Apostila de Ergonomia e Conforto

53 %
47 %
Information about Apostila de Ergonomia e Conforto

Published on March 20, 2014

Author: marinapzn

Source: slideshare.net

Profa. Marina Pezzini Ergonomia e conforto

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Pergunta Quais são as principais funções do organismo humano cujos aspectos operacionais influenciam a adequação ergonômica dos projetos de design? > Resposta São elas: neuromuscular, coluna vertebral, metabolismo, visão, audição e senso cinestésico. Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Função neuromuscular O sistema nervoso é composto pelo cérebro e a medula espinhal. A partir de estímulo físico, são gerados impulsos elétricos propagados ao longo das fibras nervosas até o cérebro. Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Função neuromuscular No cérebro, o estímulo é interpretado, gerando uma decisão. A decisão é enviada através dos nervos motores, que geram contrações musculares (movimentos e forças). Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Músculos A estrutura biomecânica do corpo é um grupo de alavancas (ossos, articulações e músculos). Nos músculos há a oxidação de gorduras e hidratos de carbono, reação exotérmica que gera trabalho (contração) e calor. Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Músculos Fadiga muscular é a redução da força, pela deficiência de irrigação sanguínea do músculo (quanto mais forte a contração, maior o estrangulamento da circulação sanguínea). Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Coluna vertebral Estrutura óssea com 33 vértebras empilhadas, realiza sustentação e mobilidade do corpo. Abriga a medula, por onde circulam todas as informações sensitivas para/do cérebro. Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Coluna vertebral A coluna pode apresentar deformações congênitas ou adquiridas, que causam dor, mas podem ser combatidas fortalecendo a musculatura dorsal e evitando cargas pesadas e posturas inadequadas. Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Metabolismo Através de transformações químicas, os alimentos (carboidratos, proteínas e gorduras) geram tecido e energia (o glicogênio é oxidado em uma reação exotérmica). Aula 01

Profa. Marina Pezzini Exercício 01 Em dupla, descrevam uma situação relativa ao design, para cada uma destas funções do organismo humano: neuromuscular, coluna vertebral, metabolismo. Aula 01

