessa forma, também aquilo que é mais importante para a base de uma vida terrena harmonicamente ascendente nunca foi reconhecido e menos ainda inserido, através da assimilação certa, na matéria grosseira, isto é, na vida terrestre cotidiana! E tem de ser inserido na vida desta Terra, porque do contrário jamais poderá surgir a harmonia, enquanto uma só das leis primordiais da Criação permanecer incompreendida pelos seres humanos, ficando desse modo muito torcida ou mesmo excluída na vida da matéria grosseira. Todos os povos antigos já haviam adotado o sistema de divisões das diferentes categorias sociais ou classes culturais, porque reconheceram inconscientemente essa necessidade, muito melhor do que hoje. Olhai, pois, em redor! Onde se juntem apenas algumas pessoas, sob qualquer pretexto, aí também a lei efetiva-se mui rápida e seguramente numa forma cuja configuração demonstra sempre o livre-arbítrio desses espíritos humanos, porque a vontade espiritual é capaz de imprimir seu cunho em todas as formas, pouco importando se essa vontade se manifeste plenamente consciente ou de modo inconsciente. Assim, a forma também apresentará sempre, visível em si, a maturidade ou imaturidade do espírito. Deixai que cinco pessoas ou só três mesmo se reúnam, sob qualquer pretexto, seja para um trabalho ou para o divertimento, rapidamente a lei de atração da igual espécie formará entre elas dois grupos, ainda que exclusivamente na conversa ou no intercâmbio de suas opiniões. Tal fato, que se repete constantemente já há milhões de

24. anos, deve pressupor um motivo de origem mais profunda, ao invés de evidenciar somente uma atuação costumeira. Entretanto, também desse fenômeno tão visível tiraram-se apenas conclusões inteiramente superficiais e levianas, em relação ao que é sério, demasiado limitadas, por terem sido formadas pelo raciocínio, que só pode compreender sempre as últimas e grosseiras manifestações dos legítimos efeitos, mas nunca é capaz de entrar no extramaterial, por ter ele próprio sua origem apenas na matéria grosseira. E é justamente no extramaterial que se encontra a origem de toda a força e de todas as vibrações que atravessam constantemente as espécies da Criação. Tudo o que, portanto, aqui na Terra, com base nessa observação, foi moldado, em forma, pelo raciocínio, carece da verdadeira vida, de mobilidade! Tornou-se errado e insalubre pela rigidez do sistema grosso-material, que surgiu em toda a instituição, comprimindo tudo o que é vivo em formas mortas. Sucede ao ser humano o mesmo que a uma planta que é arrancada de seu solo original, não podendo mais medrar no novo solo que lhe oferecem, porque este não mais corresponde à sua espécie. Tem de definhar, enquanto que em solo adequado teria florescido plenamente e poderia ter produzido ricos frutos, em proveito de seu ambiente na Criação, para a mais pura alegria de si mesma e para constantes transformações da força. Nesse grande erro repousa sempre o germe da ruína. Com relação à expressão espírito de casta, não é necessário que se aponte um determinado povo, pois todos os povos o possuíram! Ele tem de desenvolver-se onde existem seres humanos, porém, enquanto as leis da Criação permanecerem desconhecidas, como sucede até hoje, sempre surgirá de modo errado. E esse modo errado tinha de provocar inveja e ódio, um impulso para romper a situação existente. Esse impulso inconsciente avolumou-se regularmente até tornar-se uma onda sinistra, a qual, como florescência no encerramento do ciclo dos acontecimentos, acarretou a conflagração geral, por nem ter sido possível de outro modo. Nisso se mostra, como fruto, o falso existente até agora na estruturação do convívio humano na Terra; mostra todos os pontos onde as leis primordiais da Criação não foram observadas, ou onde