Profa. Marina Pezzini Organismo humano O organismo humano é equipado com receptores especializados, capazes de adquirir diversos estímulos do ambiente: Audição Olfato Paladar Tato Visão Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão Olhos ficam em cavidades ósseas (órbitas oculares), revestidos por tecido conjuntivo fibroso (esclerótica), com músculos que os movem. Na frente, há uma área transparente com maior curvatura (córnea). Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão O cristalino fica atrás da íris e é uma lente biconvexa que orienta a passagem de luz até a retina. Na frente, há um líquido fluido (humor aquoso) e atrás, uma câmara com um líquido viscoso e transparente (humor vítreo). Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão Há uma película com vasos sanguíneos e melanina (coroide), que nutre e absorve luz. Na frente, há uma estrutura muscular de cor variável (íris). Na íris, há um orifício central (pupila), por onde entra luz. A íris regula a luz, para não prejudicar as células da retina. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão A retina é uma membrana mais interna, com duas regiões: fóvea e ponto cego. A fóvea fica onde a imagem é projetada. O ponto cego fica no fundo do olho e é insensível à luz. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão A retina tem 2 tipos de células fotossensíveis: cones e bastonetes. Bastonetes são mais sensíveis à luz e cones são menos, porém são capazes de distinguir cores e gerar imagens nítidas. Há 3 tipos de cones, que se excitam com luz vermelha, verde ou a azul. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição O ouvido tem três partes: ouvido externo, médio e interno. O externo é a orelha; com o pavilhão auditivo, capta o som que passa pelo canal auditivo até o tímpano, onde começa o ouvido médio. No ouvido externo há glândulas sebáceas responsáveis pela secreção de cera, que protege o ouvido médio e interno. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição O ouvido médio tem início no tímpano, e quando o som chega a essa estrutura é transferido aos ossículos martelo, bigorna e estribo. No ouvido médio há um canal flexível chamado de tuba auditiva, ligado com a garganta, para regular a pressão no ouvido. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição O ouvido interno se encontra no osso temporal, no crânio. As vibrações que chegam dos ossículos passam por uma membrana (janela oval), até um órgão cheio de líquido (cóclea). Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição Na cóclea há uma membrana repleta de células sensoriais ciliadas agrupadas no órgão de Corti. Sobre esse há a membrana tectórica, que se apoia sobre os cílios das células sensoriais. Ao estimular os cílios, gera-se um impulso nervoso transmitido ao nervo auditivo e ao centro da audição no córtex cerebral. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato A pele é repleta de mecanoceptores, que captam toques, vibrações, pressão e temperatura. Há vários receptores: de Paccini; de Meissner; discos de Merkel; de Ruffini; de Krause; e terminações nervosas livres. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato Estas estruturas ficam em todo corpo: Receptores de Paccini: vibrações. Discos de Merkel: tato e pressão. Terminações nervosas livres: estímulos mecânicos, térmicos e dolorosos. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato Estas estruturas ficam nas regiões sem pelos: Meissner: toques leves e vibrações. Krause: frio; redor dos lábios e genitais. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato Estas estruturas ficam nas regiões com pelos: Ruffini: calor. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Olfato Poucas moléculas no ar bastam para estimular a mucosa olfativa, causando sensação de odor. Quanto mais moléculas, mais os receptores são estimulados. Mas o olfato tem grande capacidade adaptativa e em alguns minutos a sensação quase some. Os sabores também sensibilizam as células olfativas. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Olfato O ar com moléculas de cheiro entra nas fossas até a cavidade nasal, onde é umedecido, aquecido e purificado. No teto da cavidade há a mucosa olfativa (amarela), com células cujos prolongamentos mergulham em muco. Na base há outra mucosa (vermelha), rica em vasos sanguíneos e com glândulas secretoras. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Paladar Intrinsecamente associado ao olfato e à visão, por intermédio dos epitélios com células quimiorreceptoras localizadas entre a cavidade nasal e o palato, bem como os fotorreceptores que estimulam a degustação. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Paladar As papilas captam quimicamente as características do alimento e transmite até o cérebro, que identifica quatro sabores básicos: azedo, amargo, doce e salgado. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Senso cinestésico Reconhecimento da localização, posição, orientação e movimentação do corpo sem utilizar a visão. Permite manter o equilíbrio e realizar diversas atividades. Resulta da interação dos músculos, pele e ouvido. Aula 02

Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em dupla, descrevam exemplos de como estimular, através do design, cada uma destas funções do organismo humano: visão, audição, tato, olfato, paladar, senso cinestásico. Aula 02

Profa. Marina Pezzini As cinco peles > Friedensreich Hundertwasser, 1928 Pintor, ambientalista, naturista e construtor austríaco. A partir dos anos 1970, difundiu um modo de viver com moralidade e consciência, harmonia entre os homens e com a natureza. Considerava que a sociedade do consumo desvia o homem de ser como homem, de alcançar seu bem estar e do ambiente. Aula 03

Profa. Marina Pezzini As cinco peles 1. Epiderme 2. Vestimenta 3. Casa 4. Meio social e identidade 5. Humanidade, natureza e ambiente Aula 03

Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A primeira pele: a epiderme Primeira interface do corpo/homem/sujeito com o mundo/ambiente/pessoas. Privacidade, territorialidade, gosto pela solidão, amizade. O sujeito resulta do meio: o outro, a cultura, o inconsciente, as fantasias, recordações. O sujeito é centro do design: suas necessidades, desejos, limitações e capacidades. Aula 03

Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A segunda pele: a vestimenta Embalagem do sujeito, elementos que precisa para interagir com o outro e com o ambiente. Espaço pessoal, estresse da invasão desse espaço, dependendo do gênero, da cultura. Interação com equipamentos, mobiliário, etc. Aula 03

Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A terceira pele: a casa Todo ambiente onde o homem realiza suas atividades de trabalho, lazer, espiritualidade, etc. Fluxos, alcances, leiautes, iluminação, estética e outras relações físicas e simbólicas. Aula 03

Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quarta pele: o meio social e a identidade Família, contexto geográfico, social e cultural, dimensões individual e coletiva, formas de interação, estilos de consumo. Preferências: funcionalidade, usabilidade e prazer. Prazeres: físico, social, psicológico e ideológico. Qualidade dos ambientes: relação interior/exterior; visibilidade; apropriação. Aula 03

Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quinta pele: a humanidade, a natureza e o meio ambiente Cidade, planejamento urbano e ambiental e princípios ambientais: economia, gestão ambiental, garantia das gerações futuras. Reduzir o ritmo do consumo de produtos, fazendo uma conexão emocional com a sustentabilidade, preservando a quinta pele. Aula 03

Profa. Marina Pezzini Exercício 03 Em dupla, descrevam exemplos de interações desconfortáveis da primeira e da segunda pele com o ambiente construído. Aula 03

Profa. Marina Pezzini Conforto À medida que os produtos têm maior proximidade com o corpo, o conforto se torna mais complexo e requer a ciência do conforto Aula 05

Profa. Marina Pezzini Conforto > Conceitos Ausência de dor e de desconforto em estado neutro, nas interações física, social e cultural entre o corpo e o produto/sistema/ambiente Estado agradável de harmonia fisiológica, psicológica e física entre o ser humano e o produto/sistema/ambiente Percepção sensorial e resposta fisiológica diante das propriedades físicas, térmicas e mecânicas dos materiais, bem como das condições ambientais e nível de atividade > Dimensões Psico-estética Sensorial (toque) Termofisiológica Ergonômica (física) Aula 05

Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto psico-estético Cor Textura Caimento Estilo Status Significado > Significado Individualização Emocionalidade Aula 05

Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto físico Relacionado às propriedades mecânicas dos materiais, trocas de força, deformações e relação da pele com a superfície de contato (toque passivo) durante o uso Peso Tensões Tração Flexão Compressão Toque Material Acabamento Aula 06

Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto termofisiológico Ausência de desconforto na transferência de calor e umidade com o ambiente; manutenção do balanço térmico do corpo em diferentes níveis de atividade física; sensação positiva em situações transitórias Aula 06

Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto sensorial Temperatura Textura/toque Medidas Mobilidade Usabilidade Acionamentos Aula 06

Profa. Marina Pezzini Conforto > Análise sensorial Metodologia que visa avaliar as reações produzidas pelas características dos materiais e como são percebidas pelos órgãos dos sentidos, bem como a aceitação de produtos no mercado, conforme gostos e preferências dos usuários > Métodos Sensorial descritivo Sensorial discriminatório Sensorial afetivo Aula 06

Profa. Marina Pezzini Iluminação e cores Aula 10

Profa. Marina Pezzini Iluminação e cores Aula 11

Profa. Marina Pezzini Temperatura, ruídos e vibrações Aula 12

Profa. Marina Pezzini Temperatura, ruídos e vibrações Aula 13

Profa. Marina Pezzini Posto de trabalho e segurança Aula 14

Profa. Marina Pezzini Posto de trabalho e segurança Aula 15

Profa. Marina Pezzini ABNT NBR 15575 > Edificações Habitacionais – Desempenho A ABNT NBR 15575 foi elaborada no Comitê Brasileiro da Construção Civil, pela Comissão de Estudos de Desempenho de Edificações e circulou em Consulta Nacional. Estabelece critérios de desempenho térmico, acústico, lumínico e de segurança ao fogo. > Objetivos Atender às exigências dos usuários, quanto aos sistemas que compõem edificações habitacionais, em uso, independentemente dos materiais ou sistemas construtivos. Incentivar e balizar o desenvolvimento tecnológico, com eficiência técnica e econômica das inovações geradas. Aula 19