25. foram torcidas conscientemente. Tinha de chegar a esses efeitos, porque a Luz, agora penetrante, impulsiona também todo o errado até ao grau máximo, a fim de que então, ruindo por si mesmo na supermaturação, ceda o terreno para a nova construção de acordo com a vontade de Deus, a qual já desde o início foi ancorada nas leis desta Criação, não podendo ser torcida ou encoberta, sem conseqüências funestas. É a colheita de toda a semeadura, realizada pela atuação dos seres humanos com a sua vontade. A colheita de tudo o que é certo, bem como de tudo o que é errado, pouco importando se esse errado se tenha originado outrora da maldade ou somente da ignorância das leis divinas da Criação. Chega à florescência pela força aumentada da Luz e tem de apresentar os frutos abertamente, que haverão de ser aceitos pelos causadores e seus adeptos, como também pelos seguidores, agora neste Juízo Final, como recompensa ou castigo, no refluxo da reciprocidade! As funestas inimizades e cisões dos numerosos partidos não são conseqüência duma estruturação estatal errada, porém exclusivamente a continuação da divisão errada de classes, que, em sua rigidez e torção, jamais poderia conduzir à harmonia a humanidade desta Terra! Juntai a isso ainda a lei primordial da Criação do movimento necessário, então reconhecereis que a classe média, pacata e comodista, tinha de sofrer o maior prejuízo com isso. — Era apenas o efeito da necessária lei primordial do movimento! O comodismo anda de mãos dadas com a presunção e com a indolência do espírito: ambas tolhem o movimento espiritual, da mesma forma que a fama e o poder, fato esse que leva mui facilmente à arrogância, como tantas vezes se deu nas classes superiores. Tudo isso tolhe e retarda o movimento espiritual, ao passo que favorece unilateralmente o trabalho do raciocínio. Trabalho do raciocínio, porém, não é ao mesmo tempo movimento espiritual! Reside nisso uma grande diferença. A inveja e o ódio das classes inferiores, porém, penetram muito mais profundamente. Em seu ardor atingem a intuição e, com isso, o espírito. Dessa forma aumentam o movimento espiritual, mesmo onde esses seres humanos pertençam fisicamente aos vadios!

26. Como, porém, esse movimento, chegando até o estado febril, age igualmente contra a lei primordial da Criação, como o movimento demasiadamente vagaroso, a desarmonia tinha de irromper por fim, à semelhança de ondas agitadas do mar, correspondendo exatamente ao efeito impulsivo e automático da lei primordial! Nem poderia suceder diferentemente! Falo aqui, propositalmente, de classes sociais superior, média e inferior, porque essa divisão, basicamente, foi assim. Nisso consistiu o errado. Essas classes, em si necessárias, não devem agir por cima ou por baixo, porém uma ao lado da outra, cada classe de pleno valor por si, como uma espécie indispensável e que deve amadurecer na Criação até a plena florescência e frutificação, a fim de realizar coisas grandes, máximas, no solo de sua bem determinada espécie, solo esse que é o único capacitado para isso e que oferece as forças! Contemplai as diferentes raças na Terra, ó criaturas humanas! Disso, muito podereis aprender. Em si própria, cada raça pode enobrecer-se, amadurecer, tornar-se grande e forte, enquanto pela mistura de duas raças serão reproduzidas apenas as falhas, fraquezas e defeitos de ambas as raças que se misturam, resultando, nos frutos, com poucas exceções, desmedido aumento de todos os defeitos, raramente algo de bom! Tomai isso como aviso da Criação e orientai-vos correspondentemente em vossa vida cotidiana de matéria grosseira na Terra. Tendes aqui na Terra uma vestimenta de matéria grosseira, o corpo terreno, ao qual tendes de dar atenção, pois nisso é que reside, aqui na Terra, a continuação da raça! Nunca vos esqueçais disso. Jamais podereis contornar impunemente essas leis. No entanto, todos vós em conjunto dependeis da Terra. Cada qual tem o direito de atuar e se desenvolver aqui. Não só o direito, como também o sagrado dever! Contudo, não um embaixo do outro, mas um ao lado do outro. Prestai atenção aos sons. Cada som é completamente autônomo, permanece autônomo e não se deixa misturar. Somente quando se encontra no lugar certo, ao lado de sons de tonalidades diferentes, resultará a harmonia, que soa melodiosamente. Deslocai os sons, experimentando dispô-los de maneira diversa, a conseqüência será sempre uma desarmonia, que, no seu efeito, poderá crescer até causar sensação de dor física, chegando por fim até o insuportável. Aprendei nisso e compreendei! Não comeceis, porém, já desde o início, novamente, pelo lado errado!