Profa. Marina Pezzini ABNT NBR 15575 > Desempenho Comportamento em uso de uma edificação e seus sistemas, com nível mínimo, intermediário ou superior. A maneira de estabelecer o desempenho é internacionalmente pensada, com a definição de requisitos (qualitativos), critérios (quantitativos) e métodos de avaliação. > Especificações de desempenho Conjunto de requisitos e critérios de desempenho estabelecido para a edificação ou seus sistemas. > Critérios de desempenho Especificações quantitativas e mensuráveis dos requisitos de desempenho. > Requisitos de desempenho Condições que expressam qualitativamente os atributos que a edificação habitacional e seus sistemas devem possuir. Aula 19

Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários As exigências do usuário para edificações habitacionais abordadas pela NBR 15575 são: Segurança Habitabilidade Sustentabilidade Aula 19

Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários > Segurança As exigências do usuário relativas à segurança são expressas pelos seguintes fatores: Segurança estrutural Segurança contra o fogo Segurança no uso e na operação Aula 19

Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários > Habitabilidade As exigências do usuário relativas à habitabilidade são expressas pelos fatores: Estanqueidade Desempenho térmico/acústico/lumínico Saúde, higiene e qualidade do ar Funcionalidade e acessibilidade Conforto tátil e antropodinâmico Aula 19

Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários > Sustentabilidade As exigências do usuário relativas à sustentabilidade são expressas pelos fatores: Durabilidade Manutenibilidade Impacto ambiental Aula 19

Profa. Marina Pezzini Incumbências > Do projetista Estabelecer a vida útil projetada (VUP) Especificar materiais/produtos/processos Solicitar informações ao fabricante > Do usuário Realizar a manutenção Aula 19

Profa. Marina Pezzini Avaliação de desempenho > Realização Deve ser realizada por instituições de ensino ou pesquisa, laboratórios especializados, empresas de tecnologia, equipes multiprofissionais ou profissionais de reconhecida capacidade técnica. > Metodologia Os métodos incluem ensaios laboratoriais, ensaios de tipo, ensaios em campo, inspeções em protótipos ou em campo, simulações e análise de projetos. > Resultado O relatório deve reunir informações sobre o edifício habitacional ou sistema analisado, baseado nos requisitos e critérios avaliados de acordo com a Norma. > Ler itens 7 a 18, nas págs. 14 a 33. Aula 19

Profa. Marina Pezzini Avaliação de desempenho A avaliação a ser realizada na disciplina irá utilizar como metodologia a análise de projeto para gerar um relatório com ênfase na habitabilidade e nos seguintes fatores: Funcionalidade e acessibilidade Conforto tátil e antropodinâmico Aula 19

Profa. Marina Pezzini Funcionalidade e acessibilidade > Altura mínima de pé direito A altura mínima de pé-direito não pode ser inferior a 2,50 m. Admite-se 2,30m em vestíbulos, halls, corredores, instalações sanitárias e despensas. Aula 19

Profa. Marina Pezzini Funcionalidade e acessibilidade > Disponibilidade mínima de espaços para uso e operação da habitação Prever no mínimo a disponibilidade de espaço nos cômodos do edifício habitacional para colocação e utilização dos móveis e equipamentos padrão listados no Anexo X. Aula 19

Profa. Marina Pezzini Funcionalidade e acessibilidade > Adequação para deficientes físicos Prever mínimo de unidades para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida pela legislação vigente e adequadas à NBR 9050. Acessos e instalações Substituição de escadas por rampas Limitação de declividades e trajetos Largura de corredores e portas Alturas de peças sanitárias Alças e barras de apoio Aula 19

Profa. Marina Pezzini Conforto tátil e antropodinâmico > Conforto tátil e adaptação ergonômica Não prejudicar atividades normais como caminhar, apoiar, limpar, brincar, etc. Não apresentar rugosidades, contundências, depressões ou outras irregularidades. Elementos e componentes devem ser projetados, construídos e montados de modo a não provocar ferimentos nos usuários. Aula 19

Profa. Marina Pezzini Conforto tátil e antropodinâmico > Adequação antropodinâmica Apresentar formato compatível com a anatomia humana. Não requerer excessivos esforços para manobra e movimentação no uso de componentes, equipamentos. Aula 19

Profa. Marina Pezzini Habitabilidade A habitabilidade é uma condição essencial de qualquer edificação, que demonstra se a relação do ser humano com o ambiente é plena e se permite sentimentos de segurança e pertencimento. Aula 20

Profa. Marina Pezzini Habitabilidade A habitabilidade habitacional é o atendimento a requisitos mínimos que garantam o morar com saúde e bem estar e propiciem a dignidade humana. Promove o pleno exercício do ato de morar, ampliando e melhorando a qualidade do espaço e da vida. Trata de padrões que propiciem o convívio harmônico através da reflexão e do aprimoramento das relações lugar/objeto/habitação. Aula 20

Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > Dimensão pragmática ou prática A habitação deve oferecer adequação dimensional para o uso físico e proteção de interpéries. Aula 20

Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > Dimensão simbólica ou cultural A habitação deve ser um lugar agradável, seguro e confortável, mediante aspectos comportamentais como territorialidade, privacidade, identidade e ambiência. Aula 20

Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > Dimensão funcional A habitação deve favorecer as atividades cotidianas e a organização espacial em relação ao seu uso e seu propósito; deve permitir ao homem habitar em segurança um local que atenda às suas expectativas e necessidades e possibilite expressar sua cultura. Aula 20

Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > Dimensões fenomenológicas Enfocam como o edifício é vivenciado; as necessidades humanas que precisam ser consideradas quando se concebe um ambiente; constituem o elo entre o nível subjetivo e o objeto arquitetural. Aula 20

Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Conceito Estudo interdisciplinar da relação recíproca humano-ambiente em seu contexto físico e social. As percepções, atitudes, avaliações, representações ambientais e os comportamentos derivados, individual e coletivamente. > Prejuízos Fadiga; estresse ambiental físico ou psicológico; sobrecarga na realização das tarefas; doenças laborais; insatisfação e baixo desempenho ; erros e acidentes aos usuários durante seu relacionamento/atividade com o sistema e comprometer a sua segurança, satisfação e saúde. Estresse por confinamento; dificuldade de concentração; perda de privacidade Aula 21

Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Espaço pessoal Área ao redor da pessoa com delimitações invisíveis, estabelecidas pelos indivíduos de acordo com as suas próprias características. Aula 21

Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Territorialidade Comportamento ou atitudes de indivíduos ou grupos que visam controlar espaços físicos, objetos pessoais e idéias. Aula 21

Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Privacidade Possibilidade de o indivíduo controlar o acesso de outras pessoas sobre ele mesmo, seu espaço e informações a seu respeito. Aula 22

Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Aglomeração (confinamento) Forma subjetiva de perceber a concentração de pessoas ou objetos dentro de um espaço restrito. Aula 22

Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Apropriação (nidificação) Envolve a identificação simbólica e um sentimento de pertencimento que possibilita a transformação de espaços e lugares. Aula 22

Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23

Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 24

Profa. Marina Pezzini Design universal Projeto tão usável e flexível quanto possível, voltado a um grupo de pessoas tão amplo e diversificado quanto possível, sem adaptação, diferenciação ou estigmatização e com viabilidade comercial Surgiu em 1985, a partir do arquiteto Ron Mace, com o objetivo de adequar produtos e serviços à diversidade humana e incluindo todos nos espaços de convivência social. Diversidade humana: crianças, idosos, grávidas, estrangeiros, pessoas muito altas/baixas/magras/gordas, pessoas com deficiências ou restrições temporárias ou permanentes, físicas ou cognitivas Aula 28

Profa. Marina Pezzini Design universal > Tipos de restrição Sensorial: dificuldades na percepção das informações por ineficiência dos sentidos; Cognitiva: dificuldades no tratamento das informações por limitações no sistema cognitivo; Físico-motora: dificuldades em atividades com força física, coordenação motora, precisão ou mobilidade; Múltipla: associação de mais de um tipo de restrição. Aula 28

Profa. Marina Pezzini Design universal > Princípios 1. uso equitativo 2. flexibilidade de uso 3. uso fácil e intuitivo 4. informação perceptível 5. tolerância ao erro 6. baixo esforço físico 7. tamanho e espaço para acesso e uso Aula 28

Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Uso equitativo O design é útil e comercializável às pessoas com habilidades diferenciadas. (1) Prover os mesmos significados de uso para todos os usuários: idêntico quando possível, equivalente quando não possível. (2) Impedir a segregação ou estigmatização dos usuários. (3) Prover privacidade, segurança e proteção de forma igualmente disponível para todos os usuários. (4) Fazer o projeto ser atraente para todos os usuários. Aula 28

Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Flexibilidade de uso O design atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades. (1) Prover escolhas na forma de utilização. (2) Acomodar acesso e utilização para destros e canhotos. (3) Facilitar a precisão e acuidade do usuário. (4) Prover adaptabilidade para a velocidade (compasso, ritmo) do usuário. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Uso fácil e intuitivo O uso do design é de fácil compreensão, independentemente de experiência, nível de formação, conhecimento do idioma ou da capacidade de concentração do usuário. (1) Eliminar a complexidade desnecessária. (2) Ser coerente com as expectativas e intuições do usuário. (3) Acomodar uma faixa larga de habilidades de linguagem e capacidades em ler e escrever. (4) Organizar as informações de forma compatível com sua importância. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Informação perceptível O design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias, independentemente de sua capacidade sensorial ou de condições ambientais. (1) Usar diferentes maneiras (visual, verbal, tátil) para apresentação redundante de uma informação essencial. (2) Maximizar a legibilidade da informação essencial. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Tolerância ao erro O design minimiza o risco e as conseqüências adversas de ações involuntárias ou imprevistas. (1) Organizar os elementos para minimizar riscos e erros: os elementos mais usados devem ser os mais acessíveis; elementos de risco ou perigosos eliminados, isolados ou protegidos. (2) Providenciar avisos de riscos de erro. (3) Providenciar características de segurança na falha humana. (4) Desencorajar ações inconscientes em tarefas que exigem vigilância. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Baixo esforço físico O design pode ser utilizado com um mínimo de esforço, de forma eficiente e confortável. (1) Permitir ao usuário manter uma posição corporal neutra. (2) Usar moderadas forças na operação. (3) Minimizar ações repetitivas. (4) Minimizar a sustentação de um esforço físico. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Tamanho e espaço para acesso e uso O design oferece espaços e dimensões apropriados para interação, alcance, manipulação e uso, independentemente de tamanho, postura ou mobilidade do usuário. (1) Colocar os elementos importantes no campo visual de qualquer usuário sentado ou de pé. (2) Fazer com que o alcance de todos os componentes seja confortável para qualquer usuário, sentado ou de pé. (3) Acomodar variações da dimensão da mão ou da empunhadura. (4) Prover espaço adequado para o uso de dispositivos assistidos ou assistência pessoal. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Conceito É uma série de condições que determinam acesso e uso, com segurança e autonomia, sem conhecimento prévio, dos equipamentos e ambientes. Acessibilidade é cidadania. > Componentes da acessibilidade 1. Orientabilidade 2. Comunicação 3. Deslocamento 4. Uso Aula 29

Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Orientabilidade As condições de orientação espacial são determinadas pelas características ambientais que permitem aos indivíduos reconhecer a identidade e as funções dos espaços e definir estratégias para seu deslocamento e uso. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Comunicação As condições de comunicação em um ambiente dizem respeito às possibilidades de troca de informações interpessoais, ou troca de informações pela utilização de equipamentos de tecnologia assistiva, que permitam o acesso, a compreensão e participação nas atividades existentes. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Deslocamento As condições de deslocamento em edificações referem-se à possibilidade de qualquer pessoa poder movimentar- se ao longo de percursos horizontais e verticais (saguões, escadas, corredores, rampas, elevadores) de forma independente, segura e confortável, sem interrupções e livre de barreiras físicas para atingir os ambientes que deseja. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Uso As condições de uso dos espaços e dos equipamentos referem-se à possibilidade efetiva de participação e realização de atividades por todas as pessoas. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Barreiras de acessibilidade Restringem o uso com conforto e segurança, a percepção e a compreensão, a participação, excluem e segregam Físico-espaciais Atitudinais Aula 29