27. Tudo quanto tentastes até agora foi contra a harmonia das leis divinas na Criação, por isso não podíeis esperar outra coisa senão aqueles frutos, que amadurecem ao vosso encontro e que agora serão vossos! Lançai-os ao fogo e começai a semear novamente. A renovação só pode ocorrer a partir da base. Agi assim, pois não sois capazes de torcer uma única das leis primordiais da Criação, sem ter de sofrer, conseqüentemente, grandes prejuízos. Aprendei as leis e depois construí de acordo com elas, assim conseguireis paz, alegria e felicidade! Considerando-se que afinal tudo, mas tudo mesmo, só foi erigido sobre o dinheiro, sobre o poder e os valores terrenos, então a miséria atual nada tem de surpreendente, e o desmoronamento está condicionado pelas próprias leis da Criação! E como sucedeu com um, assim também sucederá com tudo o mais que não se baseie nas leis divinas, as quais são tão facilmente reconhecíveis nas leis primordiais da Criação. Agora tudo tem de ser impelido para o resgate final. Impulsionado pela Luz, que penetra nas trevas desta Terra, tinha de seguir-se, por exemplo, em conseqüência dos contínuos preparativos bélicos, em conjunto com os pensamentos de guerra, a guerra das multidões. O estímulo para isso foi dado somente pelo pensar, querer, apreensões e medo dos seres humanos. Com isso as pessoas puseram as formas na Criação, as quais, impelidas pela Luz reforçada, cresceram vigorosamente até à florescência e frutificação, portanto até à ação, tiveram de crescer, como tudo o que ainda existe em formas na Criação, não importando de que espécie sejam. Elas têm de crescer, serão erguidas e fortalecidas pela Luz, para continuar existindo, se corresponderem às leis dessa força de Luz, ou ficarão somente reforçadas, para, ao vicejarem, se romperem nessa mesma força de Luz, julgando-se, desse modo, a si próprias, se não corresponderem às leis dessa força de Luz e, por isso, não puderem obter ligação com a mesma. Com isso, tudo o que é errado se exaure por si mesmo, efetivando-se agora de modo visível a todos, e também aquilo que ainda gostaria de ocultar-se. Nada, daqui por diante, poderá esquivar-se à pressão da Luz; terá de apresentar-se à Luz do dia, terá de mostrar seus frutos na ação! Para que seja reconhecido de forma exata como realmente é. E tudo por si próprio.

28. Aí nada mais serve uma oposição, nem valem as sutilezas do raciocínio, que até agora muitas vezes puderam ter êxito na escuridão e na penumbra deste grande caos. Há de haver Luz por toda a parte! De acordo com as leis fundamentais e automáticas desta Criação, agora muito fortalecidas. Os seres humanos, com seu querer, nada mais representam neste movimento gigantesco, o qual, novamente impregnado pela força de Deus, acelera os efeitos, para realizar no avanço a purificação e renovar-se nisso! Não faleis, a esse respeito, em sugestões das massas de alguns líderes, porque estas não existem em tal sentido. O processo é inteiramente diferente. Um líder só poderá produzir a homogeneidade dos pensamentos pelos seus esforços. Força impulsionadora, para a eclosão da ação, é trazida exclusivamente pelos efeitos, continuamente automáticos, das leis primordiais da Criação! Os seres humanos, infelizmente, encaram tudo pelo lado errado, na fundamentação de suas concepções, como se a força partisse do ser humano individualmente, isto é, do ser humano em geral. Contudo, é o contrário! Toda e qualquer força só vem de cima! Assim, também não poderia deixar de acontecer que surgissem lutas partidárias das mais repugnantes formas, crescendo até o próprio desmoronamento, porque os partidos, ignorando as leis primordiais da Criação, também se encontram sobre bases erradas, e por essa razão jamais podem ser harmonizados. Iguais a flores de todas as ervas daninhas, proliferam na organização partidária os jornais, que, instigando com falta de consciência, envenenam também aquela parte da humanidade que inofensivamente deseja trilhar seu caminho. Os jornais procuram exceder-se uns aos outros da maneira mais desenfreada, porque têm de mostrar agora, devido à força impulsiva da Luz, toda a sua vacuidade, todos os seus esforços errados! E mostram- no! Imprimem em si próprios aquele cunho de que são merecedores e que não poderão mais alterar nem apagar, quando chegar a hora do esclarecimento para os seres humanos, na própria vivência, no próprio reconhecimento! Não haverá então nenhum retorno, onde avançaram demasiadamente, tornando deste modo, eles mesmos, impossível uma volta. Assim também aqui sobrevirão, devido à própria culpa, a queda e a autodestruição. Quando então todos os partidos tiverem se exaurido pela aceleração aumentada de suas atividades, de acordo com as leis sagradas desta Criação, aí como conseqüência imediata extinguir-se-ão também a maioria dos jornais, por não terem mais o que oferecer aos

29. seus leitores, quando se tiverem rompido suas bases com

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Ressonâncias da Mensagem do Graal II

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