Profa. Marina Pezzini Barreiras de acessibilidade > Físico-espaciais São os elementos físicos, naturais ou construídos, que dificultam ou impedem a realização de atividades desejadas de modo independente. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Barreiras de acessibilidade > Atitudinais São estabelecidas na esfera social, quando as relações humanas centram-se nas dificuldades dos indivíduos e não em suas habilidades, criando empecilhos para a sua participação na sociedade. Oseu reconhecimento é importante para desenvolver ações de conscientização da população no sentido de respeito às leis e práticas de inclusão social. Aula 29

Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas Elaborada pelo biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy na década de 40. > Pressupostos A integração das ciências naturais e sociais orienta-se para uma teoria de sistemas; uma abordagem abrangente para estudar campos não-físicos do conhecimento científico e promover integração na educação científica. Aula 30

Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas > O que são sistemas? Conjunto de componentes dinamicamente inter-relacionados, para atingir um objetivo, agindo sobre dados/energias/materiais, para fornecer informações/energias/produtos. Os componentes e fluxos devem permanecer em sinergia e homeostase ao longo do tempo. A integração entre os componentes do sistema se dá por fluxo de dados/energias/materiais… e a interação do sistema com o meio, através de entradas e saídas. Aula 30

Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas > Componentes dos sistemas: Sistema alvo Subsistema Suprasistema ou fronteira do sistema Elementos > Elementos dos sistemas: Homem Tarefa Máquina Ambiente Entradas Saídas Insumos Processos Restrições Requisitos Resultados despropositados Descarte Objetivo Meta ou função Aula 30

Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas > Funções dos sistemas: Anatômicas Dimensionais Acionais Informacionais Cognitivas Simbólicas Estéticas Químico-ambientais Espaciais/arquiteturais Organizacionais Estruturais De desempenho/resistência > Tipos de sistemas: Passivos Ativos Interativos Abertos Fechados Isolados Homeostáticos Em série Paralelos Físicos Conceituais Aula 30

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Passivos Não executam nenhuma ação, não processam nenhum tipo de energia ou mecanismo; a interação entre os elementos atinge a meta do sistema de maneira passiva. Aula 30

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Ativos Executam ações, processam energias ou mecanismos; a interação entre os elementos atinge a meta do sistema de maneira ativa. Aula 30

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Interativos Tipo de sistema ativo que interage com o homem através de mecanismos de estímulos e respostas, ou seja, as entradas são estímulos provocados pelo o homem na máquina e as saídas são respostas a estes estímulos. Aula 30

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Abertos Dependem ou admitem interferência externa para processarem entradas em saídas. Aula 30

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Fechados Não recebem interferências externas para processarem entradas em saídas; não trocam matéria mas trocam energia com o exterior; todas variáveis são conhecidas e controláveis. Panela de pressão Estúdio musical Botijão de gás não usado Garrafa térmica fechada Aula 30

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Isolados Não trocam matéria nem energia com o exterior; sistema fechado + sistema isolante. Aula 30

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Homeostáticos Homeostasia ou homeostase é a propriedade de sistemas abertos muito estáveis, que mantem um equilíbrio interno dinâmico mediante variações externas, através de mecanismos de auto-regulação. Aula 31

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Em série Sistemas dependes que atuam em série, de modo que a entrada de um corresponde à saída do outro. Aula 31

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Paralelos Sistemas independentes que atuam em paralelo. Casos que requerem segurança utilizam sistemas paralelos redundantes. Aula 31

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Físicos ou concretos Compostos de matéria, energia, maquinaria, equipamentos, objetos, coisas reais. Aula 31

Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Conceituais Compostos de conceitos, planos, hipóteses e idéias que às vezes só existem no pensamento das pessoas. Ajudam a encontrar objetivos ou modelar sistemas físicos. Aula 31

Profa. Marina Pezzini Modelamento dos sistemas Representações simplificadas da realidade, que facilitam o estudo dos sistemas, com um número restrito de variáveis. SISTEMA ALIMEN TADOR ENTRADAS SAÍDAS SISTEMA ALVO SISTEMA ULTERIOR RESTRI ÇÕES METAS RESULTADOS DESPROPO SITADOS AMBIENTE REQUI SITOS SISTEMA HOMEM-TAREFA-MÁQUINA Aula 31

Profa. Marina Pezzini Problematização dos sistemas Formular um problema é descrever de maneira explícita, clara, compreensível e operacional a dificuldade a resolver. Levantar informações sobre o sistema Definir claramente objetivos e problemas Analisar o meio ambiente Delimitar a atuação Aula 31

Profa. Marina Pezzini Problematização dos sistemas > Tipos de problemas ergonômicos Interfaciais Instrumentais Informacionais Acionais Comunicacionais Cognitivos Interacionais Movimentacionais De deslocamento De acessibilidade Urbanísticos Espaciais/arquiteturais/de interiores Físico-ambientais Químico-ambientais Biológicos Naturais Acidentários Operacionais Organizacionais Gerenciais Instrucionais Psicossociais > Tipos de disfunções sistêmicas Entradas Saídas/resultados despropositados Disposição dos elementos Funcionamento Manutenção/conservação Entorno Rendimento Desempenho Ecológicas Ambiente externo Aula 31

Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Conceito Metodologia para solucionar problemas ergonômicos. Divide-se em até 5 etapas, nas quais podem-se empregar diferentes procedimentos/técnicas/ferramentas. > Etapas Apreciação Diagnose Projetação Avaliação/validação Detalhamento e otimização Aula 32

Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Apreciação Observação, levantamento de informações e modelamento do sistema. Podem-se usar as seguintes técnicas: Observação sistemática Entrevistas não estruturadas Computação gráfica Aula 32

Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Diagnose Formulação, classificação, hierarquização dos problemas e sugestões preliminares de melhoria. Podem-se usar as técnicas: Análise da tarefa Paineis semânticos Matriz GUT Aula 32

Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Projetação Desenvolvimento da solução através de um projeto. Podem-se usar as seguintes técnicas: Quadro de requisitos Geração de alternativas Modelamento digital Aula 33

Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Validação Avaliação da solução proposta junto aos atores do sistema. Podem-se usar as seguintes técnicas: Testes de usabilidade Questionários de satisfação Grupos de foco Aula 33

Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Otimização e detalhamento Otimização e detalhamento da solução proposta/projeto desenvolvido. Podem-se usar as seguintes técnicas: Memorial descritivo Aula 33

Add a comment

Related pages

Apostila de Ergonomia - ergonomianotrabalho.com.br

Apostila de Ergonomia ... máximo conforto, ... “A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas e
Read more

Apostila Ergonomia 1 - Conteúdos de Segurança do Trabalho

11.1) Condições ambientais O ambiente de trabalho deve proporcionar a pessoa não apenas a salubridade, mas também conforto. Para isso, três ...
Read more

Conforto Ambiental I: Ergonomia e Antropometria

http://biologia.ifsc.usp.br/bio1/apostila/bio 1_parte_08.pdf acessado em 9/3/2013. ... Conforto Ambiental I: Ergonomia e Antropometria ...
Read more

Apostila Ergonomia - Parte 2

APOSTILA DE ERGONOMIA ... desconforto, sofrimento e doenças ou proporcionar a sensação de conforto. ... (Ergonomia ) do
Read more

Questões de Concursos - Ergonomia - NR17

... Estude tudo sobre Ergonomia ... afirmar que os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos requisitos mínimos de conforto, ...
Read more

DESLOCAR, LEVANTAR E TRANSPORTAR CARGAS MANUAIS

QUANDO SURGIU A ERGONOMIA. 2. DEFINIÇÃO ... Busca dar o máximo de conforto , segurança, eficiência e melhoria das condições de trabalho existentes.
Read more

apostila+de+ergonomia - pt.scribd.com

Não respeitar carga de trabalho físico. mas em índices de conforto e de sobrecarga térmica. não se fala em ... apostila+de+ergonomia. by Bárbara ...
Read more